Redação Pragmatismo
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Desenvolvimento Brasileiro 21/May/2014 às 09:00
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ONU destaca importância das cotas e programas sociais no Brasil

Cotas e programas sociais melhoraram a vida de negros no Brasil, diz ONU. “É importante que haja um consenso na sociedade brasileira sobre a importância de ter políticas ativas para diminuir o peso de um passado desigual”, defende Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação da ONU

O sistema de cotas em universidades e os programas sociais melhoraram a vida da população negra no Brasil, mas ainda há muito o que fazer até que a sociedade seja igualitária. A avaliação é do diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas (ONU), Giancarlo Summa, que participou da inauguração da exposição Forever Free – Livres para Sempre, hoje (14), no Museu da Justiça do Rio de Janeiro.

“Os indicadores estão melhorando, mas ainda há muito a ser feito. É importante que haja um consenso na sociedade brasileira sobre a importância de ter políticas ativas para diminuir o peso desse passado”, disse. Summa destacou a necessidade de políticas que garantam maior acesso dessa população ao mercado de trabalho.

O diretor da ONU afirmou que os programas de transferência de renda e a melhoria dos níveis de escolaridade provocaram impacto. “Como eles representam uma parcela muito grande do estágio mais baixo da pirâmide social, tudo que foi feito acabou tendo um impacto bom para os negros. Aumentou a escolaridade e o analfabetismo, entre os mais jovens, foi praticamente eliminado no país. Isso fez com que, pela primeira vez, a faixa dos jovens da população afrodescendente esteja escolarizada no Brasil”, analisou, pontuando que há “uma dívida com os mais velhos”.

A exposição Forever Free – Livres para Sempre trata da história do tráfico de escravos no mundo e apresenta documentos históricos, como processos em que ex-escravos pedem a reparação de seus antigos donos; documentos referentes à libertação de escravos no Brasil, entre 1838 e 1886; e objetos do século XIX pertencentes ao Museu do Negro, da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos.

Durante a abertura da exposição, Giancarlo Summa citou que o tráfico transatlântico de escravos foi um dos grandes crimes cometidos contra a humanidade, cujas consequências são sentidas ainda hoje. “A população afrodescendente, não só nas Américas, sofre de preconceitos e condições de vida piores, com discriminação, racismo e violência”, disse.

Uma parceria da ONU com o Museu da Justiça, órgão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a mostra, gratuita, faz parte das atividades de lançamento, pelas Nações Unidas, da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), e poderá ser visitada até dezembro.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Matheus B. Postado em 20/May/2014 às 16:12

    Cotas: corrigindo injustiça com mais injustiça. É ver no que vai dar.

    • Thiago Teixeira Postado em 21/May/2014 às 11:26

      Bom seria só brancos na faculdade e preto na bosta como sempre foi, não é?

      • Matheus B. Postado em 21/May/2014 às 16:13

        Não, burro. Eu disse que não se corrige injustiça cometendo injustiça. Se vagas estão sendo reservadas a negros, não-negros estão sendo privados dessas mesmas vagas. Porém, é possível afirmar que são estes os responsáveis pela exclusão dos negros? Toda família de não-negros possuiu escravos no passado? São eles que devem pagar a conta?

    • Mauro Postado em 21/May/2014 às 21:39

      Não está fazendo injustiça. Está fazendo justiça com os negros. No início eu era contra, porque não é assim que se corrige o passado, mas talvez seja uma necessidade provisória.

      • José Ferreira Postado em 21/May/2014 às 22:48

        Se for para corrigir o passado, que cobrem das famílias dos antigos escravizadores. Colocar no buraco com concurseiro e do vestibulando é moleza, pois a politicagem não sofre em nada com isso. Eu não devo nada a nenhum negro, exceto a minha namorada, que é negra, a qual devo satisfação.

      • Matheus B. Postado em 22/May/2014 às 09:11

        Sim, Mauro, esse é o ponto, está se fazendo justiça com negros, mas ao mesmo tempo injustiça com não-negros. Será possível construir uma sociedade justa cometendo injustiça?

    • Henrique Postado em 25/May/2014 às 21:15

      Cotas Sociais, amigo. Para escola pública, não diretamente para negros.

