Redação Pragmatismo
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Drogas 26/Jun/2014 às 18:00
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Maconha e sexo

Pequenas doses de maconha estimulam o apetite sexual. A erva contém uma substância que estimula o sexo, como também regula processos vitais como o sono, a fome e o alívio da dor, de acordo com um estudo realizado por cientistas mexicanos

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Especialistas do Centro de Investigação e Estudos Avançados (Cinvestav) do Instituto Politécnico Nacional (IPN), o segundo ateneu público do México, concluíram que a “anandamida”, substância produzida pelo corpo humano e outros mamíferos, semelhante aos componentes da maconha, pode inibir o comportamento sexual, mas também despertar.

Para que assuma uma função ou outra, inibindo ou estimulando, depende da dose administrada, segundo Gabriela Rodríguez, chefe do Departamento de Farmacobiologia do Cinvestav, que lidera a pesquisa.

“A maioria dos conjuntos de literatura biomédica estabelece que os canabinoides e endocanabinoides têm efeitos inibitórios sobre o comportamento sexual (desestimulando), mas achamos que para o efeito oposto, a diferença está na dose”, afirmou a pesquisadora.

Veja também: As consequências da legalização da maconha no Uruguai

A substância anandamida é produzida naturalmente a partir de lipídios (gordura) na membrana celular. No sistema nervoso foram descobertos receptores específicos para essa substância, que são os mesmos que recebem os canabinoides oriundos da maconha.

Se classifica como endocanabinoide o canabinoide interno, pois suas propriedades e efeitos são similares aos dos compostos como o tetrahidrocanabinol (THC) presente na maconha.

A descoberta pode servir como mais um argumento a favor de um movimento crescente em prol da descriminalização da maconha com fins terapêuticos no México, depois que nos Estados Unidos ganha terreno o fim do proibicionismo.

Em doses baixas, os compostos endocanabinoides estimulam o comportamento sexual, mas em doses altas o inibem, segundo os pesquisadores.

“Ao usar a maconha para fins médicos, deve-se ter cuidado com as doses utilizadas para não passar dos efeitos estimulantes aos inibitórios, sendo um dos efeitos colaterais (nos consumidores) a disfunção sexual”, alertou a especialista.

A pesquisadora disse que tem experimentado em outros estudos com roedores machos que não copulam, mas recuperaram a atividade sexual após uma injeção de anandamida.

Os resultados são derivados a partir de experiências com ratos de laboratório, mas Rodríguez considera que alguns dados poderiam ser aplicados em um estudo sobre a resposta sexual nos seres humanos.

Um fato curioso é que a anandamida pode também ser encontrada em produtos como o chocolate e pode ser considerada como um “afrodisíaco em potencial”, mas apenas sob uma definição muito precisa da expressão e em doses baixas.

“Durante muito tempo foi considerado que afrodisíaco era um composto que despertava o interesse sexual. Agora o conceito é mais amplo, porque também se considera assim uma substância que promove as respostas sexuais de ereção ou ejaculação, cuja disfunção não tem a ver com o desejo sexual”, disse a acadêmica.

De acordo com suas conclusões, todas as substâncias que facilitem a resposta sexual poderiam ser classificadas como um afrodisíaco.

“Se a anandamida em baixas doses favorece o comportamento sexual, poderia ser considerada um potencial afrodisíaco nessa faixa de dosagem”, explicou.

Dica do leitor José Nicodemos | via El País

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Comentários

  1. Maria Joana Postado em 26/Jun/2014 às 20:09

    Estudos sobre essa erva maravilhosa sempre são bem vindos. Sou usuário e defendo a legalização, pois o uso recreativo, moderado jamais poderá prejudicar seus usuários. Agora ficamos no aguardo do brasil legalizar essa planta para uso de todas as formas. Segue o anexo de uma dica, livro de Howard S. Becker, Outsiders. http://auladesociologia.files.wordpress.com/2012/05/becker-howard-s-outsiders-estudos-de-sociologia-do-desvio.pdf

  2. Jão Da Silva Postado em 27/Jun/2014 às 12:25

    A pesquisa só "descobriu" o que os maconheiros já sabiam há muito tempo. Alguém tem o contato da menina da maçã?

  3. Márcio Ramos Postado em 28/Jun/2014 às 11:56

    Descriminalização = só isenta o usuário da opressão policialesca. Legalização = permite a produção industrial, medicinal, uso terapêutico e recreativo, construção civil, uso veterinário etc. São mais de 20.000 utilidades! Liberação = Já é liberado informalmente, basta abrir a boca que "ker puxar uma", que logo aparece um vendedor. Quer saber mais? 2 livros interessantes: 1.Jack herer - O rei vai nú 2. Rowan Robson - O grande livro da cannabis: guia completo de seu uso industrial, medicinal e ambiental https://www.mediafire.com/#myfiles

  4. Andrei Postado em 28/Jun/2014 às 20:51

    Problema que no Brasil não tem educação, nos USA as crianças nem bares podem entrar, no Brasil drogados em geral infestam as ruas, a cidade em que vivo era um exemplo para o Brasil de educação e cultura em menos de 10 anos está infestada de drogados e traficantes, está virando um verdadeiro lixão, é impressionante como um governo fraco de esquerda é capaz de transformar obras de arte em lixo, drogados em geral deveriam fundar sua próprias "comunidades alternativas" e se doparem por lá.

    • Monique Pacheco Postado em 11/Jul/2014 às 21:43

      Andrei, quantos anos vc morou nos EUA? Em qual região dos EUA? O que de fato vc conhece sobre os EUA e sobre o Brasil? Chega desse complexo de vira-latas, coisa ridícula.