Redação Pragmatismo
Compartilhar
Esquerda 17/Apr/2014 às 14:10
117
Comentários

Rodrigo Constantino leva chinelada de Francisco Bosco

francisco bosco rodrigo constantino
Francisco Bosco (esq.) desnudou as contradições e desonestidades de Rodrigo Constantino (dir.), colunista de Veja (Pragmatismo Político)

“Esquerda Caviar”
Por Francisco Bosco

O mundo já é muito complexo e turvo para os que se propõem a compreendê-lo honestamente. Por compreensão honesta designo fundamentalmente a atitude intelectual que tem como princípio examinar quaisquer argumentos sem o preconceito ideológico que costuma obscurecer a construção coletiva do diagnóstico da realidade. Todos têm, de modo consciente ou não, posições ideológicas prévias, mas essas devem ser sempre submetidas ao teste da realidade; são pontos de partida, não pontos de chegada. Infelizmente, a atitude intelectual de Rodrigo Constantino — como demonstrou Jean Wyllys (relembre aqui), com a clareza devida, em artigo recente — é desonesta, procedendo por reduções, simplificações grosseiras, maniqueísmos sistemáticos, diversos procedimentos que agem no sentido de obscurecer o trabalho público e coletivo da compreensão da realidade (sem falar no abuso da dimensão imaginária das polêmicas — recorrendo sempre a argumentos ad hominem e ridicularizando pessoas famosas, a fim de produzir uma espécie de sensacionalismo intelectual).

Ao contrário, vou propor aqui uma leitura honesta do que considero, até onde li, seus argumentos principais na defesa da pertinência da expressão “esquerda caviar”, com tudo o que ela carrega de desqualificação. Vou fazê-lo porque julgo que por meio dessa expressão pode-se compreender melhor quais os sentidos e as possibilidades efetivas da esquerda no mundo atual.

O argumento principal de Constantino é o que a expressão sugere de cara: haveria uma contradição entre ser de esquerda e usufruir das benesses propiciadas pelo capitalismo às classes sociais mais altas. Admitida essa contradição, segue-se logicamente que os ricos autodeclarados de esquerda são hipócritas, apenas adotando o semblante de uma retórica socialmente valorizada — e que a sua diferença para os ricos de direita está tão somente em que esses últimos não capitulam a coerção social da hipocrisia.

Comecemos então por nos perguntar: o que é ser de esquerda? Sem dúvida, ser de esquerda significa primordialmente considerar a redução das desigualdades econômicas e sociais um objetivo fundamental. Isso, entretanto, não implica necessariamente adotar uma perspectiva anticapitalista utópica, seja nos moldes da experiência efetiva da esquerda no século XX ou de algum modelo a se inventar. Concordo com T. J. Clark, para quem, em vez disso, é preciso que a esquerda contemporânea faça profundamente a experiência da sua derrota, das catástrofes intoleráveis por ela produzidas, e se esvazie de sua dimensão utópica, engajando-se antes numa política moderada, operando no interior do capitalismo, “por pequenos passos”, “propostas concretas” agindo no sentido de produzir igualdade em diversos âmbitos.

Provavelmente a experiência de esquerda mais bem-sucedida no mundo hoje é a dos países nórdicos, capazes de dirigir o capitalismo por meio de um Estado pequeno, porém eficaz no sentido de promover equilíbrio social, conciliando assim os princípios do mercado e da seguridade social, da individualidade e do coletivo, em suma, da liberdade e da igualdade (como mostrou ampla matéria da revista “The Economist”, recentemente). Ser de esquerda não implica portanto um anticapitalismo sistêmico e revolucionário — concordo ainda com T. J. Clark quando escreve que, nas condições atuais, a esquerda moderada é que é revolucionária —, cuja prova pessoal de coerência seria uma espécie de franciscanismo, de resto inútil. Mas sim engajar-se, seja por qual via for, na luta pela promoção da igualdade de direitos (conforme fazem, cada um a seu modo, as pessoas desqualificadas por Constantino como símbolos da “esquerda caviar”: Wagner Moura, Regina Casé e Gregorio Duvivier, entre outros).

É oportuno desconstruir outra suposta contradição. Segundo Constantino, os membros da “esquerda caviar” costumam criticar instituições, notadamente a polícia, mas recorrer a elas quando necessário. Deveria ser escusado lembrar que a crítica é um princípio democrático de aperfeiçoamento, e não um instrumento de negação absoluta. Quando pessoas de esquerda criticam a polícia, não estão a defender sua extinção, ingênua ou irresponsavelmente; antes repudiam a sua ação hierarquizante, logo antidemocrática.

O que nos leva a um último aspecto da expressão. Ao negar a possibilidade de cidadãos de classe média e alta serem de esquerda, é nada menos que a mediação social da solidariedade o que se está anulando. Parece ser impossível para Constantino assimilar a ideia de que há pessoas dispostas a defender causas igualitárias mesmo em detrimento de suas vantagens pessoais. Mas, pasme, é precisamente isso o que, como princípio, define a esquerda.

Recomendados para você

Comentários

  1. Felipe Postado em 17/Apr/2014 às 14:25

    Grande texto. Não tenho nenhum reparo a fazer, no que diz respeito às argumentações e aos exemplos práticos e sólidos que o texto apresenta como defesa. O que, muito pelo contrário, não fazem esses colunistas fracos e rasos. Só um "post": os intelectuais e formadores de opinião, refiro-me àqueles que apresentam soluções às críticas - peculiaridade da esquerda -, não deveriam se preocupar tanto em rebater a comentários banais e corriqueiros como este colunista. Embora ciente de que inúmeros insultos vomitados nessas páginas reacionárias dão vontade de ser combatidos, penso que uma ferramenta do trovadorismo poderia ser encaixada: o escárnio. Deixa que o outro lado se debruce em questões mais superficiais e ataques difamatórios babacas nos seus discursos prontos e inúteis. Repito: grande texto!

    • Monteiro Postado em 17/Apr/2014 às 17:46

      Grande texto blá blá blá, tudo bem. Mas ainda estou esperando a tal "chinelada".

      • ANDRE FLN Postado em 17/Apr/2014 às 18:46

        Monteiro, acho que o conteúdo é mais importante do que o título. Inclusive aí está também uma característica da esquerda, se preocupar mais com a qualidade do conteúdo do que com o rótulo. Chinelada? sim, tem algumas. Talvez em quantidade menor e mais polidas do que você esperava. Mas digamos que você realmente não concorde comigo. Ok. O marketing te trouxe ate aqui, aqui nos comentários, então o título foi além da função primária dele, de sintetizar o assunto do texto, ele foi muuuito além! Foi provocador! E agora você tá puto porque foi motivado pelo sensacionalismo e chegou aqui querendo ver sangue!! sinto muito mas não teve sangue, nem fortes chineladas! Mas reflita sobre o conteúdo, não perca a oportunidade. Abraço

      • Célia S. Postado em 17/Apr/2014 às 19:17

        Isso sim é "Chinelada" ANDRE FLN! "...reflita sobre o conteúdo, não perca a oportunidade."

      • Henrique Tavares Postado em 17/Apr/2014 às 20:35

        Tô esperando tbm.

      • Alex Postado em 20/Apr/2014 às 14:27

        Chinelada moral é produzida no momento que se expoem as fraquezas dos argumentos do tal Constantino (quem?). E criticar um intelectual da Veja chega a dar depressão aguda. São limitados a uma visão de sociedade em que se acham modelares ao comportamento dos outros, ignorando o fato de que simplesmente não o são.

      • José Wilson Postado em 21/Apr/2014 às 20:18

        Se voce não viu ou sentiu a chinelada é porque voce pensa igual ao constantino e não sabe nada. E Tambem não leu o texto de Jean Wyllys ...

      • Felipe Postado em 22/Apr/2014 às 10:13

        Gurizada, não esquentem: monteirinho lacerdinha queria aparecer, como sempre, por isso comentou o primeiro post. Normal pra esse cabecinha de porongo.

      • Monteiro Postado em 22/Apr/2014 às 13:18

        - José Wilson, vais me desculpar, mas quem participa de Big Brother, para mim, não é parâmetro para nada. - Felipe, cabeça de porongo até que vai; mas Lacerda? Eu não simpatizo com Lacerda, é bem típico da esquerda rotular como "direitista" todos que não concordam com sua torcida organizada política.

      • Augusto Postado em 22/Aug/2014 às 08:41

        Ele quis dizer chinelada em um sentido diferente ao que você imaginou, provavelmente. Ser educado, ter equilíbrio, também é uma forma de dar uma chinelada.

  2. Alexandre Lopes Postado em 17/Apr/2014 às 14:38

    Deixa eu ver se entendi . Quer dizer que, entre outras coisas, o seu imposto de renda, por exemplo, irá , inexoravelmente , definir seu caráter ? Solidariedade , compaixão , empatia, etc é para quem é isento de IR ou para quem paga alíquotas baixas . Se o fisco morde, anualmente, 27,5 % da sua renda, ai você está proibido de ser bom-caráter e terá que , necessariamente, ser indiferente ao sofrimento alheio , pelo menos . Realmente, o Rodrigo é um gênio do jardim de infância de monstrinhos mimados e chatos !

    • Felipe Aristimuno Postado em 19/Apr/2014 às 11:52

      Leia o texto antes de comentar

  3. John Postado em 17/Apr/2014 às 14:40

    Postem a resposta do Rodrigo.

