Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 28/Mar/2014 às 16:32
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A violência obstétrica contra as mulheres

Apesar do termo violência obstétrica ser relativamente novo, além de denunciar, muitas mães têm trocado experiências e divulgado os casos nas redes sociais para que outras mulheres não passem pelo mesmo sofrimento

Giovanna Balogh, Blog Maternar

Mulheres são diariamente vítimas da chamada violência obstétrica em consultórios e hospitais das redes pública e privada de saúde. Muitas parturientes não sabem dos seus direitos no pré-natal, na hora do parto e no pós-parto e constantemente sofrem com agressões físicas ou emocionais por parte dos profissionais de saúde.

É considerada violência obstétrica desde a enfermeira que pede para a mulher não gritar na hora do parto normal até o médico que faz uma episiotomia indiscriminada – o corte entre o ânus e a vagina para facilitar a saída do bebê . Apesar de a OMS (Organização Mundial da Saúde) determinar critérios e cautela para a adoção do procedimento, médicos fazem a prática de maneira rotineira. A obstetriz Ana Cristina Duarte, do Gama (Grupo de Maternidade Ativa), estima que entre 80% a 90% das brasileiras são cortadas durante o parto normal. “Sabemos que há evidências de que não é necessário mais cortar as mulheres. As mulheres são cortadas sem o consentimento delas e isso é uma violência obstétrica”, comenta.

De acordo com a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. Por conta do grande número de denúncias que tem recebido, o Ministério Público Federal decidiu instaurar nesta semana um inquérito civil público para apurar esses casos.

Segundo o MPF, algumas denúncias “demonstram o desrespeito” a essas mulheres. Para Ana Cristina, o número da pesquisa está subestimado pois muitas mulheres ainda não entendem que foram vítimas desse tipo de violência. Ela diz que os efeitos da violência obstétrica são sérios e podem causar depressão, dificuldade para cuidar do recém-nascido e também problemas na sexualidade desta mulher. Os tipos mais comuns de violência, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência.

A Defensoria Pública de São Paulo também tem intensificado as ações para orientar as mulheres e sobre a importância de denunciar os casos para a Justiça, a ouvidoria dos hospitais e os conselhos de classe, como o CRM (Conselho Regional de Medicina).

violencia-obstetrica

A free-lancer Marina de Oliveira Kater Calabró, 36, conta que sofreu episiotomia no parto dos três filhos e que teve dificuldades na recuperação dos pontos, principalmente, no parto do caçula, ocorrido no ano passado em um hospital particular de São Paulo. “Na primeira gravidez eu realmente não sabia que não era necessário. No terceiro parto, minha recuperação da episiotomia foi horrível, sofri pacas, demorou muito até eu conseguir andar direito”, lamenta Marina, que fez todos os partos com a mesma médica.

Outros exemplos de violência obstétrica são a infusão intravenosa para acelerar o trabalho de parto (ocitocina sintética), a pressão sobre a barriga da parturiente para empurrar o bebê (manobra de Kristeller), o uso rotineiro de lavagem intestinal, retirada dos pelos pubianos (tricotomia) e exame de toque frequente para verificar a dilatação. São comuns também os relatos de humilhações praticados por parte dos profissionais de saúde que dizem frases como “se você não parar de gritar, eu não vou mais te atender”, “na hora de fazer não gritou” e outras do gênero.

Também é considerada violência obstétrica agendar uma cesárea sem a real necessidade, recusar dar bebida ou comida para uma mulher durante o trabalho de parto ou impedir procedimentos simples, como massagens para aliviar a dor e a presença de um acompanhante na hora do parto, que pode ser o marido ou qualquer pessoa da escolha da parturiente.

Segundo os relatos do MPF, muitas mães são amarradas e obrigadas a ficar deitadas durante o trabalho de parto quando é comprovado cientificamente que, para minimizar os incômodos das contrações, a mulher deve se movimentar e ficar na posição que se sente mais confortável para parir. Mães que são impedidas de ter contato com o bebê e amamentá-lo logo após o parto também podem denunciar os profissionais de saúde.

Além de fiscalizar as entidades de saúde que estão desrespeitando os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres, o MPF pretende divulgar a ocorrência das práticas indevidas durante o trabalho de parto, bem como os direitos das parturientes. As procuradoras da República Luciana da Costa Pinto e Ana Previtalli, responsáveis pela instauração do inquérito civil público, defendem que as mulheres precisam ser informadas para que possam cobrar dos profissionais que as atendem a assistência digna e baseada em evidências científicas já estabelecida pela OMS. Os casos podem ser denunciados no site do Ministério Público Federal.

AÇÕES NA JUSTIÇA

A advogada Priscila Cavalcanti conta que entrou com várias ações na justiça por conta dos maus-tratos sofridos por suas clientes. Além de processar o hospital e o profissional de saúde envolvido, em alguns casos o plano de saúde também é incluído na ação. “Usamos o respaldo de que o médico consta da rede credenciada e deveria ser melhor qualificado ou estar mais a par das evidências”, comenta. A advogada, que se especializou nesse tipo de ações, aconselha as mulheres a tentar reverter o quadro no momento, quando isso é possível.

“Toda mulher tem direito a um acompanhante da sua escolha na hora do parto, então, ela deve se informar de seus direitos para exigir na hora do parto”, comenta. Ela ainda aconselha as pacientes a prestar atenção nos nomes de quem está praticando a violência obstétrica e, após a alta, pedir o prontuário da mulher e do bebê. “Depois, o ideal é escrever o relato do que aconteceu, com riqueza de detalhes, e procurar um advogado de confiança, para que possam ser tomadas as medidas legais cabíveis”, orienta.

A cidade de Diadema, na Grande SP, foi pioneira ao criar, no ano passado, uma lei contra a violência obstétrica na rede municipal de saúde.

RELATOS

Apesar do termo violência obstétrica ser relativamente novo, além de denunciar, muitas mães têm trocado experiências e divulgado os casos nas redes sociais para que outras mulheres não passem pelo mesmo sofrimento. Desde março do ano passado, a fotógrafa Carla Raiter, 31, coleta histórias e registra imagens de mulheres que foram vítimas na hora do parto. Com o projeto “1:4 Retratos da Violência Obstétrica”, ela mostra de forma anônima o sofrimento dessas mulheres.

Ao receber o relato, ela faz uma tatuagem temporária que é aplicada na pele da mulher que será fotografada. Confira nas imagens a seguir o que passaram algumas mulheres no momento que deveria ser o mais feliz de suas vidas. E você, já foi vítima de violência obstétrica?

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 28/Mar/2014 às 17:03

    Se eu fosse ditador iria baixar uma lei que Cesária só em casos extremos. (É fácil homem dar palpite pois nem sabemos a dor do parto! kkkkkk). Não vejo nenhuma vantagem nesta prática para a mãe, pós operatório terrível, riscos da cirurgia, tudo de ruim. Caiu na mão desses hospitais particulares, eles enxergam no paciente um cifrão $, e não uma vida.

    • Carlos Prado Postado em 28/Mar/2014 às 19:30

      Um reflexo do desrespeito ao privado no país. Se não o fosse um médico desses não faria algo que o paciente não quer. Até para não ser processado. Thiago, se o médico estivesse enxergando um cifrão mesmo não arriscaria fazer algo que pudesse tirar a grana de suas mãos. O certo seria não pagar e boicotar um médico desses.

