Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 26/Jun/2014 às 18:05
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Estudante de direito perseguida por professor publica manifesto

Jovem de 20 anos perseguida por professor machista e conservador também sofreu ataques da máquina de assassinar reputações da revista Veja

maria clara bubna uerj direito

Maria Clara Bubna, 20 anos, é estudante do 1° período de Direito na UERJ e integra o Coletivo de Mulheres da sua Universidade.

Ela era – até ele pedir exoneração – aluna do Professor Bernardo Santoro, autor de uma postagem de conteúdo debochado e machista feita publicamente em seu facebook e repudiado, recentemente, pelo Coletivos de Mulheres da UFRJ, outra Universidade na qual Bernardo leciona.

Depois disso, Bubna passou a ser perseguida pelo professor – embora ele insista em afirmar o contrário, mesmo estando ele hierarquicamente, acima da aluna, em sua relação dentro da Universidade – que atribui, equivocadamente, a autoria do repúdio à Bubna e seu Coletivo, embora o Repúdio tenha sido redigido por outro Coletivo Feminista, de outra Universidade.

A estudante ficou um tanto surpresa e assustada com o rumo que o assunto tomou e a repercussão que teve, mas resolveu quebrar seu silêncio e contar sua versão da história em seu depoimento intitulado “Sobre o Silêncio ou Manifesto pela Voz” reproduzido, na íntegra, logo abaixo.

Segue o Manifesto de Maria Clara Bubna:

SOBRE O SILÊNCIO OU MANIFESTO PELA VOZ

Por muitos dias, eu optei por permanecer calada. Talvez numa tentativa de parecer madura (como se o silêncio fosse reflexo de maturidade) ou evitando que mais feridas fossem abertas, eu escolhi, nesse último mês, por vivenciar o inferno em que fui colocada com declarações breves e abstratas e conversas pessoais cautelosas. Mas se tem uma coisa que eu descobri nesse mês é que a maior dor que poderiam me causar era o meu silenciamento, o meu apagamento por ser mulher, jovem, “elo fraco” de toda relação de poder. Eu decidi portanto recuperar minha voz. Esse texto é um apelo a não só o meu direito de resposta, mas o meu direito a existir e me manter de pé enquanto mulher.

Eu nunca vi necessidade de esconder meus posicionamentos. Seja sobre o meu feminismo ou minhas preferências políticas, sempre fui muito firme e verdadeira com o que acredito. Mantive sempre a consciência de que minha voz era importante e que, junto com muitas outras vozes, seriamos fortes. Exatamente por isso, nunca vi necessidade de me esconder. Decidi fazer Direito baseada nessa minha ideia de que a união de vozes e forças poderia mudar a quantidade brutal de situações hediondas que o sistema apresenta.

Dentro da Faculdade de Direito da UERJ, acabei encontrando um professor que possui postura claramente liberal. Ele também nunca fez questão de esconder suas preferências políticas, mesmo no exercício de sua função. Apesar de ser meu primeiro ano na faculdade, passei alguns muitos anos no colégio durante os ensinos fundamental e médio e tive professores militares, conservadores, cristãos ferrenhos. Embates aconteciam, mas nunca ninguém se sentiu ofendido ou depreciado pelas suas preferências ideológicas. O debate, quando feito de maneira saudável, pode sim ser enriquecedor. Para minha surpresa, isso não aconteceu no ambiente universitário.

Ouvindo Bernardo Santoro se referir aos médicos cubanos como “escravos cubanos”, a Marx como “velho barbudo do mal”; explicar o conceito de demanda dizendo que ele era um “exímio ordenhador pois produzia muito leitinho” (sic) e que o “nazismo era um movimento de esquerda”, decidi por me afastar das aulas e tentar acompanhar o conteúdo por livros, gravações, grupos de estudo… Já ciente do meu posicionamento político e percebendo minha ausência, o professor chegou a indagar algumas vezes, durante suas aulas: “onde está a aluna marxista?”.

