Redação Pragmatismo
Compartilhar
Racismo não 12/Nov/2013 às 12:33
140
Comentários

Por que me tornei a favor das cotas para negros

Cotas para negros: por que mudei de opinião. Juiz federal, mestre em Direito e ferrenho opositor das cotas explica as razões que o fizeram mudar de ideia

william douglas cotas raciais
O escritor e Juiz Federal William Douglas (divulgação)

William Douglas, juiz federal (RJ), mestre em Direito (UGF), especialista em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ), professor e escritor, caucasiano e de olhos azuis

Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que “antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia”. Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.

Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.

Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.

Leia também:
O preconceito e a arrogância dos bonzinhos no debate sobre as cotas
Vídeo sobre cotas gera polêmica e reações racistas: “essa conversa não é sobre você”

Não me valerei de argumentos técnicos nem jurídicos dado que ambos os lados os têm em boa monta, e o valor pessoal e a competência dos contendores desse assunto comprovam que há gente de bem, capaz, bem intencionada, honesta e com bons fundamentos dos dois lados da cerca: os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos.

Por isso, em texto simples, quero deixar clara minha posição como homem, cristão, cidadão, juiz, professor, “guru dos concursos” e qualquer outro adjetivo a que me proponha: as cotas para negros devem ser mantidas e aperfeiçoadas. E meu melhor argumento para isso é o aquele que me convenceu a trocar de lado: “passar um dia na cadeia”. Professor de técnicas de estudo, há nove anos venho fazendo palestras gratuitas sobre como passar no vestibular para a EDUCAFRO, pré-vestibular para negros e carentes.

Mesmo sendo, por ideologia, contra um pré-vestibular “para negros”, aceitei convite para aulas como voluntário naquela ONG por entender que isso seria uma contribuição que poderia ajudar, ou seja, aulas, doação de livros, incentivo. Sempre foi complicado chegar lá e dizer minha antiga opinião contra cotas para negros, mas fazia minha parte com as aulas e livros. E nessa convivência fui descobrindo que se ser pobre é um problema, ser pobre e negro é um problema maior ainda.

Meu pai foi lavrador até seus 19 anos, minha mãe operária de “chão de fábrica”, fui pobre quando menino, remediado quando adolescente. Nada foi fácil, e não cheguei a juiz federal, a 350.000 livros vendidos e a fazer palestras para mais de 750.000 pessoas por um caminho curto, nem fácil. Sei o que é não ter dinheiro, nem portas, nem espaço. Mas tive heróis que me abriram a picada nesse matagal onde passei. E conheço outros heróis, negros, que chegaram longe, como Benedito Gonçalves, Ministro do STJ, Angelina Siqueira, juíza federal. Conheço vários heróis, negros, do Supremo à portaria de meu prédio.

Apenas não acho que temos que exigir heroísmo de cada menino pobre e negro desse país. Minha filha, loura e de olhos claros, estuda há três anos num colégio onde não há um aluno negro sequer, onde há brinquedos, professores bem remunerados, aulas de tudo; sua similar negra, filha de minha empregada, e com a mesma idade, entrou na escola esse ano, escola sem professores, sem carteiras, com banheiro quebrado. Minha filha tem psicóloga para ajudar a lidar com a separação dos pais, foi à Disney, tem aulas de Ballet. A outra, nada, tem um quintal de barro, viagens mais curtas. A filha da empregada, que ajudo quanto posso, visitou minha casa e saiu com o sonho de ter seu próprio quarto, coisa que lhe passou na cabeça quando viu o quarto de minha filha, lindo, decorado, com armário inundado de roupas de princesa. Toda menina é uma princesa, mas há poucas das princesas negras com vestidos compatíveis, e armários, e escolas compatíveis, nesse país imenso. A princesa negra disse para sua mãe que iria orar para Deus pedindo um quarto só para ela, e eu me incomodei por lembrar que Deus ainda insiste em que usemos nossas mãos humanas para fazer Sua Justiça. Sei que Deus espera que eu, seu filho, ajude nesse assunto. E se não cresse em Deus como creio, saberia que com ou sem um ser divino nessa história, esse assunto não está bem resolvido. O assunto demanda de todos nós uma posição consistente, uma que não se prenda apenas à teorias e comece a resolver logo os fatos do cotidiano: faltam quartos e escolas boas para as princesas negras, e também para os príncipes dessa cor de pele.

Não que tenha nada contra o bem estar da minha menina: os avós e os pais dela deram (e dão) muito duro para ela ter isso. Apenas não acho justo nem honesto que lá na frente, daqui a uma década de desigualdade, ambas sejam exigidas da mesma forma. Eu direi para minha filha que a sua similar mais pobre deve ter alguma contrapartida para entrar na faculdade. Não seria igualdade nem honesto tratar as duas da mesma forma só ao completarem quinze anos, mas sim uma desmesurada e cruel maldade, para não escolher palavras mais adequadas.

Não se diga que possamos deixar isso para ser resolvido só no ensino fundamental e médio. É quase como não fazer nada e dizer que tudo se resolverá um dia, aos poucos. Já estamos com duzentos anos de espera por dias mais igualitários. Os pobres sempre foram tratados à margem. O caso é urgente: vamos enfrentar o problema no ensino fundamental, médio, cotas, universidade, distribuição de renda, tributação mais justa e assim por diante. Não podemos adiar nada, nem aguardar nem um pouco.

Foi vendo meninos e meninas negros, e negros e pobres, tentando uma chance, sofrendo, brilhando nos olhos uma esperança incômoda diante de tantas agruras, que fui mudando minha opinião. Não foram argumentos jurídicos, embora eu os conheça, foi passar não um, mas vários “dias na cadeia”. Na cadeia deles, os pobres, lugar de onde vieram meus pais, de um lugar que experimentei um pouco só quando mais moço. De onde eles vêm, as cotas fazem todo sentido.

Se alguém discorda das cotas, me perdoe, mas não devem faze-lo olhando os livros e teses, ou seus temores. Livros, teses, doutrinas e leis servem a qualquer coisa, até ao nazismo. Temores apenas toldam a visão serena. Para quem é contra, com respeito, recomendo um dia “na cadeia”. Um dia de palestra para quatro mil pobres, brancos e negros, onde se vê a esperança tomar forma e precisar de ajuda. Convido todos que são contra as cotas a passar conosco, brancos e negros, uma tarde num cursinho pré-vestibular para quem não tem pão, passagem, escola, psicólogo, cursinho de inglês, ballet, nem coisa parecida, inclusive professores de todas as matérias no ensino médio.

Se você é contra as cotas para negros, eu o respeito. Aliás, também fui contra por muito tempo. Mas peço uma reflexão nessa semana: na escola, no bairro, no restaurante, nos lugares que freqüenta, repare quantos negros existem ao seu lado, em condições de igualdade (não vale porteiro, motorista, servente ou coisa parecida). Se há poucos negros ao seu redor, me perdoe, mas você precisa “passar um dia na cadeia” antes de firmar uma posição coerente não com as teorias (elas servem pra tudo), mas com a realidade desse país. Com nossa realidade urgente. Nada me convenceu, amigos, senão a realidade, senão os meninos e meninas querendo estudar ao invés de qualquer outra coisa, querendo vencer, querendo uma chance.

Ah, sim, “os negros vão atrapalhar a universidade, baixar seu nível”, conheço esse argumento e ele sempre me preocupou, confesso. Mas os cotistas já mostraram que sua média de notas é maior, e menor a média de faltas do que as de quem nunca precisou das cotas. Curiosamente, negros ricos e não cotistas faltam mais às aulas do que negros pobres que precisaram das cotas. A explicação é simples: apesar de tudo a menos por tanto tempo, e talvez por isso, eles se agarram com tanta fé e garra ao pouco que lhe dão, que suas notas são melhores do que a média de quem não teve tanta dificuldade para pavimentar seu chão. Somos todos humanos, e todos frágeis e toscos: apenas precisamos dar chance para todos.

Precisamos confirmar as cotas para negros e para os oriundos da escola pública. Temos que podemos considerar não apenas os deficientes físicos (o que todo mundo aceita), mas também os econômicos, e dar a eles uma oportunidade de igualdade, uma contrapartida para caminharem com seus co-irmãos de raça (humana) e seus concidadãos, de um país que se quer solidário, igualitário, plural e democrático. Não podemos ter tanta paciência para resolver a discriminação racial que existe na prática: vamos dar saltos ao invés de rastejar em direção a políticas afirmativas de uma nova realidade.

Se você não concorda, respeito, mas só se você passar um dia conosco “na cadeia”. Vendo e sentindo o que você verá e sentirá naquele meio, ou você sairá concordando conosco, ou ao menos sem tanta convicção contra o que estamos querendo: igualdade de oportunidades, ou ao menos uma chance. Não para minha filha, ou a sua, elas não precisarão ser heroínas e nós já conseguimos para elas uma estrada. Queremos um caminho para passar quem não está tendo chance alguma, ao menos chance honesta. Daqui a alguns poucos anos, se vierem as cotas, a realidade será outra. Uma melhor. E queremos você conosco nessa história.

