Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 15/May/2014 às 12:27
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As chances dos adversários de Dilma

Adversários de Dilma: Empurrados para a radicalização pró-mudanças, eles agradam apenas a quem detesta o lulopetismo

dilma 2014
Nenhum dos adversários possíveis parece ter força para vencer Dilma Rousseff nas eleições (Divulgação)

Marcos Coimbra

À medida que o tempo passa, mais claro fica o quadro: nenhum dos possíveis adversários de Dilma Rousseff na eleição deste ano demonstra ter fôlego para vencê-la. Não é impossível que algum venha a encontrá-lo, mas o certo é que, até agora, ninguém conseguiu.

A afirmação pode soar estranha a quem presenciou a celebração de nossa “grande imprensa” nos últimos dias, a propósito da divulgação de pesquisas de institutos como MDA, Datafolha e Sensus. Em manchetes às vezes garrafais, a mídia corporativa as apresentou como reveladoras de um quadro novo, desfavorável à presidenta e propício às oposições.

Foram pesquisas a respeito de intenções de voto e avaliação do governo federal. E todas mostraram uma queda na popularidade da presidenta e do governo, acompanhada de uma redução quase idêntica na proporção daqueles que dizem pretender votar em Dilma.

Até aí, tudo natural. Se alguém está insatisfeito com o desempenho do governo, se está convencido de que as coisas não vão bem em Brasília, é lógico não desejar a continuidade. O passo seguinte é igualmente lógico: não querer votar em quem a representa.

Eleições são, no entanto, semelhantes àquilo que os economistas chamam jogo de “soma zero”, o que um jogador perde é igual ao que o outro ganha. Neles, é impossível todos lucrarem ou terem prejuízo ao mesmo tempo. Na divisão de um bolo, por exemplo, se alguém aumenta o tamanho de seu pedaço, a parte restante aos outros fica menor. Os votos que um candidato não consegue obter (ou deixa de ter) são repartidos pelos demais.

Desse modo, era de esperar que a queda de Dilma beneficiasse algum ou vários de seus adversários. Mas não foi o que as pesquisas mostraram.

Note-se: esses levantamentos foram feitos logo após o ciclo de propaganda partidária dos oponentes de Dilma. Como sabemos à luz do ocorrido em eleições anteriores, pesquisas feitas nesses momentos costumam provocar “picos” nas intenções de voto, que tendem a desaparecer com o transcurso do tempo.

Primeiro foi a vez de Eduardo Campos, que, no fim de março, usou as inserções e o programa do PSB para se promover. Depois, Aécio Neves, em meados de abril, fez o mesmo com o tempo do PSDB. Até o Pastor Everaldo, na segunda quinzena de abril, utilizou o estratagema de dizer que fazia propaganda de seu partido, o PSC, para praticar, de fato, proselitismo a favor de sua candidatura (o que a legislação proíbe, mas ninguém respeita).

Quando se consideram o contexto em que as pesquisas foram realizadas e a queda apontada de Dilma, deveríamos ter resultados favoráveis aos adversários da presidenta. Pelo que vimos no passado, a expectativa, na verdade, é que fossem muito favoráveis.

Contudo, só o tucano cresceu e em patamar modesto. O pernambucano e o pastor ficaram fundamentalmente iguais, movendo-se dentro da margem de erro. As oposições melhoraram pouco, menos do que deveriam e menos do que precisam para alcançar a candidata do PT.

A esta altura da eleição, os problemas que atingem a imagem da presidenta, do governo e do PT afetam a candidatura, mas pouco benefício trazem às oposições, apesar da ininterrupta campanha de desconstrução movida pela mídia oposicionista. O saldo? Dilma cai (apesar de menos do que seus inimigos gostariam) e ninguém sobe (de maneira significativa).

É sempre bom lembrar que, com números de popularidade e intenção de voto semelhantes aos de Dilma hoje, Fernando Henrique Cardoso reelegeu-se no primeiro turno em 1998. Em junho daquele ano, estava empatado com Lula. Na urna, o ultrapassou com folga. E era Lula e não algum candidato pouco conhecido e com imagem problemática.

