Redação Pragmatismo
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Especial 15/Oct/2013 às 10:55
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Mark Boyle, o homem que vive sem dinheiro

Saiba como Mark Boyle passou quase três anos sem gastar (ou ganhar) nenhum centavo. Formado em administração de empresas, ele abdicou da vida moderna e quer que você também faça o mesmo

Mark Boyle é um irlandês de 32 anos que decidiu romper com a sociedade atual e o que considera seu principal símbolo: o dinheiro. Formado em administração de empresas, há 4 anos ele tomou uma atitude radical e passou a viver sem um tostão no bolso. Ele mora no campo, come o que planta, toma banho em um rio, cozinha em uma fogueira e abdicou das mordomias da vida moderna. E tem mais: ele quer que você também siga seu estilo de vida.

Boyle tomou essa decisão depois de ver como estamos levando o planeta para o buraco. Segundo o ativista, nossa economia estaria destruindo a natureza e arruinando a vida de nossos semelhantes. E a culpa de tudo estaria no dinheiro, que cria uma distância entre o homem e os produtos que ele consome. “Não vemos o efeito de nossas compras no ambiente. Não sabemos por quais processos os produtos passaram, quais os danos que eles causaram. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido”, disse.

Apesar de evitar a civilização moderna, Boyle não é nenhum ermitão. De um computador carregado a energia solar, ele mantém um blog atualizado para propagar as suas idéias e juntar possíveis adeptos. Em 2010, ele lançou o livro The Moneyless Man (que vai ser lançado em julho no Brasil pela editora Best Seller, com o título de O homem sem grana). Até o final do ano, ele deve lançar mais um livro no Reino Unido.

mark boyle homem sem dinheiro
Mark Boyle, o homem que vive sem dinheiro (Foto: The Guardian)

Há 6 meses, Boyle retrocedeu um pouco em suas convicções e voltou a lidar com o vil metal. Mas ele diz que tem um objetivo nobre: vai construir uma comunidade que siga seu estilo de vida, onde todos terão acesso aos alimentos, e o dinheiro não terá valor algum. Durante uma visita à casa dos pais, para onde foi de carona, Mark Boyle conversou por telefone com a revista Galileu. Foi um lance de sorte, já que ele se livrou de seu celular no ano passado. Veja a entrevista:

Quanto tempo você viveu sem dinheiro?

Foram dois anos e meio, quase três. Eu vivi num pedaço de terra, onde cultivava minha própria comida. Eu uso um pouco de energia solar para o meu laptop, que é o único modo de me comunicar com o resto do mundo – eu tenho que conseguir mostrar às pessoas que é possível viver sem dinheiro. Tomo banhos em um rio aqui perto. Uso materiais da natureza no meu dia-a-dia: escovo meus dentes com ossos de animais misturados com sementes.

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Mas como é sua rotina? Como foi seu dia hoje, por exemplo?

Foi bem normal na verdade, sempre me fazem essa pergunta. Eu coletei frutas, tomei banho no rio… Tem alguns dias que passo inteiro plantando, outros colhendo. Em alguns outros eu recolho lenha. Daí volto a plantar. Meu dia-a-dia é basicamente ir atrás das coisas essenciais sem gastar dinheiro. E isso exige habilidades muito básicas. Além dessas coisas, também fico cuidando da comunicação, falando com a mídia. Sabe, minha história fez sucesso nos jornais daqui e acabei dando muitas entrevistas. Escrevo bastante, acabei de terminar de escrever um segundo livro que será lançado no final do ano. Mas, ao mesmo tempo em que cuido dessas coisas, tenho que sobreviver.

O que fez você seguir esse estilo de vida?

Eu estava em uma época de questionamentos, pensando sobre todos os problemas do mundo: destruição das florestas, trabalho forçado, extinção dos recursos da natureza. Estava pensando nos problemas ecológicos e sociais, em quais deles eu poderia trabalhar, e percebi que todos têm um denominador em comum. Eles são causados pelos vários graus de separação entre o consumidor e o que ele consome. A gente não sabe por quais processos os produtos passam, quais os danos que eles causam. Não sabemos mais como o que consumimos é produzido. Aí eu percebi que o dinheiro era um fato muito importante dentro disso, ele nos separa do que consumimos.

Minha primeira ideia foi falar sobre as conseqüências do uso do dinheiro, porque todos sabemos de seus benefícios, mas ninguém fala de suas conseqüências. Mas depois de 6 meses discorrendo sobre isso, vi que eu deveria dar o exemplo. Acredito muito na frase de Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Se eu vou falar disso, o mínimo que eu deveria fazer é viver isso. Acho que dinheiro nos causa danos de várias formas. Combinado com outros fatores econômicos, como a divisão do trabalho e economia de larga escala, está destruindo a natureza, porque não vemos os efeitos de nossas compras no ambiente.