Não creio que esse mundo seja seguro para minha filha, que tem tudo, se ele não for ao menos um pouco mais justo para com os filhos dos outros, que talvez não tenham tido minha sorte. Talvez seus filhos tenham tudo, mas tudo não basta se os filhos dos outros não tiverem alguma coisa. Seja como for, por ideal, egoísmo (de proteger o mundo onde vão morar nossos filhos), ou por passar alguns dias por ano “na cadeia” com meninos pobres, negros, amarelos, pardos, brancos, é que aposto meus olhos azuis dizendo que precisamos das cotas, agora.

E, claro, financiar os meninos pobres, negros, pardos, amarelos e brancos, para que estudem e pelo conhecimento mudem sua história, e a do nosso país comum pois, afinal de contas, moraremos todos naquilo que estamos construindo.

Então, como diria Roberto Lyra, em uma de suas falas, “O sol nascerá para todos. Todos dirão – nós – e não – eu. E amarão ao próximo por amor próprio. Cada um repetirá: possuo o que dei. Curvemo-nos ante a aurora da verdade dita pela beleza, da justiça expressa pelo amor.

Justiça expressa pelo amor e pela experiência, não pelas teses. As cotas são justas, honestas, solidárias, necessárias. E, mais que tudo, urgentes. Ou fique a favor, ou pelo menos visite a cadeia.

Recomendados para você

Comentários

  1. Bruno Postado em 12/Nov/2013 às 12:48

    No caso do concurso, deve ser usar a meritocracia independente de cor, religião e sexo. O governo deve ter essa função de dá oportunidades aos cidadãos em forma de educação e dái o individuo terá capacidades de tocar sua vida.

    • Ricardo Postado em 12/Nov/2013 às 12:51

      Entendeu nada do texto, socorro...

      • Giordano Postado em 12/Nov/2013 às 13:26

        Discordou do texto, ergo não o entendeu. Socorro.

      • lucas Postado em 12/Nov/2013 às 23:56

        com certeza ricardo esse bruno nao entendeu mesmo a sua ignorância é tamanha.. pasma com pessoas desse naipe kkkkkkkkk fazer o que né temos que conviver com pessoas assim mesmo leem e não entendem nada nada de nada

      • Marcus Postado em 02/Apr/2014 às 01:47

        E leu? E lê?

    • bruna Postado em 12/Nov/2013 às 13:31

      Você leu esse texto? claro que não.

      • Marialice Postado em 12/Nov/2013 às 14:21

        Não! Ele NÃO leu!!!! Socorro!!!!

    • Carolina Gomes Postado em 12/Nov/2013 às 14:31

      Pois bem Bruno, só acho que você sequer compreende o que é meritocracia. O pré-requisito básico para a meritocracia é igualdade para competir. Se você acha que no Brasil temos igualdade entre brancos e negros, pobres e ricos para tornar factível a meritocracia, sinto lhe informar que você vive numa bolha...

      • Tcherno Postado em 13/Nov/2013 às 11:03

        Carolina, esses caras são piores que papagaios, só vivem repetindo tudo o que vem da imprensa. Pois, papagaio, às vezes, se cansa de repetir o dono. Aqueles, nem tão pouco se dão ao trabalho de pensar nos significados de cada palavra, é muito esforço para seus miolos.

      • Ana Gama Postado em 13/Nov/2013 às 13:01

        Eu ia dar a minha pitada mais tu Carolina foste perfeita em tua intervenção.

      • Carlos Ebert Postado em 13/Nov/2013 às 18:50

        Indivíduos têm capacidades distintas, muitas delas ligadas diretamente ao seu genoma. Não é possível eliminar diferenças entre indivíduos. O dever do Estado é proporcionar oportunidades iguais de acesso à informação, ensino e ciltura. Dai para frente vai da capacidade e do empenho individual. O resto é utopia rousseauniana.

      • Louis Postado em 27/Jan/2014 às 12:16

        Carlos Ebert está correto. Mas muita gente cai no conto de fadas de que "todos somos igualmente inteligente e capazes", desconsiderando a realidade - somos influenciados pelo meio em que crescemos sim, mas a influência biológica também é inegável, e mesmo que igualemos o "meio", a biologia nunca será igual.

    • Eduardo Postado em 12/Nov/2013 às 14:54

      Lê o texto cara, deixa de ser preguiçoso

      • Paulo Postado em 25/Nov/2014 às 21:18

        Dãããã....no caso do concurso, tava escrito o que mesmo?rsrs...como pode querer comentar com essa preguiça toda de ler e TENTAR entender? E olha que tá fácil de entender...

    • Monique Pacheco Postado em 12/Nov/2013 às 19:30

      O preconceito é algo vivo e presente em nossa sociedade. é obrigação do Estado sim promover a igualdade de oportunidades. Quantos negros estão ocupando bons cargos e grandes empresas privadas? Quantas vezes você entrou em um consultório médico e foi atendido por um negro? Sim, precisamos de políticas afirmativas sim, enquanto o negro ainda for olhado com o olhar da diferença, precisamos de cotas sim, para o ingresso em universidades e para o ingresso em cargos públicos, não existem princípios de meritocracia em uma disputa desigual.

    • lucas Postado em 12/Nov/2013 às 23:54

      a sua ignorância é tamanha mesmo ne seu bruno, nem parece que leu este texto pense e reflita sobre a sua ignorância fera, pois é justamente esta falta de oportunidade que os negros almejam, os concursos só seria uma oportunidade a mais e mais em grandes escalões do governo aonde vc sequer consegueria chegar seu ignorarante aprenda a ler e tirar o melhor da leitura me parece que sua inteligencia se é que vc tem é bem diminuida abraços....

    • Lucas Postado em 13/Nov/2013 às 00:31

      Concordo, o cara passa num concurso por cotas, não teve educação adequada, o serviço público que ja é uma m*** fica mais sucateado ainda pelo percentual de cotas, e aí? O que resolveu? Por uma parte deu oportunidade aos cotistas negros mas por outra sucumbiu o serviço porco prestado pelo estado. Pra mim não passa de populismo, elevar o nível de educação, os salários dos professores eu não vejo!!! (não, eu não sou professor)

    • Jose Postado em 28/Dec/2013 às 12:59

      Concurso é MÉRITO, e não cabide de emprego!! Não é admissível o governo querer dar um jeitinho na desigualdade fazendo uso dela!!! Tomara que daqui alguns anos o povo perceba a tremenda burrice que estão fazendo com cotas para negros!! Inteligencia e boa prestacao de servico sao necessários na administracao pública. Não se pode fazer uso eleitoreiro dessa questão, mas percebe-se que hj em dia a cota para negro está em alta justamente para manobrar o povo e conseguir mais votos... Esse Juiz Federal que ja foi concursei e JÁ foi guro de concurseiro perde totalmente a credibilidade por nao ter opinião própria... O PT está corrompendo todos, até mesmo ministro do STF, pq um mero juiz federal nao seria corrompido??? Mero povo, abra o olho!!

      • Henrique Postado em 18/Feb/2014 às 22:12

        Desde quando passar no vestibular ou qualquer concurso é mérito? Passar 1 ano num cursinho numa decoreba ridícula pra marcar xisinhos na grade de respostas mostra que alguém é mais preparado pra Universidade/Emprego que outrem? Ou simplesmente mostra quem tem dinheiro pra pagar um cursinho e pra não trabalhar por 1 ano?

      • Valdir dos Santos Postado em 07/Jan/2015 às 22:47

        Você não merece sequer ser lido, menos ainda ser respondido. Pilantra!

    • Louis Postado em 27/Jan/2014 às 12:12

      Exatamente Bruno! Cotas não só não tratam a raiz do problema, como ainda causam outros - principalmente no futuro. Discriminação positiva ainda é discriminação.

  2. ELIZANGELA Postado em 12/Nov/2013 às 12:53

    fiquei extremamente emocionada com o que li!!! Fico muito feliz em saber que ainda há homens como William Douglas!!! Apoio as cotas, assino em baixo de tudo que disse! Tem a minha admiração!

    • Adriano Postado em 12/Nov/2013 às 13:20

      Tambem me solidarizo com as proposições do Juiz Willian Douglas. Estamos num pais democratico onde os negros nunca tiveram respeito e reconhecimento pleno de sua lamentável história.

  3. MArcos Garcia Neto Postado em 12/Nov/2013 às 13:00

    OK bonitão. Agora me diga: em um concurso de nível superior, onde todos passaram por uma universidade, todos têm nível superior completo, qual a sua justificativa para cotas? Para deficientes, até entendo. Agora, para negros, qual a desculpa? "Dívida histórica" a ser compensada com cargos? Aliás, a pergunta que nunca foi respondida: como fica o branco pobre competindo com o negro rico? Defensores de cotas raciais se recusam a responder essa pergunta. Dizem "ah, já existem cotas sociais", ou "ah, a maioria dos negros é pobre". Aham, e por que você está usando o critério econômico para justificar o seu racismo? Por que não utilizar SOMENTE o critério econômico logo de cara? Qual o teu medo de usar um sistema inteiramente justo?

    • Vinicius Galvão Postado em 12/Nov/2013 às 13:14

      Vc, Marcos Garcia, deve ser branco e existem a grande maioria que passa em concursos são brancos, a minoria negra, na sua visão não haverá equilíbrio, pois os negros estiveram construindo/forçado, na força braçal as suas facilidades, não tiveram qualificação adquada, não tiveram tranquilidade para se aperfeiçoar porque a elite branca normativa louca e sem medida ainda dominando as leis não permitem, portanto se for pela sua lógica nunca estaremos equilibrados e os brancos ficaram no poder.É isto?

