Redação Pragmatismo
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Racismo não 02/Dec/2013 às 18:35
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Os corpos negros que assustaram o Shopping Vitória

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado. Presos, achincalhados e sob os aplausos dos ‘consumidores’

No dia seguinte ao tumulto que assustou clientes e lojistas por volta das 18 horas de sábado, o movimento no Shopping Vitória estava tranquilo, e em nada parecia com a confusão presenciada menos de 24 horas antes. Mas, nos corredores, o assunto ainda repercutia.

A assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirma que nenhuma loja foi roubada ou danificada durante o tumulto.

Uma lojista, que pediu para não se identificar, estava nas proximidades da praça de alimentação e presenciou a abordagem dos policiais e conta que viu agressões aos suspeitos. “A maioria dos jovens abordados eram menores de idade. Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”, afirma.

confusão racismo shopping vitória
Confusão no Shopping Vitória (Reprodução / Facebook)

O técnico em informática Eduardo Elias estava na praça de alimentação e viu a ação policial. Apesar dos momentos de susto com a invasão do shopping, ele diz que a polícia agiu com truculência. “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”, afirma.

****************

Confira abaixo texto de Douglas Belchior sobre o incidente no Shopping Vitória:

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado

Sábado, 30 de novembro, fim de tarde. Várias viaturas da Polícia Militar, Rotam e Batalhão de Missões Especiais cercaram o Shopping Vitória, na Enseada do Suá, no Espírito Santo. Missão: proteger lojistas e consumidores ameaçados por uma gente preta, pobre e funkeira que, “soube-se depois”, não ocuparam o shopping para consumir ou saquear, mas para se proteger da violência da tropa da PM que acabara de encerrar a força o baile Funk que acontecia no Pier ao lado.

Amedrontados, lojistas e consumidores chamaram a polícia e o que se viu foram cenas clássicas de racismo: Nenhum registro de violência, depredação ou qualquer tipo de crime. Absolutamente nada além da presença física. Nada além do corpo negro, em quantidade e forma inaceitável para aquele lugar, território de gente branca, de fala contida, de roupa adequada.

E a fila indiana; e as mãos na cabeça; e o corpo sem roupa, como que a explicitar cicatrizes nas costas ou marcas de ferro-em-brasa, para que assim não se questione a captura.

A narrativa de Mirts Sants, ativista do movimento negro do Espírito Santos nos leva até a cena:

“Em Vitória, a Polícia Militar invadiu um pier onde estava sendo realizado um baile funk, alegando que estaria havendo briga entre grupos. Umas dezenas de jovens fugiram, amedrontados, e se refugiaram num shopping próximo.

Foi a vez, entretanto, de os frequentadores do shopping entrarem em pânico, vendo seu ‘fetiche de segurança’ ameaçado por “indesejáveis, vestidos como num baile funk, de tez escura e fragilizando o limite das vitrines que separam os consumidores de seus desejos”. Resultado: chamaram a PM, acusando os jovens de quererem fazer um arrastão.

A Polícia chegou rapidamente e saiu prendendo todo e qualquer jovem que se enquadrasse no ‘padrão funk’. Fez com que descessem em fila indiana e depois os expôs à execração pública, sentados no chão com as mãos na cabeça. E isso tudo apesar de negar que tenha havido qualquer arrastão, “exceto na versão alarmista dos frequentadores”.

Se chegou a haver algo parecido com uma tentativa de ‘arrastão’ ao que parece é impossível saber. Para alguns dentre os presentes, a negativa da PM teve como motivo “preservar a reputação do shopping como templo de segurança”. Se assim foi, a foto acima, com os jovens sentados no chão sob vigilância, e o vídeo abaixo, mostrando-os sendo forçados a descer em fila indiana sob a mira da Polícia, se tornam ainda mais graves como exemplos de arbítrio, violência e desrespeito aos direitos humanos. E isso só se torna pior quando acontece ainda sob os aplausos dos ‘consumidores’…”

O suposto disparo, a dita “confusão” e o inevitável corre-corre só houve após a chegada da polícia no baile Funk.

O secretário de Segurança Pública do Estado, André Garcia, mente. Afirma não ter havido abuso. “Havia um tumulto e algumas pessoas relataram furtos na praça de alimentação. A polícia agiu corretamente. A intenção era identificar quem invadiu o shopping”, diz ele.

Invasão? Muitos relatos afirmam que os jovens se “abrigaram” no shopping para se proteger! Testemunhas disseram que as pessoas se assustaram foi com a presença e a forma de atuação da polícia dentro do shopping.

