Redação Pragmatismo
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Ditadura Militar 26/Mar/2014 às 09:48
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Alves barra pedido de Bolsonaro para homenagear golpe de 1964

Presidente da Câmara não só vetou o pedido de Bolsonaro para homenagear a ditadura, como aceitou o requerimento de Erundina para celebrar o "ano da democracia, da memória e do direito à verdade"

Ás vésperas da comemoração dos 50 anos do golpe de 1964, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu vetar hoje pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), um dos principais defensores da ditadura militar, para a realização de uma sessão em comemoração ao regime e seus “feitos”.

bolsonaro ditadura militar 1964
Pedido de Bolsonaro para homenagear a o golpe militar de 1964 foi barrado na Câmara (Ag. Câmara)

A decisão foi tomada após líderes puxarem a discussão sobre o tema. A equipe técnica tinha recomendado que a Câmara abrisse espaço tanto para os defensores quanto para os críticos da ditadura militar.

A ideia gerou um desgaste entre os líderes e, segundo relatos, o presidente aprovou apenas o requerimento apresentado pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), apoiada por outros líderes, sugerindo sessão para homenagear “civis e militares que resistiram à ditadura, consagrada à reflexão sobre o significado da luta pela democracia e sobre a herança autoritária ainda por enfrentar e superar plenamente em nosso país”.

Na prática, Bolsonaro fica excluído como um dos autores da sessão dos 50 anos do golpe. Para deputados, a medida é gesto simbólico. Bolsonaro poderá se manifestar na sessão se for indicado pela liderança de seu partido, o que deve ocorrer.

De acordo com líderes, Alves disse que a medida foi tomada a favor da democracia e que o requerimento de Erundina condiz com a realidade do país. A reportagem apurou que, em 2013, Alves chegou a vetar outro pedido de Bolsonaro para realização de uma exposição fotográfica sobre o período militar. O pai de Alves foi um dos 173 deputados que tiveram o mandato cassado pelo regime entre 1964 e 1977, ao longo de quatro legislaturas.

Erundina sugeriu que a Câmara promova o “ano da democracia, da memória e do direito à verdade”, com uma série de eventos para lembrar o período. A sessão está prevista para o dia 1º de abril. O tema é sensível para o Congresso. No ano passado, na presença dos chefes das Forças Armadas e da presidente Dilma Rousseff, o Congresso devolveu, simbolicamente, o mandato do presidente João Goulart (1919-1976), deposto pelo golpe.

Antes, os parlamentares anularam a sessão do Congresso de 2 de abril de 1964 que viabilizou o golpe ao declarar vaga, na ocasião, a Presidência da República. Bolsonaro tem dito que não há constrangimento em levar para dentro do Congresso a defesa do golpe. “Aqui não é a casa da democracia, que vale o contraditório, que todos têm direito de se expressar? Eu não vou falar da minha cabeça, vou mostrar os fatos”, disse.

Para Erundina, a Câmara foi a instituição mais atingida pelos atos institucionais da ditadura. “A memória viva da resistência contra o arbítrio ditatorial é a melhor homenagem” que se pode “prestar à democracia ainda e sempre em construção”, afirmou.

Folhapress

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Comentários

  1. Marcelo Postado em 26/Mar/2014 às 11:23

    Seria realmente um desrespeito depois do depoimento do militar confessando ser responsável pelo sumiço do deputado Rubens Paiva e das práticas de tortura. Sem contar que o fracasso da Marcha pedindo intervenção militar no país mostrou que os brasileiros não querem um retrocesso no que se refere a liberdade de expressão e práticas desumanas legitimadas.A ditadura é se caracteriza, essencialmente, pela violência do Estado sob a perda de direitos. Se hoje podemos criticar os nossos governantes, é justamente porque não vivemos em uma ditadura.

  2. Eduardo Abreu Postado em 26/Mar/2014 às 12:15

    Comemorar esta época é o mesmo que comemorar a passamento de um ente querido, temos que lembrar para não esquecer e fazer de novo..... O TEMPO, vai varrer todos os que foram atores desta teatro de horrores, pena que os que não atuaram também.

    • Cristina Tamashiro Postado em 26/Mar/2014 às 19:20

      Comemorar o passamento de um ente querido, é uma questão cultural, pois os japoneses o fazem, com direito a comes e bebe, como também comemorar os cinquenta anos contra o golpe comunista depende do ponto de vista de quem o vê. Se o Brasil não tivesse tido a intervenção do exercito poderíamos estar como Cuba até hoje. Não sei o que pensa sobre Cuba mas o sofrimento do povo é evidente. E para nós pouco importa o que o governo não aprove a comemoração, nós brasileiro festejaremos e com muito orgulho.

