Redação Pragmatismo
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Política 05/Mar/2014 às 18:53
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Os deputados mais faltosos de 2013

Quatro deputados tiveram mais faltas que presenças. Marcelo Aguiar, Márcio Bittar, Paulo Maluf e Newton Cardoso faltaram mais da metade das sessões em 2013. Ao todo, 41 deputados deixaram de comparecer a mais de um terço dos dias de votação

deputados faltosos
Os quatro deputados que mais faltaram do que frequentaram sessões na Câmara Federal (Imagem: Pragmatismo Politico)

Em 2013, o deputado Marcelo Aguiar (DEM-SP) fez o caminho inverso da maioria de seus colegas: trocou um partido da base governista, o PSC, por um da oposição, o DEM. Mas não foi por isso que ele se destacou. No terceiro ano de seu primeiro mandato na Câmara, Marcelo Aguiar foi o deputado que mais faltou às sessões da Casa, somadas as ausências justificadas e aquelas que ficaram sem justificativa. Assim como ele, outros três deputados mais faltaram do que compareceram ao plenário, revela levantamento da Revista Congresso em Foco: Márcio Bittar (PSDB-AC), Newton Cardoso (PMDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP).

Em tese, pela Constituição, faltar a mais de um terço dos dias com votação sem justificar pode resultar na perda do mandato. Ao todo, 41 deputados superaram esse número de ausências no ano passado. Mas eles não correm o risco de cassação, pois justificaram a quase totalidade das faltas. É o caso também dos quatro mais faltosos.

Dos 113 dias em que deveria ter comparecido ao plenário, Marcelo Aguiar registrou presença em apenas 45. O parlamentar faltou a mais de 60% das sessões. Mas abonou 61 das 68 faltas que acumulou. Nenhuma delas por problema de saúde. Nos registros da Câmara, todas foram atribuídas a “obrigações político-partidárias”.

Em nota, a assessoria de imprensa do parlamentar do DEM paulista respondeu que “o deputado divide, da melhor forma possível, seu tempo entre as diversas atividades em Brasília e as demandas em seu gabinete e bases em São Paulo” e que ele “acompanha ativamente as agendas e chamadas de seu partido, sempre em missões oficiais devidamente justificadas na Câmara”.

Artista

Aos 40 anos, Marcelo Aguiar (primeiro da foto acima à esquerda) concilia a carreira política com a artística. Começou como cantor sertanejo e, após se converter à Igreja Renascer em Cristo, do casal Estevam e Sônia Hernandes, em 2000, faz sucesso na música gospel. Antes da conversão, chegou a interpretar um peão na novela Estrela de Fogo, exibida pela TV Record entre 1998 e 1999. Em 2008, o cantor se elegeu vereador em São Paulo pelo PSC, partido que deixou no ano passado. O deputado também compareceu pouco às reuniões da Comissão de Ciência e Tecnologia, da qual é titular. Esteve em apenas 25 das 67 reuniões realizadas pelo colegiado.

O segundo colocado em faltas na Casa é o atual primeiro-secretário, Márcio Bittar (segundo da foto acima à direita), que acumulou 67 ausências em 2013. Integrante da Mesa Diretora, Bittar só registrou presença em 46 (40,7%) dos 113 dias com sessão deliberativa. O primeiro-secretário, no entanto, justificou todas as suas ausências como “missão autorizada” para representar a Câmara.

Dupla do barulho

Na sequência da lista dos deputados que mais colecionaram ausências no plenário estão duas figuras tradicionais e controversas da política brasileira, Newton Cardoso, ex-governador de Minas Gerais, e Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo.

Newton acumulou 60 faltas e 53 presenças em 2013. O deputado justificou 58 ausências. Oito por licença médica e 50 por compromissos partidários. Dono do quarto maior patrimônio declarado no Congresso (R$ 78 milhões), ele responde a uma ação penal por falsidade ideológica e crimes contra a flora, e a um inquérito por lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Quarto deputado mais ausente, Paulo Maluf compareceu a apenas 55 dos 113 dias em que deveria ter registrado presença. Maluf atribuiu todas as suas 58 ausências a obrigações político-partidárias. O ex-prefeito de São Paulo integra a lista dos procurados pela Interpol e não pode deixar o país, sob o risco de ser preso. Em 2005, esteve preso por 40 dias, acusado de intimidar uma testemunha.

No Supremo, o deputado responde a duas ações penais (461 e 477) e três inquéritos (2471, 3545, 3601), por crimes contra o sistema financeiro, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais. No Inquérito 2471, os ministros aceitaram a denúncia segundo a qual o grupo de Maluf desviou o equivalente a US$ 1 bilhão da prefeitura por meio de obras. Procurados, Bittar, Newton e Maluf não retornaram o contato da reportagem para comentar suas ausências.

Congresso em Foco

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Comentários

  1. Loiva Postado em 05/Mar/2014 às 19:37

    onde está a lista mencionada no artigo\?

  2. Lucas Postado em 05/Mar/2014 às 20:16

    ninguém leva o brasil a sério! nem os políticos e nem os cidadãos comuns. :/

    • Rodrigo Sanches Postado em 05/Mar/2014 às 23:22

      Os políticos são meramente a imagem espelhada [da maioria] do povo brasileiro. "Jeitinho", ganância e incompetência.

  3. Opinião alheia Postado em 05/Mar/2014 às 20:32

    Ninguém seria uma generalização, entretanto, a grande massa se engloba na sua citação, Lucas. Já a questão dos políticos, eu tento até hoje procurar uma possibilidade que alteraria esse quadro, mas infelizmente, não consigo. Pois todas elas envolvem a mobilização da população, que em sua grande maioria, preferem pular carnaval, freqüentar bailes funk, entre outras atividades que deveriam estar em segundo plano. (minha opinião)*

  4. maria do rosário p. sebas Postado em 05/Mar/2014 às 20:38

    Quem trabalha mesmo é o povo . Parece que eles vivem em férias . É uma pena que o nosso lindo país não tenha administração que merece .

  5. Thiago Teixeira Postado em 06/Mar/2014 às 10:11

    Estive pensando nisso ontem. Deveríamos divulgar a produção de todos os deputados e senadores quanto a assiduidade, projetos de leis defendidos (não interessa o conteúdo, mas o que ele quer produzir ou representar), participação em comissões especiais e trabalhos desenvolvidos em sua base de origem.

  6. Antonio Carlos Bueno Postado em 06/Mar/2014 às 11:03

    Nossos deputados e senadores se esquecem de que são eleitos pelo voto para representar os interesses do País e do povo brasileiro. Salvo raras exceções, eles estão preocupados em defender os seus próprios interesses e dos seus partidos políticos. Prova é de que, na câmara ou no senado, existem diversos projetos importantes que permanecem "engavetados" há meses, anos, ou até há décadas sem solução, e que em várias situações, alguns projetos só são votados e aprovados após desgastantes negociações para que os "ilustres congressistas" e seus respectivos partidos políticos obtenham alguma vantagem, seja em obtenção de verbas para "aplicar nas bases" (dinheiro que geralmente é usado para campanhas políticas), seja para conseguir cargos de projeção como por exemplo, Ministérios e/ou presidência e diretoria em órgãos públicos para si ou seus "amigos", etc. Em suma: em nossa Democracia o Poder Executivo e o povo brasileiro são reféns desses políticos inescrupulosos aos quais só interessa o voto do eleitor. Pensemos nisso.