Redação Pragmatismo
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Palestina 15/Jul/2014 às 16:17
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Gaza, por Robert Fisk

Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três adolescentes israelenses ou de um adolescente palestino. Robert Fisk, especialista em Oriente Médio, conta a verdadeira história de Gaza

OK, só nessa tarde, o escore de dois dias de mortes é 40 mortos palestinos e nenhum morto israelense. Passemos agora à história de Gaza de que ninguém falará nas próximas horas.

É terra. A questão é terra. Os israelenses de Sderot estão recebendo tiros de rojões dos palestinos de Gaza, e agora os palestinos estão sendo bombardeados com bombas de fósforo e bombas de fragmentação pelos israelenses. É. Mas e como e por que, para início de conversa, há hoje 1 milhão e meio de palestinos apertados naquela estreita Faixa de Gaza?

SAIBA MAIS: Entenda o novo genocídio de Israel contra Gaza

As famílias deles, sim, viveram ali, não eles, no que agora é chamado Israel. E foram expulsas – e tiveram de fugir para salvar suas vidas – quando foi criado o estado de Israel.

E – aqui, talvez, melhor respirar fundo antes de ler – o povo que vivia em Sederot no início de 1948 não eram israelenses, mas árabes palestinos. A vila palestina chamava-se Huj. Nunca foram inimigos de Israel. Dois anos antes de 1948, os árabes de Huj até deram abrigo e esconderam ali terroristas judeus do Haganah, perseguidos pelo exército britânico. Mas quando o exército israelense voltou a Huj, dia 31/5/1948, expulsaram todos os árabes das vilas… para a Faixa de Gaza! Tornaram-se refugiados. David Ben Gurion (primeiro primeiro-ministro de Israel) chamou a expulsão de “ação injusta e injustificada”). Pior, impossível. Os palestinos de Huj, hoje Sderot, nunca mais puderam voltar à terra deles.

E hoje, bem mais de 6 mil descendentes dos palestinos de Huj – atual Sderot – vivem na miséria de Gaza, entre os “terroristas” que Israel mente que estaria caçando, e os quais continuam a atirar contra o que foi Huj.

A história do direito de autodefesa de Israel é a história de sempre. Hoje, foi repetida e a ouvimos mais uma vez. E se a população de Londres estivesse sendo atacada como o povo de Israel? Não responderia? Ora bolas, sim. Mas não há mais de um milhão de ex-moradores de Londres expulsos de suas casas e metidos em campos de refugiados, logo ali, numas poucas milhas quadradas cercadas, perto de Hastings!

A última vez em que se usou esse falso argumento foi em 2008, quando Israel invadiu Gaza e assassinou pelo menos 1.100 palestinos (escore: 1.100 mortos palestinos, a 13 mortos israelenses). E se Dublin fosse atacada por foguetes – perguntou então o embaixador israelense? Mas nos anos 1970s, a cidade britânica de Crossmaglen no norte da Irlanda estava sendo atacada por foguetes da República da Irlanda – nem por isso a Real Força Aérea britânica pôs-se a bombardear Dublin, em retaliação, matando mulheres e crianças irlandesas.

No Canadá em 2008, apoiadores de Israel repetiram esse argumento fraudulento: e se o povo de Vancouver ou Toronto ou Montreal fosse atacado com foguetes lançados dos subúrbios de suas próprias cidades? Como se sentiriam? Não. Os canadenses nunca expulsaram para campos de refugiados os habitantes originais dos bairros onde hoje vivem.

Passemos então para a Cisjordânia. Primeiro, Benjamin Netanyahu disse que não negociaria com o ‘presidente’ palestino Mahmoud Abbas, porque Abbas não representava também o Hamás. Depois, quando Abbas formou um governo de unidade, Netanyahu disse que não negociaria com Abbas, porque ‘unificara’ seu governo com o “terrorista” Hamas. Agora, está dizendo que só falará com Abbas se romper com o Hamas – quando, então, rompido, Abbas não representará o Hamas…

Enquanto isto, o grande filósofo da esquerda israelense, Uri Avnery – 90 anos e, felizmente, cheio de energia – ataca a mais recente obsessão de seu país: a ameaça de que o ISIS mova-se para oeste, lá do seu ‘califado’ iraquiano-sírio, e aporte à margem leste do rio Jordão.