  3. Thiago Teixeira Postado em 26/Mar/2014 às 12:46

    Que maravilha! Que exemplo de DEMOCRACIA vetar a homenagem solicitada por um deputado. E se o deputado solicitante fosse o Carlos Sampaio? Manuela? Erundina? Qual o problema em homenagear e RESPEITAR quem aprovou a era do governo militar? Esse negócio de "eu não gosto, pronto e acabou" não existe, por mais que o Bolsonaro seja um idiota e que houve eventos vergonhosos no regime, não justifica esse VETO. Ou a democracia é só para o que convém a ela?

    • Marcelo Postado em 26/Mar/2014 às 13:10

      Thiago Teixeira, DEMOCRACIA não significar implica o direito a homenagear regimes TOTALITÁRIOS (isso seria um desrespeito com as famílias das vítimas mortas ou desaparecidas até hoje). Imagina se os simpatizantes de Hitler ( pasme, mas existem pessoas que o admirem e que inclusive deram apoio aos que vieram se esconder no Brasil) resolvessem homenageá-lo em plena Câmara. A Alemanha não se orgulha do holocausto, quando esse período sombrio é lembrado na Alemanha é só para registrar que nunca mais deve ocorrer um tipo de política como o implementado pro Hitler. O VETO, Thiago, significa algo parecido aqui no Brasil. É para dizer a sociedade que a Câmara (que representa o povo) não apoia e concorda com o que houve no passado, com as perseguições e mortes de quem não concordava com a forma de governo dos militares. Democracia não deve ser confundida com o direito de ofender, de incorrer num erro.

    • Danilo Pessôa Postado em 26/Mar/2014 às 16:22

      Não morro de amores por nenhum parlamentar, mas Carlos Sampaio, Manuela e Erundina não solicitariam NUNCA uma proposta para homenagear a ditadura. Tal aprovação, como já dito, seria um desrespeito aos que morreram para lutar pela democracia.

    • Marcelo Montes Postado em 26/Mar/2014 às 18:19

      Democracia deveria "homenagear a ditadura" porque e' "democracia"???

    • Vinicius Postado em 26/Mar/2014 às 18:23

      Democracia não pode servir de pretexto para promover um regime que luta contra a mesma ! Não confunda as coisas !

      • Alê Martins Postado em 27/Mar/2014 às 03:58

        Perfeito !

    • Leonardo Postado em 26/Mar/2014 às 21:41

      "Eu não gosto, pronto e acabou"... foi o que os militares fizeram fechando o congresso e implantando uma ditadura!!!! Que motivo tem o congresso para homenagear o governo que o desconsiderou? Se a maioria dos congressistas acham inapropriado, nada mais democrático...

    • Eraldo Nunes da Silva Era Postado em 27/Mar/2014 às 09:52

      A democracia é para respeitar o direito da maioria e o pais quer apagar essa mancha ridícula da sua história

  4. josy Postado em 26/Mar/2014 às 13:19

    Numa democracia não pode haver espaço para ditadura, muito menos para comemoração de um golpe militar. Não existe dialogo entre ditadura e democracia.

  5. deisinha Postado em 26/Mar/2014 às 18:47

    não da para entender qual e ,do tiago teixeira nunca vi tanta incoerencia ,precisa se definir qual,sua postura dai talves eu consiga te entender ,falar que hoje se de espaço para homenagem a ditadura ;da vontade de chorar.

  6. Thiago Teixeira Postado em 26/Mar/2014 às 18:55

    Esse ato foi um retrocesso extremo, sinal que a Democracia não amadureceu e parece ter medo da sua própria soberania. O ato não passaria de um pracinhas cabeça branca relembrar os velhos tempos. Como a maioria da população sofreu vasta lavagem cerebral da mídia, fica o lamento do esquecimento e desprezo que o regime conquistou ao povo brasileiro: Crescimento industrial, consolidação da pós-graduação, Proálcool, Ensino Técnico, obras estratégicas e qualidade do ensino fundamental e médio hoje, com toda tecnologia a seu dispor, não consegue chegar perto das escolas de antigamente.

    • Anderson Postado em 26/Mar/2014 às 19:37

      Você sabia que disciplinas como Sociologia e Filosofia foram extintas justamente no regime militar? E havia sim corrupção, apenas a imprensa e NINGUÉM tinha o direito de tornar isso público!

