Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 15/Mar/2014 às 14:25
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A ditadura do corpo perfeito

A ditadura do corpo ideal e o preconceito velado: A beleza é tão somente uma contemplação subjetiva e relativa, não deveria ser enquadrada em padrões que excluem e discriminam

“Com a estética, o sujeito entra em uma relação sensível com o mundo que se diferencia conscientemente da natureza objetiva concebida a partir da revolução copernicana. A subjetividade torna-se então, por meio do sentimento representado, o fundamento de uma presença estética de uma natureza”. Rolf Kuhn¹. 

A palavra estética refere-se à cognição pelos sentidos, ou seja, a “compreensão pelos sentidos”. É um ramo da filosofia que perpassa e ultrapassa o campo visual já que compreende um conjunto de sensações que refletem a percepção da beleza. Além das avaliações e julgamentos do que é o belo, contempla-se também a emoção que ela suscita nos seres humanos. Essa concepção está presente especialmente na arte, mas diz respeito a toda a natureza. Dessa forma, infere-se uma questão: “o que é a beleza?” e com ela, o chavão de que gosto não se discute.

É claro que não se pode definir objetivamente a beleza, visto que ela não é uma propriedade imutável que se atribui ou não aos objetos, mas uma sensação própria do sujeito que a percebe, ajustada aos seus valores pessoais, ainda que tais valores estejam inevitavelmente subordinados aos valores culturais e histórico-sociais de determinada sociedade em dado tempo histórico. A beleza é relativa, não há como negar, mas essa relativização é profundamente ofuscada pela busca de uma essência ideal, um padrão de beleza.

As transformações dos padrões de beleza do corpo feminino ao longo do tempo marcaram a evolução de diferentes visões sociais acerca do modelo estético que deveria ser incorporado pelas mulheres. A forma como as mulheres eram retratadas no período colonial, por exemplo, distancia-se bastante do modelo buscado atualmente. Além desse processo corrente, isso evidencia também que os padrões são produtos de uma cultura.

ditadura corpo perfeito
(Ilustração: Pragmatismo Politico)

Ideal de beleza ao longo do tempo

O corpo da mulher durante o período colonial era tido como dentro dos padrões de beleza ao apresentar um aspecto saudável, simbolizado pela aparência rechonchuda, ou seja, quanto mais gorda a mulher fosse, mais bonita ela era considerada, isso porque o perfil untuoso do corpo remetia a um corpo bem nutrido e ao seu volume era atribuída uma visão de saúde e vigor. Já durante a antiguidade clássica, o ideal grego da beleza era outro, com base em uma construção intelectual artística, os gregos valiam-se da perfeição e equilíbrio das formas, bem como a harmonia e a proporcionalidade de todas as medidas, é quando surge o nu feminino e a valorização do movimento. Para a antiga sociedade Egípcia, a juventude era muito valorizada bem como o corpo esbelto e os traços finos e alongados.

Durante o século XIX, a forma mais avantajada ganha destaque novamente na classe da burguesia, mulheres gordas e de semblantes corados remetiam a riqueza e ostentação. Com a revolução industrial esse modelo estético foi resgatado do período renascentista, o uso de espartilhos também estava presente com força nessa época, e as mulheres os utilizavam cada vez mais apertados. O século XX recupera o ideal de boa forma, marcado, entre outros, pela emancipação feminina.

Após o fim da segunda guerra, o corpo feminino curvilíneo, valorizando quadris e seios ganha ênfase. A mulher dos anos 50 é mais sofisticada, adornada e a beleza é de grande importância e preocupação social, bem como o uso de joias, cosméticos, salto alto, tintura para cabelo, entre outros assessórios. Os anos 60 foram marcados pelos movimentos de contracultura e o movimento hippie foi o precursor dos novos perfis que surgiram na época, tais como o modelo estético, que valorizou um corpo de aspecto adolescente, sem muitas curvas. Com a consolidação do movimento hippie, nos anos 70, os cabelos eram longos, crespos e armados, maquiagem forte nos olhos e muito blush no rosto. Enquanto os anos 80 pregaram o exagero, um estilo de extravagâncias e excessos, os anos 90 trouxeram a naturalidade, a simplicidade.

