Redação Pragmatismo
Saúde 02/Jun/2014 às 18:59
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As mentiras da Veja sobre gravidez e partos no Brasil

Parto normal vs. cesárea: desmascarando as mentiras do menino maluquinho da revista Veja

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Colunista da Veja, Rodrigo Constantino (foto) produziu um texto histérico e mentiu deliberadamente sobre estudo “Nascer Brasil” (Pragmatismo Político)

Carolina Brulher, Mãe em Treinamento

Há alguns dias, a Fiocruz publicou o estudo “Nascer Brasil” onde acompanhou 24 mil mulheres e analisou alguns dados importantes sobre gravidez/parto. Concluiu o que todos já sabemos: embora o índice de cesarianas no Brasil seja de 56% (46% na rede pública e 88% na rede privada) a maior parte das mulheres iniciam o pré-natal desejando o parto normal (70%).

Veja também: “Na hora de fazer, não gritou”

A pesquisa lembrou ainda dos riscos provenientes da cesárea e os motivos desse índice tão alto: conveniência dos médicos, desinformação da mulher. Nada de novo, também.

A Associação de Ginecologia Obstetrícia do Rio de Janeiro (SGORJ) apressou-se em tentar desmentir a pesquisa. O médico Raphael Câmara, representante desta entidade, cumprindo seu papel corporativo, concedeu entrevista à Globo News usando todas as armas para desqualificar a pesquisa feita pela Fiocruz. Entre muitos contra-ataques, disse que não há provas científicas e nem estudos que comprovem os malefícios da cesárea indicados pelo estudo da Fiocruz.

A mesma associação enviou uma carta exclusivamente (!) ao blog do Rodrigo Constantino (!), da revista Veja (!), repetindo os argumentos do Dr. Raphael Câmara de que não existem provas científicas das conclusões da pesquisa a Fiocruz e, ainda, acusando a pesquisa de estar contaminada por ideologia (!). Rodrigo Constantino publicou a carta com o título de “É preciso fazer uma cesariana para extirpar o comunismo da Fiocruz”.

A SGORJ e Rodrigo Constantino mentem deliberadamente. A um, por ignorar que a Guerra Fria acabou; a dois, por fingir que não sabem dos diversos estudos científicos que concluíram basicamente o mesmo que este estudo da Fiocruz (acusado de ser comunista).

Estarrecida com o ataque de pelancas do corporativismo da SGORJ e com a síndrome de adolescente pirracento de Rodrigo Constantino, a Professora Dra. Carla Andreucci Polido, da UFSCAR, ginecologista obstetra, apressou-se em apresentar (mais uma vez) uma série de estudos científicos a corroborar o resultado da pesquisa da Fiocruz.

Constantino e SGORJ, deliberadamente, omitem que:

1. Em 8.026.415 mulheres submetidas a um parto vaginal ou a uma cesariana, a taxa de mortalidade perinatal na cesárea foi 2,4 vezes maior que no parto vaginal (“Neonatal Mortality for Primary Cesarean and Vaginal Births to Low-RiskWomen: Application of an ‘‘Intention-to-Treat’’ Model. MacDorman et al., BIRTH, 2008.);

2. A pesquisa na Coorte prospectiva (WHO Global Survey) com 97.095 nascimentos, concluiu que na cesariana a chance de antibioticoterapia é até 5 vezes maior que nos partos normal e natural, até 3 vezes maior a chance de morbidade materna na cesariana eletiva, até 5 vezes maior a taxa de mortalidade materna, até 4 vezes maior a chance de histerectomia e até 2 vezes maior a chance de internação na UTI ou internação maior que 7 dias (“Maternal and neonatal individual risks and benefits associated with caesarean delivery: multicentre prospective study, Villar et al., BMJ, 2007.”);

3. Um estudo em 24 países, com 373 instituições de saúde e 290.610 nascimentos, concluiu que mulheres submetidas a cesarianas apresentaram 5,93 mais chances de morbidade grave. (“Caesarean section without medical indications is associated with an increased risk of adverse shortterm maternal outcomes: the 2004-2008 WHO Global Survey on Maternal and Perinatal Health. Souza et al., BMC, 2010″);

