Redação Pragmatismo
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Mundo 18/Jul/2014 às 10:52
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Investigadores da queda do MH17 terão segurança de rebeldes pró-Rússia

Separatistas garantirão segurança de investigadores que averiguarão queda do MH17. O serviço nacional ucraniano de Situações de Emergência informou que já foram encontrados os corpos de 121 dos ocupantes da aeronave

malaysia airlines mh17 desastre
Tributo às vítimas do voo MH17 (Foto: Ibtimes)

A OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) informou nesta sexta-feira (18/07) que um grupo de seus especialistas está a caminho do local do acidente do avião da Malaysia Airlines e que os rebeldes garantiram a segurança dos observadores e dos investigadores internacionais que vão averiguar as causas da queda da aeronave.

O grupo de contato, que inclui representantes de Ucrânia, Rússia e da OSCE falou ontem à noite, por videoconferência, com os rebeldes pró-russos de Donetsk, que controlam a região do leste ucraniano, onde um avião da companhia aérea malaia caiu ontem com quase 300 passageiros a bordo.

A mediadora do conflito entre as autoridades de Kiev e os insurgentes, informou hoje que o grupo se reuniu na capital ucraniana para a videoconferência com os rebeldes.

“Em vista do terrível acidente do avião malaio na região de Donetsk, e com o objetivo de estabelecer uma série de medidas práticas urgentes, o grupo participou de uma videoconferência com representantes dos grupos separatistas em Donetsk”, afirmou a OSCE em comunicado divulgado hoje através de seu site.

Segundo os serviços de inteligência dos EUA, o avião da companhia Malaysia Airlines, que fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur, foi abatido por um míssil terra-ar, mas não pôde especificar quem foi responsável pelo disparo.

Tanto as autoridades de Kiev como os rebeldes pró-russos do leste trocaram acusações sobre quem foi responsável pela queda do avião, em pleno conflito armado.

O serviço nacional ucraniano de Situações de Emergência informou hoje que já foram encontrados os corpos de 121 dos ocupantes da aeronave no local dos destroços. A companhia aérea informou que 298 pessoas estavam no avião, 283 passageiros e 15 tripulantes.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Luiz Postado em 18/Jul/2014 às 13:32

    "Segundo os serviços de inteligência dos EUA, " Sò eu acho essa frase algo que fede a imperialismo? Ou alguem esqueceu do "armas de destruiçao em massa no Iraque"?

    • Paulo Postado em 18/Jul/2014 às 14:33

      Se alguém tinha esquecido eles fizeram questão de lembrar quando tentaram usar o mesmo migué pra bombardear a Síria ano passado.

    • Karl Postado em 21/Jul/2014 às 02:55

      Lá vai de novo a equipe do Inspetor Crouzot. A proposito, a quantas anda a investigação sobre quem matou civis na Síria com gás tóxico?