Durante a década de 90 e inicio dos anos 2000, a ditadura da magreza parece se tornar mais hegemônica, talvez como consequência da expansão da comunicação e da imagem como símbolo. Ser magra torna-se uma verdadeira obsessão, mulheres altas e magras consagram o novo modelo estético. Alcançar esse padrão torna-se um esforço com a utilização de dietas malucas e a busca cada vez mais árdua pelo corpo “ideal”, a bulimia e a anorexia passam a ser frequentes.

Atualmente, o padrão de beleza feminino estampado nas imagens midiáticas é: corpo magro, malhado, seios grandes, bumbum perfeito, pernas torneadas e barriga chapada. Em nome desse corpo ideal, as academias estão lotadas e as cirurgias plásticas para colocar silicone e lipoaspirações são cada vez mais comuns.

Baixa, gorda e linda?

Desde sempre existe essa pressão social em cima das mulheres e seus corpos. Em todos os lugares é possível captar essa imposição e padronização inexplicável que se faz do corpo feminino, nas revistas, nos outdoors, nas propagandas, nos filmes, nas novelas, nas passarelas. Sempre encontramos mulheres com corpos “perfeitos” ou o famoso ‘corpo violão’, corpo esse que é símbolo de saúde, de sensualidade, de beleza, tido como único que atrai e que é aceito. Esses paradigmas ditam muito mais do que como deve ser o corpo feminino como também a roupa que combina com qual tipo de corpo, o sapato, o corte de cabelo adequado para as altas, para as baixas… A questão é: por que ser baixa, gorda ou não ter um corpo violão faz você não ser considerada uma mulher linda?

Você não vai encontrar uma mulher de estatura mediana, com alguns quilinhos a mais em um desfile de moda ou estampada em outdoors usando um biquíni, mas por que isso? A maioria das mulheres não são como os padrões ditam, muito pelo contrário, mas ainda assim um modelo estético adotado pela minoria é considerado padrão, por quê? Por que não fazem desfiles com mulheres reais? As mulheres vêm em todas as formas e tamanhos, são diferentes, lindas de formas diversas, não há motivo nenhum para mudarem seus corpos ou seus estilos para se adaptarem a um padrão que nem ao menos faz sentido.

“Há uma corrente de teóricos que acreditam que, com tantos avanços femininos, a ditadura do corpo ideal é uma forma de ainda deter a mulher. E faz sentido, já que a maior parte acaba cedendo à pressão”, afirma a psicóloga Marjorie Vicente em matéria do portal UOL. O cinema, a TV e a publicidade não enxergam a mulher gorda como qualquer outra, não exploram sua personalidade sem levar em consideração o físico ou apelar para o humor. A mídia age como se ser gorda não fosse o natural (não somente gorda, como ser baixinha, ter um corpo sem curvas ou uma deficiência física). O mercado é cruel com quem está fora dos padrões e a sociedade também.

Em uma matéria feita na revista Marie Claire, chamada: “Por que o mundo odeia as gordas”; uma pesquisa realizada com as leitoras da revista revela dados estatísticos que evidenciam o preconceito. Das respostas, 66% admitiram já ter feito um comentário maldoso ao ver uma mulher gorda usando biquíni; 58% já se sentiram secretamente felizes porque a ‘ex’ do namorado engordou muito; 52% acham que é pior engordar 15 quilos do que reduzir o salário em 30%; 37% ficam incomodadas vendo uma mulher gorda comer hambúrguer com batatas fritas; 36% não iriam a um médico de regime que fosse gordo; 21% acreditam que as gordas são preguiçosas; 21% imaginam que, se um bonitão está com uma mulher gorda, é porque existem outros interesses; 18% dizem que uma pessoa muito gorda deveria pagar por dois assentos nos aviões.

As mulheres gordas sofrem discriminação diariamente, nos mais simples eventos cotidianos. Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer: “ela é linda de rosto” ou “ela é bonita, mas é gorda” ou ainda: “se emagrecesse ficaria linda”. Por que uma mulher não pode ser linda sendo gorda? Por que ser gorda não é natural? Por que estar fora dos padrões não é bonito? A sociedade está alienada, não consegue abrir a mente e ver que a mulher não precisa seguir padrões para ser considerada bonita. Ser gorda não impede uma mulher de ser linda e atraente, mas a mulher gorda sofre extremamente com tal realidade, desde a dificuldade que enfrenta para encontrar roupas no seu tamanho até a competição com uma magra por um emprego. É vergonhoso e infeliz o quão cruel a sociedade pode ser com quem foge aos padrões de beleza. Todos os dias, diferentes mulheres que não se encaixam nos padrões, sofrem preconceitos, são vitimas de insultos e levam desvantagem somente por não estarem na “medida certa”.