    • Bruna Postado em 29/Mar/2014 às 14:47

      Eu concordo com você Thiago, acredito que cesária deveria ser em casos extremos quando o neném é grande demais e irá causar sofrimento à mãe e à ele, ou em casos onde a mãe corre o riscos assim como o neném também, estou grávida de 7 meses e meu médico todo sem jeito me perguntou se eu tinha algum preconceito com parto natural, eu disse que não que eu prefiro pois a recuperação é muito melhor, o que acontece é a falta de informação e preconceito das futuras mamães, sempre quando me perguntam eu digo que quero parto normal todos me olham como uma Alien kkk'

      • Fabiane Postado em 29/Mar/2014 às 22:02

        Bebê muito grande não é indicação de cesárea. Leia o blog da dra. melania amorin.http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

      • Thiago Teixeira Postado em 30/Mar/2014 às 10:30

        Fabiane, tem também o problema do bebê grande e caixa pequena da mãe! Ai geralmente eles recomendam a Cesária.

      • Thiago Teixeira Postado em 30/Mar/2014 às 10:38

        Que bom Bruna, sucesso e tudo de bom para a sua gestação. Depois conte a esses (as) acéfalos (as) as vantagens do parto normal!

      • Edemar Motta Postado em 01/Apr/2014 às 16:17

        Desde o século passado médicos, ou perguntam "sem jeito" se quer parto natural ou não. Outros de dizem partidários do parto natural durante todo o pré, mas na última hora "surge um probleminha" a levar ao cesáreo. Prestenção nos horários do parto, a quem são convenientes. É preciso severa supervisão em cima de alguns atos médicos.

      • Lucimara Postado em 01/Apr/2014 às 23:01

        Tive dois filhos de parto normal e recomendo. A dor é totalmente suportável e a recuperação é ótima, mesmo tendo tido filhos considerados grandes( 50 e 56 cm), recuperei-me muito bem nos dois casos.

      • lucineide lima Postado em 03/Dec/2014 às 16:56

        Poxa pessoal eu queria tanto um parto normal pq dizem q quem nao sente a dor nao sabe o que é ser mae, mas sofri muito na hora do parto pq tomei a injecao q aumenta as contrações e minha filha ficou se debatendo dentro da minha barriga e dpois de muito sofrimento e sem sair de dois centímetros de dilatação os medicos descobriram q meu eixo eh fechado e por isso nao tinha passagem fui p mesa cirúrgica me batendo com principio de eclapse amarraram meus pes e a minha cabeca á mesa de cirurgia e quase perco minha filha pois ela ja estava sem liquido e por conta disso ela nasceu toda roxa mas eu aconselho tbem um parto normal pois mesmo fazendo cesárea sentir muita dor e se tivesse feito normal serua mais tranquilo

    • Laura Damasceno Postado em 30/Mar/2014 às 22:59

      Thiago isso que foi relatado acima não é de uma cesária, e sim de uma tentativa mal sucedida de um parto normal.

    • Ana Carvalho Postado em 03/Dec/2014 às 13:49

      Olha mudei muito a minha opinião sobre este assunto... Sempre fui revoltada com o excesso de cesáreas e frustrada por não ter feito Parto Normal. Hoje em dia quem é de Classe Média é obrigada a fazer cesárea, então 95% das minhas amigas e parentes tiveram cesárea. Pois bem, está ocorrendo, no meu grupo social, um empodeiramento das mães que estão procurando médicos especializados, insistindo, ou até mesmo brigando para conseguir ter o Parto Normal. Pois bem, nos últimos 6 meses, tenho duas pessoas próximas que perderam os bebês no parto, por conta da demora para realizar o parto. Uma delas é minha prima e foi muito triste, pq ela era militante do PN, com postagens no facebook, etc.. E foi comprovado que a não realização da cesárea causou a morte do seu bebê... Poucos meses após o incidente a polícia a procurou para depoimento, visto que a médica estava sendo processada, já que houveram mais 5 mortes com essa médica, após a sua bebê falecer. O que quero dizer com este relato é que deve-se ter muita cautela antes de sair em defesa desta bandeira. Tenho muitas conhecidades que são mães - quase todas via cesárea - onde tudo deu certo. Hoje em dia, pela minha experiência não arriscaria um PN... Mas confesso que não sei o que pensar...

    • Merielle Postado em 03/Dec/2014 às 14:19

      Essa semana em Guarapuava pr uma mulher deu entrada no hospital as 6 da manhã e só as 20horas se convenceram que o parto normal não aconteceria. Sua filha nasceu morta depois de um dia todo de tortura para evitar uma cesariana. .. a violência obstétrica é muito maior que pensamos

    • Dayane Postado em 03/Dec/2014 às 14:55

      Vc tem toda a razão. Tenho 3 filhos, os dois primeiros de parto normal o terceiro foi cesarea por escolha e não necessidade. .. e me arrependo mt Prefiro ter dez filhos de parto normal do q um de cesarea. Tudo é diferente, o pós operatório é horrivel odiei... pelo menos tudo correu bem, meu bebê nasceu bem e minha cicatriz nem aparece direito, mas tenho amigas q cairam na mão de açougueiros e tem cicatrizes horríveis.

    • Penélope Postado em 03/Dec/2014 às 15:43

      Não é bem assim, a vontade da mulher tem que ser respeitada.

    • Cecília Postado em 03/Dec/2014 às 16:12

      No público também gente! O médico ameaça! Pais de primeira viagem o que fazem? Manda operar. Acabamos de passar por isso... Acredito que nossos médicos não sabem 1/3 do que as parteiras sabiam há 30 anos atrás...

  2. leandro Postado em 28/Mar/2014 às 22:47

    tem que ter muita coragem pra parir, admiro as mulheres, e abomino as abortistas.

    • caro Postado em 29/Mar/2014 às 14:45

      leandro necesariamente quem faz um aborto e MULHER. Nao me sorprende um homem negando o dereito basico de toda mulher a decidir sobre ser mae ou nao. Uma sociedade sem aborto legal e gratuito e uma sociedade onde a mulher e discriminada e obrigada a um papel de incubadoranao se importando de seu desejo ou nao.

      • Rebecca Postado em 30/Mar/2014 às 10:54

        O direito da mulher decidir quando, e se quer ser ou não mãe é legítimo, porém, interromper a vida de um filho pq depois que engravidou acha que não é a hora, isso é crime, e digo mais, é covardia! É inaceitável o descarte de vidas indefesas. Não quer, ou não estar pronta pra ser mãe? PREVINA-SE, ou melhor, feche as pernas. O feto não é uma extensão do corpo da mulher, como as unhas e cabelos que vc corta quando quer, o feto é uma vida, e ninguém tem o direito de interromper a vida do outro.

      • Taio Postado em 01/Apr/2014 às 11:44

        Passo curtir mil vezes!

      • CLÁUDIA Postado em 03/Dec/2014 às 12:30

        A ESCOLHA ENTRE TER UM FILHO OU NÃO É FEITA ANTES DE GERÁ-LO. NÃO MATANDO-O

      • Beatriz Postado em 03/Dec/2014 às 14:18

        Se quem tivesse que parir fossem os homens, certamente o aborto já teria sido legalizado e e estaríamos vivendo com uma subpopulação.

