Leandro Dias
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Colunistas 26/May/2014 às 20:31
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Cinema, Propaganda e Ideologia

A máscara de isenção que os blockbusters hollywoodianos carregam os torna os mais eficazes instrumentos de divulgação da ideologia sistêmica: supremacia do dinheiro, triunfo do indivíduo contra o coletivo e a visão do exército americano como virtuoso e portador da verdade

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É lugar comum nas análises dos regimes fascistas e bolcheviques a ênfase em seus respectivos aparatos de propaganda. Naturalmente, é difícil falar da Alemanha nazista sem falar de Göebbels ou da relevância que a propaganda ideológica tinha para Adolf Hitler no seu livro Mein Kampf (Minha Luta). Difícil falar de Joseph Stalin sem mencionar o culto à personalidade e às determinações do Departamento de Agitação e Propaganda, fundamentais aos preparativos para a Guerra que já esperavam.

Em ditaduras não é tão difícil identificar a vontade do governo em seus projetos de propaganda explícitos, sejam eles filmes, livros ou arte em geral. Porém, se não é difícil notar as obras claramente de propaganda em regimes autoritários e censores, é, outrossim, mais interessante perceber a propaganda do sistema em obras que não foram produzidas diretamente pelo aparato estatal, birôs de propaganda ou Ministérios da Verdade de países que se propõe abertamente propagandísticos.

(Leia todos os textos de Leandro Dias aqui)

Quando ocorrido o 11 de Setembro quase que imediatamente o governo americano se reuniu com diretores de cinema de Hollywood para determinar o que fazer, que caminhos tomar para a produção cultural norte-americana (1). Com a ousadia e o impacto dos atentados de 2001, extrapolando qualquer blockbuster de Hollywood anterior, e somada a uma cobertura midiática já espetacularizada pelo consumismo visual, mas agora chocada pelo primeiro ataque militar ao país em décadas, rompia-se no campo midiático a fronteira entre a ficção e a realidade, entre documentário e fantasia, entre propaganda e enredo. Era fundamental para o “regime” ameaçado estabelecer – diante de um ataque – o que mostrar e exaltar, o que esconder e abafar, de forma a angariar o ânimo necessário para realizar as necessidades do regime, como num período de guerra.

Assim, voltando exatamente para a Primeira Grande Guerra, na época os EUA criaram o Comitê para Informação Pública (2), dedicado a fazer propaganda pró-governo e anti-alemã no cinema e rádio durante todo o período da Grande Guerra. Seu papel, além de produzir diretamente peças artísticas falando bem das causas governistas, era viabilizar que filmes pró-americanos tivessem o máximo de repercussão e financiamento possível. O Comitê determinaria o que era “pró-americano” e o que não era.

Desta forma, em 1915 surgiu um pioneiro filme de guerra chamado O nascimento de uma Nação, dirigido por D. W Grifith. Com grandes efeitos visuais para a época e impressionante número de figurantes, a obra foi um sucesso estrondoso de bilheteria, mesmo usando atores brancos pintados de preto para o papel de negros e uma evidente apologia à Ku Klux Klan, organização racista americana. No entanto, um aspecto interessante do filme é seu pioneirismo em outra área: foi o primeiro filme a ter consultoria e apoio do West Point, também conhecida como Academia Militar dos Estados Unidos. O exército não só forneceu artilharia, mas deu consultoria para as cenas de guerra, emprestou canhões e soldados e não teve nenhum problema com o conteúdo racista e o claro apoio à KKK no enredo. A renda deste filme financiou a Klu Kux Klan por muitos anos (3).

Desde então, a colaboração do exército e órgãos governamentais à indústria do cinema americano tem sido constante, pautando filmes e utilizando o cinema como potente arma de propaganda das idéias e políticas do governo. O objetivo principal é o uso da credibilidade e “isenção” do cinema e mídia privados para fomentar propagandas pró-sistema, tentando criar novos conceitos, arraigar existentes, demolir opositores políticos e “subversivos”, criar consensos favoráveis à ideologia dominante do período, sem, no entanto, parecer usar a “máquina estatal” para tal. Isto é, faz propaganda do “regime” sem precisar de um Göebbels ou um Departamento de Agitprop determinando explicitamente o que falar nas mídias.

A Segunda Guerra reforçou essa aliança. A série de documentários Why We Fight (1942-1945) foi comissionada diretamente pelo governo americano e teve como diretor ninguém menos do que o laureado com o Oscar Frank Capra. Era uma tentativa de fazer documentários aliados que ficassem à altura dos de Leni Riefenstahl (4) para a Alemanha Nazista. A série também foi um sucesso de bilheteria.