Você é formado em administração de empresas. Isso tem alguma coisa a ver com o rumo que tomou?

Claro. Compreender como tudo funciona foi muito crucial. Quanto mais você entende de economia e dos processos envolvidos, mais você percebe que é insustentável. Durante 4 anos estudando economia, eu nunca ouvi falar do mundo real. Ninguém fala de pessoas, solo, oceanos, florestas. Só aprendemos teorias e equações, sem nos importar com o mundo real e com o fato de o estarmos destruindo. Isso me deu uma ideia das falhas básicas do nosso modelo econômico. O que estou tentando fazer é criar uma nova história, explorar um novo modelo que não seja tão dependente do dinheiro, baseado na comunidade e na relação com a terra.

O que sua família pensou dessa mudança?

Eles me deram muito apoio. De inicio, eles não falaram muito sobre isso, porque foi uma mudança muito súbita. Mas hoje eles me dão apoio total, vêem que o mundo fica cada vez pior. Quanto mais conversamos, mais eles percebem que nos próximos cem anos as coisas vão ficar muito difíceis, inclusive para seus futuros netos.

Nos últimos meses você voltou a lidar com dinheiro. Por quê?

Estamos começando um projeto de comunidade onde possamos viver 100% da terra. Onde possamos viver de um modo que não haja trocas. Vamos plantar comida e dar cursos para quem não souber plantar. Os cursos serão livres. As pessoas que forem para os cursos também irão produzir as comidas nessa terra. Queremos mostrar um outro modo de viver junto, de produzir as comidas de que precisamos. A intenção não é só reduzir nosso impacto no planeta, mas queremos fazer uma economia baseada no “dar”. Não acreditamos no “dar” condicional, que é o “trocar”, o “eu te dou isso se você me der aquilo”. Esse é um jeito muito cruel de viver. Não precisamos sempre receber algo em troca.

Você acha seu movimento vai ganhar mais adeptos?

Em 2008, quando a crise estourou, o movimento cresceu muito. E agora cresce bastante em países como Grécia e Portugal. É interessante ver que, quando a economia normal se deteriora, as pessoas começam a procurar por outros modos de viver. Estamos crescendo bem rápido. Quando tudo começa a dar errado, as pessoas procuram por um modo de se salvar. É por isso que estou tão ocupado hoje em dia, as pessoas querem saber sobre isso. Muitos querem saber como viver sem dinheiro, já que não têm dinheiro.

E você acha que dá pra todo mundo viver assim?

Acho que precisamos de uma transição. Precisamos mostrar as conseqüências ecológicas e sociais de nossa economia atual. Acredito que as pessoas vão entender que largar o dinheiro é o único jeito sustentável de viver. Acho que viveremos uma transição para sermos menos dependentes do dinheiro, para restabelecermos nossa conexão com a comunidade e com a terra sob nossos pés.

Guilherme Rosa, revista Galileu

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Comentários

  1. Caio Postado em 15/Oct/2013 às 11:55

    De onde ele tira dinheiro para a internet?

    • Ana Carolina Postado em 15/Oct/2013 às 12:17

      Ele usa internet via wifi da fazenda a qual ele vive com seu trailer.

      • Lauro Postado em 15/Oct/2013 às 16:02

        Não é da fazendo, é do governo. 73% do Reino Unido é coberto com internet Wi Fi

    • Ana Carolina Postado em 15/Oct/2013 às 12:24

      Ele usa internet via wifi da fazenda da qual ele deixa seu trailer.

    • Urbhan Postado em 15/Oct/2013 às 12:44

      e a internet é wireless via luz do sol também?

    • Alfredo Postado em 15/Oct/2013 às 13:28

      Ia fazer esta mesma pergunta. Alguns detalhes do texto dão margem à contradição. A não ser que este troca a comida que produz ou força de trabalho por Internet ou até o barbeador do rosto. Escambos a parte, troca-se o dinheiro por produtos, logo, para ele, inevitavelmente o capital bate em sua porta.

      • edgardaugusto Postado em 15/Oct/2013 às 16:05

        amigo explique pra mim como seus ancestrais viviam?! vc e ignorante, aposto que e burguesinho e consumista ao extremo! sua cultura e péssima!

      • Gustavo Postado em 15/Oct/2013 às 17:11

        O capital bate a sua porta... mmmm legal. Mas com certeza a vida dele é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. Afinal, a mediocridade bate a sua porta.

      • Matheus Postado em 15/Oct/2013 às 17:19

        o dono da fazenda pode DAR o wi-fi pra ele, e DAR o barbeador, também. Por que não?

    • DOBEM Postado em 15/Oct/2013 às 15:22

      é bem provavel que a internet neste país seja uma mixaria e muito veloz.

    • Lauro Postado em 15/Oct/2013 às 16:02

      73% do Reino Unido é coberto por internet wi fi.