    • Marcelo Postado em 26/Mar/2014 às 21:13

      Thiago, você sabia que foi no período da ditadura que disciplinas como Ciências Sociais e Filosofia foram extintas?? Porque será?

      • Thiago Teixeira Postado em 26/Mar/2014 às 21:25

        E porque será que a democracia acabou com OSPB e Educação Moral e Cívica?

      • Marcelo Postado em 31/Mar/2014 às 02:13

        Thiago, também respeito a sua opinião AFINAL VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA, portanto, voCê tem o direito de acreditar e dizer o que quiser, mérito esse que só a democracia pode lhe dar, mas você infelizmente não reconhece, nem toca neste ponto, quando vai argumentar. Mas, só para encerrar, você tem sim o direito de defender suas ideias, mas por outro lado, se você discorda de tudo o que eu falei, lamento, mas falta-lhe embasamento histórico e sociológico sobre o Brasil, no período da ditadura. Enumerarei, didaticamente, alguns pontos já ditos na última resposta, mas que ninguém de vom senso e bem informadas são capazes de negar que aconteceram: 1-Os militares recolhiam livros considerados suspeitos (tolhendo assim o direito a escolha do que se queria ler, o direito a escolher uma ideologia, só poderia ser a cartilha deles) 2- Na democracia, o Estado não pode proibir você de se expressar, não pode te torturar por você não apoiar o partido que está no governo, não pode te sequestrar, nem pode proibir o seu direito de ir e vir; 3- Não é a democracia que resulta em violência. O estado democrático criminaliza a violência. Não é a democracia que arma o bandido. O estado democrático preza pelo não armamento civil. Se os bandidos se armam, tem a ver com a péssima gestão de alguns governantes. Além disso, os bandidos seriam armados mesmo que vivêssemos em uma ditadura. Até porque dentro do exercito e da polícia existem bandidos aliados de traficantes etc. 4- O que causa a violência, geralmente, resulta do capitalismo que rege a economia. O capitalismo é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que traz avanços tecnológicos, científicos, boas condições de vida, traz também exclusões. Enquanto poucos acumulam milhões, bilhões, MUITOS vivem em condições desumanas, sem condições de comer, nos morros, sujeitos a enchentes, ao tráfico etc. Enquanto poucos ACUMULAM mais do que realmente precisam, muitos lutam para ganhar apenas 1 salário mínimo. Muitos entram no mundo do crime porque não veem perspectivas nenhuma de avançar de classe social. Como entrar no mercado de trabalho que geralmente é racista, que cobra mil e uma qualificações como falar 2 linguas, cursos de informática, 2 anos de experiências, etc? Como esperar que 1 salário mínimo seja suficiente para que pobres deem uma vida digna para seus filhos. Nada justifica a escolha pelo mundo do crime, mas muitos criminosos começaram cometendo pequenos delitos para conseguirem o mínimo de conforto, seja na alimentação (roubando uma lata de leite condensado, por exemplo), um par de tênis (de marca que ele viu na TV que proporcionará status) etc. Não é a democracia que produz violência, mas sim ,a desigualdade social do mundo capitalista. 3- Você diz que se pobres quiserem ser gerentes, que se esforcem, que estudem. Blz, até concordo. Mas a realidade é mais complexa do que esta regra. Não podemos exigir que uma pessoa pobre, que acorda de madrugadas e pega 3 conduções para ir à escola e sempre estudou em escolas de má qualidade tenha o mesmo desempenho em uma entrevista de emprego ou vestibular que uma pessoa de classe média alta, que tem carro próprio, que estuda nas melhores escolas particulares. A ideologia do mérito pessoal (que só depende de cada um fazer sua parte) só é vantajosa para quem já nasceu em boas condições de vida. Aqueles que nasceram pobres terão que fazer "milagres" em suas vidas para estar no mesmo nível de preparo para o mercado que aqueles que sempre tiveram tudo. 4- Você acreditando ou não, temos mais acesso a informação do que na ditadura. Temos também mais fontes de informação e não apenas os canais oficiais. Se antes recorríamos muitas vezes a enciclopédia Barsa, hoje temos o mundo na internet. 5-Havia sim, censura nas universidades, militares se infiltravam nas instâncias de educação, eles tinham informantes em salas de aula. E é óbvio que isso acabava interferindo no desenvolvimento de uma educação crítica e reflexiva, pois professores e alunos tinha medo de sofrerem represálias do Estado. 