Vamos fazer neste outubro uma eleição diferente. Não será de pura continuidade, como aquelas de 1994, 1998, 2006 e 2010. Não será tampouco de pura mudança, como as de 1989 e 2002. O eleitorado busca agora uma boa mistura entre as duas possibilidades.

Os adversários de Dilma, empurrados para a radicalização pró-mudança pela fúria do oposicionismo de uma parte da sociedade, do empresariado e da mídia, agradam apenas a quem detesta o lulopetismo. Afastam-se, porém, daqueles que desejam que diversas coisas mudem no País, mas têm certeza de que há muito que deve continuar. E permanecem a léguas da ampla parcela que prefere a continuidade.

Talvez por isso não cresçam.

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 15/May/2014 às 12:39

    Tucanos, cassem o horário político do PT, pois se eles começarem a comparar as duas gestões ... game over.

    • Biu Lúcio Júnior Postado em 16/May/2014 às 14:10

      O jogo é aberto, cada um que expresse o que tem de melhor. Está com medo Sr. Thiago? Está com receio de ouvir a verdade? Baba ovo da ultra direita!!!

  2. Hudson Postado em 15/May/2014 às 15:39

    No final das contas, gosto de ver a esperneada e o desespero da direita e da grande mídia, a tentar a qualquer custo mudar o foco ou alterar o humor dos eleitores e o rumo dos seus votos. Em algum momento funcionou, quando trouxeram a ex-mulher de Lula, mas aí, chegou a internet e tudo foi pelos ares. Ainda tentaram trazer atrizes "assustadas em fim de carreira", e tentaram causar pânico com a crise, mas se esquecem que o povo brasileiro se lembra de como a direita cuidos do brasil nos momentos de crise, piorando ainda mais a situação do país. A esquerda, comandada por um torneiro mecânico, manteve o país em águas calmas, mesmo em momentos de grande turbulência externa. Hoje a economia está estabilizada e sua produção está em movimentação, pelo menos a que se permite no momento. E de forma alguma vai querer voltar ao que tínhamos anteriormente `a gestão do PT.

  3. Hudson Postado em 15/May/2014 às 16:04

    E o príncipe dos sociólogos chora pois não vê uma única faixa dizendo "volta, fhc". Eu racho de dar risada. Pelo menos pra limpar o que fez.

  4. Bruno Postado em 15/May/2014 às 16:31

    O movimento volta lula teve origem dentro do próprio PT, não existe essa do "povo" pedindo. Não vi passeatas e nem nada do gênero clamando pelo Lula. Isso é movimento interno contra a candidatura da Dilma, que não está satisfazendo nem o próprio PT. O partido tem braços partidários em movimentos sociais, que nem sempre quer dizer que estão agindo a favor dos movimentos, mas sim do partido. Acho que o Hudson fala muita besteira, especialmente com esse nível de argumentação falaciosa.

    • Dado Gonsalves Postado em 16/May/2014 às 11:18

      Na boa Bruno. Sejamos pragmáticos. Não é falácia, para bem ou para o mau. O Lula ganharia com os pés nas costas e te digo mais, ganhará daqui 4 anos.

  5. poli Postado em 16/May/2014 às 12:33

    e a tucanada pira!!!!!!!!!!!!!!quero só ver qdo dilma terminar o segundo mandato dela e lula voltar por mais 8 anos (a nãe ser q eles realmente acabem com a reeleição como querem)!! fhc e seus amiguinhos tucanos vão cortar os pulsos!!! huahuahua...dilma neles!!!!!!!!!!!!!!

  6. José Carlos Postado em 18/May/2014 às 19:45

    Eu sou a favor da vota FHC... Volta FMI, Dívida Externa, Apagão, Salário Mínimo de 78 dólares, Desemprego, Inflação de 12%, Taxa de Juros de 45%, Risco Brasil de 2200 pontos, Quebradeira Geral, Falta de Crédito, serra,T asso, Álvaro, Virgílio, Yeda, mão santa, psdb, dem e pps...