      • júlia Postado em 03/Dec/2014 às 14:19

        A mulher tem que ter sim a escolha sobre seu corpo! Os métodos anticoncepcionais não funcionam 100%, e muitas vezes falta informação para elas. Se vocês abominam o aborto, simples: NÃO FAÇAM! Mas negar a escolha às demais é errado. No Brasil o aborto é feito centenas de vezes diariamente apesar da opinião de vocês, a mulher que aborta não vai ligar para sua opinião. Por isso o aborto TEM que ser legalizado pois ele é feito clandestinamente e desse jeito as mulheres pobres morrem! Veja, só as pobres pois as ricas vão em ótimas clínicas e fazem um aborto seguro.

      • julia Postado em 03/Dec/2014 às 14:24

        Acho engraçado como a "vida" de um feto sempre vem antes da vida de uma mulher desenvolvida. Vocês são tão hipócritas! Quando a mulher está grávida fazem de tudo para defender um feto mas quando a criança realmente nasce que ela e a mãe se fodam, não é mesmo? Pra vcs é melhor que uma criança nasça sem o amor dos pais e sem condições de vida pq os pais não tem como criar né? Desde que nasçam! Depois olham torto pra crianças de rua e não fazem nada para ajudar... bando de hipócritas!

    • Victor Postado em 29/Mar/2014 às 17:50

      leandro, você está errado. filhos nem sempre são uma escolha, nem do homem, nem da mulher... do mesmo jeito que muitas coisas na vida não são uma escolha. você não ia querer que o seu direito de escolher o que fosse melhor para você lhe fosse negado, estão não deveria negar o direito de escolha de ninguém, nem contribuir para que este seja negado. você não precisa concordar, precisa aceitar.

      • joyce Postado em 30/Mar/2014 às 11:32

        Victor, antes disso vc teve a escolha de transar ou não sem preservativo, pq tem escolhas que fazemos que não se pode ter uma segunda chance, essa é uma delas. Depois de feito é arcar com a responsabilidade de uma escolha sua.

      • TAmira Postado em 01/Apr/2014 às 13:28

        Victor. É uma questão de escolha sim! Dar sem camisinha ou não toma as devidas precauções é uma escolha!!! Então nesse caso não tem direito a aborto porra nenhuma! Se não queria ter filho fizesse o bagulho certo, com as devidas precauções!

      • Daiana Postado em 03/Dec/2014 às 13:53

        Vc pode escolher não ter o filho, é só se prevenir. Eu transei sem camisinha mas tomei a pílula do dia seguinte e acabei engravidando. Eu não queria ter um filho naquele momento, mas nem por isso abortei, se eu realmente não quisesse engravidar eu teria usado camisinha ou não ter tido relação, já que eu estava desprotegida.

      • Maíra Postado em 03/Dec/2014 às 16:42

        E quem toma pílula anticoncepcional e engravida mesmo assim? nenhum método contraceptivo é 100% eficaz gente, nem a camisinha. O que garante que você não vai engravidar é ficar sem sexo rs. Não podemos julgar ninguém sem nunca ter passado pela mesma dor.

    • Mulher Postado em 31/Mar/2014 às 11:52

      Sou mulher e concordo com você! Quem aborta comete assassinato e ponto! Nem todo mundo escolhe ser mãe, mas isso não dá o direito de matar uma criança inocente que também não teve escolha!!!!

    • Carol Postado em 15/Nov/2014 às 16:58

      Uma mulher brasileira que escolhe o aborto sabendo que a cada 2 dias 01 mulher morre durante o procedimento não é uma criminosa, nem covarde, é uma desesperada... Não a julgo porque só ela sabe sua realidade a ponto de arriscar a própria vida em um procedimento clandestino.

      • Cris Postado em 03/Dec/2014 às 14:33

        Carol, melhor comentário que eu ja ví. Parece que as pessoas não percebem que o aborto é muito mais complexo do que uma simples decisão da mulher de não ter filho porque não se preveniu antes.

    • Caio Borrillo Postado em 03/Dec/2014 às 15:32

      E eu abomino homens que admiram mulheres, mas esquecem que elas é que praticam o aborto. Seu comentário é tão sem sentido que acho que nem você mesmo entendeu. Quem manda no corpo da mulher é ela mesma, única e simplesmente. Sua opinião sobre aborto é completamente irrelevante.

  3. Daniela Postado em 29/Mar/2014 às 14:47

    A reportagem não é sobre aborto. Mas sobre violência durante o parto. Não se trata de coragem ou não de parir, pois o parto não deve ser mais doloroso que o inevitável, e as práticas adotadas por mais profissionais causam mais dor. Essa é a questão. Mulher que pratica aborto é mulher. Da forma que você falou, parece que não. Vê se amadurece, menino. O aborto deve ser reconhecido com um direito. O direito da mulher de dispor sobre o próprio corpo.

    • jessica Postado em 31/Mar/2014 às 02:39

      realmente e uma escolha usando camisinha e outras forma depois de engravidar ja e outra escolha matar seu filho ou nao aborto nao passa de uma palavra branda para homicidio nao vejo diferença e facil opina quando ja e nascido grato pela nossa mae nao ser a favor de aborto porque se nao nao teria ninguem pra opina a favor ou nao ne quem e a favor do aborto nunca deve ter visto video de aborto grito silencioso como o bebe tenta fugir da faca a boquinha abrindo desesperado aqui no japao e liberado o aborto e onde tambem as mulheres mais sofrem de depressao e tem muitos filhos deficiente pois o aborto nao so mata seu filho mas destroi seu utero sofrem passa direto na tv a preocupaçao deles pois tem mais velhos do que bebes nascendo impostos caros tentam de varias formas incentivar para ter filhos mas como voce disse e o direito da mulher dispor sobre o corpo e privar da maior felicidade que e ter filhos ..

    • Daiana Postado em 03/Dec/2014 às 13:57

      Eu não correto o aborto e tbm não tenho dó nenhuma da mulher que faz esse procedimento.

  4. Tatiana Pereira Postado em 29/Mar/2014 às 14:59

    Ainda bem que "Deus não dá asas a cobra" Thiago, pois você está criticando um ato de violência praticado pelos médicos que impõe a gestante ter um parto de acordo com a vontade dele, e, diz desejar ter o poder para impor que toda gestante faça o parto normal. E onde fica o direito de escolha da gestante?

    • Carlos Prado Postado em 29/Mar/2014 às 17:08

      Pelo jeito não existe. Cada um parece saber muito bem com o outro deve viver. Tão bem que se acha no direito de obrigá-lo a fazer o que o tão iluminado acha certo.

  5. gil assumpção Postado em 29/Mar/2014 às 15:27

    Alguém aí sabe para que serve a episiotomia? O que é ruptura de períneo?

    • Mariana Lima Postado em 29/Mar/2014 às 16:09

      Gil assumpção, a episiotomia é um corte que se faz na diagonal da saída vaginal para facilitar a passagem do bebê num parto em leito tradicional hospitalar. Ele, diz-se, ajudaria a previnir a laceração prejudicial do períneo que é aquela passagem de tecido mais firme que separa, divide, o canal vaginal do canal anal.O problema não é a episiotomia por si, mas a forma como ela é aplicada, de maneira relapsa, como claramente foi a da foto no artigo, lá em cima, onde se vê atrás do bumbum da moça um corte muito grande e desnecessário que chegou a ficar abaixo do bumbum e com um centímetro onde cicatrizou porque o corte foi mal feito e a costura foi feita como o nariz do profissional(?) de saúde que a fez.

