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Preconceito social 03/Feb/2014 às 23:21
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Marcas famosas se envergonham de seus clientes pobres, diz pesquisa

Marcas de grife têm vergonha de seus clientes mais pobres, diz pesquisa Data Popular. Empresas estão preocupadas por virarem 'febre na periferia' e não querem estar associadas a 'esse pessoal'

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Marcas de grife têm vergonha de seus clientes mais pobres, diz pesquisa Data Popular

Os rolezinhos (encontros de jovens da periferia em locais frequentados pela classe média alta) causaram barulho não somente nos shoppings, mas no mercado das marcas de luxo. Algumas delas consultaram o Instituto Data Popular, especializado em dados de mercado desse segmento, para pedir orientações de como desvencilhar sua imagem dos frequentadores das reuniões.

“Boa parte das marcas tem vergonha de seus clientes mais pobres. São marcas que historicamente foram posicionadas para a elite e o consumidor que compra exclusividade pode não estar muito feliz com essa democratização do consumo”, disse Renato Meirelles, diretor do Data Popular.

Meirelles não informa quais marcas procuraram o instituto. Mas diz que os rolezinhos aumentaram a procura.

“Algumas empresas me procuraram dizendo ‘minha marca está virando letra de música, febre na periferia e não quero estar associado a esse pessoal'”, disse.

Segundo Meirelles, antes de qualquer mudança, ele orienta a empresa a entender o motivo desse público procurar por sua marca.

Além das empresas preocupadas com a associação, outras que viram o aumento da renda da classe C como uma grande oportunidade de negócio também consultaram o Data Popular para saber como atingir esse público.

“Depois da consultoria, duas marcas ainda insistiram em se descolar da classe C, enquanto outras quatro quiseram entrar”, afirma Meirelles.

Jovens da classe C têm renda maior do que classes A, B e D juntas

Segundo levantamento do Data Popular, divulgado em janeiro, a renda total dos jovens pertencentes a esse segmento social é de R$ 129,2 bilhões, maior do que a soma das classes A, B e D juntas, de R$ 99,9 bilhões.

Em 2013, na capital paulista, o consumo da periferia alcançou um valor duas vezes maior do que o consumo da região central: R$ 188,7 bilhões frente a R$ 87,53 bilhões.

“A renda dos 25% mais pobres cresceu 44,9% nos últimos dez anos. A dos 25% mais ricos cresceu 12,8% no Brasil. Ou seja, a renda dos mais pobres cresce numa velocidade maior do que a dos mais ricos. Efetivamente esse cara está ganhando mais do que no passado, e isso vai para o consumo”, afirma Meirelles.

Camila Neumam, UOL

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Comentários

  1. Pereira Postado em 04/Feb/2014 às 12:01

    eu ja cansei de tentar entender esse site . !!! agora o consumo é positivo ???? quando um guri pobre da periferia trablaha o mes todo para ganhar 1000 reais e comprar um abrigo que custa 700 ta tudo bem ????

    • Mauana Postado em 04/Feb/2014 às 14:08

      o consumismo não é positivo ou negativo, é uma opção, e eu acho que não há nada mais justo, que uma pessoa que ralou o mes todo pra ganhar 1000 reais tenha o DIREITO de escolher com o que vai gastar o dinheiro dela.

      • Pereira Postado em 06/Feb/2014 às 12:00

        Concordo com você , mas para esse site quando a classe média C , vai as compras e quer paz nos shopings (contra os rolezinhos) eles caem de pau em cima dizendo que a mesma é manipulada pela grande mídia para consumir desenfreadamente. Agora com essa matéria, parece que eles ficam felizes em ver um garoto pobre consumir uma marca famosa, e parecem também se deleitar com a preocupação causada nos fabricantes, em ver integrantes da periferia usando suas marcas (incentivando o consumismo). Da pra entender uma postura dessas ?