No dia 15 de maio deste ano, Bernardo postou em sua página do Facebook, de maneira pública, um post sobre o feminismo. Usando o argumento de que se tratava de uma “brincadeira”, o docente escarneceu da luta feminista e das mulheres de maneira grosseira e agressiva. A publicação alcançou muitas visualizações, inclusive de grupos e coletivos feministas que a consideraram particularmente grave, em se tratando de um professor, como foi o caso do Coletivo de Mulheres da UFRJ, universidade em que Bernardo também leciona. A partir do episódio, o Coletivo de Mulheres da UFRJ escreveu uma nota de repúdio à publicação do professor, publicada no dia 27 de maio na página do próprio Coletivo, chegando rapidamente ao seu conhecimento.

Foi o estopim. Fazendo suposições, o professor começou a me acusar pela redação da nota de repúdio e a justificou como fruto de sua “relação conflituosa” comigo, se mostrando incapaz de perceber quão problemático é escarnecer, de maneira pública, de um movimento de luta como o feminismo.

Fui então ameaçada de processo. Primeiro com indiretas por comentários, onde meu nome não era citado. Alguns dias se passaram com uma tensão se formando, tanto no meio virtual quanto nos corredores da minha faculdade. Já se tornava difícil andar sem ser questionada sobre o assunto.

Veio então, dias depois, uma mensagem privada do próprio Bernardo. A mensagem me surpreendeu por não só contar com o aviso sobre o “processo criminal por difamação” que o professor abriria contra mim, mas por um pedido do mesmo para que nos encontrássemos na secretaria da faculdade para que eu me desligasse da minha turma, pois o professor não tinha interesse em continuar dando aula para alguém que processaria.

Nesse ponto, meu emocional já não era dos melhores. Já não conseguia me concentrar nas aulas, chorava com uma certa frequência quando pensava em ir pra faculdade e essa mensagem do professor serviu para me desestabilizar mais ainda. Procurei o Centro Acadêmico da minha faculdade com muitas dúvidas sobre como agir. Foi decidido então levar o assunto até o Conselho Departamental que aconteceria dali alguns dias.

No Conselho, mesmo com os repetidos informes de que não se tratava de um tribunal de exceção, Bernardo agiu como se fosse um julgamento. Preparou uma verdadeira defesa que foi lida de maneira teatral por mais de quarenta minutos. Conversas e posts privados meus foram expostos numa tentativa de deslegitimar minha postura. Publicações minhas sobre a militância feminista e textos sobre minhas preferências políticas foram lidos pelo professor, manipulando o conteúdo e me expondo de maneira covarde e cruel. Dizendo-se perseguido por mim, uma aluna do primeiro período, Bernardo esqueceu-se que dentro do vínculo aluno/professor há uma clara relação de poder onde o aluno é obviamente o elo mais fraco. Eu, enquanto aluna, mulher, jovem, não possuo instrumentos para perseguir um professor.

O Conselho, por fim, decidiu pela abertura de uma sindicância para apurar a postura antipedagógica de Bernardo. Não aceitando a abertura da sindicância, o professor, durante o próprio Conselho, comunicou que iria se exonerar e deixou a sala.

Foi repetido incansavelmente que a questão para a abertura da sindicância não era ideológica, mas sim sobre a postura dele como docente. Bernardo, ao que parece, não entendeu.

No dia seguinte, saiu uma reportagem no jornal O Globo sobre a questão. O professor declara que eu sempre fui uma “influência negativa para a turma”. Alguns dias depois, a cereja do bolo: seu amigo pessoal, Rodrigo Constantino, publicou, em seu blog na Revista Veja, uma reportagem onde eu era completamente difamada e exposta sem nenhum aviso prévio sobre a citação do meu nome. A reportagem por si só já era deprimente, mas o que ela gerou foi ainda mais violento.

Comecei a receber mensagens ameaçadoras que passavam desde xingamentos como “vadia caluniadora” até ameaças de “estupro corretivo”. Meu e-mail pessoal foi hackeado e meu perfil do facebook suspenso.