“E Netanyahu disse”, segundo Avnery, que “se não forem detidos por uma guarnição permanente de Israel no local (no rio Jordão), logo mostrarão a cara nos portões de Telavive”. A verdade, claro, é que a força aérea de Israel esmagaria qualquer ‘ISIS’, no momento em que começasse a cruzar a fronteira da Jordânia, vindo do Iraque ou da Síria.

A importância da “guarnição permanente”, contudo, é que se Israel mantém seu exército na Jordânia (para proteger Israel contra o ISIS), um futuro estado “palestino” não terá fronteiras e ficará como enclave dentro de Israel, cercado por território israelense por todos os lados. “Em tudo semelhante aos bantustões sul-africanos” – diz Avnery.

Em outras palavras: nenhum estado “viável” da Palestina jamais existirá. Afinal, o ISIS não é a mesma coisa que o Hamas? É claro que não é.

Mas Mark Regev, porta-voz de Netanyahu, diz que é! Regev disse à Al Jazeera que o Hamas seria “organização terrorista extremista não muito diferente do ISIS no Iraque, do Hezbollah no Líbano, do Boko Haram…” Sandices. O Hezbollah é exército xiita que está lutando dentro da Síria contra os terroristas do ISIS. E Boko Haram – a milhares de quilômetros de Israel – não ameaça Telavive.

Vocês entenderam o ‘espírito’ da fala de Regev. Os palestinos de Gaza – e esqueçam as 6 mil famílias palestinas cujas famílias foram expulsas pelos sionistas das terras onde hoje está Sederot – são aliados das dezenas de milhares de islamistas que ameaçam Maliki de Bagdá, Assad de Damasco ou o presidente Goodluck Jonathan em Abuja.

Sim, mas… Se o ISIS está a caminho para tomar a Cisjordânia, por que o governo sionista de Israel continua a construir colônias ali?! Colônias ilegais, em terra árabe, para civis israelenses… na trilha do ISIS?! Como assim?!

Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três israelenses na Cisjordânia ocupada, nem com o assassinato de um palestino na Jerusalém Oriental ocupada. Tampouco tem algo a ver com a prisão de militantes e políticos do Hamas na Cisjordânia. E nem o que se vê hoje na Palestina tem algo a ver com foguetes. Tudo, ali, sempre, é disputa por terra dos árabes.

Robert Fisk, The Independent | Tradução: DCM

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Comentários

  1. Pereira Postado em 15/Jul/2014 às 16:38

    Então vamos abandonar o Brasil, que era originalmente dos índios antes da colonização. eu não sei se é fingimento, menosprezo ou falta de conhecimento mesmo. Desde os tempos de Jesus que há judeus nessas áreas, quando o império romano invadiu aquelas terras quantos arábes haviam ? Mais uma vez, pelos terroristas extremistas e fundamentalistas palestinos o Irã ja tinha mandado pelo menos 3 bombas atômicas contra a população civil israelense. Pelos palestinos os judeus já teriam sido extermiandos da terra. E por que não exterminam ? Ora, porque eles simplesmente não conseguem, não têm poderio para isso. Além do mais, palestino é racista com eles mesmos, os palestinos da faixa de gaza e o hamas são odiados na cisjordânia. Já se propôs levar os ocupantes de gaza para outros territórios e a reposta foi que eles não queriam gente de gaza na cisjordânia e síria não quis nem saber. Quem tem que fornecer comida, água e energia elétrica é Israel e ainda acobertam terroristas acreditando em falsas promessas(situação parecida com o tráfico no Brasil, onde a população protege traficantes ao invés de entregá-los para a polícia). Não acho que bombardeios seja a melhor forma de se defender, mesmo acuado num território mínimo e cercado por um vasto contingente de terra árabe. Mesmo com a violência terrorista que tortura e mata quem pode do lado israelense, retaliação não é coisa boa. Palestinos terroristas põe mulheres e crianças na linha de combate e a filosofia é que o valor de um cadáver infantil é muito maior comparado a morte de um soldado terrorista fortemente armado e treinado. por que será que não se mostra a violência do mundo árabe, violência que matam a si mesmos ? Xiita não gosta de sunita e isso gerou uma guerra sangrenta entre irã e iraque. Por que só a suposta violência advinda do judaísmo ou do cristianismo é reclamada ? Na verdade o islã mata por dia muito mais que os números desse conflito no dia de hoje.