5- Temos também liberdade para pesquisar, questionar e nos informar sobre como nossos impostos são aplicados (sabia que existe o portal da transparência?). Podemos fazer abaixo-assinado, podemos protestar nas ruas. Se há corrupção, não é por conta da democracia e sim, como disse antes, porque a política é feita por humanos, e humanos podem vir a ser corruptos, independentemente de usar farda ou não 6-Na ditadura não poderíamos JAMAIS questionar como os impostos estavam sendo aplicados. O princípio é acredite ou caia fora do Brasil!! 7- Em casos de corrupção, na democracia existem possibilidades como: CPI, inelegibilidade por vários anos, impeachment etc. Já na ditadura, o povo não pode nem se manifestar contra as políticas de gestão; 8- É fato que existem vândalos em protestos. Mas por isso, devemos acabar com o direito do povo de protestar???? A democracia é um avanço, entre outros pontos, por isso, porque permita que o povo grite nas ruas as suas as suas críticas aos governos. 9- Não é necessário um regime de ditadura para haver respeito entre professores e alunos. Como disse, não impondo medo que se consegue respeito. Os militares impuseram medo por anos no Brasil e como você disse, 95% da população os critica. Será que se eles tivesse conquistado o respeito do povo, haveria tanta rejeição assim. Seja sincero, a que você atribui tanta rejeição? Em países em que a desigualdade social é menos evidente, e a educação se faz realmente presente, não é preciso uma ditadura para que alunos e professorem se respeitem e se tornem colaboradores de um fim comum, que é proporcionar o diálogo em sala de aula. Quando eu disse que professores aprendem muito com os alunos, é porque os professores querem que os alunos participem das aulas e não que fiquem caladinhos como você sugeriu. Os professores, claro, tem mais conhecimento que os alunos, pois se preparou para aquilo, Porém, alunos questionadores contribuem até para melhorar o desempenho do professor, e torna a aula dialógica entre alunos e alunos e alunos e professores. Garanto que se os pais prepararem seus filhos com valores de igualdade, tolerância, educação para irem a escola, respeitando colegas, professores, a ditadura não fará a menor falta. A violência nunca resolveu nada, 10- Você diz que as pessoas eram mais politizadas. Essa impressão talvez se deva justamente a luta pela liberdade e contra a ditadura. Muita gente tem mesmo essa impressão. No entanto, não se pode negar que devido a liberdade que temos hoje de acesso a fontes de informações de todos lados, ideologias, de debater política em qualquer lugar, faz com que as pessoas pensem também em política, tenham o direito de escolher o partido em quem confiam. É verdade, as pessoas consomem muita TV , muito BBB (mas inclusive o ibope bem despencando, não chega nem a 30%), mas as pessoas também discutem política (as coisas não precisam ser excludentes, muita gente se diverte ao mesmo tempo que separa muito tempo para estudar também). Você viu o tanto de assinaturas no abaixo assinado para defender o marco civil da internet? Você acha que se fosse o período da ditadura, as pessoas poderiam envia o abaixo assinado aos parlamentares como aconteceu neste caso? Pelo contrário, os militares jamais aprovariam um marco civil que defende que todos em direito a liberdade de expressão, a inviolabilidade de dado pessoais. Os militares iriam era impor uma internet em que eles controlassem o fluxo de informações, a punição a quem falasse mal deles nas redes sociais e revistas como essas. 11- Sobre o "milagre econômico", sim, houve uma modernização no país que não precisaria do mérito da violência para se realizar. Ou seja, qualquer outro gestor, em regime político democrático poderia ter feito o Brasil avançar sem ter que centralizar o poder as custas de violência. O plano real, por exemplo pois fim a inflação terrível, resultante do tal milagre econômico, sem usar da truculência militar. Aliás, junto com esse milagre, o Brasil deixou de investir em ferrovias e portos (a exemplo da Europa) que poderiam hoje ser uma opção a mais e mais seguras que carro, para a integralização do país. Não podemos negar que junto com o tal milagre, veio também o aumento exorbitante da dívida externa. Enfim, se ainda for me responder, gostaria de saber a sua opinião sobre todos os pontos (um por um), ok?