A situação atual parece estável, mas só parece. Ontem, no meu novo perfil do facebook, recebi mais uma mensagem de um homem desconhecido dizendo que eu deveria ser estuprada. Não, eu não deveria. Nem eu nem nenhuma outra mulher do planeta deveria ser estuprada, seja lá qual for o contexto. Nada nesse mundo justifica um estupro ou serve de motivação para tal.

Decidi quebrar o silêncio, romper com essa postura conformista e empoderar minha voz. É preciso que as pessoas tenham noção da tensão social que vivemos onde as relações de opressão estão cada vez mais escancaradas e violentas.

Em todo esse desenrolar, eu me vi em muitos momentos me odiando. Me odiando por ser mulher, me odiando por um dia ter dado valor à minha voz. Me vi procurando esconderijos, me arrependendo de ter entrado na faculdade de Direito, de ter acreditado na minha força. Me detestei, senti asco de mim. Mas eu não sou assim. Eu sou mulher. Já nasci sentindo sobre mim o peso da opressão, do machismo, do medo frequente de ser violada e violentada. Eu sou forte, está na minha essência ter força. E é com essa força que eu escrevo esse texto.

Estejamos fortes e unidos. A situação não tende a ficar mais mansa ou fácil. Nós precisamos estar juntos. É essa união que vai criar rede de amor e uma barreira contra essas investidas violentas dos fascistas que nos cercam. Foi essa rede de amor e apoio que me manteve sã durante esse mês e é essa rede que vai nos manter vivos quando o sistema ruir. Porque esse sistema está, definitivamente, fadado ao fracasso.

Abrace e empodere sua voz.
Maria Clara Bubna
Rio de Janeiro, junho de 2014.

CromossomoX

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Comentários

  1. Bruno Postado em 26/Jun/2014 às 16:24

    Pode parecer que não, mas a justiça existe. Não se canse de lutar por ela, mesmo que demore uma vida. E no dia que acontecer, mesmo que seja uma vitória só sua, comemore, pois dignidade nunca estará a venda, mesmo que para isso esses caluniadores tenham que sentir no bolso. Parabéns pela coragem

    • Eduardo Abreu Postado em 26/Jun/2014 às 22:12

      concordo e acho eu que a coragem de exprimir tais fatos ao conhecimento público não pode ser só até aqui, os que a ofendem, ameaçam, atacam sua dignidade enquanto mulher devem ser punidos, e a Lei existe para isto.... siga e mostre a todos que a pedras atiradas contra você são armas poderosas para acerta-los também.

  2. Grey Postado em 26/Jun/2014 às 16:24

    Putz...sério q merda é isso q fazem. E não é só daqui, aviso a qualquer um q queira ir com essa de "isso só no Brasil msm". Já vi histórias parecidas em diferentes lugares e países. No caso q ouve anterior, envolvendo o professor falar merda, não ouve difamação (liberdade de expressão não é liberdade de não sofrer retribuição pelas merdas q foram ditas em lugares públicos, agora ela pode processar o professor e o colunista por difamação, já q o q foi exatamente o q o professor fez e provavelmente o q ele queria.

  3. Aline Postado em 26/Jun/2014 às 18:48

    Continue forte Maria Clara! Estamos com você!

  4. Alexandre Lopes Postado em 26/Jun/2014 às 18:53

    Maria Clara, o meu profundo e sincero apoio a você, nesse momento conturbado . Agora, em relação à postura covarde e agressiva, não só do professor , mas também da idiota more Rodrigo Constantino e Editora Abril ( sim, porque as pessoas jurídicas são responsáveis civilmente pelos atos de seus funcionários e prepostos e isso está no Código Civil ), tome uma providência . Você deve estar fazendo isso , mas se não estiver , processe esse cambada , pois o dano moral causado a você é patente . Só uma postura manifestamente preconceituosa para negar essa violência moral que foi perpetrada contra você . Força e lute pelos seus direitos !!

    • Eduardo Abreu Postado em 26/Jun/2014 às 22:16

      concordo com o amigo, querem vender lixo como se fosse notícia e ainda invadem os emails da gente oferecendo isto.... mais um processo não vai fazer diferença para quem está acostumado a responder sempre.