4. A taxa de cesariana acima de 15% não é justificada do ponto de vista médico. (“Searching for the Optimal Rate of Medically Necessary Cesarean Delivery. Ye J1, Betrán AP, Vela MG, Souza JP, Zhang J., BIRTH Abril 2014″);

5. Constantino e SGORJ mentem deliberadamente ao alegar que as mulheres brasileiras preferem a cesárea por medo da dor: o aumento nas taxas de cesarianas no Brasil deve-se, também, a um grande número de cesarianas indesejadas na saúde suplementar. (Potter et al., BJOG, dez 2001);

6. O menino maluquinho e o médico corporativista também decidiram não contar que médicos da saúde privada no Brasil, com frequência, convencem suas pacientes a agendar cesarianas por motivos inexistentes ou irreais. (Potter et al., BIRTH, dez 2008).

Por fim, comprovada o festival de mentiras e omissões deliberadas da VEJA/Constantino e da SGORJ/Raphael Câmara, é bom dizer que: i) a Unicef/OMS/ONU recomenda que não mais que 15% dos partos sejam feitos via cirurgia; ii) a CPMI do Congresso Nacional chegou às mesmas conclusões de todos estes estudos internacionais e nacionais, o que levou a aprovar um profundo relatorio denominado “Parirás com dor” (autoria do coletivo Parto do Princípio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa) onde, além da problemática da cesariana, aborda o complexo tema da violência obstétrica (vale a leitura); e iii) depois de muita luta das mulheres e da comunidade científica internacional, esta semana foi protocolado, pelo mandato do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL-RJ (talvez aqui seja o nascedouro da paranoia do Rodrigo Constantino) o Projeto de Lei 7633/2014, que visa garantir à gestante o direito ao parto humanizado, conforme sua vontade, à mínima interferência médica, acompanhamento, correta informação sobre procedimentos e direitos, e ao abortamento seguro, nos casos já previstos em lei, concedendo à mulher o protagonismo do parto ante a todas as informações necessárias para que a mulher tenha condições de escolher o tipo de parto.

Constantino, no início do seu texto disse que não iria entrar no mérito da discussão porque não entendia do assunto. Esse fato, que fala por si, esclarece boa parte dos equívocos e alucinações de sua coluna: na ânsia de usar a Veja para nos salvar de mais essa “ameaça comunista” (o direito das mulheres não sofrerem violências durante o pré-parto, parto e pós-parto), produziu um texto histérico, com argumentos vazios e repetitivos, que mostraram-se incapazes de rebater os dados da pesquisa que pretendia invalidar.

Veja também: Rodrigo Constantino leva chinelada de Francisco Bosco

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Comentários

  1. Matheus B. Postado em 02/Jun/2014 às 19:18

    Todo mundo deveria ver o documentário "O Renascimento do Parto", diz muito sobre o assunto. O Constantino certamente está mal informado, pois é justamente o direito individual das mulheres que vem sendo violado sistematicamente, através da indicação de cesarianas desnecessárias.

    • Zara Postado em 03/Jun/2014 às 14:29

      constantino não palpitou sobre a veracidade ou não da alegação de que um parto é melhor que o outro. Ele está atacando a fio-cruz pelo seu viés esquerdista e imparcial.

      • Luana Postado em 03/Jun/2014 às 16:30

        Zara, Fiocruz defende o direito de escolha e de informação, o que não tem relação nenhuma com esquerda ou direita. Mas acho que você já sabe disso, preste atenção no que você mesma escreveu: 'esquerdista e imparcial'. Imparcial é quem não toma partido... no fundo sabes que ela é IMparcial...

      • Caio Postado em 03/Jun/2014 às 18:46

        Leitora de Veja é assim mesmo, não sabe o que diz.

    • Maurício Postado em 03/Jun/2014 às 19:33

      Constantino não é mal informado; ele age de má fé mesmo.