  2. Rodrigo Postado em 20/May/2014 às 18:12

    ONU não foi a principal patrocinadora do genocídio de Israel em cima dos Palestinos? Bem não levo muito em conta o que esse braço do EUA diz.

  3. Deisi Postado em 20/May/2014 às 18:41

    Lógico, é impossível,reças compreender , a divida que temos com os negros,e o pior ter que conviver com um afrodescendente nas Universidades,como pode nasceram para serem mandados,e nunca mandar,imagine ser atendido por um médico negro, não posso acreditar . Sem dizer que meu papai pagou cursinho , não estudei,e esse ser inferior tirou minha vaga . Me poupe cambada de hipócritas.

  4. Rodrigo Postado em 21/May/2014 às 13:46

    Deisi linda sem argumentos, apenas ofensas, sou negro, entrei na faculdade sem cotas, sou contra cotas apenas por raça, gostaria que fosse para todos os pobres, ou você acha que não tem branco pobre? Ou então você acha negro mais burro que branco?

    • Matheus B. Postado em 21/May/2014 às 16:23

      Para algumas pessoas, basta ouvir que você é contra cotas raciais para ser desencadeado um processo mental bem exemplificado por esta senhora Deisi e pelo outro que me acusou de racista ali em cima. E descem todos os chavões possíveis já inventados na língua portuguesa, acreditando que estão te descrevendo com tamanha exatidão que um espelho jamais faria.

      • Deisi Postado em 21/May/2014 às 22:11

        Senhor Matheus,não tenho a pretensão, nem de te atingir, nem de convencer,simplesmente, sou a favor das cotas raciais, e também com ampliação a todos que estudam em escolas publicas, longe de mim estar descrevendo você, porque não leio seus comentários. Mas se a carapuça, serviu vista, e se não gosta dos meus, pula.

      • Matheus B. Postado em 22/May/2014 às 09:53

        Deisi, se não lesse meus comentários, não teria me respondido, nem estaria lendo isso agora.

    • Andressa Postado em 25/May/2014 às 21:44

      Existem cotas sociais para pobres que estudaram em escola pública.Não é só para negro não.;-) Se informe.

  5. Deisi Postado em 21/May/2014 às 17:27

    Parabéns Rodrigo,por todas suas conquistas,e desejo que consiga chegar muito longe, sou a favor que se amplie as cotas a todos que estudam em escolas públicas, mas também existe grande parcela de afrodescendentes que precisavam disso, para resgatar tanta injustiças sofridas,se é contra cotas respeito ,eu sou a favor.Não acho negro mais burro que branco, e sim tem menos acesso a cursinhos preparatórios,meus filhos são brancos, e os dois conseguiram cursar Universidades Publicas.E só foram para escola particular no ensino médio, com a colaboração de todos membros da família .Que bom que você, não convive com racista, por conheço muitos que sofrem,inclusive uma menina maravilhosa que estudava no Paraná, que era chamada de macaca o tempo inteiro, desistiu do curso de engenharia por esse motivo.sucesso!

  6. Deisi Postado em 21/May/2014 às 21:55

    Rodrigo outra coisa , sou pobre e meus dois filhos estudaram, fora de casa e com muitos esforços,mas eu sou a favor de cotas,com ampliação a todos que estudam em escolas publicas.E digo a ti que fico feliz com negros, brancos, pobres e ricos que conseguem concluir um curso superior, pois o mercado está cada vez mais exigente.

  7. Deisi Postado em 22/May/2014 às 11:33

    Sr Matheus, eu só li esse, poque vi meu nome, e não é só o seu, também do Rodrigo lindo, Pereira, Elias,e outros que leio a primeira frase pulo, porque hoje com a idade que tenho, nem você usando todos chavões da língua portuguesa mudará minhas convicções.E nem eu sou tão pretensiosa, de mudar sua maneira de pensar, cada um com seu cada um, não tenho nada contra ti, e respeito as suas opiniões, só não leio pelo motivo de evitar chateação e não tem nada a ver com as minhas.Mas é muito importante defender o que acredita, assim caminha a humanidade, não fique com raiva de mim, porque o momento de angustias que tenho vivido, isso é pequeno demais.