      • Murilo Postado em 30/Mar/2014 às 10:52

        Mariana, vc realmente acha que aquela marca é de uma episiotomia? Kkkkkkkk

      • Fabiana Postado em 01/Apr/2014 às 10:26

        Corrigindo, Mariana Lima: o problema é a episiotomia sim. Cada vez mais as evidências indicam que ela não serve de nada. Lacerações graves ocorrem porque os médicos obrigam a mãe a ficar deitada, pressionam a barriga, mandam fazer força, aplicam ocitocina sintética acelerando o trabalho de parto etc... Em geral, as lacerações que podem ocorrer em trabalho de parto normal são pequenas e não lesionam de maneira tão profunda como a episiotomia. Em grande parte dos casos nem de pontos precisam. Episiotomia sem indicação precisa (se é que há alguma) é mais uma forma de violência obstétrica.

    • Marcia Edo Postado em 29/Mar/2014 às 20:16

      Só esclarecendo: o bebê é um ser humano em desenvolvimento portanto deve ser respeitado como tal. Ninguém pode matar um filho depois do nascimento, por que pode matar antes do nascimento e não ser crime? Melhor evitar a gravidez com métodos que respeite a vida e a mulher.

      • jessica Postado em 31/Mar/2014 às 02:48

        voce tem toda razao marcia mas pelo jeito o povo que tem essa opiniao pensa que o bebe antes de nascer deve ser um objeto ou algo parecido, esquecem que tem escolha sim de nao engravidar usando preservativos ninguem deve ter visto o video do grito silencioso onde o medico filmou o aborto para mostrar essas pessoas que sao a favor do aborto que bebe sente dor e uma vida dentro do utero mesmo nao ter nascido ainda o bebe foge da faca e na hora que dilacerado seu bracinho perninha faz uma expressao de desespero acredito que se desse para ouvir seus gritos deveria ser terrivel e facil opina quando ja e nascido aqui no japao pelo resultado do aborto que alem de matar seu filho destroi o utero e quando a mulher acha que ta pronta para ter filho com o utero machucado tem muitos deficientes pelo abortos passados e tem tido uma grande preocupaçao pelo fato de ter muitos e velhos e nao ter bebes nascendo mas como ja disse e facil ter alguma opiniao quando ja e nascido

      • Taio Postado em 01/Apr/2014 às 11:54

        Se o machismo não fosse uma realidade e se tivéssemos plenas condições sociais garantidas por direito de criar os filhos quem sabe vc não estaria correta. Mas mesmo assim existem critérios para aborto. E essa discussão do feto tem mta influência das ideologias reacionárias religiosas... Mas enfim. A discussão q não tem polêmica eh sobre o parto neh?

      • Daiana Postado em 03/Dec/2014 às 14:00

        Certíssima!!!

    • Martha Postado em 29/Mar/2014 às 21:35

      Gil Assumpção, veja esse link, explica "para que serve" a episiotomia. http://adeledoula.blogspot.com.br/2013/01/episiotomia-mutilacao-genital-brasileira.html

  6. raissa torres Postado em 29/Mar/2014 às 16:25

    meu problema não era a placenta! era a idade, era o aumento de peso na gravidez, as ameaças de que eu poderia trazer uma criança doente ao mundo, que eu me tornaria diabética mesmo com a taxa de glicose normal. que pelo aumento de peso teria pre-eclampsia, mesmo tendo até o momento da cesária pressão 9/6. O meu bebe era grande demais, ainda diziam! eu poderia não ter dilatação, 10 antes do previsto a medica fazia o toque e dizia que não sentia a cabeça da criança! DEZ DIAS ANTES. eu tremia da cabeça aos pés, eu senti mais pavor do que felicidade no dia que meu filho nasceu. sem concentração no momento, desesperada por que teria que fazer anestesia, desesperada pelo corte, desesperada e desprezada! sem ter com quem dividir, sem ter quem me ajudasse, quem me ajudasse! Esse assunto sempre me toca e me tocará!

    • Adrienne Lisboa Postado em 29/Mar/2014 às 23:18

      Passei por problemas semelhantes. Também 10 dias antes do previsto fiz a cesárea do meu filho mais velho, pois o bebê "não havia encaixado". A placenta era grau 3, o bebê estava bem, e me vi, mesmo assim, obrigada, pressionada por todos os lados - médico e família - a não por a vida "da criança" em risco. Em nenhum momento parei para pensar que este procedimento pôs a minha vida em risco também! Fiz a cesárea, foram dores pós-parto terríveis, na coluna, onde havia feito a aplicação da anestesia, e na cirurgia, que me impediam de cuidar direito do meu menino. Na segunda foi pior: meu marido não pode me acompanhar na hora do parto, não tinha como ver minha menina sendo cuidada, pois a levaram para a sala ao lado, e eu só ouvia seu choro, quase desmaiei quando subiram em mim para empurrar a bebe pra baixo, e, depois disso tudo, pontos dolorosos na hora de retirar, dias mais tarde. Acontece que 9 meses depois, sentindo ainda muita rigidez e dor no local da cirurgia, achei que havia um pêlo pubiano encoberto pela cicatriz. Tentei tirá-lo sozinha, e mesmo sabendo que poderia acontecer algo ruim, qual não foi minha surpresa quando 9 cm de SUTURA ainda estavam ali!!! Fiquei tão abalada que nem pensei em guardar, buscar meus direitos... eu só queria esquecer de tudo aquilo que passei... Não recomendo a ninguém passar por quaisquer procedimentos sem saber de seus direitos e lutar para assegurá-los!

    • Luiza Postado em 03/Apr/2014 às 10:16

      Só queria dizer que eu me solidarizo com a sua dor... Espero que você e seu filho estejam bem.

  7. Lyquia Postado em 29/Mar/2014 às 20:04

    O parto cesariana pode ser muito tranquilo, muito melhor que o nervosismo e a ansiedade da dor no parto normal. Minha experiência não foi boa com meu primeiro filho. Não tive passagem e fiquei nervosa. Apoiei a decisão da médica em partir pra cesariana. A recuperação foi ótima. Quando so meu segundo filho, não pensei duas vezes pra agendar a cesariana. Foi melhor ainda. Para fazer uma plástica, cujo pós-operatório é bastante dolorido, ninguém questiona, agora quando a mulher escolhe a cesariana que é menos sofrido pra mãe e pro bebê, as pessoas reclamam. Não dá pra entender. Falta esclarecimento sem preconceito e entendimento que esta é uma opção da mulher, para ambos os casos.

    • pamela Postado em 30/Mar/2014 às 10:16

      Cesarea nao é menos sofrivel para mae, nem para o bebe. Ambos correm muito mais risco de vida. Cesarea é bom em casos realmente necessarios. É cirurgia, nao tipo de parto. Falta esclarecimento sim. E muito!

    • Thiago Teixeira Postado em 30/Mar/2014 às 10:35

      Tranquilo? Mas agora você terá que fazer uma plástica? Não entendi a vantagem. Quando minha filha nasceu, no final do dia minha esposa já estava de pé trocando o bebê, e logo em seguida liberados. A opção da Cesária é um direito, mas não venha dizer que é "tranquila".

