Redação Pragmatismo
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Racismo não 08/May/2014 às 18:21
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Racismo na USP: estudante negra é impedida de entrar na universidade

Aluna negra foi barrada mesmo apresentando a carteirinha da faculdade, enquanto estudantes brancos ingressavam no campus sem qualquer problema

racismo usp aluna negra
Fachada da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP)

Mônica Gonçalves, aluna da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), foi impedida de entrar no prédio da Faculdade de Medicina (FMUSP). De acordo com seu depoimento no Blogueiras Negras, os guardas da universidade deixavam pessoas brancas entrar, mas ela, que é negra, foi barrada. Mesmo apresentando a carteirinha da faculdade, Mônica não pôde entrar sob a justificativa de que não era estudante da Medicina.

“Aleguei que outras pessoas estavam entrando, que estava me comunicando com colegas que disseram estar lá”, contou Mônica. “Pedi que chamassem alguém que pudesse mediar aquela discussão”. “Outro guarda, que se identificou como responsável por intervir nessas situações, veio ao nosso encontro. Nesse momento, um homem – branco – entrou sem que nenhuma identificação lhe fosse solicitada”, relatou a estudante. Por fim, a aluna conseguiu entrar no prédio sendo escoltada por seguranças.

Em nota, o Centro Acadêmico dos cursos de Nutrição e Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) Emilio Ribas (CAER) se manifestou sobre o caso. A entidade repudiou a “ação racista do corpo de segurança da FMUSP” e ainda classificou como racismo institucionalizado.

O CAER ainda comparou: “Foi com o argumento de estar cumprindo ordens que a segurança da FMUSP barrou a companheira Monica na entrada, justamente o mesmo argumento de que se utiliza a Polícia Militar para se justificar quando assassina jovens pretos nas periferias de todo o país”.

O Centro Acadêmico também relembrou outros casos de racismo na USP. “Entre os diversos casos de racismo na USP este ano tivemos os ocorridos em 13/03, do professor André Martin, chefe do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Letras, que disse que ‘Se o Exército brasileiro não estiver lá (no Haiti), quem vai pôr ordem na macacada?’. E o de 08/04, onde no campus Ribeirão um jovem preto estudante de Direito foi ameaçado com uma arma de fogo e insultado por um policial civil dentro do campus Ribeirão”.

Atualização de conteúdo

O Centro Acadêmico dos cursos de Nutrição e Saúde Pública (CAER) citou o episódio do professor André Martin, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Letras, como um dos incidentes recentes envolvendo questões raciais na USP. Dezenas de leitores enviaram mensagens a Pragmatismo Político relatando que o caso não passara de um mal entendido e que havia, inclusive, uma carta aberta do supracitado docente publicada a respeito da polêmica.

Não ouvimos ambos os lados e reconhecemos o erro. Publicamos a carta na íntegra a seguir e nos retratamos:

CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA FFLCH-USP

Queridos alunos,

Negros, brancos e de todas as cores

Estupefato diante da repercussão causada a partir de um pequeno incidente em sala de aula, ocorrido na turma da noite da disciplina Regionalização do Espaço Mundial, na última terça-feira, vejo-me consternado, na obrigação de esclarecer a todos o que realmente aconteceu. E vamos direto aos fatos.

Eu nunca disse a frase que está circulando por aí nas redes sociais. E veja, estão me acusando não apenas de haver pronunciado uma suposta frase racista, mas pessoas que não me conhecem, estão escrevendo que eu sempre fui racista. É estarrecedor. A frase literal que pronunciei foi a seguinte: “E se as tropas brasileiras não estivessem no Haiti? Eles iriam se pegar e aí o imperialismo norteamericano diria: “nós temos que intervir para por ordem nessa macacada”. Que tirem os leitores, suas próprias conclusões. Poderia um estudante liberal me acusar de marxista ultrapassado, mas me chamarem de racista? É insano. Não sei com que interesses políticos estão tentando criar um factóide, se aproveitando do fato de que, por ora, ocupo o cargo de Chefe do Departamento de Geografia. Menciono este aspecto porque não foi casual ressaltarem esta condição, que para mim é passageira, mas que para se criar uma imagem desfavorável a meu respeito, e atingir por extensão toda a USP, vem bem a calhar. Ora, colocada a questão nos termos dos meus detratores eu começo perdendo de goleada: de um lado um aluno negro, pobre e indefeso. De outro o poderoso homem branco, professor e ainda por cima, Chefe. Quem vai ficar do meu lado, ainda mais que o meio utilizado para me difamar são as redes sociais, que eu não freqüento? Só que eles se esqueceram de uma coisa: eu ainda não entrei em campo, não comecei a jogar, não fui ouvido.

