Redação Pragmatismo
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Educação 03/Jul/2014 às 09:59
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A doença da "normalidade" na universidade

Somos todos normóticos em um sistema acadêmico de formação de pesquisadores e de produção de conhecimentos que está doente, e nossa Normose acadêmica tem feito naufragar o pensamento criativo e a iniciativa para o novo em nossas universidades

Doença sempre foi algo associado à anormalidade, à disfunção, a tudo aquilo que foge ao funcionamento regular. Na área médica, a doença é identificada por sintomas específicos que afetam o ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde. A saúde, por sua vez, identifica-se como sendo o estado de normalidade de funcionamento do organismo.

Numa analogia com os organismos biológicos, o sociólogo Émile Durkheim também sugeriu como identificar saúde e doença em termos dos fatos sociais: saúde se reconhece pela perfeita adaptação do organismo ao seu meio, ao passo que doença é tudo o que perturba essa adaptação.

Então, ser saudável é ser normal, é ser adaptado, certo? Não necessariamente: apesar de Durkheim, há quem considere que do ponto de vista social, ser normal demais pode também ser patológico, ou pode levar a patologias letais.

Os pensadores alternativos Pierre Weil, Jean-Ives Leloup e Roberto Crema chamaram isto de Normose, a doença da normalidade, algo bem comum no meio acadêmico de hoje. Para Weil, a Normose pode ser definida como um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir, que são aprovados por consenso ou por maioria em uma determinada sociedade e que provocam sofrimento, doença e morte. Crema afirma que uma pessoa normótica é aquela que se adapta a um contexto e a um sistema doente, e age como a maioria. E para Leloup, a Normose é um sofrimento, a busca da conformidade que impede o encaminhamento do desejo no interior de cada um, interrompendo o fluxo evolutivo e gerando estagnação.

Estes conceitos, embora fundados sobre um propósito de análise pessoal e existencial, são muito pertinentes ao que se vive hoje na academia. Aqui, pela Normose não é apenas o indivíduo que adoece, que estagna, que deixa de realizar o seu potencial criador, mas o próprio conhecimento. E não apenas no Brasil, também em outras partes do mundo.

Peter Higgs, Prêmio Nobel de Física de 2013 disse recentemente que não teria lugar no meio acadêmico de hoje, que não seria considerado suficientemente produtivo, e que, por isso, provavelmente não teria descoberto o Bosão de Higgs (a “partícula de Deus), descrito por ele em 1964 mas somente comprovado em 2012, quase 50 anos depois, com a entrada em funcionamento de uma das maiores máquinas já construídas pelo homem, o acelerador de partículas Large Hadron Collider. Higgs contou ao The Guardian que era considerado uma “vergonha” para o seu Departamento pela baixa produtividade de artigos que apresentava, e que só não foi demitido pela possibilidade sempre iminente de um dia ganhar um Nobel, caso sua teoria fosse comprovada. Ele reconheceu que, nos dias de hoje, de obsessão por publicações no ritmo do “publique ou pereça”, não teria tempo nem espaço para desenvolver a sua teoria. À sua época, porém, não só o ambiente acadêmico era outro como ele próprio era um desajustado, um anormal, uma espécie de dissidente que trabalhava sozinho em uma área fora de moda, a física teórica expeculativa. Então, sua teoria é também fruto desta saudável “anormalidade”.

A mim, embora não surpreendam, as declarações de Higgs soam estarrecedoras: ou seja, com os sistemas meritocráticos de avaliação de hoje, que privilegiam a produção de artigos e não de conhecimentos ou de pensamentos inovadores, uma das maiores descobertas da humanidade nas últimas décadas, que rendeu a Higgs o Nobel em 2013, provavelmente não teria ocorrido, como certamente muitos outros avanços científicos e intelectuais estão deixando de ocorrer em função dos sistemas atuais de avaliação da “produtividade em pesquisa”. É a Normose acadêmica fazendo a sua maior vítima: o próprio conhecimento.

Aliás, nunca se usou tanto a autoridade do Nobel para apontar os desvios doentios do nosso sistema acadêmico e científico como em 2013. Randy Schekman, um dos ganhadores do Nobel de Medicina deste ano, em recente artigo no El País, acusou as revistas Nature, Science e Cell, três das maiores em sua área, de prestarem um verdadeiro desserviço à ciência, ao usarem práticas especulativas para garantirem seus mercados editoriais. Schekman menciona, por exemplo, a artificial redução na quantidade de artigos aceitos, a adoção de critérios sensacionalistas na seleção dos mesmos e um absoluto descompromisso com a qualificação do debate científico. E afirmou que a pressão para os cientistas publicarem em revistas “de luxo” como estas (de alto impacto) encoraja-os a perseguirem campos científicos da moda em vez de optarem por trabalhos mais relevantes. Isto explica a afirmação de Higgs sobre ser improvável a descoberta que lhe deu o Nobel no mundo acadêmico de hoje.