  2. Heber Pelagio Postado em 18/Jul/2014 às 17:25

    Aumentam as suspeitas de que o Boeing 777 da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia nesta quinta-feira (17/07) tenha sido derrubado por um míssil. Entretanto, ainda permanece o mistério sobre o autor do disparo. Informações do governo ucraniano indicam que os separatistas pró-Rússia confundiram o avião, com 298 passageiros a bordo, com uma aeronave militar ucraniana. Ao mesmo tempo, um funcionário do governo dos EUA disse que Washington acredita que o avião foi derrubado por um míssil. O voo MH17, que havia decolado em Amsterdã, encontrava-se a cerca de dez mil metros de altura, sobrevoando a região de Donetsk, quando desapareceu dos radares. Apenas 17 minutos depois, Igor Strelkov, o ministro da Defesa da República de Donetsk, proclamada pelos separatistas, escreveu na plataforma russa na internet VKontakte: "Acabamos de abater um AN-26". Ele se referia a uma aeronave militar de transporte de produção soviética, que também está a serviço da Força Aérea da Ucrânia. Junto à postagem na rede social, havia um vídeo cujas imagens se assemelham bastante a fotos do local da queda do avião malaio. Além disso, Strelkov escreveu que a aeronave derrubada pelos rebeldes teria caído perto da mina de Petropavlovskaya − não muito longe do local da queda do MH17. Indícios de envolvimento rebelde A postagem de Strelkov no site VKontakte foi apagada pouco tempo depois. O Exército ucraniano, entretanto, já havia salvado o comentário e encaminhado o texto à imprensa, com tradução em inglês. Além disso, o serviço secreto ucraniano SBU divulgou conversas telefônicas entre dois líderes rebeldes que haviam sido grampeados. Nas gravações, eles afirmam ter derrubado um avião de passageiros. Especialistas de inteligência dos EUA acreditam "fortemente" que a aeronave foi atingida por um míssil terra-ar. Ao mesmo tempo, Washington vê a Rússia como uma das responsáveis pela tragédia. "O incidente ocorreu no contexto de uma crise na Ucrânia, que é alimentada pelo apoio russo aos separatistas, com armas, equipamentos e treinamento", declarou a Casa Branca. A princípio, os separatistas negam que tenham equipamento capaz de abater uma aeronave a dez mil metros de altura. Mas algumas horas antes do acidente, ainda era possível ver na conta de Twitter da autoproclamada República de Donetsk que os rebeldes haviam roubado do Exército ucraniano mísseis terra-ar do tipo Buk. Este comentário também foi apagado posteriormente. O Exército ucraniano havia confirmado bem antes do acidente com o Boeing 777 que os separatistas possuíam mísseis do tipo Buk, que, segundo seu fabricante, podem alcançar alvos a até 25 mil metros de altura. Segundo a mídia local, as autoridades de Kiev afirmaram nesta sexta-feira que os mísseis desse tipo que os separatistas tomaram do Exército da Ucrânia em junho não estavam aptos a ser usados. Para o governo ucraniano, um sistema Buk, com mísseis e pessoal capaz de operá-lo, teria sido trazido da Rússia. Fonte: http://dw.de/p/1Cf3k

    • karl Postado em 21/Jul/2014 às 03:14

      Helber Pelagio, especialistas concluíram que as gravações e o suposto vídeo eram falsificações baratas e mal feiras, tanto que nem eles mesmos ( ucranianos, americanos e europeus) tocaram mais no assunto. Sequer vieram a público explicar a farsa. Agora me aparece o Poroshenko dizendo que tem imagens de satélite que mostram o local exato de onde partiu o míssil. Ligou para Francois Hollande, armou um circo para a mídia ocidental, acusou de novo a Russia e os separatistas. Mas prova mesmo que é bom, dias depois do incidente, não mostrou nenhuma. Já vimos este filme antes e o final dele foi a destruição do Iraque, do Afeganistão, da Líbia, da Síria. Resultando na morte de milhares e pessoas e à mutilação de outros milhares. Esta mesma mídia ou fonte que você cita, incentivou os EUA e seus asseclas e repercutiram à exaustão todas as mentiras acima citadas. São todos co-responsáveis por este caos e morte reinante. Da mesma forma, Israel age na Palestina. Usando falsas acusações como desculpa, está exterminando impiedosa e indiscriminadamente os palestinos, usando inclusive, gás sarin, bombas de fósforo branco, as terríveis flechetas - pequenas flechas colocadas dentro de bombas que quando explodem são lançadas a centenas de metros e em todas as direções, todas armas proibidas pelos tratados internacionais entre outras barbaridades. A mídia corporativa ocidental, os EUA e a Europa são co-responsáveis também por esta carnificina.

  3. Franco Postado em 19/Jul/2014 às 04:14

    Esses rebeldes são traidores do próprio país, merecem bala apenas.

    • Marcos Vinicius Postado em 21/Jul/2014 às 10:38

      E você mereceria o quê por falar uma idiotice dessas? Eles apenas estão rejeitando um governo imposto por lá. Nada mais legítimo haver resistência.

  4. Héber Pelágio Postado em 22/Jul/2014 às 17:27

    Michael Clarke, diretor-geral do Departamento de Estudos em Defesa e Segurança do Royal United Services Institute, disse à BBC que é possível que o ataque tenha sido feito pelo lado rebelde por engano. "Todas as provas são circunstanciais, mas tudo aponta para um sentido: os separatistas utilizaram um míssil SA-11 Buk", disse Clarke. O sistema Buk, também co nhecido como o Gadfly (como nomeia a Otan), é de fabricação russa e foi concebido originalmente nos anos 70 (como sucessor do sistema SA-6). "Nós sabemos que os separatistas comemoram no dia 29 de junho o fato de terem roubado um (míssil russo) SA-11 Buk dos ucranianos", disse, "inclusive disseram onde pegaram, de uma região de defesa aérea ucraniana e até informaram seu número, que era A1402 ", conta Clarke. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140721_aviao_malasia_nao_sabe_kb.shtml