Redação Pragmatismo
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Aborto 04/Feb/2014 às 16:52
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Proibição do aborto gera protestos na Espanha

Aborto: milhares protestam em Madri contra redução ao direito. Projeto do governo espanhol é apoiado pela igreja católica e reduz drasticamente os casos em que a interrupção legal da gravidez é autorizado

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Protesto contra a proibição do aborto levou milhares às ruas de Madri (AFP)

Milhares de pessoas ao gritos de “aborto livre” se manifestaram esta semana em Madri contra um projeto de lei do governo que reduz drasticamente o direito ao aborto.

Milhares de pessoas também protestaram contra este projeto em países europeus, como França ou Grã-Bretanha, e também estavam previstas manifestações na Argentina e no Equador.

“Mãe livre!”, “Que a mulher decida se quer ser mãe” ou apenas “Não” indicavam os cartazes exibidos pela multidão.

Os manifestantes, muitos deles com camisas na cor violeta, que se tornou a cor da “maré violeta” contra a reforma legislativa, também pediam a renúncia do ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón.

Presente na manifestação, a número dois do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Elena Valenciano, denunciou um texto “contra as mulheres, contra sua dignidade e sua liberdade”.

Para o líder do Esquerda Unida, Cayo Lara, o projeto do governo só satisfaz “os setores mais fundamentalistas e integristas da hierarquia religiosa e os mais fanáticos do franquismo”.

A atual lei, aprovada pelo governo socialista anterior, autoriza o aborto livre nas primeiras 14 semanas de gravidez e até as 22 semanas, em caso de má formação do feto ou de perigo para a saúde física ou mental da mãe.

A reforma anula esses prazos e estabelece que a interrupção da gravidez será legal apenas em dois casos: estupro ou “grave perigo” para a saúde física ou mental da mãe.

As manifestantes que conheceram o franquismo (1939-1975) denunciavam uma volta àquele período.

“Eu viajei de avião para Londres há 35 anos, éramos como terroristas. Não quero que isso volte a acontecer”, disse Marisa Vallero, uma manifestante de 55 anos. “É uma vergonha, é uma reivindicação histórica para os direitos das mulheres”.

Em outras partes da Europa, milhares de pessoas participaram de manifestações em cidade como Paris e Londres para defender o direito “fundamental” ao aborto na Espanha.

Antes da manifestação deste sábado, o doutor Santiago Barambio, de 67 anos, diretor da clínica Tutor de Barcelona e um dos “pais” da lei de 2010, havia lembrado sua época de estudante sob o franquismo quando estava de plantão no hospital e via mulheres chegando com complicações causadas por abortos clandestinos.

“Vi mulheres morrendo e me disse que não permitiria isso, porque vi o drama dessas mulheres sangrando”, disse o médico.

Aplaudida pela Igreja Católica espanhola, que a vê como um “avanço positivo”, a reforma chegou inclusive a dividir o partido do governo, com vários integrantes se mostrando reticentes em relação ao texto legislativo em seu formato atual.

AFP

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Comentários

  1. Pereira Postado em 04/Feb/2014 às 17:21

    Finalmente alguem acordando !!! como alguém reivindica o direito de cometer um assassinato ???? quer dizer que se a medicina evoluir , e for capaz de prever que: um feto terá leucemia aos 15 anos de idade e morrerá , será "melhor" fazer o aborto logo para não fazer a pessoa "sofrer" ou "poupar" a mãe e o pai dessa pesssoa ??? ou ainda .... "direito da mulher de ser mãe" , mas vem cá .... a mulher tem direito de escolher se alguem totalmente diferente dela vai viver ou morrer ????

    • leandro Postado em 06/Feb/2014 às 12:46

      é... Pereira, você está certo, mas eu nem discuto mais com os abortistas... os caras são completamente insanos, como alguém pode discutir sobre matar um bebê na barriga da mãe? Que loucura é essa? A insanidade tá tomando conta da humanidade... pretendo me casar logo e quero uma mulher de verdade, um ser maravilhoso capaz de gestar uma vida no próprio ventre e não uma louca assassina que dilacera fetos dentro das próprias víceras...

    • Patrik Braga Postado em 27/Feb/2014 às 08:13

      Quem vai engravidar são vocês dois?