    • B en Postado em 15/Oct/2013 às 16:10

      rsrs Vocês estão por fora, se acostumaram de mais com a vida de Brasileiro. Se esqueceram que O BRASIL É UM DOS POUCOS PAÍSES QUE AINDA COBRA PELO SERVIÇO DE INTERNET? Apesar de ser um péssimo serviço por aqui. Na Irlanda onde ele mora e em países desenvolvidos como os da Europa, no Japão e Estados Unidos a internet é de graça para quem quiser já há muito tempo. Além de ser de graça o sinal da banda larga é excelente, cobre todo o território nacional, inclusive a zona rural, além de ser até 80 vez mais rápida do que a Internet Banda Larga Brasileira dependendo do lugar em que você estiver. O Brasil além de oferecer um péssimo serviço ainda insiste em cobrar por tal, junto a outros países do 3º mundo subdesenvolvidos como os da África e América Latina. Então respondendo a dúvida de vocês: Não há nenhuma contradição na matéria já que ele vive na Irlanda onde a Internet é de graça para quem quiser usar. Logo ele NÃO PRECISA PAGAR por esse serviço.

      • Renan Postado em 15/Oct/2013 às 21:25

        Você consegue mostrar fontes para isso? Pois todos os sites de todas as operadoras dos EUA/Europa/Japão dizem o contrário.

      • Vânia Postado em 28/Dec/2013 às 22:52

        Você está falando isto baseado em quê, Ben? Vivo na França, a 30 km de Paris e a realidade lá não é esta que estais falando. Pago a internet na minha casa, cara e ruim, e a assistência técnica é péssima. Quando estou no Brasil, tenho GVT que funciona muito melhor do que Orange na França. Em alguns locais tem wifi, assim como temos no Brasil. No interior da França quase não se tem internet. O Brasil é o segundo país em acesso a internet, só perde para USA. Na Europa paga-se pela internet, sim, e paga-se caro, te garanto!

