Redação Pragmatismo
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Contra o Preconceito 10/Jun/2014 às 11:56
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Comentários

A resposta perfeita para uma pergunta machista e preconceituosa

Uma questão polêmica durante uma conferência de ciência foi destrinchada de maneira esplêndida. Richard Dawkins, Ann Druyan, Victor Stenger e Neil deGrasse Tyson compunham a mesa que debatia educação científica e tinha como tema central a “Sociedade Secular e seus Inimigos”.

O evento já se aproximava do fim e o microfone foi aberto para uma bateria de perguntas. Foi quando um dos ouvintes da plateia provocou. “Qual é a das mulheres na ciência?”, sugerindo que a genética explicaria a ausência feminina no campo da ciência.

O astrofísico estadunidense Neil deGrasse Tyson, um dos cientistas mais respeitados do mundo, tomou a palavra para discorrer sobre o tema. A resposta foi um chute no racismo, no machismo, e em todos que evocam o argumento senso comum da meritocracia para justificar as diferenças.

Assista abaixo:

Você também pode assistir o evento na íntegra, sem legendas, aqui.

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Comentários

  1. Gleidson Postado em 10/Jun/2014 às 12:32

    Caracas... Caralho... Caralho véi, muito bom!!! Muito bom o argumento do cara!!!

  2. Meritocrata Postado em 10/Jun/2014 às 12:32

    Fez por merecer o lugar que está. Isto não é meritocracia ? Se não é, então coloquemos cota de 100% aos negros, ou aos índios ou qualquer reinvindicante...

    • Toma lerdo. Postado em 10/Jun/2014 às 12:55

      Vc não parece ter feito por merecer o acesso ao computador, à internet, à manifestação que lhe foi dado.

    • Rafael. Postado em 10/Jun/2014 às 12:57

      Você não fez por merecer o acesso ao computador, à internet e à palavra que lhes foram dados. Dentro da sua lógica meritocrática, você mesmo estaria excuído.

      • luis Postado em 10/Jun/2014 às 13:14

        falo tudo rafael, e o "meritocrata" te pergunto: se vc fosse um negro travesti nascido em favela com um pai traficante"exemplo" vc teria as mesmas chances que um branco rico com um pai dono de uma empresa?

    • Caio Postado em 10/Jun/2014 às 13:49

      Sei. Então, vamos seguir sua lógica. Uma mulher pobre, favelada, marginalizada a vida inteira vai conseguir ser CEO de uma empresa com 30 anos se "fizer por merecer". Tá de parabéns pela psicodelia argumentativa.

    • Thiago Teixeira Postado em 10/Jun/2014 às 14:00

      Cota 100% branco existe de maneira descarada e até cotidiana em nossa sociedade a centenas de anos meu caro, para UM cientista negro chegar lá, este provavelmente necessitou batalhar muito, mas muito além da meritocracia, pois negros, mulheres sofrem uma avaliação a mais que o homem branco padrão: O preconceito.

      • Eduardo Postado em 10/Jun/2014 às 22:51

        concordo, e não é só em relação a cor da pele não, é também a classe social, sou filho de operários, quando me matricularam no antigo jardim de infância, sofri minha primeira forma de exclusão social, que levou minha mãe meu pai mandar fazer uma cadeirinha para mim, visto que as escola me deu um banquinho, enquanto todos os outros alunos tinham cadeiras... hoje entendo porque eles tomaram aquela atitude....

    • marcelo Postado em 10/Jun/2014 às 18:29

      Sim, fez por merecer, mas se não percebeu, ele se colocou como exceção e não como regra. A regra, na fala dele, é que existem mais homens brancos do que negros e mulheres na ciência. Aí eu te pergunto, por qual motivo será que isso ocorre? Seria porque os homens brancos são mais estudiosos e persistentes do que os negros e as mulhers?? É óbvio que não. Mas gostaria de saber uma resposta de sua parte, já que defende a meritocracia até no login.

    • Eduardo Postado em 10/Jun/2014 às 22:45

      as cotas não são portas abertas indiscriminadas a ninguém, são espaço reservado para categorias que se encaixam nelas, e que tem que provar serem capazes de ocupar aquele espaço como qualquer outro.... é como as cotas de gênero nas chapas proporcionais nas eleições se tiver mais homens pelo menos 30% tem que preenchido por mulheres, e o contrário também é verdadeiro, e com um detalhe, numa chapa de l4 candidatos serão 9 de um gênero e 5 do outro, se tiver menos uma mulher caso seja este gênero de menor número, será diminuído um homem....agora pergunto é justo, acho que não, mas é a forma de resolver o problema da representatividade feminina na política, assim como as cotas para resolver as desigualdades....

    • Carlos Postado em 11/Jun/2014 às 14:20

      Ele se pergunta qual tipo de SORTE ele teve que outros negros e mulheres não tiveram... É só assistir ao vídeo com outros olhos...

  3. assalariado. Postado em 10/Jun/2014 às 13:25

    Este comentário aconteceu num embate que participe no blog viomundo. Neste endereço: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/gerson-carneiro-meritocracia-os-de-cima-sobem-e-os-de-baixo-descem.html Mas vamos encaminhar, debater nossa visão sobre meritocracia. Observo pelos seus comentários que a sua relação com mérito passa necessariamente em manter a sociedade divida entre exploradores x explorados intacta, na ‘certeza’ de que numa sociedade mal resolvida entre os opostos político/ econômicos (CAPITAL X TRABALHO), nos levará a ‘justiça social’. O mérito, sob o olhar de quem pensa vertical (capitalista), não é o mesmo para aquele que olha e pensa horizontal (socialista) Pelo jeito você nunca leu Karl Marx. Digo isto porque na teoria econômica socialista em Marx também existe a figura da ‘meritocracia’. Então não se trata aqui de acabar com o mérito, e sim, coloca -lo sob ótica diferente de como usa -lo, de acordo o regime econômico vigente e seu contraditório entre a (SOCIEDADE/ ESTADO CAPITALISTA) X (SOCIEDADE/ ESTADO SOCIALISTA). Isto é, no capitalismo os meios de produção são particulares/ privado e no socialismo os meios de produção são socializados é do coletivo social/ sociedade organizada. Quer dizer, no primeiro caso (o capitalista) expropria o suor alheio através do trabalho não pago aos assalariados, dai a sua riqueza (meritocracia?). Enquanto no segundo caso (o socialismo), o fruto do trabalho (como todos sabemos) é construído de forma coletiva nas linhas de produção, e é, distribuído entre os produtores e reprodutores da riqueza social e dividida para todo o país em comum. Sim, no socialismo o parasitismo social capitalista desaparece. Ou, em outras palavras escritas pelo próprio Marx/ Engels: Na sociedade/ Estado Socialista, no que se refere a remuneração individual, prevalece a regra: DE CADA UM SEGUNDO SUA CAPACIDADE, E A CADA UM SEGUNDO O SEU TRABALHO. Na sociedade Comunista (aqui não existe Estado), quer dizer, pós socialista, prevalece a regra: DE CADA UM SEGUNDO SUA CAPACIDADE, E A CADA UM SEGUNDO A SUA NECESSIDADE. Decifra -me ou te devorarei! Já li isto não lembro aonde. Abraços.