Num lado mais lúdico, Walt Disney e sua corporação formaram um grande veículo privado para propaganda governamental, desde o Pato Donald explicando a importância de pagar impostos em The Spirit of ’43, até o mesmo pato ridicularizando o nazismo em Der Fuhrer’s Face. Num lance mais “sério” temos o Education for Death (Disney, 1943), animação sobre uma criança no regime nazista, de 1943, ambos desenhos bem sombrios para crianças segundo os padrões de hoje. Junto com Mickey Mouse, Donald é o personagem mais popular da Disney, talvez por isso seja exatamente o desenho que revela um discurso ideológico muito mais marcante, uma representação – às vezes muito clara – da ideologia pró-regime que queremos apresentar aqui:

Donald trabalha feito um condenado, mas está sempre em dívida com o seu tio, que frequentemente usa este argumento para forçá-lo (chantageá-lo) em alguma aventura de pilhagem de terras “exóticas” e enriquecimento (do Patinhas é claro). Por mais que Donald trabalhe, jamais fica rico, se considera azarado, invejando seu rival Gastão, rico e “sortudo” sobrinho puxa-saco de Patinhas. Seu fracasso é atribuído a uma falha pessoal e não a um problema sistêmico. Há até um panfleto clássico underground feito no Chile de Allende, explorando em mais detalhes as sutilezas (ou não) das histórias de Pato Donald e Tio Patinhas na América Latina. Para Ler Pato Donald (1972), ainda que dotado de exageros e um pouco paranóico (5), é uma obra que mostra outras nuances profundas do discurso pró-regime e elitista e vale ser lido.

O filme Os Boinas Verdes (1968) foi idealizado e dirigido por ninguém menos do que John Wayne, consternado com a imensa oposição à Guerra do Vietnã. A película foi largamente financiada, apoiada e diretamente aprovada pelo então presidente americano Lyndon Johnsson, com a clara intenção de ser um filme de propaganda pró-regime, no melhor estilo soviético. A ideologia do filme é a mesma dos belicosos dirigentes da direita americana, largamente apoiados pela indústria bélica, em prol de uma guerra aberta aos comunistas, no velho espírito da Guerra Fria.

Como este filme de John Wayne há uma profusão de filmes com larga influência militar e ideologia pró-americana, isto é, consumista, belicosa, ocidental e, em maior ou menor grau, anti-comunista. A lista é tão extensa que fica difícil nomear todos os filmes, mas alguns são tão emblemáticos que é importante expô-los.

Na série Rambo, mas especificamente em Rambo 3 (1988), o exército americano usa um mercenário (Silvester Stallone) para ajudar mujahedins afegãos, conhecidos como Talibãs, retratados no filme como “defensores da liberdade”, para expulsar o imperialismo soviético. O filme, assim como Rambo 2, faz uso maciço de bases militares, aviões, helicópteros e armamento oficial. Lembrando que Bin Laden nesta época era fiel aliado ocidental. É importante notar que, apesar de já ser prática comum na época, o uso de mercenários privados em ações militares “extra-oficiais” era algo ainda mal visto por militares (7).

Top Gun (1986) retrata toda a evolução de dois jovens dentro das fileiras da Marinha americana, da melhor maneira que Hollywood sabe fazer. É difícil não ver este filme como uma obra de propaganda militar, como relata o documentário Hollywood and the Pentagon: A Dangerous Liaison (2003). Seu sucesso foi tão grande que a Marinha colocava bancadas de recrutamento na porta do cinema, com grande êxito. Novamente as forças armadas contribuíram com instalações, equipamentos, pessoal e “sugestões de roteiro”.

Independence Day (1996) é um filme sobre invasão alienígena, mas seu discurso e ideologia são extremamente terrestres e não ficcionais. É outra obra com largo uso de recursos, consultoria e equipamento militar. Retrata a invasão dos EUA por aliens que querem exterminar a humanidade. O próprio presidente dos EUA é voluntário para entrar num avião e lutar contra alienígenas, após longo e patriótico discurso. O interessante lembrar é que este é um daqueles filmes no qual a bomba atômica salva a humanidade: é um míssil atômico, carregado por um suicida (“mártir”), que termina por destruir a super nave alienígena e salva a América. Guerreiros suicidas ainda não estavam em baixa como no pós-11 de setembro.

Impacto Profundo (1998), Armaggedon (1998), O núcleo (2003) e Sunshine: Alerta Solar (2007), apesar de bem diferentes entre si, são filmes, assim como Independence Day, nos quais a bomba atômica salva a humanidade da aniquilação. Vale lembrar que o produtor de Armaggedon é o mesmo de Top Gun e Falcão Negro em Perigo (2001), sendo aquele o mais propagandístico desses filmes que pervertem o uso da bomba atômica.

Essa inversão de propósito, fazendo algo servir ao exato oposto do que se propõe, lembra os argumentos do filósofo Slavoj Zizek sobre a falta de substância das coisas nos tempos atuais: café sem cafeína, açúcar light, “invasão de defesa”, guerra sem vítimas e, portanto, o uso da maior arma de aniquilação humana já inventada – a bomba atômica – convertida em salvação única, desprovida de seu caráter destruidor; a bomba torna-se a ponta da lança que aniquila o dragão, a única esperança de defesa e resistência. Qualquer semelhança com George Orwell não é mera coincidência. Aniquilação é Salvação.

