Redação Pragmatismo
Compartilhar
Economia 14/May/2014 às 10:54
18
Comentários

Lula manda Financial Times e Economist "estudarem economia"

Lula critica postura da "mídia econômica do Reino Unido". "Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam"

lula mídia economia economist
Lula fez duras críticas a grandes jornais britânicos (Reprodução)

Em homenagem da Associação de Diários do Interior (ADI), o ex-presidente Lula criticou os jornais de grande circulação e a “mídia econômica do Reino Unido”, em referência ao jornal “Financial Times” e a revista “The Economist”. Publicações tem atacado a gestão da presidente Dilma Rousseff.

“Quanto mais distante, mais erram. Não posso entender como classificam de frágil uma economia com reservas de US$ 338 bilhões e com pleno emprego, no momento em que o mundo destruiu, desde 2008, 62 milhões de empregos. E ficam repetindo aqui como papagaios. Gostaria que fossem estudar economia antes de repetirem previsões que não se concretizam”, afirmou.

Ele também destacou o papel da mídia regional: “Nunca antes o governo investiu tanto em desenvolvimento regional quanto nos últimos 11 anos e é a imprensa local que traduz essas realidade. Quando anunciamos um plano recorde de safra, é a mídia local que detalha as condições de financiamento e como ele pode ser obtido. Nos grandes jornais, o que sai é que a inflação vai aumentar porque o governo está expandindo o crédito”, disse.

Brasil 247

Recomendados para você

Comentários

  1. Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 11:12

    Quem é mesmo que prevê um PIBÃO, sempre sucedido de pib anão? Tem mais gente precisando trocar a bola de cristal. Ainda, quem não sabe de nada precisa explicar o por que de, quem recebe bolsa-família, não ser contabilizado como desempregado...

    • Rafael. Postado em 14/May/2014 às 11:45

      Rodrigo, vou te explicar então. A desinformação ainda continua sendo um dos maiores problemas desse país. Vamos supor uma mãe solteira (o pai fugiu, muito comum no Brasil) de 4 filhos. A mãe recebe um salário mínimo, ou seja, trabalha, tem emprego, não entra nas estatísticas de desempregado. Os filhos, todos com menos de 14 anos, não podem trabalhar. Vamos aos cálculos. 5 pessoas na família, renda de R$724,00 por mês. 724/5=144,8. A Renda per capita dessa família é de R$144,80, portanto a família é classificada como pobre e faz jus ao Bolsa-Família. Nesse caso, essa família vai receber a "exorbitante" quantia de R$128,00 por mês, não vou te explicar o cálculo agora, mas sinta-se livre para pesquisar na internet. Espero ter ajudado.

      • Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 13:18

        Reitero: correto suprimí-la de estatística que visa justamente identificar o número de pessoas desempregadas, no intuito de alteração nas políticas de emprego? Não falei de cálculo de benefício, mas de omissões que distorcem os dados sobre desemprego. Então, infelizmente, não ajudou. Mas agradeço pela tentativa.

      • Rafael. Postado em 14/May/2014 às 14:02

        Pra bom entendedor meio palavra basta, para outros anos de estudos não são suficientes. Não entram nas estatísticas de desempregados, muitos dos beneficiários do bolsa-família, simplesmente por eles não estarem desempregados. Simples assim. Eles trabalham, estão empregados e ainda assim vivem em situações miseráveis. Qualquer dúvida sinta-se à vontade para perguntar. O conhecimento deve ser compartilhado e não tenho preguiça de compartilhar o meu com você.

      • Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 14:54

        Prezado, em pouquíssimas palavras - por que quem está em idade compatível com o trabalho, desempregado e que recebe o bolsa-família, não é contabilizado em estatísticas de desemprego? Já vi que você não consegue entender a pergunta, desviando para "emprego de menores" e pessoas efetivamente empregadas, o que não corresponde à questão.

      • RaoNeo Postado em 14/May/2014 às 15:06

        Não são contabilizados nas estatísticas? Fontes, ou não aconteceu.