Em 2011, o artista Bakalia criou uma Barbie plus size. Muitas marcas de roupas e revistas aderiram ao polêmico modelo plus size, lançando campanhas com modelos gordinhas e criando roupas especiais para a maioria das mulheres. Essa inovação gerou controvérsias e muitas pessoas rejeitaram a criação de Bakalia, a Barbie gordinha não agradou todo mundo e recebeu duras criticas, tais quais: “ninguém é gordo naturalmente, isso mandaria uma mensagem para as meninas de que é OK não ser saudável”;“Barbie não precisa de queixo duplo. Você pode ser plus size sem ter esse queixo”“nem gorda, nem muito magra, por uma Barbie saudável”. É um grande equivoco achar que “só é gorda quem quer”, emagrecer é um processo que depende de cada organismo e de outros fatores externos que influenciam. Ser magra não significa ter um ótimo atestado de saúde.

As mulheres são diferentes, podem ser altas, baixas, gordas, magras, de todas as formas e tamanhos e não há nada de errado em fugir do padrão, assim como segui-lo. Toda mulher deveria simplesmente amar seu corpo. A beleza é tão somente uma contemplação subjetiva e relativa, não deveria ser enquadrada em padrões que excluem e discriminam. Pode ser clichê, mas é legítimo: bonita é ser você.

Amanda Nunes, Blogueiras Feministas

Referência

¹ KUHN, Rolf. Em: HUISMAN, Denis (dir.). Dicionário dos filósofos. 2 v. São Paulo: Martins Fontes, 2001.p. 123

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Comentários

  1. Alexandre Lopes Postado em 15/Mar/2014 às 17:35

    Eu , felizmente, posso dizer que nunca fui obcecado por magreza feminina . Já fiquei com mulheres baixinhas e acima do " tal peso ideal " . Nunca me senti incomodado com pressões de amigos e até mesmo de outras mulheres .

    • Thiago Teixeira Postado em 16/Mar/2014 às 08:55

      Essa "pressão de amigos" foi introduzido na mente das pessoas desde as telas do cinema mudo. A magrinha com as pernas torneadas era o troféu dos "mocinhos" que estavam do lado do bem. Isso foi passando de geração em geração, através de desenhos animados (a gorda correndo atrás do pica pau para dar um beijo), comédia, cinema moderno enfim, criou um padrão de beleza no subconsciente das pessoas. Eu tenho personalidade, você também provou ter, e não estou nem ai se as pessoas vão me olhar se eu estiver com uma mulher gorda, magrela, alta, baixa, de cabelo azul, etc. Se estamos contentes e sentimos atração mútua, basta a geração Xuxa torcer o nariz e gladiarem pelas mulheres torneadas.

      • Alexandre Lopes Postado em 16/Mar/2014 às 12:23

        Perfeito , Thiago . Esse tipo de ideologia vendida ( essa é a palavra, não tem outra melhor ) só serve mesmo para alimentar a discriminação e gerar dinheiro ( indústria dos cosméticos, cirurgia plástica, academia , etc ) a uma elite gananciosa . Muito perspicaz a sua sacada em relação a filmes , desenhos , etc . Funciona exatamente dessa forma e , o que é triste , é que a ideologia idiota ( a que menos corresponde à realidade ) é sempre a dominante . Porém, seguiremos em frente sem sermos idiotas !