    • Carlos Postado em 17/Feb/2014 às 21:10

      Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem. É isto que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto de esforço de outrem. Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lágrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser ouro, são penhores de honra; por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carteira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo a seu redor existem homens que não traem aquele princípio moral que é a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a plantar trigo. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos, e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra. Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força o senhor se refere? Não é à força das armas nem dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daquele que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de sua capacidade. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, e nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias. O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria; de que é preciso oferecer-lhes valores, não dores; de que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana; exige que o senhor compre não o pior que os outros oferecem, mas o melhor que o seu dinheiro pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio – com a razão e não à força, como árbitro irrecorrível –, é o melhor produto que sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade – e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o código da existência cujo instrumento e símbolo é o dinheiro. É isto que o senhor considera mau? Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. O dinheiro é o flagelo dos homens que tentam inverter a lei da causalidade – os homens que tentam substituir a mente pelo seqüestro dos produtos da mente. O dinheiro não compra felicidade para o homem que não sabe o que quer; não lhe dá um código de valores se ele não tem conhecimento a respeito de valores, e não lhe dá um objetivo, se ele não escolhe uma meta. O dinheiro não compra inteligência para o estúpido, nem admiração para o covarde, nem respeito para o incompetente. O homem que tenta comprar o cérebro de quem lhe é superior para servi-lo, usando dinheiro para substituir seu juízo, termina vítima dos que lhe são inferiores. Os homens inteligentes o abandonam, mas os trapaceiros e vigaristas correm a ele, atraídos por uma lei que ele não descobriu: o homem não pode ser menor do que o dinheiro que ele possui. É por isso que o senhor considera o dinheiro mau? Só o homem que não precisa da fortuna herdada merece herdá-la – aquele que faria sua fortuna de qualquer modo, mesmo sem herança. Se um herdeiro está à altura de sua herança, ela o serve; caso contrário, ela o destrói. Mas o senhor diz que o dinheiro corrompeu. Foi mesmo? Ou foi ele que corrompeu seu dinheiro? Não inveje um herdeiro que não vale nada; a riqueza dele não é sua, e o senhor não teria tirado melhor proveito dela. Não pense que ela deveria ser distribuída; criar cinqüenta parasitas em lugar de um só não reaviva a virtude morta que criou a fortuna. O dinheiro é um poder vivo que morre quando se afasta de sua origem. O dinheiro não serve à mente que não está a sua altura. É por isso que o senhor o considera mau? O dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredicto que o senhor dá à fonte de seu sustento é o veredicto que o senhor dá à sua própria vida. Se a fonte é corrupta, o senhor condena a sua própria existência. O seu dinheiro provém da fraude? Da exploração dos vícios e da estupidez humana? O senhor o obteve servindo aos insensatos, na esperança de que eles lhe dessem mais do que sua capacidade merece? Baixando seus padrões de exigência? Fazendo um trabalho que o senhor despreza para compradores que o senhor não respeita? Neste caso, o seu dinheiro não lhe dará um momento sequer de felicidade. Todas as coisas que o senhor adquirir serão não um tributo ao senhor, mas uma acusação; não uma realização, mas um momento de vergonha. Então o senhor dirá que o dinheiro é mau. Mau porque ele não substitui seu amor-próprio? Mau porque ele não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? O dinheiro será sempre um efeito, e nada jamais o substituirá na posição de causa. O dinheiro é produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. O dinheiro não lhe dá o que o senhor não merece, nem em termos materiais nem em termos espirituais. É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? Ou será que o senhor disse que é o amor ao dinheiro que é a origem de todo o mal? Amar uma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é conhecer e amar o fato de que o dinheiro é criado pela melhor força que há dentro do senhor, a sua chave-mestra que lhe permite trocar o seu esforço pelo esforço dos melhores homens que há. O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo. Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que o dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador, assim como o sino indicava o leproso. Enquanto os homens viverem juntos na terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil. Mas o dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes, se o senhor quer ganhá-lo ou conservá-lo. Os homens que não têm coragem, orgulho nem amor-próprio, que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm e não estão dispostos a defendê-lo como defendem suas próprias vidas, os homens que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito tempo. São presa fácil para os enxames de saqueadores que vivem debaixo das pedras durante séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-lo dessa culpa. Então o senhor verá a ascensão dos homens que vivem uma vida dupla – que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade onde há moral eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então esta sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças. Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influencia – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada. O dinheiro é um meio de troca tão nobre que não entra em competição com as armas e não faz concessões à brutalidade. Ele não permite que um país sobreviva se metade é propriedade, metade é produto de saques. Sempre que surgem destruidores, a primeira coisa que eles destroem é o dinheiro, pois o dinheiro protege os homens e constitui a base da existência moral. Os destruidores se apossam do ouro e deixam em troca uma pilha de papel falso. Isto destrói todos os padrões objetivos e põe os homens nas mãos de um determinador arbitrário de valores. O dinheiro era um valor objetivo, equivalente à riqueza produzida. O papel é uma hipoteca sobre riquezas inexistentes, sustentado por uma arma apontada para aqueles que têm de produzi-las. O papel é um cheque emitido por saqueadores legais sobre uma conta que não é deles: a virtude de suas vítimas. Cuidado que um dia o cheque é devolvido, com o carimbo: ’sem fundos’. Se o senhor faz do mal o meio de sobrevivência, não é de se esperar que os homens permaneçam bons. Não é de se esperar que eles continuem a seguir a moral e sacrifiquem suas vidas para proveito dos imorais. Não é de se esperar que eles produzam, quando a produção é punida e o saque é recompensado. Não pergunte quem está destruindo o mundo: é o senhor. O senhor vive no meio das maiores realizações da civilização mais produtiva do mundo e não sabe por que ela está ruindo a olhos vistos, enquanto o senhor amaldiçoa o sangue que corre pelas veias dela – o dinheiro. O senhor encara o dinheiro como os selvagens o faziam, e não sabe por que a selva está brotando nos arredores das cidades. Em toda a história, o dinheiro sempre foi roubado por saqueadores de diversos tipos, com nomes diferentes, mas cujo método sempre foi o mesmo: tomar o dinheiro à força e manter os produtores de mãos atadas, rebaixados, difamados, desonrados. Esta afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo – e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados. Enquanto a produção era governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas – industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela primeira e única vez na história, uma nação de dinheiro – e não conheço elogio maior aos Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça, liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo trabalho, e ao invés de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o self-made man – o industrial americano. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram os americanos que criaram a expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”; antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão ‘fazer dinheiro’ resume a essência da moralidade humana. Porém foi justamente por causa desta expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores. O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua prosperidade como culpa, seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As mentes apodrecidas que dizem não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de todo bem, estarão caminhando para sua própria destruição. Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites, armas – ou dólares. Façam sua escolha – não há outra opção – e o tempo está esgotando.

  2. MArcos Garcia Neto Postado em 15/Oct/2013 às 12:15

    É sério que tem esquerdista maluco apoiando isso? O cara quer aparecer =P Eu sei que vocês têm preguiça de estudar história, mas lembram o que tínhamos antes desse "nefasto" dinheiro? Pois é, escambo, permuta, troca. O problema do escambo é que vocÊ só consegue fazer o negócio quanto tem exatamente o que o outro precisa. POR ISSO surgiu o dinheiro. Uma ferramenta de troca universal. A questão de ter ou não depende muito da pessoa. Conheço gente pobre que melhorou de vida administrando seu dinheiro. Conheço muita gente pobre que fica cada vez pior porque só sabe fazer dívida. Vocês acham que a maioria do povo faz o que com o dinheiro que ganha de presente do Bolsa Família? Pagam prestações de telefones celular.