O próprio Schekman publicou muito nestas revistas, inclusive as pesquisas que o levaram ao Nobel: diferentemente de Higgs, que era um dissidente, Schekman também já sofreu de Normose. Porém, agora laureado, decidiu pela própria cura e prometeu evitar estas revistas daqui para adiante, sugerindo não só que todos façam o mesmo, como também que evitem avaliar o mérito acadêmico dos outros pela produção de artigos. Foi preciso um Nobel para que se libertasse da doença.

A atual Normose acadêmica se deve à meritocracia produtivista implantada nas universidades, cujos instrumentos, no Brasil, para garantir a disciplina e esta doentia normalidade são os sistemas de avaliação de pesquisadores e programas de pós-graduação, capitaneados principalmente pela CAPES e CNPq. Estes sistemas têm transformado, nas últimas décadas, docentes e alunos em burocráticos produtores de artigos, afastando-os dos reais problemas da ciência e da sociedade, bem como da busca por conhecimentos e pensamentos realmente novos. A exigência de produtividade é um estímulo ao status quo, obstruindo a criatividade, a iniciativa, o senso crítico e a inovação, pois inovar, criar, empreender, fugir ao normal pode ser perigoso, pode ser incerto, pode ser arriscado quando se tem metas produtivas a cumprir; portanto, não é desejável: o mais seguro é fazer “mais do mesmo”, que é ao que a Normose acadêmica condenou as universidades e seus integrantes ao redor do mundo.

Eu escrevi em um artigo de 2013 que a meritocracia leva a uma ilusão de eficiência e progresso que não podem se realizar, porque as meritocracias modernas são burocracias. Como bem ensinou Max Weber, a burocracia é uma força modeladora inescapável quando se racionaliza e se regulamenta algum campo de atividade, como acontece no sistema científico atual. Para supostamente discriminar por mérito pessoas e organizações acadêmicas, montou-se um tal sistema de regras, critérios avaliativos, hierarquias de valor, indicadores, etc., que a burocratização das ações acadêmicas tornou-se inevitável. Agora é este sistema que orienta as ações dos acadêmicos, afastando-os de seus próprios valores, desejos e convicções, para agirem em função da conveniência em relação aos processos avaliativos, visando controlar os benefícios ou penalidades que eles impõem. Pessoas sob regimes de avaliação meritocráticos se tornam burocratas comportamentais; e burocratas, como se sabe, pela primazia da conformidade organizacional a que se submetem, tornam-se inexoravelmente impessoalistas, formalistas, ritualistas e avessos a riscos e a mudanças. Tornam-se normóticos, preferindo, no caso da academia, uma produção sem significado, sem relevância, sem substância inovadora porém segura, a aventurarem-se incertamente em busca do novo.

Agora, depois de já ter escrito isto naquele artigo, descubro que o Nobel de Medicina de 2002, o sul-africano Sydney Brenner, em entrevista de fevereiro deste ano à King’s Reviw, afirmou exatamente o mesmo. Dentre outras coisas, disse ele que as novas ideias na ciência são obstruídas por burocratas do financiamento de pesquisas e por professores que impedem seus alunos de pós-graduação de seguirem suas próprias propostas de investigação. É ao menos alentador perceber que esta realidade insólita não é apenas uma versão tupiniquim da busca tardia e equivocada por um lugar o sol no campo acadêmico atual, mas uma deformação que assola também os “grandes” da arena científica mundial. E também constatar que os laureados com a distinção do Nobel tem se percebido disto e denunciado ao mundo.

De certa forma, todos na academia sabem que estes sistemas de avaliação acadêmicos têm levado a um produtivismo estéril, mas isto não tem sido suficiente para mudar nem as condutas pessoais, nem as diretrizes do sistema, porque a Normose é uma doença coletiva, não individual. Ela advém da necessidade de legitimação do indivíduo frente ao sistema de regras, normas, valores e significados que se impõe a ele. Por isto é que o pesquisador australiano Stewart Clegg afirmou, certa vez, que “pesquisadores que buscam legitimação profissional podem com muita facilidade ser pressionados a aprender mais e mais sobre problemas cada vez mais desinteressantes e irrelevantes, ou a investigar mais e mais soluções que não funcionam”.

Mas agora me advém uma questão curiosa: por que tantos Nobéis tem denunciado este sistema? Creio que porque do alto da distinção recebida, eles já não tem mais nenhum compromisso com a meritocracia acadêmica, e podem falar do dano que ela causa às ideias realmente inovadoras que, inclusive, podem levar à láurea. Mas também porque o Nobel foge à lógica da meritocracia, ele não é um mecanismo meritocrático, portanto, não é burocrático. Ele é até mesmo político, antes de ser meritocrático e burocrático! É um reconhecimento de “mérito” sem ser uma “cracia”. Ou seja, não há, através dele, um sistema de governo das atividades científicas, e por isso ele não leva a uma racionalidade formal, pois ninguém em consciência normal pautaria sua atividade acadêmica quotidiana pela improvável meta de, talvez já na velhice, ganhar o Nobel; e mesmo que tivesse este excêntrico propósito como pauta, teria que fugir da meritocracia que governa os sistemas científicos atuais para chegar a um lugar reconhecidamente distinto, pois ser normal não leva ao Nobel.