      • MArcos Garcia Neto Postado em 12/Nov/2013 às 13:42

        Segundo o IBGE, censo de 2010, 49% da população brasileira é branca e 8% é negra. "Elite branca"? É sério que tu quer me empurrar essa demagogia barata?

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 14:06

        Fora os mestiços, que são aproximadamente 43% da população. E com a miscigenação, que ainda continua, a tendência é não ter mais negros e brancos em um futuro distante.

    • Maite Postado em 12/Nov/2013 às 13:20

      Os concursos de nível superior precisam de cotas para negros, sim, pelo argumento de que são raros os casos de negros em ambientes de trabalho cujo grau superior é exigido. Por mais que o negro seja qualificado como o branco ele também deve ter uma forma de garantir seu espaço nesses ambientes mais "elitistas". Quanto ao branco pobre competir com o negro rico trata-se de caso de extrema exceção, a qual não deve ser tomada para políticas que são voltadas justamente à maioria esmagadora: os negros pobres sem oportunidades na vida. As políticas públicas jamais abarcarão 100% dos indivíduos, por mais justas que elas sejam, pensar o oposto é viver em utopia. Para o senhor, que aparentemente nunca visitou "uma cadeia", para ter uma visão tão distante da realidade, recomendo a leitura desse breve texto, assim o senhor poderá ter uma idéia de como é ser negro neste país. http://www.facebook.com/photo.php?fbid=540480399363613&set=a.139349419476715.35352.100002049746856&type=1&theater

      • ademar Postado em 12/Nov/2013 às 18:10

        Maite, sua afirmação ficou um pouco contraditória, "por mais que o negro seja qualificado como o branco". Ora se está qualificado tanto quanto já está em condições de igualde para concorrer, os concurso públicos analisam somente o mérito das provas, sem nenhuma outra avaliação, já em outros ambientes "elitistas" podemos concordar, mas para estes não como se fazer reservas de cotas.

      • MArcos Garcia Neto Postado em 13/Nov/2013 às 16:27

        Maite, acho que você não entendeu como que funciona um "concurso público de nível superior". Eu não estou falando de vestibular. Eu não estou falando de concurso de nível médio. Estou falando de um concurso onde TODOS cursaram uma faculdade, seja pública ou particular. Todos estão em igualdade de condições. Escolas de ensino médio e fundamental de rede pública e de rede privada são MUITO diferentes. Todos sabem que as públicas são uma vergonha nacional. PORÉM, as universidades não são assim. São muito mais fiscalizadas pelo MEC e possuem padrões mais rígidos de qualidade. Numa competição em que todos têm ensino superior, não há justificativa para cotas, salvo por motivo de deficiência física.

    • Jeferson Bittencourt Postado em 12/Nov/2013 às 14:51

      Perfeito, Marcos, a sua posição. 90% dos argumentos de movimentos negros são sócio econômicos. Inclusive o EDUCAFRO tbm é solidário à causa branca pobre. O que acontece é que muitos negros acham que os brancos pobres não merecem cotas, mas o problema é que o peso dessas reservas de vagas(em concursos públicos) recaem sobre os brancos pobres. Concurso é tempo pra estudar. E tempo é dinheiro. Logo, quem não tem dinheiro é que sai prejudicado. Já usei esse argumento milhares de vezes e alguns negros sequer se posicionam. São coniventes com tal injustiça. Ou se baseiam em outras teorias sobre discriminação da sociedade, sem levar em conta as consequências dessa medida. Enquanto isso, o impacto das cotas para negros em concursos públicos não comprometerá a vaga da menina da disney, somente a da menina branca filha de empregada que sonhava com um quarto só dela. Hipocrisia do caralho!

      • VALDIR DOS SANTOS Postado em 14/May/2014 às 13:11

        Valha-me Jesus! O discurso parecia que não tinha uma virgula fora do lugar e você encontrou uma brecha. Eu o saúdo! Só tenho a considerar que tendo a pele branca tem uma pequena chance, tendo a pele negra, terá chance nenhuma. Estando a margem dos valores ocidentais os negros são mesmo limitados em suas concepções sociais. Fizeram escolhas erradas Agora se lhes dá uma oportunidade para completar a sua educação e havemos de ver a riqueza que irá brotar da excelência da sua cultura e vinculo com a sua ancestralidade. Eles foram escravizados e sofreram demais o exercício da brutalidade. Isto dura a cicatrizar e a recuperar a altivez e o respeito pessoal. Enquanto isto estão sendo mortos antes dos trinta, porque, ou morrem de fome ou roubam para comer ou servem como escravos modernos, sofrendo da escassez daquilo que reputamos lídimo como mínimo para viver. O problemas deles morrerem barbaramente na mão da policia é bastante ruim, mas assim criamos no seio da sociedade carrascos ferozes que um dia se voltarão contra ela, a sociedade dos brancos. Como vê, é hora de fazer alguma coisa. Carecemos de ver os negros ascenderem um grau superior da civilidade. Foram libertos, sem casa, sem propriedade, sem emprego, sem educação e agora, ainda agora perdura esta exasperação. Você pode conviver com isto? Brancos pobres tem que ascender também, devem conquistar empregos estáveis, melhores salários, acesso à educação e saúde e bem estar. Brancos e negros devem conviver em pé de igualdade. Mas se um como o outro estiverem cegos diante dos nossos problemas comuns, estamos condenados ambos a ser colonizados brutalmente e obrigados a servir diante do inimigo. A fome por energia, o colapso do capitalismo nos países hegemônicos está acelerado e estão prontos para encerrar este novo ciclo. A canga, vem aí, no minimo vamos sofrer uma forte tributação ou o extermínio com a ocupação do nosso solo e a consequente espoliação. Este é apenas um aspecto particular de toda a conjuntura no presente. Temos que planejar o futuro. Aqueles que estão promovendo este evento, promover educação para os negros, estão ciente da reação aos eventos futuros que se farão necessários. Eu gostaria de saber onde fica a tua maldita "Hipocrisia do caralho" quando um negro te defender quando um branco louro de olhos azuis estiver com o tacão da boca em teu pescoço. Pode até ser um negro a mando dele. Não é a isto que o condenamos? Fazer o trabalho sujo de modo obediente? A quem importaria a ele se obedece a nós ou ao estrangeiro. Estuda, no lugar de manifestar a tua opinião fundamentada no "Eu Acho".

      • Gisele Postado em 18/May/2014 às 14:13

        Falou muito bem Jeferson. Sou filha de costureira e vendedor assalariado mínimo. Passei muita privação, tomava conta do meu irmão menor, estudei em escola pública com professor faltando, não tinha dinheiro pra comprar livro que na minha época não era dado pelo governo, sofri discriminação porque meu pai ficou desempregado e passei dois anos ouvindo desaforos de uma professora . Pois bem, tive vontade de melhorar de vida e me dediquei, inclusive cheguei a frequentar o pré vestibular comunitário. Fiz curso técnico público e anos mais tarde consegui aprovação num concurso federal que me salvou de sérias dificuldades, empregos que não me garantiam vida digna porque apesar de eu ser morena (pele morena é branca, parda ou negra? Não sei...) não tinha quem me indicasse para um emprego melhor. Como eu ficaria se no concurso que passei tivesse cota e eu perdesse minha chance? Por não ter a pele mais escura merecia menos melhorar de vida?Pergunto eu que também passei pela senzala.

    • lucas Postado em 12/Nov/2013 às 23:59

      seu ignorante a questão não é essa burro leia e aprenda a tirar um significado do que você le seu orelhudo ignorante

    • Talita Postado em 13/Nov/2013 às 01:10

      Acho as indagações de Marcos muito boas, apesar de eu ser a favor das cotas para negros... Talvez, sim, fosse melhor as cotas sociais. Mas pense que mesmo o negro mais afortunado, quando numa entrevista de emprego, entre ele e um branco, pode ter certeza, ele será desclassificado. Infelizmente existe muito racismo sim ainda no Brasil... É simples, como ele bem disse, procure negros bem sucedidos andando por aí, dá quase para contar nos dedos. Já fiz isso, já contei no shopping, já contei em restaurantes, bares e nas escolas que frequentei. Posso te jurar que na minha vida toda só me sentei ao lado de dois negros. Todos os outros eram brancos. Existe muito pobre branco? Com certeza, mas a massa é o pardo, o negro, ainda que não maioria, está presente tanto na camada mais afortunada que é desclassificada, quanto na camada pobre que não tem vez. Mas reitero, boa parte da base é composta por pardos... As cotas, há de se lembrar, não é SÓ para o negro, é para os afro-descendentes e nesses estão inclusos justamente a maior camada pobre do Brasil. Bom, com relação aos concursos, tem outro porém. Negro pobre não cursa faculdade? Lógico que cursa... Com dificuldade mas ele pode cursar aquelas belas instituições que cobram 200 reais mensais e dão aulas por apostilas de internet. Aí, digamos que o cidadão termine essa bela faculdade e resolva tentar um concurso... Consegue entender onde estou querendo chegar? Será que as cotas em concursos também são tão absurdas assim? Ficam aqui minhas indagações. Mas gostei das suas indagações também e vejo isso daqui como um debate, Marcos.

