Redação Pragmatismo
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Geral 29/Oct/2013 às 18:04
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Humanos são a única espécie a cometer suicídio?

Humanos são a única espécie que comete suicídio? Quando se fala de suicídio, pode ser muito difícil diferenciar um ato ousado de um acidente, inclusive em humanos

suicídio humanos
Pode ser difícil diferenciar um suicídio de um acidente (reprodução)

Se definirmos o suicídio como fazer algo deliberadamente para acabar com a vida, então há vários exemplos.

As abelhas nos picam apesar de morrerem logo depois. Algumas espécies de pulgões se cobrem de um fluido açucarado, o que faz com que ele grude em seu predador, a larva da joaninha, mesmo que isto resulte na morte dos dois.

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Mas estes são exemplos de sacrifícios altruístas, para proteger a colônia.

Para que seja um suicídio, o principal motivo do animal deveria ser simplesmente fugir do sofrimento, mais do que dar a vida nobremente por uma causa que supera o indivíduo.

Para nós, isto é quase impossível determinar.

Os ratos infectados com o parasita Toxoplasma gondii perdem o medo dos predadores, os gatos.

O parasita evoluiu para causar este efeito, pois os gatos são seus principais hospedeiros. No final, o Toxoplasma gondii se beneficia ao acabar no intestino dos felinos.

Chamar o comportamento dos ratos de “suicida” é um exagero, pois o rato não está atuando completamente de acordo com sua vontade.

No entanto, um estudo de 2013 do Imperial College de Londres descobriu que pode haver uma ligação entre a infecção Toxoplasma gondii entre humanos e a esquizofrenia.

Se aceitamos que as pessoas que sofrem com problemas mentais podem cometer suicídio, porque não aceitamos suicídio entre ratos?

Quando se fala de suicídio, pode ser muito difícil diferenciar um ato ousado de um acidente, inclusive em humanos.

Contudo, se aceitamos que alguns animais podem sofrer depressão ou outras doenças mentais, seria razoável supor que isto poderia levar ao suicídio.

BBC Focus

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Comentários

  1. Juniperos Postado em 30/Oct/2013 às 09:48

    Somente os humanos refletem como humanos ponderando de forma dramática sobre a (própria) vida e a (própria) morte. Esse pensamento que atua de forma reflexiva leva a comportamentos variados e não pode sequer ser descartado como um dos pontos que podem levar alguém ao vegetarianismo: “tenho pena de causar morte a outra criatura sensiente, portanto evito causar-lhe morte, direta ou indiretamente”, fato que contraria o DNA, as vantagens onívoras e até a dentição humana. O vegetariano abre mão dessas coisas por um ideal pessoal, e também pode o humano refletir sobre a própria vida: o desejo de preserva-la ou de acabar com ela, se julgar o fim, menos ruim que a existência. Animais não complexos não conseguem refletir sobre si mesmo como humanos, nem divagam filosoficamente sobre a própria existência, mas podem sofrer como qualquer outra criatura. No entanto a máxima de seu gene grita até o ultimo segundo de sua vida: sobreviva, a qualquer custo. Morra somente quando o coração parar por motivo externo. Viver desesperadamente parece o preceito básico da vida em geral, ou quem sabe isso bata com a teoria do “gene egoísta”. Seria o suicídio humano, uma rasteira em seus genes? Isso é um mistério. O sofrimento de um suicida pode estar acontecendo nesse momento e nós não podemos ver, e ele provavelmente se matará escondido, buscando um pequeno alivio no meio de tanta tristeza, amargura e medo. Dizem que somos 95% parecido com um chimpanzé, (animal que eu não saiba que comete suicídio), logo poderíamos dizer que somos 95% chimpanzé, de certa forma e 5% não-chimpanzé, ou 5% legitimamente humanos, como tanto nos gabamos. Será que toda essa inteligência vale a pena se ela vier atrelada a tanta tristeza, a ponto que se querer tirar a vida de outrem e de si?

  2. Diddo Braga Postado em 30/Oct/2013 às 12:02

    "Algumas espécies de pulgões se cobrem de um fluido açucarado, o que faz com que ele grude em seu predador" Achei demais... isso sim é um exemplo de sacrifício altruísta, para proteger a colônia.