Mas este não é o mundo da vida dos seres acadêmicos de hoje, aqui vivemos em uma meritocracia burocrática, e num contexto assim, pouco adiantam as advertências da editora-chefe da revista Science, Marcia McNutt, publicados no Estadão, de que a ciência brasileira precisa ser mais corajosa e mais ousada se quiser crescer em relevância no cenário internacional. Segundo ela, para criar essa coragem é preciso aprender a correr riscos, e aceitar a possibilidade de fracasso como um elemento intrínseco do processo científico. Mas quando as pessoas são penalizadas pelo fracasso, ou são ensinadas que fracassar não é um resultado aceitável, elas deixam de arriscar; e quem não arrisca não produz grandes descobertas, produz apenas ciência incremental, de baixo impacto, que é o perfil geral da ciência brasileira atualmente, segundo ela. É a Normose acadêmica “a brasileira” vista de fora.

Somos todos normóticos em um sistema acadêmico de formação de pesquisadores e de produção de conhecimentos que está doente, e nossa Normose acadêmica tem feito naufragar o pensamento criativo e a iniciativa para o novo em nossas universidades. Sem eles, porém, não há futuro significativo para a vida intelectual dentro delas, nem na ciência nem nas artes.

Texto de Renato Santos de Souza, publicado no E-Book: NASCIMENTO, L.F.M. (Org.) Lia, mas não escrevia (livro eletrônico): contos, crônicas e poesias. Porto Alegre: LFM do Nascimento, 2014.

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Comentários

  1. Barbosa Postado em 03/Jul/2014 às 11:18

    Infelizmente estamos vivendo um período "insosso" dentro da Academia... E isso é algo desanimador para quem pretende continuar estudando, como eu!

    • eu daqui Postado em 14/Apr/2015 às 11:49

      E vc esperava o que depois das cotas? Melhora do que?

  2. Selton Postado em 03/Jul/2014 às 11:53

    Heidegger fala sobre isso também! Quero dizer, a inautenticidade da vida; que contrastada com o não ineditismo,leva a angústia.

    • Felipe Postado em 04/Jul/2014 às 10:54

      Heidegger era um palhaço e qualquer bobagem que ele falar se aplica a qualquer coisa, como qualquer porcaria psicodinâmica que utilizam pra tentar explicar o comportamento humano por analogias baratas e ambíguas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se você quer entender o fenômeno do imediatismo e o consumismo como valores e regras para o ser humano, bem como as influências disso nas mais diversas esferas: social, amorosa, acadêmica, etc.; então você está lendo os autores errados.

      • Gustavo Postado em 04/Jul/2014 às 11:51

        Felipe, nunca li tanta besteira, você sim deveria ler Heidegger direito, é como eu digo, não existem filósofos ruins, o que existe é interpretes ruins.

      • Diego Postado em 04/Jul/2014 às 13:48

        aí um exemplo da normose.

      • Carolina Lima Postado em 04/Jul/2014 às 14:47

        "porcaria psicodinâmica" você nem sabe do que está falando!! Bauman , Lipovetsky e Levy falam dos fenômenos contemporanêos, dos relacionamentos líquidos, do vazio da contemporaneidade, do excesso de informação e escasssez de conhecimento. Enfim, se é tão dono da verdade, porque não os citou? Eu também não rebaixaria grandes pensadores, que com suas teorias inspiraram as mais diversas esferas da ciência!!

      • Anônimo Postado em 04/Jul/2014 às 15:00

        Hah E quem são os autores "certos"? rs rs

      • Ricardo Postado em 04/Jul/2014 às 15:10

        Felipe, não satisfeito em passar atestado de ignorância, resolveu passar de grosseria também, dupla falta de educação.

      • Márcio Postado em 07/Jul/2014 às 10:06

        Este Felipe é um mestre da ironia. Conseguiu demonstrar o que é "normose" na reação a critica que ele fez a Heidgger. Sem entrar no mérito se ele está ou não certo. A reação a critica chega a ser comica. Demonstra que sim, no meio acadêmico existe certos pensadores que são intocáveis. E quem critia-os é um tolo

      • Roberto Postado em 14/Aug/2014 às 00:06

        Felipe, ele só falou que hoje em dia seria mais difícil de ele comprovar a sua (dele) teoria "das partículas"...

  3. Fátima de Assis Postado em 04/Jul/2014 às 10:10

    Acontece por não se firmarem na personalidade, por ter receio das críticas, falta autenticidade, ideal e determinação, as universidades têm que ser mais instigantes para estimular a vibração dos professores e alunos.