      • jessica Postado em 31/Mar/2014 às 02:52

        sera que ela nao quis dizer que fez a cesaria junto com a plastica por isso foi melhor ainda

      • Sabrina Postado em 31/Mar/2014 às 10:38

        Discordo de você Thiago. Também optei pela cesária, e foi bem tranquila! Tive meu filho as 20h. E no dia seguinte às 6h também estava de pé trocando ele! Existe sim, muito preconceito em relação a mulher que opta pela cesariana!

      • Carol Postado em 31/Mar/2014 às 13:13

        deixa de ser babaca, Thiago. Essa é uma decisão de cada mulher, e a experiencia vivida também é individual. Minha mãe fez duas cesarianas (a minha e a do meu irmão) e não se arrepende de nenhuma. Não teve nenhum problema e também nunca pensou em fazer plástica. Não é pq a sua mulher teve uma filha de parto normal que todas as outras no mundo devem ter também.

      • Aliana França Postado em 31/Mar/2014 às 14:11

        Lyquia em que situação você diz que é melhor para o bebe? Você perguntou para o seu filho(a) se ele queria nascer de cesariana? perguntou se ele queria nascer na hora e data em que você e seu GO marcou? Imagina um criança ser retirada da barriga da mãe sem ter ao menos a sinalização dos hormônios para nascer. Imagine também que um bebê encolhido e quentinho na placenta é retirado e precisa se submeter às baixas temperaturas por conta do ar condicionado. Imagine que ele, ao nascer, precisando de carinho é submetido a nitrato de prata sem prescrição real e ainda pior, colocam um cano no nariz da criança para ser sugado. Tudo isso e algumas outras coisas mais são procedimentos que realizam no bebe em uma cesariana. Agora você vem falar que é melhor para o bebê? Ele te respondeu que é melhor?

      • Andria Postado em 31/Mar/2014 às 16:08

        Thiago, Acredito que você está certo quando diz que "é fácil para os homens dar palpite, pois não sabem a dor do parto." Mas acontece que para cada mulher é diferente, cada parto é diferente. Minha irmã teve o primeiro filho por parto normal e sofreu em sua recuperação, já o segundo filho foi cesárea e sua recuperação foi excelente!! Eu tive meus dois filhos por parto normal. No primeiro, a médica foi excelente, mas as enfermeiras foram péssimas. Fizeram força sobre minha barriga e doeu bastante; a médica fez o corte, episiotomia, sem eu saber que não precisava e, por isso, a recuperação foi terrível!! Não conseguia levantar e fui tomar banho somente no outro dia com ajuda da minha mãe. Lembrando que foi parto normal. Já no segundo, a médica foi boa, porém, não foram enfermeiras, foram homens que fizeram pressão na minha barriga. Fiquei dolorida por algum tempo. A recuperação foi ótima. Não foi feito o corte, então não tive dificuldade nenhuma para andar ou tomar banho.Quanto à plástica, terei que fazer se eu me preocupar com a estética. Não tem cicatriz na minha barriga como deixa a cesárea, mas pelo tamanho que ficou a barriga, hoje me incomoda. Mas meus dois partos foram normais. Tem diferenças. Os homens não sabem sobre o parto, mas as vezes, nem as mulheres sabem. Elas têm que ser orientadas para a melhor opção para cada gestação e cada recuperação... Mas, infelizmente concordo que a cesárea deveria ser a última opção.

      • Virginia Postado em 01/Apr/2014 às 08:52

        Desculpe " Thiago Teixeira" você disse que quando sua filha nasceu no final do dia sua esposa já estava trocado o bebê então o parto dela foi normal ok. Então como vc sabe que cesaria não é tranquila? No meu caso foi muito tranquila, e não há necessidade de fazer plástica.Escolher é um direito da mulher.

    • Marlos Postado em 30/Mar/2014 às 22:06

      Cesariana menos sofrido para a mãe e para o bebê? Quem te disse isso só pode ser um obstetra com 99% de cesarianas. O PIOR -vou frisar, PIOR- evento para um bebê é um parto cesáreo. Cesariana é uma cirurgia de grande porte, e como cirurgia de grande porte a indicação deve ser feita em caso de grande necessidade. Não vou entrar no que tange à opção da mãe sobre o parto, mas optar por um parto cesário é uma violência para/com o bebê.

    • Fabiana Postado em 01/Apr/2014 às 13:59

      Lyquia, você ficou nervosa e "não teve passagem" por pura falta de assistência adequada. A cesariana não é menos sofrido para a mãe nem para o bebê, em relação a um parto natural bem assistido. Principalmente uma cesariana agendada, que pode sim ser mais cômoda mas traz muito mais risco à saúde de ambos e é muito mais sofrido para o bebê, já que o tira da barriga antes dele estar pronto, o obriga a ficar longe da mãe nas primeiras horas de vida, pode trazer desconforto respiratório, obriga o corte prematuro do cordão umbilical etc etc.

    • Nat barbosa Postado em 01/Apr/2014 às 16:59

      Lyquia, não julgo a decisão de ninguém.. mas deveria de investigar o que realmente é o melhor para o bebé e para a mãe antes de afirmar.

  8. claudia Postado em 30/Mar/2014 às 00:03

    Lyquia, A cesárea não é parto! É cirurgia. Não deveria ser a opção da mulher fazer uma cirurgia seja ela qual for, nas vesperas de receber um bb em casa. E o bb? Quem tem que escolher como vir ao mundo é ele! Ninguem vai ao médico e diz: quero que vc me opere tal dia e me arranque um rim, por exemplo... As evidencias cientificas estão ai pra isso. Informar as pessoas. Vc pode acessar pela internet, viu?

  9. Darlene Postado em 30/Mar/2014 às 09:05

    Os cesaristas já tem seu script pronto, pois começam tudo lindo c a gestante, falam até q nasceram d normal em casa com parteira, q os filhos tbm foi normal, e a gestante vai confiando, vai s deixando levar. Daí qdo chega no final dá gestação o médico docinho fala em paralisia cerebral pq a criança nasceu laçada, fala em ruptura d perineo e incontinência pq o bb nasceu grande c 4kg e dilacerou a mulher, fala do parto sofrido e labutoso q pode dar sofrimento fetal e o bb ficar sem oxigênio pq o pequeno mesmo cefalico está c dorso posterior a direita... Aí a gestante entra num baby blues, s sente impotente, sente medo, tem receio da violência obstétrica...

  10. Ryda Postado em 30/Mar/2014 às 11:22

    Gente! Vocês não entenderam NADA do texto!!! A questão não é ser o parto normal melhor ou não! Mas sim a violência sofrida pela mulher SEJA NO PARTO CESARIO OU NO NORMAL!! Ou vocês acham que a frase "na hora de fazer não gritou" foi dito em uma parto cesáreo? Parem de culpar a mulher que escolhe o parto a culpa da violência! Assim como culpam a roupa que usam pelo estupro sofrido!

  11. migueldiaspestana Postado em 30/Mar/2014 às 12:35

    isso e pior que o estrupo pois o nascimento e coisa divina

  12. Fabiana Postado em 30/Mar/2014 às 14:24

    É triste quando um momento incrível como trazer uma nova vida, te faz chorar não de alegria e sim de humilhação,dor e descaso. tive uma gravides complicada pois tinha problemas respiratórios sérios, na hora do meu parto, tomei a medicação para acelerar as contrações porém, minha pressão estava alta, tinha muita falta de ar e pedia ajuda, mas a única coisa q escutava era : foi bom fazer não foi, agora aguenta. foram momentos muito difíceis. Depois de muito tempo resolveram cortar as contrações e baixar minha pressão.tive minha filha, tive alta mas, ao chegar em casa vi que nem a minha alta havia sido assinada por algum médico.Minha obstetra que era de uma UBS do bairro achou tdo um absurdo.

