Redação Pragmatismo
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Desenvolvimento Brasileiro 25/Mar/2014 às 18:35
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Ser 'rebaixado pela S&P' deveria ser motivo de orgulho nacional

Como já observou Paul Krugman, as agências refletem o chamado “mercado” – ou, para usar uma linguagem mais apropriada, o “1%”. É perigoso contrariar investidores estrangeiros interessados em coisas como juros altíssimos

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Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008 e colunista permanente do The New York Times, coloca em xeque a capacidade dos analistas da S&P. Departamento de Justiça dos EUA já chegou a processar a Standard & Poor’s por erro de ratings (Pragmatismo Político)

“E então a S&P rebaixou a França.

E o que isso nos diz?

Não muito sobre a França. Não podemos subestimar que as agências de classificação não têm – repetindo, não têm – informações privilegiadas sobre solvência de grandes países.”

Assim se iniciou um artigo, no final do ano passado, do Nobel de Economia Paul Krugman, americano.

Troque França por Brasil, e o conteúdo continua inteiramente válido.

Krugman – Nobel de Economia que em outra ocasião chamara os economistas da S&P de “idiotas”, depois que eles rebaixaram os Estados Unidos – notava o seguinte: a França no fundo estava sendo rebaixada porque o presidente Hollande aumentara o imposto sobre os ricos e não desmontara o estado de bem estar social.

Na França, a nota da S&P esteve longe de causar comoção nacional.

Mas no Brasil o caso vai ser absurdamente explorado – muito mais por razões políticas do que econômicas.

É um ano eleitoral, e a oposição a Dilma vai usar a S&P como prova de que o país está afundando, assim como vem acontecendo com a compra de uma refinaria em Pasadena pela Petrobras.

É o chamado triunfo do desespero. Na falta de uma candidatura oposicionista que empolgue os brasileiros, e diante da vantagem de Dilma a poucos meses das eleições, vale qualquer coisa.

Mas pouco vai mudar eleitoralmente. As pessoas que se comovem com notas de agência de classificação de crédito – e nunca é demais lembrar que elas falharam miseravelmente em não perceber a grande crise de 2008 – não votam em Dilma.

As agências refletem, como notou Krugman, o chamado “mercado” – ou, para usar uma linguagem mais apropriada, o “1%”.

Sob Lula, o Brasil atingiu seu grau máximo para as agências. Isso porque, como o próprio Lula tantas vezes disse, nunca bancos e empresas ganharam tanto no Brasil.

Se Dilma recebeu uma “luz amarela”, como dizem alguns investidores estrangeiros interessados em coisas como juros altíssimos, é porque deve estar fazendo alguma coisa certa para os “99%”.

Menos do que deveria, com certeza, mas mais do que gostaria gente que, como a S&P, representa o “1%”.

Paulo Nogueira, DCM

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Comentários

  1. Carlos Prado Postado em 25/Mar/2014 às 18:55

    Krugman é um retardado econômico. Ou é muito mal-caratismo ou ele não entende o que fala, apenas decorou seus livros de keynes, pois keynes não faz o menor sentido. As medidas defendidas pelo Krugman apenas ferra o povo e beneficia os 1% que forem amigos de bons políticos. Ele defende gastos e endividamento público. Isto seria muito bom se o governo fosse uma entidade mágica que criasse recursos naturais e riquezas apenas assinando decretos com sua caneta de condão. Mas ele faz isto com dinheiro confiscado do trabalhador - o prejudicando diretamente - e do empresário - que prejudica mais ao trabalhador que àquele porque aumenta o preço dos bens que sanariam a pobreza do povo e retarda inovações e investimentos em bens mais econômicos. E mais, este cara ainda defende uma politica que beneficia mais ainda a nata empresarial que tem seus bons contatos políticos em detrimento dos pobres: O tal "estimulo" da economia feito através da injeção de dinheiro recém-criado. É um confisco da poupança e da renda muito mais eficiente que aquela idiotice do Collor. Quase todos os governos promovem este confisco e não tem nenhum presidente sendo deposto por ai. Com essa criação de dinheiro vindo do nada o valor do dinheiro do povo logo cairá, a inflação. E os primeiros lobistas que receberem este dinheiro ficarão momentaneamente mais ricos sem fazer nada e poderão comprar bens antes que os preços aumentem pela inflação - de acordo com o que eles comprarem que os preços vão inflando, os trabalhadores que forem os últimos a receberem esse dinheiro extra surgido do nada serão os mais prejudicados pois já sofriam as altas dos preços.

    • Henrique Postado em 25/Mar/2014 às 19:24

      Prêmios Nobel: Paul Krugman 1x0 Carlos Prado

      • Carlos Prado Postado em 25/Mar/2014 às 19:34

        Prêmio Nobel? Nem é um prêmio Nobel de verdade. Quando que Alfred Nobel instituiu um prêmio para economistas? Isto é um tal prêmio "em homenagem" a Nobel, e é uma homenagem de muito mal gosto. É um prêmio ganho por muito interesse político, pois ele aprova todas as medidas politicas que verdadeiramente explora a população em benefício de uma pequena elite. Que o cara vá aprender economia, pois ganhando um prêmio assim fico até feliz por não ter um.

      • Eduardo Abreu Postado em 25/Mar/2014 às 20:37

        1000x0

      • Eduardo Abreu Postado em 25/Mar/2014 às 20:41

        Essa turma de eco nomistas, em ano eleitoral, não faz eco em lugar nenhum, nem a 17 metros do obstáculo. Tão doidinhos para que o Brasil volte a ser o paraíso dos espertos, só que não vai voltar, o povo que vota, não sabe o que é economista e muito menos S&P, fiquem com suas previsões.

    • Rafael Martini Postado em 26/Mar/2014 às 00:21

      "Blablablá, imposto é roubo, o mercado se auto-regula, Mises rulez". Bom, Estado nunca foi santo, mas deixar tudo na mão do deus mercado costuma resultar em grandes cagadas. Em tempo: admito que possuo parcos conhecimentos em economia, assim como muitos economistas.

      • Carlos Prado Postado em 26/Mar/2014 às 21:29

        Qual cagada aconteceu no mercado que não tenha sido gerada pelo estado?

  2. Pereira Postado em 25/Mar/2014 às 23:08

    Outro dia eles estavam comemorando , porque esse standard e poors colocou o Brasil em posição em destaque, foi logo após a dona do magazine luiza dar "uma explicação" de mercado a diogo Mainardi na globo News . Falta de coerência é mato por aqui.

  3. Carlos Prado Postado em 26/Mar/2014 às 14:38

    Guerra falsa! É assim que o grande economista "nobel" Krugman acredita que a economia do mundo pode ser resolvida! Nós, pobres mortais desconhecedores da economia necessária a um prêmio "nobel", enganamo-nos ao imaginar que guerras destroem recursos e riquezas e matam as pessoas. Na verdade elas constroem recursos e riquezas e geram pessoas aos montes. Por isto que os Estados Unidos, o Japão e a Europa chegaram naquela posição. QUal foi a última guerra séria que nos envolvemos? Talvez foi isto que faltou à URSS, muito tempo longe de um conflito real.