Redação Pragmatismo
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Desigualdade Social 04/Feb/2014 às 17:01
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Renda dos negros ainda é absurdamente inferior a dos brancos

Renda da população negra cresce, mas ainda é muito inferior a dos brancos. Rendimento mensal das mulheres também aumentou, mas continua abaixo dos homens

De 2003 a 2013, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos, percentual maior que os 48,4% de 2003. Nesse período, a renda média geral da pesquisa subiu 29,6%.

Enquanto a população de cor branca teve rendimento médio de R$ 2.396,74 em 2013, a população preta e parda recebeu em média R$ 1.374,79 por mês. O valor médio para toda a população das seis regiões metropolitanas pesquisadas no ano passado foi de R$ 1.929,03. Para a técnica da Coordenação de Emprego e Renda do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, que apresentou a pesquisa, a retrospectiva dos 11 anos da Pesquisa Mensal do Emprego mostra que houve ganhos importantes para grupos historicamente mais vulneráveis:

“De fato melhorias têm ocorrido, mas a diferença ainda é muito importante. A melhoria pode ser atribuída a questões como escolaridade da população como um todo que vem aumentando, permitindo que as pessoas obtenham empregos com maiores rendimentos, assim como também ao aumento do poder aquisitivo da população, que gera um aumento de vagas no comércio, por exemplo”, explicou.

Em 2013, a taxa de desocupação se mantinha maior para a população preta e parda do que para a população branca. Enquanto o primeiro grupo partiu de uma taxa de 14,7% em 2003 para uma de 6,4% em 2013, a do segundo grupo saiu de 10,6% para 4,5%. De 2012 para 2013, o desemprego se manteve no mesmo valor para os pretos e pardos, e caiu de 4,7% para 4,5% para os brancos. Apesar disso, nos dez anos, a queda foi de 8,3 pontos percentuais para a população preta e parda e de 6,1 pontos percentuais para a população branca.

A diferença entre a renda de homens e mulheres também foi reduzida, mas persiste. Trabalhadores do sexo feminino ganharam, em média, o equivalente a 73,6% do que os do sexo masculino receberam em 2013. Em 2003, o percentual era de 70,8%, mas chegou a ser de 70,5% em 2007. O rendimento real mensal médio das mulheres em 2013 foi de R$ 1.614,95, enquanto o dos homens foi de R$ 2.195,30.

A taxa de desocupação também é maior entre as mulheres do que entre os homens, com 6,6% contra 4,4%. Em 2003, a taxa para as mulheres era de 15,2%, e, a para os homens, de 10,1%. A maior taxa de desemprego é verificada entre as mulheres negras, para quem o índice chega a 7,9% em 2013 e foi de 18,2% em 2003. As mulheres brancas têm a segunda maior, de 5,4%, e os homens negros, de 5,1%. A dos homens brancos, que era de 8,6% em 2003, caiu para 3,8% em 2013.

São Paulo continua sendo a região metropolitana com a maior renda média, de R$ 2.051,07, seguida pela do Rio de Janeiro, de R$ 2.049,07, de Porto Alegre, de R$ 1.892,83, e pela de Belo Horizonte, de R$ 1.877,99. Salvador, com R$ 1.460,68, e Recife, com R$ 1.414,40, possuem os menores valores médios.

O uso dos termos preto e pardo, empregados pela matéria, respeita as categorias originais usadas na pesquisa pelo IBGE.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 04/Feb/2014 às 19:17

    Não podemos esquecer que quando o negro está na alta, ele vira branco na hora de preencher os documentos. E quando precisa de cotas, é pura negritude. Mas os dados reflete a situação da minha empresa pelo menos, exerço cargo de gerência e ganho menos que os recém formados que tem sobrenome europeu.

    • renato Postado em 04/Feb/2014 às 20:09

      Tiagão você é negro? Conheço uns polacos aqui no Paraná que vivem na penuria, e falam errado do tipo "BREMEIO"= vermelho. Estes nem ganham...trabalham feito loucos e o sol lhes castiga a pele. Colocam frutas, verduras, leite, enfim coisas da roça..em nossas mesas e não são valorizados pelo pessoal da cidade... E você vê muito poucos em choppins, só ve eles no comércio tradicional, e feirinhas... Merecem minha admiração..cada vez que vou me alimentar.. Não é critica, só é mais uma lembrança de uma parte de nosso povo... COR BRANCA.

  2. José Ferreira Postado em 04/Feb/2014 às 23:48

    Administradores do sítio, só para esclarecer: Pardos não são negros, eles possuem diversos tipos de mestiçagens (como índio-negro, branco-negro, índio-branco ou os três ao mesmo tempo. Falta uma estatística para separar os negros dos mestiços, ou incluir os mestiços na categoria "não negros", junto com os brancos, pois a quantidade de genes de origem europeia é maior nesse grupo do que a quantidade de genes não europeus.