E mente ao dizer que “a polícia entrou no shopping após receber informações de que pessoas armadas estariam no local”, algo que não foi constatado pelas revistas feitas no interior do estabelecimento. Os únicos armados, caro secretário, eram seus homens.

Lojistas e consumidores relataram agressões aos ‘suspeitos’: ” Vi um policial dando um soco, de baixo para cima, em um garoto”; “o clima ficou mais tenso ao serem vistos policiais entrando armados no shopping”; “Parte dos que estavam sendo revistados era menores de idade. Vi um garoto sendo jogado no chão por um policial”.

A própria assessoria de comunicação do Shopping Vitória descartou a ocorrência de um arrastão no interior do estabelecimento e afirmou que nenhuma loja foi roubada ou danificada;

Mas ao final, o Secretário assume sua tarefa racista: “Quando se encontra uma atitude suspeita, a abordagem é uma ação normal. A polícia está autorizada a fazer isso. A população tem que entender”, disse ele a um jornal, afirmando que o critério para uma abordagem depende das circunstâncias, perfil das pessoas e quais queixas são apresentadas.

Sim, e é verdade, “Sr. Secretário”: circunstâncias, perfis e queixas, que sempre tem como principal objeto de provocação o corpo negro. Alguma novidade?

REAÇÃO

Lula Rocha, importante militante do movimento negro do Espírito Santo, em conjunto com diversos outros ativistas e organizações do movimento negro e movimentos sociais da capital prometem reagir e organizar um mega baile funk ao ar livre em frente o Shopping Vitória.

Criminalizado como um dia fora a capoeira, o futebol, o samba a MPB e o RAP, o funk moderno é tão contraditório em seu conteúdo quanto o é resistência em sua forma e estética. E se está servindo também para fazer aflorar o racismo enraizado na alma das elites hipócritas – muito mais vinculadas aos valores da luxuria e ostentação que a turma do funk, declaro pra geral: Sou funkeiro também!

Vídeos:

com NegroBelchior e A Gazeta

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Comentários

  1. renato Postado em 02/Dec/2013 às 18:48

    Fazer funk na frente do Shopping é legal, licito dentro da lei. Então beleza, senão, está incitando o crime e vai preso........ E não vi só neguinho, tinha branquinho. Nenhum dos dois esta livre de cometer crime, alias quando cometem todo mundo quer ver os pivetes presos, e deveriam...não respeitam outros vara forte....

  2. Mariana Postado em 02/Dec/2013 às 18:53

    não é só a cor da pele que é marginalizada, é a pobreza. O morador da periferia é visto como marginal, não importa o quanto ele é honesto e trabalhador, ele continuará sendo bandido. E a culpa não é só da mídia, é todos nós, que só lamentamos, que ficamos indignados em frente a tela dos nossos computadores. A mudança só acontecerá quando mudarmos os representantes do povo, e isso só se dará nas urnas, mas infelizmente passamos o ano todo reclamando das desigualdades, da educação, da cultura, etc. e a cada eleição nós vemos as mesmas pessoas para comandar esse país. O pobre é o novo escravo do século XXI, não importa a cor da pele pq se um branco estiver vestido como um maloqueiro ele tbem sofrerá discriminação, tbem será visto como marginal. É preciso mudar todos os pensamentos e, começar a de fato fazer uma mudança. Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.

    • paula Postado em 11/Dec/2013 às 03:07

      eu concordo com você. não acredito que houve racismo na operação policial. foram vistos como bandidos porque se vestiam como funkeiros, sem terem cometido nenhum delito. é assim que a sociedade os enxerga. eu me sinto culpada também, muitas vezes pessoas assim já passaram por mim e eu fiquei apreensiva com medo de ser assaltada.

  3. Jô Sora Postado em 02/Dec/2013 às 18:57

    Ao meu ver tem pouca relação com racismo (veja bem eu disse que existe alguma relação), os policiais são treinados a reconhecerem perfis com base em estatística que infeliamente levam a esse tipo de abordagem, se um dia os dados indicarem o contrário terá muita gente diferente sendo abordada na rua. Tenho um amigo que recentemente comprou uma Santa Fé (SUV da Hyundai) e devido ao seu perfil ele vive sendo parado pela policia nas blitz, a unica diferença é que ele não tem nada a temer e sempre é liberado ileso.