    • Carlos Prado Postado em 10/Jun/2014 às 16:03

      Tem muitos erros nisso. Um que de cara dá para ver, por este CAPS LOCK, é este de "SOCIEDADE/ESTADO CAPITALISTA". O certo seria "SOCIEDADE, CAPITALISTA/ESTADO". Depois tem essa de que os preços e valores não são objetivos e por isso não podemos tomar o trabalho como medida para os valores e preços. Posso empenhar o mesmo trabalho em duas roupas diferentes e uma ser bem mais valiosa que a outra por ser melhor feita, ou ser de uma cor ou estampa mais procurada ou ter um tecido considerado melhor. Pode acontecer de algo para alguém ter um valor justo enquanto outro não pagaria nem metade pelo objeto. Não acredito que você pagaria o valor do trabalho "que valeria" uma camisa com a foto do Bolsonaro. Os valores não são objetivos, são subjetivos e a preferência é inconstante no tempo. Só este pequeno detalhe destrói toda a teoria de Marx e Engels, mas o erro já vinha dos economistas clássicos. Fosse alguém perceber que não importa quanto trabalho eu empenhe numa escultura disforme de barro sem sentido algum eu não conseguiria um valor que compensasse o trabalho(se bem que hoje posando-me de grande intelectual desconstrutivista e vanguardista eu venderia uma escultura de uma merda por um bom preço) não teríamos esta porcaria de teoria marxista. Talvez ainda assim as outras teorias socialistas se mantivessem e alguma tivesse a mesma relevância.

      • assalariado. Postado em 10/Jun/2014 às 16:46

        Carlos Prado, não estou falando de valor, uso e troca. Mesmo assim, entendi seu recado. O que quis mostrar é que na Sociedade/ Estado Socialista não poderá haver exploração do suor alheio, para acumulação de riquezas. A meritocracia, no socialismo, independente de sua posição na produção das mercadorias e assemelhados, para sobrevivência do coletivo social. Em resumo, estou falando que teremos que acabar com a sociedade dividida em luta de classes, (capital x trabalho). Obrigado pelo bom combate.

    • Carlos Postado em 10/Jun/2014 às 20:12

      Em qual socialismo o fruto do trabalho "é construído de forma coletiva nas linhas de produção, e é, distribuído entre os produtores e reprodutores da riqueza social e dividida para todo o país em comum"?? Só na teoria mesmo, porque na prática, é mais do que sabido que os dirigentes dos países socialistas vivem nababescamente, enquanto o povo trabalha como escravo para manter os privilégios de uma minoria.

      • assalariado. Postado em 11/Jun/2014 às 11:36

        Carlos, esta sua afirmação, só comprova, que a teoria na pratica é outra. Ou seja, uma sociedade "socialista", travestida de Socialismo. Logo, esta sua afirmação; "Em qual socialismo o fruto do trabalho", nunca existiu. O que existiu, e existe, são paises travestidos de "Comunistas". Digo, Capitalismo de Estado.

