Redação Pragmatismo
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Polícia Militar 26/Nov/2013 às 15:37
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Recruta que passou mal em treinamento da PM morre no Rio de Janeiro

Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, tinha queimaduras graves nas mãos e nádegas e estava internado no Hospital Geral da Polícia Militar

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Paulo Aparecido Santos de Lima (Reprodução)

O recruta que passou mal após um treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, em Sulacap, zona oeste do Rio, no último dia 12, morreu por volta das 6h da última sexta-feira. Na segunda-feira (18), Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, havia sofrido morte cerebral depois de ficar uma semana em coma por causa de uma insolação grave.

Paulo também tinha queimaduras graves nas mãos e nádegas e estava internado no Hospital Geral da Polícia Militar, no Estácio, região central do Rio. A PM não informou o local do velório e sepultamento do jovem.

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De acordo com a PM, ele teria sido internado por possíveis excessos de exercícios físicos. A corporação informou que o jovem foi vítima de um mal súbito. O episódio ocorreu no dia em que foi registrada a maior temperatura no ano no Rio de Janeiro, com sensação térmica de 50°C. Outras nove pessoas que participaram do treinamento também precisaram de atendimento médico.

Crislaine Souza, prima do jovem, disse que ele tinha um ótimo preparo físico e costumava cuidar da alimentação. Ela acredita que o parente foi vítima de uma programação exagerada de treinos.

A Delegacia de Realengo, zona oeste, instaurou inquérito para apurar se os excessos no treinamento caracterizam crime de tortura. Segundo o delegado Carlos Augusto Pinto, os alunos lesionados serão ouvidos, além dos oficiais e familiares.

A PM abriu um inquérito para investigar o caso e afastou quatro oficiais que participaram do treinamento. De acordo com a Polícia Civil, o delegado está solicitando a documentação de atendimento médico dos recrutas e vai encaminhar os alunos para exame de corpo de delito.

Beltrame admite excesso e morte será apurada como homicídio

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, admitiu que houve excesso no treinamento que levou à morte o recruta da PM Paulo Aparecido Santos de Lima. Beltrame considerou “abominável” a conduta dos oficiais que comandaram o treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na Zona Oeste do Rio.

“Infelizmente, uma conduta abominável que nós não compactuamos com este tipo de ação. Infelizmente, perdemos um policial militar. A Policia Militar ja formou aqui (CFAP) mais de 7.100 policiais e, graças a Deus, não tivemos problema nenhum, mas dessa vez, sem dúvida nenhuma houve por parte de quem instruiu esta ação, minimamente um excesso”, declarou Beltrame.

com agências

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 26/Nov/2013 às 19:49

    O capitão que organizou o treinamento deve ser expulso da PM, isto só contribui para denegrir a categoria e dar Ibope a mídia.

  2. xxxxxx Postado em 26/Nov/2013 às 20:37

    Legal a policia mata policia agora engraçado

  3. LUIS PAULO Postado em 27/Nov/2013 às 08:35

    PENSO QUE O CAPITÃO NÃO DEVE SER EXPULSO. O QUE DEVE ACONTECER É UM PROCEDIMENTO DE REVISÃO NOS PROGRAMAS DE TREINAMENTO, QUEM OS INSTITUIU, E FAZER COM QUE TODA A EQUIPE GESTORA DESSE PROJETO SEJA RESPONSABILIZADA CRIMINALMENTE E PAGUE INDENIZAÇÃO. O ESTADO ENQUANTO MANTENEDOR TAMBÉM TEM RESPONSABILIDADE, A PROMOTORIA PÚBLICA, ASSIM COMO A MILITAR, SINDICATO DOS SOLDADOS, ENFIM, A RESPONSABILIDADE É COLETIVA.

  4. José Humberto Postado em 27/Nov/2013 às 09:30

    O Estado, o secretário, os comandantes da PM... todos são responsáveis por isso também. Ficar jogando a culpa somente no cara que planejou e/ou conduziu o treinamento e não assumir a responsabilidade por suas ações de gestores. Tá na hora de parar de ficar jogando a batata quente nas mãos de subordinados quando há problemas e cantar de galo e colher os louros quando os resultados são positivos.