  4. bolsonaro da mamãe Postado em 17/Apr/2014 às 14:43

    Sabe por que coxopatas não vão comentar aqui? eles não são capazes de ler um texto desse tamanho nesse linguagem. beijos

    • renato Postado em 17/Apr/2014 às 16:22

      Boa... eles leê ,mas não entendem..

      • Rodrigo Postado em 20/Apr/2014 às 12:54

        Eles não leem, não entendem, e sequer sabem quem é Rodrigo Constantino. Quem leva a sério o que um cara desses escreve geralmente não prestam atenção no autor. Até por que duvido muito que esses caras da Folha, Veja e Etc escrevam sozinhos. A tentativa de alienar as pessoas é muito bem planejada, ou um mané desses é escolhido a dedo pra falar merda.

    • SergioD Postado em 18/Apr/2014 às 11:27

      Perfeito.

    • Rodrigo Postado em 18/Apr/2014 às 16:56

      Os esquerdopatas escrevem e interagem com todo esse linguajar rebuscado porque têm muito mais tempo para dedicar à leitura filosófica e análise psicológica: há um cara de direita pensando e trabalhando pra manter essa mamata. Não entendi o Bosco comparando esquerda com equilíbrio social. Uma coisa não tem nada a ver com a outra! A estrutura do estado deve ser igual para todos; o resto, só tem quem compra!!

    • Nathália Postado em 21/Apr/2014 às 09:39

      Ofender não soma. É justamento o tipo de comentário que seria feito pelo Rodriguinho.

  5. Carlos Prado Postado em 17/Apr/2014 às 14:46

    Se isto é ser de esquerda digo que a experiência "de esquerda" mais bem sucedida é o próprio capitalismo. Os países nórdicos só conseguem manter seus programas estatais por conta de um economia desregulada e um capitalismo crescente. Uma exceção pode ser a Noruega, mas ela está flutuando em petróleo de modo que é o maior produtor per capita.

    • Filipe Postado em 17/Apr/2014 às 18:01

      Você sabe ler? Ou ta se fingindo de burro?

      • Hermes Postado em 18/Apr/2014 às 12:54

        Existem fortes indícios de que ele não está se fazendo de burro ! O mais preocupante é verificarmos a convicção de nosso amigo Carlos Prado, em sua expressão vazia , sem a mínima análise do texto acima.

  6. Bruno Costa Postado em 17/Apr/2014 às 14:47

    Tinha falado praticamente a mesma coisa em um post meu no facebook, que diz: Se "esquerdista caviar" significar não ter horror a pobre (o que é diferente de ter horror a pobreza), nem de políticas sociais que diminuam a desigualdade de renda, mas ao mesmo tempo ser à favor do trabalho e livre iniciativa e de todos os benefícios que dela decorrem, ao final, não crescemos na guerra fria e portanto não precisamos continuar vivendo algo arcaico que nem existe mais, mas, de outra forma, o que parece é que ainda existem arcaicos pra reviver essa divisão pós guerra, na intenção de se sentirem superiores, porque não querem que pobre nenhum cheguem próximo ao seu padrão de vida. Sendo assim, viva a esquerda caviar que já mudou do século 20 pro 21 e consegue agora comer caviar, pra tristeza da direita que ainda parece estar no século 20 e vive a reclamar da falta de exclusividade em comer tal iguaria. À direita ultrapassada, só resta chorar...tsc, tsc, tsc...

  7. Paulo Postado em 17/Apr/2014 às 14:47

    Nos países nórdicos, como menciona o autor, não importa muito as definições, se é de esquerda ou direita. As políticas públicas são perenes, visam o cidadão. E não são exatamente nem obrigatoriamente de esquerda como faz crer o missivista, justificando sua própria ideologia. Quando critica-se o messianismo esquerdopata não quer o fim de ninguém, e sim que políticos não se utilizem da máquina governamental para seus próprios interesses. Um texto que nada acrescenta á necessidade patente de acabar com os discursos ideológicos e sim partir para ações mais práticas e que estão esquecidas no congresso, como a PEC 73, que pune todos os políticos incompetentes, sejam de "esquerda" ou "direita".

    • William Esquerda Postado em 17/Apr/2014 às 14:52

      Paulo, você tem CERTEZA disso? Pois eu leio muitos documentos da esquerda da Suécia e Noruega. Lá tem esquerda sim e conservadores também, o debate é acirrado. Talvez o que mude é que lá não há sabotagem de tantos lados como aqui, onde um não deixa o outro governar direito..

      • newdelia Postado em 17/Apr/2014 às 17:37

        Leia mais. Procure saber como foram esses países a um bom tempo e veja que eles são até de esquerda, mas super capitalista. Conheces algum deles? Vá lá e conheça antes de dizer bobagem.

    • Alek Postado em 17/Apr/2014 às 16:39

      Enfim, alguém que enxerga a realidade tal como ela é.

      • Fernando Postado em 18/Apr/2014 às 11:16

        "Alguém que enxerga a realidade tal com ela é". Não parece, no mínimo, algo anacrônico esse período?

  8. Bruno Costa Postado em 17/Apr/2014 às 14:49

    Outro texto que havia publicado na minha página do facebook foi quando um colunista da veja atacou uma atriz global: Eu queria saber quem não defende a propriedade privada, o império das leis, o fim da impunidade e o combate ao crime, independente do direcionamento político, ou mesmo do partido político que se tenha mais afinidade. Só mesmo a VEJA para provocar um ataque reacionário diante de uma infelicidade (assalto à casa da atriz Letícia Spiller) e tentar argumentar com isso o mal que a atriz faz à sociedade sendo à favor do social. Eu bem vejo um discurso "hipócrita e sensacionalista" da revista VEJA e não da atriz. Ainda há quem acredite nessa BABOSEIRA! Parece que é de difícil compreensão pra revista e pra seus colunistas conservadores (e portanto, de mente quadrada) que NÃO EXISTE uma fórmula direta que diz que ser a favor de diminuir as desigualdades sociais seja necessariamente CONTRA o o crescimento de empresas e do capital. A própria Constituição tem como fundamento "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais", ao mesmo tempo que prega pelos "valores sociais do trabalho e da livre iniciativa" (terminando por constitucionalizar o capitalismo reinante no país). Portanto, só o acho que o projeto de colunista que se gaba em ter escrito a "Esquerda Caviar" também deveria rever seus conceitos e escrever "A Direita Conservadora e Burra". Ser a favor de diminuir a pobreza, ou do social, ou socialismo, como eles falam, não significa ser cubano, comunista, venezuelano, chavista. Eles não pararam pra pensar que aqui é o Brasil.

    • Roger Oliver Postado em 17/Apr/2014 às 17:16

      Gostei da sua linha de raciocínio. Também acho o Constantino um babaca. E mais que isso me incomoda muito essa coisa de direita e esquerda polar. Como se todo mundo no Brasil fosse classificado absolutamente em (com o perdão das expressões) "Esquerda Caviar" ou "Reacionários". Usando a empatia e me colocando do outro lado: "Ser favorável a um mercado livre e contra a corrupção (desse e de outros governos) não significa ser conservador e burro, ou não se importar em diminuir a pobreza, ou do melhorar a condição social do país"

  9. Ednaldo Postado em 17/Apr/2014 às 14:51

    Depois de ler esse post fui procurar outros posts de Francisco Bosco na web e achei a resposta infantil de Constantino(http://oglobo.globo.com/cultura/esquerda-caviar-12208189). Fui ler os comentários do post dele e olhe o que encontrei, vejam o nível dos defensores de Constantino: "Alan - 17/04/2014 às 9:29 Ao citar os países nórdicos, esqueceu-se de um ponto importante, fundamental para a região : o inverno rigoroso, agente da natureza que há séculos promove seleção natural dos mais capazes. Aqueles que não tinham apreço pelo trabalho, pela organizacao e pela previdência sucumbiam. E assim veio se fazendo a seleção natural. E esta valorização do trabalho como fator principal de sucesso e característica básica para se analisar estes países."

    • Silva Postado em 17/Apr/2014 às 15:16

      Putz Ednaldo, eu não li isso! É sério que ainda existam pessoas com a mentalidade desse Alan????

      • Ednaldo Postado em 17/Apr/2014 às 15:29

        Silva, eu coloquei o link errado, o link com a resposta de constantino é essa aqui http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/so-resta-ao-desonesto-francisco-bosco-me-rotular-de-desonesto-e-monopolizar-as-boas-intencoes/ Inclusive tirei um print da tela.

    • Silva Postado em 17/Apr/2014 às 15:43

      Eu vi! É nauseante...O engraçado é que por "lá" não se vê respostas de leitores que pensam o contrário como acontece por aqui! Que coisa não?!

    • Elaine Postado em 17/Apr/2014 às 15:49

      hahahahahahahahaha...eu ri depois dessa viu...ai, ai...sem comentários...

    • Yure Postado em 17/Apr/2014 às 18:04

      Será que o Rodrigo Constantino responde por seus leitores e concorda com isso? E não achei a resposta infantil, foi bem clara a todo esse discurso enfeitado do Bosco que não corresponde a realidade dos fatos.

      • zejustino Postado em 18/Apr/2014 às 00:01

        Não corresponde à realidade dos fatos? Que fatos? O discurso do Francisco Bosco é "enfeitado"? Como assim? Brinde-nos com sua imensa "çabedoria" traduzindo-o ou desvelando-o para nós em linguagem "nua" ou sem enfeites. Será que a linguagem do Bosco é hermética ou de impossível acesso aos comentaristas "intelectuais" do blog do "enfant adopté" pela direita Miami?