    • Asdrubal Caldas Postado em 17/Jun/2014 às 19:25

      Assalariado> É como disse o grande filósofo, e pensador contemporâneo Joelmir Beting: " A Teoria na prática é outra coisa". Se Marx/ Engels vivessem nos dias de hoje, e tivessem as mesmas ideias sobre capital/trabalho, com certeza não teriam guarida para expô-las. Tem um ditado antigo que diz: " Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza". E isto significa dizer que, quem experimentou o sistema capitalista, tomou gosto, e jamais irá querer saber de outro sistema que não seja o capitalismo. Lembre-se que Marx nasceu em 1818, e faleceu em 1883. Ou seja nasceu e morreu dentro do século 19. Nós já estamos no século 21. Portanto à mais de um século, não do seu nascimento, mas da sua morte. Tempo mais do que suficiente para que houvessem mudanças substanciais em todos os setores da sociedade. A Industria mecânica evoluiu, a Industria Naval evoluiu, a Industria Aeronáutica evoluiu, até as tecnologias de ponta que, à menos de três décadas eram praticamente desconhecidas do grande público, evoluíram, e continuam evoluindo assustadoramente. E toda esta evolução, é fruto de cérebros que se dispuseram a dar tudo de si para que o resto da população vivesse por mais tempo, e gozasse os benefícios desta evolução. Estes cérebros à que me referi, não brotam de sementes jogadas ao acaso. São seres privilegiados pela dádiva de um ser Superior que, convencionou-se chamá-lo de Deus. Estes seres recebem a graça de terem a ideia original para os seus projetos. Só que da ideia original até que se chegue à conclusão do projeto, vai um longo tempo, e muito estudo. Alguns projetos, de tão complexos, necessitam de uma mão de obra especializadíssima. Vejam, por exemplo, o projeto do Exoesqueleto, idealizado pelo Neurocientista Miguel Nicolelis. Para a realização do projeto, ele contou com a colaboração de 150 cientistas de diversas partes do mundo. Marx, por suposto, jamais pensou que as Sociedades iriam evoluir tanto, e com tamanha rapidez, como tem sido nas ultimas cinco décadas. Na época em que este senhor viveu, tudo era feito de forma rudimentar. O trabalhador que ele dizia defender, era o trabalhador artesanal. Será que passou pela cabeça deste senhor que, iríamos visitar a Lua? Que teríamos Submarino Nuclear? Que teríamos tecnologia para construir um equipamento que provasse a veracidade do Big Bang? Que os meios de comunicação seriam tão ágeis e complexos como é hoje a internet? O mundo só começou a dar os primeiros passos rumo ao desenvolvimento, depois da Revolução Industrial originada na Inglaterra. Comparem o primeiro carro Ford montado em linha de produção, com o que se produz hoje. Comparem as ferrovias com as suas Marias Fumaça, em relação ao Trem Bala, não o da Dilma, mas o japonês e o chines. E mensurem quanto desenvolvimento tecnológico foi necessário para se chegar até aqui. E tudo foi feito com o concurso de mão de obra especializada. Portanto senhores, pensar em socialismo é retroceder no tempo. Hoje o lema é: Se queres evoluir socialmente, encare os bancos escolares com com amor e paixão", e o seu sucesso chegará. Sem querer ser pedante, vou dar aqui, o meu depoimento: Entrei na antiga Light, tendo como instrução somente o quarto ano primário. Comecei entregando conta de luz. Com menos de um ano de serviço na Empresa, fui convidado à assumir um posto numa seção de soma, já interno. Voltei à escola, fiz o primeiro, e o segundo grau, e parei de estudar por algum tempo. Consegui subir de cargo até chegar a Sub Gerente, que era o limite permitido para quem tinha o segundo grau. Então eu pensei que, se quero melhorar a minha posição na Empresa, tenho que voltar a estudar. Foi o que eu fiz. Com quarenta (40) anos fui cursar Psicologia, e depois de disputar uma vaga de gerente com 67 candidatos internos, assumi orgulhosamente a minha vaga. Com 48 anos de idade, resolvi fazer a minha Pós Graduação em Administração de Marketing. Terminei o curso aos 50 anos, e me aposentei com 35,8 anos registrados em carteira. Não é lindo? O que os adeptos do Marxismo precisam ter em mente é que, não foi somente as tecnologias que evoluíram. A cabeça do trabalhador também. E o pior é que a maioria dos trabalhadores se deixaram influenciar pelas falácias dos sindicalistas que, passaram as suas vidas incutindo na cabeça dos trabalhadores, os ignorantes, que: "Você tem direito, você tem direito, você tem direito". E esqueceram de dizer à ele que, ele também tinha deveres. Uma coisa que nunca foi esclarecida aos trabalhadores, é que o patrão nunca os engana. Por isto é que existe o contrato de trabalho. Quando o cidadão vai se candidatar à uma vaga, sempre lhe é dito de quanto será o seu salário. E o bom patrão faz das tripas o coração, para pagá-lo em dia. Desde quando o Rei Lula começou as greves no ABC, eu já dizia que aquelas greves tinham um direcionamento errado. Elas jamais deveria ter sido contra os patrões, mas contra o governo. O patrão por pior que você o considere, ela está te oferecendo um emprego. O governo não te oferece nada do que seria de seu direito. Saúde, Segurança, Escola do bom nível, etc. Ele somente se preocupa em tirar boa parte do que você ganha com o suor do seu rosto, em impostos e taxas desproporcionais. E quando eu comentava sobre isto com os ignorantes políticos, invariavelmente vinham com a mesma ladainha: Como fazer greve contra o governo? ele não fabricas!! Então lá ia eu explicar-lhes que o governo é dono da maior industria de exploração do trabalhador, atraves da cobrança dos altos imposto, sem contra partido em serviços. E que para fazer-se uma greve contra este governo, bastava que, ao recebermos os carnes do IPTU, a conta de luz, de água, de telefone, etc. que ás guardássemos em uma gaveta, deixando o dinheiro com o qual íamos quitá-las, no banco. Algum, ou alguns dos prestadores de serviços até poderiam cortar o fornecimento de alguns clientes. Mas não teriam pessoal suficiente para suspender os serviços prestados à todos os clientes. Então eles nos chamariam para um entendimento que, por obvio, incluiria diminuir sensivelmente o valor das taxas cobradas. E todos viveríamos felizes para sempre. Não seria lindo? Um outro esclarecimento que cabe ser dado aos seguidores de Marx, é que os homens que viveram naquela época eram quase que na sua totalidade, homens probos, honrados, e cumpridores da sua palavra. A minha avó, de saudosa memória, nos dizia que os documentos eram selados com um fio do bigode. Nos dia de hoje, apesar de ser exigido para todo e qualquer contrato: Título de Eleitor, RG. CNH. CPF, Carteira Profissional, Carteira do Sindicato, Comprovante de residência, Assinatura de duas testemunhas, etc. Ainda assim, grande parte dos que assumem um compromisso deixam de cumpri-lo, e ainda se fazem de vítimas perante a sociedade. E o pior; tem sempre algum Advogado cedido pelo governo, uma ONG, alguém dos Direitos Humanos, etc., pronto para defendê-los Como eu disse acima, eu fui Gerente em uma grande Empresa por dez anos. E em muitas oportunidades eu fui à serviço, ou convidado a visitar algumas Empresas. Lembro-me de muitos fatos que ocorreram durante estas visitas. Porem um deles me marcou muito. Ao visitar uma Empresa de porte médio em Ribeirão Pires, um dos sócios me convidou para conhecer o setor de produção da Empresa. Por elegância, e por gostar de fazer uma política de boa visinhança, aceitei. A medida em que íamos caminhando ele ia fazendo os seus comentários. De repente paramos, e ele com um meneio de cabeça mostrou-me um funcionário que tocava uma máquina à sua direita, produzindo baldes de alumínio, e disse-me: Aquele cidadão produz em média 200 baldes por dia. Caminhamos um pouco mais, ele voltou a parar, e desta vez com o indicador, mostrou-me um outro funcionário que, também, produzia baldes, e me disse: Este funcionário dificilmente supera a marca de 60 baldes por dia. E desabafou: E o senhor sabe que eu estou proibido de dispensá-lo do meu quadro de funcionários? Espontaneamente eu perguntei, porque? Ele então me respondeu: Por dois motivos, um deles é que ele está na lei velha, e tem mais de 10 anos de Empresa. Se eu dispensá-lo, terei que indenizá-lo em dobro. E o outro motivo é se ele for dispensado, o sindicato vem aqui me atormentar porque eu dispensei um trabalhador que é pai de família e coisa e tal. E o pior de tudo, é que eu não posso melhorar o salário do que produz à contento, porque senão eu tenho que aumentar o salário do parasita oportunista. E casos como este, os senhores encontram aos milhares nas nossas Empresas. Este é o mal de os sindicatos terem ensinado à eles que eles só tem direitos, e não deveres. Será que o senhor Marx teria tido noção de que quando um projetista planeja uma máquina para a produção de um produto qualquer, ele se preocupa com a qualidade final do produto e com a produção que a sua máquina poderá oferecer ao comprador da mesma? Será que chegou à pensar que o fabricante de máquinas sempre acrescenta um plus ao preço do seu produto, por saber o quanto de lucro a sua máquina irá produzir ao industrial que irá adquiri-la? E que o industrial terá sempre que ter funcionários que produzam o mais próximo possível do limite da máquina? E que só assim ele consegue arcar com todos os seus custos de produção, e da colocação do seu produto no mercado? Finalizando, eu aconselharia aos devotos de Marx, que atualizem a sua maneira de pensar, e deixem de se influenciar por professores que por terem sido influenciados, quando alunos, por outros Marxistas de carteirinha, agora não se preocupam em ensinar o que há de mais moderno em Administração, e Economia e só pensam em passar as suas ideologias retrógradas. Um bom caminho para sair deste marasmo esquerdista, é os senhores começarem à se interessar por ler Biografias de grandes personagens que, foram os responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico que o mundo já alcançou, e poderá evoluir ainda muito mais. Quanto às cotas, à princípio eu sou contra. Eu nunca entendi o negro como um cidadão inferior. Porem, como alguns países de primeiro mundo adotaram as tais cotas, eu quero aqui procurar entender que eles devem ter lá os seus motivos. Então eu passo a adotar o seguinte pensamento: Que venham as cotas para todas as Universidades, indistintamente se, públicas ou privadas. Porem que seja pelo tempo limitado à que se forme duas turmas, em qualquer área do conhecimento. Respeitando a de maior duração que é o curso de medicina. Concomitantemente o governo deverá elevar a qualidade do ensino dos primeiro, e segundo grau. Aparelhando todos os colégios, com o que ha de mais moderno em tecnologias de ensino. Qualquer duvida me ligue.