  2. Alexandre Lopes Postado em 04/Feb/2014 às 19:31

    Tem sim Pereira , porque esse " alguém diferente " é uma negação existencial ; logo , não pode fazer nenhuma escolha . Além disso, a defesa de uma vida intra-uterina , em detrimento do poder de auto-determinação da mulher, além de ser totalmente artificial , também gera um ônus fisiológico, psicológico entre outros muito grande a mulher ; portanto, pergunto eu : teria alguém o direito de impor à mulher o sofrimento ? Ademais, vida intra-uterina não se confunde com extra-uterina ; a primeira, é uma potencialidade ; a segunda, uma realidade . Assim sendo, viva para o real , Pereira, e não para o artificial .

    • Pereira Postado em 05/Feb/2014 às 13:00

      É , falta um pouco de conhecimento para você Alexandre . A vida começa na concepção , é o que diz pelo menos a embriologia fetal . Aqui não é uma questão de religião e sim de direitos civis . A diferença entre uma pessoa de 40 anos, e de uma célula fecundada ontem, é que a pessoa tem 40 anos de vida e a célula 24 horas de vida . Essa célula precisa da mulher por questões alimentares, o corpo da mulher considera essa célula um corpo estranho, por isso existe a placenta. O feto nunca foi e nunca será prolongamento do corpo da mulher ,portanto um ser totalmente desvinculado da mesma, sem falar que é o corpo da mulher que se adequa ao feto e não o contrário. Podemos assim concluir que qualquer reivindicação de direitos por parte das mulheres é descabida,pois trata-se de um ser independente a suas vontades. Ficam as perguntas : Porque os direitos civis não protegem essas pessoas na fase embrionária de suas vidas ???? Porque não é respeitada a declaração universal dos direitos do homem , na parte que trata do direito de existência de cada um de nós???? Será que isso é coisa de religioso fundamentalista???? Será que um ateu honesto acha certo matar uma pessoa passando por cima do seu direito de existencia????

  3. Thiago Teixeira Postado em 04/Feb/2014 às 19:35

    Cadê a galera que trucida os evangélicos? Ah ... esqueci ... católico pode tudo.

  4. Juca Postado em 04/Feb/2014 às 22:47

    Gostaria de entender qual a razão , em 2014 , do povo ainda não conseguir evitar uma gravidez? Qual a diferença entre matar uma criança de 12 semanas com 60 gramas e matar uma de 40 semanas de 3500 gr ?. No meu entender ambos são mortes. A vida de 12 semanas é tão real quanto a de 40 semanas . A questão não se aplica a religião e sim onde vamos parar . Qual será o limite para matar? Talvez um filho recém -nascido , de uma gravidez desejada, mas portador de alguma cardiopatia grave e limitante, seja também um bom motivo para matá-lo pois gera ônus para os pais e para sociedade.A China hoje sofre as consequências de políticas para reduzir sua população. Um país cuja taxa de nascimento seja menor que dois filhos por casal está fadado ao extermínio. Além do que, não pensem que mulheres que abortaram não tem nenhum sofrimento psicológico, muitas delas apresentam sequelas as vezes anos depois, e vou falar dá um trabalho danado tratá-las.Está é uma questão muito complexa para ter respostas superficiais. Talvez seja interessante estudarmos mais o assunto.

    • Luiza Postado em 05/Feb/2014 às 00:05

      Simples, a individualidade humana está relacionada ao cérebro, tanto que diagnosticamos que uma pessoa morreu quando seu cérebro parou.(o que é chamado de morte cerebral, isso você também é contra? acredito que não né.) portanto até 12 semanas não tem a formação cerebral do embrião (não tem individualidade) portanto faz "mais ou menos" o mesmo efeito que uma pílula do dia seguinte. O resto só é pura hipocrisia. Não existe argumento contra a legalização do aborto até 12 semanas, que não seja de fundo religioso, ou ignorância mesmo.

      • Thiago Postado em 13/Nov/2015 às 00:36

        tapada, na morte cerebral o individuo não consegue sobreviver sem os aparelhos diferente de um feto. seu argumento não é válido. é só fechar a priquita ou antes de abrir as pernas peça para colocar camisinha ou comece a tomar anticoncepcionais.