  2. Adilson Postado em 02/Jun/2014 às 19:30

    A Veja sempre prestando um desserviço à sociedade e se aliando aos corporativistas de plantão. O menino maluquinho e sua histeria olavetica e desonesta contra algo que não existe no Brasil(comunismo).

  3. Alexandre Lopes Postado em 02/Jun/2014 às 20:36

    Eu gostaria de saber quanto esse mongoloide ( Constantino ) ganha da Veja para se expor de forma tão patética .

  4. Tony Postado em 02/Jun/2014 às 20:37

    Gente, esse cara tem problemas serios. Tera nascido por forceps e sofrido lesao cerebral? Tera tomado leite de que o piazinho invocado? Ja sei, eh recalque, e para isso, a popozuda tem resposta. Eh cada uma...

  5. Aline Postado em 02/Jun/2014 às 21:02

    E nessa discussão toda aí, esqueceram de algo muito importante: sabiam q parto normal tá custando o dobro da cesariana? (Pelo menos aqui na região, sim). Segunda questão: sabemos q parto normal não tem hora pra acontecer... Será que uma mulher é corajosa de querer ter normal com essa saúde publica do Brasil? (Entra em trabalho de parto, chega no hospital e descobre q só tem um médico atendendo várias urgências! Resta o q? Parir no corredor ué!). No fim das contas, todo esse blá blá blá não vai mudar em nada o fato de que agendar um parto cesária é menos desesperador do que ficar a mercê da disponibilidade de médico em plantão. (A não ser q vc tenha dinheiro pra pagar o dobro, claro!)

    • Christina Postado em 03/Jun/2014 às 01:21

      Pois eu preferia ter parido no corredor do que está a quase 17 anos sofrendo as consequências de uma cesariana desnecessária. Tenho aderências graves que me causam muita dor.

    • zuka Postado em 03/Jun/2014 às 01:29

      será, aline, que toda essa estrutura não é montada já pensando em dificultar o parto normal? pq o médico ganha mais pelo sus quando utiliza equipamentos cirúrgicos e ganha uma taxa sobre a cirurgia pelo plano de saúde particular. mesmo que o parto normal seja mais caro, o médico ganha muito mais pela cesárea, pelo todo que a grávida não paga. o fato é que já existe toda uma estrutura comercial montada para a indução à cesariana e já no pré-natal o médico aborda as inúmeras vantagens da cesárea e potencializa os problemas do parto normal. ah, e parto normal não é assim do nada tbm não, viu? o médico tem sim uma previsão e, nesse meio tempo, ele tem de estar à disposição da mulher caso ela entre em trabalho de parto; taí outro ponto para que os médicos não queiram fazer normal: pra que esperar uma semana por uma paciente só, se posso operar 7 nesse meio tempo?

      • Vitor Postado em 03/Jun/2014 às 12:14

        De propósito não é, mas não existe incentivo financeiro para fazer parto normal.

    • Mariana Postado em 03/Jun/2014 às 03:25

      A maioria das cesarianas são na rede privada, como está escrito no texto.

    • Tammy Postado em 03/Jun/2014 às 10:15

      Nas vésperas de feriados, nas quintas e sextas, nos pós-feriados os hospitais costumam ficar "lotados" com cesarianas eletivas. Quem "inventa" de entrar em trabalho de parto espontâneo nesses períodos acaba não encontrando vaga por causa da conveniência de outros... Sábado e domingo é uma "maravilha"... tem quartos sobrando... e médicos em casa aproveitando o seu justo descanso. Existe um problema sim, mas ele não está nas mulheres que optam pelo parto natural.

    • Juliana Postado em 03/Jun/2014 às 10:17

      Em muitos casos, as mulheres que chegam para parir de parto normal podem ter o bebê no "corredor" justamente por causa de um hospital "cheio" de cesáreas eletivas DESNECESSÁRIAS!!!