  13. Ana Maria Postado em 30/Mar/2014 às 17:38

    Fiz 2 cesáreas, ambas tranqüilas e em 24h és estava muito bem. Meus filhos tb. A opção pela forma de parto deve ser da mãe! Emponto final.

  14. Rosy Postado em 30/Mar/2014 às 19:24

    Vou contar um acontecimento da minha vida em que nunca esqueci. Quando tive meu primeiro filho em 1997, hoje moro no Rj, mas na época morava em Belém, tínhamos recém chegado na Cidade, pois meu marido havia sido transferido para lá e eu estava já pra ter, comecei a sentir algumas dores e muito desconforto e como éramos inexperientes meu marido correu para o único lugar que conhecia que era a Santa Casa da cidade. A Santa casa lá é um hospital escola, na hora do atendimento o medico que iria me atender chegou junto com uns 5 a 6 alunos, acho que residente, me colocou na cama sem ao menos falar comigo, e fez o exame do toque, ai pediu ao aluno do lado que fizesse tbm e falasse se eu estava com dilatação e quantos cm's, e pediu para cada aluno fazer a mesma coisa. Fiquei calada me sentia envergonhada, eu chorava baixinho e eles saíram sem trocar uma palavra comigo, me deixando com a enfermeira. Me senti humilhada.

  15. Lucilene Borges Postado em 30/Mar/2014 às 20:34

    Eu tive quatro filhos todos de parto normal, sempre aconselho as futuras mamaes a parto normal, pois é melhor pra mae e o bebê, agente só tem as dores antes, quando o bebê nasce passa tudo...

  16. Mariana Postado em 30/Mar/2014 às 20:50

    Precisamos ter mais cuidado ao simplesmente crucificar os profissinais da saúde. A episiotomia é sim necessaria em muitos casos, e quando digo necessaria é porque a saída do bebe acarretaria lacerações terríveis no períneo (pele entre vagina e ânus). Nao entendo como a mae pode "pedir" pra nao fazer. O que nao pode é ser exagerada e mal feita, como nos casos citados. Quanto às manobras de aceleracao do parto, são muito boas quando usadas em partos arrastados e de grande sofrimento fetal. Acho que deve-se sim requerer os direitos por ser amarrada ou insultada verbalmente, isso sem dúvidas. Mas bom senso sempre é bom e mais de uma leitura também.

  17. Luciana Postado em 30/Mar/2014 às 21:58

    É muito triste este quadro no Brasil! Ao ler esta matéria eu revivi tudo que eu passei no parto do meu filho , hj com 19 anos. Fui ignorada pelas enfermeiras , eu não podia chorar , muito menos gritar e na hora do parto , sentir todas as dores possíveis.Não me deram a analgesia e o obstetra ainda me deu todos os pontos sem anestisiar, neste momento colocaram meu bebê em cima de mim e eu pedi que o tirassem pois a dor era tanta que eu não conseguia segurar meu filho. Pra completar o médico me disse qndo eu chorava de dor: "Agora vá fazer outro filho no banco de um carro de novo". Sinceramente qndo me lembro ainda me dói muito. Espero que se torne lei em todo território nacional que maltratar uma gestante no parto seja realmente um crime.

  18. MEIRE ANDRADE (FACE BOOK) Postado em 30/Mar/2014 às 22:26

    eu sfri e foi muito triste,logo no meu primeiro filha foi uma menina.eles mim deram remedio venoso para que eu sentisse dores mas forte.e quase morro de tanta dor,no final não tive passagem para ter o bb normal e apos 11,h que a bolsa se rompeu foi que eles resolveram fazer uma cesaria. tive problemas serio de dor de cabeça que quase morro de tanta dor,mas DEUS. mim ajudou e eu melhorei. Depos de 3 anos e 5 mese eu voutei para ter meu segundo filho que era uma gravidez de risco o bb estava atravessado e logo tinha que ser uma cesariana, cheguei na maternidade era um sabado mim acabando de dor para parir e e eles mim deram dipirona e mim mandaram para casa com uma receita de analgesico para passar a dor pediu que eu tomasse de seis em seis horas e aasim eu fiz mesmo sabendo q estava errado mas eles eram os medico obdeci as regras.mesmo assim continuiei sentido dores porem mas leve e falta de arquando foi uma quarta feira 5 dias depos voutei com dor e tinha saido um tava saido liquido porem a bolsa nao tinha estourado e assim eles mim atenderam super mal a médica que estava em outra mesa ao lado se meteu na minha conversa com o medico que tava atendendo e disse que eu não estava na hora de paris e que não mim internasse,naquele momento em comecei a chora e ela começou a discutir com migo e logo medico que estava mim atendendo disse pra mim que se eu não ficasse queta ele ia mim botar pra fora de lá como vi a vida do meu filho na mao deles implorando atendimento e intedimento só mim restou chorar,logo o medico mim mandou voutar e espera(imaginem gente esperar o que se era uma cesaria devido o bb ta atravessado,pelo visto meu bb ia morrer se eu atendesse o medico e voutasse.)ja ia fazer 9 meses de jestação e eles desem que ainda faltava dias para fechar os noves meses.logo imaginei mas tem bb que nascem com 7 meses?.em fim não voltem e disse que ia chamar a justiça se meu bb ou eu tivesse algo pior ele o medico pediu que eu então fosse chamar a justiça e eu só chorava,mas em seguida ele tomou os papeis da minha mãos com grosseria e disse vou enterna-lo mas vc pode ficar a espera pelo seu tempo ainda mas ou menos um mes e eu responde não tem problemas quero mesmo e ta aqui dento da martenidade.gente enfim mim internaram qudo mediram minha presão tava altissima por conta da revouta,.e no meio da noite meu bb começou a perder os batimentos cádiacos.diseram que a maternidade .tava sem aparelho para fazer utrason e só restava esperar pra ver o que ia fazer mim desesperei a barriga ja toda dura dor muito forte o emocional la embaixo depos de muito lutar foi que resouveram fazer minha utrasom (na verdade o aparelo tava bom)ai então resoveram fazer meu parto depos de mas lutas depos de tres médica fazerem exame de toques ja não aguentava mas.depos que pari fiquei quatro dias la e no ultimo dia eu sofrendo de tanta dor de cabeça quase indo a loucura usando remedios fortissimo eu ouvir uma das medicas converçado que naquela sala iria entrar uma mãe com hiv.mim desespereicom tanta gente corredo risco de se contaminar,mas aconteceu isso,inacreditavel,ainda bem que era meu ultimo dia ali que ja estava a 5 dias.sair daquela maternidade com tanta dor de cabeça e preeocupada com quem ficou pra tras por todo mundo junto cortado de cesariana misturando o mesmo alcool para limpesa dos bbs o mesmo banheiro.mas o meu Deus é fiel hoje meu bb ja esta com 2 anos e tres meses para hora e glória do SENHOR JESUS.SE QUESER SABER MAS VOU DEIXAR MEU FACE BOOK QUERIA QUE ISSO CHEGASSE AS AUTORIDADES

  19. Bárbara Postado em 30/Mar/2014 às 23:33

    A opção da cesárea pode ser tranqüila sim. Isso depende muito de como cada corpo reage. Tive dois filhos por partos cesarianos, todos dois nasceram pela parte da tarde e no dia seguinte pela manhã eu estava tomando banho sozinha, sem dor nenhuma e cuidando deles. Vale ressaltar que entre o nascimento do primeiro para a segunda filha, teve uma diferença de 7 anos, não influenciando desta forma nem a diferença da minha idade em cada um dos partos. No meu caso, os dois partos tinham indicação de cesariana, mas acho que a mulher deve poder fazer a opção de como vai se sentir mais tranqüila, e não se influenciar pelas opiniões e relatos de A, B ou C, pois não existe uma regra absoluta para o que é melhor.