  4. Keyla Moreira Postado em 04/Jul/2014 às 10:56

    Peço desculpas antecipadamente pela ignorância, mas por que a foto com vários rostos de John Malkovich?

    • Paulo Postado em 04/Jul/2014 às 11:05

      É uma referência ao filme "Quero Ser John Malkovich". Precisa ter visto o filme p/ entender porque a imagem foi usada para ilustrar o texto.

    • Fernando Fernandes Postado em 04/Jul/2014 às 12:25

      É uma referência ao filme "Being John Malkovich" http://www.imdb.com/title/tt0120601/ -- onde todos querem ser... John Malkovich. :) (Bom filme)

    • Helke Miller Postado em 04/Jul/2014 às 14:48

      Jah assistiu ao filme Quero ser John Malkovich? Eu acredito que eh para ilustrar o quanto as pessoas nao tem individualidade e sempre querem copiar algo ou alguem.

    • Leandra Postado em 04/Jul/2014 às 21:17

      É uma foto de divulgação do filme "Quero ser John Malkovich".

    • Sarah Postado em 05/Jul/2014 às 01:26

      Poruqe todos querem ser John Malkovich....

  5. Caio Postado em 04/Jul/2014 às 11:15

    Academia nunca foi sinonimo de criatividade, vejo um tanto de musico, escritor de bosta na facul que pintam a cara e postam aquela porcaria de leminsky soh pq eh curto.

    • maria luiza Postado em 05/Jul/2014 às 17:09

      Sem querer criar polêmica, vc seria capaz de escrever algo curto que sensibilizasse o leitor como faz Paulo Leminski?

      • Percy de Oliveira Junior Postado em 23/Jul/2014 às 13:18

        Maria Luiza Sem querer polemizar, mas estamos falando da Academia. O Paulo não era acadêmico, era poeta e escritor. Nunca se arvorou de filósofo, graças a Odin.

      • Caio Postado em 17/Dec/2014 às 00:34

        Que leitor sensibilizou??? Só os água com açucar, pq nunca sensibilizei por essa bosta superestimada.

  6. Adriano Tardoque Postado em 04/Jul/2014 às 15:34

    Criar é uma palavra proibida nos meios acadêmicos. Aquele que busca especialização garante seu futuro ao se algemar no orientador e destinar sua vida e trabalho a este, de quem dependerá de corpo e alma para ser alguma coisa. Após algumas décadas, se for do seu interesse trabalhar por si suas teses e idéias, corre o risco de "ficar mal visto" por não ser um continuador do que lhe foi "consagrado".

    • evelyn sá Postado em 07/Jul/2014 às 22:20

      Brilhante, lucido e corretissimo comentario, Adriano.

    • Percy de Oliveira Junior Postado em 23/Jul/2014 às 13:15

      Concordo plenamente Adriano. Tenho 62 anos, publicitário e resolvi voltar pra Faculdade. Termino Filosofia no fim do ano. Fala sério que Filosofia é aquilo? Os professores foram cooptados pelo sistema. E estão adorando. Tá cheio de gente indo tomar chopp em Berlim, fazendo doutorado em Kant. Como se fosse da maior relevância. Pra mim, a Filosofia deu um tiro no pé ao EXIGIR que a matéria voltasse à grade. Precisaria de uma reformulação total pra encantar mais que os quatro ou cinco de cada sala de aula.

  7. Fernanda Postado em 04/Jul/2014 às 16:25

    Arrasou!!

  8. Rafael Postado em 04/Jul/2014 às 16:36

    Isso é mais que normal, para nossa sociedade brasileira, que busca no conhecimento acadêmico uma forma de ascensão social, que não é um 'pecado' mas é sua única vontade. Sendo assim, na tradição brasileira, não à um porque a academia produzir cultura e consequentemente conhecimento, mas ser uma 'indústria' de mão de obra para nossa sociedade.

  9. Manuka Fonseca Postado em 04/Jul/2014 às 16:54

    As faculdades , modelos caça nikes da estrela, atrapalha e muito o nosso processo de vida ativa, detona com nossa autonomia e cria essa doença generalizada, esse eurocentrismo generalizado que tira a gente da rua para aprender o que esta na rua, não soma , só diminuí. Sempre tive dificuldades na escola, na universidade, entre em 5 cursos diferentes, e desistir de todos por conta de demasiada burocracia, desrespeito , preconceitos que transbordou meu ser e eu desistir de viver assim. Parabens pelo Texto gente!!!

  10. Joao Postado em 04/Jul/2014 às 19:37

    Quem tem problema, a meu ver, eh o autor deste artigo. Ao invés de propor soluções para o que chama de doença, fica apenas enchendo o saco, falando que esta tudo péssimo.

    • Anonimo Postado em 05/Jul/2014 às 22:41

      Querido Joao, ao meu ver, se alguém tem problemas é você. E adianta propor soluções? aliás, o autor quando nos faz pensar sobre o assunto já esta propondo uma solução! A resolução do problema inicia pela sua problematização. Realmente não há maus filósofos e sim maus interpretes, a exemplo vc. Quanta hipocrisia hem? e sim está tudo péssimo, até porque se estive tudo bem com a acadêmia não haveriam tantos ignorantes com um vasto curriculum e cheios de opinião, produções pífias quando não plagiadas, com um único intuito, o de produzir...produzir..produzir....