  5. Leandro Dubost Postado em 26/Jun/2014 às 18:57

    Eu não sei se ela pretende fazer isso, mas deveria processar o Constantino pela matéria dele (e qualquer outro jornalista que tenha repetido sua postura). Se for caluniosa como ela diz, sem dúvida terá como provar pelo que mostrou neste texto (ela parece ter bastante provas contrárias das ofensas que recebeu). E ele também foi antiético, ao escrever um texto com único intuito pessoal de atacar um "desafeto" - que sequer conhece, fez isso ainda em nome de terceiros!

    • Luiz Maia Postado em 26/Jun/2014 às 19:17

      Se for seguir essa linha de raciocínio: toda pessoa criticada por um meio de comunicação poder processar tal meio então o Pragmatismo vai sofrer uma enxurrada de processos...

    • Alexandre Lopes Postado em 26/Jun/2014 às 21:26

      Esse Rodrigo Constantino é um serviçal de burguês . Infelizmente , ele não está sozinho . Existem brasileiros que estão "à altura" dele, como Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo .

  6. Zélia Postado em 26/Jun/2014 às 18:59

    Alguém da revista VEJA foi ouvir a aluna? Na reportagem da revista o Brasil inteiro só viu um lado, o lado conservador e reacionário de um amigo pessoal do criminoso professor. Ela não foi democrática (a revista VEJA), será que ela sabe o que é Democracia? Aqui nesse espaço, com pouca visibilidade nacional, tenho certeza que isso pode ocorrer, mas não creio que a revista VEJA possa rever seus conceitos e ouvir a parte mais fraca, mais oprimida, o que me indigna muito!

  7. Diego Postado em 26/Jun/2014 às 19:12

    Vou pesquisar sobre o caso e ver o lado do professor já que aqui se reclama da imparcialidade dada a terem ouvido só o lado do professor mas acabam fazendo o mesmo... Sinceramente pra mim o pragmatismo politico ao menos nessa matéria ficou no nível da Veja.

  8. cicera siebra Postado em 26/Jun/2014 às 19:19

    Querida Maria Clara Bubna, me emocionei com os seus relatos e com a sua força, não desista. E obrigada por não deixar o medo calar a sua voz. um grande beijo. te admiro

  9. Olenka Aires Barreira Postado em 26/Jun/2014 às 19:27

    Continue lutando, pois é legítima e necessária a reação das mulheres contra o machismo. Também é necessário que lutemos contra o fascismo, que "parece" está num "crescendo" em nosso país e no mundo, nossa voz é obrigatória, com ela nos defendemos e argumentamos. É preciso que haja um espaço de esclarecimento, não de briga, onde as pessoas possam entender melhor tais questões, para muitos ainda obscuras. Ninguém tem o direito de defender crimes ( como o estupro e/ou a violência) muito menos de estimula-los. O professor tem como obrigação, mostrar, revelar e tornar conhecido do aluno: fatos, pensamentos, ideologias etc...Porém sem se colocar como defensor ou acusador deles. Deve capacitar o aluno à compreensão dos mesmos, indicando leituras, pesquisas e trabalhos. Um bom professor não emite sua opinião ideológica, permite que os alunos definam suas preferências, apresentando argumentos que demonstrem a completa "inteligência" dos conteúdos exigidos. Ensinar não é "domar", pelo contrário, ensinar é "libertar". Temos muito por que, e por quem lutar. A coragem é imprescindível, nesses momentos de transformação, pois sabemos que existem os que não aceitam mudanças. Parabenizo sua força para encarar a luta. Saiba que não está sozinha e conte com o apoio de muitas "guerreiras" que jamais desistiram. Abraço fraterno.