      • Carlos Normann Postado em 11/Feb/2014 às 13:29

        isso mesmo! Quem diz que um garoto de periferia não pode sonhar? Só a burguesia que pode? Não pode colocar um tênis mais caro, comer numa lancheria melhor? O Cazuza um dia falou que sonhava em ver o pessoal do morro com um padrão de vida melhor. Não viveu pra ver esse dia, infelizmente, mas é uma realidade hoje. Como diria o próprio Cazuza, "enquanto houver burguesia, não vai haver poesia"!

    • John Postado em 04/Feb/2014 às 14:11

      Onde está escrito que o consumo é positivo? Aparentemente você está cansado mesmo e nem entendeu a matéria....

      • Leandro Postado em 04/Feb/2014 às 18:45

        Concordo!

      • Viviane Postado em 05/Feb/2014 às 03:02

        Exatamente! Haha Eu ri agora!!

    • Jdpessoa Postado em 04/Feb/2014 às 14:11

      O dinheiro é dele ele faz o que bem entender..Você não acha??

    • Baby boy Postado em 04/Feb/2014 às 14:22

      Você não entendeu nada

    • Carlos Prado Postado em 04/Feb/2014 às 14:35

      O consumo é necessário. Se abster dum consumo presente para formar um capital que permita consumo e descanso futuro, poupança, é importante. Mas as políticas socialistas atuais imaginam que todos devem consumir exacerbadamente e se escravizar no trabalho para se manter consumindo. Assim eles desvalorizam o dinheiro do povo e abaixam artificialmente o crédito para permitir o consumismo. Agora esse pessoal dono das marcas não tem visão mesmo. É o momento de ampliar infinitamente o negócio com mais esse público-alvo. Podem pensar até numa linha mais acessível, que venderá como água. Talvez algo como as fabricantes de instrumentos musicais fazem, Squier by Fender, Epiphone by Gibson, Memphis by Tagima

      • Jonathan Postado em 05/Feb/2014 às 05:08

        Gostaria que vc comendasse o vídeo abaixo, o Consumo é necessário? que tipo de consumo e padrão vc espera que nós, planeta e espécie ira manter e a custa de que ? http://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw

      • Carlos Postado em 06/Feb/2014 às 14:43

        Jonathan, se não é necessário me mostre parando de comer, beber, respirar, se locomover, se medicar e mesmo assim continuar vivo. E não há planeta para a população de uma megacidade viver sem produzir nada. Solta um povo só para viver de caça e coleta para ver quantos sobrevivem e qual será o consumo deles. Porém nós não simplesmente consumimos como produzimos. Com o modos de produção passados não sobreviveria toda essa gente que vive hoje. Porém, como eu disse, existe uma politica socialista e keynesiana atualmente de que o mundo precisa de um consumismo exacerbado. Eles forçam as taxas de juros para valores não naturais, confiscam poupanças e inflacionam o dinheiro(confisco indireto de poupança), fazendo do consumismo imediato única opção viável ao individuo. Se deixassem as pessoas agirem naturalmente elas prefeririam a poupança e escolheriam o que fosse mais econômico, os recursos seriam gastos de maneira mais inteligente(pra que gastá-los fabricando máquinas de escrever hoje em dia?) e maneiras criativas de se economizar as coisas seriam criadas.

    • Rafael Postado em 04/Feb/2014 às 14:38

      Onde você leu que o consumo é positivo? Certamente não foi neste site.

    • renato Postado em 04/Feb/2014 às 19:59

      Pereira, esta comprando o que...que não entendeu.. Assim você me deixa confuso, será que eu entendi?

    • renato Postado em 04/Feb/2014 às 20:01

      Puro marketing, para fazer a gurizada comprar. Eles já mudam de nome e aumentam o preço para as classes mais abastadas. E não tem esta de marca, no Paraguai tem de tudo...e mais um pouco.

  2. Thiago Teixeira Postado em 04/Feb/2014 às 12:04

    "esse pessoal" deve tomar vergonha na cara e para de dar ibope a shopping e comprar produtos cujos proprietários fazem esse tipo de declaração. Temos que ter nossa própria identidade e parar de imitar o que a mídia diz que é tendência.