  4. Gustavo Piazza Postado em 10/Jun/2014 às 14:21

    O principal argumento em favor da meritocracia é que ela proporciona maior justiça do que outros sistemas hierárquicos, uma vez que as distinções não se dão por sexo ou raça, nem por riqueza ou posição social, entre outros fatores biológicos ou culturais, nem mesmo em termos de discriminação positiva. Além disso, em teoria, a meritocracia, através da competição entre os indivíduos, estimula o aumento da produtividade e eficiência.

    • assalariado. Postado em 11/Jun/2014 às 11:41

      Gustavo Piazza, vc distorce valores, entre meritocracia e exploração do capital sobre o trabalho. Esse, o único mérito que "justifica" as injustiças numa sociedade dividida entre exploradores x explorados.

    • Pedro Paulo Postado em 11/Jun/2014 às 15:30

      Legal Gustavo entendo essa sua meritocracia... Eu tenho que ter um Pai que banque os meus estudos em cursinhos concorridos e sem eu precisar trabalhar. Depois eu presto vestibular e passo na melhor universidade publica, em cinco anos me formo e depois eu tenho que dizer que estou capacitado pelos meu merito e o dinheiro do papai foi só um detalhe....Ouso dizer que meu merito foi o Paitrocinio, ou não?

  5. Leonardo Cezar Postado em 10/Jun/2014 às 14:58

    Belíssimo argumento com uma pequena dose de sarcasmo! :)

    • assalariado. Postado em 11/Jun/2014 às 11:43

      Leonardo Cezar, sarcasmo ideológico, claro!

  6. Denisbaldo Postado em 10/Jun/2014 às 15:38

    Excelente resposta para a pergunta de um evidente babaca que tentou mais uma vez demonstrar sua superioridade mediante o uso de um argumento baixo, humilhante, preconceituoso. Sim, é exatamente a conduta deste babaca que a raça humana deve combater constantemente para que um dia possamos ter uma sociedade melhor. Isso sim deve ser a principal característica de um ser humano, ser racional e respeitar os sonhos do próximo sem diferenças de cor, raça, religião, sexo, etc.

  7. Lucas Bragança Postado em 10/Jun/2014 às 16:44

    Fico imaginado como deve ser rico meia hora de conversa tomando um café com um sujeito desses. A visão ampla, aberta e fora do óbvio que ele deve ter até por ser astrofísico e precisar pensar "fora da caixa" deve servir para discutir de forma extremamente sensacional vários temas.

    • Eduardo Postado em 10/Jun/2014 às 22:54

      realmente ele deve viver mais no mundo da lua que no mundo terreno....rs O cara é fera.

    • Francisco Neto Postado em 12/Jun/2014 às 14:06

      Ter uma visão tão ampla é uma das coisas maravilhosas que se consegue ao se aventurar no grandioso mundo da Física

  8. Danilo Henrique Postado em 11/Jun/2014 às 10:42

    A diferença genética entre negros e brancos diz respeito a pigmentação, alguns poucos traços na estrutura do esqueleto e algumas características físicas. A diferença genética entre homens e mulheres diz respeito, basicamente, a produção de hormônios e órgãos sexuais. O problema é que essa diferenciação de hormônios causa resultados espantosamente díspares. Esses resultados podem levar a tendências cognitivas tão díspares quanto. Claro que as pressões que a sociedade exercem são violentas e decisivas, mas todo efeito possui causas naturais. Neil deGrasse Tyson é, em meu parco entendimento de física, um dos maiores astrofísicos de nossa época, mas no caso se deixou levar por opiniões claramente pessoais e não por um conhecimento objetivo, claro, distinto Isso não diminui as dificuldades que mulheres e negros vivem graças a manutenção de ideias infundadas e antigas. Nossa forma de viver não remete mais a de outros tempos, e não admite mais a desigualdade de oportunidades entre as pessoas. Entretanto, ainda somos seres vivos, animais e temos tendências naturais, instintivas. meramente biológicas. Saber que parte do que somos é coordenado por ações que não temos controle parece assustador, mas é uma realidade e não pode ser contestada simplesmente a negligenciando ou fingindo que ela não existe. É justamente mediante as variáveis que a realidade propõe que o ser humano se reinventa, se reconstrói e se reafirma. Essa divisão natural x adquirido é tola e ultrapassada. Enquanto não nos dermos conta de que tudo age no ser humano simultaneamente e em proporções distintas de indivíduo para indivíduo jamais alcançaremos um progresso efetivo nas ciências sociais tal como temos nas ciências exatas. Então, que o conhecimento de Tysson seja sempre respeitado como cientista quando ele falar como tal. Quando ele falar como Neil deGrasse Tysson, o ser humano, que escutemos ele como ser humano.