  10. Leonardo Onofre Postado em 26/Jun/2014 às 19:49

    Eu estava tentando fazer uma análise do ocorrido para tentar compreender, lendo os argumentos das partes, mas quando me deparei com a conclusão de um defensor do professor fiquei desorientado: "Conclusão Já passou da hora de privatizarmos instituições como UERJ e UFRJ. No Brasil, hoje em dia, não se aprende muita coisa que preste nesses lugares, que se tornaram antro da politicagem mais podre que as mentes mais depravadas do país conseguiriam conceber. Quem tem que se explicar são os reitores desses locais, que permitiram baixarias como estas, promovidas por seres que mentem por parágrafo, como Maria Clara, dessem resultado." A conclusão foi que "a solução é a privatização", ainda estou tentando compreender... Abaixo o link para o texto na íntegra (aos que se arriscarem a ler, cuidado, risco grande de ficar desorientados com tanta incoerência) http://lucianoayan.com/2014/06/24/maria-clara-bubna-um-show-de-mau-caratismo-e-irracionalidade-de-mais-uma-fascista-da-extrema-esquerda/

  11. Marina Patalano Postado em 26/Jun/2014 às 20:16

    Bravissima. Coragem e justiça se fará. É uma pena ter de passar por isso aos 20 anos. Estupro moral. Vergonha das nossas então respeitadas instituições de estudo. Também já ouvi de um professor da UERJ, que dá aula no meu curso, que feminismo era coisa do passado. Vergonhoso. Toda força a esta moça. E frequente tuas aulas. Desafie a quem discorda. Os que ameaçam não tem coragem nem de grudar chiclete no teu cabelo.

  12. Elisa Portes Postado em 26/Jun/2014 às 20:40

    Maria Clara vc tem todo o meu apoio e admiração pela coragem de lutar sózinha contra esse sistema machista e injusto. Um grande abraço.

    • Eduardo Abreu Postado em 26/Jun/2014 às 22:19

      o meu também, estou vendo que muitos não valorizam os sexo de suas mães, ao pisotearmos um mulher estamos esquecendo que viemos de uma delas.... Maria Clara lute e vença em nome das mulheres do Brasil.

      • deisi Postado em 27/Jun/2014 às 11:36

        Eduardo todos nasceram de uma mulher, só que muitos parecem que são filhos de chocadeira, ainda bem que temos Maria Clara, para dar exemplo, puxar fila, para que outras pessoas, denunciem esses machistas.

  13. Tatyane Correa. Postado em 26/Jun/2014 às 20:51

    Maria Clara, seu posicionamento firme diante da situação é um ponta pé para se acabar com a passividade exacerbada que se dá nas relações de poder entre alunos e professores, principalmente no ambiente universitário. E digo mais, o curso de Direito deveria servir de exemplo para toda a academia, já que somos formados para salvaguardar e tutelar os direitos de todos, independentemente de preferências políticas, ideológicas,religiosas, sexuais, etc.

  14. Caroline Postado em 26/Jun/2014 às 21:27

    Maria Clara continue firme. Não desacredite de suas convicções e daquilo que você acha certo. Avante, sempre, porque no final a verdade sempre aparece.

  15. Endira Salgado Postado em 26/Jun/2014 às 22:21

    Maria Clara, me identifiquei muito com seu texto, Aos 16 fui processada por um professor do colegial exatamente pela mesma razão, não aceitava ouvir absurdos bem similares, ele era fã do Mainardi e lecionava com a Veja. À época e bem imatura, não soube lidar, mas o sentimento era o mesmo, a gente se sente violada. Força e estamos juntas!

  16. Carlos Saraiva Postado em 26/Jun/2014 às 22:40

    Queria muito ver se fosse um aluno homem, o professor seria tão "macho".

  17. Fabio Postado em 27/Jun/2014 às 09:03

    Procurem ela no facebook e enviem uma mensagem de apoio! Ela merece por tudo que ela passou! :D

  18. poliana Postado em 27/Jun/2014 às 09:22

    uma covardia o q esse professor fez com ela! absurdo! o constantino então, tomar partido do "amigo" e usar sua coluna numa revista (podre) de grande circulação nacional pra difamá-la, foi algo grotesco!! até onde um homem pode chegar por ser contrariado por uma mulher! nojo cara!!! covardia sem tamanho!!!