    • Clarissa Peixoto Postado em 17/Apr/2014 às 20:59

      Fui comentar na Veja e roubaram meu log in e modificaram meu comentário. Enfim, a discussão lá é unilateral...

    • Clarissa Peixoto Postado em 17/Apr/2014 às 21:01

      Gostei bastante do texto, mas ficou com gosto de "quero mais"!

    • Carlos Prado Postado em 17/Apr/2014 às 23:59

      Putz, o cara acredita nessa coisa esquerdista de seleção natural para desenvolver um "homem superior"?

    • Cleir Postado em 22/Apr/2014 às 15:05

      Resposta Infantil? O Rodrigo Constantino rebateu todas a argumentação do tal Francisco Bosco. E ainda desmascarou a falsa tese de que a Escandinávia seria "socialista". Outro dado importante é que Rodrigo alertou para os sérios problemas que tem surgido na Suécia por conta das políticas assistencialistas. Elas estão criando uma geração de jovens vagabundos e rebeldes, que não querem trabalhar e só acham que o Governo deve dar tudo. O mesmo drama do Brasil, só que lá (ainda) há dinheiro para bancar isto.

      • Roni Postado em 28/Jul/2014 às 16:56

        o problema é que o proprio Rodrigo Constantino devia começar a trabalhar, ser economista serio, ao invés de ficar papagaiando sobre um monte de assuntos que ele nem tem ideia do que seja....

  10. Bóris Bonk Postado em 17/Apr/2014 às 14:52

    Esse Constantino é um boçal.

  11. Adriano Postado em 17/Apr/2014 às 14:57

    Pelo amor...o texto já parte de um pressuposto totalmente equivocado, sem sentido: "Sem dúvida, ser de esquerda significa primordialmente considerar a redução das desigualdades econômicas e sociais um objetivo fundamental." Assim fosse, só a ideologia de esquerda teria algum valor. Fazendo a leitura inversa, se a esquerda quer a diminuição da desigualdade, a direito quer cada vez mais a manutenção do poder e que aumentem as diferenças entre pobres e ricos. Quem em sã consciência defenderia uma ideologia estúpida dessas, pelo menos abertamente. Não nego que existe gente interessada nessa desigualdade, mas convenhamos, ninguém vai defender isso em um debate.

    • Érico Postado em 17/Apr/2014 às 15:11

      Adriano. A definição de esquerda está correta. Há sim quem defenda a desigualdade social em debates. Toda a Escola Austríaca parte desse princípio, argumentando que a busca pela igualdade social, embora tenha seu charme, desregula a economia. Para esses economistas (Ludwig von Mises, Friedrich Hayek, Carl Menger, Joseph Schumpeter, etc) o crescimento econômico tem prioridade sobre a igualdade social. Mises argumenta, por exemplo, que numa economia de livre-mercado que cresça suficientemente bem, até mesmo os mais pobres irão viver bem.

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 00:11

        Partindo de uma economia zerada todos são pobres, nascem pobres e da natureza não brotam casas para se proteger da chuva, do vento ou da neve; não brotam plantações suficientes para alimentar a qualquer época do ano todos os seres humanos; não aparecem animais prontos para serem assados aos pés das pessoas; não aparecem meios de transporte para levar as pessoas para onde elas queiram; não aparecem meios de comunicação que permita falar com um amigo ou parente instantaneamente mesmo ele estando longe e nem brinquedos, temperos, leite e mel à vontade e chovem pães frescos. A partir do momento que a economia começa a rodar algumas pessoas conseguem algumas dessas coisas e aparece a desigualdade. A desigualdade não é um problema. A pobreza é um problema. E todo combate à desigualdade só resultou em aumento da pobreza. Para mim é óbvio que o combate da desigualdade é besteira, coisa sem importância. Se for eliminada, bem. Se não for, que diferença tem? O que importa é a erradicação da pobreza. Focar na desigualdade é coisa de invejoso, que não aguenta ver um melhor. O importante é focar na pobreza, tirar alguém "da pior". Um erro que esses economistas tentam esclarecer é pensar que a economia é um jogo de soma zero. Por exemplo no poker se eu ganho fichas alguém perde fichas. Mas na economia não é assim. Se eu pego um punhado de areia e faço um vaso de vidro eu fico mais rico, tenho um vaso a mais. Porém ninguém ficou mais pobre, com um vaso a menos. Pode haver ai uma desigualdade, enquanto eu tenho pratos, copos e vasos de vidro alguém não tem nada disso? Sim, pode. Mas não é eliminando a desigualdade e atrapalhando o vidraceiro a investir na sua produção que ficará mais fácil quem não tem conseguir o seu.

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 00:24

        continuando, recomendo estudar estes autores. Discordo dessa definição de esquerda, apesar de que muitos de esquerda estejam atualmente "surrupiando" todas as bondades do mundo para a esquerda, a definição de esquerda e de direita é bem complexa. E é algo que só faz sentido após a revolução francesa, o fim do absolutismo. Já esta escola econômica não é nem de esquerda nem de direita. Apesar de muitos de seus seguidores se identificarem com a direita grande parte não se identifica. E como o Érico disse, Mises argumenta, que numa economia de livre-mercado que cresça suficientemente bem até mesmo os mais pobres irão viver bem. E é isso que importa. E não é verdade? Numa grande economia e bem diversificada haverá fartura em alimentos, armazenagem e logística para distribuí-los; haverá quem faz materiais de construção, quem os transporta, quem projeta, quem decora; haverá quem possa se dar ao luxo de viver da música, do teatro e das artes gráficas, logo muitas manifestações artísticas; haverão profissionais diversos e se alguém quiser um sorvete de mexerica, uma modeladora de sobrancelhas, um restaurante de comida tanto japonesa quanto italiana, um home-studio para gravações, um violinista, um desenhista de carros, um desentupidor de encanamentos, um instrutor de asa-delta, um disk-pastel 24 horas, uma loja especializada em selos e cubos mágicos ou uma pista de kart ela poderá encontrar.

      • Érico Postado em 20/Apr/2014 às 01:53

        Carlos, a definição de esquerda não surrupia as bondades do mundo. É fácil notar que igualdade social não é sinônimo de prosperidade, evidentemente. Pobreza generalizada ainda é igualdade social, mas não é boa. Dessa forma, definir esquerda como "ideologias que prezam pela igualdade social" não a torna mais ou menos admirável. De maneira análoga, definir direita como "ideologias que aceitam a desigualdade social ou que não objetivam a igualdade social" não a demoniza. Quem faz isso são as pessoas. Essa definição de esquerda e direita é dada não por questões morais, mas práticas. É o critério ao mesmo tempo mais simples e que mais faz sentido historicamente ao considerar discursos autointitulados (ou denominados por outros à época) de esquerda e direita no século XX e final do XIX. Alguns autores, por exemplo, preferem ver essa dicotomia esquerda x direita baseada na questão da liberdade econômica. O problema é que com isso o anarquismo de Proudhon, Bakunin, Malatesta e cia. cai na extrema-direita e isso não faz sentido histórico. Da mesma forma, colocar Franco, Salazar, de Gaulle e similares na esquerda não faz sentido histórico. Alguns ainda preferem estabelecer critérios múltiplos para pensar esse problema, de acordo com o que cada setor político valoriza: individual x coletivo, ordem x insurreição, nacionalismo x supranacionalidade, etc. Se você se sente melhor vendo dessa forma, vá em frente. Faz sentido histórico, mas é muito mais fácil, a meu ver, categorizar ideologias pelo diagrama de Nolan. Desculpe pelo comentário longo.

      • Carlos Prado Postado em 20/Apr/2014 às 23:32

        Érico, não que a definição de esquerda surrupie as bondades do mundo. É o pessoal que encabeça a esquerda de hoje que quer jogar todas as definições para o ar e reescrever tudo ao seu modo, colocando esquerda como bom e direita como ruim já "como definição". Esquerda e direita não podem ser separadas quanto à desigualdade social ou não, está é uma coisa passível de se defendida ou combatida por qualquer um dos lados. Igualdade econômica, igualdade jurídica, nacionalismo, autoritarismo... são coisas que se encaixam em ambos os lados. Não afirmei que a desigualdade é normal para a esquerda ou para a direita, desculpe se fiz parecer isso, mas não não foi o que eu disse. Conheço o diagrama de Nolan e sei como é difícil simplificar as coisas como de esquerda ou de direita. No comentário abaixo do seu o que esclareci é quanto a diferença entre a pobreza e a desigualdade econômica, não quis entrar no mérito de que é defendido, já foi defendido ou pode ser defendido pela esquerda e pela direita.

    • Ana Cordeiro Postado em 17/Apr/2014 às 15:12

      Meu caro, são nas ações e não nas declarações de governo que isso se define. E você se define nas propostas de governo que você apoia.

    • Elaine Postado em 17/Apr/2014 às 15:54

      Mas é exatamente isso que ocorre, Adriano. A direita defende uma ideologia estúpida dessas - de manutenção de abismos sociais e concentração de renda - porém não a defende abertamente, porque não dá voto. Isso se nota pelo modo de condução dos governos anteriores ao PT (sem defesa partidária, por favor), visto que somente nos últimos anos foi possível notar maior distribuição de renda, financiamento para pequenos produtores rurais e pequenos empresários, programas habitacionais (mesmo que ainda insuficientes e precários), dentre outras medidas que deram acesso ao mercado de consumo de pessoas que antes limitavam-se a sobreviver, fazendo papel de mão de obra para aqueles que tinham as benesses dos governos - banqueiros, mega empresários, etc. Ou seja, a defesa da existência de diferenças sociais significantes não vai ser feita abertamente, mas ela é realizada nas decisões governamentais que a sustentam. E é isso que os partidos de direita representam hoje.

