Redação Pragmatismo
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Religião 26/Nov/2013 às 21:15
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Pai, o senhor não acredita em Deus?

Como falar com o filho sobre religiosidade ou a não-existência de Deus em uma sociedade como a nossa? Confira alguns bons exemplos de respostas serenas e tolerantes sobre este tema tabu

(Charge - Laerte)
(Charge – Laerte)

Leonardo Sakamoto, em seu blog

Um rapazinho estava sentado à mesa de um restaurante com a mãe, o pai e a irmã, menor que ele, neste final de semana, em São Paulo. Do nada, virou para o pai, disparando:

“O senhor não acredita em Deus, né?”

Eu, que observava na mesa ao lado, achei graça na pergunta. Não foi uma cobrança, mas um simples questionamento, daqueles grandes e sinceros. Não dizem que em um grão de areia cabe todo o mundo? Então, taí um cisco no olho.

Resolvi perguntar a sábias amigas, que também são mães, como é possível explicar a não-existência de Deus em uma sociedade como a nossa – independentemente do que acreditam.

Afinal de contas, por mais que não haja provas materiais, atestar a existência de Deus é fácil, está no automático. Ou seja, se você não fizer isso, alguém fará por você. E, talvez, trazendo junto uma fé cheia de medo e culpa, que contribuirá com adultos violentos e intolerantes – diferente daquilo que, certamente, uma pessoa com o mínimo de bom senso esperaria para seus filhos.

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Vejam as respostas:

1. “Olha, tem uma definição que não é minha, mas achei tão linda que acho que pode caber. Quem me disse foi o querido padre Júlio Lancelotti. Sim, eu sei. Você me pede a não existência de Deus, e não o contrário. Mas a historinha é mais ou menos assim, me diz se serve: Certa vez, no meio de uma rebelião, um menino da antiga Febem, perguntou ao padre Júlio se Deus existia. Porque para ele, afinal, Deus era um engodo. Com menos de oito anos, o menino havia sido vítima de toda a sorte de violência, só conhecia dor e sofrimento nesta vida. Onde estava Deus para este menino? Então o padre Júlio respondeu mais ou menos assim: “Esqueça aquele velhinho barbudo que vive sentado no céu. Ele não existe. O que existe, querido, é o amor que sentimos por alguém nesta vida. Você gosta de alguém, assim, muito, muito? Pode ser qualquer pessoa. Ou um cachorrinho, quem sabe. Gosta? Então você sabe o que é Deus. O resto é bobagem”. O menino respondeu que a única pessoa que ele gostava era ele, o padre Júlio…”

2. “Quando meu filho me perguntou se tinha mesmo um papai do céu que tinha criado o mundo, eu falei que a vovó acreditava que sim, por isso ela ia na igreja conversar com ele. Mas que eu não tinha tanta certeza quanto a vovó. Falei também que se a gente faz as coisas direitinho, coisas boas acontecem com a gente também. Ele tinha 5 anos e isso foi o suficiente.”

3. “Lá em casa acho q isso vai ser uma questão porque meu marido se diz ateu e é cético mesmo. Mas eu acredito nas energias, nas vibrações, na força da mente humana… Digo que deus é o ser humano, o amor, o respeito, enfim… Ainda vamos ter esta conversa mas não batizamos, nem vamos seguir nenhuma religião, claro, porque nisso temos acordo! E aí, acho que – de novo – falando de bicão porque não vivi isso ainda, o lance é conversar e dizer que cada um acredita em uma coisa mas nós não acreditamos. E, ainda, claro, dizer que ele pode acreditar se quiser, quando puder conhecer melhor e elaborar isso. Acho que o lance é, como em outras questões, passar para ele as informações para quando tiver condição tomar a própria decisão. O mesmo não vale para o time de futebol, claro.”