    • Carol Postado em 03/Jun/2014 às 11:27

      Aí vc vai pra um hospital premiado por partos normais humanizados e fica largada, sangrando por 12 horas até que "percebem" que seu filho morreu e vc tá quase morrendo também... Pra mim o grande problema são os médicos sem a mínima preparação pra nada... Neste caso era um descolamento de placenta e eu deveria ter sido submetida a uma cesária... Paguei caro, muito caro...

    • Lilian Postado em 03/Jun/2014 às 12:16

      Concordo com vc... não adianta nada esse bla bla e a saúde pública continuar da forma que está, o problema vai além da cesariana, minha amiga foi e voltou do hospital público por tres dias com dores do parto e somente no quarto dia resolveram fazer a cesariana... resultado: o bebe nasceu com quase 5 kilos e já direto para a utei, três dias depois faleceu... e ai? será que essa mãe vai pensar em esperar novamente pelo um parto normal?

    • Vitor Postado em 03/Jun/2014 às 12:16

      Não custa o dobro não, custa mais que o dobro... afinal dá 10x mais trabalho...

    • Caio Postado em 03/Jun/2014 às 18:49

      Mudaria muito se as mulheres batessem o pé, mudassem de médicos, buscassem seus direitos ao invés de ficar reclamando que nada vai mudar. Né???

    • amanda Postado em 03/Jun/2014 às 19:12

      Aline, não sei qual é a sua região, mas vc sabe quanto custa uma cesária? Uma cirurgia como a cesária custa para a paciente mínimo de R$5000,00. E qdo vc entra na sala do obstetra a primeira coisa que ele te fala é o seguinte: "eu não faço parto normal, só cesária agendada. e tb não faço pelo convênio, custa 5 mil, mais aminha equipe." Já vi MUITAS mulheres preferirem ser atendidas pelo SUS para terem a chance de parirem sem intervenção cirurgica. Mas há outro fator muito importante nessa história: a violência obstétrica. E ela está presente tanto na rede publica qto na privada, e que ignora a vontade da mãe e o bem estar do bebê, com a simples resposta: "estão todos vivos, não?". as vezes sim, mas de que maneira? A mentalidade do brasileiro a respeito do parto deve ser mudada urgentemente! E matérias como essa prestam sim um desserviço à nós. O documentário Renascimento do Prto é maravilhoso e tem papel importantíssimo pro começo de uma revolução absolutamente necessária que deve patir de todos nós. Afinal: todos nascemos, e essa realidade nos afeta e muito!

  6. Thiago Teixeira Postado em 02/Jun/2014 às 21:04

    A credibilidade da Veja é tanta para os coxinhas, que lhes dão o direito de escreverem o que quiserem, pois se saiu na Veja / Folha ... é verdade inquestionável.

  7. André Postado em 02/Jun/2014 às 23:14

    Um grande problema é que, devido à negligência de muitos médicos, muitas mulheres morrem durante o parto ou a criança nasce com problemas de saúde, devido ao fato de ter passado da hora de nascer. Com medo disso, é natural que parte das gestantes prefira a cesariana.

    • joice guedes Postado em 03/Jun/2014 às 09:45

      Bem por ai. I lance e q mtos nao faxem um bon trabalho. Lidam cim isso como comercio apenas. Poucos vao dizer o q minha ginecologista/obstetra disse "tem q deixar o bebe dizer quando e a hora, tem q esperar". Me disse isso quando perguntei das possibilidades do parto. Di privado ao publico, tdos tem feito seus trabalhos nas coxas.

    • Aline Melo Postado em 03/Jun/2014 às 10:07

      Se a questão é essa, Andre, por que então só as mulheres atendidas pelos sistemas privados é que tem esse direito? A questão é que vivemos uma epidemia de cesarianas, com impactos na saúde publica, pois muitas dessas mulheres que tiveram o bebê pelo convênio voltam com os filhos para o sistema público, crianças que apresentam doenças respiratórias graves. Temos excelentes exemplos de maternidades do SUS que funcionam bem, então por que não pressionar para que todas tenham esse padrão de qualidade? As cesarianas eletivas beneficiam apenas os médicos, que podem organizar a agenda e não perdem consultas.