    • Eduardo Postado em 07/Jul/2014 às 10:09

      Deves reler o artigo, João.

  11. Alexandre Lopes Postado em 04/Jul/2014 às 19:49

    As mais variadas esferas da sociedade estão massificando-se cada vez mais . Isso é um avanço do neoliberalismo rumo à destruição da individualidade e à consecução da imbecilização coletiva . A partir do momento em que a ideologia da massificação chega ao lugar ao qual jamais deveria chegar , qual seja , à universidade , passa a ocorrer um sentimento de mal-estar no mundo , na sociedade , na cultura . Uma verdadeira falta de identidade . A identidade das pessoas é a identidade de todos , identidade uniformizada , personalidade uniformizada . Uma verdadeira patologia social .

    • Fernanda D'Alessandro Postado em 05/Jul/2014 às 12:01

      Concordo demais, Alexandre! Sinto que a normose nos cerca por todos os lados. O pior é que esse comportamento costuma ser reforçado dentro de casa, pelas próprias famílias. Aqueles que ousam querer fugir do padrão são extremamente mal vistos, a não ser que ganhem o nobel ou alguma visibilidade através de formadores de opinião (como a Rede Bobo).

      • evelyn sá Postado em 07/Jul/2014 às 22:26

        Estou de pé te aplaudindo cara Fernanda. Os "diferentes" dentro das familias - não importa a classe social!!!! - sempre são vistos como "rebeldes sem causa", problematicos etc.etcc. É uma chicotada na criatividade, na capacidade de pensar por si, independente desse ou aquele sistema.

    • Higher Postado em 07/Jul/2014 às 02:31

      Colocação bem infeliz sobre o "neoliberalismo". Só provou a a sua ignorância no assunto.

    • evelyn sá Postado em 07/Jul/2014 às 22:23

      Concordo plenamente com vc.

  12. Luke Postado em 05/Jul/2014 às 00:27

    Só não concordo quando se diz que o Nobel não é meritocrático nem burocrático. Na verdade para se decidir um candidato ao Nobel é necessária uma boa burocracia. Fora a adição do campo da economia no prêmio Nobel por exemplo, a maior parte dos ganhadores só estão ganhando láureas por falácias e repetições complexas, como explica Nassim Nicholas Taleb em "A Lógica do Cisne Negro". Um ou outro economista que uma vez em décadas que produz algo interessante, como fez Daniel Kahneman. O prêmio Nobel apesar de ser sim algo que premia algumas inovações e feitos importantes, ainda assim é impregnado com uma dose de normatismo.

  13. Dija Darkdija Postado em 05/Jul/2014 às 04:22

    Que artigo perfeito, cara! Eu tava discutindo EXATAMENTE sobre isso com uma colega. É uma doença que afeta TODO MUNDO da universidade. Quantas vezes a gente não fez mais do mesmo às vezes com o saco cheio ou a falta de tempo que não permite que a gente pesquise algo novo?? Ou a gente até tem vontade de fazer algo diferente, mas os professores não deixam porque acreditam que é "mais acadêmico" manter o caminho seguro... E mesmo os que procuram inovar, não inovam lá essas coisas se a gente analisar a fundo. Salvo raras exceções.

  14. Marcelo Postado em 05/Jul/2014 às 08:06

    Enquanto a "Papercracia" e a avaliação quantitativa for o tom da conversa, estaremos fritos !!... ao mesmo tempo, será que só agora as pessoas estão se dando conta que em país de terceiro mundo só pode ter uma academia de 3º mundo???.. velha... monótona... desinteressante... nossa academia é infelizmente medíocre. Só isso ! Somos fracos, sem base, pois não tivemos bibliotecas, acesso a informação, professores bem intencionados, mas fracos, sem infraestrutura para pesquisa, etc, etc, etc.... ou seja, em país de terceiro mundo, se gera conhecimento de 3º mundo....salvo alguns que conseguem projetos milionários, compram equipamentos milionários e dão para pedaços de carne operar achando que isso é fazer ciência... nesse caso, se escondem atrás de equipamentos e publicam algo maquiado e que já foi feito a mais de 30 anos. Minhas sugestões pra solucionar isso: 1. acabar com a endogenia; 2. internacionalizar as universidades; 3. flexibilizar currículos; 4. acabar com quantificação do conhecimento; 5. focar na qualificação; 6. desburocratizar a academia 7. apostar em centros de pesquisa d everdade (abertos e não certos feudos !!); 8. incentivar o intercâmbio acadêmico; 9. centralizar esforços e não criar feudos nas universidades.; 10. reavaliar currículos urgentemente. 11. acabar com a política de bastidores na Capes e CNPq.... os amigos do rei... 12. investir 10 vezes mais em pesquisa ( o que é estratégico para o Brasil ???.... qual é a identidade científica do Brasil, ??? existe ??? ou somos meros papagaios ??)