    • anthony Postado em 16/Jul/2014 às 00:05

      Pereira! nada justifica um extermínio, o que Israel está fazendo é errado sim, e não importa qual país ou povo faça também estará errado! veja bem, ao longo da história todos os povos que cometeram tal atrocidade ou que ainda cometem foram e são criticados. Alemanha nazista, Rússia, Estados Unidos, Japão e muitos outros. sobre aquilo que você falou de abandonarmos o Brasil porque antes ele pertencia aos índios, não é porque criticamos um país invadindo o outro, que nos esquecemos do que aconteceu a 500 anos atrás aqui no Brasil, quando um bando de Portugueses ignorantes massacraram os nativos! muito pelo contrário, sempre vejo críticas em relação ao que Portugal fez. a mídia mostra sim a violência que os palestinos também fazem! hoje mesmo eu vi uma reportagem sobre um carro bomba que matou vários inocentes em uma feira. entenda, não é porque somos contra israel acabar com os palestinos que somos contra israel ter o seu próprio território! a verdade Pereira é que nós seres humanos deveríamos ter o direito de viver em qualquer território junto com qualquer povo, dividindo recursos e nos ajudando, ao invés de chegar matar e ocupar. mas somos muito egoístas e ignorantes pra acordar e fazer algo certo, o homem é tão irracional que insiste em continuar causando sua própria miséria ao invés de simplesmente resolver o problema! mesmo que leve milênios pra conseguirmos resolver tudo e viver em paz, toda jornada de 100 quilômetros começa pelo primeiro passo certo? se não começarmos agora a construir a paz quando vamos começar??

      • ADRIANA Postado em 16/Jul/2014 às 20:53

        isso ai NADA JUSTIFICA

      • rafa Postado em 18/Jul/2014 às 03:25

        muito bom

      • Simone Postado em 19/Jul/2014 às 19:07

        Concordo com força. Matar inocentes para eliminar o Hamas que estaria ali mesclado à população é como jogar a criança fora junto com a água do banho. Que se busque uma saída inteligente pra questão. Uma coisa não justifica outra.

    • Luiz Postado em 16/Jul/2014 às 14:57

      Quanta merda voce fala. Quando nao souber sobre o assunto permaneça no seu silencio, porque dessa forma sua ignorancia nao atinja outras pessoas

    • Anders Postado em 16/Jul/2014 às 19:24

      Você é um insignificante em busca de atenção. nem merece resposta e minha sugestão é que vc faça uma auto analise sobre quem é você, o que faz e o que já fez desde que nasceu. A internet não dá o direito à pessoas com conflitos pessoais, falta de informação, falta de analise critica e negativas.

    • rafa Postado em 18/Jul/2014 às 03:23

      no pós guerra, as superpotencias ocidentais instalaram, 17+ séculos após a última diáspora, sua cabine policial/posto avançado na petrolífera terra prometida. a maioria na região odeia mortalmente os intrusos últimos chegados: o que propõe para, pragmaticamente, resolver a questão? uma cruzada?

    • rafa Postado em 18/Jul/2014 às 03:29

      ingleses e americanos poderiam ter dado aos judeus uma parte do deserto do arizona, ou da austrália, e feito o investimento que fez de israel uma potência bélica ímpar na região. mas queriam era o controle da área petrolífera.

    • rafa Postado em 18/Jul/2014 às 03:48

      será que EUA-OTAN não estariam false flagging o ISIS pra atacar/prejudicar a síria e o irã, e o líbano...? como usou al-qaeda contra os russos no afganistão. assad é baathista acho: socialismo árabe, estado laico. irã protegido de rússia e china, que estendem sua área de influência. afganistão, paquistão, índia... inclinação eurasiana... EUA-OTAN estimulando ISIS sem arsenal nuclear pra aterrorisar a região combalida de assad, recém reeleito... continuidade com a derrubada de kadáfi, que teria avançado em direção a um pánafricanismo, conquistando adeptos ao sul do saara, ligando áfrica negra subsaariana e áfrica mediterrânea muçulmana, eliminando o projeto de negociação em dinares em substituição ao dólar... rússia e china agora em yuans. brics com seu banco mundial. EUA-OTAN em apuros apelarão para a cartada da guerra?

