Redação Pragmatismo
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São Paulo 20/Feb/2014 às 13:56
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Programa Braços Abertos reduz consumo de crack em 70%

Consumo de crack é reduzido em 70% com programa De Braços Abertos. As equipes do poder público que atualmente permanecem nas imediações da rua Dino Bueno e Helvetia apenas até as 17h passarão a ficar nas ruas até as 22h, a partir da semana que vem

programa braços abertos

SpressoSP

Ao anunciar o balanço do primeiro mês do programa De Braços Abertos, que oferece moradia, trabalho e atendimento de saúde para dependentes de crack da região da Luz, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, comemorou a redução do consumo pelos participantes de até 70% verificada pelas equipes de saúde da prefeitura. Desde o dia 14 de janeiro foram cadastradas 386 pessoas na iniciativa, que consumiam de 10 a 15 pedras. Ao todo, foram feitas 3 mil abordagens, 355 atendimentos médicos e 149 pessoas iniciaram tratamento de desintoxicação. O prefeito disse que não irá mais referir-se à região como cracolândia, forma pejorativa pela qual é conhecida.

“Eu chamo de Luz daqui para a frente. Eu confio muito nesse programa. Às vezes quando você fala em sucesso em um empreendimento, o sucesso é 100%. Então se tiver ali três pessoas ou dez consumindo, vai se ver ainda a operação como não bem-sucedida. Eu sou mais humilde diante do objeto. É um objeto difícil, complexo de resolver. Se nós avançamos 70%, acho que tem espaço para avançar mais”, afirmou.

As equipes do poder público que atualmente permanecem nas imediações da rua Dino Bueno e Helvetia apenas até as 17h passarão a ficar nas ruas até as 22h, a partir da semana que vem. A medida é considerada fundamental para que o programa possa avançar mais, afirmou o prefeito. Desde o início, o fluxo, como é conhecida a aglomeração de usuários e traficantes, teve uma redução significativa, especialmente durante o dia, quando a concentração não passa de 70 pessoas, contra mil antes do programa. Mas, durante a noite, usuários de outros bairros e até cidades, segundo o prefeito, vão para o bairro e o fluxo chega a até 300 pessoas.

“A noite pode contaminar o dia se ela não for cuidada. Essa é minha preocupação”, disse.

A prefeitura também pretende afastar os participantes do programa da chamada cracolândia. A ideia é expandir o perímetro da varrição de ruas, única atividade laboral desenvolvida até agora (com exceção de sete participantes, que trabalham como copeiros em secretarias municipais) e empregá-los em outras atividades. Em até 20 dias, 40 vagas para trabalho de jardinagem devem estar disponíveis. A promessa é que sejam 80 ao todo. As equipes de assistência social vão começar um processo de busca ativa por familiares e amigos dos usuários para que eles restabeleçam vínculos e não fiquem “aprisionados ao quadrilátero”, que compõe o gueto de consumidores de crack.

A prefeitura acredita que 89% dos participantes conseguem manter frequência regular nas frentes de trabalho, cujo dia de trabalho tem rendido remuneração de R$ 15, mas a adesão aos cursos de qualificação permanece baixa. A secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, atribui isso ao cansaço depois das quatro horas de varrição. Em função do vício, os participantes apresentam debilidades físicas e costumam dormir depois do almoço.

Expansão

Haddad afirmou que a prefeitura estuda formas de trabalhar na recuperação de usuários de outras regiões da cidade, mas ponderou que o que acontece no bairro da Luz é um fenômeno único. “O que acontecia na Luz era um mercado livre de droga. O traficante que não tinha onde desovar a droga e o usuário que não encontrava o seu fornecedor vinham para a Luz com a certeza de que a oferta e demanda se encontrariam ali. Não é o que acontece nas outras regiões da cidade. O que existe é a concentração de usuários, mas não um mercado”, afirmou.

Haddad enfatizou a parceria com o governo do Estado, especialmente no combate ao tráfico. Apenas na última semana, mais de 2.700 pedras de crack teriam sido apreendidas. Desde 15 de janeiro, foram 4 mil apreensões e 25 presos.