    • Ana Carolina Postado em 15/Oct/2013 às 12:24

      O que ele critica sobre o dinheiro é o fato das pessoas se distanciarem devido à isso. Se você quer um alimento X você vai ao mercado e compra, na maioria das vezes sem nem saber a origem do mesmo. E ele não defende apenas a ideia do escambo, e sim da pessoa "dar sem esperar nada em troca", se eu tenho muitas frutas e você as deseja, eu lhe dou algumas, sem esperar que você me retribua com algo; e assim quando eu precisar de determinada coisa, você ou qualquer outra pessoa irá me ajudar. E sobre o bolsa família, você fez uma grande generalização; há sim casos de pessoas que se aproveitam do bolsa família, sem ter a necessidade de precisar do programa, porém há outras milhares que necessitam do beneficio para comprar alimentos básicos, logo não é a maioria que usa para outras atividades, cuidado com a generalização.

    • Carlos Marcos Postado em 15/Oct/2013 às 12:49

      Marcos Garcia Neto, você leu o texto? Não fala de comprar muito ou pouco, de se endividar ou não, ou muito menos de Bolsa Família pra comprar celular. Fala sobre os impactos que a lógica de mercado causam ao Meio Ambiente, em todos os processos de produção, inclusive ao ser humano. E falando em estudar história, não fique só no que aprendeu no ensino médio não, tem tanta coisa...

      • fátima fonsêca Postado em 15/Oct/2013 às 16:16

        Muito bom, vc tem um pensamento onde denota que usa a inteliência, é sábio, não podemos conceituar sem embasamento óbvio da coisa toda e, a sobrevivência é uma necessidade de todos e, não apenas um neócio que leve muitos a ter por priviléios sabendo que a Terra tá aí oferecendo tudo é só saber viver, coisa que não estamos sabendo, já que estamos destruindo tudo com invenções que não estão satisfazendo e sim, trazendo retornos desastrosos, em todos os âmbitos de convivência de uns para com os outros.

    • Adriano Postado em 15/Oct/2013 às 12:55

      Comentário cheio de preconceito. Pois vc não tem estatística apoiando seu achismo sobre o BF. Preguiça de estudar parece ter vc que ficou todo feliz e pimpão com o que aprendeu no teu cursinho... q parece que não foi o sufuciente para perceber que o modelo atual está cheio de rachaduras, sucumbindo em varios lugares e que qualquer esforco'para se pensar e viver algo diferente é válido como exercício. teu cursinho não deve ter chegado lá..só te deram para ler o manual de ser feliz como consumidor.

    • fela kuti Postado em 15/Oct/2013 às 12:57

      seu argumento começou bem, e ferrou tudo na última frase. que pena

    • Beto de Freitas Postado em 15/Oct/2013 às 13:05

      O problema meu amigo, é que o dinheiro está transformando o mundo em uma colcha de retalhos e as pessoas não se olham mais sem que haja um interesse escondido. Sei que a natureza humana é perversa, mas a esse ponto? Os índios, que foram exterminados tinham níveis de paz infinitamente maiores que nós, além de saúde e qualidade de vida com menos stress e tudo o mais, que temos agora por futilidades absurdas. Os animais estão sendo extintos e o mundo sendo destruído porque uns poucos são viciados em poder e querem manter suas vidas individuais e exóticas destruindo tudo ao redor. Apoio a economia baseada em recursos (que não é comunismo nem socialismo porque não há regulamento por ditadores ou qualquer humano te controlando, mas com leis), onde o planeta inteiro seria gerido pelas matérias-primas usando a tecnologia, que já é abundante pra nos dar conforto e segurança a níveis básicos.

    • Eudo Postado em 15/Oct/2013 às 14:22

      Discurso conservador ao máximo, hein? Chamar o cara de "esquerdista maluco" e dizer que bolsa família é usado para "pagar celular" já mostra bem o seu tipo de opinião, e é o tipo cheio de preconceitos que ninguém está interessado em ouvir. A cara de mauricinho classe média que quer emergir.

    • Henrique Costa Postado em 15/Oct/2013 às 14:56

      Não tem nem o que comentar de alguém com um pensamento como o seu Marcos,que acha que políticas sociais são ferramentas de destruição não elas são de salvação,graças ao Welfare State o USA saiu da crise de 29,estude sai da sua bolha ignorante e conservadora!!!

    • julio Postado em 15/Oct/2013 às 18:20

      A critica que ele tenta mostrar, inclusive quando diz que estudou administração de empresas, é da economia. Hoje vivemos em um mundo irreal e de ilusões. É certo que o dinheiro surgiu como uma forma de troca universal, porém o seu valor foi distorcido atraves do "valor agregado" aos produtos, do status social em se ter certas coisas e etc... Por isso cada dia mais entramos em um capitalismo selvagem e nos tornando pessoas doentes pelo "ter"... Como ele disse no final da entrevista, não quer uma sociedade baseada na troca, mas sim no "doar"...