      • Jeferson Bittencourt Postado em 13/Nov/2013 às 01:30

        Desculpa, mas esse papo de sentei apenas do lado de 2 negros e que se vê pouco negro todo dia é bláblá de burguês. Quem é branco pobre, que mora em vila ou favela, convive diariamente com negros, sem preconceito e discriminação. As crianças se criam igualmente, vão à escolas onde há mais negros e pardos do que branco, andam de ônibus lotado igualmente. Esse coitadismo pregado pela elite burguesa da direita é pura hipocrisia. Cotas raciais não lhes afetam em nada, pois a diminuição de vagas afetará apenas os brancos pobres. Filho de político consegue cargo público de CC, nem precisa de concurso.

    • Cesar Souza Postado em 13/Nov/2013 às 09:59

      O que acho absurdo, mas em tempo ele reconheceu, foi achar que o sistema de cotas era um erro. Ele como promotor nunca deveria nem ter cogitado esta posição.

    • Thais Postado em 17/Nov/2013 às 13:57

      porque, entre um funcionário negro e um branco com currículos igualmente bons, quem você acha que vai ser o escolhido pela grande maioria das empresas? atualize seus dados e veja que, em nova pesquisa do DIEESE, há uma grande diferença no número de negros desempregados e brancos na mesma situação, assim como o tempo que uma pessoa branca fica desempregada, em média, em relação a uma negra.

      • Caroline Postado em 20/Nov/2013 às 16:40

        Sim, Thais, mas a questão levantada não são cotas para empregos na área privada, mas sim em concursos públicos onde o único meio de entrada que é usado é uma prova escrita, ou seja, não há possibilidade de o selecionador se utilizar de preconceitos para retirar a vaga do candidato, seja qual for a cor da pele do mesmo. Eu não concordo com cotas raciais pelo simples fato de que duas crianças pobres, uma negra e uma branca, que moram na mesma favela e tiveram o mesmo ensino a vida toda, não vão mostrar diferença de conhecimento em qualquer prova avaliativa ou qualquer meio de seleção que não envolva contato direto com os selecionadores (entrevistas, etc).

    • Jessica Lopes Postado em 07/Jul/2014 às 19:15

      =) Concordo! O texto "argumentos" do Juiz apresentou todas as características da população pobre, de modo geral, e não do negro em si. Sou completamente a favor das cotas para baixa renda, mas para cota racial sou contra. Se o pobre for contemplado com as cotas consequentemente, quem é negro e está nesta condição será beneficiado também, justificar que o negro é pobre e por isso tem que ter cotas e desconsiderar a situação de todos os outros pobres ou até mesmo supervalorizar a condição pobre apenas do negro. No texto é notório a comparação de classes e não de "cor". Viveremos mais 2014 futuros anos, e será que esse tipo de cota racial não fará as futuras classes lembrar ainda mais dos preconceitos passados e quem sabe até perpetuar tal prática, até quando carregaremos "pagaremos" essa dívida histórica? Agora se for dado acesso à Educação aos pobres de modo geral será que então nossas futuras classes estarão mais Educadas e menos preconceituosas? Viver no presente e futuro apenas cultivando cicatrizes passadas não significa progresso, agora viver presente e futuro trabalhando para que novas cicatrizes não existam parece ser a melhor opção, isso parece ser mais justo para todos.

    • Cláudio Postado em 18/Aug/2014 às 10:07

      As cotas para negros serão aceitas para cargos como juizes e promotores também??? Eu acho difícil que um negro cotista seja escolhido para juiz com nota infinitamente inferior a a outros candidatos muito mais preparados. E caso seja, esse profissional estará decidindo sobre a vida de muitas pessoas, o concurso é muito difícil e muitas vezes não aprova quase ninguém exatamente por isso, será que é correto aprovar uma pessoa tão menos preparada mais pela sua situação social que pela sua preparação intelectual? Há questões mais questões éticas envolvidas nesse problema do que pode conceber o interesse eleitoreiro dos políticos que aprovaram essa norma!

  4. Carlos Coutinho Postado em 12/Nov/2013 às 13:02

    Sou contra. Está se partindo da premissa que todo branco já nasce rico. E outra já ouvi relatos de colegas que eram negros e prestaram vestibular na vaga das cotas e foram barrados, pois falaram que não eram negros. Isso só vai formar uma panelinha, e os integrantes do partido do governo vão entrar nos concursos e universidades.

  5. Starfox777 Postado em 12/Nov/2013 às 13:03

    Sua argumentação parece defender mais as cotas sociais (aos pobres) do que simplesmente raciais. O problema de cotas raciais, a meu ver, é a possibilidade de se beneficiar negros com condições de estudar e concorrer às vagas gerais. As cotas sociais beneficiariam tanto aos negros quanto aos pardos, índios e brancos pobres. No texto ele enfatiza a diferença entre o branco rico e o negro pobre; mas qual é a diferença entre o branco pobre e o negro pobre? Ambos teriam dificuldades em ingressar à universidade ou ao funcionalismo público, pois faltariam os recursos tão necessários. Muito embora, antes haver cotas aos negros do que não haver cota alguma.

    • Verônica Postado em 12/Nov/2013 às 14:34

      Qual a diferença entre pobre branco e pobre negro?! Aqui onde vivo, no Brasil, seria melhor perguntar qual a semelhança! Vou desenhar: numa briga que houve entre duas colegas, ambas aux. de serviços gerais, a branca xingou a negra com impropérios racistas. Exatamente: as duas têm o mesmo cargo e as mesmas atividades, mas a branca se julga melhor pq é branca. Detalhe para colorir o desenho: a branca é analfabeta funcional, a negra cursava graduação na época.

      • Starfox777 Postado em 12/Nov/2013 às 16:52

        Tudo bem, Verônica! Eu entendo essa questão de preconceitos... infelizmente, ainda existe. Mas olha só... para ingressar ao funcionalismo público, basta que você acerte maior número de questões que seus concorrentes, em nada a cor da pele determina nesse processo seletivo; se o negro acertar mais, será aprovado. Sou contra as cotas raciais, pois elas privilegiam o negro, sem qualquer relação com a condição desse; assim, muito negro com boas condições de estudar vão passar por meio de cotas, sendo que os hipossuficientes, que realmente precisavam das cotas por não terem condições de se preparar adequadamente para um concurso, poderão ficar de fora. Para a aprovação em concurso, não há diferença entre o branco e o negro pobres, ambos não possuem condições para investir em estudos. Agora, por que privilegiar os negros? P/ mim, tudo não passa de política eleitoreira do governo (muito comum no país), produzindo estatísticas, que na verdade não mudam em nada a situação social.

      • Daniel Coimbra Postado em 12/Nov/2013 às 16:54

        Então o racismo brasileiro cria uma dificuldade adicional para os negros pobres entrarem na faculdade (em relação aos brancos pobres)? Posso conceber como este poderia ser o caso na procura de um emprego, mas ingressar em uma faculdade através do vestibular? Seems highly unlikely.

  6. Tiago Rocha Postado em 12/Nov/2013 às 13:08

    SIm, existem muitas diferenças na infância de uma criança rica em relação a de uma pobre. Então, por que não ter professores, carteiras, psicólogos, cursos e outros nas escolas pobres? Por que o "remédio" precisa ser usado nas universidades ao invés de ser na base do problema (educação)? Universidade não é para rico, nem para pobre, mas para quem passou no vestibular!

    • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 13:25

      O William Douglas só mudou de opinião porque consegui lugar ao sol. Se fosse antigamente, quando ainda estava tentando uma vaga de juiz, ele seria contra, como foi contra nessa época. Se existissem cotas na época, certamente ele teria dificuldade para entrar, e os que tiveram nota mais baixa entrariam. Eu parafraseio Morgan Freeman: "Se você quer acabar com o racismo, então não fale mais dele"...

      • Maite Postado em 12/Nov/2013 às 13:37

        Quem realmente se dedica e se esforça não tem medo de cotas.

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 15:22

        O problema é que a pessoa deverá se esforçar mais, e quem não está qualificado acaba ficando com a vaga. Já não basta os comissionados...

    • Luiz Eduardo Postado em 12/Nov/2013 às 13:25

      A argumentação dele se privou dos argumentos jurídicos. Além desses, existem argumentos sociais e os argumentos filosóficos. Mas, como ele ressaltou, o discurso dele teve esteio na EXPERIÊNCIA. Ou seja, na vivência dele, percebeu as enormes desigualdades que existem na sociedade. Foi o chamado "teste do pescoço" que o fez mudar de opinião. Pesquise sobre esse teste. Eu também era contra as cotas raciais, porém o depoimento de um colega negro pobre de uma comunidade me fez olhar de modo mais desnaturalizado a realidade social. Por isso, hoje, sou a favor das dessas cotas. Cordialmente.

    • Luiz Eduardo Postado em 12/Nov/2013 às 13:27

      A resolução do problema da educação é de médio e longo prazo. Enquanto isso não se efetiva, como ficam os mais prejudicados por essa "educação sem qualidade"?