    • Roberto Postado em 07/Jul/2014 às 22:13

      Marcelo: esqueceu de algo que garroteia o ser ultraloberal que é o pesquisador: sair dos grilhões do serviço público! Quem discordar diria algo sobre ser "servidor público": trabalhar das oito as doze e das catorze as dezoito! Ou é isto ou não é serviço público, sem contar a burocracia estatal (naturalmente "normótica" em paralelo) mais a burocracia acadêmica de alto (departamento--centro---reitoria--CAPES/CNPq/BNDES/etc/REvistas Indexadas). Quem discorda desta duplicidade de burocracia?

  15. Rosangela Maciel Postado em 05/Jul/2014 às 10:45

    Produtividade X Criatividade Máquina X Sensibilidade Humana Instituições Burras X Pensamento Criativo

  16. Mário Santiago Postado em 05/Jul/2014 às 11:40

    Muito bom o texto. Leitura essencial.

  17. Luísa Ferreira Postado em 05/Jul/2014 às 12:30

    Ainda estou no Ensino Médio, mas tenho me interessado bastante na carreira científica, especialmente no que se refere à astrofísica. É desestimulante ver o caminho que segue a ciência brasileira nos aspectos ressaltados pelo texto. Depois de pesquisar um pouco em sites e ler artigos como esses, me pergunto se não faria melhor se cursasse uma engenharia.

    • Einstein Postado em 08/Jul/2014 às 06:30

      Se me permite um pitaco, digo que depende do que queres para a tua vida e de qual e o teu "chamado" interior. Ser cientista nao e para qualquer um e requer sacrifício pessoal, que para o cientista nato ate deixa de ser sacrifício, pois que ela(a) nao consegue conceber sua vida sem tal envolvimento. Mas dificilmente sera rico(a), também. Sugiro que nao se deixe abater por textos assim. Se fores no rumo da carreira academica, sera preciso, primeiro, trilhar um caminho de aprendizado convencional, com muita "burocracia" para "aprender a fazer pesquisa e a fazer ciência", e para se inserir numa comunidade que, como qualquer outra, tem suas regras, referencias e costumes, e para então teres a competência para seres mais independente. Muitas pessoas nao tem paciência ou vocação para chegar lá, acham que estão prontas para "inovar" e serem referencias na área que escolheram, desde sempre, o que e ilusório. Isso pode ocorrer por pouco conhecimento sobre como se faz a boa pesquisa, por um lado, e por uma visão distorcida da propria importancia, por outro. Ha falhas nos sistemas e mecanismos de avaliação da produtividade em pesquisa, sim, mas nao podemos perder de vista que o numero de pessoas entrando nessa área só cresce, os recursos são limitados e se faz necessário separar o joio do trigo na hora de reconhecer os programas de pos graduação e os projetos de pesquisa que merecem receber recursos. Todo sistema tem suas falhas mas nao ter um sistema nao e opcao. Algumas supostas "solucoes" apresentadas por ai podem parecer lindas na teoria mas cairiam no primeiro teste de praticidade, especialmente no tocante a escala do problema: nao estamos falando de avaliar meia duzia de artigos ou projetos, são milhares... O sistema as vezes falha em reconhecer boas coisas, mas acho que ele acerta mais do que erra e tambem tem muita gente que se acha demais, e se sente prejudicada e preterida nesse processo e então ataca o sistema, ao invés de usar as criticas e os reveses como instrumentos de aprendizado e melhoria pessoais. A realidade esta longe de ser perfeita mas e a realidade que temos. Mudanças podem ocorrer, devem ocorrer e ocorrem, mas são de dentro para fora, o que implica dizer que e preciso entrar no sistema e entender certas nuances do seu funcionamento que nao são visíveis de fora, para então, gradativamente, operar as mudanças possíveis naquele momento e que nao terão consequências desastrosas, ainda que inadvertidas, para coisas que já funcionam bem. Ficam as dicas. Abraço.

  18. Adriano Timm Postado em 05/Jul/2014 às 13:59

    Não vejo motivo para esse fenômeno acarretar tão rapidamente em críticas ao neo-liberalismo e a globalização e toda essa lenga-lenga de sempre. Não seria possível ajustar essa meritocracia para incentivar a pesquisa em áreas diversas? Na iniciativa privada a meritocracia gera inovação, por que não na academia? Eu não consigo concordar com a ideia de distruibuir dinheiro e tempo livre sem critério algum a qualquer teórico de ego inflado que apareça em troca de uma possibilidade remota e vaga de inovação.

  19. Denise Salles Postado em 05/Jul/2014 às 15:02

    Perfeito! Excelente texto!