Quem está portanto na condição de vítima de calúnia, difamação e preconceito sou eu, aliás de quatro preconceitos bem caracterizados, a saber:

1-) Se saiu no facebook, então é verdade, aconteceu mesmo. Ora, quem está replicando o que leu, acha que a realidade está na rede e não na sala de aula. Por que não procurar os alunos que assistiram a aula para apurar a verdade? É lamentável como esta ferramenta vem sendo utilizada para aniquilar o debate público de idéias. A discussão nunca é publica, e nunca se dá em torno de idéias. É bem mais fácil, e divertido talvez, neste multiplicador de fofocas eletrônico, esculhambar a pessoa.escolhida como oponente.

2-) O aluno tem sempre razão. Este é outro mantra típico da pedagogia pós-moderna dominante. Sempre fui extremamente aberto com meus alunos, tenho 38 anos de magistério e nunca me aconteceu nenhum incidente em sala de aula. Respeito a opinião de todos, mas procuro externar a minha, sem receio do patrulhismo ideógico do “políticamente correto”, que também está amplamente disseminado. Essa visão nasceu na escola privada como extensão da idéia de que “o freguês tem sempre razão”.

3-) Não existem negros racistas, ou em outra versão, todo branco, é, no fundo, racista. Esta já é uma posição mais perigosa, que alguns setores do movimento negro brasileiro infelizmente importaram, acríticamente, dos Estados Unidos. Ela se baseia na teoria do “Black Atlantic” onde as identidades não se dão pelo território, nacionalidade, ou classe social, mas sim pela raça, ou outra característica étnica. Desse modo mesmo que involuntáriamente, quem compartilha dessa visão termina reabilitando um conceito já amplamente desacreditado pela ciência, ao mesmo tempo em que não percebe estar fazendo o jogo do imperialismo, ao procurar dividir a nação brasileira entre brancos e negros, de forma análoga ao que estão tentando fazer na porta de entrada do Heartland, ao colocar ucranianos contra russos, mesmo que isto ponha em risco a paz mundial.

4-) Toda autoridade constituída é ilegítima e portanto tem de ser contestada. É a tal coisa do “Chefe”. Se a pessoa ocupa algum cargo, possui algum poder, então essa pessoa não deve ser lá flor que se cheire. Por princípio, deve ser autoritária, ou então corrupta, se não as duas coisas. Ora, eu estava na sala de aula na condição de professor, não de Chefe.Jamais utilizei meu cargo como argumento de autoridade, aliás, mesmo como professor nunca agí dessa maneira E vale registrar: levei a aula até o fim, normalmente. Apenas um aluno que se sentiu ofendido, retirou-se, e não vários, como se espalhou, mentirosamente. Uma pergunta inocente: se tivesse de fato proclamado uma sentença racista, será que não seria a classe toda, ou uma imensa maioria dela que se revoltaria contra mim, e não um pequeno grupo?

Para terminar quero dizer que não tenho nenhum problema em pedir desculpas pessoalmente, ao aluno que se sentiu ofendido, pois jamais tive qualquer intenção de fazê-lo

Espero honestamente que este episódio infeliz, sirva ao menos como pretexto para que coloquemos o debate acerca das sobrevivências do preconceito racial no Brasil, num novo patamar. Que tal organizarmos uma mesa-redonda sobre “Brasilidade, Africanidade e preconceito racial no Brasil?” Podem contar com o apoio do Chefe do Departamento de Geografia para tanto.

Respeitosamente

André Martin

SpressoSP

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 08/May/2014 às 18:26

    CAER, calem a suas bocas, não citem o nome da polícia militar porque que estes nada tem a ver com o assunto. Bando de babacas e oportunistas.

    • davenir Postado em 09/May/2014 às 12:34

      que nojo essa babação de ovo da PM...

  2. André Diniz Postado em 08/May/2014 às 18:38

    Isso mesmo! Não citem a polícia militar! É como chutar um cavalo morto.