  3. Nilo Postado em 15/Oct/2013 às 12:34

    Acho que o cometário anterior precisa de um própria revisão do texto e de seu comentário, que em partes o torna contraditório ao passo que não interpreta na visão do autor o questionamento sendo feito.

  4. Gaúcho Postado em 15/Oct/2013 às 12:35

    E qual é a nescessidade de "fazer negócio?". Marcos não captou a essência da mensagem do Mark Boyle.

  5. Luciano Postado em 15/Oct/2013 às 12:40

    Não acredito que seja preguiça de estudar, mas acredito que muitos tenham preguiça de plantar sua própria comida, muitos preferem a comodidade(preguiça disfarçada) muitos de vocês se sentam na frente da televisão ou do PC para jogar tempo fora ou simplesmente ver vídeo pornô . Quando foi a ultima vez que você plantou algo? que você subiu em uma árvore? que você simplesmente olhou o próximo pelo que ele é e não pelo o que ele tem? Esse carinha ai tem um nivel de consciência elevado porque ele sabe que todo esse consumismo só está acabando com nosso planeta, ou seja só está acabando com nossas vidas. Mas de certeza muitos aqui acreditam que a NASA vai resolver nosso problema quando tudo estiver acabado neste planeta colonizamos outro, (acreditam que o homem foi a lua.kkkkkkkkkkk) ou seja bando de cegos hipócritas que não enxergam a verdade na frente. Esse cara tem meu apoio porque ao contrário de muitos de vocês que só pensam em vocês mesmos , você falam que o cara tem preguiça de estudar, bom caros amigos , vocês já ouviram falar sobre Mahatma Ghandi , já estudaram algo sobre ele (não conta google, wikipédia) ele defendia isso, você come o que planta você veste o que você mesmo faz. porque o LUXO é um preço alto onde muitos sofrem muitos vivem na miséria pra sustentar a hipocrisia de vocês .

  6. Vinícius de Oliveira Bess Postado em 15/Oct/2013 às 12:44

    Na verdade ele está fazendo um modo de produção planificado e doméstico como os povos da Melanésia fazem como se atentou Marshall Sahlins. O dinheiro é problemático porque é uma mercadoria que apenas possui como valor de uso (utilidade) apenas a mensuração de troca (valor de troca), ou seja, ele é a mercadoria que ocupa o papel na relação de troca de ser a mercadoria de valor equivalente (o que eu uso para pagar aquilo que eu quero), para facilitar as trocas criaram uma mercadoria que só serve para justamente fazer trocas, uma mercadoria que possa ser trocada por qualquer coisa variando na sua mensuração, o problema é que esse mecanismo como o ativista atentou aliena as partes envolvidas na troca (os indivíduos ofertante e consumidor) de todas as relações sociais envolvidas nos processos que propiciaram a troca como a produção, o trabalho, a exploração do meio ambiente, uma vez alienando além de velar os impactos das relações o dinheiro propicia por conta desse velamento a especulação, com a especulação todo o processo produtivo perde lastro e não tem mais base, o dinheiro começa a ter vida própria sem relação com a base material que ele deveria representar. Quando se especula obriga a economia e a produção ter crescimento infinito, e assim os recursos materiais finitos ficam comprometidos pois foge ao aspecto econômico da natureza que é produção, distribuição e reciclagem, além de ter necessariamente que impor o seu modo de economia invadindo os territórios de outros povos e culturas transformando tudo em produção, dinheiro, trocas e consumo.

  7. Gaúcho Postado em 15/Oct/2013 às 12:45

    E com a "prestação do telefone celular" movem o mercado e geram emprego. Marcos porque tu acha que no Brasil a taxa de desemprego diminui enquanto no resto do mundo ela esta em níveis alarmantes? Bolsa Familia é um PROJETO DE TRANSFERENCIA DE RENDA reconhecido e copiado no mundo todo. O que falta pra este pessoal mesquinho da classe média entender que TODOS ganhamos com o Bolsa Familia?

  8. professora Postado em 15/Oct/2013 às 12:55

    o dinheiro não é algo ruim; ele começa a se tornar "teu" demonio, quando você permite que ele o escravize. Esse é o problema: estamos fazendo brilhar no olhos os "$ $" e deixamos de lado o essencial, que como verdadeiramente (embora de modo ingênuo, considerando a selvageria do capitalismo) disse O Pequeno Príncipe, de Exupéry: "o essencial é invisível aos olhos" . Mas ....cada um vive e "morre" como quer.

  9. Edim Postado em 15/Oct/2013 às 14:09

    Me lembrei do filme "Into the wild"... aconselho muito!!!