    • Oswaldo Postado em 17/Apr/2014 às 16:32

      A Direita aceita a pobreza e a desigualdade como consequência inexorável do regime de mercado. É como a morte de civis em Guerra: ninguém defende, mas alguns, no caso em epígrafe a Direita, aceita.

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 00:40

        Isto que vocês estão descrevendo não é nada parecido com a direita política. A desigualdade pode até ser aceitada como consequência do regime de voluntariedade que alguns chamam mercado. Porém a pobreza é vista como oposta a isso. Isso já faz parte do liberalismo, que não tem fundamentos nem na esquerda nem na direita. Nem tudo é dividido em esquerda e direita. O liberalismo é uma dessas coisas, que pode ser adotado por ambos os lados. Outra coisa é o absolutismo; não é nem direita nem esquerda. A direita e a esquerda surgiram após a queda do absolutismo, os dois lados são contra aquele. O liberalismo aceita a desigualdade como algo natural e não repugnante. Já a pobreza, apesar de ser o estado mais natural - você jogado na natureza é totalmente pobre, só fica menos pobre ao acumular bens e capital produtivo - é algo combatível através da acumulação de riquezas, da poupança e do investimento. Isto gera desigualdade, pois enquanto uma tribo pode ter armazenado cereais para o inverno e não será pobre nessa época a ponto de passar fome(tá ai a poupança, deixar de consumir hoje pensando no amanhã, deixando alguém mais rico) outra tribo pode estar totalmente faminta até uma nova safra. Todavia se a primeira acumulou o bastante o bastante para que as duas passem o inverno ela pode vender parte do cereal em troca de madeira, argila, algum metal ou qualquer outra coisa. Este pagamento irá compensar o trabalho extra de plantio e colheita, a privação de não consumir antes e o trabalho de estocagem. Ai como cada um produz num ritmo, cada um dispõe de bens de produção diferentes, cada um decide poupar ou investir de formas diferentes desigualdades surgirão. O problema é a pobreza, não a desigualdade. Eu tendo uma oferta variada de alimentos para escolher não quero saber se tem alguém pagando caríssimo num pato ao mel ou sei lá o que.

  12. Carlos Bomsenhor Postado em 17/Apr/2014 às 14:57

    O que o ocorre nesses paises e um nacional socialismo encubado ( que seja) . Povos homogeneos ; quase nao ha imigrantes e ha um grande controle que dificulta ao maximo o acesso de imigrantes. Sao paises pequenos , pouco populosos e muito bem organizados. Experiencias sociais realizadas nesses paraisos jamais dariam certo num pais como o Brasil .

  13. adriano Postado em 17/Apr/2014 às 15:04

    Mais uma coisa, o autor adota um tom extremamente moderado, bem diferente da esquerda ativista. Na verdade é um discurso democrático, que não repudia o capitalismo e que é muito mais de direita do que de esquerda. Junta tudo o que é bom no discurso de direita e chama de esquerda, isso sim é ser hipócrita sr. filho de seu pai. Chamar os países nórdicos de esquerda? KKKK. Oras, não é Cuba o exemplo de nação de esquerda?

    • Érico Postado em 17/Apr/2014 às 15:47

      O autor, de fato, adota um tom bem diferente da esquerda ativista ou partidária. Só para constar. Sobre a social-democracia dos países nórdicos: However, during the 20th century, social democracy dispensed with its Marxist precepts, and thereby consciously was transformed into a moderate, anti-revolutionary, ultra-constitutional, political philosophy, and array of left-of-center political parties. Indeed, so moderate has European social democracy become that many on the left alleged that 20th-century social democratic parties became devoid of any genuine socialist content and became, instead, bourgeois reformists merely seeking to humanize capitalism on behalf of the working class, rather than replace it with socialism through the active involvement of the working class. Since eschewing its Marxist origins and outlook, social democracy has pursued avowedly socialist objectives: a fairer society with greater equality and the eradication of poverty, modest wealth redistribution (primarily via progressive taxation, whereby higher rates of tax are paid on higher salaries and other sources of income), equal treatment and respect for all citizens, including the eradication of all forms of discrimination, government regulation of the economy to ensure stability, stable growth and the creation of full employment, and a welfare state to provide free (paid for via taxes) education, healthcare, pensions, and other forms of social security for those in material need. PETER DOREY, in "The Encyclopedia of Politics: the Left and the Right - volume 1: the Left" Em suma, a política econômica dos países nórdicos, chamada muitas vezes de Estado de Bem-Estar Social, segue muitos preceitos da esquerda, embora não todos, evidentemente.

      • Leandro Postado em 17/Apr/2014 às 22:20

        Érico, se tivéssemos uma esquerda empenhada em ações como as que você descreveu, seria A ESQUERDA. Infelizmente, esta social-democracia já não existe mais. A terceira via, desde a década de 80, tomou o seu lugar. Sobrou esta social democracia que não faz mais reformas, ou melhor, faz contra-reformas. , como a do PT e PSDB.

      • Érico Postado em 20/Apr/2014 às 02:30

        Leandro, leia a citação novamente e verá que sua fala não a contradiz. Se possível acesse o artigo inteiro (caso não consiga achar me passe o seu e-mail que eu mando). A social-democracia europeia gradualmente se afastou do seu ideário marxista e essa é justamente a raiz da Terceira Via. Social-democracia no Brasil é outra coisa, que o diga o PSDB, que de social-democrata só tem mesmo o nome, feliz ou infelizmente. O PT eu já nem sei o que é, pra falar a verdade, mas com certeza não me agrada. Ultimamente tenho visto o Brasil como um exemplo da "fórmula mágica" de Zizek (não costumo citá-lo, mas enfim): "A África do Sul [substitua por "o Brasil"], quanto a isso, é só a mesma versão repetida da esquerda contemporânea. Um líder ou partido é eleito com entusiasmo universal prometendo 'um novo mundo' – mas então, mais cedo ou mais tarde, tropeçam no dilema chave: quem se atreve a tocar nos mecanismos capitalistas? Ou prevalecerá a decisão de 'jogar o jogo'? Se alguém perturba esse mecanismo, é rapidamente 'punido' com perturbações de mercado, caos económico e o resto todo. [...] Andar na direção do socialismo seria possibilidade real?" - http://www.viomundo.com.br/denuncias/slavoj-zizek.html

    • Elaine Postado em 17/Apr/2014 às 15:57

      Tava demorando pra alguém vir meter Cuba no meio...ai, ai...

      • Fernando Cavalcanti Postado em 21/Apr/2014 às 15:24

        E por que Cuba não deve ser citada? Se é este o modelo de país defendido pelo PT e pelas esquerdas deste país? O PSDB, se não sabe, tem como modelo precisamente o escandinavo, apontado como exemplo de sucesso de administração de esquerda pelo Francisco Bosco. Aliás, bem contraditoriamente, porque aqui ele defende é o PSOL, que está ainda mais à esquerda que o próprio PT de inspiração cubana. Cuba e Venezuela são os exemplos acabados do modelo de país que o PT acalenta para ser imitado pelo Brasil. Não é à toa que colocou à força o país mais ao norte do continente em seu Mercosul. Sul? Por que o notório fracasso desses países não pode servir de argumento para que se critique o PT. Se este país ainda não é uma Cuba ou uma Venezuela, é unicamente porque aqui há gente que se opõe a isso, e gente com poder real, econômico. Mas aos poucos eles estão chegando lá, se ninguém fizer nada, acabaremos todos tendo que colocar uma foto do Lula no nosso ambiente de trabalho sob pena de sermos encarcerados, como aconteceu em Cuba.

    • lalala Postado em 17/Apr/2014 às 20:39

      Penso q uma a adoção de uma linguagem mais contemporânea a esquerda é algo a se considerar. Pq devemos continuar nos pautando por uma linguagem parecida com a do início do século XX? O com outra parecida com a dos anos 1960/70? Muitas vezes alguns ativistas e a esquerda é anacrônica... pq não repensar o modo de se expressar?

  14. Isadora Postado em 17/Apr/2014 às 15:05

    O comentário do Felipe é a cereja do bolo. Realmente grande texto.

  15. Luiz Chaimsohn Postado em 17/Apr/2014 às 15:07

    Esse constantino é realmente um ser desprezível por sua reduzida capacidade de compreensão social , e por isso mesmo é preocupante que tenha tantos admiradores e como está se anunciando, o fascismo saiu do armário e se não combatermos ele virá moda e dai pra Golpe é um passo !Parabéns Francisco Bosco ! é isso ai , tal pai tal filho !

  16. Rodrigo Postado em 17/Apr/2014 às 15:46

    Esse Rodrigo Constantino é um 'idiota útil' para a direita, assim como foi Diogo Maindardi, antes de fugir do Brasil.

  17. jhonn Honorato Postado em 17/Apr/2014 às 15:51

    Eu gostaria de entender qual é o sistema econômico proposto pela esquerda que promoveria o desenvolvimento econômico efetivo de um país. O discurso da esquerda é sempre a redução da desigualdade social através da riqueza gerada pelo capitalismo, não é contraditório? O mecanismo capitalista gera as riquezas através dos mercados e promove o desenvolvimento, o Estado capacita as pessoas para alimentar o sistema. Já foi o Tempo de discutirmos ideologias, precisamos de mais praticidades e novos modelos econômicos que tenha a capacidade de estabelecer um equilíbrio sustentável e efetivo de desenvolvimento, em todos os aspectos. Penso assim..

