Redação Pragmatismo
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Economia 25/Mar/2014 às 17:44
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Bancos privados demitiram quase 2 mil; Caixa contratou 826

Pesquisa apontou que enquanto os bancos privados lideraram os cortes de vagas em janeiro e fevereiro, a Caixa Econômica Federal abriu 826 postos de trabalho no mesmo período

caixa itaú bancos

O sistema financeiro fechou 1.864 postos de trabalho nos dois primeiros meses deste ano, revela a Pesquisa de Emprego Bancário, divulgada hoje (25) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

De acordo com a pesquisa, enquanto os bancos privados lideraram os cortes de vagas, a Caixa Econômica Federal abriu 826 postos de trabalho no mesmo período.

A pesquisa é feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a pesquisa, os bancos brasileiros contrataram 5.124 funcionários e desligaram 6.988 no primeiro bimestre deste ano. Em 18 estados, houve saldo negativo de emprego no período. Os estados que mais fecharam vagas foram São Paulo (715), Rio de Janeiro (262) e Minas Gerais (222).

De acordo com a Contraf, a pesquisa indica também que as mulheres, que representam metade da categoria, ganham menos do que os homens não somente na contratação como também no desligamento.

Enquanto a média dos salários dos homens na admissão é R$ 3.678,54, nos dois primeiros meses do ano, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.765,15, valor que representa 75,2% da remuneração de contratação masculina. A média dos salários dos homens no desligamento é R$ 6.212,84 e das mulheres, R$ 4.543,54. Isso significa que a remuneração média das mulheres no desligamento equivale a 73,1% do salário dos homens.

A pesquisa mostra ainda ficou em R$ 3.229,33 o salário médio dos admitidos pelos bancos no primeiro bimestre do ano. O dos desligados receberam, em média, R$ 5.407,33. Assim, os trabalhadores que entraram no sistema financeiro receberam valor médio equivalente a 59,7% da remuneração dos que saíram.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Cesar Vargas Postado em 25/Mar/2014 às 18:13

    Vivemos numa época em que o computador ao invés de servir, auxiliar e facilitar a vida dos seres humanos está justamente fazendo o contrário, facilitando a vida dos empresários, aumentando cada vez mais seus lucros, diminuindo a geração de empregos e sobrecarregando os que estão empregados. O computador, deveria servir sim, para diminuir as horas trabalhadas diárias dos trabalhadores, tarefa que os sindicatos, federações e confederações deveriam lutar para isso mas, como neste país de corruptos e egocentrismo exacerbado, os sindicalistas estão mais preocupados com ocupação de cargos em conselhos de administração nas empresas, eleições em diretorias nos fundos de pensão e manutenção na direção dos sindicatos. Passamos por uma época em que os sindicalistas são sempres os mesmos!! Acordem trabalhadores deste Brasil varonil...!

  2. Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2014 às 19:02

    Na minha opinião nada substituiu um atendimento presencial num banco. Nem todo mundo tem acesso a internet, e há assuntos e movimentações que necessitamos fazer pessoalmente na boca do caixa. Eu fechei minha conta no Santander por causa disso, não dispenso um atendimento de balcão e uma chorada com o gerente!

    • Eduardo Abreu Postado em 25/Mar/2014 às 20:31

      Parabéns Thiago, você além de valorizar o calor humano, que é um mínimo que os Bancos podem nos dar, pois cobram tudo, você está contribuindo para geração de empregos, e valorização do ser humano em relação as máquinas. Esse banco que vc citou já foi um dia um banco brasileiro que governadas o fez privatizado e para banco estrangeiro, espanhol se não me engano.

      • Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2014 às 21:22

        Banespa! Classiqueira, era cliente deste 1989.

    • Eduardo Abreu Postado em 25/Mar/2014 às 20:33

      Quanto a matéria, a Caixa, como Banco governamental, tem por obrigação social gerar empregos, pois o lucro é importante para reinvestimento, mas a geração de empregos e um bom serviço são essenciais.