    • [email protected] Postado em 15/Oct/2013 às 16:17

      EU TBM CARA

    • Osorio Salamanca Postado em 15/Oct/2013 às 18:08

      Exatamente, me lembrei deste filme também. Por sinal um filme lindo. Mas no filme o garoto padece de uma falta de planejamento suicida, não planta nada, apenas caça e lida com a sorte ou azar depedendo da situação. Creio que não seja esta a proposta do Boyle.

  10. Claudo Ferreira Postado em 15/Oct/2013 às 14:25

    Ele não descobriu nada novo, a maioria dos índios no Brasil fazem isso!!!

  11. LUSIA FRANCA Postado em 15/Oct/2013 às 14:38

    PENSO FUTURAMENTE MORAR NA ZONA RURAL

  12. Walter Postado em 15/Oct/2013 às 14:43

    A internet dele é de graça? E o que vai fazer quando o laptop der pau? E onde consegue roupas? E pasta de dente? E papel higiênico? Acho que ele prega algo impossível.

    • [email protected] Postado em 15/Oct/2013 às 16:16

      AI ESTA UM CARA QUE REALMENTE E ESCRAVO DO CONSUMISMO( IGNORANTE TBM)

    • Heisenberg Postado em 15/Oct/2013 às 16:36

      Roupas, pasta de dente e papel higiênico são coisas facilmente substituíveis. O problema é o laptop, pois só a troca das peças irá resolver o problema.

    • juliana Postado em 16/Oct/2013 às 13:01

      Gente, eu pensei nisso tbm. Eu sei, sou muito consumista, mas eu nascir nessa sociedade. =/

  13. renato Postado em 15/Oct/2013 às 15:01

    Os nossos MarK Boiles, fazem isto a dezenas de anos. Morando embaixo de marquises de Grandes Bancos. Poderiam sentir-se tentados... Ele tem que vir estagiar aqui.

  14. Helena Postado em 15/Oct/2013 às 15:05

    Nossa emocionante queria ter a oportunidade de encontrar e quem sabe largar tudo e viver desta forma! =)

    • [email protected] Postado em 15/Oct/2013 às 16:07

      eu tbm, a maior riqueza e a natureza la tem tudo que vc precisa, e é lindo!

    • [email protected] Postado em 15/Oct/2013 às 16:15

      SE EU FOSSE ELE VIVERIA SOZINHO DESSA FORMA PQ OQ TEM DE VERME NO PLANETA, GENTE ESCROTA QUE ACHA QUE O DINHEIRO E TUDO NESSE MUNDO PELO AMOR! COITADOS DESTES, NAO SABEM VALORIZAR CHORAR DIANTE DE UMA NATUREZA LINDA EXUBERANTE ! BELEZA INIGUALAVEL

  15. jo silva Postado em 15/Oct/2013 às 16:01

    É bem malhado, viu? Ele nao come só frutas e erduras não! A msg dele é esperan osa

  16. Bruno Simonelli Postado em 15/Oct/2013 às 16:26

    Into The Wild

  17. Rogerio Postado em 15/Oct/2013 às 17:31

    Imaginemos utopicamente que ele consiga convencer o mundo de que seu modo alternativo de vida é o ideal. Sete bilhões de pessoas saindo das cidades e indo para as florestas. Geograficamente impossível, economicamente inviável, ecologicamente destrutível. Ele está pensando só nele. Quando todos forem para o campo ele vai voltar para a cidade e dizer que este é o novo modo alternativo sustentável de viver.

  18. Fernanda Postado em 15/Oct/2013 às 18:06

    Adoreii Luciano to contigo!! rs

  19. MARIA ALDANO DE FRANÇA Postado em 15/Oct/2013 às 18:45

    Grande exemplo à ser seguido, principalmente por tratar-se de um jovem!! Com certeza está em SINTONIA com as forças superiores espirituais que lhe fazem companhia invisível e lhe complementam em tudo o que necessita para viver. Pessoas assim, não mais sentem necessidade de bens materiais, pois a própria NATUREZA em si já os faz PLENAMENTE felizes!!

  20. patricia Postado em 15/Oct/2013 às 20:21

    CLAAAAAAAAARO, vamos todos nós (toda a população mundial) sair dos prédios e ocupar território para plantar, e viver à margem do rio, tomando banho e fazendo as necessidades nele... OPS! O rio já não é mais puro com todo aquele excremento diário. OPS! Alguém terá que ficar na civilização pra manter a web funcionando. OPS! Com a densidade populacional do mundo, provavelmente não terá terreno suficiente pra todo mundo "deixar de ser acomodado e preguiçoso" e cultivar o que come... OPS! Uma extensa área plantada por uma população gigante estará sujeita a pragas e doenças, e OPS! Alguém vai ter que ficar pra trás e continuar sendo médico, e... OPS! A agricultura rudimentar não é capaz de prover uma produção por m² eficiente o bastante para alimentar toda a população, e... OPS! Ainda existirá criminalidade, distúrbios mentais e... Acho que já me fiz entender.