      • Juniperos Postado em 16/Mar/2014 às 22:21

        A mulher é tratada como gado muitas vezes pela sociedade, e o pior é que a mesma mídia que diz lutar pela igualdade, vende a mulher como produto, e também vende a fôrma: as que não couberem nela, são descartadas. Vendem tudo: como devem se vestir, falar, querer, comer, ser, possuir e gostar. E o mais assustador: muitas aplaudem isso. Temos uma coleção de belíssimas cantoras e atrizes, muitas semelhantes a bonecas de beleza dificilmente alcançável por muitos tipos de DNA. Lembro-me de certa revista (que se diz) feminina que estampava na capa uma foto da modelo Gisele, com o dizer “a moda agora é a barriga negativa”. Obviamente não vemos muitas modelos como Giseles andando pela rua, nem mesmo coleções de barrigas negativas, mas a patológica busca pela perfeição ditada por revistas como essa, esta na cabeça de muitas. Mas como não estaria? Cantores de axé, samba, pagode, sertanejo e até funk, não querem nem saber de nada fora do escultural nos seus palcos: pois encantar pela musica não basta: instigar a inveja é mais importante, mesmo que seja das dançarinas. Como contrariar esses padrões se muitas das próprias mulheres que se dizem feministas e cheias de autoestima e estilo próprio, no intimo querem apenas ser mais um troféu escultural de algum “cobiçado” por ai? Este país poderia ser o mais respeitoso com as mulheres e elas poderiam viver aqui com mais igualdade, mas falta coragem para renegar as mulherzinhas vendidas nas novelas e círculos de fofoca. Antes que sair com uma bandeira na mão, eu pergunto àquelas que buscam por sua igualdade: Você sabe realmente se amar? Quem ama protege!

  2. Carlos Prado Postado em 15/Mar/2014 às 19:25

    Ditadura é obrigar por força algo, assim como os métodos aqui apoiados. Se a pessoa quer ser magra mas não tem ninguém ameaçando de prendê-la com uma arma, assim como uma lei estatal faria, então não tem nada de errado a não ser a própria pessoa. No mais não vejo pessoas que tenham tanta preferencia por modelos magérrimas.

    • Sophia Postado em 15/Mar/2014 às 22:40

      Pois é Carlos Prado, assim como na Ditadura Comunista , e na Ditadura Capitalista, aquela que aconteceu no Brasil em 1964. " O sujo falando do mal lavado". rsrsrs

      • Carlos Prado Postado em 18/Mar/2014 às 11:52

        Ditadura capitalista é contraditória. Pode-se falar em fascista. Até porque aquela porcaria que os militares fizeram foi um governo que aumentou em muito o tamanho do estado e a dívida pública, resultando numa bolha que explodiu no colo dos outros, quando os militares já tinham deixado o governo. Não houve mais liberdades civis, não houve grande corte nos gastos e na cobrança de impostos. Mas houve grande trabalho para as estatais, o governo foi o principal investidor na industria pesada, houve aumento da miséria e da inflação. O regime militar esbanja feitos de dar inveja à muita união soviética. A sorte dos militares foi a bomba não ter estourado no colo deles, já a união soviética não teve a mesma sorte, sua economia colapsou nas mãos da nomenklatura.

    • Lorena Postado em 15/Mar/2014 às 23:26

      Verdade quem ninguem coloca uma arma na cabeca da outra, apenas para a fazer emagrecer. Mas vc acha mesmo que nao e uma ditadura? Se nao sou magra nao sou aceita. Se nao sou magra, o emprego fica com aquela magrinha que estava na mesma selecao. Se nao sou magra, aquele cara que eu amo nao me quer. Se nao sou magra nao sou vista por ninguem... Quem quer viver assim? Invisivel e desprezada? Por conta disso acontecem dietas loucas, cirurgias desnecessarias, stresse...

      • Suely Postado em 16/Mar/2014 às 00:20

        Essa é a ditadura das armas invisíveis. Ou implícitas.

      • Thiago Teixeira Postado em 16/Mar/2014 às 09:15

        A desculpa desses empregadores coxinhas é que a magrinha, no caso de uma vaga para atendimento, chama mais atenção e consequentemente irá atrair mais público. Mentira. Hoje as pessoas são atraídas pelo tratamento. Uma pessoa com um sorriso amigável, competência e excelência no atendimento com o cliente supera qualquer estereótipo físico. Isso vale também nas amizades, nos relacionamentos amorosos, pois uma pessoa que avalia a aparência, simula em sua mente um passeio na praia, ou rolezinho no shopping chamando a atenção de todo mundo, é um animal.

