Redação Pragmatismo
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Rede Globo 07/Nov/2013 às 12:53
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Blogueiro que revelou sonegação da Globo é processado por diretor da emissora

Miguel do Rosário é processado por Ali Kamel. Depois de Rodrigo Vianna, o blogueiro do Cafezinho sofre processo movido por um dos chefões da Rede Globo

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Ali Kamel, chefe de jornalismo da Rede Globo e autor do livro “Não Somos Racistas”

“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!”

O blog O Cafezinho, mantido pelo jornalista Miguel do Rosário, está sendo processado pelo diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. O motivo seria um post publicado em janeiro deste ano intitulado As taras de Ali Kamel, no qual Rosário procura defender o colega Rodrigo Vianna, também processado e condenado em uma ação movida por Kamel.

Na opinião de Rosário, a “acusação é tosca e inepta”. Isso porque, diz o blogueiro, seu texto refere-se à empresa onde Kamel trabalha e faz críticas à Justiça. “É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Ruport Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!”, afirmou o blogueiro no post que rendeu o processo.

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Rosário justifica que não poderia dirigir adjetivos ao diretor da empresa, o qual nem conhece, mas sim à Rede Globo, ao qual faz duras críticas políticas.

“É realmente ridículo que o executivo mais poderoso do jornalismo da Globo, cujo maior ativo é uma concessão pública líder no mercado, e portanto constitui um agente político com grande influência na opinião pública e nos processos eleitorais, queira asfixiar as vozes dissonantes através de chicanas jurídicas”, afirma Rosário.

No processo, Kamel pede R$ 41 mil de indenização moral e que seja aplicada a maior pena possível para “desestimular ao máximo que o imenso sofrimento do autor com as descabidas ofensas que lhe foram dirigidas no post As taras de Ali Kamel se repita ou venha a ser experimentado por novas vítimas do réu”.

Segundo o blogueiro, o advogado de Ali Kamel, João Carlos Miranda Garcia de Souza, é também advogado da Rede Globo. “É pago, portanto, com recursos oriundos de uma concessão pública que se consolidou durante um regime totalitário, e com apoio de um governo estrangeiro (EUA). Posso afirmar, portanto, que estou sendo processado pelas mesmas forças que implantaram a ditadura no Brasil. Eu não tenho advogado, não tenho dinheiro, nem minha conta bancária foi abastecida com recursos da ditadura ontem, e da Secom hoje”, critica.

O processo é o número 0314414-68.2013.8.19.0001, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A primeira audiência de “conciliação” acontece em fevereiro de 2014.

Revista Fórum

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Comentários

  1. Dinio Postado em 07/Nov/2013 às 15:51

    Que tal a idéia: Milhões de internautas "chicanando" este "lesa-pátria", e pedindo o DARF a GLOBOSONEGA ? Ele processaria estes milhões, ou enfiaria a cola no meio das pernas de vergonha do povo Brasileiro ?

    • Flávio Siqueira Pinto Postado em 08/Nov/2013 às 14:28

      Podiamos começar isso já! Pegar pesado em divulgação no TT e no FB.

  2. Diego Postado em 07/Nov/2013 às 16:52

    Quantos leitores o blog tem? Bora fazer uma vaquinha?

    • Flavio Siqueira Pinto Postado em 08/Nov/2013 às 14:19

      Eu ajudo. Temos que mostrar pra esses "aí" que não é somente uma pessoa. Somos vários com mesmo ideal.

  3. niltao Postado em 07/Nov/2013 às 23:18

    vaquinha pra que? pro jumento que tem nome de camelo? deixa pra lá... a boneca tá nervosa, com medo da lei de medios... kkkkkkkkkkk

  4. Rodrigo Postado em 08/Nov/2013 às 13:58

    O que falta, por vezes é ou inteligência crítica ou, tendo-a, respirar um pouco, antes de criticar. Deixar de lado uma paixão político-partidária qualquer, por exemplo, a fim de não ter sua fala contaminada, afastando a possibilidade de acesso à via Judicial, por indevida (que não se confunde com o direito constitucional de ação, o qual, face a abuso, comporta as devidas sanções). Então inicio falando da Folha de São Paulo, após traçando paralelo para com a postagem do blogueiro processado. 1- A Folha, em recente matéria, noticiou a entrega de moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida", por Dilma, como eleitoreira, sendo que a Presidente estaria viajando o máximo possível, em busca de exposição. Em adição, afirma que as casas foram entregues sem ligação de água e/ou luz, aparentemente tentando incutir a idéia de que, não bastasse uso eleitoral da entrega, as residências eram entregues sem finalização. Após, a Ombudsman afirmou a incoerência, pois qualquer um sabe que o morador é responsável pelo pedido de ligação, haja vista ainda a vinculação ao CPF, para fins de cobrança. Houvesse prevalecido a inteligência crítica, o "se quer criticar, que critique direito!", uma notícia tão distorcida jamais seria publicada, sendo difícil falar-se em ignorância quanto ao ponto (ligação de água e luz). Todos buscamos tal providência, tão logo nos mudamos para novo lar, sendo providência de conhecimento comum. 2- um jornalista é denunciado por associar alguém à figura de um ator pornográfico (lembremos que o CQC foi criticado ao associar a figura de atrizes pornô a prostitutas, sendo um ponto muito sensível e não cabendo falar em "animus jocandi"). Após, irresignado com a ação judicial decorrente, um blogueiro resolve criticar o empregador daquele a quem foi afirmado ser ex-ator pornográfico. Contudo, no próprio título, começa com "as taras de fulano". Ora, a associação é direta, novamente. O próprio título da matéria remete ao fulano, sendo contraditório falar que sequer dele trata, sendo ainda buscada associação com a acusação anteriormente feita. Nos dois casos, parar para raciocinar, exercer um inteligente raciocínio crítico, teriam levado a Folha, o jornalista e o blogueiro, a evitar notícias/postagens estapafúrdias, quiçá de má-fé. A todos, pois, dotados de inteligência, competência, que são: "se quer criticar, que critique direito". P.S.: faltou falar do Paulo Henrique Amorim, que anda com má-sorte nas palavras, ao buscar a crítica a Heraldo Pereira, tendo baixando ao raso - e entendido pela Justiça como injurioso -, "argumento": "negro de alma branca".

  5. Paulo Roberto Pinto Postado em 13/Nov/2013 às 09:36

    Minha solidariedade ao Blogueiro. O processo é para tentar impedir que outras pessoas possam propagar o quanto a Globo é sinistra e lesa-pátria.