Redação Pragmatismo
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Barbárie 16/Apr/2014 às 12:04
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Pai e madrasta são principais suspeitos de matar menino de 11 anos

As duas faces do casal suspeito de assassinar menino de 11 anos. Leandro Boldrini, 38 anos, e a companheira Graciele Ugulini, 32 anos, foram presos por suspeitas de matar o garoto Bernardo

Leandro Boldrini graciele ugulini
O casal Leandro Boldrini e Graciele Ugulini (Reprodução)

Para alguns, eles eram simpáticos, tranquilos e pacíficos. Para outros, na intimidade do lar, demonstravam agressividade e incômodo com a presença de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, encontrado morto em Frederico Westphalen na noite da última terça-feira. A aparente vida dupla que levava Leandro Boldrini, 38 anos, e Graciele Ugulini, 32 anos, será investigada pela Polícia Civil. O casal foi preso na noite de segunda-feira em Três Passos, onde morava com o garoto, por suspeitas de participação no assassinato.

– Jamais poderia passar pela cabeça da gente uma história dessas. Ela convivia conosco tranquilamente, era sorridente, de bem com a vida, tranquila, pacífica. Nunca teve algum incidente na escola. Que coisa absurda. Tenho filhas da mesma idade e elas brincavam juntas. É chocante, inacreditável, com letras maiúsculas. Não dá para entender o que passa pela cabeça para acontecer isso – diz a professora aposentada Elci Haas, 60 anos, de Santo Augusto, que acompanhou o crescimento de Graciele.

Mas para vizinhos e outras pessoas próximas ao casal, que pediram para não se identificar, a realidade era outra. Em casa, eles viviam discutindo e o motivo do desentendimento era a presença de Bernardo, fruto do casamento anterior de Leandro. Em 2010, a então mulher dele cometeu suicídio.

Logo depois disso, Graciele “adotou” Bernardo e passeava com o menino por Três Passos. Quando assumiu oficialmente o relacionamento com Leandro, ela teria mudado de postura. Na Primeira Comunhão da criança, por exemplo, nenhum dos dois estavam presentes.

Atual companheira de Leandro Boldrini, Graciele estudou Enfermagem na Unijuí, trabalhou em Porto Alegre e em uma área indígena no município de Redentora, noroeste do Estado. Tornou-se sócia dele na Clínica Cirúrgica Boldrini, em Três Passos, e companheira dele. Ambos têm um filho de 1 ano e três meses.

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Casal tem um filho de 1 ano e três meses

– Ela é uma mulher calma, meu Deus do céu. O Leandro também é calmíssimo, trabalha demais e não tempo para nada, nem nos finais de semana. A vida deles era dentro do hospital. Pelas atitudes dela, acho que não está envolvida. Eu não acredito, mas também não sei o que uma pessoa tem no pensamento. Esse menino (Bernardo) era um netinho para mim, vinha sempre na minha casa, me dava demais com ele – lamenta Plinio Ugulini, pai de Graciele.

Além do casal, uma terceira pessoa, amiga deles, foi presa. Em entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã desta terça-feira, a delegada Caroline Virgínia Bamberg disse não ter dúvidas do envolvimento dos três na morte. Segundo a jornalista Taline Schneider, natural de Três Passos e conhecida de Leandro, o comportamento do casal passou a ser motivo de suspeitas na cidade desde a morte da ex-mulher (mãe de Bernardo), por suicídio, dentro do consultório em que ele trabalhava:

– Nunca se falou nada de errado deles, até este episódio estranho. Na época foi um diz que diz e a comunidade ficou meio revoltada porque ele assumiu a nova mulher logo depois, como se nada tivesse acontecido. Recentemente, os comentários eram que o Bernardo sofria maus-tratos em casa.

O casal e a amiga Edelvania Wirganovicz, 40 anos, ainda não definiram um advogado de defesa, segundo a irmã de Graciele, Simone Ugolini.

O caso que abalou Três Passos

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no último dia 4, uma sexta-feira, em Três Passos. De acordo com o pai, ele teria ido à tarde a Frederico Westphalen com a madrasta para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado nas margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Leandro Boldrini é médico e atua como cirurgião-geral no hospital do município. Ele também é proprietário da Clínica Cirúrgica Boldrini. Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de um ano. Ele estudava no turno da manhã no Colégio Ipiranga, instituição particular.

Carlos Wagner e Mauricio Tonetto, Zero Hora

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 16/Apr/2014 às 12:16

    É quase sempre assim, num casal onde um companheiros tem filhos, quando este é do pai, geralmente a atual companheira não aceita, tem ciúmes. Quantos casos acabaram em morte? Não estou generalizando, mas os casos de repercussão onde ocorre mortes é sempre filho (a) do pai, e nunca da mãe, pois a mãe naturalmente protege seu filho, agora o pai, opta pela insanidade da atual companheira e parece que deixa a coisa rolar.

    • Meire Helen Postado em 17/Apr/2014 às 13:32

      Infelizmente você está generalizando sim Thiago. Com certeza não conhece casos próximos a você, para estar falando uma coisa dessas... Mãe ruins existem SIM, assim como pais ruins também. Ser do sexo feminino ou masculino não quer dizer nada! Basear-se apenas em "casos de repercussão" para dizer que os pais não se preocupam com os filhos e que as mães naturalmente protegem seus filhos é ser ingênuo ou leviano demais. Aliás, o último "caso de repercussão" foi do menino Joaquim, morto pela MÃE e padrasto... E ai??

  2. Mira Santini Postado em 19/Apr/2014 às 07:37

    Agora, todo mundo virou especialista em psicologia familiar, antropologia, psiquiatria e direito. A metodologia: ler notícias divulgadas pela isenta, profunda e preparadíssima imprensa brasileira e atacar isso, aquilo e aquele. Mas nada vai mudar no cotidiano das crianças e adolescentes brasileiros porque vivemos em um mundo cercado de pessoas insanas.