  18. Erica Postado em 17/Apr/2014 às 15:52

    Acho que pessoas como o Bosco e muitos outros que ainda gastam seu precioso tempo em tentar criticar Constantinos etc. deveriam entender que a coisa mais importante que lhes falta é a capacidade de reflexão, e até que os obtenham nunca irão parar para escutar as críticas. Eu achava que não deveria generalizar mas ele, assim como muitos que concordam com ele não fazem um mínimo esforço para refletir, e continuam usando argumentos vazios como se fossem verdade absoluta. Espero que esse desserviço ao país pare, ou teremos várias outras gerações de conservadores ignorantes.

  19. anonimo Postado em 17/Apr/2014 às 15:53

    os argumentos do constantino são na grande maioria ad hominem, não sei onde enxergaste uma argumentação racional nisso tudo. "enaltecer bandidos", "as pessoas mais solidárias que eu conheci não eram de esquerda, mas liberais e conservadores", "Igualdade de direitos é colocar todos iguais sob as mesmas leis, o oposto do que vocês querem, com todas essas bandeiras de privilégios para as “minorias” (que, como você mesmo já disse, não precisam ser minoria numérica de fato)." se o constantino tivesse o mínimo de boa vontade, ele mesmo seria capaz de encontrar respostas para essas afirmações desprovidas de senso crítico. eu quero acreditar nisso.

  20. Pereira Postado em 17/Apr/2014 às 16:07

    Hoje em dia no Brasil se você for bem sucedido, tem estudo, não tem nenhuma história triste para contar e é integrante da classe C para cima (meu caso, modéstia a parte com IR em 27,5%), está proibido de comentar sobre igualdade social. O que eu vejo nesse texto é o que eu digo por aqui todos os dias, e por isso sou hostilizado pelos que acham que sabem alguma coisa e ridicularizado pelos jovens que ainda não sabem que postura tomar. Sou de direita sim, e apoio a igualdade social e acho alguns programas do governo Dilma bons e outros péssimos. Sou daqueles que não acha que dá pra por tudo num saco de gato, como fazem a maioria dos esquerdistas, para eles todos que são de direita apoiam a exploração das classes mais baixas. Acho que Dilma tem acertos e erros e os erros têm que serem noticiados. Outro ponto que posso destacar, é que para os esquerdistas tudo se resume à igualdade social, como exemplo, posso citar a violência: eles insistem em dizer que a causa da violência é pura e simplesmente as desigualdades, isso é um absurdo, como se a maioria das pessoas das classes mais baixas fossem criminosas, muito pelo contrário, 99 % dos pobres são honestos e trabalhadores(conseguem, mesmo com as dificuldades econômicas, discernir entre certo e errado, bondade e maldade) e pagam por uma meia dúzia de vagabundos(integrantes das mesmas classes) que se escondem atrás dos direitos humanos fazendo vítimas inocentes, dilacerando famílias e causando imensa dor em pessoas que em nada têm haver com seus problemas sociais. Volto a frisar que nem tudo na esquerda é ruim e nem tudo na direita é bom, tudo tem dois lados, há o bom e o ruim tanto na esquerda como na direita. No texto o autor está dizendo exatamente isso, quando afirma que apoiar o socialismo não é a mesma coisa que querer varrer o capitalismo do mapa, porém ele defende apenas sua ideologia, “na esquerda tem pessoas boas, já na direita não sei”. Esse site aqui mesmo, fala todo o santo dia que a direita é podre, os cristãos são ignorantes, que a VEJA os persegue sem fundamento entre outras coisas, e aí eu pergunto: Será que tudo na direita é ruim? e tudo na esquerda é bom ?

    • Eduardo Postado em 17/Apr/2014 às 16:18

      De fato é isso mesmo. Os esquerdistas são incapazes de admitir que existe gente de direita de bem. E que a filosofia da direita, por meios diferentes, busca sempre a mais justiça e a melhoria da condição humana para todos. O Constantino sempre chama atenção para esse fato a que ele chama de "monopólio das virtudes". Eu penso que é por essa razão que vemos tantos casos de corrupção e incompetência no governo federal. A esquerda se julga acima do bem e do mal e no lado certo da história. Na prática vemos que as coisas não são bem assim.

      • Oswaldo Postado em 17/Apr/2014 às 16:41

        Mencione um programa de Direita que busque igualdade ou a melhoria do todo, não de parte! É fato: a esquerda agrega a direita não. Olhe qualquer programa "social" do PSDB e veja como ele atinge minorias entre as maiorias menos abastadas(exemplo claro as ETECS).

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 00:53

        Oswaldo, enquanto sempre foi bandeira da direita a igualdade entre os homens e os "direitistas" sempre lutaram pelo reconhecimento dessa igualdade independente da raça, os "esquerdistas" eram a favor de uma sociedade superior e mais justa onde as "raças inferiores" acabariam eliminadas como necessidade do processo revolucionário. Assim o partido de direita americano foi o que orquestrou a libertação dos escravos, assim como movimentos de direita brasileiros resultaram até numa indenização para os ex-escravos recém-libertados terem direitos às terras as quais trabalhavam - indenização nunca paga por conta da queda do governo que a prometeu por revolucionários republicanos. Já sempre foi bandeira da esquerda a eugenia como forma de buscar um homem superior que formaria a sociedade justa. Nisso mataram judeus, mataram homossexuais - pois esses eram resultados da depravação burguesa -, mataram religiosos, em cada parte matou-se uma ou outra etnia e quem desaprovasse um regime. Enquanto o homossexualismo já foi mais uma das "culpas" do capitalismo os homossexuais eram defendidos pelo pai do conservadorismo. E PSDB é parte da esquerda. Não mais marxista, mas uma que se coloca como terceira via. Acreditam na social-democracia, política que outro artigo de hoje elogiou sendo aplicada nos nórdicos e a mesma que o Lula aplicou, além de ser a responsável pela crise europeia. Mas o que é uma crise econômica, certo? Só é ruim para o grande capital, né? O importante é acabar com a desigualdade...

    • Oswaldo Postado em 17/Apr/2014 às 16:38

      Infelizmente é verdade. Se a pessoa é de Direita ela prega a desigualdade como consequência do Regime de Mercado. O que pode acontecer é você ser de Centro e apoiar bandeiras de ambas as correntes.

      • Nicolas Postado em 17/Apr/2014 às 17:05

        Nao se esqueça que PSDB é um partido social democrata, ou seja, de centro- esquerda.

      • Eduardo Postado em 17/Apr/2014 às 18:33

        A direita, dentro de um sistema capitalista pleno, considera que desigualdade é justa porque as pessoas são diferentes. Tem ambições e capacidades diferentes. Assim se houver uma igualdade geral isso é injusto com os mais esforçados ou mais capazes. E dentro de um bom sistema capitalista a economia é tão próspera que mesmo os mais pobres vivem melhor que a média em um sistema socialista. Os EUA não tem sido um bom exemplo de capitalismo mas um americano pobre no Brasil estaria entre as classes B e C.

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 23:59

        Eduardo, falando nisso quando será que a esquerda proporá que todos tenham suas pernas cortadas? Há aqueles injustiçados que nascem sem, mas estou falando principalmente da desvantagem de pessoas que nascem com as pernas perfeitas mais não são capazes de alcançar um Usain Bolt. O cara ganha milhões de exploradores fascistas que só querem propagar sua marca e eu aqui tentando alcançar meu ônibus!

    • Alek Postado em 17/Apr/2014 às 16:44

      Disse tudo!

    • Gabriel Postado em 18/Apr/2014 às 00:28

      Pereira, quando os de esquerda criticam a direita, dizendo que ela se alimenta da diferença social, é pela base da ideologia em que ela está fundamentada. quando se libera o mercado para buscar o seu lucro da melhor maneira, acaba surgindo monopólio, grandes empresas e concentração de renda. o liberalismo, assim como o comunismo, são ideiais utópicos. em um mundo perfeito, qualquer um dos dois sistemas funcionaria perfeitamente. porém não vivemos em um mundo perfeito. o capitalismo tem muitas alternativas atraentes, porém não acredito que ele funcione (e por sistema funcional quero dizer um que não produza pobreza e exploração, índices de saúde fracos... me refiro por sucesso aquele sistema que atinge bons índices sociais, não econômicos) sem ser controlado por medidas socialistas, como o autor do texto mostra ao citar os países nórdicos. o melhor exemplo de país liberalista são os EUA, e eles quase quebraram o mundo inteiro por essa política (a solução veio em medidas socialistas que o governo obama teve que tomar), além de terem uma educação extremamente elitista (fazer faculdade lá é, basicamente, só para os ricos ou MUITO inteligentes/bons em esportes). EUA é o país onde mais de 1/4 da população acredita em Geocentrismo. embora eles sejam muito avançados economicamente, socialmente eles são bem atrasados. não acredito que quem é de direita defenda por definição a concentração de renda e a pobreza, apenas acho que quem é de direita não vê o plot completo. por exemplo, quando tu defende que a pobreza e as diferenças sociais não são formadores de criminalidade, esquece que bairros ricos possuem menos criminalidade que bairros pobres, que países com menor desigualdade social possuem menores índices criminais, esquece estudos que mostram que, de fato, diferença social gera criminalidade. ou seja, quando a esquerda defende que a melhor forma de acabar com a criminalidade é diminuir a diferença social (isso inclui as diferenças no tratamento que a polícia dá ao dono de carro importado parado bêbado em blitz e ao favelado que é batedor de carteira) ela se baseia em estudos e em fatos. os dados mostram que diminuir a maioridade penal não diminui a criminalidade. os dados mostram que pena de morte não diminui os casos de crimes graves. essas são todas medidas da direita e que os de direita realmente acreditam que vão resolver o problema. assim como quem é de direita vê os de esquerda como hipócritas, revolucionários de biblioteca (falam falam e nunca fazem), imaturos ("quando tu for mais velho tu vai mudar de ideia". já ouvi muito esse mantra de gente menos de 10 anos mais velho), eu vejo quem é de direita como ingênuos que acreditam em um sistema que jamais produzirá por si só uma sociedade justa.