Ainda falando de Zizek, vale citar sua análise do filme 300 (Zack Snyder, 2006), inspirado no quadrinho de Frank Miller. O autor inverte a noção comum de que se trata de um filme apologético pró-americano, anti-islâmico (iraniano), militarístico, retratando a supremacia da guerra frente à diplomacia, num heroísmo americano contra o domínio de bárbaros. Este filme, para o filósofo, na verdade retrata uma rica superpotência imperial (Pérsia), com um exército indestrutível, tentando invadir uma pobre região montanhosa habitada por fanáticos disciplinados. Seus métodos são a intimidação, compra de políticos e figurões e a contratação de mercenários de todas as partes do mundo para formar um exército invasor em terras distantes da sua. A cultura persa é retratada em mostruosidades exóticas, festas promíscuas, com marcante falta de valores e uma moralidade comprável com dinheiro. Esparta, por sua vez, é uma nação pequena, com um rei idealista, avesso às politicagens corruptas de interesseiros nobres e ao misticismo pessimista dos oráculos. Dotada de um pequeno exército, o que lhe resta é a disciplina e a crença fanática em seus valores e idéias.

Para Zizek, a Pérsia de 300 representa o imperialismo americano: Xerxes tentando seduzir e corromper os gregos é como um Ronald Reagan tentando seduzir e corromper Sandinistas ou lideranças sauditas. Esparta promete acabar com o misticismo, defendendo um reinado de razão e democracia, no melhor estilo iluminista, contra as barbáries sem valores do mundo Persa. Não foi à toa que os revolucionários comunistas alemães se proclamaram “Liga Espartaquista“, diz Zizek.

Apesar da pertinência dos argumentos de Zizek, o filme não foi feito para acadêmicos e pessoas mais interessadas em tramas complexas e reflexão profunda. É um blockbuster de verão. A mensagem que fica para o menos atento, interessado apenas num “pipocão” de fim de semana para entreter sua monótona vida cotidiana, é a versão superficial do filme: a supremacia ocidental frente ao barbarismo oriental. Os inimigos usam turbantes e aparatos exóticos, falam com sotaque ou são ininteligíveis, são infinitos e estão em todo lugar (clássica paranóia direitista contra imigrantes); a política e a diplomacia são corruptas (de ambos os lados), só o exército é virtuoso e dotado de uma verdade que faça sentido. Tanto que o filme repercutiu muito mal no Oriente Médio, inclusive com declarações públicas de Ahmadinejad (9).

Porém, essa clara ambiguidade do filme talvez demonstre a sutileza apologética do cinema ideológico que é importante revelar, dando razão à narrativa de Zizek: na superfície faz um discurso, enquanto na substância o filme traz completamente diferente, muitas vezes até oposto ao que vem na superfície – algo que torna o filme ideologicamente brilhante.

Muito menos sutil e ambíguo é o Falcão Negro em Perigo (2001). Nele, a resistência somali contra a invasão dos EUA (exército americano sob farda da ONU) durante a sua guerra civil em 1993 é vilanizada e o sangrento massacre em Mogadishiu, transformado num heróico épico de resgate paladínico, com direito a helicóptero tocando “Hell’s Bells” do ACDC, torna novamente turva a divisão entre ficção e realidade: “I won’t take no prisoners, won’t spare no lives“. Nada é problematizado, nem o papel dos EUA, nem as intenções dos inimigos, os somalis são todos os bestializados, sem nome e sem importância, querem apenas matar os mocinhos.

A bestialização do inimigo lembra ainda de outro blockbuster largamente patrocinado pelo exército americano: Invasão do Mundo: a Batalha de Los Angeles (2011). Se lembrarmos que a palavra alien em inglês também se refere ao imigrante ilegal, esse filme se revela um dos mais conservadores – para não dizer racistas – da cinematografia norte-americana mais recente. Os inimigos são quase invisíveis e indestrutíveis, bestas que vêm de todas as partes, sem valores ou origens identificáveis (como “chicanos” que podem vir desde a Bolívia até o México, não importa), seu objetivo é apenas destruir a América. Os diálogos do filme são quase de manuais militares e, junto Top Gun e Transformers(Michael Bay, 2007), pode ser considerado um dos filmes mais apologéticos do exército americano que se tem notícia.

Transformers, por sua vez, é tão propagandístico e apologético que faz Alexander Nevsky de Eisenstein parecer uma obra de ficção completamente sem relação com o stalinismo. É um festival de recursos, aparato, discursos e argumentos pró-americanos, de um militarismo gritante. Como Top Gun (10), é praticamente um vídeo de recrutamento, com direito a um jovem conhecendo uma bela moça enquanto se torna um “soldado a serviço dos Transformers”. Mesmo porque os vídeos oficiais de recrutamento não estão tão longe de um filme hollywoodiano:

https://www.youtube.com/watch?v=TGbvN0Hq1Dk

https://www.youtube.com/watch?v=D_OiawVBUgI

Já que estamos falando de super heróis vejamos a nada subliminar posição do Homem de Ferro (2008) e a nova série de filmes do Batman (2005-2012). Ambos os personagens principais são bilionários enriquecidos com dinheiro da fabricação de armamentos para o complexo industrial-militar norte-americano e ambos são auto-proclamados defensores da justiça. Não há aqui a problematização dessa maneira de enriquecimento, embora qualquer um que conheça minimamente como se faz dinheiro na indústria de armamentos (11) sabe que não há nada de nobre ou heróico em vender armamentos militares. No fundo a lição que fica é algo como a “riqueza é uma virtude por si só”, independente de onde veio o dinheiro.