  3. Jaques Postado em 04/Feb/2014 às 13:09

    É completamente compreensível que o dono, ou o representante da marca X se posicione contra o seu atual ''público''. Para os sociólogos de boutique, isso é discriminação, mas eu digo que não é e explico: toda marca possui uma identidade que ela adquire segundo a sua campanha e os seus principais consumidores. Qualquer movimento externo, voluntário ou involuntário, pode manchar ou prejudicar a imagem da marca, fazendo o seu atual público a desistir de consumi-la por causa de um ou outro indivíduo que a usa como símbolo de ostentação. Toda marca, principalmente as de grife, para o consumidor, tem um significado e simbolismo - e as próprias marcas evidenciam isso em suas campanhas -; o simbolismo de uma Baden Baden é diferente de uma Skol, embora ambas sejam cervejas. E a Baden Baden, com certeza, não gostaria de ser vista como sendo uma Skol, porque ela tem o seu diferencial, já que o seu público-alvo é da classe A e B. O público emergente, por assim dizer, não é aquele que ''sustenta'' a marca, tendo ainda o seu público principal aqueles de classe alta - A e B. O problema do público emergente é que, para a marca, ele não é fiel e tudo o que ele faz é afastar os seus principais consumidores. Veja: quando você trata de mercado, não há racismo, preconceito ou discriminação; as escolhas das empresas, embora pareçam, de início, absurdas, o foco delas é o lucro, e não agradar - ou atacar, no caso - uma elite, como vocês falam. O problema é que vocês, do Pragmatismo Político, pensam com a cabeça de sociólogos de boutique e evitam de pensar como uma empresa.

  4. Jonas Ferreira Postado em 04/Feb/2014 às 14:02

    A maioria das pessoas pobres usa produtos falsificados vindos da China. Isso deve preocupar as grandes empresas também

  5. Rafael Postado em 04/Feb/2014 às 14:11

    A maior parte dos brasileiros são pertencentes a classe C, então deve ser por isso que tem a maior renda somada junta.

    • Ludo Postado em 04/Feb/2014 às 16:49

      Pois é.

  6. Rakdos Postado em 04/Feb/2014 às 14:22

    Aceito pagar caro em produtos necessários de tecnologia, desde que o valor não seja absurdo. Agora pagar quase um salário mínimo numa porcaria de tênis laranja e verde é ridículo. Tenho pena de quem se acha "elite" por gastar fortunas em inutilidades, independente de raça, gênero ou condição financeira.

  7. joao grandao Postado em 04/Feb/2014 às 14:33

    Contradição do sistema e engracado de ver

  8. Bruno Vieira Postado em 04/Feb/2014 às 14:39

    "Esse pessoal" precisa de cultura até para consumir o que vende pela qualidade não pela publicidade. Entendo a dificuldade por uma consumidor que paga pelo que as pessoas vai achar e não pelo que ele vai usufruir. A "ostentação" movendo um capitalismo mesmo que isso custe uma caixa de leite ou um saco de feijão!

    • Ludo Postado em 04/Feb/2014 às 16:49

      Triste verdade.

  9. Victor Postado em 04/Feb/2014 às 14:45

    Sério que essas marcas não querem lucrar aumentado o número de seus consumidores ? Realmente o sol não nasce para todos

  10. moreno Postado em 04/Feb/2014 às 15:16

    Vamos combinar. Existe gente mais medíocre que os paulistanos e cariocas? Os caras moram em favelas, passam a semana toda comendo ovo com sardinha, economizando um dinheirinho afim de comprar uma camisa, um chapéu, um relógio de marca...QUE VALE O OLHO DA CARA...ou seja, tentam mostrar uma vida que não têm...APARENCIAS NADA MAIS...o funk ostentação é a 'arte' mais BIZARRA e FUTIL que eu já tive conhecimento em toda minha vida..e traz em seu 'conteudo' um paradoxo de fazer o poste mijar no cachorro: o capitalismo selvagem entrando na vida dos POBRES..contra os pobres!

  11. Raes Postado em 04/Feb/2014 às 15:22

    O consumo nunca foi negativo. O consumo é bom para economia. O consumo desenfreado faz mal para economia do lar. Um aspecto positivo e outro negativo.