4. “Acho que é explicando a existência de muitos deuses para essas crianças. Se as pessoas acreditam em um deus ou num panteão de deuses (e estamos falando da maioria da população) como negar a existência de tais deuses? Eles existem, estão aí. O importante é não permitir que o Estado escolha um deus hegemônico que dite as regras. Ou um grupo ver-se no direito de aniquilar cultos ou pessoas em função de suas crenças e hábitos religiosos. As crianças compreendem e respeitam a pluralidade muito melhor que os adultos, pois são capazes de fantasiar e acreditar na fantasia do outro tanto como na sua, inventam mundos a cada instante. Pensando bem, a questão é como explicar a não existência de um único Deus para os adultos, não para as crianças. E sobre isso as religiões de matriz africana tem muito a ensinar.”

5. “A gente nunca falou sobre Deus com o nosso filho. Ele já perguntou o que é religião: a gente disse que era uma coisa que as pessoas usavam para ficar mais tranquilas quando ficavam com medo de morrer. Ele perguntou se a gente tinha uma, a gente disse que não, mas que não era problema ele ter, se um dia quisesse. Só ia ter de escolher mais velho, não agora. E que, nem eu, nem o pai dele acreditamos em nada disso. Mas cada um escolhe seu caminho.”

6. “Outro dia minha filha me falou, diante de alguma cotidiana dificuldade, ‘mãe, tem que pedir para o papai do céu’. Gelei e perguntei quem tinha falado isso para ela, eu ou o pai com certeza não diríamos – ou pelo menos não daquele jeito, como se Deus fosse algum ‘atendente’. Perguntei e ela falou algo sobre a avó ou a tia de mais idade terem lhe contado sobre o ‘papai do céu. Ela tem três anos e pensei num discurso ecumênico mas logo abandonei, achei difícil. Guardei o assunto para depois e creio que daqui um tempo vou sim explicar que não se sabe da existência de Deus, que uns acreditam mas que outros não e isso é normal. Pensei em falar da evolução, dos macacos. mas tenho até medo de uma criança achar isso tão mais lógico do que toda a ideia de Deus que passe a adotá-la sem nem ao menos conceber que é possível acreditar em Deus. Sei lá, tô mais pronta para conversa das flores e abelhas. Eu acho que se eu puder ao menos convencê-la de que é normal a discordância sobre o assunto, algo sobre tolerância, já me sentiria aliviada. Se chegar ao ponto da pressão total, e ela perguntar o que eu acho, vou dizer a verdade: que às vezes acredito e outras não, mas que ela pode ter a própria opinião.”

********************************************************

Como terminou a história no restaurante? O pai parou, olhou. Então, a mãe virou para ele e disse com muita calma: “Tem pessoas que acreditam, outras que não acreditam. Mas o importante, de verdade, é que a pessoa tenha um coração bom”.

Sei que as perguntas deles não vão terminar com essa resposta, mas ela foi um bom começo. É quase uma declaração de princípios, de que a diferença é normal – coisa que falta em muitos lugares hoje em dia.

Como na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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Comentários

  1. AlencaR Postado em 26/Nov/2013 às 21:30

    "Pensei em falar da evolução, dos macacos." Oi?

    • rodrigo Postado em 27/Nov/2013 às 10:30

      Nossa, quanta frescura para falar de um assunto tão simples. Se meu filho (que ainda não tenho) me perguntasse: “O senhor não acredita em Deus, né?” eu responderia: "Não, não acredito por que não existe."

      • Pedro Postado em 28/Nov/2013 às 00:09

        Dois

      • Amanda Postado em 29/Nov/2013 às 03:51

        Só porque vc nao acredita nao quer dizer que nao exista, assim como só pq um crente acredita nao quer dizer que ele exista. Ou só pq eu creio do meu jeito, nao quer dizer q ele exista, mt menos do meu jeito... qm é o radical agora? Fica a dica.

    • Alexandre Postado em 27/Nov/2013 às 10:40

      Evolução dos macacos sim senhor. Leia Darwin.