    • Maite Postado em 12/Nov/2013 às 13:34

      A resposta está no texto, o juiz deixou bem claro que não adianta pensar em soluções como "resolver o problema da educação básica" se esta solução não vem, se se arrasta com o tempo e não beneficia ninguém hoje, no presente. É muito fácil pensar "ah, vamos dar educação de qualidade para as crianças", mas isso por acaso tem a mínima chance de acontecer em um curto espaço de tempo? Enquanto isso milhões de crianças vão receber um ensino insuficiente, não conseguirão adentrar em uma universidade e irão viver às margens do mercado de trabalho, que não tem espaço digno para elas. Estas crianças crescerão e ocuparão posições precárias, talvez entrem para a criminalidade. A cota é um mecanismo que diminui a desigualdade e inclui pessoas em um ambiente majoritariamente elitista cuja classe social é abastada e branca. Os dados estatísticos mostram que uma parcela mínima da população brasileira possui nível superior, dentre essa parcela, quantos são negros? A universidade é para quem passa no vestibular, mas quem é que passa em uma universidade pública? Quem é a maioria esmagadora que preenche os bancos das faculdades? É a elite. É o branco.

  7. Cabeluscai Postado em 12/Nov/2013 às 13:09

    Finalmente algum texto que preste desse cara!

  8. Sandro Paulinio Postado em 12/Nov/2013 às 13:14

    Caro Marcos qual o sistema mais justo? Você já reparou que tudo que é a favor do pobre tem uma série de críticas. Vejamos: CPMF era um imposto a mais que injusto, só que quem tinha mais pagava mais, era o imposto mais justo, inclusive ficava mais fácil para pegar os sonegadores, a classe A foi contra; bolsa-família é errado,pois causa preguiça, mas foi com o bolsa-vagabundagem que o Brasil conseguiu sair da crise de 2008, pois entra uma quantia enorme no economia por mês; alunos negros e brancos pobres entrando na faculdade, é errado; transposição do Rio São Francisco é errado e vai por ai afora. Temos sim um dívida histórica com os negros e com a nossa classe menos abastada, ou nada abastada. Poderia ficar aqui atá amanhã enumerando as injustiças com o povo mais necessitado mas não o farei. Nossa elite é a mais injusta e arrogante do mundo....

    • MArcos Garcia Neto Postado em 12/Nov/2013 às 13:54

      Bolsa família, cotas e Mais Médicos são medidas baratas, eleitoreiras e fajutas. Elas enganam muito bem, mas não servem para longo prazo. O problema do Brasil é a educação. Salas sucateadas, professores mal pagos e alunos desinteressados. Conheço um aluno paupérrimo de escola pública que hoje é físico inteligentíssimo e palestrante. Conheço muitos alunos riquinhos de escolas particulares que não são nem 10% dos que os pais deles são (por exemplo, conheço um filho de médico muito rico que não faz nada, apenas surfa). Não adianta, o diferencial é o estudo e o esforço pessoal, nada cai do céu.

      • Thiago Teixeira Postado em 12/Nov/2013 às 14:29

        "Esforço pessoal"? Pegue diploma, currículo, e vista uma pele negra e sai procurando emprego na Faria Lima ou Leblon e veja se pelo menos o porteiro deixa você subir facilmente. Tu não sabe o que é preconceito pois nunca sentiu isso na pele.

  9. Guilherme A. Zimmermann Postado em 12/Nov/2013 às 13:15

    A sociedade capitalista (onde pagamos por tudo o que consumimos, de produtos a serviços) naturalmente gera o rico e o pobre, o analfabeto e o instruído, porque é a capacidade de cada tipo de indivíduo que forma essa sociedade. Para existir o porteiro do prédio, precisa existir o dono do prédio. Se todos fossem donos de prédios não haveriam porteiros, "capire"?

  10. José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 13:17

    O problema é que as entidades de igualdade racial (que só levam em conta os negros nisso, visto que existem outras minorias) enxergam todo "não-negro" como beneficiário do antigo regime escravocrata, e não é assim. Meus avós eram pobres, meus bisavós também, e entre os meus tataravós existem brancos, índios e negros. É injusto que eu seja punido com a diminuição de vagas nos concursos. Poderiam punir os Renans Calheiros da vida, esses sim tem antepassados com muitos escravos.

    • Luiz Eduardo Postado em 12/Nov/2013 às 13:29

      As vagas não foram diminuídas. Pelo contrário, nos últimos anos elas aumentaram. As cotas servem para uma melhor distribuição social e redução do preconceito, que tenta ser velado pelo mito da miscigenação racial brasileira. Cordialemente.

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 15:20

        É claro que vão diminuir veja o exemplo: 100 vagas - 5 deficientes = 95 (sem cotas), 100 vagas - 5 deficientes - 20 cotas = 75 vagas. E por acaso você acha que o filho do Renan Calheiros vai disputar essas vagas? É claro que não, pois ele entrara em algum lugar por ser "filho de alguém" em um cargo comissionado, sem reserva para deficientes ou cotas...

  11. Raphael Postado em 12/Nov/2013 às 13:23

    Em seu discurso, Willian Douglas parece defender mais as cotas sociais (aos pobres) do que simplesmente raciais. O problema das cotas raciais, a meu ver, é a possibilidade de se beneficiar negros que possuem condições de concorrer às vagas gerais. No texto, o juiz compara o branco rico com o negro pobre; mas qual é a diferença entre o branco pobre e o negro pobre? Ambos teriam muita dificuldade em ingressar à universidade ou ao funcionalismo público, pois faltariam os recursos tão necessários.

    • Luiz Eduardo Postado em 12/Nov/2013 às 18:11

      Faça o "teste do pescoço" e notarás a diferença. Numa praça de alimentação de um shopping da Zona Sul carioca vc se perguntará se a escravidão realmente acabou: famílias de branço em sua esmagadora maioria curtindo um lazer, enquanto a são negros 90 % dos que estão nos caixas e servindo... Isso é natural? Eles estão ali porque não se esforçaram? Vamos desconstruir nossa realidade, minha gente!

  12. Thiago Teixeira Postado em 12/Nov/2013 às 13:31

    As cotas existem nos setores públicos pois prevalece a democratização das vagas para fins estudantis e também empregatícios. Mas aos anti-cotistas podem se tranquilizarem pois o mercado privado continua com os melhores empregos e salários 100% aos BRANCO. Negros? Só se não houver outra opção ou se o profissional for muuuuuito bom (meu caso).

    • MArcos Garcia Neto Postado em 12/Nov/2013 às 13:47

      "Podem se tranquilizarem". Tô vendo como tu é muuuuuito bom... tu diz em matemática né? Mais de 70% das micro e pequenas empresas brasileiras pertencem a negros e pardos, e agora? Todas as outras empresas são da "elite branca de olhos azuis"? Todo branco é milionário? Se for, então alguém esqueceu de me avisar, passei a vida em escola estadual e andando de ônibus pra nada...

      • Thiago Teixeira Postado em 12/Nov/2013 às 14:26

        Cara, você bebeu? Alou, esse site é brasileiro. Esses dados devem ser do Senegal, e duvido que 70 % de microempresas de países africanos são de proprietários negros.

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 14:40

        O marcos apontou "negros e pardos" e uma microempresa pode ser uma barraca de cachorro quente por conta da figura recentemente criada do "microempreendedor individual". No Senegal não deve ter nem mesmo uma microempresa legalizada, sei lá...

  13. Thiago Augusto Maciel Postado em 12/Nov/2013 às 13:50

    Há tempos eu queria encontrar um texto assim. Muito bom.

  14. luiz carlos ubaldo Postado em 12/Nov/2013 às 13:52

    O x da questão é o preconceito disfarçado, que vive a espreita rondando iniciativas que visam dar uma qualidade de vida ideal para nossa gente, que bom que um homem como o senhor vem a publíco de forma clara, objetiva e corajosa reconhecer a importância das cotas, quem é contra, tem uma visão caolha, é muito duro para filinho de papai brfanquinho, olhos azuis e de porte ariano, aceitar que um negro esteja a sua frente por merito proprio e não pelo sobrenome que carrega, o Brasil e seu povo é tão plural que aceita que arianos se declarem BRASILEIROS!

    • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 14:03

      Mérito próprio? O mérito próprio seria se a pessoa (seja quem for) passasse sem as cotas. E de fato nem todos os brancos são de famílias donas de escravos, cuidado com as generalizações, que também são consideradas injúrias raciais a depender da abordagem sobre o assunto.

      • JOSUE OLIVEIRA Postado em 02/Mar/2014 às 15:46

        SER NEGRO,RICO,ATOR GLOBAL, OU FILHO DE DOUTOR , E BRANCO POBRE E NORDESTINO, EXISTE DIFERENÇA !?

  15. Verônica Postado em 12/Nov/2013 às 14:08

    "Ficar um dia na cadeia" é se colocar na pele - negra - de uma criança negra. Ela nasce e se sente igual e capaz como qq outra até o dia em que, na piscina do clube, com 2 ANOS DE IDADE, uma criança se recusa a brincar com ela pq é negra. Ambas as famílias têm condições de frequentar o clube, mas a negra é inferior pq... é negra. E o fato se repete inúmeras vezes. E as beldades são brancas e têm cabelos esvoaçantes, e os bem-sucedidos são brancos. Ela se convence de que é inferior, de que é diferente, de que não merece. As que superam toda essa violência precisam provar que são boas, apesar de serem negras. Enfim, tudo o que for feito para melhorar a vida do negro num país com racismo velado (o pior) deve ser feito com URGÊNCIA!

    • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 14:17

      As cotas não resolverão o problema que você apontou. Esse problema é real, e soluções devem ser discutidas para a reversão desse quadro, não punindo quem nunca esteve em vantagem no período escravocrata.

      • Verônica Postado em 12/Nov/2013 às 14:22

        As cotas são a compensação pela violência sofrida HOJE, e não durante a vergonha da escravatura... A questão não é somente histórica, é atual. E é escondida, o que é pior. Como 'branquela' que se sentia complexada pelos apelidos que me davam, sinto uma vergonha sem tamanho ao perceber o que é de fato o racismo, praga com a qual convivo diariamente por ser mãe de negras.

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 14:37

        Se você é mãe de negras, então elas não são negras, são mulatas. Isso se não forem adotadas.

      • Verônica Postado em 12/Nov/2013 às 15:03

        É, mulatas, uma tem até cabelo liso. E sofrem racismo desde 2 anos de idade. Racismo não tem preferência pelo tom de marron da pele. O que só torna o problema pior. Pra tu ter uma ideia: a de 8 anos me disse que cor de pele que ela acha mais linda do mundo é a da D., colega negra bem escura, que ela fica linda de azul e tals. Mas comenta todo tempo que gostaria de ter nascido branca. Entendeu o X da questão?

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 15:10

        Entendo o seu ponto de vista, apesar de discordar em parte. O que falta para o brasileiro comum é mais conhecimento sobre o próprio Brasil. Eu recomendaria, como Historiador, a leitura nas escolas de livros como "O povo brasileiro" de Darcy Ribeiro. Pelo menos no Brasil a divisão entre raças, ou etnias, não é algo que pode ser visto simplesmente pela cor de sua pele, seja ela qual for.

  16. Geane Postado em 12/Nov/2013 às 14:19

    Marcos pq o sistema não é justo respondi a sua pergunta!

  17. Leonardo Freitas Postado em 12/Nov/2013 às 14:23

    Seu raciocínio é quase aceitável, porém esbarra no racismo com "os negros". A questão chave é: o problema não é ser negro, é ser POBRE. Por que não cotas só para pobres? E o branco pobre, como fica?

    • Josue oliveira Postado em 02/Mar/2014 às 15:53

      Leonardo , parabéns pelo excelente discernimento ! Tantos falando tantas patativas ,tentando filosofar num assunto tão simples ! Parabéns !

  18. susana Postado em 12/Nov/2013 às 14:26

    Eu continuo contra, sabe porquê? Porque as cotas para negros na universidade só camuflam o mal, que é bem mais profundo. O sistema educacional tem de ser todo reformado. País justo é país onde existe igual idade de oportunidade. Não só na faculdade. Sempre. Desde que nasce. Então a minha opinião é que deveria existir um ensino público muito melhor que qualquer escola privada. Onde o ensino seja o melhor, os professores sejam os melhores . Onde sejam dadas refeições, apoio psicológico, aulas de reforço, desporto, aulas de integridade e moral. Isso seria justo. Isso seria igualdade desde o começo.

  19. Vanessa Postado em 12/Nov/2013 às 14:26

    Estou de pleno acordo com o Nobre Juiz.., mas existe diferenças.. quanto à escolas e universidades realmente sempre fui favorável. E como a ilustre autoridade judiciária disse, a esses que são dadas oportunidades, nunca faltam aulas e sempre estão com notas acima dos outros, porque valorizam a oportunidade que lhes foi dada... Aí fica meu questionamento: Se a oportunidade foi dada, se eles estão agarrando com unhas e dentes e estão se esmerando mais que os outros, então por que abrir cotas no concurso?? Eles não estão recebendo ensino de 4 ou 5 anos de capacitação igual aos outros? Então eles tem competência para conquistar seu cargo com meritocracia...

  20. Rafael Postado em 12/Nov/2013 às 14:29

    Fantástico!

  21. Jorge Postado em 12/Nov/2013 às 14:35

    "Os pobres sempre foram tratados à margem." Isso já ilustra bem! Não é o fato de ser negro que tem que ser remediado e sim o fato de ser pobre! Por isso sou contra a cota para negros, o devemos ter é cota para pobres! e uma educação justa de de qualidades pra todos e ai sim estaremos no caminho certo.

  22. Natália Postado em 12/Nov/2013 às 14:44

    Existem pouquíssimos brasileiros brancos. Quase todos nós somos mestiços, mas é só a pele ser um pouquinho mais "clara" que a de um mulato que nos julgamos brancos. Triste mesmo.

    • Josue Oliveira Postado em 02/Mar/2014 às 15:57

      Ola Natália ! Minha pele é parda ,meus olhos verdes , mas minha consciência e minha identidade é de indio! Sou neto e filho ! Não troco o que sou , pois sou brasileiro filho dos Senhores destas Terra!

  23. Bruno Moura Postado em 12/Nov/2013 às 14:45

    O texto me frustrou. Sempre fui à favor das cotas sociais. Não faz sentido o governo criar um estrutura pública e gratuita de ensino e eliminar justamente as pessoas que dependem de um ensino gratuito. Ele não conseguiu demonstrar o porquê as cotas raciais. Simplesmente não apresentou argumentos inteligíveis para tal. A experiência que ele teve foi uma experiência de natureza afetiva. Ele passou a ter contato com jovens negros e vendo que jovens negros tem dificuldades, pensou: "jovens negros precisam de ajuda"... Mas bastava olhar mais parcimonioso para perceber que jovens negros ricos não precisam e jovens brancos pobres precisam. O que torna alguém "deficiente", não é a cor de pele, mas sim a situação financeira em uma economia capitalista. Ele está apenas sendo sendo tendencioso, motivado por novos sentimentos raciais adquiridos... muito comum e humano, no entanto representa um erro se tratando de justiça e política pública.

    • Josue Oliveira Postado em 02/Mar/2014 às 16:00

      parabéns Bruno ! Excelente discernimento! Esse juiz precisa ouvir isto que vc. escreveu e meditar ! creio que o fato de ser Juiz Federal e ter escrito tantos livros o levou a se achar "dono" da consciência alheia e moral !

  24. Leonardo Postado em 12/Nov/2013 às 14:49

    O país deve reparação aos negros e mestiços pois, se hj a maioria dos que tem condições de passar num concurso são brancos, isso é apenas o reflexo da falta de oportunidades no passado que vem "se perpetuando" em nossa sociedade como uma espécie de castas racias. DEVE HAVER A REPARAÇÃO RACIAL. Quanto aos mais pobres, isso é outra discussão.

  25. Hanny Postado em 12/Nov/2013 às 14:50

    "Só é contra bolsa família e cotas quem nunca precisou" Não sei quem falou isso,mas acredito ser a mais pura verdade.Eu era contra os dois,ainda mais contra cotas raciais.Hoje penso diferente...

  26. Neilor Postado em 12/Nov/2013 às 14:52

    Não tem que ter cotas nem para brancos, nem negros, nem mulatos nem nada. Tem é que o governo tomar VERGONHA NA CARA e proporcionar educação de qualidade, condisente com os impostos que pagamos para TODOS e dar condição para que todos possam competir por vagas no ensino superior. E a moçada, independente da cor, tem que aprender a estudar que preste e não ficar de zoeira na época da escola pra depois querer apelar para cotas disso ou daquilo ou se "matricular" numa faculdade particular medíocre qualquer.

    • Thiago Teixeira Postado em 12/Nov/2013 às 18:31

      Esse "apelar para cotas" é pura realidade. Na hora de seduzir alguém na internet, a mina coloca loira sensual. Na hora de se candidatar alega que o primo do vizinho do porteiro dela é mestiço, para ter vantagem.

    • Josue Oliveira Postado em 02/Mar/2014 às 16:01

      Parabéns neilor ! Concordo plenamente com vc.!

  27. Franklin Weise Postado em 12/Nov/2013 às 16:17

    Um ponto pouco abordado, que vai além do mérito das cotas: como definir quem é negro no Brasil. Meu filho é um destes casos: no meio de crianças brancas, ele é um pouco mais escuro e os seus traços faciais o fazem passar por negro. Mas no meio de negros puros ele passaria por branco. Minha única conclusão: ele será ou não considerado negro pelos outros dependendo do referencial. E acho que ele corre o risco de ser duplamente discriminado.

  28. José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 16:35

    Nesse caso o livro "O Povo Brasileiro", de Darcy Ribeiro, reflete a situação da miscigenação no Brasil. Os critérios aditados no IBGE, e que são adotados pelas universidades federais é o a "autoafirmação". Se um mestiço de pele branca tiver um avô, ou bisavô negro, ele poderá afirmar que é afrodescendente, e poderá disputar as vagas como cotista. Um exemplo disso ocorreu no Instituto Rio Branco, quando uma pessoa nessa situação entrou pela vaga de cotistas, e, apesar de algumas críticas, o governo não mudou a sua decisão - exatamente por conta desse critério.

  29. Crysthian Postado em 12/Nov/2013 às 17:23

    Sou contra a políticas de cota pelo simples fato de ser muito mais fácil dar "atestado de incapacidade" do que resolver o problema da educação e dar as mesmas condições para que brancos,negros,índios,amarelos,azuis,rosas etc alcancem seus objetivos! Embora seja contra sei que as pessoas são "obrigadas" a usar as cotas porque, embora tenham capacidade, negros e pobres estão atrás de milhares e milhares que gozam de melhores condições!