    • Marcelo Postado em 26/Mar/2014 às 22:11

      Thiago, OSPB e Educação Moral e Cívica eram disciplinas que entre outras características exaltavam o que pregava o regime militar, exemplos: patriotismo acima de tudo, ou seja, desprovido de análises críticas se apoiaria nas tradições nacionais a preservação do espírito religioso cristãs, desconsiderando outras expressões religiosas como as afros; a conduta moral era regrada por uma culto a família (mas e hoje em dia, que modelofamília se adequaria ao que pregavam essas disciplinas? apenas a heteronormativa) a pátria (o Brasil é o país do futuro, isso era repassado por essas disciplinas) e a religião. Portanto, sociologia e filosofia, abordam essas questões em suas diversidades,sem impor modelos do que é certo e ou errado, sem pregar nacionalismos, prefere-se compreender a realidade, sem ufanismos. Taí uma breve explicação do porque que OSPB e EMC foram extintas, elas não se adequavam a uma sociedade que estava se abrindo par a democracia.

      • Thiago Teixeira Postado em 27/Mar/2014 às 12:18

        Alguns pontos você tem razão: "elas não se adequavam a uma sociedade que estava se abrindo par a democracia.". Democracia prega a libertinagem, a falta de respeito com os mais velhos, a desobediência de normas (todo mundo pode tudo, matar, roubar, pixar, desobedecer, atropelar as normas de conduta e depois se defender), blasfemar contra a religião das pessoas, incendiar mendigos e seus infratores serem protegidos pela leia graças a democracia, derrubar o presidente, arremessar tomate no governador (Mário Covas), matar prefeito, incendiar ônibus, enfim ... tudo pode fazer, todos tem o direito de se manifestar, discordar, destruir, barbarizar, cuspir pois somos livres, não é mesmo? A democracia não admite que uma criança enxergue a polícia como aliada, e sim como inimiga da população. A educação moral e cívica abordava racismo sim senhor, li e reli meu velho livro e não há nenhuma depreciação ao Candomblé, Macumba, Umbanda, Quimbanda e seja lá o que for. Pergunte a uma criança de 10 anos se ela sabe o Hino Nacional? Ela vai rir da sua cara, pois ser patriota é ser careta. Viva a democracia então.

    • Marcelo Postado em 27/Mar/2014 às 14:55

      Ahahahaha só rindo, viu, Thiago! A democracia não prega nada disso que você tá falando! A democracia, AO CONTRÁRIO DA DITADURA, defende a liberdade de expressão (queria ver você criticar os militares se vivêssemos em uma ditadura, como faz agora com os partidos citados por você lá no início), na ditadura, se você estivesse insatisfeito ERA "CONVIDADO A DEIXAR O PAÍS" ; o direito ao voto (na ditadura isso é impossível), não é a democracia que que faz com que a sociedade seja inimiga da polícia, é a própria polícia que age com truculência nas comunidades mais pobres e com negros (é só lembrar da dona de casa Cláudia, arrastada pela polícia, e nem criminosa era). Por acaso a polícia age dessa forma com filhos de empresários que assassinam no trânsito? a democracia defende que a polícia trate todos com IGUALDADE, se a polícia não age assim, não é culpa do conceito de democracia, mas sim da corrupção que se infiltra nessa instituição. E outra, você acha legítimo MATAR pessoas por que essas pessoas protestavam contra o regime militar? É graças a democracia que você pode aí da sua casa, escrever essas críticas contra a p´ropria democracia. Se estivéssemos em um contexto de ditadura, provavelmente os militares fiscalizariam e PROIBIRIAM qualquer pessoa de escrever contra eles. É graças a democracia que você possui a liberdade de ir e vir sem ter que ser abordado por ninguém para dar satisfações. É por causa de democracia que você pode escolher os livros de leitura de seu interesse. É também por causa de democracia que você tem o direito de fiscalizar o que e feito com os impostos nesse país (na ditadura você só tinha que confiar e pronto. Não podia fiscalizar, tinha que acreditar neles como se eles não fossem humanos passiveis de cometer crimes também). É graças a democracia que hoje podemos discutir racismo, homofobia, preconceito de classe. Na ditadura, essas diferenças sociais eram atropeladas pela ditadura. E desde quando cantar o hino é garantia de patriotismo. A não ser que patriotismo para você signifique amar o país cegamente, sem enxergar os seus defeitos, sem propor mudanças sociais e igualdade. A crítica que se faz ao patriotismo da ditadura, era a ilusão que os militares queriam plantar de que tudo estava bem, enquanto eles agiam como queriam, praticavam violência contra os direitos humanos (como se houvesse justificativa para torturar de maneira sádica outra pessoa), corrupção, apenas NINGUÉM PODIA FALAR. A desobediência, o desrespeito aos idosos, a falta de conduta social, não ocorre porque vivemos em uma democracia, e sim porque algumas famílias não souberam criar os seus filhos, não impuseram limites. Eu nunca agi dessa forma, sempre aprendi que o meu direito termina onde começa o do outro (na ditadura isso não existia). Isso é um conceito da democracia. Sobre religião, as disciplinas exaltavam o cristianismo, dizendo que o homem de bem devia ir à igreja, nunca li que o homem de bem tem o direito de escolher a sua religião, que o homem de bem devia ir ao terreiro, você já viu? N~~ao tenha saudades de um período em que a violência vinha do próprio estado e por isso as pessoas não tinham nem a quem recorrer, blz?