  3. Thiago Teixeira Postado em 08/May/2014 às 20:53

    Mônica Gonçalves, sei o que você passou pois ocorria esporadicamente comigo na faculdade de engenharia quando pretendia para ingressar no prédio da FEC (Unicamp) no período noturno, quando precisava utilizar os computadores. Chegava ao ridículo de ficar esperando algum colega para entrar junto, pois eu não tenho paciência com racismo, trato com toda a ignorância possível. Fala dessa forma com os seguranças: "Não cara, não sou aluno, vim roubar computadores e traficar uma droga ... e chame reforços". Esfregava meu RA neles e entrava. Mas não faça isso, levante a cabeça, não será fácil, virão mais preconceitos até a sua formatura mas não se intimide, o sabor do triunfo e o olhar dos coxinhas batendo palminha com a cara de decepção por ter uma negro (a) se formando no mundinho deles, não tem preço.

    • Tenho fé Postado em 09/May/2014 às 11:50

      Parabéns pela sua cabeça erguida e pela sua história,obrigado por contá-la. Apenas isso . Sim, esse Brasil mudará com a nossa luta. Baixar a cabeça? Jamais.

  4. Leandro Postado em 09/May/2014 às 08:27

    O mais triste é ver o ano. 2014.

  5. Rodrigo Postado em 09/May/2014 às 09:32

    Eu li a notícia, tentando entender o que teria motivado o indivíduo a barrar a entrada da estudante. E ainda que não o fosse, buscando apenas acesso à biblioteca, informações sobre o curso, não haveria qualquer razão para ser barrada. Thiago conta que passava pelo mesmo problema. Já passei por discriminação, em razão de ser nordestino, mas nada a ponto de tentarem impedir minha entrada em determinado local. Pior: algumas vezes o "segurança" que barra um negro é, também ele, pardo ou negro, de ascendência nordestina ou nortista...

    • Thiago Teixeira Postado em 09/May/2014 às 12:45

      E saiba que essas pessoas são as mais preconceituosas, e praticam o racismo de maneira mais ignorante. Puxa-saco de brancos.

  6. Danilo Balthazar Silva Postado em 09/May/2014 às 12:16

    Infelizmente esta ainda é uma prática muito comum nas universidades. Eu fiz a graduação na Puc de Campinas, por várias vezes eu precisei brigar com seguranças p/ fazer valer o meu direito de estar ali como qualquer outro aluno. Na verdade, na primeira vez que coloquei meus pés naquela universidade eu já precisei discutir com um segurança em uma situação muito semelhante à relatada pela Mônica. Lamentável e revoltante. O negócio é não abaixar a cabeça e sempre se indignar diante de qualquer ato racista SEMPRE!!!

  7. Fernanda Fekete Postado em 09/May/2014 às 12:18

    Conheço as duas situações de perto: a Mônica, que sofreu racismo e faço geografia na usp, na turma em que ocorreu o "caso de racismo". Vocês devem tomar mais cuidado com a forma como veiculam as informações! No caso do prof. André, chegou-se a um consenso de que sim, a frase proferida EM TERCEIRA PESSOA, foi dita de forma infeliz e NÃO QUE O PROFESSOR tenha sido racista! A própria turma, junto com os representantes do CEGE e núcleo de consciência negra chegarám a esse consenso.

  8. Ricardo Luigi Postado em 09/May/2014 às 12:19

    Creio que o Centro Acadêmico deveria se informar melhor antes de citar indevidamente o nome do professor André Martin, que já prestou os esclarecimentos devidos sobre o assunto. É uma atitude desonesta acusar levianamente de racismo um profissional respeitado, de caráter ilibado, e agrupar seu nome em um rol tão diverso de referências. Sugiro a leitura da carta aberta divulgada pelo professor.

  9. Marcos Carvalho Postado em 09/May/2014 às 12:30

    O racismo é bem mais intenso no ensino fundamental e médio, inclusive com aval de professores na sala. Existem muitos professores racistas que gostam de humilhar alunos negros e pobres, sendo uma maneira de privilegiar os brancos e mais abastados. Em regra, ele é camuflado nas faculdades pois já é uma faixa etária considerada adulta, o comportamento é diferente. Não existe nada mais hipócrita do que essas campanhas de araque de que o professor é vítima, não é valorizado, etc, e tal, mas ninguém fala que tem muitos desqualificados e despreparados que inclusive instigam a segregação no ambiente escolar. Isso que estou relatando ninguém me contou, eu vi e vejo isso.

    • Luciana Postado em 09/May/2014 às 18:45

      Marcos Carvalho, você pode - e deve - falar a respeito da sua experiência com professores mal preparados e preconceituosos, mas falar que "Não existe nada mais hipócrita do que essas campanhas de araque de que o professor é vítima, não é valorizado". Você já viu quanto ganha um professor? Você conhece, de fato as condições de trabalho deles? O fato de você ter tido experiência ruins te dá o direito de desclassificar toda uma classe de profissionais? Não seria isso preconceito? Reflita, por favor.