    • Tammy Postado em 03/Jun/2014 às 23:03

      André, com toda a desgraça do serviço público a taxa de mortalidade materna é maior na cesariana do que no parto natural. Se fosse pra ter medo de morrer era pra ter medo de cesariana.

  8. Gabriela Postado em 03/Jun/2014 às 00:37

    Mais uma ocasiao onde cidadaos, no caso a mulher, se torna vitima do sistema. Culpa da alienacao e falta de informacao. Os medicos dao desculpas e mais desculpas afim de assustar a mulher a ter o parto normal, pois o parto respeitoso é incoveniente para o medico. Assim a mulher perde a oportunidade de vivenciar um momento unico em sua vida alem de colocar sua vida e de seu filho em risco com uma cesarea desnecessaria. Para quem acredita em tudo que os medicos falam sobre esse assunto: Estudem, e assistam um documentario revelador chamado O renascimento do parto.

  9. Giuliana Postado em 03/Jun/2014 às 01:09

    Aline, só na sua região o parto normal deve ser mais caro. Muitos médicos induzem a gestante para cesaria por ser cômodo para ele. E INDEPENDENTE de Ser pública ou Não. Estou grávida, e te digo, prefiro mil vezes ganhar no SUS do que particular! Se a gestante se.preparar, pesquisar e se informar, tenho certeza que terá um parto maravilhoso! André, que médico te alienou para dizer: " passado a hora de nascer " ? Povo brasileiro está alienado .. tá na hora de pensar sozinhos!

    • André Postado em 04/Jun/2014 às 16:29

      Não foram os médicos que me disseram. Eu, conheci 2 mães que me disseram que seus filhos tiveram sequelas por conta de demora no parto. Uma delas, o médico a mandou voltar pra casa. Tomara então que essas duas tenham sido casos isolados.

  10. Cynthia Postado em 03/Jun/2014 às 03:31

    Os obstetras de plano de saúde realmente tentam convencer as mulheres a fazerem cesaria, não querem saírem as pressas, em feriados ou de madrugada para fazerem partos. E mais, estão cobrando uma taxa em torno de mil reais para fazerem o parto.

  11. Rodrigo Postado em 03/Jun/2014 às 05:43

    O Constantino falou besteiras quanto ao parto humanizado tanto quanto nós mesmos provavelmente dizíamos antes de adquirirmos o conhecimento sobre as sacanagens que rondam o pensamento obstétrico vigente. No quesito economia o Const. escreve bons artigos, mas aí ele deslizou feio. Agora o autor desse artigo fez a mesma coisa ao afirmar que o comunismo não existe mais. Respectivamente as 2a e 3a maiores potências militares desse mundo tem governos autoritários e que tratam seus cidadãos muito mal (Rússia e China). Temos ainda Coréia do Norte, Cuba. Alguns vão dizer que Rússia e China não são comunistas. Isso é discutível , mas não são democracias como aqui no Brasil (capenga) ou nos EUA, isso é um fato. Enfim, ao invés de lançarem uma guerra contra o Constantino que é um completo ignorante no quesito parto humanizado (assim como aposto, a maioria absoluta de nossos amigos e familiares), vamos trazê-lo para nós, ou pelo menos parte de seus leitores para nosso mundo e mostrá-los que o mundo obstétrico convencional está cheio de preconceitos anti-científicos e que o nosso é melhor que o deles.

    • Paulo Postado em 03/Jun/2014 às 13:03

      A guerra fria acabou faz tempo, a união soviética se desmantelou, a Russia é uma democracia (República federal, Semipresidencialismo, República constitucional). A Rússia deixou de ser Socialista para tornar-se definitivamente uma economia de mercado e aberta (Capitalista) a partir do fim da Guerra Fria. A China, apesar de ter um governo unipartidario comunista, não age mais como um país comunista, e sim como um país socialista, pois possui um socialismo de mercado (caracteristica que não se aplica a um Estado comunista, como é o caso da Korea do Norte) Paulo, estudante de Relações Internacionais

  12. Gleidson Postado em 03/Jun/2014 às 07:59

    Mais uma pra lista de porradas recebidas pelo Constantino, rsrsr...