    • Blissett Postado em 18/Jul/2014 às 16:21

      ahhh...adoro supostas "argumentações" que iniciam amparadas NA BÍBLIA, como tentou fazer o PEREIRA aqui. patético. ridículo. digno de pena, mas não de atenção...por outro lado, argumentações assim, e ainda com tons professorais, acabam sendo divertidas. ou quase, dada a natureza brutal do tópico em questão. mas enfim, "continue o bom trabalho", Pereira!

  2. Leonardo Lemes Postado em 15/Jul/2014 às 21:06

    Robert Fisk e um dos maiores especialistas em oriente médio e terrorismo. Sei disso pois acompanho seus textos e reportagens desde a faculdade. A justificativa para a barbárie promovida pelos israelenses e sempre a mesma: os palestinos defendem os terroristas. Ou: os terroristas se escondem nas casas de civis. E o que fazem os israelenses? Se aproveitam de seu poderio bélico e promovem um massacre cada vez que resolvem bombardear Gaza. Será que esses jenyos ainda não perceberam que desse modo a questão nunca vai ser resolvida? Esses ataques israelenses só alimentam o ódio e a revolta nos palestinos.

    • paulo Postado em 15/Jul/2014 às 21:49

      ele é tão entendido mas parece não querer apurar as verdades do que acontece. Perdi uma amiga a uns 20 anos atrás, que foi conhecer jerusalem pq a vó insistiu que ela conhece a terra dos ancestrais. Ela estava numa lanchonete na qual um homem bomba (palestino) explodiu, cerca de 20 pessoas morreram na época, inclusive dois bebês. Mas blz eles podem. Acordem, ninguem tem que defender lado algum, ninguem, absolutamente, ninguem sabe o que se passa na cabeça desses malucos.

      • Franklin Postado em 16/Jul/2014 às 13:07

        Se formos usar o número de mortos como critério de quem está certo e quem está errado, acho que a resposta é simples.

      • Tales Postado em 16/Jul/2014 às 18:09

        Frank marcando gol de voleio no jogo da argumentação

    • John Stuart Postado em 16/Jul/2014 às 22:21

      Qual é a sua solução para o problema?

    • Mill Postado em 16/Jul/2014 às 22:30

      Você também é especialista?

  3. Sarah Postado em 15/Jul/2014 às 21:17

    Pereira (risos)

    • Pereira Postado em 16/Jul/2014 às 08:15

      A verdade provoca dois tipos de sentimentos alternados : a raiva ou o riso cara de pau.

  4. Yeshayahu Postado em 15/Jul/2014 às 21:56

    Não vale nem a pena perder tempo com um merda desses.

  5. Nilva Postado em 16/Jul/2014 às 07:37

    Hamas não é Palestina.

    • Mill Postado em 16/Jul/2014 às 22:24

      Fidel Castro também não é Cuba.

  6. Wellington Postado em 16/Jul/2014 às 10:22

    Pereira, você é um fanfarrão. Comparando o incomparável e usando livros "sagrados" para justificar a História.

  7. Nelson Postado em 16/Jul/2014 às 10:24

    Procurem saber de Benny Morris no programa Roda Viva(recente) Arlene clemesha estava presente.

  8. Franco Postado em 16/Jul/2014 às 10:44

    A esquerda tudo que é contra os melhores países do mundo simplesmente porque não são seus aliados ideológicos, em uma guerra entre as Coreias pode apostar irão escrever a favor da Coreia do Norte.

    • rafa Postado em 18/Jul/2014 às 03:27

      é q vc só sab da coreia o q o will bonner t conta, franco, francamente!