  5. Alexandre Lopes Postado em 05/Feb/2014 às 14:45

    Pereira, e a você falta senso de contextualização e capacidade analítica . Em nenhum momento eu disse que a vida em potência é um nada e , após nove meses , buuummmm.... surge uma vida !! Em segundo lugar e não menos importante, acho que você deveria ser intelectualmente honesto e parar de mascarar a sua ideologia com essa pretensa objetividade científica . A inconsistência da sua argumentação fica clara quando diz : " Essa célula precisa da mulher por questões alimentares... " ; logo, está clara a sua orientação ideológica , pois eu poderia rebater dizendo : " e se a mulher não quiser ser um instrumento de materialização de ideologias alheias à sua , ela , ainda assim, deverá atender às demandas da célula ? " . Portanto , meu caro , acho que você falhou, ao querer ocultar a sua ideologia , sob o manto da objetividade científica . Argumento científicos são sim muito válidos. No entanto ,eles são secundários , pois essa discussão é eminentemente ideológica ou valorativa e é exatamente por isso que sua argumentação tem um viés fascista, pois rechaça as divergências , com esse falso respaldo científico que só legitima o seu pensamento , algo que , de fato , é muito curioso , não é ? Outra coisa meu amigo, você mencionou o direito de existência previsto na declaração universal dos direitos do homem. Bom, que direito de existência tem uma negação existencial , em sentido moral ? Você, repito , quis dar um contorno pseudo-objetivo à sua argumentação e isso não é intelectualmente honesto . Dá próxima vez, seja mais humilde e admita, de antemão , a controvérsia .

  6. Pereira Postado em 05/Feb/2014 às 16:56

    Ainda não consigo entender a justificativa que põe a vida de um ser humano em segundo lugar. Hoje em dia há as mais estapafúrdias desculpas. 1) "morrem mulheres em abortos clandestinos e isso deveria ser feito na rede pública de saúde" .... eu fico imaginando uma menina de uns 18 anos na fila do SUS para fazer um aborto ...se não tem nem médico e nem material para procedimentos simples o que dirá tempo e local "adequado" para fazer tal prática assassina , já vejo a atendente informando : "aborto filha??? só daqui a 1 ano, a fila ta grande demais e não tem médico" . 2) direito da mulher ao seu corpo : Como ja disse, o embrião que mais tarde vira feto, não faz parte do corpo da mulher, ele é um ser independente. E os fetos que seriam do sexo feminino ??? não teriam também direito aos seus corpos??? 3)Gravidez indesejada : Essa é a pior de todas e responsável por 99% dos abortos feitos no mundo , quer dizer que a fulana e o fulano saem por ai transando , engravidam e simplesmente num ato de covardia matam um inocente??? e por quê ? por que uma criança não planejada atrpalharia suas vidas financeiras e sociais .... a fulaninha pensa: "eu não quero essa criança porque vai me atrapalhar" e fica tudo por isso mesmo ???? a tenha santa paciência. isso é molecagem e irresponsabilidade. 4) Estupro : Nesse caso eu acho que o governo deveria intervir , proibir é claro o aborto mas dar auxílio... financeiro e psicológico .... imagina se vivessêmos num mundo justo, onde o governo cuidasse do cidadão , ex:esse governo poderia dar isenção de impostos para 5 gerações na frente dessa criança, o que acha??? utopia ??? sim, até é ...mas nesse caso o que iria aparecer de mulher dizendo que foi estuprada não estaria no gibi. 5) Anencefalia(desculpa se escrevi errado) : aqui cai no caso de um dia a ciência poder diagnosticar doenças fatais mais a frente na vida .... se for possivel constatar que um feto terá leucemia aos 15 anos e morrer , "valerá a pena ter essa criança?" "ou é melhor fazer o aborto logo" ??? 6) risco de vida da mãe : Quem somos nós para escolher quem vai viver e morrer ??? só porque a mulher ja está inserida num contexto social não quer dizer que o feto por ainda não estar incluido nesse contexto não tenha o direito de viver ,mesmo que o curso natural da vida da mulher cesse. 7) problemas psicológicos da mãe: Essa é triste de ver .... pesquisam constataram que a mulher sofre muito mais quando se faz aborto do que quando resolve ter a criança... isso é uma observação cientifica. Resumindo : aborto é uma covardia , falta de respeito com a vida em detrimento de fatores sóció-economicos, uma molecagem e uma falta de responsabilidade.

  7. Alexandre Lopes Postado em 05/Feb/2014 às 19:42

    Acabou de falar Pereira , O Arcebispo . Amém .

    • Pereira Postado em 06/Feb/2014 às 11:52

      Mania de todo o esquerdopata : achar que todo o mundo que é contrário a suas estapafúrdias colocações sem pé nem cabeça é religioso. eu não sou religioso para seu governo , mas pela "inteligência" da sua "resposta" compreendo a falta de conhecimento.