    • Alexandre Postado em 27/Nov/2013 às 10:42

      " O ateísmo nada tem a me oferecer ele não me traz conforto ou certeza Nele não há nenhum ensinamento ou dever nele não há ilusões de grandeza. Jamais me disse como devo pensar jamais me trouxe saber ou inspiração Ele não me obriga a crer sem duvidar não me ameaça com eterna punição. Não torna minha vida mais contente É indiferente quando imploro Não promete a cura quando estou doente e não me traz alento quando choro. Nele não encontro nenhum conselho nenhuma resposta nenhuma indagação Ele não me pede pra cair de joelhos ou passar a vida pedindo perdão. Ele não me oferece a tola felicidade de me achar um escolhido entre tanta gente Ele não me induz a cometer maldades para glória de um deus ausente. O ateísmo não me ensina a odiar ou discriminar os diferentes de mim Não proíbe os iguais de amar não me diz o que é bom o ruim. Não me diz que a vida vale a pena. O ateísmo nada me oferece é verdade mas como a realidade me basta e só quero viver o que sou Então o ateísmo me oferece tudo. "

    • Amanda Postado em 29/Nov/2013 às 03:52

      Pr mim faz sentido... '-'

  2. Márcio Vicente Postado em 26/Nov/2013 às 21:33

    Pena que a mal disfarçada intolerância brote sempre da discussão destes assuntos. Qualquer conversa sobre fé ou falta de fé DEVERIA girar em torno da necessidade de entendermos que tal escolha cabe a cada um. E se existir um Deus ele resolverá com as pessoas e se não existir não haverá maiores consequências. Assim para os crentes (aqui usado no sentido lato) TODO ateu é uma pessoa que não tem caráter e para TODO ateu qualquer um que tenha algum tipo de fé em uma força personalizada (seja ele o Deus cristão ou os deuses dos outros vários panteões a povoar o mundo) não passa de um ignorante....

    • Juniperos Postado em 27/Nov/2013 às 09:11

      Meu filho me perguntou sobre isso e sobre Deus. Disse-lhe que não acreditasse em tudo que dizem sobre Deus, afinal, são humanos falando sobre ele, e não ele mesmo. Acalmei-o que ele encontraria Deus em seu coração, e não em livros, ou em bocas suas de lideres religiosos que propagam ódio contra-culturais e raciais. Talvez não haja duas pessoas no mundo que vejam Deus da mesma forma, afinal, cada individuo é único. Sobre os ateus, disse-lhe que tenho muitos amigos ateus, e que converso abertamente sobre religião e evolução com a maioria e se mostram sempre muito receptivos, e que devemos respeitar sempre a bondade de um ateu, pois ela vale mais que a de muitos “religiosos” por ai. Afinal, eles não esperam recompensa celeste, nem agem por inspiração divina, são bons por ter natureza boa e caráter, e por simplesmente acham que o humano e melhor para si e para os outros sendo bons. Também, disse-lhe para jamais julgar um homem pelo seu Deus, não temos direito algum de sair julgando Deus, e achar o que sabemos o que ele pensa a respeito dos humanos. Somente um idiota completo pode achar que esta acima dos outros, e impor sua visão pessoal de divindade, alegando que as outras estão erradas. Às vezes, nesses casos é melhor ser ignorante, ou apenas inocente como uma criança. Podemos continuar evoluindo, ou ficar rezando toda vez que um “fim do mundo(!)” for anunciado.

  3. arao Postado em 26/Nov/2013 às 21:53

    Muito bom o texto, bem equilibrado e prático na explicação!!!

  4. José Ferreira Postado em 26/Nov/2013 às 22:36

    Muito bom!!!

  5. Tatiane Postado em 26/Nov/2013 às 22:37

    Excelente texto, respostas praticas, diretas e sem nenhum tipo de discriminação com a religião alheia. Farei com certeza uso das ideias do texto quando tiver meus filhos

  6. larissa lins Postado em 26/Nov/2013 às 22:50

    Muito lindo. Palavras simples definem a essência humana.