      • Thiago Teixeira Postado em 27/Mar/2014 às 17:56

        A ditadura foi violenta com que se opunha a ela, ponto. Não generalize. Do jeito que você retratou os militares saiam batendo de porta em porta e dando cacetada. A democracia obviamente não prega a prática de crime, mas oferece brechas e condições para tal, exemplo: Liberdade de Expressão. Você pelo jeito entende, sabe onde termina o seu direito e começa o do outro. As pessoas sabem o que é liberdade de expressão? Para muitos é exigir direitos iguais, ou seja, fim da hierarquia, um empregado quer a mesma marmita do gerente, o aluno quer questionar o professor, um motorista bêbado quer se recusar a fazer o bafômetro (acha que antigamente as pessoas faziam isso com a polícia? Não, nem pensar, existia Ordem) e isso obviamente era reprimido desde a infância pelo regime ditatorial. É ruim? Não sei, para você é. Pra mim e uma parcela da polução, não. Não estou defendendo com unhas e dentes a ditadura como você faz com a democracia, onde fala que a polícia é culpada de tudo. Acho que não sou eu o cego da história. Não suporto é satanizar 100% do regime. Livros? Discordo, tinha livros nas bibliotecas sim, mais que hoje, tanto é que os jovens eram mais politizados que os de hoje. Reuniões de oposição ao regime tinha sim, aliás tinha mais mobilização na época da ditadura como nunca antes da história. Hoje o jovem se reúne para usar drogas e fazer putaria. Inflação, economia? A conjuntura do mundo naquela ocasião não proporcionava os governantes de fazer milagre. Teve sim o milagre econômico, destroçado pela crise do petróleo em 73. O que o governo poderia fazer? A nação estava engatinhando, houve erros? Mais do que acertos, mas deixar de reconhecer o legado dos militares é, na minha opinião, uma atitude de baixo nível da democracia.