  13. Flaviano Alves Postado em 03/Jun/2014 às 08:58

    Constantino é o supra-sumo da idiotice do PIG. Uma excrecência!!!

  14. Denise Yoshie Niy Postado em 03/Jun/2014 às 10:27

    Apenas uma importante ressalva: o relatório Parirás com Dor é da Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa. Ele foi redigido coletivamente e apresentado por meio da senadora Ana Rita à CPMI da Violência contra a Mulher e em seguida parcialmente incorporado ao relatório final dessa CPMI. Peço a gentileza de efetuar a correção e coloco-me à disposição para esclarecimentos necessários.

  15. Leandro Dubost Postado em 03/Jun/2014 às 11:09

    Boa matéria, pois faz aquilo que a Veja não está muito acostumada a tentar: apresenta dados de diversas fontes, ao invés de ficar apenas martelando na mesma referência (isso quando a referência em si não é inventada)

  16. Márcio Laurentino Postado em 03/Jun/2014 às 11:22

    Isso também exige um maior comprometimento da população, em especial das mulheres, em correr atrás dos seus direitos. Sem mobilização estes não avançam.

  17. Gustavo Ayala Postado em 03/Jun/2014 às 11:38

    Algumas observações sobre os estudos apresentados como argumento. 1. Estudo de coorte retrospectivo sem capacidade de avaliar desfechos por não conseguir separar cesarianas eletivas daquelas feitas por incapacidade de progressão do trabalho de parto. Resultados não válidos para a comparação em questão. 2. Estudo de coorte retrospectivo que também contém o mesmo erro do anterior. Mesmo assim uma das conclusões mais fortes do estudo não foi falada. As cesarianas reduzem todos os riscos globais no parto pélvico e reduz a morte fetal no parto cefálico. Acredito que esse reaultado tenha sido omitido por causa da falha metodológica do estudo. 3. Estudo multicêntrico de coorte retrospecitvo que tem o mesmo erro metodológico que os anteriores e mesmo não podendo por princípio científico determinar relação causal entre cesarianas e os desfechos em questão conclui que cesaranas devem ser limitadas ao necessário , sem definir o que é necessårio. Logo, não há argumentos científicos para condenar a cesariana. Hå um grande argumento para condenar a desassistência médica ao trabalho de parto e agradecer a inclusão da cesariana na prática obstétrica. Com elas a mortalidade neonatal caiu de 10% para o 1/1.000 e a materna de 1% para o 1 para 100.000. Pragmatismo político e ideologias a parte, a acusação de corporativismo como forma de denegrir o argumento do presidente da SOGRJ é vergonhosa e infantil. A questão aqui é simplesmente política e na busca de conquista de mercado e poder por parte de não médicos. Nada tem haver com ciência ou evidências, a medicina está ao lado delas. Se a política vencer neste momento, os mais fracos e sofrerão a consequência e a história mostrará a verdade. Mas eu gostaria de lembrar que nada é mais natural e humano que morrer, adoecer e sofrer, lutar contra isso é o que move a humanidade e a medicina desde sempre. Para nascer por via vaginal não é necessário ações humanas externas, basta deixar a natureza agir, para o mal ou para o bem. E que poucos brasileiros conseguiriam ter um parto vaginal em casa como Gisele, montando um hospital em casa. Muitos terminariam como a maior defensora do parto vaginal na Austrália, morreu de parto.

  18. Lopes Postado em 03/Jun/2014 às 11:45

    Minha esposa foi "aliciada" pela obstetra para ter parto cesáreo.

    • gustavo Postado em 03/Jun/2014 às 14:08

      E vocês resistiram bravamente a tirania burguesa do médico, reafirmaram a maior dignidade do parto vaginal natural e foram ter seu filho em casa, longe do sistema opressor criado para afastar a humanidade de seu destino natural, longe de todo e qualquer médico! Muito bem!

