Redação Pragmatismo
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Racismo não 24/Jan/2014 às 16:11
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Aplicativo simula situações de racismo

aplicativo everyday racismo
Aplicativo Everyday Racism simula situações cotidianas de racismo (Reprodução)

A vida de minorias não é fácil em nenhum lugar do mundo e muitos sofrem com perseguições e racismos, mesmo que sutis (as chamadas microagressions). Agora um aplicativo te coloca na pele de algumas dessas pessoas que vivem na Austrália.

Everyday Racism foi criado pela empresa All Togheter Now e te coloca na pele de uma mulher muçulmana (Aisha), um estudante indiano (Vihann) e um homem aborígene (Patrick).

O mais interessante é que cada um dos personagens contou com pessoas reais para relatar seus problemas. Aisha teve ajuda de Zubeda Raihman, Mariam Veiszadeth e Aisha Jabeen; Patrick de Blake Tatafu, Adam Hansen, Nat Heath, e Peter Dawson; e Vihann de Rahul Dhawan, Mridula Amin, e Tanvi Bedi.

No início, você escolhe um dos personagens e terá de lidar com situações constrangedoras como comentários em um site de notícias ou um comentário racista de um amigo. O aplicativo é gratuito e pode ser encontrado para iOS e Android.

Geledés

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Comentários

  1. leonardo Postado em 24/Jan/2014 às 21:45

    Se alguém então me xingar de velho desatualizado de 40 anos de idade, quais vão ser meus direitos perante a lei? Pagar cestas básicas?

    • isaac Postado em 26/Jan/2014 às 01:44

      Se tu se sentir ofendido pode entrar com um processo por injúria, danos morais.

    • Peterson Silva Postado em 27/Jan/2014 às 11:48

      Não se trata disso, ô mané. Se trata de por que alguém é chamado de alguma coisa. Posso ser chamado de branquelo classe média metido a besta e no final do dia eu ainda vou ter meu privilégio e viver bem enquanto muita gente se fode. Quando uma minoria é agredida, isso é consoante com a opressão material, social, histórica que se traduz em DESIGUALDADE.

    • Jonas Postado em 30/Jan/2014 às 19:36

      Nenhum. Velhos desatualizados de 40 anos não são minoria, mas infelizmente a grande maioria. Sem contar que basta ter um pouquinho de força de vontade que você deixa de ser desatualizado, ao contrário do negro que jamais será branco, da mulher que jamais será homem, do homossexual que jamais será heterossexual e por aí vai. Velho, você é preconceituoso mesmo, e isso só te garante o direito de ficar quieto e não espalhar suas ideias sectárias desprezíveis em nossa sociedade, ou então é cana, xilindró mesmo. Ainda bem.

      • nemo Postado em 30/Jan/2014 às 21:05

        Minha nossa senhora, vão fazer umas aulas de direito civil/constituição...

  2. leonardo Postado em 27/Jan/2014 às 12:10

    O que eu estou querendo dizer é que a mídia só dá valor a atos discriminatórios contra afrodescendentes e homo afetivos. O crime de discriminação segundo a lei inclui também contra religião, mas não diz que tipo de religião, há muito casos por exemplo de profanação de santos pelas feministas, e piadinhas de judeus por artistas globais que saem impunes. Um entrevistador sempre vai preferir contratar uma loira gostosa do que um gago, um anão, um ex detento, um velho desatualizado de 40 anos, não sei qual é o direito destas outras minorias.

    • Thiago Teixeira Postado em 29/Jan/2014 às 13:06

      Pelo seu perfil você é um homem de 40 anos, branco, hetero e católico. Meu, cai na real, já sofreu discriminação aonde contra isso, me fala? Você descreveu o padrão do brasileiro tipo A (segundo a sociedade reacionária lógico). Imagina então para uma mulher de 60 anos, negra, homossexual e espírita? Qual dos dois sofre mais discriminação no Brasil? Se liga.

  3. Weslei Prado Postado em 28/Jan/2014 às 08:16

    [REPRODUZINDO] isaac Postado em 26/Jan/2014 às 01:44 Se tu se sentir ofendido pode entrar com um processo por injúria, danos morais.

  4. Vilma Neres Postado em 03/Feb/2014 às 14:50

    [BRASIL] Para quem nega ou mascara a existência, em seu cotidiano, desta aberração, a tecnologia chegou ao ponto de criar um aplicativo para simular situações de racismo, para fazer o "OUTRO" entender "na pele". Parece até piada, mas, ainda hoje, até mesmo nas rodas entre os mais esclarecidxs, entendem o racismo como "bulling" ou "ofensa". AS CONSEQUÊNCIAS DO RACISMO VAI MUITO ALÉM DE BULLING! Porque impede, aqui no Brasil, que homens e mulheres, sendo negrxs (afro-brasileiros) de ocuparem espaços de poder e quando ocupam são testados, tendo que provar inúmeras vezes que são bons no que se propunham a fazer. ISSO É VIOLENTO e é responsabilidade de todxs nós - brancxs, negrxs, índixs e asiáticxs - combatermos essa aberração! Porque, infelizmente, o racismo ainda faz parte do nosso cotidiano. Portanto, há outras mídias, a exemplo de filmes, como "VISTA A MINHA PELE", dirigido pelo renomado cineasta e pesquisador, Joel Zito Araujo, como uma ferramenta didática para entender o racismo, que afeta toda a nossa sociedade, mas sobretudo os cidadãos negros (afro-brasileiros) e cidadãs negras (afro-brasileiras).