    • Marcelo Postado em 27/Mar/2014 às 19:19

      Pelo visto, Thiago, você legitima a violência (leia-se, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e desaparecimentos dos militares contra quem se opunha a ela!!) E sim, algumas vezes os militares saiam batendo de porta em porta, atrás de comunistas, recolhendo livros considerados suspeitos (tolhendo assim o direito a escolha do que se queria ler, o direito a escolher uma ideologia, só poderia ser a cartilha deles). E olha,, me desculpa, mas eu sou sim a favor de direitos iguais, não acho justo "a marmita do gerente! como vc usou, ser melhor que a "marmita do empregado". Não vejo justificativa para exploração de nenhuma classe. Sou a favor de boas condições de vida tanto para o patrão como para o empregado, o que sabemos, historicamente não ocorre. Sobre a liberdade de expressão, vc evita reconhecer que se vivêssemos em uma ditadura, nem eu, nem vc estaríamos aqui debatendo isso.Só teríamos duas opções, apoiar cegamente os militares, como se eles nunca fossem capazes de cometer deslizes, ou em caso de insatisfação, se calar, evitar comentar nas redes sociais, pois sua casa poderia sim, ser violada e vc e seu computador ser levado para "AVERIGUAÇÕES". A ORDEM que vc defende no período da ditadura era fruto do medo (imposto não só a bandidos mais a toda a sociedade dos grandes centros, que não podiam exercer o seu direito do LIVRE PENSAR E SE EXPRESSAR), aposto que ninguém hoje em dia quer viver com medo do ESTADO (leias-se polícia e governos e instituições), medo de contrariar o estado, de dizer o que se pensa. Já basta ter que lidar com a violência urbana (que não é fruto da democracia). Não confunda más gestões governamentais, com efeito da democracia. Corrupção é uma atitude que faz parte do humano, seja ele militar ou não. Engana-se quem acha que a violência (seja a física ou a atmosfera de medo) impõe qualidade de vida. No máximo, cria a ilusão de que tudo está bem, quando na verdade, qualquer pessoa que militasse em nome de uma causa, era considerado, desordeiro, subversivo. Duvido muito, que no período da ditadura, temas como ecologia, desenvolvimento sustentável, racismo, CPI para se investigar atos de improbidade administrativa, pluralidade partidária, direito de ir as ruas protestar etc. tivessem espaço nesse regime. Um dos maiores problemas da ditadura é que não há espaço para diálogo. Eles estavam com a razão e pronto e AÍ de quem discordasse. VocÊ disse que havia bibliotecas. Será mesmo, porque até hoje se discute que o Brasil historicamente sempre foi carente de bibliotecas, de políticas de incentivo a leitura etc. Sei que nos anos 80, eu era criança e estudei em várias escolas, e livro sempre foi um problema que o Estado nunca resolvia, as bibilotecas eram desatualizadas e fechadas, não tinham utilidade. E mesmo que houvessem livros nesse período que para vc foi glorioso, vc parece, inclusive torcer para que voltasse o tempo, mesmo nesse período, os livros passavam por um censor, que dizia o que era conteúdo subversivo ou não. Da mesma forma com a arte e cultura, quantas músicas, foram censuradas por terem conteúdo político? Assim, eram os militares que diziam o que vc deve ler, e como vc deve pensar, não havia espaço para contradições, nem questionamentos. E a democracia, defendo sim,é uma pena que dificilmente ela abrange a todos ( e aí o problema é mais complexo, envolve questões políticas, econômicas, administrativas etc. não dá para resumir aqui), mas os seus princípios prevalecem para que quem se sentir prejudicado, discriminado, tenha um estado democrático para recorrer. Um estado em que ele vai poder ter o direto de defesa, de dialogar (embora isso não se dê da mesma forma para todas as classes). Vc fala que hoje em dia as pessoas são menos politizadas. Será mesmo? não sei desconfio que isso é apenas saudosismo, pessoas saudosistas sempre acham que no passado eram mais felizes. Como as pessoas poderiam ser mais politizadas em um regime que IMPUNHA o que devia ser ensinado nas universiades??? Pois, saiba, havia sim militares e informantes dentro das salas de aula para saber o que se estava sendo ensinado ideologicamente. Como as pessoas podiam ser mais politizadas se as rádios e a TV não podia publicizar conteúdos críticos, reflexivos? Como as pessoas podiam ser mais escolarizadas se o índice de analfabetismo ainda era alto? Enfim, hoje, por mais problemáticas que sejam nossas universidades,somos livres pra debater, concordar, discordar politicamente sem que soframos retaliações por isso. E outra, professor nem sempre está coma razão. Vc não sabe que professores aprendem muito com seus alunos, não? O ensino atualmente preza pelo diálogo, pelo compartilhamento de ideias, foi-se tempo em que só o professor falava em sala de aula e isso não tem nada a ver com desrespeitar. Repito: má educação, desrespeito com o professor, co colegas, não tem nada a ver com democracia ou ditadura, tem a ver com os limites de educação que este sujeito teve em casa. Não é o estado que deve formar a conduta de um sujeito, isso ele aprende com os valores repassados em casa. Respeito não se adquire através do medo. Onde há medo, não há respeito (pelo menos não no sentido político-filosófico).Por mais que existam jovens que saiam para se divertir, usar drogas, é uma questão de escolha, de liberdade para decidir que tipo de sujeito vc quer ser. Assim como existem esses, muitos preferem estudar, escolher o seu curso, sem que o estado defina o que ele tem que ler ou fazer para se tornar um homem de bem. Enfim, a Ordem que vc fala, na verdade era a face mais cruel da ditadura. Qual foi o preço pago por centenas de famílias por essa ORDEM? Sobre o "milagre econômico", sim, houve uma modernização no país que não precisaria do mérito da violência para se realizar. Ou seja, qualquer outro gestor, em regime político democrático poderia ter feito o Brasil avançar sem ter que centralizar o poder as custas de muitas vidas. O plano real, por exemplo pois fim a inflação terrível, resultante do tal milagre econômico, sem usar da truculência militar. Aliás, junto com esse milagre, o Brasil deixou de investir em ferrovias e portos (a exemplo da Europa) que poderiam hoje ser uma opção a mais e mais seguras que carro, para a integralização do país. Não podemos negar que junto com o tal milagre, veio também o aumento exorbitante da dívida externa. Enfatizando só na democracia vc pode reclamar!!!