  30. ademar Postado em 12/Nov/2013 às 18:38

    O texto é instigante e revelador, nos faz olhar e pensar sob outra ótica, mas há alguns pontos a serem melhor esclarecidos, talvez o principal deles seja a avaliação de classificação se é negro ou não, outro ponto relevante é a quantidade de vagas ou percentual de vagas para cotas, pois sejamos realistas não há universidade para todos, facilmente se constata pelo alto número de candidatos por vaga, portanto não há como garantir um número maior de vagas para negros do que a média geral para a população. Acredito que a reserva de cotas deveria ser transitória, pontual, e não permanente, pois se daqui a 20, 30 anos ainda necessitarmos de cotas, é porque nada foi feito para a redução das desigualdades, não podemos aceitar que ou acreditar que corrigiremos as diferenças utilizando um método de separação, o motivo que fez um abismo de desigualdade, foi o preconceito sobre a raça, não podemos fazer deste mesmo motivo a solução, enquanto tivermos separação seremos desiguais.

  31. Zatara Postado em 12/Nov/2013 às 18:58

    Cota para quem não tem condição financeira para o acesso a educação (que é de todos por direito), isto sim. Dar a todos condição a informação ao estudo e trabalho digno. Limitar aos negros as cotas é racismo contra todas as "raças". Isso se tivermos o direito de classificar um indivíduo por raça! Quando o governo começar a fazer seu papel, cuidar do povo dando a ele o que lhe é de direito, e parar de criar leis para corrigir sua incompetência e ganancia teremos um pais justo.

  32. luis Postado em 12/Nov/2013 às 21:29

    Mas quem trouxe os negros da áfrica foram os fazendeiros (portugueses). Por que eu, descendente de italianos que chegaram depois da abolição, tenho que pagar o pato? Falo isso porque esses fazendeiros ainda fazem parte da elite e seus filhos compram vagas nas melhores faculdades do país ou vão estudar no estrangeiro.

    • Rui Ribeiro Postado em 14/Aug/2014 às 23:51

      Sim os portugueses foram buscar os negros na África, porém quem os entregava eram os próprios negros. Sim, está na história é só pesquisar. Ou você acha que chegavam meia dúzia de portugueses invadindo o continente, entravam nas aldeias e levavam quem quisesse? Doce ilusão. Os próprios negros vendiam seus "irmãos" para o ocidente. Até zumbi dos palmares tinha escravos. E ainda é considerado um libertador. Acorda gente! Somos todos da mesma raça, a raça humana!

  33. José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 22:09

    São os filhos dos Renans da vida, que nunca vão precisar fazer concurso público, os que não serão prejudicados com cotas. Queria ver se a Dilmão tem coragem de implantar "medidas afirmativas" que prejudicassem os descendentes dos escravizadores. Infelizmente sei que a resposta é "não"...

    • luis Postado em 12/Nov/2013 às 22:27

      cota (negativa) para portugueses e espanhóis já! Já que é pra dividir em raça, que seja feito direito!

      • José Ferreira Postado em 12/Nov/2013 às 22:52

        ????? Não entendi!!! Eu estava pensando em colocar os antigos escravizadores no tronco...

    • luis Postado em 12/Nov/2013 às 22:57

      nah... eles já morreram. quem tem que levar são os descendentes deles. é um lance bíblico, saca?

      • José Ferreira Postado em 13/Nov/2013 às 08:33

        Saquei. Vamos colocar o Renan no tronco. Hahahaha...

  34. Marcos Postado em 12/Nov/2013 às 23:57

    Cotas é um absurdo. Cotas sociais sim, essas sim devem ocorrer são justas, e os negros serão os maiores beneficiários, cotas raciais é racismo.

    • Carlos Ebert Postado em 13/Nov/2013 às 10:53

      Exatamente! Na espécie Homo Sapiens NÃO EXISTEM RAÇAS! e essa conversa de "afro descendente" é assim: como a espécie surgiu no cntinente africano e depois se espalhou pelos outros SOMOS TODOS AFRO-DESCENDENTES!

    • Josue oliveira Postado em 02/Mar/2014 às 16:06

      Concordo Marcos com vc ! Ótimo discernimento!

  35. Olivares Rocha Postado em 13/Nov/2013 às 00:12

    País em que sua nação não se enxerga, abre espaço pro racismo hipócrita como o nosso, sedimentado no raciocínio da meritocracia ou no é normal e ponto. Ora, o objetivo das cotas, seja no ensino seja nos concursos é de inserir o negro nas classes sociais mais privilegiadas. Como exemplo peço aos missivitas que observem atentamente os vídeos sobre a visita do Papa. Só se via negro representativamente presente, quando em locais abertos. Quando o Papa estava em cerimônia fechada, quase não se via um... Por que? O negro é menos católico? Claro que não se trata de questão religiosa mas de questão social.. Aliás, desafio aos que dizem ser o Brasil o país da igualdade e em que não há racismo: notem atentamente a mídia e a propaganda. Quando há um negro, e ele não é somente figuração, está em situação subserviente ou pasiva diante de um branco. Até num comercial pra alistamento no Exército, num grupo de 3 civis, o que guiava, orientava e coordenava as ações destes era um... branco. Noutro comercial, de desodorante pra pessoas de pele negra, alpinistas subindo uma rocha e o negro era, mesmo "protagonista" auxiliado por um branco a chegar no topo da rocha,e nela ficava em plano inferior em relação ao branco que o ajudou a subir, na tomada de cena aberta... Sutilezas do dia-adia do racismo hipócrita brazuca que todos dizem ser exagero de quem reclama...

    • luis Postado em 13/Nov/2013 às 10:33

      Se é pra colocar o negro numa classe social mais alta, o melhor mesmo é fazer cotas pra deputados, pois é lá que se ganha dinheiro. Vários colegas meus de faculdade (incluindo pós) tem salário menor que muita doméstica e manicure por aí. Apesar disso, eu sou a favor de cotas para dar oportunidade de ensino a todos.

  36. Carlos Ebert Postado em 13/Nov/2013 às 10:31

    Qualquer argumentação que não leve em consideração a inexistência de raças na espécie Homo Sapiens, não pode ser levada a sério. Cotas para pobres, desasistidos, azarados, marginalizados, todas essas podem ser consideradas e discutidas. Cotas para "raças" não. Raça não existe entre humanos. Temos uniformidade genética, Cor de pele é estratégia de adaptação à luz solar. Será que não entendem o básico da evolução?

  37. Isaac Bezerra Postado em 13/Nov/2013 às 11:04

    "Ah mas, eu conheço um cara negro que fez escola pública e virou advogado" (nem vou colocar, médico que já não tenho certeza). Diria o reacionário.

  38. Valéria Postado em 13/Nov/2013 às 14:53

    Cotas sociais, me parecem mais justas. Não sou branca, já aprovada em um concurso público, mas almejo a aprovação em outro e não vou buscar o benefício das cotas. Estou investindo na minha qualificação, não vou competir com os outros candidatos de forma desigual. Não se deve ficar nisso, apenas. Há que se melhorar a educação para que, efetivamente, todas as pessoas possam competir de forma igualitária.

    • José Ferreira Postado em 13/Nov/2013 às 16:52

      O serviço público necessita de mais pessoas como você. Boa sorte para você, Valéria.

    • Thiago Teixeira Postado em 13/Nov/2013 às 22:54

      Valéria, dou o maior apoio para você. Sou negro, ingressei e concluí uma universidade estadual de engenharia sem frescura de ENEM e muito menos cotas. É gratificante também ser reconhecido profissionalmente pelo próprio esforço, e não por "coitadismo".

      • josue Postado em 02/Mar/2014 às 16:12

        Thiago Teixeira Parabenizo a você e a Valéria pelo caráter e hombridade ! Lamentável ver pessoas querendo qualificação sem capacidade sem o caráter merecido ! Nada se consegue sem esforço ! Parabéns !

    • Josue Postado em 02/Mar/2014 às 16:09

      Parabéns Valeria !

      • Leandro Postado em 26/May/2014 às 17:57

        E desde de quando não ter oportunidade e sofrer racismo é falta de caráter? Você misturou tudo para falar qualquer coisa.

  39. Bernardo Ataíde Postado em 13/Nov/2013 às 22:38

    Estatisticamente falando, melhorar as políticas de cotas das escolas públicas não seria uma solução mais racional, plausível? porque dos argumentos citados, muito se falou do cotidiano das classes mais altas no qual não participam muitos negros. Não seria o oposto nas escolas públicas? e eu não estou dizendo que isso é certo ou errado, só estou dizendo que se o foco for outro, a situação fatalmente terá o resultado esperado e alguns outros que não são negros, mas pobres, também terão oportunidades. Como a valéria disse, cotas sociais.

  40. Rodrigo Postado em 14/Nov/2013 às 11:17

    Ele mostrou que não tem ardor quase sexual pela desigualdade social, como os demófobos direitosos, não necessita da desigualdade social pra se sentir valorizado e recompensado seus esforços de vida.