  19. Vini Postado em 03/Jun/2014 às 12:02

    Existe um motivo muito simples para os hospitais preferirem o parto com cesária: Money. Um parto 100% natural simplesmente acontece, não tem hora marcada. Se você convence toda mulher a realizar uma cesária, você consegue realizar mais partos num dia, você não precisar esperar e esperar. A lógica é bem simples. Todo mundo sabe que parto normal é melhor, mas significa uma rentabilidade menor pro hospital por "empacar" o sistema.

  20. Renata Postado em 03/Jun/2014 às 12:02

    Tá dificil achar médico Disposto a fazer parto normal no Brasil e se a Mulher insiste muito, de repente, a criança está em sofrimento e a cesariana tem que ser feita. Uma lástima. No Brasil os partos deveriam ser feitos por doulas ou enfermeiras obstetras e em caso de complicacões poderia se recorrer a um médico de plantão.

  21. Carina Postado em 03/Jun/2014 às 12:11

    Ué, cesárea para extirpar o comunismo? Não seria parir? Lapsos, Constantino, Freud explica. Exatamente. Cesárea extirpa. Graças a Deus que existe. Mas extirpa.

  22. Fábio Postado em 03/Jun/2014 às 12:12

    Quer saber pq tantos partos cesários? DINHEIRO!! Nas tabelas dos planos de saúde, um obstetra recebe mais por um parto cesário do que por um parto normal...

    • Gustavo Postado em 03/Jun/2014 às 14:05

      Não é verdade. Em qualquer tabela médica o parto vaginal paga melhor que o parto cesáreo. Já pensou que o lobby para o parto vaginal também pode ser por causa de um interesse econômico? A conta hospitalar sai mais cara para os grandes sistemas de saúde e seguradoras.

  23. fernando Postado em 03/Jun/2014 às 13:29

    "texto histérico, com argumentos vazios e repetitivos"? sim, é só isso que o Constantino saber fazer...

  24. ricardo Postado em 03/Jun/2014 às 13:30

    é bem visível que a lucratividade das instituições privadas em oferecer a cesária como procedimento é grande em comparação com o parto normal, o que esperar do senhor $$ "dinheiro" ? o que se ver que os médicos obstetra vão ganhar mais com isso.

  25. Rafael Postado em 03/Jun/2014 às 14:17

    Olha a cara de falcatrua do gordinho, ta escrito na testa dele, sou um crápula e um merda.

  26. yara johnson Postado em 03/Jun/2014 às 16:11

    Tive tres filhos com parto vaginal. Nunca combinei nada, tive os tres com tres medicos diferentes e em hospitais diferentes, nunca nem se cogitou em fazer cesárea. Na hora do trabalho de parto talvez eu tivesse gostado que me tirassem do sufoco, mas agora tenho orgulho dos partos. Minhas noras quiseram partos normais, esforçaram-se para isso e não conseguiram. Será que a explicação não estaria em outros motivos maiores do que a escolha da mãe e dos médicos? Será que não está na hora de deixar de responsabilizar a remuneração pelo tipo de parto? Entre os muitos obstetras praticantes com certeza muitos são responsáveis, humanizados e conscientes.

  27. Gabriel Postado em 04/Jun/2014 às 02:15

    A verdade: parto normal é de baixo risco, porém quando há uma complicação para o bebê, esta complicação é seríssima, geralmente com sequelas neurológicas graves e permanentes. O obstetra é responsabilizado criminalmente se isto acontece, um processo destes acaba com a saúde emocional e com o patrimônio do médico. Parto normal demanda muito tempo do médico, por ser imprevisível pode ocupar todo o tempo de compromissos (profissionais e pessoais) agendados com antecedência. Pode invadir a noite, o fim de semana, perturbando o repouso necessário de todo ser humano. Parto normal paga muito pouco pelo tempo, responsabilidade e riscos que demanda. Mais, os riscos hoje em dia são desprezíveis de uma cesariana.

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