      • Thiago Teixeira Postado em 29/Mar/2014 às 10:27

        Discordo de tudo que escreveu, mas respeito, pois esta é a opinião de 95% da população e não tem como 5% gastar saliva defendendo o regime. Mas entrou em contradição em alguns tópicos. As pessoas respeitam porque tem Medo, inclusive o Bandido. Correto. Hoje não temos mais medo, temos liberdade. E o Bandido? Esqueceu-se do Bandido. Agora ele tem liberdade (na cabeça dele), e o estado não bota medo mais em ninguém. Quem se beneficiou? Assiste o programa Polícia 24 horas? É o retrato da democracia, o policial pergunta: "O senhor está de condicional, porque está na rua armado as 2 da manhã?". O mala responde: "Eu não tenho o direito de ir na casa da minha irmã?". Direitos iguais... é isso que está na cabeça das pessoas. Quer ter uma alimentação diferenciada no trabalho? Estude, faça Física 3, Métodos dos Elementos Finitos, rale 6 anos na faculdade, seja explorado no estágio, mais 5 anos nas empresas ganhando merreca, ai sim, irá merecer uma diferenciação. O que ocorre hoje, quem trabalha, estuda não tem valor algum. O vagabundo que ia à escola só para escrever o nome no trabalho das colegas para passar de ano, não batalhou, não correu atrás, quer ser igual ao gerente. Topete, e são aos montes. Onde que o jovem de hoje é politizado? Sim, existe uma parcela que busca informação assim como antigamente se conseguia ativistas que traziam informações de fora. Bibliotecas? Você quer dizer que as bibliotecas de hoje são melhores e mais bem equipadas? Busque informações sobre o assunto e compare com os anos 60 e 70. Tinha pouca, lógico, mas com qualidade, com bibliotecária do governo. Hoje a chave da biblioteca fica com a tia da merenda, sabia? Poucos tinham acesso a educação do antigo ginásio, e colegial (hoje o 2° grau) só nas grandes cidades. Mas o nível era outro, uma criança da 4 série se compara, hoje com uma da 7°, 8°, pois o ensino era forte, havia disciplina na sala de aula, Hierarquia, valores que não vou gastar tempo discutindo pois é coisa do passado, careta. Hoje pega um jovem de 18 anos recém formado do colegial e pergunte qual é a capital do Brasil. Ele não sabe. Pergunte quem foi o sétimo desclassificado do BBB 5. Na lata ele responde. Olhe os números de hoje com antigamente. “Nossa, na ditadura o ensino era ruim, hoje temos 99% dos jovens na escola ...” Mas adiantou alguma coisa? Gastou dinheiro com professor, livros, merenda, pra quê? Ontem estava no caixa do mercado e mocinha com a camisa da escola, filha do dono, pegou a calculadora para fazer 7x3. E ai? Pra mim ela não tem a 4° série. Mais uma banalidade: "professores aprendem muito com seus alunos" pelo amor de Deus cara, entre na sala de aula e fique caladinho, quer saber mais que o mestre? Fale na hora que ele autorizar. Mas esquece, não vou discutir, vocês são maiorias. Sente em cima da mesa, balance os pé, estoure uma bola de chiclete, atenda o celular na sala de aula ... você, seus filhos e seus conhecidos. Minhas filhas? Não senhor, antes delas iniciarem o ano letivo eu já passo o mancer, pois na minha casa estamos em 1968: "Bom dia professor. Posso ir ao banheiro? Levantando a mão: Professor, posso fazer uma pergunta?”. Não defendo a volta da ditadura nos moldes desta direita fascista das passeatas. A minha nova ditadura seria semelhante da Coréia do Norte, mas isso só num sonho delirante.

    • Marcelo Postado em 31/Mar/2014 às 18:47

      Olha, Thiago, oportunidade de refletir sobre a ditadura no Brasil: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/03/dez-razoes-repudiar-ditadura-militar.html Devemos aproveitar a oportunidade que temos atualmente de nos informar e não simplesmente acreditar em contos da carochinha!

  7. Vinicius Postado em 26/Mar/2014 às 19:15

    Pois é Thiago, vc já sofreu a lavagem cerebral que vc mesmo acusa. Regime totalitário que além de ter matado, torturado, e cerceado liberdades de seus cidadãos culminou num aumento de dívida externa que chegava a casa de 100 bilhões de dólares. Está aí, os ´belos´ frutos do tal regime. Ditadura é ditadura, nunca é bem vinda. Ditadura é uma afronta a nossa democracia e ela não pode servir de pretexto para promover regimes que atentam contra a mesma !