  20. Thiago Postado em 05/Jul/2014 às 15:54

    Existe um sistema para separar o joio do trigo > o sistema ache que sou joio e eu queria ser trigo > o sistema é ruim > o sistema é doente > aqueles que se beneficiam do sistema são doentes > ser trigo é ser doente.

    • Einstein Postado em 08/Jul/2014 às 06:31

      Exatamente.

  21. Ravi Postado em 05/Jul/2014 às 21:06

    Muito bom, precisamos de mais repercussão sobre o tema para que o conhecimento comece a gerar mais mudanças positivas na realidade. Eu sou graduado em uma federal e vi pouquíssimas pessoas lendo artigos científicos para mudar suas realidades, em geral liam os artigos para saber quem citar, como citar, a tendencia que a revista busca e etc... a contra-mão do que deveria ser.

  22. Rossana Honorato Postado em 05/Jul/2014 às 23:15

    É... Faz tempo que me angustiam algumas perspectivas acadêmicas que parecem consumar-se entre os pares e ter em vista o CV. Saber... serve para que mesmo?

  23. Dinamara Garcia Rodrigues Postado em 06/Jul/2014 às 00:06

    O pior de tudo é que, de fato, a normose acadêmica tem "transformado, nas últimas décadas, docentes e alunos em burocráticos produtores de artigos, afastando-os dos reais problemas da ciência e da sociedade, bem como da busca por conhecimentos e pensamentos realmente novos", e, enquanto isso, "La nave và" e a vida cobra dos acadêmicos e dos indivíduos que retomem o fluxo da vida, a direção da essência. A meu ver, cada um de nós ligado às Universidades, só consegue lutar contra essa doença se se mantiver conectado à própria essência e à da vida, é preciso deixar que a vida nos cobre o preço de uma qualidade verdadeira, é preciso que levemos o óbvio em consideração: pesquisadores ou não, todos iremos morrer. Enquanto isso não acontece precisamos cuidar do que realmente interessa, seja na ciência ou fora dela: a qualidade de vida, de cada um e da maioria, se possível a de todos. Não existe qualidade de vida sem afeto. Sendo assim, acredito que a ciência precise se voltar imediatamente para os estudos sobre o afeto. Em todas as áreas de conhecimento e produção faz-se urgente a reavaliação do que o cartesianismo - que teve e tem seus méritos - nos fez, no intuito de afastar os males da subjetividade - deixar de lado, ignorar: o afeto! Afinal, cientistas também são animais, também são seres humanos. E a nossa espécie morre sem afeto tanto quanto sem água, sem comida, sem abrigo. Proponho que busquemos no afeto a cura para a normose acadêmica, urgentemente! Sem vergonha de assinar assim <3

  24. willian Postado em 06/Jul/2014 às 21:40

    Na boa , já havia conversado com algumas a respeito desse assunto explicitando ideias parecidas com essa e muitos me consideraram louco .Infelizmente as universidades estão cheias de pessoas preocupadas com o status da publicação de trabalhos acadêmicos (algumas vezes sem ter escrito uma linha sequer) do que com o conhecimento que vão adquirir ao longo do curso (seja ele Graduação, Especialização,Mestrado , Doutorado ou Pós- Doutorado). Essa preocupação com o status da publicação de artigos e apresentação de trabalhos em eventos ( Congresso, Seminário, Simpósio,Workshop , Semana Acadêmica,Encontros, Exposições e Feiras) é apenas um dos potencias fatores para a formação de Analfabetos Funcionais.

  25. Thiago Postado em 07/Jul/2014 às 02:02

    Mas o que fazer se estamos presos à órgãos comandados por essas diretrizes ? Sem o financiamento a maior parte, senão toda, da pesquisa acadêmica afunda.

  26. Mario Postado em 07/Jul/2014 às 02:05

    Muito importante e reflexivo. Interessante citarem Heiddeger pela inautenticidade do sujeito. Aliás, o panorama que apresenta o texto é causador de uma perplexidade filosófica, na qual estagnamos ou avançamos.

  27. Arão Alves Postado em 07/Jul/2014 às 07:19

    Esse não é um problema da academia, é um problema de toda a sociedade contemporânea. A "meritocracia" é uma máscara para a lógica hipócrita de nossas relações interpessoais. Assim como só produzimos ou pesquisamos aquilo que nossos orientador pesquisa, só falamos ou agimos conforme as conveniências sociais e políticas de nossos entorno. A academia é apenas um das pontas do iceberg.

    • evelyn sá Postado em 07/Jul/2014 às 22:28

      Concordo.

    • Einstein Postado em 08/Jul/2014 às 06:48

      Um mundo sem a meritocracia seria um mundo onde viadutos caem, erros médicos abundam, decisões judiciais são tomadas que contrariam todo o bom senso... Ops, parece que já estamos chegando lá!...

  28. Bruno Postado em 07/Jul/2014 às 07:57

    Anotado. Próximo!