  12. Marih Postado em 04/Feb/2014 às 15:51

    Ridículo ostentar marcas, seja rico ou pobre!

  13. Camila Postado em 04/Feb/2014 às 17:56

    Eu apoio as marcas que se envergonham! Deveria apresentar o holerite ou a fatura do cartão pra fazer qualquer compra! Primeiro que quem tem dinheiro não gasta no Brasil. Quem tem o poder de consumo sabe que o que vai pagar aqui paga metade lá fora! Quem tem dinheiro investe em cultura, estuda e o dinheiro é investido de outra forma além de uma loja de surf. Vá até o Shopping Itaquera a mina dos rolezinhos e veja as lojas que tem lá. Surf, calçado e celular, é nisso que esse povo investe. Nem contra a democratização do consumo. Apenas saiba ler, escrever, se comporte do forma "normal", não ande em bando, use fone de ouvido no celular, aparelho nos dentes não é acessório de moda, boné de aba reta faz de vc um Serginho Malandro da atualidade, corrente de prata não é ouro. Funk, algum comentário? #ostentaçãodecúérola

  14. Camila Postado em 04/Feb/2014 às 17:59

    Fundação Casa esta cheio de gente que usa roupa de marca!

  15. gabriel batista Postado em 04/Feb/2014 às 18:06

    Nos estados unidos essa atitude das marcas de grife tambem veio a publico. ONGS foram criadas para recolher roupas das marcas(acho que a principal era a hollister) da populacao para distribuilas aos sem-teto.

  16. jorge gremiao Postado em 04/Feb/2014 às 18:54

    Hipócritas. Tinham que dar parabens as pessoas da classe C ou, no portugues, pobres; eles compram tudo no dinheiro a vista. Já a classe A, cartao em 12x

  17. Wilmar Postado em 04/Feb/2014 às 23:58

    É óbvio que a classe C tem mais dinheiro somando todos os indivíduos, mas tal capital é distribuído por um número muito maior de pessoas que das classes A e B. Têm mais dinheiro no coletivo, mas individualmente não.

  18. valquilene Postado em 05/Feb/2014 às 01:08

    VC rapaz resumiu em poucas palavras a verdadeira realidade dos jovens de hoje estamos vivendo no mundo da "ostentação" .

  19. Jonathan Postado em 05/Feb/2014 às 05:02

    É óbvio que a maioria da população tem mais dinheiro, nem por isso se compararmos as classes seja algo equivalente em termos d padrão de consumos, são pessoas que tem pouco ou quase nenhum direito, e por faltar tudo até outras formas d ver a vida, se projetam em um mundo, que é artificial e destruidor, as coisas passam a ser as pessoas, este cenário foi montado pelas faltas e não pelas sobras, sem falar no prejuízo ambiental e cultural, as empresas gostam e muito deste tipo de tendencia, mas não querem obviamente ser associadas a ignorância que eles disseminam pelas mídias, é a lei do retorno, os shoppings não são a meca da educação mas sim reproduzem uma artificialidade mercadológica e social .

  20. Tato Postado em 05/Feb/2014 às 10:01

    Na matéria acima foi escrito que a classe c esta ganhando mais ou teve aumento maior do que a classe a, b e d juntas ??? vamos fazer um pente fino desta classe e verão que estes "aumentos" como dito, são fruto de venda de drogas, assalto, latrocinio entre outros que aumentaram consideravelmente. Ridiculo como a futilidade prevalece e cada dia esta pior.

  21. eu daqui Postado em 06/Feb/2014 às 14:27

    Mas se a renda dos C é tão boa, pq precisam entrar no shopping em turbas de milhares numa clata pretenssão de intimidar?

  22. eu daqui Postado em 06/Feb/2014 às 14:28

    Desculpe: é pretenção e clara.

  23. eu daqui Postado em 11/Mar/2014 às 12:59

    Não sou marca famosa, não quero e nem preciso ser, mas me envergonho do nazicoitadismo de meu país.