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 10:12

        Bem, pelo jeito você desconhece o que seja direita e esquerda. A direita não tem nada a ver com isso que você começou a falar. Isto é parte do liberalismo, que pode ser usado tanto pela esquerda quanto pela direita. Já quanto ao "capitalismo" ser utópico e só funcionar num "mundo perfeito" não é bem assim. O capitalismo defendido pelo liberalismo não é um sistema político. Nada mais é que a própria economia dada de forma voluntária entre seus membros e ainda não se encontrou um meio não violento e ético que funcione, nossa lógica atual parece não permitir. O capitalismo não produz pobreza e baixa saúde. Nascendo e estando solto na natureza você tem que lutar pela subsistência e contar com a sorte para a saúde. A pobreza é o estado natural, vindo ao mundo você está apto para ser pobre: é só não ter nada. E sem "capitalismo" não há nada. Ou ai onde você mora cai pão, leite e mel do céu, os pássaros lhe trazem frutas e as árvores se fecham na ânsia de te proteger da chuva? Aqui no mundo que vivo isso não acontece. Os EUA não são exemplos de liberalismo nenhum. Eles quase quebraram o mundo por serem o oposto de liberalistas. Por pressões políticas eles obrigaram as farras dos subprimes, pelo governo financiar bancos com títulos de dívida e injeção de dinheiro permitiu que o sistema bancário fosse nem um pouco cauteloso de manter maiores reservas e avaliar melhor os riscos de suas operações. Mas pra que se o banco central tá segurando tudo mesmo? E foi isso que eles esperaram, o que demorou quando foi preciso segurar vários bancos e aprovar um trilhão. Os EUA podem ter sido exemplos de liberalismo após a fundação, mas deixaram de o ser a muito tempo. Hoje exemplos melhores seriam Hong Cong

      • Carlos Prado Postado em 19/Apr/2014 às 19:50

        para esclarecer, a esquerda pode ser definida melhor por um denominador comum de acreditar no homem como um produto do meio e numa sociedade perfeita caso se modele o meio perfeito. Assim a pobreza não é algo inerente da natureza, mas algo advindo de instituições como os bancos, as fábricas, as igrejas e templos, as escolas, uma monarquia ou seja lá o que. Já a visão de direita é mais cética quando a um mundo melhor e quanto ao homem ser puro por natureza. Acredita-se que o homem é intrinsecamente propenso ao mal e não que as instituições o corrompa. Talvez possamos dividir entre aqueles que acreditam no "bom selvagem" e naqueles que veem o "homem como lobo do homem". Logo é próprio da esquerda querer uma reforma social, fazer suas obras de engenharia social da forma como eles imaginam um mundo perfeito; assim como é próprio da direita pensar mais em responsabilidades individuais ao invés de querer dar a um homem o poder de reformar todos os outros e valorizar a igualdade quanto ao individuo diante das leis. Já quanto esta defesa do mercado e nas trocas plenamente voluntárias não é bandeira própria nem da esquerda nem da direita.

      • Carlos Prado Postado em 19/Apr/2014 às 19:51

        ...(faltou um pedaço) e sim do liberalismo. Coisa que pode encaixar tanto na esquerda quando na direita.

  21. Joerg Postado em 17/Apr/2014 às 16:23

    Ué, mas ad hominem e ridicularização de figuras (principalmente adversários) foi o que fez até agora a esquerda, pelo menos a partidária. Defender melhoras sociais a direita tbm defende, só não enxerga da mesma forma, na verdade acredita que a maioria das medidas adotadas pela esquerda só leva a um maior caos social. Chego a achar graça quando ele se refere aos países nórdicos e fala "...capazes de dirigir o capitalismo por meio de um Estado pequeno, porém eficaz...". Ora, Estado pequeno, eficaz, eu conheço esse discurso, me soa Liberal, a mesma corrente ideológica defendia pelo Constantino. Mas apesar do autor se posicionar como esquerda e dizer isso, eu só vejo a esquerda pedindo mais Estado. Essa "esquerda moderada" da maneira que descreve o autor, tá mais pra PSDB, que a maioria aqui vê como direita, mas bem.. isso é outro assunto, afinal, o PCO vê o PSTU como "direita imperialista". Bem, eu concordo com o termo esquerda caviar. não quer dizer que todo esquerdista seja, e se ele é moderado como descrito no texto, tá tomando as dores a toa. Mas o que não falta é esquerdista nada "moderado", que defende o fim da propriedade privada e a distribuição dos bens, mas desde que não seja no Macbook deles, ou seja, hipocrisia. Inclusive foi citado Jean Willys, não sei quanto a ele, mas o partido dele defende a "superação da ordem capitalista" (http://psol50.org.br/site/paginas/2/programa).

  22. Allysson W. Postado em 17/Apr/2014 às 16:26

    Excelente texto! Esse entendimento de que a esquerda contemporânea deve agir dentro do capitalismo e promover as mudanças necessárias para a igualdade das pessoas, foi muito pertinente. Sou um cidadão comum e tenho visto de fato mudanças com os diversos programas sociais, como o maior acesso ao ensino superior, pessoas saindo da pobreza, conseguindo sua casa própria, etc. Obviamente, está muito longe do ideal, ainda precisamos romper com a cultura de corrupção, prover educação básica de qualidade e acesso pleno à saúde.... Aí talvez, tenhamos um país, rico de verdade, pois, hoje apenas o Estado é rico...

    • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 00:54

      Sair da pobreza é uma coisa, desigualdade é outra. Qualquer maneira de tentar acabar com a desigualdade por vias políticas resultará em mais pobreza.

  23. Stevan Postado em 17/Apr/2014 às 17:04

    Assim como Constantino coloca rótulos, irei fazê-lo com a sua tal postura liberal, que passa a se chamar Direita Pão Com Ovo. A imponência de uma posição política colocada de forma extremamente simplória, e escancarada com esse célebre texto, o do Jean Wyllys e do Ciro Gomes, por quem afinou frente a frente. Abraços.

  24. Vladimir Postado em 17/Apr/2014 às 17:10

    Bom texto apesar de discordar da parte que diz: "a esquerda moderada é que é revolucionária "— se o movimento revolucionário radical vamos dizer assim sofreu derrotas e foi como utópico ( o que é bastante preocupante para uma análise séria e reflexiva) este modelo revisionista está ao depois dos anos 70 sofrendo um revés, ou seja a esperança que o Estado enquanto instituição consiga frear a violência do mercado e promover corretivos para promoção do bem comum, está se mostrando a cada ano uma tendência vencida..., demonstrar a ontologia de onde se assentam estes mecanismos estatais é nodal para constatar uma inviabilidade..., sobre a experiência nos países nórdicos faltou uma consideração á totalidade das constituições societárias, sem isto é deslocar a dinâmica do capital..., sem dizer que os dados da The economist não podem ficar sem critérios avaliativos assim como o movimento destas sociedades em questão.

  25. Marco Postado em 17/Apr/2014 às 17:12

    Bom texto de um social democrata. Porém, o Brasil e a América Latina não são os países nórdicos e não pertencem ao centro do capitalismo e não somos sócios privilegiados das potências hegemônicas, logo transpor para cá a realidade política de lá não faz sentido. Creio que a intenção do autor seja desmascarar a farsa que a direita monta de estarmos vivendo a velha dicotomia entre capitalismo liberal X socialismo bolschevista daí tenta mostrar que a esquerda de hoje aposta numa democracia social. Na verdade a luta na América Latina é, e sempre foi, entre nacionalismo X entreguismo. Portanto,temos que denunciar o anti-comunismo como uma falácia do espantalho quer visa imputar ás forças nacional populares programas totalitários e crimes e fracassos que não são seus.

  26. Ciro Messias Postado em 17/Apr/2014 às 18:30

    Eu nunca consegui entender direito porque a direita raivosa, comandada por Constantino, Azevedo e cia, usa sempre esses argumentos de que ser rico e de esquerda não combina. Sempre acreditei que a ideia do socialismo era a de repartir as riquezas, de modo que todos pudessem ter acesso aos bens de consumo, e não apenas alguns. Infelizmente o mundo inteiro ainda está longe disso, e o motivo disso é o neocolonialismo que as nações ricas impõe às nações atrasadas, e sequer esboçamos uma reação. E tudo isso com o aval de nossos governantes. Então ainda estamos muito longe de mudar esse cenário.

    • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 01:05

      Não todos os de esquerda acreditam nisso, mas muitos nesse site acreditam que para ser rico é porque alguém foi explorado. Assim se eu corto uma árvore, preparo a madeira, construo uma casa, pego areia e preparo copos, taças e pratos e aro a terra, planto feijão e milho e guardo num silo um estoque que permite ociar por tempos de certa forma estou rico: tenho uma casa segura, tenho alimento sem precisar trabalhar e futuramente posso apenas gerenciar trabalhadores na minha plantação e tenho alguns utensílios. Porém por alguma força misteriosa alguém que tinha uma casa passou a não ter por eu ter, outra pessoa que tinha alimentos passou a não ter por eu ter e mais alguém que poderia conseguir os utensílios iguais aos que tenho não pode mais por eu ter. Então esses esquerdistas que são ricos e pensam assim são hipócritas. Pois eles tem diversos bens e segundo o pensamentos deles eles só poderiam ter por ter explorado alguém. Logo pelo pensamento deles eles são exploradores, e exploradores que pagam de bons samaritanos para lavar a consciência. Já eu, e penso que o Constantino também - apesar de não saber o que se passa na cabeça de tal louco -, não tenho problemas com o fato de eles possuírem muito mais do que eu. Se eles não conseguiram suas riquezas por meios políticos então não são exploradores, fizeram por merecer - nem que seja dado, mas ai é entre quem deu e quem recebeu. Porém na teoria deles eles são exploradores e tudo que eles tem se deve à pobreza de outrem. É isto que o Constantino expõe: como pode eles defenderem essa teoria de explorador-explorado e se dizerem preocupados com os "explorados" quando estão em posição de exploradores?

      • Júnior Postado em 20/Apr/2014 às 13:32

        Excelente Carlos!

  27. Meu Deus ainda estao Postado em 17/Apr/2014 às 19:00

    Meu Deus alindai estao nominando princípios ideológicos quer sejam pessoais ou coletivos com estas palavras reducionista ,numa época em que avançamos por um lado e negligenciamos do outro ,enquanto houver estevesvestigmas o pensamento humano mais contundente a prova que estamos caragueijando .

  28. [email protected] Postado em 17/Apr/2014 às 19:09

    Fugindo da temática abordada no texto. O senhor constantino prega quase a totalidade da privatização das instituições públicas do país, aí incluindo o ensino e até o Ministério do trabalho, isso sem contar com a segurança. Seria até possível, se toda a população do Brasil pudesse de fato condições financeira para bancar o ensino do filho ou pudesse pagar uma empresa que lhe oferecesse segurança em casa ou na rua.

  29. Nonato Lima Postado em 17/Apr/2014 às 19:28

    O senhor constantino nada mais é do que um produto fabricado da elite Brasileira. Vive repetindo que a educação não é uma panaceia. Pode não ser uma panaceia, mas com certeza é o fio condutor que permite a um país ter indivíduos capazes de desenvolver esse país. É bom que se diga que o conhecimento desse senhor foi adquirido através da educação, mesmo que tenha sido do tipo, papai pagou eu pasei.

  30. Elias Postado em 17/Apr/2014 às 19:33

    Causas igualitárias? Cotas raciais por exemplo não fazem sentido algum, é literalmente abandonar milhares a sorte devido a um conceito vago, o estado jamais vai conseguir gerar igualdade apenas miséria igualitária ou uma ditadura sanguinária.

  31. Silvio Postado em 17/Apr/2014 às 19:58

    Embromation e gerador de lero-lero produziriam texto de melhor qualidade e com mais conteúdo. Falou, falou, falou, até citou uma fonte ou outra (pra garantir alguma sustentação via falácia da autoridade) pra no final tentar dizer que a Esquerda Caviar não existe, ou se existe, se justifica. Não, não se justifica, é hipócrita, ridícula e sim, ad hominem é pouco pra argumentar com seus representantes, já que realidade e bom senso passam longe de qualquer perspectiva.

  32. Dirceu Postado em 17/Apr/2014 às 21:18

    Imaginem a igreja (seja qual for) lendo e criticando uma revista de conteúdo erótico... Honestamente, há algum tempo tento entender o que faz uma pessoa de esquerda ler e criticar uma revista da direita (feita por capitalistas para capitalistas). Simplesmente não faz sentido! O que esperam encontrar, senão críticas à postura esquerdista, socialista ou comunista! Será que realmente acham que irão mudar suas posturas? Ó! Demos uma chinelada num reacionário! Grande coisa! Sejamos pragmáticos! Dar atenção (o pior é comprá-la) ao que essa revista diz é alimentar o próprio capitalismo!

  33. Fernando Roberto Almeida Postado em 17/Apr/2014 às 23:31

    Parabéns pelo texto. Lembro que o sr. Rodrigo Constantino preside uma instituição de direita denominada Instituto Liberal e, coerentemente com seu pensamento binário e primário, há alguns meses fez um ataque grosseiro a uma das "pessoas famosas", a atriz Letícia Spiller, cuja residência havia sido assaltada e aproveitou, no mesmo texto, para fazer propaganda de seu livro. O mesmo "liberal" também escreveu em seu blog que "o povo atrapalha a democracia". É lamentável que receba o espaço que recebe nos meios de comunicação, mas nos tempos atuais, faz todo sentido.

  34. Leonardo Postado em 17/Apr/2014 às 23:31

    Tá, pergunte para um Suéco ou Noruegues que conheça um pouco do Brasil se a "esquerda" brasileira tem alguma coisa que remotamente se pareça com a esquerda deles! Palavras bonitas com um conteúdo bem fraquinho!

  35. Raphael Postado em 17/Apr/2014 às 23:38

    Enquanto a política for pensada de modo dicotômico. maniqueísta, sectarizada entre esquerda e direita com um belo muro no meio, teremos lados opostos em um campo onde não necessariamente o jogo de opostos pode ser o ideal para a construção de um ideal em comum, a saber, a construção de um mundo melhor. Quanto tempo e energia não é dispendido em debates improfícuos, recheados de demonstração de músculos intelectuais no afã de angariar claques, massageando seus egos, buscando a propriedade da (sic) "razão", ou até mesmo ibope - afinal pessoas vivem disso - enquanto aquele lá, o ideal da construção de um mundo melhor é deixado de lado, coitado. Salvem-se quem puder.

  36. Antonio Postado em 18/Apr/2014 às 08:51

    Nao dá pra crer que alguém ainda se preocupe com as opinioes de Constantino. Um sujeito que diz que o Brasil "é mais socialista que os países escandinavos", sim, ele disse isso, tá lá no comentário dele no debate que ele tomou uma surra de chinelo do Ciro Gomes. Enfim, esse sujeito é uma piada, nao merece atencao nem da direita, nem da esquerda Apesar desse foco direto a um idiota como constantino, o texto do Bosco é muito bom e fala grandes verdades como as dos países nórdicos, que obviamente vai incomodar o pessoal da direita.

  37. Pablo Reimers Postado em 18/Apr/2014 às 15:15

    Parto de uma premissa diferente: A socialização proposta pela esquerda ao contrario do dito pelo Constantino, é a riqueza visto que a da pobreza que a pratica com muito sucesso durante séculos é o capitalismo... Neste sentido podemos então seguindo "a lógica Constantiniana" entender que existe a direita pão com ovo???!!!

  38. Manuel Monteiro Postado em 18/Apr/2014 às 17:52

    Bom, esta é uma bela conversa da treta da classe média que quer salvar a toda a força o capitalismo que oprime a humanidade...Reforma é bálsamo no hemorroidal burguês...A social-democracia é capitalismo travestido de esquerda...o caminho do capitalismo é para o fascismo e só se barra o caminho ao fascismo com a revolução...

  39. Rodrigo Postado em 18/Apr/2014 às 18:56

    Spamtantino: o eterno mimadão saco de pancadas da comunidade "Economia Brasileira" no Orkut: http://informadordeopiniao.blogspot.com.br/2014/01/um-bate-estacas-numa-nulidade.html

  40. Aliomar Postado em 18/Apr/2014 às 21:56

    Acredito que o autor do texto, no afã de desmoralizar a opinião do Rodrigo, reduziu o significado da chamada "esquerda caviar" de forma simplista e intelectualmente desonesta. Ao meu ver a expressão do Rodrigo se refere aos políticos "ditos de esquerda" que se aproveitam desta alcunha e da ignorância da nossa população para ter uma aura de aproximação com o popular, e em detrimento destes receber benefícios eleitorais. Como exemplo não posso deixar de citar José Dirceu que mudou drasticamente seu círculo de amizades. Mas o que deixa mais claro o meu ponto de vista é o caso do André Vargas.

  41. Nilson Moura Messias Postado em 18/Apr/2014 às 23:12

    O tal de Rodrigo, não tem argumentos, tem chavões, então é facilmente superado. Os direitistas são obtusos mesmos, esperam literalmente chineladas. Mas Ciro Gomes e Francisco Bosco, só precisam de tapas com luvas de pelica.

  42. Paulo Postado em 19/Apr/2014 às 12:05

    Gostei bastante do texto!

  43. Cristianoi Postado em 20/Apr/2014 às 07:59

    Para Constantino, a esquerda caviar é a esquerda que "tem voz", ou seja, os únicos que poderiam protestar contra as contradições do capitalismo são os pobres que morrerão sem nunca serem ouvidos.

  44. Zé da Silva Postado em 20/Apr/2014 às 14:17

    Pra mim o grande problema da esquerda continua sendo o mesmo problema da direita: muitos egoístas se valem de um discurso político para legitimar sua vontade de poder. Conheço vários esquerdistas que depois que ganharam uns trocados a mais abandonaram os amigos menos favorecidos. Não precisa de muita coisa para cair a máscara. Por óbvio isso não exclui as contradições do Constantino. Ele também presta um desserviço como todos os apaixonados por poder. Todos querem salvar a humanidade mas quando a humanidade bate na nossa porta, saímos correndo.

