Redação Pragmatismo
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Direitos Humanos 26/Feb/2014 às 22:24
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Assis do Couto é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos

Em sessão tumultuada, Assis do Couto é confirmado presidente da CDHM. Contrariando acordo entre bancadas, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) apresentou candidatura avulsa e perdeu com a diferença de dois votos

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Assis do Couto (PT) vence Jair Bolsonaro em votação apertada e é o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (Ilustração / Pragmatismo)

Em votação apertada, o deputado Assis do Couto (PT-PR) foi escolhido presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Ele venceu o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que se lançou em candidatura avulsa, por 10 votos a 8. O 1º vice-presidente do colegiado será o deputado Nilmário Miranda (PT-MG). Os 2º e 3º vices serão definidos posteriormente.

Assis do Couto declarou que a missão da comissão será a partir de agora dialogar com a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro, sem perder o foco na defesa das minorias. Ele prometeu traçar nos próximos dias um plano de trabalho para colocar esse objetivo em prática.

Partido com a maior bancada na Câmara, o PT tem prioridade na escolha das comissões que presidirá, mas, no ano passado, abriu mão da de Direitos Humanos. O colegiado acabou sendo comandado pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), o que gerou protestos de grupos que o acusavam de homofobia. “Não poderíamos deixar que a comissão caísse em mãos erradas”, disse o novo líder do PT, deputado Vicentinho (SP).

Perfil

Com raízes no campo, Assis do Couto tem como bandeira o fortalecimento da agricultura familiar no País. Está em seu terceiro mandato de deputado federal e, nesta legislatura, atuou como titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Agência Câmara

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Comentários

  1. Thiago Hermes Postado em 26/Feb/2014 às 23:02

    Na boa, o cenário político brasileiro é medonho. ME-DO-NHO!!! Só dois votos de diferença? Afff, tem que ter muita falta de escrúpulos p/ votar nesse entulho da ditadura p/ presidência da CDH. O pior de tudo é que esse mau-caráter faz isso p/ se promover, é o seu showzinho p/ sua corja, é assim que ele se mantém no poder.

    • Rodrigo Motollo Postado em 27/Feb/2014 às 11:49

      Obviamente esses 8 votos de Bolsonaro não são todos de legítimos apoiadores e sim de opositores da situação(PT). Para derrubar a legenda elegeriam o demônio como presidente da CDH.

  2. Oscar Postado em 27/Feb/2014 às 03:19

    Essa bolsonara... Será que ficaremos livres desta peste de uma vez por todas? Diabo de moçoila enrustida, sô!

  3. Yohan Postado em 27/Feb/2014 às 08:44

    Essa votação é aberta? Temos como saber quem votou em quem?

    • Thiago Teixeira Postado em 27/Feb/2014 às 10:43

      É importante esta divulgação caso disponível!

  4. Julio C. R. de Campos Postado em 27/Feb/2014 às 12:37

    Por favor pragmatismo político, ao falar do perfil do deputado Assis do Couto (PT-PR) não deixe de informar que ele faz parta da Frente Em Defesa da Vida (associação conservadora contrária ao aborto), da qual fazem parte católicos e evangélicos contrários ao aborto, que é matéria de extrema importância para as associações feministas, que já dialogam com a CDHM. Praticamente ficamos na mesma neste quesito. Lógico que não existe comparação entre ele e o filhote da ditadura, mas como veículo de informação, em que ser dado o perfil completo do deputado Assis. Abraços e obrigado.

    • Lucas Postado em 27/Feb/2014 às 14:31

      Muito bem lembrado ! Nos livramos de um capeta (Feliciano) assistimos a votação entre dois boçais e felizmente o menos retrógrado ganhou mas não significa nada. Porque pelo o que leio sobre o sujeito é um asno (com todo respeito ao animal) totalmente vinculado as vontades das igrejas. Uma pena muda a mosca mas a bosta continua a mesma =/

    • Fábio Postado em 28/Feb/2014 às 15:49

      Olha, não sou cristão, mas não vejo por que uma pessoa contrária ao aborto não poderia presidir a Comissão de Direitos Humanos. Mesmo em círculos intelectuais, a questão não é ponto pacífico. Donald Marquis, por exemplo, tem bons argumentos contra o aborto (é possível até discordar dele, mas a questão não pode ser tratada como consenso racional, como coisa só de religioso). Defender posições contrárias ao aborto não implica "atentado" à laicidade do Estado. Kant, por exemplo, expoente da tradição iluminista, que é uma das fontes históricas dos Direitos Humanos, apresenta princípios éticos capazes de condenar o aborto. Além do conceito de dignidade humana, tão caro aos Direitos Humanos, que poderia ser motivo de rejeição do aborto. Para citar um favorável ao aborto, temos o Peter Singer, que, entretanto, não acredita em direitos absolutos, exatamente por ser utilitarista. Não estou dizendo q o utilitarismo não possa inspirar os Direitos Humanos, mas a própria rejeição ao Singer na Alemanha do pós-guerra é um sintoma de alguma desconfiança em relação ao utilitarismo após a experiência nazi e o aparecimento da Carta dos Direitos Humanos. Em resumo: a posição pessoal do Assis Couto em relação ao aborto não obsta q ele presida a comissão. Esta comissão não serve apenas para atender a todas as reivindicações das minorias. O feminismo tem suas bandeiras, cabe ao deputado aceitar os debates. O que não pode é pensar que qualquer minoria, apenas por ser isto, está automaticamente com a razão em todos os debates. O Feliciano era muito diferente: ele simplesmente não aceitava reivindicações de minorias.

      • Sandro Postado em 05/Mar/2014 às 17:41

        Belas palavras, Fábio. Sou gay assumido, não sou fundamentalista cristão e não defendo o aborto.