Redação Pragmatismo
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Europa 16/May/2014 às 16:12
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Suíça vota salário mínimo de R$ 10 mil

Suíça vai às urnas votar salário mínimo de R$ 10 mil. Proposta é liderada por sindicatos e partidos de esquerda

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Se aprovado, salário de 4 mil francos suíços ou quase R$ 10 mil, será o maior do mundo (Reprodução)

Um salário mínimo mensal de R$ 9.970. Essa é a proposta que a Suíça vota nas urnas neste fim de semana, liderada por sindicatos e partidos de esquerda.

O valor equivale a 4 mil francos suíços, ou 22 francos suíços (US$ 24,70) por hora de trabalho. Se aprovado, o primeiro salário mínimo do país também será o mais alto do mundo.

Atualmente, o ranking mundial é liderado por Luxemburgo (US$ 10,65), seguido por França (US$ 10,63) e Austrália (US$ 10,21). No Brasil, o mínimo mensal de R$ 724 reais corresponde a R$ 3,29 por hora (US$ 1,48). Os dados são da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para 2013.

“A grande questão na Suíça é o custo de vida, que é muito alto. Estima-se que o mínimo rendimento para uma vida decente no país seja de 3,8 mil francos suíços”, explicou o economista brasileiro Guilherme Suedekum, que cursa mestrado em Estudos de Desenvolvimento Econômico no Graduate Institute, em Genebra.

Dados do governo da Suíça indicam que apenas 9% da população economicamente ativa, ou seja, 330 mil suíços, recebem salário mensal inferior a 4 mil francos.

O país também figura entre os mais ricos da Europa e resistiu incólume à crise econômica que abala o continente desde 2010. Grande parte do feito deve-se ao setor bancário, o mais lucrativo da Suíça.

“Do ponto de vista econômico, a proposta da adoção de um salário mínimo é mais prejudicial do que benéfica, mas do ponto de vista social, pode ser uma opção de desenvolvimento com menos pujança”, afirmou Suedekum.

Segundo a União Sindical Suíça (USS), que propôs o referendo, a iniciativa promoveria um salário digno, distribuiria a renda no país e também ajudaria a diminuir a diferença de salários pagos a homens e mulheres (que representam a maioria entre os que recebem menos).

“Quero que meu filho possa sair da faculdade com a garantia de um salário mínimo que ao menos pague as contas dele”, afirmou a vendedora suíça Barbara Martin, 43.

Grande parte dos imigrantes também vê com bons olhos a ideia do mínimo. “Dá uma sensação de mais segurança e é um valor alto, ao contrário do mínimo no Brasil, que não dá para nada”, disse Larissa Ribeiro, manicure em um salão de Genebra.

Oposição

Por outro lado, os opositores sugerem que a proposta possa provocar uma disparada da inflação e do desemprego. “Como o mínimo é um indexador e serve de base para toda a economia, a tendência é de que ele puxe para cima os outros salários e os preços também”, acrescentou Suedekum.

Em comunicado divulgado nesta semana, a Associação Suíça dos Empresários declarou que a aprovação de um mínimo seria uma medida “socialmente e economicamente fatal”.

Segundo a organização, pequenos e médios empresários teriam dificuldade de arcar com os salários, principalmente em regiões menos abastadas do país, fora do eixo Genebra-Zurique.

“A Suíça tem uma economia estável, mas o salário mínimo fixo cria rigidez para as empresas. Não é possível, por exemplo, reduzir pagamentos no caso de uma crise. Como acontece no Brasil, a única solução acaba sendo demitir pessoal”, explica Suedekum.

Pesquisa de opinião, realizada pelo instituto SSR e divulgada no último dia 7, indicava que 64% dos entrevistados eram contra a proposta do mínimo e 30% a favor.

Atualmente, dos 28 países da União Europeia, apenas sete não possuem um salário mínimo fixado nacionalmente: Dinamarca, Itália, Áustria, Finlândia, Chipre, Suécia e Alemanha.

A partir de janeiro de 2015, porém, Berlim também adotará um mínimo de 8,50 euros por hora (US$ 11,65).

Carolina Montenegro | BBC Brasil

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Comentários

  1. Selton Postado em 16/May/2014 às 17:30

    Parem com essas comparações econômicas! Oh! os suíços ganham um salário de 10 mil reais. Custo de vida é proporcional ao salário (teoricamente). Nem é preciso ler o texto todo para se afirmar isso. Se alguém paga aos seus funcionários,como exemplo, 900 reais, sem dúvida os impostos,alimentação,lazer,etc. irão fazer com que esses 900 reais pareçam insuficiente.

    • Felipe Postado em 19/May/2014 às 10:25

      Bueno. É bem verdade, Selton, mas, ontem, assistindo à pauta na globo news, o programa não o fez entender assim. Parece brincadeira, né, mas eles precisam explicar o que há por trás de um salário alto pros nossos padrões. Caso contrário, pessoas poderão interpretar errado as intenções do partido esquerdista e dos sindicatos (não sei se é bem isso, mas enfim), como bem fazem toda hora os (PiGs). Há de se tomar cuidado ao falar nesse tipo de assunto, e a globo, por falta de informação (prefiro acreditar), não se faz clara nesses momentos.

  2. Thiago Teixeira Postado em 16/May/2014 às 17:53

    Isto também mostra o fato das empresas multinacionais terceirizarem ainda mais a produção em países emergentes, onde os salários são mais "atrativos" para os empresários, há formação profissionalizante, capacitação para o trabalho, além das leis ambientais serem mais brandas. Fábricas de celulose, por exemplo, estão se instalando em larga escala no interior do Brasil assim como vestuário está na China e índia.

  3. Paulo F Postado em 17/May/2014 às 12:02

    Eu conheci uma advogada da OMC que era suiça,ela me contou que viajava até a fronteira francesa para fazer compras de mercado,de tão alto que é o custo de vida na Suiça. Comparação fútil essa do texto,se no Brasil vemos disparidades enormes no custo de vida de cidades,até bairros vizinhos,imagina entre um país sul-americano e um europeu. A grande vantagem que eu vejo é só na hora de viajar para o exterior,os brasileiros sofrem indo para a Europa e os europeus fazem a festa aqui no Brasil. (lógico que eu sei que isso muda todo o jogo na importação/exportação,mas estou tentando focar mais no cotidiano da população)

  4. Rafael Martini Postado em 17/May/2014 às 18:52

    Além de tudo, a Suíça é um paraíso fiscal, o que deve tornar ainda mais complicada a confrontação de dados da economia.

  5. Elias Postado em 18/May/2014 às 15:16

    Partidos de esquerda kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk O Canada é de esquerda também e não sabia!!!!

  6. Carlos Prado Postado em 19/May/2014 às 18:06

    E que o povo inteligentemente rejeitou. Interessante que é possível ainda pensar não somente com o estomago e ser egoísta a curto prazo, mesmo se escondendo atras de um discurso de proteção(a mais ineficiente) aos pobres.

  7. Leandro Postado em 20/May/2014 às 00:30

    Agora cadê a notícia dizendo que essa palhaçada foi negada pelos suíços???

    • Carlos Prado Postado em 20/May/2014 às 12:36

      Isso é coisa de reaça ashuasuahsu