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O personagem do Homem de Ferro, no filme Vingadores (2012), ainda reforça a noção mencionada acima de que a bomba atômica é a única salvação da humanidade. Quando os heróis e os mercenários paramilitares da S.H.I.E.L.D falham para conter a invasão alienígena, o Homem de Ferro conduz um míssil atômico até o coração do portal invasor, destruindo-o. Novamente a bomba atômica salva a humanidade.

Já em Batman, especialmente no último filme da série (O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 2012), surge outra pérola de discurso pró-sistema. Batman é um agente paramilitar perseguindo um vilão, violento líder de excluídos que vivem em esgotos e que querem destruir a ordem vigente. Bane, o vilão, começa sua empreitada pela destruição da fonte de riqueza dos seus inimigos: explodindo a Bolsa de Valores e falindo o Batman. Vale lembrar o diálogo logo no início do filme entre o vilão e um funcionário da Bolsa (12):

Comerciante da Bolsa: Isso é uma bolsa de valores, não há nada o que roubar.

Bane: É mesmo?! E o que vocês fazem aqui diariamente?!

Depois Bane quer destruir uma prisão repleta de suspeitos de atos ilícitos contra o regime, presos após o endurecimento de leis especiais “anti-terror”, numa conservadora visão da Queda da Bastilha. Se somarmos com a ridicularização e satanização dos Tribunais de Sentença contra “agentes do sistema” e a liderança de um implacável, incorruptível e “sanguinário” líder, temos já três importantes referências à Revolução Francesa. Bane ainda chama os habitantes de Gotham para tomar as ruas, “cuidar do que lhes pertence”; sem qualquer interferência sua, apenas convoca os cidadãos depois de destruir a força repressiva do Estado (a polícia), numa citação clara ao movimento Occupy Wall Street. Ao fim, Batman, o bilionário acima da lei, que sempre age quando julga que a lei ou a polícia não estão sendo eficientes, utilizando todo aparato militar que seu dinheiro pode comprar, marcha para derrotar Bane e sua revolução. No caminho ainda coopta a Mulher Gato, uma bela ladra e alienada, que se junta ao bilionário para destruir a ideologia louca de Bane. O dinheiro sempre vence.

***

Assim, por mais que não seja tão claro como em ditaduras pretensamente totalitárias, fica difícil não ver em Hollywood um fundamental braço propagandístico da ideologia do regime americano. Não é um grande mistério que a indústria do cinema é repleta de propagandas comerciais e do “regime”. O documentário Assim se Vende um Filme (título em Portugal de The Greatest Movie Ever Sold, de Morgan Spurlock, 2011) mostra as dificuldades de se financiar um filme e a gigantesca quantidade de propagandas embebidas nos filmes de Hollywood sem que “percebamos” que sejam como tal, como clássico diálogo sobre McDonalds no Pulp Fiction. A sutileza e a máscara de isenção que os blockbusters carregam os torna os mais eficazes instrumentos de divulgação da ideologia sistêmica, uma fábrica de consenso em defesa daquilo que os interesses de Estado e das corporações querem em termos de ideologia: a supremacia do dinheiro, o triunfo do indivíduo contra o coletivo, a visão do exército americano como virtuoso e portador da verdade, enfim, os pilares da ideologia do que chama ‘império americano’.

Seja nos filmes blockbusters, seja nos jogos de videogame super-vendidos (13), também feitos sob a ideologia da Washington, Hollywood é a própria expressão do Agitprop do sistema, é a perfeita exemplificação do “Aparelho Ideológico do Estado”. É difícil lembrar de um único blockbuster sem fundamental influência do pensamento hegemônico norte-americano. É a realização elegante do Ministério da Verdade de 1984 (George Orwell). Aniquilação é Salvação.

*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve mensalmente para Pragmatismo Politico. ([email protected])

1 – Ver: http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/1586468.stm.

2 – Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Committee_on_Public_Information.

3 – Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/The_birth_of_a_nation.

4 – Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Why_We_Fight.

5 – Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/White_Anglo-Saxon_Protestant.

6 – No nosso post Wikileaks: eu já sabia evidenciamos que a esquerda paranóica não era tão paranóica assim e que muitos dos crimes revelados documentalmente pela Wikileaks e outros vazamentos, como o recente da taxa Libor e do preço do combustível pautado por corporações, revelado pelo jornal The Guardian, já eram pregados por quase toda a esquerda séria há muitos anos, da imensa cartelização até os acordões das classes dominantes econômicas.

7 – Nos anos 1990 havia 50 militares para cada mercenário privado, agora a proporção é 1 para 10, segundo Peter Singer (ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Private_military_company).

8 – In the 1990s there used to be 50 military personnel for every 1 contractor, now the ratio is 10 to 1 (Singer).

