Redação Pragmatismo
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Homofobia 09/Jun/2014 às 09:16
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Casal homoafetivo consegue licença maternidade pela 1ª vez no Brasil

O enfermeiro pernambucano Mailton Alves Albuquerque poderá se dedicar por 6 meses a seu filho biológico, nascido na última quinta-feira. Ele o criará junto a seu companheiro, Wilson

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Casal homoafetivo em Recife consegue licença maternidade de 6 meses (Reprodução/Facebook)

Os enfermeiro pernambucano Mailton Alves Albuquerque, de 37 anos, obteve a primeira licença maternidade oferecida a um gay no Brasil. Ele ficará em casa durante 6 meses para cuidar de Teo, seu filho biológico, nascido na última quinta-feira (5).

Há 17 anos, Mailton é companheiro de Wilson Alvez Albuquerque, de 42 anos. Eles já são pais de Maria Tereza, de 2 anos, filha biológica de Wilson. Quando a menina nasceu, viraram notícia por outro “pioneirismo”: foram o primeiro casal homoafetivo a conseguir a dupla paternidade reconhecida legalmente. Assim como Maria Tereza, Teo terá dois pais em seu registro de nascimento.

A nova conquista veio mais fácil do que Mailton imaginava. Ele, que é servidor público da Prefeitura de Recife, pensava que precisaria enfrentar uma longa batalha judicial para atingir seu objetivo. No entanto, não houve essa necessidade: a licença veio por vias administrativas. No parecer da procuradoria jurídica que a cedeu, consta que “não seria justificável” o casal “receber tratamento distinto do concedido a casais heterossexuais”, já que “com a evolução da sociedade brasileira, não há mais restrições de direitos em razão de sexo ou orientação sexual”.

“Quando Maria Tereza nasceu, eu era autônomo. Então, consegui flexibilizar os horários. Eu e Wilson nos alternávamos nos cuidados com a criança. Mas depois fiz concurso e virei funcionário público. Sou enfermeiro do Samu, onde dou plantões de até 12 horas. Não teria como me dedicar ao recém-nascido”, relatou Mailton à reportagem do jornal O Globo.

O caçula Teo nasceu da “barriga solidária” de uma amiga do casal. Já a irmã mais velha, Maria Tereza, foi gerada em laboratório, a partir do congelamento de embriões. Mailton e Wilson contaram com a ajuda de uma prima, que permanece anônima até hoje. Em ambos os casos, os procedimentos ocorreram com o aval do Conselho Federal de Medicina.

“A gente se preparou para o segundo filho com a mesma dedicação de Maria Tereza. Até nos mudamos para um apartamento maior. Sempre acreditamos que o amor é a base de tudo”, conta Mailton. “O que a gente realmente deseja não é nem que a sociedade aceite, porque a divergência é salutar. O que queremos é que apenas respeite situações como a nossa”, desabafa.

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Comentários

  1. Laila Postado em 09/Jun/2014 às 11:21

    Os cães ladram mas a caravana não para. Avanços como esse representam o amadurecimento da sociedade brasileira, apesar dos esforços de certos grupos que tentam manter o país atrasado.

    • José Ferreira Postado em 09/Jun/2014 às 11:44

      Amadurecimento? Qual seria o próximo passo? A legalização da pedofilia e da zoofilia?

      • Laila Postado em 09/Jun/2014 às 12:25

        O que é que pedofilia, que é a exploração sexual de menores de idade, e zoofilia, a exploração sexual de animais, têm a ver com dois adultos criando uma criança? Qual a relação que você vê aí?

      • José Ferreira Postado em 09/Jun/2014 às 15:32

        Dois adultos que querem impor a ideia de que o homossexualismo é normal e moderno. Começa assim, depois descamba para a legalização da pedofilia, zoofilia e mais algum tipo de nova "sexualidade". Daqui a algum tempo seremos obrigados a registrar casamentos homossexuais e não poderemos falar mal de pedófilos, senão seremos presos por "homofobia" ou "pedofilofobia"...

      • Alexandre Lopes Postado em 26/Jun/2014 às 22:14

        José , pedofilia existe , e muito , na sociedade civil , de modo geral . Se pudéssemos destacar , em específico , uma instituição ou segmento da sociedade que tem uma péssima reputação na questão seria a igreja católica . Desde quando homossexualidade tem alguma coisa a ver com pedofilia ? Muitos casais heterossexuais praticam pedofilia em relação aos próprios filhos e filhas e , para chegar a essa constatação , basta olhar o número de ocorrências registradas em delegacias de violência contra crianças e adolescentes . E aí ? Cadê o seu argumento para rebater isso ? Já no que se refere a esse caso , não vejo nada demais no sentido de que conceder , a um dos parceiros , o direito à licença-maternidade não é nada mais do que pensar na criança , pois a mesma precisa de um dos companheiros para ficar com ela . Se ambos gozassem da pífia licença-paternidade ( 5 dias ) , quem tomaria conta da mesma e poderia dar o carinho tão indispensável a esse pequeno ser humano , que é tão fundamental nessa fase da vida ? Portanto , não é um pênis ou uma vagina que servirá de critério para concessão da licença-maternidade , mas sim os supremos interesses da criança que devem ser tutelados pelo Estado .