  10. Luis Postado em 09/May/2014 às 12:36

    E tem gente que insiste em acreditar que não existe racismo no Brasil. Existe sim, e vez de acabar está aumentando.

  11. Luiz Postado em 09/May/2014 às 13:32

    Sobre a citação feita ao Professor André Martin. CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA FFLCH-USP Queridos alunos, Negros, brancos e de todas as cores Estupefato diante da repercussão causada a partir de um pequeno incidente em sala de aula, ocorrido na turma da noite da disciplina Regionalização do Espaço Mundial, na última terça-feira, vejo-me consternado, na obrigação de esclarecer a todos o que realmente aconteceu. E vamos direto aos fatos. Eu nunca disse a frase que está circulando por aí nas redes sociais. E veja, estão me acusando não apenas de haver pronunciado uma suposta frase racista, mas pessoas que não me conhecem, estão escrevendo que eu sempre fui racista. É estarrecedor. A frase literal que pronunciei foi a seguinte: "E se as tropas brasileiras não estivessem no Haiti? Eles iriam se pegar e aí o imperialismo norteamericano diria: "nós temos que intervir para por ordem nessa macacada". Que tirem os leitores, suas próprias conclusões. Poderia um estudante liberal me acusar de marxista ultrapassado, mas me chamarem de racista? É insano. Não sei com que interesses políticos estão tentando criar um factóide, se aproveitando do fato de que, por ora, ocupo o cargo de Chefe do Departamento de Geografia. Menciono este aspecto porque não foi casual ressaltarem esta condição, que para mim é passageira, mas que para se criar uma imagem desfavorável a meu respeito, e atingir por extensão toda a USP, vem bem a calhar. Ora, colocada a questão nos termos dos meus detratores eu começo perdendo de goleada: de um lado um aluno negro, pobre e indefeso. De outro o poderoso homem branco, professor e ainda por cima, Chefe. Quem vai ficar do meu lado, ainda mais que o meio utilizado para me difamar são as redes sociais, que eu não freqüento? Só que eles se esqueceram de uma coisa: eu ainda não entrei em campo, não comecei a jogar, não fui ouvido. Quem está portanto na condição de vítima de calúnia, difamação e preconceito sou eu, aliás de quatro preconceitos bem caracterizados, a saber: 1-) Se saiu no facebook, então é verdade, aconteceu mesmo. Ora, quem está replicando o que leu, acha que a realidade está na rede e não na sala de aula. Por que não procurar os alunos que assistiram a aula para apurar a verdade? É lamentável como esta ferramenta vem sendo utilizada para aniquilar o debate público de idéias. A discussão nunca é publica, e nunca se dá em torno de idéias. É bem mais fácil, e divertido talvez, neste multiplicador de fofocas eletrônico, esculhambar a pessoa.escolhida como oponente. 2-) O aluno tem sempre razão. Este é outro mantra típico da pedagogia pós-moderna dominante. Sempre fui extremamente aberto com meus alunos, tenho 38 anos de magistério e nunca me aconteceu nenhum incidente em sala de aula. Respeito a opinião de todos, mas procuro externar a minha, sem receio do patrulhismo ideógico do "políticamente correto", que também está amplamente disseminado. Essa visão nasceu na escola privada como extensão da idéia de que “o freguês tem sempre razão”. , 3-) Não existem negros racistas, ou em outra versão, todo branco, é, no fundo, racista. Esta já é uma posição mais perigosa, que alguns setores do movimento negro brasileiro infelizmente importaram, acríticamente, dos Estados Unidos. Ela se baseia na teoria do "Black Atlantic" onde as identidades não se dão pelo território, nacionalidade, ou classe social, mas sim pela raça, ou outra característica étnica. Desse modo mesmo que involuntáriamente, quem compartilha dessa visão termina reabilitando um conceito já amplamente desacreditado pela ciência, ao mesmo tempo em que não percebe estar fazendo o jogo do imperialismo, ao procurar dividir a nação brasileira entre brancos e negros, de forma análoga ao que estão tentando fazer na porta de entrada do Heartland, ao colocar ucranianos contra russos, mesmo que isto ponha em risco a paz mundial. 4-) Toda autoridade constituída é ilegítima e portanto tem de ser contestada. É a tal coisa do "Chefe". Se a pessoa ocupa algum cargo, possui algum poder, então essa pessoa não deve ser lá flor que se cheire. Por princípio, deve ser autoritária, ou então corrupta, se não as duas coisas. Ora, eu estava na sala de aula na condição de professor, não de Chefe.Jamais utilizei meu cargo como argumento de autoridade, aliás, mesmo como professor nunca agí dessa maneira E vale registrar: levei a aula até o fim, normalmente. Apenas um aluno que se sentiu ofendido, retirou-se, e não vários, como se espalhou, mentirosamente. Uma pergunta inocente: se tivesse de fato proclamado uma sentença racista, será que não seria a classe toda, ou uma imensa maioria dela que se revoltaria contra mim, e não um pequeno grupo? , Para terminar quero dizer que não tenho nenhum problema em pedir desculpas pessoalmente, ao aluno que se sentiu ofendido, pois jamais tive qualquer intenção de fazê-lo Espero honestamente que este episódio infeliz, sirva ao menos como pretexto para que coloquemos o debate acerca das sobrevivências do preconceito racial no Brasil, num novo patamar. Que tal organizarmos uma mesa-redonda sobre "Brasilidade, Africanidade e preconceito racial no Brasil?" Podem contar com o apoio do Chefe do Departamento de Geografia para tanto. Respeitosamente André Martin