  9. Kaleb Lustosa Postado em 16/Jul/2014 às 13:58

    Interessante quando se quer formar a opinião que mais lhe apetece. O autor pontua casos isolados e falas descontextualizadas e conduz seu argumento nas vias do interesse unicamente de esquerda. Por que não conduzir rumo ao centro, de forma que seja justo aos dois lados? O primeiro absurdo emitido pelo autor é: “Os israelenses de Sderot estão recebendo tiros de rojões dos palestinos de Gaza, e agora os palestinos estão sendo bombardeados com bombas de fósforo e bombas de fragmentação pelos israelenses”. Vale lembrar que os rojões sugeridos por Robert Fisk se trantam de mísseis Grad, R-160, M-75, M-302 e Morteiros. Estes “rojões” tem alcance de até 90km o suficiente para alcança Tel Aviv, Hertzlia e Jerusalém, os maiores centros populacionais de Israel. Quanto a Siderot, o autor esqueceu de mensionar que esta zona perntencia ao território israelense definido pela ONU em dezembro de 1947. O povoado original que antecedeu Siderot foi Najd de população palestina que foi expulasa em 13 de maio 1948 em virtude da guerra de independência. O povoado teve um crescimento muito lento desde o ano 1596 com 250 habitantes até 1948 com 720 habitantes (Walid Khalidi, All that Remains, 1990, 128). Interessante entender como que em 66 anos a população teria saltado para 6000. Terra e Autodefesa. Primeiramente é óbvio que Israel não tem o mínimo interesse de entregar terras muito menos na criação de um Estado Palestino. Por dois motivos claros: 1 – Perda das dimensões territoriais, as quais já são diminutas. Qualquer Estado se manifesta contra a entrega de território, mesmo que originalmente não lhe pertencera. Isso envolve questões demográficas futuras, recursos naturais, soberania territorial, presença de território entre outros. 2 – Segurança. A criação de um Estado Palestino seria a legitimação de um inimigo legal que divide fronteiras. Israel estaria além de isolado na região, como o é, sobe ameaça direta e constante daquele que tem muito mais motivos para destruir-lo. A autodefesa de Israel sim existe e é essencial para sua existência. O Estado de Israel desde de 1967 só mantém, até o momento, tratado de paz com Egito e Jordânia. Os demais paises que se mabilizaram para atacar a Israel, a saber: Síria e Iraque apoiados por outros 9 países islâmicos, seguem hostis. ISIS, o novo califado, auto intitulado de Estado Islâmico tem o interesse de reconquistar todas as terras que antes pertenceram ao Islã, isso não apenas inclui Israel mas também Portugal e Espanha. A questão é tão grave que Jordânia solicitou a Israel que a apoie em sua fronteira com Iraque para evitar a invasão do ISIS. Para o Islã a conquista de território é parte de seu dever de islamização e perdê-lo significa que a religião Islã estaria perdendo. Israel está cercado de inimigo declarados ou em potencial. Israel têm inclusive o direito de ataque preventivo. Dizer que Netanyahu não negocia com Abbas... humm. Que tal contextualizar? Em dois momentos Netanyahu se negou a negociar com Abbas: no começo de seu mandato em 2009 e recentemente 2013. No primeiro momento parece ser motivado por vários fatores, entre eles o de que Fatah, grupo terrorista e partido político ao qual pertence Abbas e seu antecessor Yaser Arafat, era responsável pelos ataques terroristas dendro de Israel e fora dele, bem como das duas entifadas. O Fatah em sua constituição não reconhece o Estado de Israel e defende abranger todo o território, incluindo Israel, como Estado Palestino. O segundo momento, em 2013, as conversações de paz foram barradas mediante a condição irrevogável de Netanyahu de que o futuro Estado Palestino reconheça o Estado de Israel. Atualmente se agrega a união do Fatah com Hamas como empecilho às negociações. Então se o senhor Robert Fisk quer contar a verdadeira história de Gaza que a conte na íntegra e não seletivamente para direcionar sua visão da realidade para lagum dos lados.

  10. Leonardo Lemes Postado em 16/Jul/2014 às 16:24

    As pessoas que cometem o pecado da generalização são tão reducionistas...Ouço dos meus alunos, o que alguns aqui dizem com outras palavras. Coisas do tipo: "Os árabes são perigosos" "Os muçulmanos são terroristas" "O Oriente Médio é o berço do terrorismo" Ninguém aqui está defendendo os ataques terroristas promovidos por grupos como Hamas ou Hezbolah. Como ninguém pode defender que Israel, para detê-los, ataque alvos civis matando inocentes promovendo um massacre. A questão não será resolvida assim. O brabo é ter quem defenda a "Guerra ao Terror" com mais terror.