    • Samira Pontes Postado em 02/Dec/2013 às 19:45

      "Perfis com base em estatística", você disse. Sete em cada dez vítimas de homicídios no Brasil são jovens negros. Essa estatística é neutra? Os números só revelam a realidade de uma prática cotidiana chamada racismo. E por quê jovens brancos raramente são encaixados nesses perfis de possíveis infratores? Me desculpe, mas esse possível "dia" que você se referiu no qual "os dados indicariam o contrário", nunca chegará. Estamos falando de uma classe oprimida há mais de 500 anos aqui e nós (brancos e não pobres) temos tudo a ver com isso. O racismo não é algo abstrato que só acontece na casa do vizinho. Ele está refletido em números, estatísticas e também em nossas atitudes ao naturalizarmos a construção de "perfis" como esses. Resumindo, isso tem tudo a ver com racismo.

      • Enzo Postado em 02/Dec/2013 às 21:37

        Samira Pontes, poderia me dar a estatista, quantos negros sao presos por homicidio? e brancos? so numeros!!!

      • Juarez Silva (Manaus) Postado em 03/Dec/2013 às 12:08

        Enzo, é impressionante como o negacionistas do racismo, quando recebem números absolutos e proporções que evidenciam racismo, tentam desconsiderar e desqualificar... e quando a argumentação não vem acompanhada de números (nem sempre fáceis de obter) ai os números ganham importância... ; a sua pergunta está incompleta... deveria perguntar quantos negros morrem por homicídio e principalmente por quê quando acusados, são mais presos e condenados negros que brancos... ? essa é a questão...

      • Enzo Postado em 10/Dec/2013 às 22:09

        Juares Silva, responde com numeros? e so pesquisar na net..e vai descobrir!!! a porcentagem...e simples.

    • perez Postado em 02/Dec/2013 às 19:50

      Quando nao deve nao teme. Independente da cor da pele, credo ou posicao social.

      • Ana Costa Postado em 03/Dec/2013 às 03:00

        Bem se vê que você não mora na periferia, não tem cara de pobre e não é negro, senão você temeria, devendo ou não. Se você se encaixa nesse perfil e não teme, então é burro.

      • Ana Costa Postado em 03/Dec/2013 às 03:03

        Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos Dando porrada na nuca de malandros pretos De ladrões mulatos e outros quase brancos Tratados como pretos Só pra mostrar aos outros quase pretos (E são quase todos pretos) E aos quase brancos pobres como pretos Como é que pretos, pobres e mulatos E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados

    • carine Ferreira Postado em 02/Dec/2013 às 19:50

      E vc por acaso esta querendo dizer que eta certo ele ser abordado pir ele ser negro

    • Rafael Lopes Postado em 02/Dec/2013 às 22:58

      "Perfis com base em estatística" ou seja julgar uma pessoa de acordo com as estatísticas da sua cor de pele. Se isso não é a definição de preconceito não sei o que é.

    • John Postado em 02/Dec/2013 às 23:41

      Então eles precisam estudar um pouco de estatística. O fato da maioria dos presos ser negro não implica em a maioria dos negros é potencialmente um criminoso. Além disso, esconde a retroalimentação: enquanto se investigar mais os negros, mais negros serão presos, fechando um ciclo vicioso. Se eles realmente se baseassem em estatística e não em preconceito, estavam prendendo políticos e donos de grandes empreiteiras. Esses tipos sim são, sabidamente, criminosos em sua maioria.

    • jonas Postado em 04/Dec/2013 às 12:16

      Perfis com base em estatísticas, se eu não me engano devem ser esses indivíduos que são chamados de lombrosianos, mas eu acho que muito mais que simplesmente citar estatísticas, deveríamos também pensar o que está por detrás desses números. Se recorrermos a história, veremos toda a situação dos negros neste país, da escravidão até a sua "libertação", poderemos então começar a entender o porque de certas estatísticas. Em minha opinião, o correto, e isso caberia a classe politica desse país, seriam politicas que tivessem por objetivo dar mais oportunidades, uma perspectiva de vida pra essas pessoas. Ligando os pontos, podemos chegar a politica de cotas.

  4. Poryta Postado em 02/Dec/2013 às 19:00

    Secretario facista,merece um murro na cara

  5. Angela Postado em 02/Dec/2013 às 19:07

    Mas é claro que ninguém quer arrastão!!!! Queremos mais segurança. Mas até onde soube NINGUÉM, nenhum dos suspeitos o fizeram, cometeram violência, furto, etc. Acontece que até os dias de hoje temos o racismo no Brasil, e da pior forma: Velado. Hipocrisia reina. Em todos os lugares há o racismo, Mas no Espírito Santo, em Vitória há demais. Eu nunca vi um povo tão preconceituoso como o capixaba. O seu olhar é preconceituoso, frio, antipático. Ainda mais com negros. Lá não se vêem negros em determinados lugares, lá não há mistura. Aqui no RJ há muito preconceito, mas ainda ACHO que há mais mistura. Pena e NOJO desse povo povo preconceituoso (em todos os lugares do Brasil)!!!!!!!!!