  9. Roger Postado em 11/Jun/2014 às 11:21

    Eu vejo (leio), estes debates interessantes em muitos aspectos, como também, vejo muito se falar em reparar um erro histórico de racismo, oportunidade entre outras palavras... Muito bem, contra as cotas neste instante nada tenho( somente a vejo como porta dos fundos ). O que realmente deveria se fazer é investimentos de base e não somente de topo. Ah alguém vai falar, "mas estão investindo" sim, estão? Como? Continuando... Nossa educação em termos de acessos não se pode ser analisada como uma situação de preconceito, racismo, pobreza, condições, etc... Nossa educação é atrasada desde a fundação,mé somente começar a pesquisar em quantos anos todos estamos atrasados, há quantos anos estamos atrás dos nossos hermanos Argentinos na criação da primeira universidade, por dois ou três anos chega-se há quase 300 anos de diferença... Alguém sabe quando foi criada a primeira faculdade no BR.? A primeira universidade? Isso sim foi um erro histórico e ainda temos resquícios destes anos perdidos e a falta de privilégios não foi somente de negros, brancos, índio, mulatos, mamelucos... E sim de uma população inteira...

  10. Mary Postado em 11/Jun/2014 às 15:35

    Caros, sinceramente, a discussão caiu pra um lado que não tem nada a ver com o tema proposto..."Discriminação", essa é a palavra...não importa se com negros, com brancos (sim, negros também discriminam brancos), com mulheres, com gays, com japoneses, etc, etc (encheria uma bíblia..)... As pessoas "ainda" não entendem, que somos iguais, fisiologicamente dizendo, independente do SEXO, COR, RELIGIÃO, DEFICIÊNCIA FÍSICA...ETC...ETC..ETC..ETC..!!! É isso, e temos cientistas imbecis como este que fez a pergunta não menos imbecil e todos RIRAM...O mundo é cheio de hipócritas...Riram e depois fizeram sinal positivo para a resposta esplendida do Neil deGrasse Tyson...HIPOCRITAS...Esse é o mundo onde vivemos...Não venham dar lição de moral...respostinha pronta. Olhem para si mesmos...Todos temos algum tipo de preconceito...todos...e reconhecer é o passo principal.

  11. leonel Postado em 24/Jan/2015 às 11:27

    Parece que alguem nao estudou a constituição. Ensino fundamental: dever da cidade, Ensino Medio: dever do estado (governador), Ensino Superior: dever do país(presidente). Não há que se falar na união investir em ensino basico! A união faz cotas na universidade porque é isso que ela pode fazer. Enquanto não houver outra constituicao do nosso país é assim que as coisas vão ser!! REFORMA JA

  12. karla tatianna Postado em 10/Jun/2014 às 12:47

    Ah ta. Bolsonaro Presidente!

  13. Rafael. Postado em 10/Jun/2014 às 12:54

    Naro, o seu erro de pensamento é achar que as cotas são a solução cabal para o problema do racismo. Isso não está correto e nunca foi afirmado por ninguém que compreende bem o papel das cotas. O papel das cotas é dar igualdade de oportunidades para pessoas, nesse caso, negras. Diminuindo a desigualdade social advinda de fatores étnicos/raciais, pode haver uma diminuição no pensamento racista clássico, que tenta justificar a miséria de uma população ao fator etnia/raça. Mas mesmo que esse racismo não diminua, se diminuir a desigualdade de renda, as cotas já serão uma boa iniciativa.

  14. Geraldo A. Postado em 10/Jun/2014 às 13:28

    É isso ai amigo, continue pensando assim que você ajuda muito o projeto neoliberal meritocrático.

  15. Matheus B. Postado em 10/Jun/2014 às 14:22

    Concordo , Naro. Certamente as cotas raciais trarão benefício econômico aos negros, mas creio que também aumentarão o racismo no Brasil, justamente por recorrer ao critério racial na seleção dos beneficiados. Pessoas não-negras ficarão de fora de empregos e universidades, devido a essa reserva de vagas, e não há nada de justo nisso. Está se corrigindo injustiça com mais injustiça.

  16. Luciana Postado em 10/Jun/2014 às 14:26

    Desculpa Naro, mas eu não concordo contigo, pois as cotas são sim complexas e foram debatidas e trabalhadas. Não foram simplesmente instauradas para ser uma situação tapa-buraco. Existem trabalham internacionais e estudos relatando a eficiência delas e como elas mudam a vida de pessoas em todo país. Não podemos negar que hoje em dia o "povo" está na faculdade e se está, é por incentivo das cotas.

  17. Terezinha Scher Postado em 10/Jun/2014 às 14:28

    Não concordo. Sou prof de universidade federal... Os alunos cotistas têm se revelado bons estudantes. Vários países ( inclusive os EUA) já adotaram políticas inclusivas as mais variadas...

  18. Marcos Paulo Postado em 10/Jun/2014 às 15:05

    Sistema de cotas é tem seus benefícios, porém é paliativo. Pior, pode virar um problema ao potencialmente tornar-se muletas. Todo e qualquer problema seja ele se infra estrutura ou cultural não se resolve apenas com um tipo de atuação, mas sim com vários. No fim das contas nada que for feito para diminuir os impactos de oportunidades se não haver investimento pesado na educação de base de nossas crianças. Atualmente a maior parte do investimento em educação no Brasil é focado no ensino técnico e superior. Isso também é uma forma de amenizar o problema. Além disso são essas pessoas que votam. Resolver problema de educação irá levar de 2 a 3 gerações. E nem os governantes tão pouco o povo quer esperar tanto. (justamente pela falta dessa educação. Se lá atrás Estivéssemos escutado o Pele e cuidado das criancinhas, não estaríamos tento essa conversa agora. Sejam felizes

  19. Luiz Chaimsohn Postado em 10/Jun/2014 às 15:09

    Enquanto o numero de brancos e negros não forem proporcionais nas Escolas, nos postos de trabalho e nas penitenciárias , não há qualquer pretexto para não reconhecer a necessidade do sistema de cotas para negros

  20. Rafael Martini Postado em 10/Jun/2014 às 15:13

    As cotas visam amenizar uma mazela histórica, e consegue gerar resultados a curto prazo. A não-necessidade delas seria uma utopia.

  21. felipe p Postado em 10/Jun/2014 às 15:45

    "De nada vale uma crítica, se não houver solução". Onde está a solução, meu chapa?

  22. Leo, o nardo. Postado em 10/Jun/2014 às 15:49

    As cotas são uma solução eficiente se encaradas como meramente provisórias. O buraco é muito mais fundo do que dar privilégios na entrada da universidade. Isso, a longo prazo, que é o que nos interessa, não resolve nada. O ideal é que enquanto elas estão ativas, outras medidas estejam sendo tomadas para resolver a raiz do problema. A pergunta é: será que elas estão mesmo sendo feitas ou as cotas estão fazendo jus à classificação de "soluções preguiçosas"?