  45. Jefferson de Meneses Postado em 20/Apr/2014 às 14:50

    Como disse Paulo Henrique Amorim ao ser questionado em Porto Alegre, sobre o que pensava da revista Veja: "É o excremento sólido da maré baixa."

  46. Redegolador Contemporâneo Postado em 20/Apr/2014 às 20:51

    Já li isso antes em uma resposta do Sr Constantino; para falar a verdade, não vi chinelada nenhuma, só um emaranhado de blá blá blá, tudo para ocupar espaço: para não dizer que não fez nada! Foi tão pragmático quanto um estado burocrático: você se perde no meio de tantas formalidades fúteis... mas fazer o quê, nesses casos? se a essência do socialismo é uma burocracia macarrônica sustentada com impostos.

  47. João Pacheco Postado em 20/Apr/2014 às 23:53

    Atualmente os países nórdicos possuem um elevado índice de abertura de mercado, e por isso justamente podem ser considerados liberais (e não socialistas). Um detalhe muito importante também é que atualmente em alguns países escandinavos, serviços básicos fornecidos pelo governo estão em concorrência direta com o mercado aberto, ou seja, o cidadão pode escolher entre pagar impostos, o usar este valor nos serviços privados. No demais, tanto a opinião do Constantino quanto a suposta "chinelada" me soam apenas como politicagem vazia.

  48. Antônio Carlos Postado em 21/Apr/2014 às 13:08

    Não gosto do Rodrigo Constantino, porém isso não mim impede de dizer que a esquerda praticada segundo seus principais idealizadores, Marx e Engels e aplicada sob essa visão não produz resultados aliás, a esquerda por si só já se perde em conceitos econômicos; não pode-se produzir para fins lucrativos, desde os tempos mais remotos toda produção visa algum lucro, temos alguns países que dizem que são governados pela esquerda, no texto foram citados os países nórdicos, sim eles podem até ser governados por partidos socialistas porem vejam o que diz o texto que eles são (capazes de dirigir o capitalismo por meio de um Estado pequeno) o que não foge do capitalismo, outro exemplo pode ser dado pela China onde dizem ser um país socialista e a economia é sustentada pelo capitalismo, temos outros países como Cuba, Coréia do Norte onde as pessoas vivem de forma vergonhosa, mesmo assim não deixa de existir a desigualdade entre classes nesses países; portanto socialismo do proletariado é fachada, não existe, bem como capitalismo sem avanços sociais não existe, a produção dos bens produzidos serão aduridos por quem? temos muito blá blá blá e pouca lógica, quando se fala sobre esses assuntos.

  49. Fernando Cavalcanti Postado em 21/Apr/2014 às 14:46

    Chinelada? Só vi aí um festival de ignorância e ingenuidade. Social-democracia sueca? A Suécia não é social-democrata desde os anos de 1970, quando governos liberais começaram a ser reeleitos sucessivamente. Sua política do "bem-estar social" só foi possível no final da II Guerra, porque foi um dos poucos países preservados em uma Europa arrasada, e podia vender tudo o que produzia a preços nas alturas. Ademais, a "distribuição de renda" naquele país nunca foi melhor do que a de outros países assumidamente capitalistas, como Alemanha ou EUA. Distingue-se desses países pelo alto nível cultural de suas elites, capazes de levar à prática valores como cidadania e igualdade legal em termos bastante incomuns, que se reflete na forma como políticos vivem lá. A seguridade social, lá, hoje, não é diferente da de outros países de mesmo vulto, é algo que vem sendo relativizado ao longo dos anos, quando sua economia começou a fazer água, a ponto de a Volvo ter sido vendida para a China... E é bem engraçado ver um esquerdista brasileiro usando a Suécia como modelo. Alguém já viu PT ou qualquer partido de esquerda neste país falar da Suécia ou dos países escandinavos? É claro que não. O modelo deles, como se sabe, é Cuba, é Venezuela, é a latrina das esquerdas no mundo. É um esquerdismo tolo, vingativo, tardiamente marxista. Um esquerdismo que busca apenas a substituição de elites. As do sistema capitalista pelas deles próprios. E muita demagogia. Se esse idiota quisesse ser justo deveria então estar apoiando o PSDB, que é o único partido brasileiro que já fez referência à experiência escandinava como modelo. Mas, claro, isso ele não faz. No Brasil, PSDB é de "direita". A Suécia e seu modelo só servem de exemplo como argumento, obviamente. Não é para ser levada a sério, muito menos usada como modelo de prática política. Wagner Moura, Gregório Duvivier, essa corja toda é partidária do PSOL, talvez o partido ideologicamente mais atrasado do universo! Favoráveis a Black Blocks e à canalhada toda. Como ser um ser pensante e não denunciar essa gente? Mas, claro, todos aboletados em seus apartamentos luxuosos na Zona Sul do Rio de Janeiro. Se isso não é esquerda caviar, não sei mais o que possa ser. Para concluir, em um país realmente sério, como os nórdicos citados, Lula, Dilma, FHC, Marilena Chauí, Aécio, Eduardo Campos, etc., etc., etc., já estariam todos presos. No Brasil não existe esquerda ou direita. Existem apenas bandos que, empunhando bandeiras diversas, se agrupam para roubar — e roubar descaradamente.

  50. Rosa L. Postado em 21/Apr/2014 às 18:30

    Constantino já deixou claro que a direita, a qual ele serve fanaticamente, odeia o povo, não quer mudanças e não abre mão de seus privilégio. Mas prs dizer apenas isso Constantino e obra um discurso ideologicamente pobre, intelectualmente confuso e politicamente descartavel Más agrada aos coxinhas ignaros - que sao a base ainda mais atrasada da dorrita hidtofoba - por causa do ódio e veneno que destila

  51. Fernando Cavalcanti Postado em 23/Apr/2014 às 14:50

    Cara Rosa L. Para que eu não a chame de mentirosa e desonesta, vou dar a você a chance de tentar argumentar antes de, na próxima postagem, inevitavelmente chamá-la de mentirosa, de desonesta. Responda: 1. Em que texto Constantino deixou claro que "odeia o povo, não quer mudanças e não abre mão de seus privilégios"? Aliás, que privilégios são esses que ele detém e dos quais reluta em abrir mão? 2. Em que texto Constantino escreveu algo que remotamente possa ser classificado de "ideologicamente pobre, intelectualmente confuso e politicamente descartável". Ou rico é todo texto repleto de esquerdismo? Não consegue perceber que um texto "rico" como você quer será, no mínimo, parcial ao extremo e, automaticamente, pobre? Você revelou toda a sua indigência intelectual no momento mesmo em que escreveu isso. Que eu saiba, ódio e veneno estão muito mais presentes no discurso da esquerda. Exatamente porque lhe faltam argumentos. A coisa mais fácil do mundo é destruir uma argumentação esquerdista. A próprio realidade, a história, os exemplos humanos disponíveis, tudo colabora para que esse discurso seja destruído com facilidade, quando não se destrói a si mesmo, tropeçando nas próprias pernas. E, para finalizar, Constantino é de uma cristalina clareza, escreve em português escorreito, com raciocínio acessível a qualquer letrado. Se acha seu discurso "intelectualmente confuso", se não consegue compreendê-lo, lamento informar, mas a limitação é sua, não dele. Estude mais, leia mais, diversifique suas fontes para entender aquilo com que não concorda, pelo menos. Aliás, fará bem se começar estudando português.

    • Marcus Postado em 23/Apr/2014 às 18:27

      2. Em que texto Constantino escreveu algo que remotamente possa ser classificado de "ideologicamente pobre, intelectualmente confuso e politicamente descartável". Ou rico é todo texto repleto de esquerdismo? Não consegue perceber que um texto "rico" como você quer será, no mínimo, parcial ao extremo e, automaticamente, pobre? Você é quem deu essa impressão de que "texto rico" é texto alinhado a sua ideologia, RC é repudiado mesmo por uma parte considerável da direita. E, quando seus textos direcionam atacar alguma personalidade, eles são repletos de ad hominem e rotulações já parou pra pensar que quase todo texto dele nesse estilo ele fala em "esquerda caviar" e que isso já caracteriza um texto ideologicamente pobre?

  52. Augusto Postado em 22/Aug/2014 às 08:38

    O duro de ser equilibrado é que poucos dão ouvidos. O discurso mais fácil e assimilável é sempre o da violência verbal.

  53. Carlos Prado Postado em 20/Apr/2014 às 23:37

    Esquerda não é a oposição. Não é algo que se altera conforme altera-se o poder dominante. Talvez possamos dividir entre aqueles que acreditam no "bom selvagem" e naqueles que veem o "homem como lobo do homem". Logo é próprio da esquerda querer uma reforma social, fazer suas obras de engenharia social da forma como eles imaginam um mundo perfeito; assim como é próprio da direita pensar mais em responsabilidades individuais ao invés de querer dar a um homem o poder de reformar todos os outros e valorizar a igualdade quanto ao individuo diante das leis. A esquerda acredita que o homem é corrompido pelas instituições e é possível reformá-las ou extingui-las de modo a permitir um homem "perfeito" numa "sociedade perfeita". Já a direita é mais cética quanto à bondade natural do homem e que todo o homem pode ser mal com a oportunidade certa e fraqueza moral e que não faz sentido ficar reformando a sociedade e abolindo instituições que não é nada disso que corrompe o homem.