9 – Ver: http://voices.yahoo.com/iran-condemns-blockbuster-movie-300-as-american-psychological-249323.html?cat=40.

10 – Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Top_Gun#Involvement_of_the_U.S._military.

11 – Um míssil, uma munição ou uma granada são alguns dos melhores produtos capitalistas. No momento em que são usados não só são consumidos, como destroem coisas que estão no seu caminho. É a obsolescência capitalista no seu mais alto grau.

12 – Ver: http://www.imdb.com/title/tt1345836/quotes.

13Em reportagem da Al Jazeera recente, além da promíscua relação cinema-exército, se menciona ainda o universo dos videogames, que vale lembrar apenas o que considero um dos ápices da relação: America’s Army (2007), um jogo totalmente financiado pelo exército americano, sendo um dos primeiros com grande qualidade gráfica totalmente gratuito. Seu objetivo, segundo seu próprio criador era “utilizar da tecnologia computacional para prover ao público uma experiência virtual de um Soldado que fosse envolvente, informativa e divertida” (ver: http://en.wikipedia.org/wiki/America’s_Army).

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 26/May/2014 às 18:58

    (Outro Rodrigo) Nem era preciso ir tão longe, quanto à propaganda bastando atentar para os uniformes dos "heróis", em sua maioria representando as cores da bandeira americana - quando há algum herói "estrangeiro", salvo raríssima exceção, é relegado a papel menor ou ainda é bastante caricato (chegando-se, em um paralelo, ao cúmulo de, no já antigo jogo de video-game "Street Fighter II", o brasileiro, "Blanka", ser um monstro, verde, que grita e dá choque). O herói, pois, é idealizado e apto a demonstrar ao seu povo (americano) e aos demais consumidores como um salvador, não apenas da pátria (americana), mas de todo o mundo, sendo que o Japão foi o país que conseguiu fazer algo o mais próximo possível , com seus heróis de séries (Ultraman, Jaspion etc.), também todos japoneses e que sempre salvam o mundo a partir de Tóquio. Mas a curiosidade fica por conta de o Brasil contar com desenhistas reconhecidos no âmbito dos quadrinhos, a exemplo de Mike Deodato e Ivan Reis (este que começou com Maurício de Sousa), dentre outros, que trabalham para editoras como Marvel e DC - temos talentos, mas, em função de melhor remuneração, migram para outros centros.

    • herbo Postado em 29/May/2014 às 23:13

      deveria-se ir mais longe porque o que mais tem neste texto são incoerências. Vamos primeiro lembrar que 1984 era uma crítica aos regimes socialistas, associar com capitalismo é desonestidade intelectual. depois o que o autor afirma de Batman é fantasia dele, Bruce Wayne não ganha dinheiro com venda de armas. filmes contra-vietnã também foram produzidos, sim o exercito financia parte da produção de cinema, mas novamente, falar que todo filme americano é fruto de conspiração é de assustar, paranóia delirante. Quer dizer que Hércules era propaganda Grega ? que Odisséia de Ulisses era propaganda ? é lógico e perfeitamente normal que a história tenha o tom de quem a conta, só numa cabeça invertida é que alguém imagina que o contrária seria o normal.

      • Felicio Postado em 24/Jul/2014 às 06:24

        Incoerente é você, que só usou um argumento, e desse eu tenho certeza que está equivocado: em nenhum linha dotexto o autor declara que TODOS os FILMES são frutos de conspiração.

    • Derek Henriques Postado em 30/May/2014 às 12:01

      Meu Deus......... Se a gente cria um herói verde e amarelo, ou acha bonito esse povo sofrido saindo às Ruas pra pintar os muros na copa, aí tá certo e é bonito. Se há 70 os amaericanos criaram entretenimento com quadrinhos e utilizaram as cores da própria bandeira, que culpa têm ao retratarem isso no cinema hoje? Desculpem, mas trabalho na indústria do cinema e propaganda, e tudo o que é dito nesse texto é imensa besteira. Heróis são divertidos, impossíveis e são acima de tudo entretenimento. Temos a obrigação de imaginar e ver somente o Lampião como herói? Ou somos obrigados a ir ao cinema ver A já massante situação do nordeste e favelas no Rio? seria isso uma forma/ tentativa de ditadura cultural e censura?

  2. Matheus B. Postado em 26/May/2014 às 19:07

    Sobre o Batman, acredito que a mensagem é a de que o bem sempre vence, e não o dinheiro. Há um artigo específico sobre a política nesse filme, com algumas referências muito parecidas às levantadas pelo autor, porém com outra interpretação. Diria até que merecia estar citado na bibliografia, tendo em vista as semelhanças: http://www.feedbackmag.com.br/a-politica-em-batman-the-dark-night-rises/

    • Leandro Dias Postado em 26/May/2014 às 20:41

      Não li o referido artigo. E não concordo com alguns pontos.

    • Leandro Dias Postado em 26/May/2014 às 20:42

      Quis dizer: *Não havia lido o referido artigo para este texto e - lendo agora - não concordo com alguns pontos.

