Redação Pragmatismo
Compartilhar
Religião 21/May/2014 às 09:00
5
Comentários

Grávida é condenada à morte por converter-se ao cristianismo

Grávida, sudanesa é condenada à morte por converter-se ao cristianismo. Sentença gerou protestos de grupos de direitos humanos e diplomatas que pedem tolerância religiosa no Sudão

Em caso inédito no Sudão, o tribunal da capital Cartum condenou à morte a médica Mariam Yahia Ibrahim Ishag, de 27 anos e grávida de oito meses, por conversão ao cristianismo e abandono da fé islâmica. A sentença gerou diversos protestos de diplomatas e grupos de direitos humanos no país.

“Nós lhe demos três dias para refletir, mas você insistiu em não retornar ao islã”, declarou o juiz Abbas Mohammed Al-Khalifa, direcionando-se à mulher com o nome de família de seu pai, um muçulmano. O magistrado acrescentou que ela receberá 100 chicotadas como castigo e depois será enforcada. De acordo com a Al Jazeera, Mariam lhe respondeu calmamente que é cristã e que nunca cometeu apostasia.

O tribunal justificou que a lei sudanesa proíbe a conversão do islã ao cristianismo e que, portanto, a acusada cometeu adultério por seu casamento como cristã ser “nulo”. Contudo, Khalifa anunciou que o cumprimento da sentença será adiado em até dois anos, para que a mulher possa dar à luz ao filho que está esperando e termine de amamentá-lo.

“Isso não é exclusivo do Sudão. Na Arábia Saudita e em todos os países islâmicos, não é permitido que os muçulmanos mudem sua religião”, argumentou o ministro da Informação, Ahmed Bilal Osman, à AFP.

Com a decisão, dezenas de pessoas foram às ruas da capital sudanesa para se manifestar contra o veredicto. Na audiência, diplomatas advertiram as consequências que tal decisão levaria no que concerne os direitos humanos e a tolerância religiosa no país.

Em comunicado conjunto, as embaixadas de EUA. Canadá, Grã-Bretanha e Países Baixos exprimiram suas preocupações com o caso: “Nós pedimos que o governo do Sudão respeite o direito à liberdade religiosa, notadamente o direito de mudar de fé ou de crença”.

Opera Mundi

Recomendados para você

Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 20/May/2014 às 17:39

    Para aqueles que acham que o Brasil é uma ditadura petista, ou uma ditadura gay, ou somos um país onde há repressão policial, que censura a imprensa ... vão para o Sudão! Lá o couro come!

    • Alberto Postado em 21/May/2014 às 00:58

      Que bom que aqui não é igual a lá, isso não significa que não podemos querer um país ainda melhor! Esse tipo de comentário, pra mim, mostra o tipo de brasileiro que vê tudo uma maravilha, que a copa vai ser sucesso e que as olimpíadas estão encaminhadas!

  2. Gleidson Postado em 21/May/2014 às 10:13

    O que seria do mundo sem Deus? Um lugar muito melhor. Esta é a resposta.

  3. Rafael Martini Postado em 21/May/2014 às 10:43

    Vejo alguns criando um preconceito contra todos os muçulmanos ao compará-los com tipos como esses, que implantam a Sharia. Não se deve confundir, pois esses radicais têm - para dizer o mínimo - uma visão muito particular do Corão, são pessoas completamente desequilibradas, criminosas.

  4. Wismar Postado em 21/May/2014 às 10:56

    Não entendi: ela foi condenada por se converter ao cristianismo ou pelo "adultério"?? ou pelos 2? De qualquer forma, se o casamento foi "nulo", porque o marido dela não foi condenado também? Além de absurda, a lei é também incoerente, pelo visto :S