    • vítima Postado em 03/Dec/2014 às 13:34

      Barbara k problema é que os médicos indicam cesariana hj para 90% dos casos e quando vc não quer eles te violentam! Foi o que aconteceu comigo! A foto da episio é minha! Não quis agendar o parto e cheguei parindo... ele quis me cortar para mostrar como "era ter parto normal". Felizmente tive outro filho depois em um parto maravilhoso sem essas intervenções absurdas

  20. priscila favarin Postado em 31/Mar/2014 às 09:45

    Elas tanto enfiaram os dedos em mim que eu nao aguentava mais a dor, ate que estouraram a minha bolça, na hora do parto uma "vaca" deitou em cima da minha barriga pra ajudar a empurrar o bebe porque ela disse q eu estava fazendo força da forma errada, levei 14 pontos entre a vagina e anus, nao me avisaram nada na hora, teve um dos pontos que inflamou, sofri muito para sentar e levantar foi horrivel, sou de santa maria rs fiz meu parto normal no hospital casa de saude aqui da cidade.

  21. Alini Postado em 31/Mar/2014 às 13:15

    O corpo da mulher varia de uma para a outra, assim como sua recuperação, sua saúde, e sua opinião. Pare de se achar o dono da verdade, Thiago Teixeira, até pq vc não sabe pelo o q sua mulher, ou qualquer outra mulher aqui realmente passou, e nunca saberá, pra ficar dizendo que é verdade ou não o que estão dizendo aqui.

  22. Paula Postado em 01/Apr/2014 às 00:02

    O direito de escolher qual o tipo de parto desde nao seja emergencial... deveria ser única e exclusivamente da mãe... quase perdi minha filha por um parto normal... comi o pão q diabo amassou naquele hospital... carrego marcas profundas na minha alma... e sei q todo sofrimento poderia ser evitado... amo ser mãe e amo ser dona do meu corpo e ter minhas vontades respeitadas... papagaiio fala demais... mais as pessoas tanto homens e principalmente mulheres deveriam respeitar a vontade de cada um e não criticar... ngm sabe o caminho que leva a pessoa a tomar suas decisões, e outro cada pessoa reage de um jeito e se recupera... oke é facil pra uns é dificil pro outros... tem mulheres que espirram e tem filho e outras sofrem por oras a fio... pessoas se recuperam facilmente de cirugias outras não .. respeito e direito de escolher!!

  23. rosangela Postado em 01/Apr/2014 às 13:44

    eu sou mae de 5 meninas 4 parto normal, tenho uma genica excelente e volto meu corpo ao normal em questao de dias, nos partos normais minha barriga ficou linda apenas com alguns exercicios logo coloquei ela no devido lugar kkkk, quanto a cesaria, hummmm minhas queridas leitoras só mesmo uma plastica para coloca-la no lugar, porq por cima do corte cresce uma banha horrivel que só sai na facada kkkk moral da historia ou eu tenho uma cicatriz enorme no meu abdominal, se eu fizer a plastica, ou entao uma barriguinha caida em cima da perereca, ninguem merece né? entao antes de optar pela cesariana deviamos pensar em todos os desconfortos que sao muitooooos, e falo com sinceridade o parto normal é um momento unico na vida da gente,é um momento de extase onde vc se teletransporta nem sei pra onde é uma experiencia que só quem viveu pode contar o quando é maravilhoso, mas cada um é cada um.

  24. Luiza Postado em 01/Apr/2014 às 16:05

    Eu fiz 2 partos normais e foram ótimos, porém nao faria novamente, pois precisei fazeraperineoplastia aos 29 por conta da flacidez causada pelo parto

  25. Fernanda Postado em 01/Apr/2014 às 21:23

    Meu Deus , as pessoas não sabem nem interpretar os comentários e ainda se acham cheios de razão ...não sou contra i parto normal, cada um escolhe o que e melhor para si... Tive 3 cesáreas , tranqüilíssimas , e no fim do dia tb estava de pé e já tinha amamentado... Ninguém me diz que cesárea e um horror , porque não e... Parto normal ,não opino , nunca passei por um e não falo daquilo que não sei...

  26. Adriana Postado em 01/Apr/2014 às 22:57

    Posso processar o hospital depois de 18 anos?

  27. Sabrina Postado em 02/Apr/2014 às 15:12

    Discordo totalmente de você Thiago! Tive cesária também, e foi realmente muito tranquilo! Meu filho nasceu as 20h e as 6h do outro dia também estava de pé trocando ele, e fui liberada no mesmo dia! O que acontece é que existe sim muito preconceito com a mulher que opta pela cesária.

  28. Lu Torres Postado em 04/Apr/2014 às 18:41

    Cesárea pode sim ser tranqüila. A minha foi ótima, sem problemas com pontos ou complicações. Tem mulheres que tem problemas com cesárea assim como aquelas que tem problemas com parto natural. É preciso aprender a respeitar a opinião e a escolha dos outros. Fica a dica!

  29. kássia Postado em 04/Apr/2014 às 22:53

    Concordo com texto, mas discordo com alguns comentários. Toda mundo sabe da maravilha que é a recuperação de um parto normal, comparado a da cesárea. Tive minha filha de um parto cesárea, o médico o qual eu me consultava não trabalhava com parto normal. Mas não foi por isso que optei pela cesárea. Foi opção minha, por medo simplesmente por medo! Eu estava ficando com depressão quando se aproximava os 9 meses, tinha medo da dor, tinha medo de não ter força pra colocar minha filha no mundo.Ninguém queria saber do que eu sentia. Então conversei com Deus, e pedi proteção durante a cirurgia. Deu tudo certo, minha filha é saudável, eu me recuperei bem. Então, se a mãe não está preparada psicologicamente pra ter um parto normal, e se escolher um bom médico escolha o que acha melhor pra ela. Não adianta fazer pressão psicológica. Abraços!

  30. Priscila Postado em 15/Apr/2014 às 20:13

    Ela não disse que terá que fazer uma plástica e, sim, que as pessoas não questionam o pós-operatório das cirurgias plásticas e o das cesarianas sim. Parto normal ou cesariana são escolhas da mulher e podem ser tranquilas e prazerosas sim. Depende do que cada uma está disposta a enfrentar e de como a experiencia for planejada.A violência reside justamente em coibir, envergonhar, agredir, humilhar, ferir física, moral e mentalmente a parturiente. Educar, informar e respeitar as escolhas de cada uma é tão simples.