  3. Matheus B. Postado em 26/May/2014 às 19:13

    Sobre o financiamento dos filmes norte-americanos, é de fato privado, portanto, seus filmes trazem a propaganda dos seus patrocinadores. Em oposição a esse modelo, temos o brasileiro, com patrocínio estatal, e sua respectiva propaganda nas produções. Qual é o melhor?

    • Rodrigo Postado em 26/May/2014 às 19:20

      (Outro Rodrigo) Levantou ponto interessante.

    • Leandro Dias Postado em 26/May/2014 às 20:43

      O argumento é exatamente este Mathues: fazem propaganda de seus patrocinadores... e quando seus patrocinadores forem o governo, o exército, a marinha? Que propaganda farão?

      • Matheus B. Postado em 27/May/2014 às 09:14

        Sim, entendo, com certeza patrocínio estatal sobre a cultura é muito ruim, seja norte-americano, seja brasileiro, pois acaba veiculando a ideologia do grupo que está ocupando o poder. No entanto, com frequência blockbusters de Hollywood também apontam os Estados Unidos como raiz de problemas, como em O Lobo de Wall Street. Creio que, devido a multiplicidade da produção dos EUA, lá encontramos propaganda para todos os gostos, o que não se verifica por aqui.

  4. luisa valdorf Postado em 26/May/2014 às 20:01

    Quando um jornalista perguntou ao grande Costa Gravas por que ele só fazia filmes políticos ele respondeu: "todo filme é político. Quer filme mais político do que o Superman?". Na mosca.

    • herbo Postado em 29/May/2014 às 23:00

      Frase de efeito é linda no papel, mas me explica, qual a política em Amelie Poulain mesmo ?

  5. Valter Postado em 26/May/2014 às 20:50

    Gostaria de falar a respeito do video game America's Army, jogo grátis que mostra armas reais e como elas funcionam e como é ser um soldado do exército americano. Nao tive coragem de baixar nem pra analisar mas é jogo colocado no mercado (mais uma vez é grátis) com o intuito de recrutar mais americanos pro exército. Além de espalhar a ideologia americana, claro!

  6. Pedro Postado em 26/May/2014 às 23:44

    Na entrevista que o Oliviero Toscani deu ao Roberto D'Ávila na Globo News, ele fala que toda a arte representa um poder, mesmo as que são anti-poder, pois o anti-poder também é um poder. E que o poder precisa da arte para se impor. Sobre The Dark Knight Rises, eu acho que um vilão precisa ter uma motivação convincente. Tanto Bane quanto o Coringa querem testar a moral da cidade. Eles precisam ser coerentes de alguma forma. Isso fica evidente na cena dos barcos em The Dark Knight. Em TDKR, há uma cena em que o policial John Blake se revolta contra militares. No final do filme, insatisfeito com as instituições, sai da polícia. O filme nunca poderia referenciar Occupy Wall Street, simplesmente porque as filmagens começaram em 19 de maio de 2011 e o Occupy em 17 de setembro de 2011. Inclusive, as cenas externas (que são sempre feitas por último) na Bolsa de Valores foram feitas durante o Occupy. E o roteiro deve ter sido feito com muito antes. Não sei se Gotham City seria uma boa propaganda para os Estados Unidos. Cada um tem a sua interpretação de um filme. É complicado julgar um filme pela interpretação que algumas (ou muitas) pessoas vão ter dele. José Padilha costuma dizer que em Tropa de Elite foi chamado de fascista e, por Ônibus 174, de defensor de bandido.

    • herbo Postado em 29/May/2014 às 23:07

      AhUAhUAhUAhUhA, o anti-poder é um poder é anti-lógica, anti-matemática. "Princípio da Não Contradição Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo uma mesmo perspectiva. Ou seja, não posso dizer, por exemplo, que "A Teresa é e não é Alcacerense". Em termos de proposições: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo; Uma proposição e a sua negação não podem ser simultaneamente verdadeiras; e duas proposições contraditórias não podem ser simultaneamente verdadeiras."

  7. Thiago Postado em 26/May/2014 às 23:54

    Recentemente escrevi o seguinte no meu Facebook, um mês antes da estreia de Godzilla: "Godzilla é um monstro geneticamente modificado devido às detonações das bombas atômicas no Japão que encerraram a Segunda Guerra Mundial. A versão americana de 1998 rejeitou esse histórico jogando a culpa nos franceses pelas detonações na Polinésia Francesa durante os anos 1960-70. Independente disso, Godzilla é filhote da Era Atômica e uma das maiores criações culturais da Guerra Fria. Esta segunda característica, a Guerra Fria, é constantemente mencionada em notícias ligadas à política internacional europeia (ex: Ucrânia), ditaduras pró-capitalismo, revisionismos históricos (ex: Stalin/Fidel Castro/John Kennedy), manifestações em diversos países de política frágil (Venezuela, Brasil, Tailândia, Oriente Médio, nações da África do Norte), entre outros eventos que nos alarmam quando paramos para ler sobre eles. Sendo assim, aspirando-me no "espírito do tempo" e numa ideia ainda superficial, penso que o novo Godzilla vai além de um filme catástrofe. Ao estrear em maio, o retorno de um antigo monstro do cinema não poderia também representar a volta de um mundo sombrio que havia adormecido, enquanto achávamos que houvesse desaparecido, e resolve voltar para destruir nosso estilo de vida americanizado e nos mandar à "idade da pedra" -- como o personagem central afirma no trailer?"