  7. Martim Leicand Postado em 26/Nov/2013 às 22:54

    É por isso que o mal tá vencendo. Enquanto os fanáticos não sentem pudor nenhum de enfiar a religião deles goela abaixo dos filhos deles e dos outros, as pessoas que não acreditam em deuses ficam cheios de dedos falando "filho, você pode acreditar no que quiser". Do mesmo jeito que quem acredita fala de boca cheia "Existe" eu falo "Não existe".

    • Juniperos Postado em 27/Nov/2013 às 11:16

      As crianças são inocentes, mas não são retardadas. Sabem sim, o que é mal e o que é bom. Quando não sabem um adulto pode explicar, e nem mesmo é necessario vincular isso a alguma divindade. mas afirmo que você está correto: o mal resiste e já tem até emissoras de tv e uns 30 programas religiosos.

      • Martim Leicand Postado em 29/Nov/2013 às 18:10

        Acho que fui mal interpretado aqui. Nunca disse que a criança sabe ou não o que é bom ou mal. Sou professor e trabalho com crianças diariamente e sei muito bem que elas não são retardadas. Minha intenção não é discutir com a criança se a religião é intrinsecamente boa ou ruim por si. Apesar de achar a religião danosa para a humanidade eu não discutiria esse ponto com um filho (quando eu tiver um) pequeno que não tenha perguntado especificamente sobre isso. O que quis dizer é que aqueles que acreditam falam no que acreditam sem pudor nenhum. Você não vê um evangélico fanático falando pro filho "eu acredito em deus, filho. Mas você pode acreditar no que quiser".

  8. Luis Fernando Postado em 26/Nov/2013 às 23:00

    Sou ateu. Tenho certeza absoluta que não existe nada relacionado a vida supra-terrestre (deus - satanás e afins) acho um absurdo a humanidade acreditar num engodo tão ridículo. Este é meu ponto de vista, não é necessário que pensem da mesma forma, apenas exijo que minha opinião seja respeitada, mesmo que não seja compartilhada. ´e assim que procedo com todos os pontos de vista diferentes do meu, não concordo, mas respeito. Simples assim.

    • Garnilator Postado em 27/Nov/2013 às 01:20

      Pra você, o que seria alguém respeitar sua opinião? Se alguém o dissesse que ela é ridícula, você consideraria isso um desrespeito? Pois você acabou de fazer exatamente isso com a crença de possíveis terceiros, e respeito é pra quem tem.

      • P. Weber Postado em 27/Nov/2013 às 03:20

        Devemos respeitar as pessoas, não suas ideias. Sabemos que a ignorância humana é infinita e que sempre surgirão ideias umas mais absurdas que outras, ideias realmente ridículas e idiotas. Devemos sim poder dizer que a ideia do outro é ridícula, estúpida, o que form seja em qual tema for, religião, política. As pessoas é que não devem se ofender ao ter uma ideia sua criticada. Só porque você tem uma ideia estupida, isso não faz de você um estúpido, é só mais um erro, como qualquer outro. O mais importante, creio eu, é manter a cabeça aberta para conhecer novas ideias e não ter vergonha ou medo de mudar as suas. -> Respeite as pessoas, não suas ideias.

  9. Kary Cintra Postado em 26/Nov/2013 às 23:16

    Eu sou espírita e acredito em tudo de bom que tem em todas as religiões e em tudo de bom fora das religiões também...Sem egoísmo. Meu marido é ateu convicto,nós temos um bebê de 10 meses. Eu vou explicar pra ela o que eu acredito ser Deus: Deus é a consciência de cada pessoa, se sua cabeça está tranquila, Deus está feliz e você está no caminho do bem, e quero que meu marido explique pra ela suas razões de não crer, mas ambos concordamos que o mais importante mesmo é torná-la uma boa pessoa, útil para o mundo...

    • Libertária Postado em 27/Nov/2013 às 14:30

      Kary, a sua resposta foi a melhor de todas, simples, sincera, sem hipocrisia. Parabéns.