    • Marcos Dollis Postado em 04/Dec/2013 às 11:18

      RJ, ES, MG, SP, BA, e em iraticsmente todo o litoral nordestino existe muito racismo remanescente, pois nestas regiões existiu uso intenso do trabalho escravo e a cultura social foi construída tendo como pilar essa segregação racial e social. Regiões de povoação mais recente, onde as cidades, famílias e a cultura local foram criadas mais recentemente, com base em misigenacao e sincretismos culturais, o racismo é menor ou menos perceptível.

  6. Glauco Postado em 02/Dec/2013 às 19:16

    A atitude dos consumidores no shopping por ser puro instinto de sobrevivência.. Uma comerciante de Niteroi já foi assaltada cerca de meia dúzia de vezes... Todas elas por assaltantes jovens negros.. DE acordo com diagnostico de sua psicóloga, ela desenvolveu fobia por jovens negros. E então.. Ela he racista ou desenvolveu uma fobia .....

  7. Giovanni Di Pietra Postado em 02/Dec/2013 às 19:23

    Se houve mesmo brigas no local do baile, não seriam o os "abrigados da violência", naquele momento, suspeitos se evadindo do local? O artigo traz uma "discussão racial", mas limita-se a achincalhar toda atitude contrária ao pensamento do articulista.

  8. danusia Postado em 02/Dec/2013 às 19:34

    o que mais tenho lido nos comentários de textos como esse ou sobre a escolha ariana da fifa é que o que aconteceu 'não é racismo'. NÃO É RACISMO aparentemente é a palavra de ordem nos comentários destes blogues e revistas de esquerda, cujos leitores, em sua maioria, pouco se diferenciam dos leitores da veja. p*rra, isso não é racismo? é o que então? preconceito de classe TAMBÉM, mas, principalmente, racismo. internet ta de vomitar ultimamente viu. um levante fascista parece que tb acordou com as "jornadas de junho". dá medo!

    • Mariana Postado em 02/Dec/2013 às 19:58

      Claro que é racismo (eu não nego isso), mas é preconceito contra uma classe, pobre é marginalizado independente de ser negro ou branco. Não podemos fechar os olhos e dizer que os negros são discriminados mais do que qualquer outra cor da pele, quem é discriminado é o pobre desde o momento que nasce, é quem não tem direito a nada nesse país, apenas uma esmola mensal para continuar feliz. O racismo parte de todos, quando esquecemos que todos nós somos seres humanos, todos sofremos com alguma discriminação, não só um ou outro. Eu não sou a negra, eu sou a Mariana.

    • Franklin Weise Postado em 02/Dec/2013 às 21:46

      O preconceito de classe e o de cor se amalgamaram de uma tal forma no Brasil que é difícil dizer quando termina um e começa outro.

    • Rubens Postado em 02/Dec/2013 às 22:31

      Danusia, vem cá: QUE CULPA tenho eu, se o perfil típico do criminoso pé-de-chinelo (aquele que eu mais temo, porque é o que me assalta, ao invés de ir assaltar bancos ou cometer grandes crimes) é exatamente o jovem de cor parda?... Infelizmente a vida é assim, então existe toda uma justificativa para as pessoas temerem pessoas de cor jovens e mal vestidas, SIM! ...

  9. deoclecio Postado em 02/Dec/2013 às 19:46

    * como levantou aqui .agora encontraram uma maneira bem sutil de se propagar u preconceito na net. é fanqueiro .atras desta frase tem muitos fascista se escondendo* e os que andam com o livro preto pelo braço acham que por este motivo deixaram de ser negro. vejo mito disto ultimamente . este país ta ficando de uma maneira * aqlgo precisa ser feito pra ontem*

  10. Erich Postado em 02/Dec/2013 às 19:50

    Todo mundo critica a ação policial nesses casos, mas se esquecem que baile funk sem a presença policial termina em sexo livre, consumo de drogas ilícitas, tiroteio, brigas e envolvimento de menores. Abra um comércio com muito suor e trabalho, deixe esse povo ir lá fazer arrastão e baderna, espantar a clientela. O direito deles termina onde começa o nosso e vice-versa.