  19. Marcelo Idiarte Postado em 27/Jun/2014 às 11:44

    Não importa o contexto em que o conflito começou e se desenvolveu: ao usar um fantoche da mídia (Rodrigo Constantino) para expor essa menina o professor cometeu um erro deprimente e imperdoável. Isso extrapola a função de educar. Uma coisa é exigir disciplina e seriedade dos alunos no curso que eles escolheram fazer; outra coisa é achar que eles têm que reproduzir opiniões e conceitos pessoais extra-curriculares de um professor acerca de política, religião, comportamento etc. A posição que o docente ocupa, que envolve hierarquia, pode ser usada para cobrar comprometimento e postura séria em sala de aula, mas jamais para expor alunos ao ridículo (dentro ou fora das escolas/academias) escudado pelo status de professor e pela ligação pessoal com pessoas que detêm cargos ou funções privilegiadas - como jornalistas. É uma verdadeira lástima observar que além de tudo estamos falando de um professor de Direito, que é quem mais deveria dar exemplo a respeito de ofensas, preconceitos e discriminações de qualquer grau. Embora o texto aqui seja uma reprodução e talvez não venha a ser acompanhado por ela, eu gostaria de dizer uma coisa à Maria Clara: vá até o fim, não se intimide com a arbitrariedade deste professor (Bernardo Santoro é o nome?) e tampouco com a covardia alheia - que seguramente é anônima ou amparada em fakes, porque o anonimato é o estandarte dos covardes. Não há nada mais significativo de ausência de razão do que fazer ameaças sem mostrar o rosto e o nome (real, não fictício). Isso revela o medo da própria loucura. É da natureza de indivíduos patológicos viver e se alimentar nas sombras, porque eles não têm outra condição. Fique alerta, mas não esmoreça. E ao professor Bernardo eu gostaria de dizer apenas que a postura dele ratifica a sorte que tive com os meus professores, porque nem o pior deles conseguiu ter uma atitude tão desastrada assim algum dia.

  20. Tatiana Postado em 27/Jun/2014 às 12:29

    Também sou estudante de direito e sou muito sortuda por ter tido, pelo menos até agora, apenas professores que visam o diálogo como forma de compartilhamento de ideias e edificações de opiniões e ao meu ver, professores precisam agir assim, afinal eles são responsáveis em transmitir a matéria para nós, alunos. Professor não pode prejudicar o aluno em nenhuma circunstância. Sinto muito pela situação que você está passando, Maria Clara. Em seu lugar, processaria o seu professor juntamente com o jornal e o autor pelos danos morais sofridos mas não visando o grande montante que você receberia mas,sim, visando mostrar a sociedade o tipo de professor medíocre e covarde que infelizmente você encontrou pelo caminho. Não desista do curso de direito, é uma verdadeira maravilha e tenho certeza de que você, com toda a sua coragem, vai se tornar uma grande profissional lá na frente. Estou com você. Boa Sorte, Tatiana

  21. Lorranne Postado em 27/Jun/2014 às 13:50

    Que postura admirável. Sou estudante do primeiro período de Direito da UFRRJ e nunca passei por isso, graças à Deus, e admiro piamente a sua força e a sua determinação enquanto mulher, estudante e cidadã. E quanto ao "professor". como foi exposto acima, espero que tenha tomado alguma providência a respeito da matéria. Pessoas assim, no mínimo, são seres infelizes que não são dignos da profissão que desempenham.

  22. Liliana Martins Postado em 27/Jun/2014 às 14:20

    Parabéns pela sua coragem e enfrentar esse professor fascista e maxista.! Sinto um imenso orgulho de você por nos representar e enfrentar esses homens ridículos que estão ainda agindo como na idade da pedra lascada! Força! Sincero abraço e salve as mulheres de coragem!

  23. Catarina Postado em 27/Jun/2014 às 14:49

    Maria Clara, seu direito sera defendido, por todos nos! Tenha coragem, serenidade e luz, pra continuar indo em frente, sabendo que muitos de nos estamos com voce.

  24. Nada Sobra Postado em 26/Jun/2014 às 19:09

    Claro, porque todos os veículos de comunicação até agora SUPER deram oportunidade para moça falar qualquer coisa e não caíram de pau nela, né e isso é ULTRA democrático (wtf). Por favor, pensa um pouco antes de falar qualquer coisa, se alguém quer ler qualquer coisa do cara, é só abrir o facebook e se deliciar com todo o chorume que ele espalha todos os dias por lá.