  10. Marlon Vargas Postado em 26/Nov/2013 às 23:29

    Acreditar ou não em Deus, eis a questão... mas provar a sua existência ou não é outra coisa... Um ateu proselitista é tão "Religioso" quanto um religioso cristão... porque não acreditar, também é uma questão de "Fé"... É uma questão de crença... "Definição de crença: Ação de crer na verdade ou na possibilidade de uma coisa. Convicção íntima. Opinião que se adota com fé e convicção." A própria Teoria da Evolução é uma questão de crença... pois a ciência se vale de uma metodologia com tese e antítese... E uma tese deve ser provada com experimentação... e a Teoria da Evolução não consegue seguir esta metodologia... fica na Tese.

  11. Lívia Postado em 26/Nov/2013 às 23:47

    Quando os pais conseguem conversar e ensinar em comum acordo, ótimo. O pior é quando discordam no que ensinar, ou quando outros parentes, fanáticos, não conseguem entender a importancia de deixar a criança "livre" e tentam passar por cima dos pais ensinando sobre o "papai do ceu"... Acho que terei problemas...rsrs Mas, a minha ideia é tentar explicar algo como se deus fosse a bondade que existe em nossos corações... O respeito à natureza, ao próximo, enfim... como se deus fosse uma energia boa, que emana de quem cultiva o bem... Sem esse negócio de castigo, medo, santidade ou qualquer outra historinha da carochinha...Eu realmente acho que é isso, e é isso que vou passar para os meus filhos

  12. Armando (Porto Alegre) Postado em 27/Nov/2013 às 01:16

    Sou da opinião que não se devia inculcar conceitos de religião (como a existência de deus ou deuses) em crianças e que só quando tivessem maturidade para escolher suas crenças que assim o fizessem de acordo com sua vontade. Segundo o livro "Breve História do Mundo" de Ernst Gombrich (Ed. Martins Fontes) essa tb era inicialmente a posição de Lutero. Ainda segundo este livro ele mudou de opinião em função do uso contestador que movimentos camponeses fizeram de suas teses. É mais fácil dizer para uma criança que deus criou o mundo, o ser humano, etc. Uma criança de poucos anos dificilmente reformularia a pergunta "E quem criou deus?" Já dizer isto para um adulto com experiência de vida e de como funciona o mundo natural é mais complexo. Para mim é obvio que o ser humano criou (os) deus(es). Logo, nem se trata de discutir se existe ou não. Como ateu, mas compartilhando a mesma crença do padre Júlio Lancelotti e tb de Leonardo Boff, penso que mais importante do que se acreditamos em deus ou não é "se deus acredita em nós?"

  13. Rodrigo Postado em 27/Nov/2013 às 01:39

    Se existe deus ou não para a criança é irrelevante. Se existe uma história boa ele existe, assim como o Pinóquio, o Pocoyo, o Homem Aranha... Então eu falo com meu filho de deus: ele adora o Shiva, o Thor, Netuno, Exu, Buda. São histórias lindas. Como também falo de Supernovas, Buracos Negros, Dinossauros, Evolução. Criança pergunta muito, o importante é responder sem mentir e estimular a curiosidade.

  14. Felipe de Oliveira Postado em 27/Nov/2013 às 10:19

    eu explicaria que Deus não tem poder magico, que ele trabalha por meio da ciencia, que Deus organizou a matéria ao longo de anos para gerar o que conhecemos hoje como vida,todo tipo de vida e coisa e a mais importante foi o homem, que o primeiro protótipo do homem foram conhecidos como homem das cavernas, homenideos etc, depois que tava bom tudo certinho e funcionando, então...foi definido que seria o homem-sapies-sapies que dominaria tudo...começou por adão e seguiu desde de então...a teoria da evolução é apenas uma teoria que os homems sem conhecimento sobre a real natureza de deus criaram para explicar todo esse processo de criação que era tão simples mais foi perdido a explicação devido a arrogancia de alguns homens que tinham esse conhecimento no passado e deixam para lá por que queriam adquirir poder sobre seus irmãos usando a religião...Deus deixou seus filhos na terra para que aprendessem a caminhas sozinhos ele fica somente nos supervisionando quando há algo que não podemos fazer por conta propria ele nos ajuda, agora quando podemos fazer por conta propria como por exemplo ajudar outros que estão sofrendo então ele espera que o façamos....os mandamentos não são restrições e sim coisas para nos ajudarem a ter felicidade, conselhos que se seguidos não teremos tantos problemas na vida!! mais lembre não significa que nunca teremos problemas e sim que saberemos como lidar com eles da melhor forma possivel...acho que explicaria dessa forma!