    • herbo Postado em 29/May/2014 às 23:02

      a guerra fria começa depois da segunda guerra, a bomba atômica foi desenvolvida antes, volte pro colégio. Lembre que o Japão estava lutando ao lado de Hitler.

    • Luís Postado em 02/Jun/2014 às 19:52

      Godzilla foi uma reação às atrocidades dos ataques atômicos. A forma é indireta e alegórica pois na época da produção do filme o Japão estava ocupado pelos EUA.

  8. Gustavo Postado em 27/May/2014 às 00:02

    E quanto a V de Vingança, Clube da Luta, Matrix? Grandes produções contra o "sistema".

    • herbo Postado em 29/May/2014 às 23:03

      não pergunta essas coisas, dá curto nos caras... Existem dezenas de filmes tratando a Guerra do Vietnã de maneira bem ruim.

  9. Sarah Postado em 27/May/2014 às 00:14

    A uma pessoa que conhece a Revolução Francesa as referências em Batman: The Dark Knight Rises são evidentes, e esse é um dos motivos do filme ser tão poderoso. Acho a análise do Zizek leviana porque desconsidera algumas coisas bem importantes. A mensagem final do Batman é que o nosso sistema não é perfeito mas entre esse sistema e a barbárie revolucionária o primeiro ainda é melhor; quer dizer, a princípio você pode concordar que é preciso destruir primeiro antes de construir, mas quando existem vidas em jogo o preço pode ser muito alto. Esse é o dilema da Selina Kyle, quando ela percebe que várias pessoas terão de morrer para que a revolução seja bem sucedida, ela já não sabe mais quem são os bons ou os maus no final. Todo mundo parece ser mau. O Batman então é um anti-revolucionário, acima de tudo. Ele quer promover mudança porque concorda que o sistema está podre, mas ele não acha que a violência é o meio ideal pra isso (pode-se quase dizer que ele propõe uma revolução passiva no sentido gramsciniano). Não se pode esquecer que o Batman só mata seus inimigos em casos extremos (na trilogia do Nolan ele não mata ninguém), e suas ações como vigilante são consideradas por ele mesmo um mal necessário (o Bruce Wayne não gosta de ser o Batman, ele só encarna o Morcegão quando não vê outra alternativa). O Batman entra em ação para ajudar aqueles que querem acabar com a corrupção do sistema sem usar a violência (como a Rachel Dawes, o Gordon e o Harvey Dent, por exemplo), quando alguma força muito poderosa ameaça a ordem e a vida das pessoas (a Liga das Sombras ou o Joker). Se por um lado o Bruce Wayne usa sua fortuna e influência em favor do Batman, por outro ele não dá importância a sua fortuna. Não é por ela que ele luta. No final de The Dark Knight Returns (usada como referência em The Dark Knight Rises) ele finge a própria morte e abre mão de toda a fortuna e da Wayne Enterprises, e se sente aliviado por isso. Ele prefere o anonimato e as sombras, ele não se importa com dinheiro. Ele vive como mendigo por anos antes de chegar até a Liga das Sombras. Ele é um idealista e quer construir um mundo onde não é nem a máfia e nem o governo que decide o futuro das pessoas, mas sim elas mesmas. Mas o universo das histórias do Batman é pessimisya, então por mais que o Bruce Wayne se esforce para que o Batman nunca mais seja necessário e que o sistema se garanta por si mesmo, ele sempre mantém a vigilância, porque no fundo ele sabe que eventualmente o sistema será corrompido.

    • marcus vinicius Postado em 27/May/2014 às 03:58

      Exatamente a minha interpretação do filme. Acho que essa é bem mais logica que a do texto. Nao foi um triunfo do dinheiro e sim da justiça. Alcançar a prosperidade pelo caminho correto. O texto é bom mas essa parte do batman me pareceu equivocada.

    • Elias Postado em 27/May/2014 às 23:41

      Exatamente, o genocídio revolucionário adorado em pessoas como Fidel construíram o que? Prisões falidas como Cuba.

  10. Reinaldo Ribeiro Postado em 27/May/2014 às 07:12

    O seu Texto é até inteligente e faz boas interpretações , mas no fim das contas é totalmente Tendencioso , pois tem único objetivo atacar a ideologia americana. O Zizek é muito mais plural em seu guia pervertido do cinema e guia pervertido da ideologia ( o que acredito devem ter sido as fontes pra esse artigo)

    • Luchino Viscontti Postado em 27/May/2014 às 18:06

      o texto trata sobre as producoes de hollywood, queria que a analise fosse sobre o que? neorealismo italiano?

  11. Raul Postado em 27/May/2014 às 09:11

    "Ambos os personagens principais são bilionários enriquecidos com dinheiro da fabricação de armamentos para o complexo industrial-militar norte-americano e ambos são auto-proclamados defensores da justiça. " olha, pelo que sei a Wayne Enterprises não lucra desta forma... apenas avisando.