  11. Thiago Teixeira Postado em 02/Dec/2013 às 19:51

    Tá tudo errado. 1° Quem foi que inventou que baile funk é crime? E porque sertanojo Universitário pode? 2° Quem foi o (a) babaca que chamou a PM e que informação foi passada? 3° Em qualquer abordagem tem averiguação, as guarnições fizeram isso? 4° Os oficiais que foram atender a ocorrência enquadraram corretamente os indivíduos? 5° Algum deles estava armado ou oferecia alguma ameaça para serem expostos desse jeito? 6° (e mais importante) Á quando a classe C, D e E vai tomar vergonha na cara E PARAR DE FREQUANTAR ESTAS PORCARIAS DE SHOPPING? Digo isso porque parece que quando mais são destratados mais querem ir pagar pau para estes ambientes. Existe um mundo sem Shopping e muito mais divertido que andar pra lá e pra cá e sendo encarado com desconfianças pelos seguranças que são mais pobres que os Classe C, D e E que lá estão.

  12. Mari Postado em 02/Dec/2013 às 19:52

    Só eu que me incomodei com as pessoas uivando de felicidade e aplaudindo os policiais que enxotavam os meninos do shopping? Isso mostra o quanto nós, brasileiros, somos macacos treinados a imitar qualquer reação sem nem saber ao certo o que se passa. Todo mundo ali mal deveria saber o que estava acontecendo e vaiaram a plenos pulmoes os garotos...

    • Thiago Teixeira Postado em 02/Dec/2013 às 20:32

      E tem gente pregando que racismo e preconceito social não existe. Alguém se importou com os 111 que morreram no CARANDIRU? Alguém se comoveu com a chacina dos Sem Terra em Altamira? Não, essa elite escrota chora ao ver os riquinhos bêbados morrendo na boate Kiss.

      • Mariana Postado em 03/Dec/2013 às 10:45

        Acho td isso muito errado (como podem ver nos meus comentários), mas essas comparações é desnecessário, então rico e branco pode morrer? Ninguém tem que morrer dessa forma, nem o branco e rico, nem o pobre e nem o negro. Mas enquanto a sociedade só se revoltar nada vai acontecer, a raiva ta cegando todo mundo. Vamos pensar, vamos procurar soluções e de fato fazer uma diferença, mesmo que seja minima. Não deixe que a raiva atrapalhe suas decisões. Foi uma tragédia o carandiru, a chacina em Altamira e não menos o episódio da boate Kiss.

  13. Marcos Postado em 02/Dec/2013 às 20:45

    Quem gosta de funkeiro alem de funkeiro? Tem negros e brancos sendo retirados e tem brancos e negros batendo palma, arrastão é crime quem critica a atitude fique com seu celular no meio deles.

  14. Elias Postado em 02/Dec/2013 às 20:48

    Não chamam a classe média de classe merda, ai esta o troco, os esquerdinha adoram criticar, xingar, e por ai vai, o contrario não pode? Que eu saiba baile funk sem policia por perto acaba em drogas e pedofilia.

  15. Caio Postado em 02/Dec/2013 às 20:59

    TEM BRANCO NA FOTO!!! MEUS DEUS, VCS SÂO CAÇA-RACISMO??

    • Guilherme Postado em 04/Dec/2013 às 01:02

      isso é pra justificar a aprovação das cotas para negros no concurso público que está em vias de ser aprovada. No fim tá mais pra marketing político.

  16. Reginaldo Postado em 03/Dec/2013 às 00:32

    Não consigo ver esse vídeo sem sentir nojo dos que estavam vaiando e aplaudindo. A meu ver, são todos animais, são todos bestiais, são todos bárbaros. Uma cena dessas era para despertar o sentimento de vergonha, não de orgulho; vergonha de ter de presenciar algo tão absurdo e surreal. É racismo, é fascismo... é o que há de mais horrendo nas mentalidades atuais.

    • renato Postado em 03/Dec/2013 às 10:56

      Estavam vaiando os Policias amigo

  17. José Ferreira Postado em 03/Dec/2013 às 08:24

    Esse sítio está virando caçadora de racismo, inclusive inventando racismo onde não existe. Nesse caso é claramente uma questão social, aliás a maioria dos funks que somos obrigados a ouvir possuem letras quase que pornográficas. E o pior é que eles não escutam só para si, e fazem questão de que todo mundo da vizinhança escute também, inclusive crianças. Seria interessante que esse sítio também aborde temas como o preconceito contra os idosos, deficientes, e outras pessoas com doenças como a AIDS. Vamos trocar o disco de vez em quando...