  25. cicera siebra Postado em 26/Jun/2014 às 19:22

    O contraditorio já foi publicado pela revista veja. veja e se informe primeiro.

  26. Leonardo Onofre Postado em 26/Jun/2014 às 19:53

    Pesquisei por conta própria e o professor está numa pré-campanha política para diversos candidatos, aproveitando a onda da fama da situação, e seus argumentos são limitadíssimos. Ps. Não me causou nenhum dano fazer essa pesquisa!

  27. Jamal Singh Postado em 26/Jun/2014 às 19:57

    Tanto eles sabem que eles deram a versão dela, que até então a grande imprensa não deu.

  28. Daniela Postado em 26/Jun/2014 às 20:00

    A versão do professor foi exposta pelo colunista Veja e no O Globo sem dar qualquer ouvidos à aluna. Agora é a vez dela. Você não reclamou quando escreveram em defesa dele sem dar ouvidos á ela, não é?

  29. Eduardo Abreu Postado em 26/Jun/2014 às 22:14

    aí tá um dos motivos que professores ganham mal, pagar bem para fazerem isto... pediu exoneração, parabens, agora falta a justiça meter-lhe uma sentença de danos morais e indenizar a garota....

  30. Bruno Postado em 30/Jun/2014 às 10:44

    Naro Solbo.Invertendo as posições de algumas letras do seu nome temos:Bolsonaro.Te peguei Bolsonazi!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

  31. Isaque Postado em 27/Jun/2014 às 00:08

    Então vc acha que professor deve ganhar mal mesmo? Vc julga o direito a uma vida digna de uma categoria inteira por causa das atitudes de um de seus membros? Por isso temos tantos problemas e tanta desvalorização da educação e de seus profissionais por parte dos governos e políticos, pois quem os elegem também não a valorizam.

  32. Danilo Postado em 27/Jun/2014 às 01:13

    Infeliz esse seu comentário, caro Eduardo. Culpabilizar e sentenciar toda uma classe por um ato isolado é puro ato do senso comum.

  33. Deise Postado em 27/Jun/2014 às 16:32

    Nem todos professores são assim. Em todas as categorias há bons e maus profissionais. Não deslegitime uma luta histórica. Ser professor não é apenas ter um diploma de qualquer área de conhecimento e entrar numa sala de aula. Ser professor requer conhecimentos pedagógicos, psicólogos, éticos, etc, que não se encontram em apenas nas faculdades.

  34. Rodrigo Postado em 27/Jun/2014 às 00:12

    (Outro Rodrigo) Em que pese os "jornalistas com as bênçãos de Gilmar", um dos fundamentos do jornalismo é a apuração, dando direito de resposta à outra parte, aqui ao ser buscada sua versão dos fatos. Então, se é identificada tal falha na Veja, aqui é o caso de a mesma ser repetida? Outro dia, em um grupo de whatsapp, um amigo mandou, a fim de "cutucar" outro, notícia no sentido de que Dilma teria aumentado gastos com publicidade em mais de 60% no presente ano, ao que outro "respondeu" com notícia no sentido de que Aécio, em 2010, teria aumentado gastos com publicidade em mais de 500%, após o quê nada mais foi dito e eu me pergunto: o que vale é repetir um erro, mas não a correção? É disputar quem errou mais, quem errou menos sendo isento de crítica e do dever de autocorreção? Se a Veja fez, Pragmatismo pode fazer e vice-versa. Se Aécio fez, Dilma pode fazer e vice-versa. Esse é o rumo a tomarmos?

  35. , Deisi Postado em 27/Jun/2014 às 11:30

    Normal Daniela, vindo desse cara, eles comentam aqui no pragmatismo, mas sua maior fonte de informação é a Veja, das duas uma, ou ele não leu, ou ele acredita que aqui ninguém lê, mas seus comentários são sempre os mesmo, discordar de tudo que se publica P.P. Mesmo que seja algo absurdo, só pelo fato de discordar, ser do contra.