  23. carol Postado em 10/Jun/2014 às 18:40

    as cotas são soluções emergenciais...como vc acha q barack é presidente hj! q eu saiba ele usufruiu desse direitoo...

  24. Suzana Luz Cardoso Postado em 10/Jun/2014 às 19:04

    Muito boa a resposta do cientista. Qto às cotas, elas não são apresentadas como solução única, simples e final pra esse problema. Simplesmente, começou-se por aí. E muita gente critica demais essas cotas e bolsas pro povão, mas esquecem de criticar uma coisa que ja acontece ha muito tempo: bolsas de estudos pra estudar na Europa, EUA e Canadá, pra muita gente que pode pagar por isso ou conseguir de ma forma bem mais facil que a maioria que quer somente poder estudar o basico.

  25. Eduardo Postado em 10/Jun/2014 às 22:28

    mas é uma solução bem melhor das que existiam antes de Luis Inacio Lula da Silva, quanto a educação de qualidade ele Lula inaugurou 4 novas universidades no Brasil durante seu mandato, e uma delas é Afro Brasileira. E as cotas não é uma solução simplista não, nem oportunista nem preguiçosa, elas são uma forma de indenização ao povo que foi escravizado e que sabe ser agradecido pelo que está sendo feito por ele através de seus descendentes, agora pra quem quer por defeito, até se houvesse uma remuneração mensal vitalícia estaria reclamando.Sinto muito amigo, mas simplista, oportunista e preguiçosa é a sua definição das cotas.

  26. Lucas CSB Postado em 10/Jun/2014 às 23:30

    Meu caro, sabemos que as cotas são uma medida paliativa. Porém extremamente necessárias, já que essa mudança estrutural que para você (e para mim também) seria a solução definitiva é um processo de longa duração e ligado a mudança de mentalidade que não pode ser realizado por uma simples vontade individual ou por legislações mais rígidas a curto prazo.

  27. maria clara Postado em 11/Jun/2014 às 08:53

    os 400 anos de escravidão, a concessão de terras pelo ao governo aos imigrantes, a colonização portuguesa, a dizimação dos indígenas, a favelização dos negros e entrega das nossas terras pros estrangeiros, isso sim foi uma solução simplista, oportunista e preguiçosa. O Brasil é de TODOS os brasileiros, e ñ somente de alguns que sempre estiveram no poder!

  28. Mano Seru Postado em 11/Jun/2014 às 11:46

    Denominar-se cafuzo já não é diferenciar-se por características, ou por algum tipo de raça ou etnia? Já não é racismo? Isso faz parte de nós e de nossa política infelizmente. Concordo que as cotas não são a solução ideal, mas vejo-as como necessárias. O anagrama referindo-se a Bolsonaro, seria um sutil sarcasmo? Respeitosamente.

  29. Thiago Lopes Postado em 11/Jun/2014 às 17:44

    "Thiago Lopes, considerando seu raciocínio, as pessoas discriminam os negros por não terem o costume de vê-los nos mesmos ambientes que frequentam?". Não, Naro, não fiz essa afirmação. Se vc quier saber, quanto mais os negros foram entrando nas universidades, nas repartições públicas, na política, mais preconceito ele sofrerá da parte dos racistas que se sentirão ameaçados. Minha afirmação é a de que as cotas servem para a ocupação do espaços onde os negros são minoria. Vc deve saber, já que estudou na UERJ e na UNB que os negros lá são minoria. Agora olha para os presídios, para as periferias e veja quem são a maioria lá? Não cometa o erro de achar que só porque vc estudou nessas instituições que todos os outros conseguem também. Isso é meramente ideológico. E estamos falando de estrutura. O Governo deve fazer a educação de casa sim, e as cotas fazem parte delas.

  30. Gabriel Postado em 11/Jun/2014 às 18:05

    Na minha opinião o erro do teu comentário reside no fato de colocar a priori uma falsa dicotomia. Políticas de curto, médio e longo prazo são complementares e não antagônicas. As cotas fazem parte de uma política de igualdade racial e social a qual inclui diversas outras ações que se complementam e se estimulam segundo suas diferentes temporalidades. Implementar as cotas não é uma opção entre elas e melhorar a educação pública, uma não nega a outra, antes pelo contrário. A educação pública tem melhorado, talvez não tão rápido como gostaríamos, os problemas são muitos, mas a ampliação do acesso à educação é uma resposta inicial ao anseio de democratização do ensino e das oportunidades. As cotas são muito bem-vindas, são medidas de grande capacidade transformadora e de justiça racial e social.

  31. Eber Prado Postado em 11/Jun/2014 às 18:50

    Naro Solbo...seu raciocínio está equivocado...como já explicaram, as cotas não são uma solução em si, mas parte dela. Nunca foi defendida pelo governo como solução!....Você está certo, ela exige uma solução complexa, está sendo debatido por movimentos sociais e conselhos públicos (com intensa participação da sociedade civil, inclusive...o Governo tem sua responsabilidade, mas tenho a impressão que vc só espera que o Governo o faça...e vc? faz alguma coisa para contribuir ? Percebe que não dá pra cobrar só do Governo?