    • Juarez Silva (Manaus) Postado em 03/Dec/2013 às 11:59

      É José Ferreira..., seria muito bom "trocar o disco", o único problema é que quem de fato tem consciência da questão do racismo, por mais que se tente dar espaço a outros temas ao escrever, acaba esbarrando em absurdos racistas diária e corriqueiramente, e ai não dá para se calar ou optar falar de amenidades... o problema não é de quem se insurge contra o racismo, é da sociedade que "não troca o disco do racismo" , toca direto...

      • José Ferreira Postado em 03/Dec/2013 às 13:16

        "...por mais que se tente dar espaço a outros temas ao escrever, acaba esbarrando em absurdos racistas diária e corriqueiramente..." Isso se considerarmos que 90% das matérias que estão nesse sítio categorizadas como "racismo não" estão equivocadas em relação a classificação como racismo. Essa postura de vitimização, ou de caçar atos racistas, não contribuirá em nada para que os negros sejam respeitados.

  18. igor Postado em 03/Dec/2013 às 13:52

    Foi truculenta a ação policial? sim, óbvio. Mas parem desse eterno coitadismo, se vissem o vídeo bem ou algumas fotos do fato, veriam que a maioria não é de negros, isso foi contra os cidadãos em si, não contra uma raça, parem com isso...

  19. Rafael Teodoro Postado em 03/Dec/2013 às 16:54

    Eu não creio que houve racismo nesta abordagem. O medo das pessoas que contribuiu para isto acontecer, hoje em dia 90 % dos caras que te assaltam vestem roupas iguais a desses jovens, é um jeito "malandro" de se vestir, mas infelizmente as pessoas ao verem alguém vestido assim já associam ao crime e as drogas. Eu particularmente acho ridículo o jeito como esses caras se vestem, mas os respeito pois nem todos são do crime. Lamentável

  20. Guilherme Postado em 04/Dec/2013 às 00:59

    Desculpem, não vi negros, nem vi brancos. Vi mestiço, tange entre os funkeiro, quanto entre os soldados, como na multidão de consumidores que estavam frequentando o shopping. De qualquer forma a abordagem era necessária. Imaginem a cena, uma multidão de gente invade shopping. A situação foi humilhante, não sei se foi mais adequada, mas não teve nada a ver com racismo.

    • Marcos Postado em 08/Dec/2013 às 22:21

      https://www.facebook.com/photo.php?v=206417672874726 A polícia pega leve ainda.

  21. sonia Postado em 04/Dec/2013 às 12:58

    Olha, eu estou vendo ai mais brancos do que negros. Vamos procurar ser justos e não ser mais real do que o rei. Vamos deixar de fazer média, senhores ditadores e controladores da grande mídia.

  22. luiz carlos ubaldo Postado em 04/Dec/2013 às 14:03

    Ainda tem gente que defende a atuação dos meios repressores, nossos policiais, adiquiriram todo saber belíco apartir do golpe de 64, se utiulizam de toda forma de violência em beneficio de uma elite branca que os remunera muito bem, ou alguém acha o contrário, cometem todo tipo de crime, acobertados pela honrosa farda, seu distintivo, e o que mais lhes confere poder, o BERRO, fazem sua propría "justiça", pela falta de aptidão e neuronios que os possibilitrassem a exercer qualquer outra funçaõ na vida, tornaram-se policiais, lacaios de uma sociedade burguesa!

  23. Marcos Postado em 08/Dec/2013 às 22:20

    https://www.facebook.com/photo.php?v=206417672874726 Shopping Itaquera - FAVELADOS/ ARRASTÃO/ ROUBO/ BRIGAS Corpos negros? Falta de educação é racismo agora?

    • Enzo Postado em 10/Dec/2013 às 20:41

      E que o Brasil esta querendo fazer uma sociedade que negros podem fazer tudo o que quiser!! Se for contra e racismo!!! so nao entendo porque racismo e so contra negros?

  24. Enzo Postado em 10/Dec/2013 às 20:38

    Piratas do Norte da África capturaram e escravizaram mais de 1 milhão de europeus entre 1530 e 1780 numa série de incursões que despovoaram as cidades costeiras da Sicília a Cornwall, de acordo com a nova pesquisa. nem por isto os brancos passou o resto da vida lamentando e sem trabalhar!!