  3. tania Postado em 15/Mar/2014 às 20:47

    A indústria da beleza se nutre muito no ideal de mulher magra porque isso é também uma grande fonte de renda. Produtos emagrecedores, tratamentos, cirurgia plástica, entre tantas coisas e não dá pra pensar que não exista um trabalho orquestrado para que mulheres gastem muito com tratamentos para afinar a silhueta. As estatisticas nos falam isso bem alto. Procurem saber o quanto rende a indústria da beleza e o Brasil parece ser um dos campeões de cirurgia pástica. E tem mais, com tamanha pressão por meios de comunicação como TV, revistas, sites na internet, vídeos e até filmes, fica bem difícil para uma mulher não fazer muito para ser bela. E o pior, as fotos fotochopadas e com alta produção são um objetivo inalcançável, uma vez que irreais... Assim, a corrida se torna uma obsessão para muitas onde nunca chegarão ao final.

    • Carlos Prado Postado em 15/Mar/2014 às 21:58

      De certa forma há uma procura por isso. Caso contrário eles apostariam em pessoas gordinhas, verdes ou sei-la-como. Acho que muitas pessoas exageram, claro.

  4. Leonardo Postado em 15/Mar/2014 às 22:25

    Concordo que existe uma ditadura do corpo perfeito, e que há sim discriminação devido à peso e aparência, mas gordura em excesso não é sudável. Existe um meio termo entre o que é preconceito e o que é destrutivo ao corpo.

  5. Betina Postado em 15/Mar/2014 às 23:49

    Sinceramente, gosto de ser baixinha. Nunca me importei com meus 1,55m de altura. Vindo de uma família de mulheres baixinhas que sempre reclamam disso, me considero um milagre, hahaha. Não ia gostar de ser alta. Agora, com o peso, me importo. Não muito mas me importo. Reflexo do que a mídia nos dá todo o dia? Com certeza. Infelizmente, essa ditadura maldosa sempre vai achar um jeito de chegar a qualquer uma de nós, mesmo ela já sendo linda. Vide a anorexia. Nunca seremos perfeitas... isso está totalmente fora do nosso alcance. Mas a maldade humana não conhece limites, e tá pouco se lixando para a dor que pode causar ao outro. E assim caminha a humanidade...

  6. sinceramente Postado em 16/Mar/2014 às 00:23

    as feministas de plantao faltaram as consultas com o endocrinologista, cardiologista, ortopedista...

    • Angélica Postado em 19/Mar/2014 às 12:43

      Essa ideia de que gordo é doente é uma balela. Sou gorda, faço exames médicos com frequência e sou completamente saudável. No entanto, isso não impede o fato de que ao entrar em um consultório de um endocrinologista, ele não me mande emagrecer antes mesmo de ver meu histórico médico e familiar e de pedir qualquer exame. Se isso não é preconceito, não sei o que é.

  7. André Postado em 16/Mar/2014 às 06:46

    Por isso eu amo as gordinhas...

  8. renato Postado em 16/Mar/2014 às 12:01

    Eu gosto de mulher. De qualquer jeito, minha mente é fertil. E é ela que me diz do que devo gostar.... O resto é balela....

  9. carla abreu Postado em 16/Mar/2014 às 15:15

    Muito bacana o texto. Ainda há muita pressão mesmo, mas, felizmente, isso está mudando, há agências de modelo inclusive para pessoas com deficiência, como é o caso da Kica de Castro, que vem realizando um excelente trabalho demonstrando que beleza e deficiência não conceitos contrapostos. No entanto, a indústria cultural e a própria sociedade devem acordar em perceber e aceitar que o natural é a diversidade das pessoas, as pessoas são naturalmente diferentes, e, aceitar-se e assim aceitar o outro implica não só em uma convivência mais saudável consigo mesmo mas também com o outro, e, em todos os sentidos. Um pessoa que está bem reflete isso nos seus relacionamentos, no seu trabalho, tudo flui, se alguém está constantemente preocupada, infeliz, deprimida por não atingir algo que talvez não faça parte de seu biótico e lhe seja fisiologicamente danoso acaba desaguando em outros setores de sua vida, bulimias, anorexias, depressão, amargura, falta de desempenho profissional. Então, o natural é sermos diferentes, e, as diferenças serem celebradas.

  10. Caio Iha Postado em 16/Mar/2014 às 22:33

    de fato, mas isso é mtu bonito na teoria pois em pratica não consta como nenhuma realidade.

  11. eu daqui Postado em 17/Mar/2014 às 12:42

    Belo é quem é sensível a essa contemplação subjetiva.