  32. Natália Postado em 18/Jun/2014 às 09:14

    Olha, se cotas não são complexas e trabalhosas, então eu não sei de mais nada. Como o Thiago Lopes bem colocou: há uma marginalização histórica do negro e do índio que não se resolve apenas com a educação. Negros podem ter acesso a melhor educação básica, mas do ponto de vista racial, eles continuarão inferiores aos olhos de quem nunca provou conviver com um negro, por vê-lo como um indigno ou inferior. Os brancos - e entenda branco como o setor dominante, não quero fazer distinções de cor, mas a explicação que eu gostaria de dar precisa delas - tem múltiplos acessos educacionais de qualidade, que ensina que o preconceito é errado, mas não ensina a conviver com o que é considerado diferente pela sociedade. A questão racial é uma reprodução do discurso social, de dominação. Se há uma quebra dessa dominação, o discurso passa a ganhar um esvaziamento. Não quero, obviamente, retirar a responsabilidade da educação, apenas explico como ela não é o único pilar no combate ao racismo e ao preconceito. A convivência também deve ser vista como um pilar, para que o imaginário social criado pela escravidão possa ser solapado em definitivo: visões como "negro é inferior", "negro é vagabundo e ladrão" são retroalimentadas pelo ethos segregacionista, já explicada pelo Thiago. Se a convivência não pôde ser construída em sua base no que tange o acesso a educação básica (que não é federalizado como é a universidade), então que seja forçada nas instâncias onde o controle pode ser tangenciado.Dá-se a universidade a responsabilidade que é dela: integrar. Não há remédio mais amargo para quem ainda vive no século XIX do que a convivência com quem ele sempre acreditou ser inferior e incapaz. E não há nada de simples nem oportunista nisso, muito pelo contrário: quebrar um paradigma complexo, que possui séculos de enraizamento dentro da sociedade, é muito, MUITO complicado, e não será desconstruído da noite para o dia. Como eu disse, é um remédio amargo, mas que terá que ser tomado. Eu entendo que se preze por um discurso de simetria. Mas ela por enquanto não existe e cabe a nós construí-la. O branco, que nasceu com todos os direitos dentro de uma sociedade que ainda permanece pautada pela cor, não será injustiçado porque um número x de vagas será destinado aos que foram por socialmente marginalizados. Alguém precisa ceder direitos e aceitar alguns deveres: o negro não se marginalizou sozinho.

  33. marcus Postado em 10/Jun/2014 às 13:54

    Não concordo com você Rafael, pois as pessoas beneficiadas pela cota não estão preparadas nem capacitadas. O Governo engana as pessoas com essa ideia de igualdade, mas só está piorando a situação, ao invés de investir na educação básica, para que essas pessoas tenham a capacidade de passar em um vestibular sem precisar de um "empurrãozinho", ele prefere desviar o dinheiro da educação básica, implantar cotas para as pessoas de baixa renda e mascarar essa realidade com dados falsos e mascarados.

  34. Leonardo Telles Postado em 10/Jun/2014 às 14:11

    As cotas são para equiparação racial, mas, são medidas com pouco êxito se não forem trabalhadas com outras ações, como por exemplo: cotas em universidades particulares e escolas particulares.

  35. Thaís Postado em 12/Jun/2014 às 00:24

    Relamente, o papel das cotas é dar igualdade de oportunidades. No entanto, seria uma solução temporária, juntamente com a implantação de cotas deveria haver um melhor investimento, do governo, em educação básica. Quando todos tivessem acesso a uma educação básica de qualidade, independentemente da classe social, as cotas seriam retiradas, pois não seriam mais necessárias. O problema do nosso governo é que ele implementou este sistema, mas não trabalha para resolver o problema.

  36. Márcio Postado em 22/Jul/2014 às 19:05

    A questão é exatamente esta: As cotas NÃO SÃO a solução cabal para o problema do racismo. Políticas de ação afirmativa sempre são paliativas, são provisórias. São um complemento, uma tentativa de tratar uma situação que é muito mais complexa. O Naro Solbo afirma que "... o governo coloca as cotas como solução para o problema da discriminação." Discordo. É fácil, muito fácil, culpar sempre "o governo". "O governo não faz sua parte!!" "O governo isso!!" "O governo aquilo!!" Ora, na própria lei nº 12711/2012, em seu artigo 7º, se afirma que após 10 anos a lei será revisada.

  37. Bruno Postado em 10/Jun/2014 às 14:30

    Justo é negros e indígenas ficaram de fora?

  38. José Postado em 10/Jun/2014 às 14:41

    Ai pelo menos ia ficar igual, injustiça de um lado e de outro(pessoalmente não acho isso). O que não pode e continuar como está, todos precisam de iguais oportunidades, que se encontre a melhor solução então.

  39. Matheus B. Postado em 10/Jun/2014 às 15:45

    Não, também é injusto. Só estão sendo trocados os injustiçados.

  40. maria clara Postado em 11/Jun/2014 às 08:59

    o que aumenta o racismo no país é continuar marginalizando os negros, índios e pobres em geral. E essas pessoas continuarão sem voz pra expressar o que pensam, graças ao seu destino de viver de migalhas, submissos, domesticados. Com o acesso a educação, se tornarão editores de jornais, donos de TV, médicos, professores, formadores de opinião, e a nossa história passará a ser contada e valorizada. Haverá uma quebra de paradigma!

  41. Rubens Postado em 10/Jun/2014 às 19:08

    Deve ser porque o tema não era esse. De qualquer forma, as cotas entram na parte de superar as forças coercivas da sociedade.

  42. Rubens Postado em 11/Jun/2014 às 11:39

    Cota não é solução. Cota é ação imediata, mas não eterna. Não é solução, é um meio.

  43. Carlos Postado em 11/Jun/2014 às 14:19

    Poxa, além do final ele citar que só poderiam falar em genética quando a sociedade desse direitos iguais para todos (mas realmente não fala especificamente de cota), ele imputa ao esforço e à sorte o seu sucesso.

  44. Thiago Lopes Postado em 10/Jun/2014 às 21:39

    Naro, caso vc não estude numa universidade pública, visite uma e vc verá que não há negros lá. São muito poucos. Como se aquele lugar não fosse para eles. Temos que ocupar os espaços públicos e nos habituar a ver pessoas negras assumindo cargos, estudando em universidades públicas, em repartições, etc etc etc. As cotas servem para isso: ocupar. Se estamos acostumados a ver mais mulheres nos espaços políticos, isso se deve em parte às cotas criadas, que obrigam cada partido a incluir uma porcentagem obrigatória de mulheres. A ideia é essa.

  45. Felipe Racosta Leite Postado em 11/Jun/2014 às 06:12

    Como cafuzo que conviveu na academia e cursou Adm. Pública pelo jeito vc "não fez o dever de casa". O processo histórico de escravização das populações negras e indígenas e sua consequente exclusão social nas periferias, verdadeiros bolsões de miséria, cria e replica uma circunstância culturalmente aceita (estudos em Antropologia e Sociologia podem esclarecer isto pra você), aonde o negro/índio é o coitado marginalizado, ao mesmo tempo que é o agressor selvagem. Se você perceber, nenhuma das duas posições é de uma pessoa normal e equilibrada, um ser humano digno do Contrato Social, em ambas é um sub-humano e esta visão se reproduz de geração em geração. Medidas de ação afirmativa como a implantação das cotas permite, além da inserção social de pessoas em situação social vulnerável (no Brasil falar de população negra e indígena está em paralelo em falar com populações em vulnerabilidade econômica e social, com raríssimas exceções) a quebra de um paradigma aonde em um país com 60% de população negra a universidade tem sido historicamente reduto quase exclusivo da população branca (a raras exceções). Este cenário tem se modificado somente agora, e muito lentamente. Não descarto a sua crítica com relação a necessidade de investimentos na Educação Básica e Média, mas temos um problema de segregação que foi enfrentado de forma pioneira no mundo e estudos mostram que tem surtido resultados muito positivos. Além disso as cotas começaram no Rio de Janeiro, em universidades estaduais, e agoram tornaram-se lei federal... a competência para tratarmos da Educação Básica e Média é Estadual, então já sabemos de quem cobrar.