  31. Bruna Postado em 03/Dec/2014 às 13:09

    Não devemos condenar a cesariana... Acho q a mãe tbm deve ter direito de escolher e optar por ela. Tive pré eclampsia e precisei passar por uma cesárea de emergência com 34 semanas, correu td mt bem, tive uma ótima recuperação, não pretendo engravidar novamente mas se ocorrer vou optar pela cesárea, já q os partos ditos normais são feitos de forma a trazer mto sofrimento às mães, infelizmente, ao menos em minha cidade e arredores...

  32. Lann Postado em 03/Dec/2014 às 13:24

    Não tenho coragem de engravidar pq me falta coragem em parir um filho, sempre que vejo essas notícias me acovardo mais ainda. E tbm me falta vontade de por uma criança nesse munda cada dia mais egoísta...Ou a egoísta seria eu? Médicos criminosos ...

  33. Jessica Melo Postado em 03/Dec/2014 às 13:57

    Tive meu primeiro filho aos 17 anos e nunca imaginei que iria passar portudo isso sabia que ter filho nao era facil mais oque eu passei foi horrivel. Fui ate 41 semanas sem dilatacao sem contracao sem nada entrei para sala de preparamento me colocaram soro sofri das 18:00 ate as 4:00 com dores da contracao com a dilatacao em poucos. Sofri muito pois devido a esse sofrimento que nao quero mais filhos fui para mesa de parto meu filho nao estava encaixado e puxaram ele com o forcepes acho que isso o nome ele nasceu todo machucado da cabe ate o queixo, foi muito sofrido voltei para casa fiquei desisperada um mes depois nada de meus pontos fecharem, sem nada de esforco meus pontos abriram, voltei ao hospital me xingaram falaram que a culpa era minha e que nao poderia dar novos pontos teria que esperar cicatrizar sozinho, foram maos quarenta dias de sofrimento sem poder nem cuidar de meu filho malmente amamentalo. A volta ao ginecologista o responsavel pelo meu pre- natal, me informou que meus pontos nao haviam se fechado porque havia bacteria nos fios que nao hora do parto que foram dar os pontos os fios estavam com bacteria. Isso ate hoje me deixa triste e toda vez que me lembro choro pois nunca fui tratada tao malcomo um animal .

  34. Vanessa Passos Postado em 03/Dec/2014 às 14:31

    Eu que venho de uma formação humanizada, na área da saúde, que já fui doula, sei o quanto este tipo de coisa ocorre indiscriminadamente em Centros Obstétricos, espalhados pelo país, ouso dizer, que até mesmo a sugestão de escolher um parto cesariano, (tive 2 partos cesarea) em vez do natural (normal), deveria também ser considerado uma violência contra a mulher, pois presenciei vários profissionais, "assustar" as parturientes dizendo que com a Cesárea, não sentiam dor...e isso não totalmente verdade. presenciei vários partos naturais, e a recuperação da mãe é muito melhor e mais rápido. A questão é que a cesárea salva vidas, mas não deveria ser a primeira opção. O que me dá esperança é que, pelo menos, as casas de partos, estão começando a ressurgir... exemplo disso é a de Sapopemba, em SP.

  35. Debora Postado em 03/Dec/2014 às 16:19

    Eu tive o meu primeiro e unico filho em hospital publico , O primeiro erro foi eles terem optado por induzirem o meu parto , por um erro de leitura da data de semanas de gestação que eu me encontrava . Depois disso introduziram o primeiro comprimido em mim as 10 hr da manha , ah 24 horas começei a sentir dor , e eles ja me colocaram no "soro" , eu não aguentava de dor , não tinha passagem nenhuma , mas mesmo assim eles insistiram em fazer um parto normal , eu fiquei 18 horas tendo contrações sem parar , e em um intervalo de 30 segundos , com aquele maldito "soro" que so fazia aumentar a intensidade da dor , eu não tive apoio nenhum da equipe medica que passavam rindo da minha situação e faziam pouco caso do sofrimento que eu estava passando , até que enfim as 16 horas cok 9 dedos de dilatação eles resolveram me levar a sala de parto e eu fiquei ali fazendo toda força possivel para o meu filho nascer , foi quando a enfermeira começou a pular em cima da minha barriga desesperada , pois o meu filho ja estava quase morrendo , o cordão umbilical estava enrrolado no pescoço , a sala encheu de medicos e graças a Deus conseguiram reanimar ele , e para me acalmar veio um medico estrangeiro me dizer que faltou oxigenio e que meu filho poderia ser DEMENTE , é isso mesmo , foram essas palavras que ele usou !! Bom isso foi só o começo de um descaso total , fora que não tinha vaga no quarto , o meu filho foi levado para a observação e eu só puder ver ele depois de 1 dia do seu nascimento .

  36. Alfredo Lopes Ferreira Postado em 03/Dec/2014 às 16:31

    Não é a toa que essa máfia de branco ficou revoltada com o programa mais médicos do governo Dilma Rousseff. A culpa dessa situação é dos Conselhos de Medicina que precisavam ter representantes dos pacientes.

  37. Eliane Postado em 03/Dec/2014 às 21:50

    Eu fiz cesária e faria novamente se fosse preciso. Quanto a suposta idéia de perguntar a criança se gostaria de nascer de parto normal ou cesária ? Olha, se fosse possível a criança poder escolher, dependendo da dificuldade e complicação, posso dizer que muitas escolheriam a césária. Entre estas, estariam as que morreram antes de nascer pela demora do parto, as que tiveram complicações pelo resto da vida por ter sido forçadas a sair pelo processo chamado "normal", as que nasceram com ajuda de um instrumento chamado fórceps, as que tiveram clavículas e ombros deslocados por terem sido puxadas, as que caíram no chão ao nascer, se machucando ou até mesmo morrendo para o desespero das mães, por nasceram "rápido demais" dentro e fora de hospitais/maternidades, etc.

  38. Eliane Postado em 03/Dec/2014 às 21:59

    Leia esta matéria também: http://adeledoula.blogspot.com.br/2013/01/episiotomia-mutilacao-genital-brasileira.html

  39. Francisca Eliane Sampaio Postado em 05/Jan/2015 às 15:23

    Eliane Sampaio ...Eu ja passei por isso ........No ano de 1986,nascia o meu filho todo machucado de tanto que subiram na minha barriga......A criança ainda não estava em posição fetal para o Parto Normal......Fizeram Parto forceps sem anestesia local.........Sofriamos os dois ........Não foi o meu OBStetra que fizera meu pato pois o mesmo veio nos visitar...........E falou que estávamos vivos por que DEUS assim o permitiu.......Eu era jovem com 19 anos sem instrução nenhuma ...Eu poderia ter telefonado para O MÉDICO que acompanhou meu PRÉ-Natal .....Mais não tive atitude alguma de fazer isso.........Fiquei tão traumatizada que nunca mais quis engravidar....Pra mim foi um choque muito grande e um trauma que Eu nunca esqueci........Fora as palavras de desrespeito das "auxiliares de Enfermagem".............Só a TERESA que mim tratou muito bem(Auxiliar de Enfermagem)no Hospital policlínica de Fortaleza........E ainda tem mais o irresponsavel que fez isso comigo ainda "exerce" a Profissão aqui em FOrtaleza-Ce no Hospital Gonzaguinha de Messejana.......Falam sobre o Parto Humanizado nunca vi isso por aqui a não ser em Hospitais Particulares...............