  21. pedro Postado em 15/Oct/2013 às 22:04

    Li diversos comentários retardados de pessoas invejosas que não possuem a coragem de fazer o mesmo. Eu não possuo. Parabéns para ele! Não exponhamos nossa inveja em cruel forma de ódio

  22. Ricardo Machado Jorge Postado em 16/Oct/2013 às 01:33

    Esse cara deve ter lido Walden, do Thoureau. Esse tipo de cara inspira a querer saber porque as pessoas rejeitam o sistema.

  23. giorgia Postado em 16/Oct/2013 às 14:32

    Aos comunistas e aos anticomunistas, aos sábios e aos ignorantes... Sejamos mais razoáveis. A intensão do cara não é que todos os habitantes do planeta adotem seu mesmo modo de vida (o que seria, de fato, inviável, tendo em vista que com a civilização veio também o grande aumento populacional). Compreendam o essencial - ele concluiu que o estado de capitalismo extremo caracterizado pela sede de consumo de grande parte da população atribui ao dinheiro o papel de alienar os cidadãos quanto aos prejuízos sendo causados à natureza pelos atuais processos econômicos. Pouco importa se sua reação foi ou não exagerada ou radical, a essência da conscientização do sujeito deve ser admirada. Fomos epidemicamente nos tornando escravos do dinheiro - como algum tipo de doença, deixou-nos cegos e manipuláveis às mãos gigantes e sujas de um sistema global. Não o culpo, entretanto, se abrimo-nos a esse sistema como janelas, deixamos entrar tormentosos vendavais e deixamos levar tudo que havia de puro dentro de nossos lares. Nossas florestas, nosso ar, nossa água... Frios e sóbrios assassinos de um amanhã que vagarosamente vira um hoje. Destemidos e corajosos? Não... Ignorantes e alienados. Que a atitude desse cidadão fique como exemplo. Realoquemos nossas prioridades, fechemos nossas janelas! O dinheiro é importante de fato, porém há de ser usado mais substancialmente. Cortemos os excessos desnecessários, diminuindo a demanda por produtos e parando de alimentar os ventres gananciosos do mercado mundial.

  24. juniperos Postado em 16/Oct/2013 às 16:20

    Acho que serve mais para fazer pensar, e termos cuidado com o que estamos fazendo com o mundo. Ele esta tentando viver como um monge budista? mas tem um problema: ele era um "Formado em administração de empresas" e teve acesso a regalias e conhecimento. Não imagino como um cidadão sem acesso a informação com esposa e filhos possa abandonar o meio em que vive, e pelo qual se ilude comprando as ideias de muitos administradores de empresa de como é realmente ser bem sucedido na vida. Na era da glamorização do consumo e do dinheiro seria difícil para algumas pessoas adotarem esse estilo de vida, ainda mais no Brasil que poderia privar nossos parasitas políticos de arrecadarem seu dinheiro. Sobre a internet é bom lembrarmos que temos simplesmente a pior do mundo e a mais cara. Mas os comerciais bonitos na TV dizem o contrario não e? A interação com a simplicidade da vida sem os excessos do dinheiro levam a uma descoberta espiritual de interação e respeito pela natureza que nossos indígenas já possuem, embora já nasçam neste meio. Ele parece um jovem impetuoso, e saudável que provavelmente deve possuir um plano”B” se a coisa der errado. Entusiastas e falsos entusiastas também já surgiram aqui no Brasil com projetos simples e alguns bizarros como o projeto “Portal”. O que devemos ter nesse meio é cautela e respeito.

  25. Guilherme Postado em 17/Oct/2013 às 07:51

    Me permitam desconfiar que ele vai ficar com as rendas da venda de seus livros.

  26. R_MORTIMER Postado em 18/Oct/2013 às 00:19

    Esse livro que ele escreveu e pretende escrever vai ser impresso em papel? Sugiro, para ter coerência, colocar todo o livro de graça na internet. Afinal, ele não é contra as consequência que o dinheiro traz?

  27. Caio Cardoso Postado em 29/Dec/2013 às 01:18

    Só tenho uma palavra pra isso: MENTIRA. Absolutamente impossível viver sem um centavo de NINGUÉM.

  28. Raquel Cletsa Postado em 03/Jul/2014 às 19:03

    O pessoal criticou um monte, o cara pode usar alguma tecnologia, mas entre mil que existem hoje, já é um progresso de independencia do dinheiro e do capitalismo sim, mas a principal intensão dele ficou clara que é buscar seguidores, então alguns sacrifícios como a publicação de um livro e o gasto sustentável dele assim com o uso de um computador e da internet, valem a pena pois são ferramentas que trarão um custo contar o que ele esta "pregando" mas trará muito mais seguidores que deixarão de destruir grande parte da natureza, é o famosos "custo beneficio"!.