  12. João Alonso Postado em 09/May/2014 às 13:54

    O episódio do professor André Martins já foi esclarecido, e não foi nada disso que ele disse. Colocado fora de contexto, dá-se a entender uma coisa totalmente diferente. Todos que o conhecem sabem que JAMAIS sairia da boca dele uma besteira desse tamanho. Estamos falando de um pensador de esquerda sério, que foi vítima de uma difamação grave, e é triste que isso continue sendo propagandeado da forma como foi.

    • Thiago Teixeira Postado em 09/May/2014 às 18:20

      Só o fato dele considerar "um pequeno incidente", nem precisamos entender o que realmente aconteceu!

  13. Rafael Postado em 09/May/2014 às 14:05

    Tá meia mal contada essa história.

    • Vivian Postado em 09/May/2014 às 16:01

      Sugestão: Vá ler o post da moça, pois está muito bem explicado. O pragmatismo político tá fresquinho e deixando a desejar ultimamente, como um jornal qualquer.

  14. Leonard Postado em 09/May/2014 às 15:51

    Nesse mesmo portal em que repudiam justiça com as próprias mãos, o que mais se vê são artigos julgando a tudo e a todos.

    • Thiago Teixeira Postado em 09/May/2014 às 18:21

      Exatamente, essa Mônica deve estar inventando essas histórias, racismo não existe.

      • Marcelo Postado em 11/May/2014 às 01:06

        Mas é óbvio que não existe. É coisa da cabeça dos negros, do Thiago, da Mônica, do Daniel Alves, do Tinga, dos Amarildos. Mania de perseguição é triste viu.

  15. deisi Postado em 09/May/2014 às 22:15

    Com certeza racismo não existe , principalmente em Universidade Publica ,melhor dizendo não exite só racismo , mas também variados tipos de preconceitos ,principalmente área de exatas e biológicas . Se acham acima do bem e do mal , e todos da área de humanas não significam nada . Tenho dois filhos que estudaram em Universidade Publica e sentiam muito isso . Mas fizeram o curso que queriam e estão felizes .

  16. Ricardo Postado em 09/May/2014 às 23:47

    Sou aluno da Medicina USP e infelizmente vejo alguns colegas com discursos preconceituosos em diversos sentidos. Os seguranças, assim como a maioria do povo, acabaram internalizando o racismo e não refletem sobre isso. Espero que este episódio sirva para um avanço dentro da universidade e da sociedade - essa última, vítima e algoz da ignorância cotidiana.

  17. Marcelo Postado em 11/May/2014 às 01:03

    É muito triste ler esse tipo de notícia, porém, é necessário para mostrar o quão a sociedade é racista. E digo racismo implícito e explicito. Eu faço cursinho na usp, sou negro, e percebo o quanto é elitizado a universidade, pois desde a primeira vez que pisei lá, notei. Da a impressão que está entrando num país europeu, para todos os lados apenas brancos. É ruim se sentir deslocado, quando apenas você é o negro da universidade e ainda tem que passar por esse tipo de discriminação de todos os lados: alunos e funcionários.

  18. Kelly Postado em 18/May/2014 às 00:33

    SO SE FOR NO SEU PLANETA Q NAO EXISTE O RACISMO