“É uma parceria essencial. Guarda Civil e Polícia Militar atuando conjuntamente para combater o tráfico e para separar bem as coisas. É um trabalho de cooperação. Não há disputa de espaço com o governo do Estado”, disse o prefeito.

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Comentários

  1. Pereira Postado em 20/Feb/2014 às 14:16

    Pô 15 mangos por dia ? 15x30 ...deixa eu ver é : 450 ..é isso ? Quanto paga o bolsa família para pessoas que não são viciadas em droga alguma ? é menos né, algo na casa de 270 reais ? .. E ainda ganham moradia ? e os sem teto não viciados ? Me recuso a acreditar que o governo petista quer que as pessoas se viciem para receber benefícios maiores.

    • Joao Laion Postado em 20/Feb/2014 às 16:27

      Ahhh mas é claro! Todos os pobres vão se condicionar a usar Crack para ganhar 450 reais por mês. Vc não sabe o que é esse mundo, senhor Pereira. É o inferno de verdade! Não queira nunca chegar perto dessa droga. E por favor, por que as pessoas não procuram se informar? O bolsa familia tirou uma grande parte do país da miséria. Todo país de primeiro mundo já teve um apoio aos mais pobres. Essa falácia dos reaças desanima a briga. rs

    • Aron Postado em 20/Feb/2014 às 16:47

      Eles ganham mais porque trabalham para isso ué! Nada mais justo! O bolsa família e o bolsa sem-teto os beneficiários não precisam fazer nada além do que já fazem normalmente em suas vidas...podem ficar coçando o dia inteiro que recebem igual.

  2. José Ferreira Postado em 20/Feb/2014 às 14:17

    Não adianta nada usar apenas a assistência social para fazer alguém largar o vício. Além do uso das forças de segurança para combater os traficantes, deve-se ter, como condição para esse programa, o tratamento para dar fim ao vício. A prefeitura está a ser inocente, ou está a usar a velha tática phetista de dar o peixe e não ensinar a pescar, assim forma-se uma massa dependente por tempo interterminado...

  3. Thiago Teixeira Postado em 20/Feb/2014 às 14:35

    Cadê os reacionários tuberculosos de plantão que diziam: "O quê? isso não adianta, não vai resolver nada..." Agora inventem um argumento para minimizar o sucessos dos vitoriosos que tentam resgatar a sua dignidade. Ops ... já inventaram.

    • Pereira Postado em 20/Feb/2014 às 14:43

      Ganhando 450 para trablhar meio turno , sem tratamento fechado e acompanhado ? os traficantes adoraram seus clientes com grana agora. Talvez o bolsa família não seja mais interessante agora, pois paga menos , melhor e se viciar e gnhar 450 e ter moradia de graça.

      • José Ferreira Postado em 20/Feb/2014 às 14:49

        Nós não podemos argumentar, pois alguém acaba a nos chamar de "reaça". E o Thiago Teixeira está a ser preconceituoso contra os tuberculosos... Não é isso que a esquerda sempre fala...

      • Joao Laion Postado em 20/Feb/2014 às 16:29

        Você já deve ter passado fome né, dá para ver só no modo de pensar....

  4. marcelo_X Postado em 21/Feb/2014 às 22:29

    pode nao ser o melhor tratamento, mas é um teste e pelo menos algo esta sendo feito. melhor que deixar do jeito que estava isso é. Ou alguem discorda? O regular não pode ser inimigo do bom, e o bom não pode ser inimigo do ótimo. Mas para chegar no ótimo tem o regular e bom no caminho...

  5. luiz carlos ubaldo Postado em 24/Feb/2014 às 10:45

    Que turma de cretinos que só sabe criticar e nunca a pontar um caminho, o cara tendo trabalho tem sua dignidade de volta, e assim ele mesmo pede o tratamento, esses babacas de uma suposta elite qurem mais é que pobre se foda na vala comum do desprezo, não fazem porra nenhuma por ninguém, ou quando fazem é para empurrar para o buraco ainda mais, parem de criticar as iniciativas, que mesmo que possam falhar, são tentativas unica e exclusivas da esquerda que vocês tanto detestam!

  6. Samuel Alencar Postado em 03/Mar/2014 às 09:11

    Pra frente Brasil!