Redação Pragmatismo
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Capitalismo 17/Apr/2014 às 17:12
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30 mil trabalhadores que fabricam para a Nike e Adidas entram em greve

A fábrica situada em Taiwan, que produz calçado desportivo para marcas internacionais, como a Nike, Adidas e Puma, estão em greve desde segunda-feira para contestar as atuais condições de trabalho

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Os trabalhadores da fábrica taiwanesa Yue Yuen na cidade de Dongguan, uma das maiores instalações de produção de calçado do mundo, recusaram voltar ao trabalho esta segunda feira (14), em protesto contra as condições salariais, descumprimentos contratuais e a ausência do pagamento das devidas contribuições sociais.

A administração da empresa, que tinha prometido avançar com uma solução para o conflito que se iniciou em 5 de abril, quando centenas de trabalhadores bloquearam uma ponte local, anunciou na segunda-feira que só ponderaria assinar novos contratos com todos os seus funcionários a partir de 1 de maio e recusou-se a pagar as contribuições para a segurança social e os pagamentos do fundo de habitação em atraso.

Segundo a organização não-governamental (ONG) China Labor Watch, o protesto está sendo vigiado por um forte dispositivo policial, munido de equipamento antimotins e acompanhado de cães de patrulha, que se encontra disposto em redor da fábrica.

Durante uma marcha pacífica, que teve lugar na segunda-feira, os trabalhadores foram alvo de agressões por parte das forças policiais e registaram-se algumas detenções, segundo a ONG.

As reivindicações apresentadas pelos trabalhadores de Yue Yuan “refletem problemas enfrentados pela maioria dos trabalhadores na indústria manufatureira da China, e a resolução desta disputa vai tornar-se num importante precedente”, frisa a China Labor Watch.

A Yue Yuen Industrial Holdings Lda, com fábricas nos EUA, México, Vietnã, China e Indonésia, trabalha para marcas como Nike, Adidas, Puma, Timberland, Asics, Converse e New Balance, tendo contabilizado, em 2003, receitas de 7,58 bilhões de dólares e um lucro de 434,8 milhões, segundo a Reuters.

Esquerda.net

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Comentários

  1. Alexandre Lopes Postado em 17/Apr/2014 às 18:01

    Isso se chama capitalismo !

    • Carlos Prado Postado em 17/Apr/2014 às 23:50

      Sim, exatamente. Se não querem aceitar as condições que não aceitem e até tentem negociar condições melhores. Mas claro que como eles não tem um direito de propriedade do emprego, caso outra pessoa queira aceitar o emprego e a empresa queira lhe dar nada se pode fazer que não seja moralmente condenável.

      • Alexandre Lopes Postado em 18/Apr/2014 às 14:16

        Esse era o raciocínio do século XIX . Você, pelo visto , precisa de uma recauchutagem .

      • Henrique Postado em 18/Apr/2014 às 15:41

        Exato, devemos blindar as empresas e seus donos contra a ganância dos operários que tanto os abusam, respaldados pelos malditos direitos humanos!!

      • Carlos Prado Postado em 18/Apr/2014 às 23:56

        Não troco o certo pelo novo, como também não conservo o errado por ser antigo. Nem acredito que algo legal pela lei seja certo.

      • Alexandre Lopes Postado em 19/Apr/2014 às 08:27

        ????????????

  2. Rodrigo Postado em 18/Apr/2014 às 10:58

    Greve? Vixe! Não deixem Sakamoto, Dilma, Cardoso e Wagner saberem disso...

  3. deisi Postado em 21/Apr/2014 às 14:22

    Só que não Rodrigo a é que você faz parte do grupinho que vem aqui só para encher o saco ;na realidade é leitor da veja sai fora e por favor leve o monteiro e outros eu lhe agradeço muito. .

    • Rodrigo Postado em 22/Apr/2014 às 11:12

      Acho errado corrigir pessoas, quanto à sua forma de escrita. Mas, neste caso, realmente não consegui compreender bem sua redação, fazendo a ti, então, uma crítica construtiva em tal sentido, no sentido da aprimoração. Entendi apenas o "leitor de Veja" - leio Veja, reportagens do UOL, IG, A Tarde, Correio da Bahia, por vezes a Carta Capital, sempre sabendo identificar os pontos positivos e negativos de todas. Não sou como alguns, que seguem apenas um rótulo e aplaudem tudo que é publicado. No mais, alerto: não busque cercear a liberdade de expressão alheia. Não busque enxotar pessoas de determinados locais - o trânsito e o acesso é livre, sob pena de discriminação. Ao fim, aconselho: em vez de um porrete, de uma tentativa de negativa de acesso, tente contestar com dados, com argumentos. Nesse sentido, explique a diferença de Wagner quanto à greve da PM na BA, vez que, em 1992, então Deputado Federal, era solidário aos policiais, mas, agora, eleito, é contra (não sou partidário de Prisco, nem o apóio, querendo apenas entender a contradição entre dois discursos de uma mesma pessoa). Ainda, Sakamoto, este que pesadamente criticou a greve dos jornalistas da Caros Amigos (entrarem em greve exigindo pagamento do piso salarial, contrato registrado em CTPS, INSS e FGTS, bem como o respeito a direitos trabalhistas outros, mas foram sumariamente demitidos). Em vez do grande Saka criticar o desrespeito à legislação trabalhista, a exploração de empregados, criticou a greve e apoiou a demissão, questionando: "quem disse que jornalista pode fazer greve?" (sei lá, talvez a Constituição, a mesma que veda greve a militares, em que pese Wagner apoiá-la em 1992...). Assim, eu agradeço muito a você se buscar o apego à dialética, à apresentação de argumentos, pois sei que você os tem. Sei que você tem bom raciocínio, então rumemos por tal senda. Abraços e boa semana, prezada.