  41. luiz carlos ubaldo Postado em 14/Nov/2013 às 16:38

    È foda quando se ve irmão atacando irmão, irmão que come na mão da elite, é foda1

  42. Helder Postado em 28/Dec/2013 às 13:07

    As cotas deveriam ser para pobres. E elas deveriam ter prazo de validade, obrigando o governo a se mexer e dar um ensino público onde ricos e pobres, negros e brancos, possam estudar juntos. Era assim até a década de 70. Já vivemos essa experiência. Por que nenhum partido político se interessa pelo tema? Brizola e Darcy Ribeiro foram os únicos a colocar em prática a prioridade na educação pública. Erundina tentou em São Paulo. E Christóvam Buarque prega num deserto. Se quisermos um país justo, onde disputar o mercado em condições iguais seja uma realidade, é preciso mudar o conceito agora e formar um pacto pela educação. Para daqui a 20 anos podemos dizer que o futuro chegou. O bom futuro.

  43. Rodrigo Postado em 06/Jan/2014 às 14:22

    Pois é... Mas quem disse que uma cota temporária, aliada à melhoria efetiva na educação, dá votos? Um mar de eco, a ressoar: "quem discute as cotas é racista", prontamente buscando destruir uma reputação, uma pessoa, mas não contestar argumentos. Mas, quanto à intervenção na educação... Todos se calam, aceitando o eterno "não precisamos partir juntos, pois importa apenas chegarmos juntos". E assim segue sendo discriminada a criança, afinal de contas ela não vota, não é mesmo?

  44. Henrique Postado em 18/Feb/2014 às 22:16

    Desde quando passar no vestibular é mérito? Passar 1 ano num cursinho numa decoreba ridícula pra marcar xisinhos na grade de respostas mostra que alguém é mais preparado pra Universidade que outrem? Ou simplesmente mostra quem tem dinheiro pra pagar um cursinho e pra não trabalhar por 1 ano?

  45. Rafael Pedroso Postado em 27/Feb/2014 às 11:02

    Texto maravilhoso

  46. Danielle Castro Postado em 14/Mar/2014 às 14:27

    Excelente texto! E, principalmente, emotivo. Muito bom! É isso mesmo, é fácil dizer que não existe racismo quando não se sofre com ele!

  47. Leandro Postado em 22/Apr/2014 às 15:01

    Você e o colega Carlos ali em cima estão sendo muito ingênuos. Mesmo que cientificamente não haja raças humanas, há a construção social de diferenciação entre negros e brancos. Eu sou negro e sou contra cotas por princípio e ideologia humanista também, mas entendo os argumentos de quem é favor e concordo que haja no meu país o sistema de cotas por um motivo muito simples: o preconceito racial existe. Quem é contra erra por defender baseado numa visão subjetiva. Eu sei que VOCÊ pode não ser racista, mas não é essa nossa realidade. Preconceito se quebra com convivencia. Negros nas esferas mais altas da sociedade servem para ajudar a compor uma visibilidade diversificada, do mesmo modo como ter famosos homossexuais ajuda a causa gay, do mesmo modo como uma mulher presidenta abre portas para mulheres em altos cargos, ou um músico paraplégico que seguiu a carreira após um acidente incentiva deficientes físicos... entende a importancia de ações afirmativas?

  48. André Postado em 12/May/2014 às 17:33

    Melhorar a qualidade do ensino, que nesse caso eh o elemento nivelador, ninguém quer né???

    • Jessica Lopes Postado em 07/Jul/2014 às 19:28

      Perfeito André!!!!

  49. João Postado em 21/May/2014 às 02:01

    TODOS os argumentos utilizados são sociais. E o cara concluiu que deve haver cota... racial! facepalm

  50. luciano garcia Postado em 11/Aug/2014 às 11:20

    tudo bem, as cotas sao um rémédio amargo, necessário, mas nao vai na raiz do problema, a desigualdade social e o descaso com o ensino público. Talvez a princesa negra nem chegue a usufruir do beneficio das cotas, pois a change dela ser mãe aos 17 anos, deixar os estudos, ter de trabalhar em casa de familia, ou apenas cuidar do lar é muito grande na comunidade onde vive. tudo bem , digamos "sim" as cotas mas como medida provisória, que nao deve perdurar.E vamos dedicar os esforços por leis, nao de cotas, e açoes que diminuam as injustiças e desigualdades sociais, e melhorem os serviços públicos, para que , num futuro nao tão distante, todos os cidadãos, todas as princesas, brancas ou negras , pobres ou ricas, tenham igual condições de competir pelas oportunidades

  51. yanka Postado em 13/Aug/2014 às 20:04

    Agora me diz o que acontece com esse pré julgamento de que o necessitado precisa ser o negro da história? Há muitos brancos na periferia, passando por mais necessidades. Sou a favor da cota porque infelizmente nesse país só os bem saláriados para garantirem um bom ensino para esses jovens. Que façam esse negócio de forma correta, dêem vantagens a todos que não tem necessidade e não pela cor.... incompreensível

  52. Rui Ribeiro Postado em 14/Aug/2014 às 15:41

    Combater a desigualdade promovendo a desigualdade. Seria cômico se não fosse trágico. Vou dar um exemplo(hipotético). O camarada X nasce em um bairro pobre, de uma família pobre. Estuda a vida toda em colégio público, aos 16 anos já trabalha para ajudar a família e prover seu sustento.Ele estuda, no pouco tempo que lhe sobra do dia. Passa fins de semana sem sair, para economizar e, principalmente, estudar. Ele é branco. O outro camarada Y, não ta nem aí pra vida, nasce numa família de classe média, que lutou pra conquistar o que tem.Os pais trabalham duro para dar uma vida melhor ao filho. Ele estuda em colégio particular, não trabalha e tem boas roupas, internet, computador, etc. Fim de semana sai de balada com os amigos e não ta nem aí pra vida, afinal os pais o sustentam. Ele é negro. De repente pinta um concurso público na região. X e Y vão disputar a vaga, quem tem mais chances seguindo a linha de cotas? E na universidade federal quem terá mais chances? Segregação racial para obtenção de justiça social é a solução? Pensem bem.

    • Luiz Souza Postado em 28/Aug/2014 às 18:57

      O branco X teria mais chance que o preto rico / avis rara Y. Para o Y a vaga seria fatalmente perdida aos pretos tão ou mais aplicados que o branco X.

  53. cleo Postado em 19/Aug/2014 às 10:29

    Não conheço branco pobre, conheço os q se intitulam brancos, num Brasil com tanta diversidade. Filhinho de papai jamais vão entender o que é ter que trabalhar pra estudar. Ou ter um sonho de ingressar numa faculdade, fazer algo diferente por sua comunidade e ser alguem melhor do que se achava que podia ser. Esta num ambiente que é mais facil VC ganhar 100 reais por dia vendendo drogas, e escolher não vender e nem usar. Abendicar de uma festa no fim de srmana , aliais vários FDS, pra tentar um vaga na faculdade, tendo estudado num colégio que não tinha merenda escola, segurança, professores a fim de dar aula! Minha realidade e de muitas colegas pobres, nodertinas, pretas, do interior, sem recursos foram as cotas raciais, disputamos com iguailmente preparados, entramos com nota um ponto abaixo de quem estudou nas escolas com mensalidade de 2000 reais, passamos com os melhores escores, formamos, estagiamos, e eu atuo como professora em cursinho preparatório para negros, sou concursada, trabalho em empresa particular, e sei que as cotas me ajudaram, mas meu esforço foi recompensado. Sou a favor das cotas pra índios, pretos, baixa renda deficientes, pois com um governo cruel e preconceituoso, feito de um povo que hipocritamente nega o racismo, a equidade é melhor que igualdade!

  54. Aurélio Mayorca Postado em 28/Aug/2014 às 07:35

    As cotas raciais vão destruir o Brasil, a Somália será aqui. Por favor, Conheçam , divulguem, antes que seja tarde demais : www.pazracialnobrasil.blogspot.com.br

  55. Sávio Christi. Postado em 23/Nov/2014 às 16:37

    Não acredito, não concordo e não gosto, mas, ao menos, o cara usou ótimos argumentos, menos mal que tenha sido assim!

  56. mary Postado em 17/May/2015 às 16:21

    Muito bom texto, sempre compreendi o sistema de cotas, agora mais ainda.

  57. Marcus Teixeira Postado em 17/May/2015 às 22:07

    William Douglas confirma, o tempo todo, em seu artigo, que as cotas sociais são necessárias, não as raciais. Não apresentou um argumento sequer que sugira ou comprove que negros pobres devem receber mais atenção ou cuidados do que brancos pobres. Mais uma vez, também, mostrou que ideias baseadas em sentimentos e emoções, nunca são boas conselheiras nem trarão resultados efetivos, apenas servem para silenciar consciências pesada demais pela opulência relativa ou pela falta de ação verdadeira em relação ao problema em pauta.

  58. Marcus Teixeira Postado em 17/May/2015 às 22:07

    William Douglas confirma, o tempo todo, em seu artigo, que as cotas sociais são necessárias, não as raciais. Não apresentou um argumento sequer que sugira ou comprove que negros pobres devem receber mais atenção ou cuidados do que brancos pobres. Mais uma vez, também, mostrou que ideias baseadas em sentimentos e emoções, nunca são boas conselheiras nem trarão resultados efetivos, apenas servem para silenciar consciências pesada demais pela opulência relativa ou pela falta de ação verdadeira em relação ao problema em pauta.