  29. C Laranja Postado em 07/Jul/2014 às 09:45

    Olá sou bolsista doutorado pleno da Capes. Acho que sim precisamos muito de artigos assim mas precisamos também destrinchar mais... Que tipo de ciência estamos falando? Que tipo de criatividade? A criatividade está sendo encaixotada dentro do formato de artigos acadêmicos? E que produtividade se espera? Num periodo em que o governo brasileiro praticamente duplica a quantidade de bolsas de estudo fora do pais (em relação a 10 anos atrás) temos que potencializar esse espaço, disputar esse espaço, e claro, abrir espaço como esse artigo abre para pensar as normoses que correm soltas no espaço acadêmico. O que quer o governo brasileiro com o clame repetitivo de Dilma pedindo mais engenheiros? Aqui em Londres numa recepção da embaixada fomos absolutamente intrumentalizados (e rebaixados à condição de ovelhas, mesmo) sob a égide de uma necessária "inovação" acadêmica. É literalmente o ó! Precisamos de uma produção acadêmica ético-estética-política como já dizia Guattari

  30. Roberto Dimas Pinto Postado em 07/Jul/2014 às 13:06

    Infelizmente, essa doença começa já no presinho. Somos punidos, cada vez que erramos. Daí, o medo de arriscar, de ser diferente. Existem mesmo a burocracia e essa tal de meritocracia, mas o pior já foi feito, por isso, é difícil destruí-las. Parabéns, mestre! Excelente texto.

  31. Luciana Postado em 07/Jul/2014 às 15:06

    Ruben Alves tinha razão!!!

  32. Wadson Postado em 07/Jul/2014 às 15:57

    Boa tarde. Textos são sempre bons, quando nos levam ao debate. Importante: o ganhador do prêmio Nobel não falou da pesquisa no Brasil. Temos que parar com esta mania de nos menosprezar. O autor está certo na intenção, pois da forma que somos avaliados no Brasil e no mundo, publicar conta muito. Agora devemos pensar: a academia é fundamental para transmitir informações científicas e discutir ciência. Nós quando estudante é que utilizamos a faculdade ou universidade como meio para adquirirmos um documento (diploma) para podermos disputar uma vaga de emprego, ou para melhorar o salário. Daí é que vem os abaixo-assinados para tirar um professor, quando os alunos não tiram a nota que julgam merecer. Outra coisa importante: é necessário avaliar o pesquisador, portanto há necessidade de quantificar seus esforços. O difícil é encontrar a forma ideal de avaliação. Neste caso, este texto é fundamental, pois faz aquilo que é muito importante no meio científico: discutir as ideias. Abraços

  33. Dil Maciel Postado em 07/Jul/2014 às 15:57

    Interessante ver vários intelectuais conjecturando sobre uma questão complicada de se resolver, mas simples de se explicar: Somos vítimas da programação mental do sistema que reduz a capacidade do ser humano a um nível mental, espiritual e de consciência bem abaixo das nossas capacidades de evolução, criação e superação.

    • eu daqui Postado em 14/Apr/2015 às 11:51

      Gente normal deve ser entediada. Não acredito em felicidade na padronização.

  34. Rodrigo Postado em 07/Jul/2014 às 17:18

    Lastimável!

  35. Lena Postado em 08/Jul/2014 às 12:57

    Só consigo ver uma coisa em tudo isso, uma próxima descoberta que será de mais um tipo de doença, doença essa que será gerada na busca infinita de tentar bloquear novas doenças. Matemática pura tudo isso! E já tem nome faz tempo: dízima periódica.

  36. Wilson Postado em 08/Jul/2014 às 13:35

    Gostei dessa polêmica, mas estamos avançando numa discussão vazia, pois não temos pilares na educação básica. Um PM recruta ganha mais que um professor mestre. Tinha que desabar. Não há nada de novo. Não há surpresa.

  37. Robson Lopes Postado em 16/Dec/2014 às 13:25

    Basicamente essa Normose está em todas as instâncias de nossa sociedade, com o nome de pensamento de grupo, que é simplesmente a pessoa abrir mão de seu ponto de vista para não entrar em uma discussão com a maioria, assim vamos ficando cada vez mais com pensamento único, apenas para não debater sobre ideias ou ideais distintos.

    • eu daqui Postado em 14/Apr/2015 às 11:51

      Se a normose não é o sonho de consumo dos mordacistas do pt, de quem será?

  38. José de Oliveira Luiz Postado em 17/Dec/2014 às 10:37

    Leio, interpreto, represento, atuo, por pensamentos, palavras e linguagens não verbais desde 1945, independente, com, sem, contra, ou apesar das autoridades civis, militares, eclesiásticas, requerimentos, currículo, projeto, protocolo. Aposentado, SUS, passe livre, poeta, ator, escritor, especialista em atividades inespecíficas. E nada tenho a ver com os "pós pós modernos' titulados no Estado Merdocrático de Direita no Brasil, inserido na Sifilização Merdocrática Planetária, construídas por escravocratas, racistas, latifundiários, monocultores, biocidas, homófobos etc.