  2. Thiago Teixeira Postado em 09/Jun/2014 às 12:59

    Pereira????????? Dois barbado dando carinho a uma criança feliz, saudável e bem tratada!!! O mundo está perdido!!!! Precisamos de seu comentário!!!!!

    • Guilherme Herzog Postado em 10/Jun/2014 às 16:18

      hahahaha, sempre espero os comentário do Ilustríssimo Senhor José Ferreira... só fala m#$%¨.

  3. Fernando Postado em 09/Jun/2014 às 13:57

    Sério, não entendo o motivo desse pessoal inventar de ter filhos. Depois quem paga o pato, são as crianças, que muito provavelmente sofreram bullying por isso. E esses dois aí, parecem que só querem mesmo aparecer, essa história aí é antiga.

    • bruna Postado em 09/Jun/2014 às 20:53

      fernando, por sorte as crianças não nascem preconceituosas...elas aprendem a ser preconceituosas. basta que a escola explique a todos essa situação. as crianças são seres maravilhosos e estão cada vez mais evoluídas e inteligentes. quem sabe a gente pensa numa solução para não haver homofobia e preconceitos e esquece essa história de ter medo da mudança e querer continuar oprimindo os que são diferentes.

  4. Marcia Regina Postado em 09/Jun/2014 às 17:00

    Estou impressionada com os conceitos explicitados nos comentários. Conheço inúmeras famílias tradicionais (com pai e mãe) e seus variados problemas sociais. Bullying sofrem várias crianças e por razões sempre mesquinhas e maldosas, porém nunca justificáveis. Posto que isto revela desrespeito e este, quem tem o tem, não escolhendo a quem respeitar. Crianças devem brincar e serem felizes e para isso, nada como ter uma família, tenha ela a configuração que tiver, o que importará é a educação, o respeito, e o amor.

    • José Ferreira Postado em 09/Jun/2014 às 21:18

      Esses dois são tudo, menos uma família.

  5. Deisi Postado em 10/Jun/2014 às 15:57

    Fico impressionada com o discurso de pessoas que se escondem, atrás da ignorância para tecer comentários carregados de preconceitos, até onde eu sei, o mundo cheio de atrocidades e crimes bárbaros sua grande maioria, são frutos de "famílias tradicionais". muitos da classe média alta. Pior é a desculpa de que filhos de uma relação homoafetiva, significa que serão gays no futuro, para informação gays nascem de casal hetero, outra perola que serão pedófilo, pedofilia não é exclusividade de gay, alias muitos casos são de pessoas da convivência em muitos casos pais e padrasto. Vão buscar informações, com esforços liberte-se dos preconceitos, e aceite a ideia que é muito melhor uma criança ser adotada do que crescer em abrigos sem ter uma família, a opção da barriga solidária é boa, porque a adoção tem fila e as vezes demora muito. considero um avanço a licença maternidade, tenho certeza que a Maria Teresa e o Teo, serão bem criados, com amor e respeitando as diferenças, quando crescerem os pais explicarão, que tem dois pais, que amam muito. Bom seria se a mentalidade mudasse, e as pessoas descobrissem que o mais importante são os valores passados e o amor transmitido.

    • José Ferreira Postado em 10/Jun/2014 às 16:07

      Eu não disse que eles vão praticar atos de pedofilia. Eu disse que somos obrigados a aceitar certos comportamentos como se fossem normais, e que o próximo passo seria a obrigação de aceitação de outras "sexualidades", tais como a pedofilia, a zoofilia, ou a hebefilia (se essa palavra existir).

  6. Thiago Teixeira Postado em 09/Jun/2014 às 13:04

    O melhor é hoje: "Foi mal policial, não tenho pai e nem mãe, fui criado (a) nas casas de abrigo e tive ingresso efetivo para a Febem". Crianças boas, ou seja, em seus devidos lugares na mentalidade conservadora mesquinha, são as órfãs com carinhas de triste esperando as suas roupinhas velhas e seus brinquedos quebrados, não é mesmo? Deixe as pessoas serem felizes do jeito delas e cuide da sua vida.

  7. Carlos Postado em 09/Jun/2014 às 20:20

    Elas têm mesmo o direito de serem felizes do jeito delas. O que não têm o direito é de envolver terceiros, principalmente crianças, que depois terão de crescer numa sociedade conservadora e que não considera "normal" esse tipo de relação. Se querem fazer o bem, pq não adotaram. E vou te contar, esse negócio de "barriga solidária" é papo pra boi dormir ou coisa de quem não tem o que fazer.