    • Pedro Pontes Postado em 17/Jul/2014 às 14:33

      Religião, mídia e política são, e sempre foram, apenas as cordas das marionetes (instrumentos de manipulação)... quem realmente está no controle, e seus reais objetivos, nós nunca saberemos... nada podemos fazer para mudar o que ja está planejado... Exemplo: Os judeus, mais do que qualquer outro conjunto de pessoas com delírios em comum, sabem o que é ser perseguido e não ter local para chamar de seu... se eles não enxergam o que estão fazendo... está difícil deste problema ter solução...

  11. Silva Postado em 16/Jul/2014 às 20:52

    O autor diz "...o povo que vivia em Sederot no início de 1948 não eram israelenses, mas árabes palestinos.." e "...Mas quando o exército israelense voltou a Huj, dia 31/5/1948, expulsaram todos os árabes das vilas… para a Faixa de Gaza! Tornaram-se refugiados. David Ben Gurion (primeiro primeiro-ministro de Israel) chamou a expulsão de “ação injusta e injustificada”)..." mas esquece que quando foi proclamado o Estado de Israel, a "Liga árabe" com a campanha "judeus ao mar" mandou carros de som falando pra esta população "expulsa" sair do local porque eles iriam destruir o judeus e joga-los ao mar e posteriormente iriam devolver com juros ao voltarem. O problema é que até hoje nunca conseguiram o que prometeram, devido a suas própria desorganização!!

  12. Ri Ha Postado em 17/Jul/2014 às 17:31

    Pelo jeito o Sr. Fisk não conhece ou finge não conhecer as revoltas arábes na qual judeus que viviam na então Palestina eram massacrados pelos arábes MUITO ANTES DA CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL. Os judeus q fundaram Israel tinham uma filosofia de esquerda e não chegaram lá expulsando todo mundo como o sr. faz parecer. O início da colonização se deu com compra de terras, mas os judeus não foram bem recebidos pelos árabes de modo geral. Quando a guerra da independência se iniciou pq os países árabes não aceitaram a partilha da ONU aí sim o conflito se generalizou e árabes q obviamente apoiavam todas as nações q atacavam o recém nascido estado saíram por decisão própria, por medo ou podem ter sido expulsos. Nesse contexto de guerra 6000 soldados judeus pereceram. É preciso apresentar o contexto das coisas e não uma acusação só como pretexto para defender o indefensável.

  13. Giovanni Postado em 18/Jul/2014 às 08:57

    Os argumentos contra o ataque a Palestina são superiores aos dos comentários superficiais dos alienados que formaram opinião lendo a Veja ou assistindo a Rede "Grobo".

  14. Giovanni Postado em 18/Jul/2014 às 09:04

    Dica de argumento sólido: No YouTube ver vídeo, George Galloway educa sobre a Palestina.

  15. Serapião Silva Postado em 18/Jul/2014 às 11:13

    Quer ver uma abordagem múltipla e equilibrada sobre a questão Palestina X Israel? Leia o artigo abaixo e os comentários que o acompanham. São uma excelente forma de ver este assunto com racionalidade: PARA EXTREMISTAS, NÃO INTERESSA QUEM MORRE, INTERESSA QUEM É O ALGOZ. http://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/07/04/para-extremistas-nao-interessa-quem-morre-interessa-quem-e-o-algoz/

  16. Verdureiro Eliel Postado em 18/Jul/2014 às 14:05

    [Robert Fisk e um dos maiores especialistas em oriente médio e terrorismo.]Sei, um especialista que diz tudo sobre o fato de que "palestinos foram expulsos", mas não conta que o foram depois de apoiar a invasão arabe de cinco países que prometeram varrer os judeus da região? É isso? de que adianta ser especialista com "Cara de pau", mentindo ou omitindo a verdade apenas para que seus "comparsas" ideológicos dancem conforma a musica que ele toca?

  17. LeXMeN Postado em 18/Jul/2014 às 23:12

    Se o problema fosse só o territorial, por que Israel devolveu a faixa de Gaza? Seu argumento se perdeu ai.

  18. mariana Postado em 01/Aug/2014 às 23:46

    é mais do que territorial. É econômico: indústria de armas, militarização...