  15. Gian Postado em 27/Nov/2013 às 10:32

    é... a 4 vai bem... Luísa, minha filha (7) tem amigas evangélicas. A escola força a barra com idéias religiosas que não são bem a linha lá de casa. Meu "problema" é não deixar que a minha pequena tome essas informações como verdadeiras. Outro dia ela chegou toda feliz gritando Jesus... Jesus... Imediatamente tive que cortar o barato dela dizendo que em casa isso não funciona assim. Que em casa gostamos de Buda, N.Senhora, Iemanjá... e de Jesus também.

  16. Rafael Teodoro Postado em 27/Nov/2013 às 10:51

    É realmente um tabu. Eu acredito que haja uma força criadora e criativa que arquitetou este mundo de forma perfeita. Bom, essa força não precisa ser necessariamente o Deus pregado em igrejas, mesquitas e afins... Mas simplesmente uma força criadora. Será que podemos chamar o átomo de Deus? Ou seria parte dele? Não sei. Mas independente disso, podemos tirar na religião boas lições. Na bíblia há muitos textos de grande valia ao ser humano, crentes ou não que contribuem para a formação da ética dos indivíduos, auto controle etc... Lembra da mitologia? Para os alienados são simples historinhas fantasiosas e infantis. Mas para os gregos da Grécia antiga eram lições, era o "ensino médio" deles, uma criança sabia de cor a Ilíada de Homero, porque dos mitos eles tiravam valiosas lições, quem não se lembra do mito de Narciso? Tentar extinguir a religião é besteira, o que deve-se combater é o fanatismo, esse sim é uma praga, vide radicais muçulmanos...

  17. Eduardunks Postado em 27/Nov/2013 às 10:57

    Penso numa abordagem mais prática; não espere que papai do céu resolva todas as coisas para você, converse com as pessoas que amam você, procure ser legal com seus amigos, se esforce para conseguir as coisas que você gosta, com o tempo você vai aprender que o mundo é muito grande e que as pessoas pensam várias coisas diferentes, mas que em qualquer lugar vale a pena ser bom e fazer o bem.

  18. Mônica Postado em 27/Nov/2013 às 10:57

    Bizarro,o que é essa pirâmide iluminatti aí nessa charge...

    • Juniperos Postado em 27/Nov/2013 às 14:25

      Costuma-se desenhar anjos com aureolas.... bom eventualmente desenham Deus com uma aureola triangular, a triade, trindade, etc, e seu olho, do que nada escapa.

  19. Savio Moreira Postado em 27/Nov/2013 às 11:32

    Por que será que o tema 'Deus' incomoda tanto o ser humano?

  20. Igor Postado em 27/Nov/2013 às 13:59

    Fala pra ele ler Erich Von Danichen, David Childress, David Icke e Zecharia Sitchin, a vida dele passará a ter sentido.

    • Libertária Postado em 27/Nov/2013 às 15:34

      Afffff Igor, acreditar nesses caras aí é "pior" que acreditar em Deus... Quantas mentes férteis, ao invés de se considerarem líderes, eles deveriam ser roteiristas de filmes de ficção, isso sim. Não sei por que essa pira do ser humano em querer achar algo sobrenatural pra explicar as coisas. Mais do que isso, o ser humano não suporta a idéia de não conseguir explicar alguma coisa, é aí que ele sofre. Viva a vida, simples assim, ela traz o seu sentido no dia-a-dia.