  46. Thiago Lopes Postado em 11/Jun/2014 às 18:01

    "Thiago Lopes, considerando seu raciocínio, as pessoas discriminam os negros por não terem o costume de vê-los nos mesmos ambientes que frequentam?". Não, Naro, não fiz essa afirmação. Se vc quier saber, quanto mais os negros foram entrando nas universidades, nas repartições públicas, na política, mais preconceito ele sofrerá da parte dos racistas que se sentirão ameaçados. Minha afirmação é a de que as cotas servem para a ocupação do espaços onde os negros são minoria. Vc deve saber, já que estudou na UERJ e na UNB que os negros lá são minoria. Agora olha para os presídios, para as periferias e veja quem são a maioria lá? Não cometa o erro de achar que só porque vc estudou nessas instituições que todos os outros conseguem também. Isso é meramente ideológico. E estamos falando de estrutura. O Governo deve fazer a educação de casa sim, e as cotas fazem parte delas.

  47. Eduardo Postado em 10/Jun/2014 às 22:36

    Ao Naro: seria possível se não for pedir muito uma sugestão de medida mais complexa que poderia ser adotada para sanar a desigualdade de oportunidades....iniciadas quando a abolição da escravatura, quando os negros foram "libertados"????? Mais, inclusiva que as cotas não existe nenhuma, ainda bem que você é apenas um, pois os movimentos negros estão todos radiantes com os avanços obtidos com o sistema de cotas.... Agora, suas propostas complexas estão me cheirando coisa de tucano, ou seja cada um por si e o Estado mínimo.

  48. Anônimo Postado em 11/Jun/2014 às 10:16

    Acho um absurdo uma faculdade Afro Brasileira? Nós somos o país de todas as raças e jamais deveria se segregar estudo por raça. Negros, brancos, índios, europeus, africanos, somos o país de todos as raças e devemos juntos, nos unir, estudando, trabalhando. Cotas? Sim, ela ajuda, mas se torna uma paliativo quando o governo não trata a educação básica com o devido respeito. Junto com as cotas, buscar melhorar a QUALIDADE da educação e por consequência, tratar o profissional da educação com respeito (salário e condições de trabalho dignos) para, com o tempo, não necessitar mais de cotas, pois todos, da escola pública à particular, teria condições de igualdade de acesso a uma faculdade. A grande revolução passa pela EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!!! Aí sim, não precisaríamos de cotas e muito menos de faculdade de brancos ou negros.

  49. Fabiana Postado em 13/Jun/2014 às 01:33

    Naro, obrigada por colocar tantos argumentos nesta discussão, confesso que o tema de cotas é ainda um assunto meio nebuloso para mim. Não tenho opinião totalmente formada a respeito. Acredito como você que neste caso as respostas não sejam simples e muito menos as soluções. A tentativa de criar as cotas parece uma forma de tentar diminuir os prejuízos sociais historicamente causados pelo racismo aos negros. Por isso acho válido. Mas por outro lado Sinto falta de algo mais estruturado para garantir o sucesso efetivo desta iniciativa, para que a longo prazo ela não seja mais necessária. O debate de idéias e opiniões ajudaria muito mais se fosse livre de hostilidades e com mais respeito às opiniões diversas, já que todos aqui têm como consenso a importância do tema. Independente de partidos políticos, governo ou oposição, pois isso não deve ser usado como motivo para desqualificar boas intenções.

  50. Asdrubal Caldas Postado em 17/Jun/2014 às 01:45

    Luiz Chaimsohn>Eu não vou me estender muito em meu comentário, pelo elevado da hora, e eu já estou cansado. Porem não quero deixar de te esclarecer um detalhe: Vou ter que passar por um assunto que não está em discussão, mas faz parte da minha argumentação. De quando em quando, aparece aquela história dos três "Ps", que é sempre usada para criticar a chamada "elite preconceituosa", o que nem sempre é verdade. Se for observado mais atentamente, a maior parte desta elite nunca agiu, e nem age com preconceito sobre as minorias. Quem age com preconceito, é o preconceituoso, independente de classe social, de raça, e de gênero. Voltando aos "Ps", eles são sempre usados para afirmar que no Brasil só vão presos: Pretos, Putas, e Pobres. E isto é o que se pode chamar de MENTIRA absoluta. Eu lanço um repto à que alguém prove o contrário. Vou começar pelas Putas. Visitem toda e qualquer penitenciária feminina, e não encontrarão uma única Puta presa por ser Puta. Ela ate pode ser Puta, mas o motivo da sua prisão nada tem à ver com o seu ganha pão. Elas são presas por: Roubo, por Trafico de drogas, por Assassinato, por Agressão física violenta, por Rapto de crianças, por Arruaça, por Estelionato, etc. Mas nunca por Prostituição. Visitem, também, todas as penitenciarias masculinas, e não encontrarão mais do que 10% de negros. Estou falando de negros puros, sem mistura de raças. Aquele negro cujos avós, e os pais são negros. Agora com certeza haverá muitos denominados negros que, são frutos da mistura de raças. Quanto aos pobres serem os que mais são presos, eu vejo como bastante natural. E isto é fruto da proporcionalidade. Eu tenho 69 anos, e desde muito jovem, eu ouço a esquerda apregoar aos quatro cantos deste país que, toda a riqueza desta nação está nas mãos de 5% de latifundiários, e empresários (antigamente era dito que quem mandava no país eram os latifundiários) depois vieram os empresários. Então é uma questão muito simples, e óbvia. Se somos 10.000.00 de ricos, e 190.000.000 de pobres, a probabilidade de nós, os pobres, sermos presos, é infinitamente maior do que os ricos o serem. Sem contar que os milionários tem capital para contratar a nata da advocacia nacional, e até internacional para defendê-lo. Enquanto nós, os pobres, temos que recorrer aos Rábulas, e ainda assim parcelar em até 60 vezes os pagamentos. O dó.