      • Rafael. Postado em 14/May/2014 às 15:39

        Certo. De forma didática. O primeiro mito é afirmar que os beneficiários do Bolsa Família desistem de procurar empregos devido ao programa. Desde que o programa foi criado, 40% de seus beneficiados já saíram do programa por não necessitarem mais. Dos que sobrararam, atualmente, 70% deles estão empregados. Entre o restante, se estão procurando emprego, o que podemos acreditar pelo histótiro do programa que eles estão fazendo, então, eles estão, sim, entre os desempregados. Somente quem não está nos índices do governo é quem recebe o benefício e não está procurando emprego, que deve ser uma minoria. Mas esse último fator sempre foi assim, uma vez que independentemente de, no passado, receber algum benefício ou não, se você não estivesse a procura de emprego, você simplesmente não entrava nas estatísticas dos desempregados. Digamos que o Thor, filho do Eike Batista, apesar de não estar trabalhando, também não entra nas estatísticas dos desempregados.

      • Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 16:01

        Amigo, não coloque palavras em minha boca. Em momento algum fiz julgamentos contrários a quem recebe bolsa-família; não impus pecha, não agredi, não ofendi. Dirigi, ao revés, pergunta simples, quanto à política governamental de não inclusão de benefíciários desempregados em estatísticas de desemprego. Vou entender a falta de resposta, a fuga do tema, a atribuição a mim de palavras não ditas, como ausência de argumentos mínimos que justifiquem a postura de "mascarar" o desemprego no Brasil, ok? E, talvez, você não saiba (aqui sendo necessárias palavras além das "meias), mas segue o critério do IBGE para definir os dados do desemprego: 1- Pessoas desalentadas (aqui são incluídos os desempregados "não contabilizados", que recebam bolsa-família); 2- Pessoas desocupadas; 3- Pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora; 4- Pessoas Marginalmente ligadas à PEA; 5- “Trabalhadores” não remunerados. Assim, em outubro de 2012, com todos esses desempregados que ficaram de fora do índice, em vez de 5,3% (IBGE outubro/2012) e/ou dos 10,5% (DIEESE no mesmo período), em verdade teríamos, no período, 20,8% de desempregados no país. P.S.: sinta-se livre para comparar os dados, desde já advertindo que autônomos, empreendedores individuais são tidos como empregados, claro, todos que não têm registro profissional e buscam ou o emprego ou a condição de autônomo - sinta-se livre para pesquisar, pois, sobre "CAGED".

    • Rafael. Postado em 14/May/2014 às 16:17

      Sinceramente, você está numa posição defensiva que não se justifica. Não sei que palavras pus na sua boca!!! Não consigo ser mais claro na minha explicação do porquê o pessoal do Bolsa Família não esta entre os desempregados, vou fazer minha última tentativa. Você está com problemas de interpretação. 1 - a maioria não está entre os desempregados, simplesmente por estar trabalhando, mais de 70%. 2 - há uma parcela que está desempregada e está procurando emprego, esses estão nos índices do IBGE. 3 - há uma minoria que não está trabalhando e não está procurando emprego, esses não estão nos índices de desempregados do IBGE e nunca estiveram, não há nada de novo aqui. Só tem novidade nesse índice pra quem começou a acompanhá-lo há pouco tempo. Pra sua informação o desalentado, aquele que não está à procura de emprego, independentemente de estar recebendo bolsa família ou não, não faziam parte dos índices de desempregados do IBGE, desde os tempos do FHC. Isso não é novidade. Sua pergunta é a mesma que: Se o Thor Batista não está empregado, por que ele não está nas estatísticas de desempregado? Simples, por que ele não está procurando emprego. Você não sabia disso? Isso é novidade para você?

    • Rafael. Postado em 14/May/2014 às 16:19

      Se isso é novidade pra você, fica compreensível sua dúvida, você ainda não estava interado sobre a forma como é feita a pesquisa sobre a porcentangem da população empregada e desempregada. Vivendo e aprendendo, Rodrigo. Prossiga que a caminhada é longa.

      • Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 17:07

        Ou seja, o o governo não informa que havia, em 2012, sim, 20% de desemprego... E, se Thor Batista está desempregado, ele não se conceitua como empregado, como autônomo, como empresário individual, como empreendedor individual, titular de EIRELI ou sócio em pessoa jurídica (ou seja, a sua afirmação inicial leva a uma conclusão final simétrica: o desempregado e que não se enquadra enquanto titular de pessoa jurídica individual, EIRELI ou sócio, ao não busca trabalho permanece enquadrado como desempregado... Ou não? Melhor seguir criando critérios para amenizar uma taxa?). Ao final, não confunda posição educada, sem ofensas, sem ataques ao interlocutor e a demais, com "posição defensiva que não se justifica" (uma pergunta direta leva a um resposta direta, mas não a questões quanto a pontos não questionados). P.S.: "se FHC fez, eu também quero, posso e vou fazer, em vez de buscar a correção" - é isso o que há de ser valorado no debate político? P.S.2: você não responde a uma pergunta, direta, deixando de falar sobre critérios governamentais para quantificar desemprego, desviando para as qualidades pessoas de quem recebe o benefício, e eu tenho problemas de compreensão? OK...

  2. Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 13:20

    P.S.: dados de desemprego levam em conta quem está na idade de trabalhar, jamais contabilizando crianças. Espero ter ajudado.

  3. Eduardo Postado em 14/May/2014 às 14:36

    Achei irônico o Lula sugerindo a alguém estudar, no mínimo interessante.

    • Serquiz Postado em 14/May/2014 às 17:45

      Não ter formação superior não significa que ele nunca tenha lido/estudado na vida. Pode acreditar: Lula pode não ter diploma, mas é bem letrado e bem estudado.

    • Hudson Postado em 28/May/2014 às 17:06

      O fato de não ter feito uma universidade ou de não ter tido um ensino decente não lhe tira o direito de poder reconhecer a importância de se estudar. E o próprio diploma, por si só, não configura saber, basta olhar os profissionais que se tem por aí, uns bons e outros nem tanto.

  4. rogerio Postado em 14/May/2014 às 14:51

    Rodrigo, a taxa de desemprego (de acordo com o IBGE) é calculada pelo quociente dos desocupados pela PEA (pop. economicamente ativa). PEA = ocupados + desocupados. Para chegar na PEA é necessário subtrair da pop. total as crianças, os idosos, os inválidos, estudantes que não trabalham, trabalhadores do lar que não recebem remuneração (donos ou donas de casa). Os desocupados são aqueles que declaram, aos entrevistadores do IBGE, não estarem procurando emprego no momento da pesquisa, que é realizada semanalmente. Os ocupados são aqueles que declaram estar desenvolvendo atividade remunerada. Para maiores informações consulte algum bom livro de macroeconomia escrito por algum economista brasileiro. Portanto, se quem recebe o Bolsa Família estiver desenvolvendo atividade remunerada ele estará ocupado e ajuda a diminuir a taxa de desemprego do país. Outra informação, o Brasil vive uma taxa de desemprego considerada, tecnicamente, de pleno emprego o que ajuda a aumentar a renda nacional e manter elevados os níveis de consumo e da demanda agregada. Por último, respeito a opinião de todos, mas para crescermos como nação precisamos nos informar e estudar mais sobre os assuntos específicos, caso contrário, corremos o risco de vivermos a partir dos achismos e opiniões passionais com forte influência desta ou daquela ideologia. Seus comentários não contribuem em nada para avançarmos na discussão de um país melhor. Por favor aprofunda seus estudos e conhecimentos, assim você não correrá o risco de transparecer uma postura excessivamente idiossincrática.

  5. Rodrigo Postado em 14/May/2014 às 16:03

    Este Rodrigo não se confunde com o de cima.

  6. Dinio Postado em 28/May/2014 às 16:44

    Dor de cotovelo de quem nunca terá um diploma Honoris Causa na vida, nem que faça dez pós-graduação no economês coxinha! Coisa que o LULA já está fazendo coleção !