  12. Rafael Gazola Ghedini Postado em 27/May/2014 às 09:48

    WAIT...WHAT!?!?!?!?!?! Li a analise e no caso do Batman e do HdF eu discordo TOTALMENTE da sua conclusão( apesar de concordar com algumas coisas doque vc disse sobre o Bane ). A prisão que Bane destroi no filme...não era uma prisão de simples suspeitos, eram realmente criminosos, Gotham City em todas as midias SEMPRE foi representada como uma cidade corrupta e cheia de criminosos dos insanos como o Coringa até super-seres( como o Croc nos quadrinhos ), se você viu o filme sabe que fica bem claro que lá só tem realmente criminosos, não tem NINGUEM que foi preso por ser contra o regime dos EUA ou de Gotham. Não sei se você viu o mesmo filme que eu mas, tanto o Batman quanto o Tony DEIXAM de produzir armamentos e isso fica bem claro no filme, a Wayne Enterprises no primeiro estava em uma discussão de voltar ou não a produzir o mesmo, e o Bruce junto com o Lucius veta isso. No HdF o Tony tambem muda a STARk Industry de uma produtora de armamentos para uma empresa de pesquisa de novas tecnologias, tanto é que o vilão do primeiro filme tenta matar o Tony exatamente por discordar dele nisso, ele queria que a empresa continuasse investindo em armamentos e o Tony não queria, isso ficou EXTREMAMENTE CLARO no filme! Quanto ao uso de uma arma atomica no fim dos vingadores...ERA UMA FUCKIG INVASÃO ALIENIGENA!! Você queria oque?? Que ele desse flores pros mesmos?? Se formos querer ser realistas primeiro que não deveria se ter herois no filme, segundo que numa real invasão dificilmente uma B.A iria conseguir destruir qualquer tecnologia alienigena, seria uma batalha perdida. a S.H.I.E.L.D no universo dos vingadores não é uma organização paramilitar, se não me engano ela é tipo a ONU plurinacionalista e criada para lidar com super-seres e não para impor um regime americano ou algo do tipo ao mundo. Na boa....esse texto parece uma daquelas entrevistas da Miriam Leitão da Globo News que a todo o momento tenta deturpar algo ou mostrar quer o ''Brasil esta em crisi''. Eu curto pacas o Pragmatismo Politico, mas essa analise você pisaram na bola feio em algumas coisas.

  13. Gabriela Postado em 27/May/2014 às 11:17

    Ótimo texto. Parabéns. Anotei todas as referências para que eu possa me aprofundar ainda mais neste assunto.

  14. Fabio Cristovam Postado em 27/May/2014 às 11:52

    Muito interessante o texto (apesar de ser o obvio não ão obvio assim, só para olhares treinados), mas gostaria de chamar a atenção para o filme Rambo. No primeiro filme a historia é completamente diferente das demais. no primeiro filme existe uma critica aos efeitos da guerra em seus soldados e depois da forma como são tratados ao retornarem da guerra. Já no segundo e terceiro e quarto...a historia ha muda totalmente.

    • Luís Postado em 02/Jun/2014 às 19:57

      Todos os filmes da série tratam da Síndrome de Estresse Pós-Traumático e do descaso aos veteranos do Vietnã. Esse artigo é superficial e apresenta uma visão inocente do atual neoliberismo globalisado.

  15. Joe Postado em 27/May/2014 às 15:12

    Excelente texto, porém cheio de divergências, tem certeza que tu fez o teu dever de casa? Não quero discutir,mas demonstrou total desconhecimento quanto aos universos litararios citados. Você deu uma visão muito superficial, ignorou muitos fatos somente para comprovar seu ponto de vista.

    • Elias Postado em 27/May/2014 às 23:42

      O texto é fraco, quais os heróis Russos? Stalin? Obviamente que os USA irão criar heróis que se compactuam com sua visão de mundo, se a esquerda criar heróis estaremos idolatrando genocidas e bandidos em geral.

  16. Jonas Uesley Postado em 27/May/2014 às 16:32

    Eu acho curioso que durante a minha leitura, eu tenha sentido indignação com a situação, como se eu tivesse sido usado e eles fossem grandes opressores e enganadores (não que eu tenha assistido aos filmes citados no artigo). Acredito que a análise deve ser muito mais ampla que essa. Acho que no fim das contas, o que eles fizeram é no mínimo admirável. As pessoas devem se orgulhar da sua nação. Nos momentos históricos citados no artigo, em que os EUA "se aproveitaram" para cultuar a sua própria imagem, esse culto foi fundamental para o seu fortalecimento em diversos aspectos. Aqui, pelo contrário, temos orgulho de mostrar que está tudo errado. Queremos mostrar para todos que somos um povo em desenvolvimento, e precisamos da compaixão dos outros.

  17. Washington Postado em 30/May/2014 às 17:05

    É por isso que meu super-heroi favorito é o Hulk. Pobre, andarilho e sem pretenções de salvar o mundo.