Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 18/Oct/2013 às 09:41
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Aécio diz que Marina adota discurso do PSDB

"A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. Vejo que há uma aproximação do discurso", afirmou o presidenciável tucano Aécio Neves

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Aécio Neves afirma que Marina Silva usa o mesmo discurso do PSDB (Foto: ABr)

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considera alinhado o discurso do PSDB com o da ex-senadora Marina Silva, do PSB. Em coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira 16, em Brasília, o presidenciável tucano afirmou que o “tripé macroeconômico” defendido pela ex-ministra nesta semana é um “discurso histórico” do PSDB.

“A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. A flexibilização dos pilares macroeconômicos é uma das razões do baixo crescimento da economia hoje. Vejo que há uma aproximação do discurso da Marina com aquilo que o PSDB vem pregando. E no Congresso, da mesma forma”, disse Aécio.

O tucano também concordou com a declaração de Marina dada em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, de que a presidente Dilma Rousseff é “chantageada pelo Congresso”. “Não sei se o termo é esse, mas ela hoje age absolutamente pressionada pela sua base”, afirmou Aécio. “Ela não lidera, ela é conduzida pela sua base no Congresso Nacional”, completou.

Leia abaixo as declarações do senador, também sobre outros temas:

Leia também

Sobre declarações dadas pela ex-ministra Marina Silva.

A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. A flexibilização dos pilares macroeconômicos é uma das razões do baixo crescimento da economia hoje. Há um retrocesso na condução da política econômica, e o PSDB tem dito isso de forma incessante ao longo de todos esses últimos anos, inclusive alertando o país para isso.

Vejo que há uma aproximação do discurso da Marina com aquilo que o PSDB vem pregando. E no Congresso, da mesma forma. Aquilo que se intitulou chamar de governo de coalizão, nada mais é que um governo de cooptação, onde os partidos políticos barganham e servem apenas a um projeto de poder.

O PT abriu mão há muito tempo de um projeto de país para se contentar, única e exclusivamente, com um projeto de poder. Isso está muito claro. Tenho certeza que uma eventual candidatura do PSB nasce exatamente por essa visão muito semelhante à nossa, de que esse ciclo de governo do PT, em beneficio do Brasil, tem que ser encerrado. A presidente se submeteu, sim, às piores práticas aqui no Congresso.

A presidente está sob chantagem?

Não sei se o termo é esse, mas ela hoje age absolutamente pressionada pela sua base. Ela não lidera, ela é conduzida pela sua base no Congresso Nacional. Por isso, há uma dissonância, uma distância muito grande entre a pregação e a prática da presidente. O aparelhamento da máquina pública hoje é vergonhoso. Não só pelo número acintoso de ministérios. Isso é o símbolo de um governo aparelhado, desqualificado, em praticamente todas as áreas. O resultado é esse, um baixo crescimento, ineficiência gerencial enorme, que transformou o Brasil nesse grande cemitério de obras inacabadas.

Sobre a presidente entregar casas sem água e sem luz.

É triste para um país como o Brasil. Não temos uma presidente com a agenda de presidente. Temos uma presidente com agenda de candidata. O que temos na verdade, no fundo, é uma candidata no lugar da presidente. As suas movimentações são todas na busca de um segundo mandato.

A grande questão, a grande pergunta que tem de ser feita: para quê um segundo mandato? Para eternizar os amigos no poder? E o Brasil? O Brasil está ficando no final da fila. Acabo de chegar de um grande evento internacional e as expectativas em relação ao Brasil são as piores. Não há mais confiança em relação à gestão da política econômica brasileira. Não há mais confiança em relação à capacidade do governo de criar infraestrutura necessária para a retomada do crescimento. A agenda do crescimento, da geração de empregos, da refundação dos pilares macroeconômicos que nos trouxeram até aqui é uma prioridade para o PSDB. Isso que eu vou conversar agora com a nossa bancada na Câmara dos Deputados e estou muito confiante de que este ciclo de governo do PT, em benefício do Brasil, vai se encerrar.

Sobre declaração da presidente Dilma que candidatos têm de estudar.

Acho que é uma declaração em razão da sua própria experiência. O fato de ter sido ungida à Presidência da República sem ter tido qualquer outra experiência mais importante na gestão pública trouxe este resultado. Mas eu concordo. Todos nós temos de estudar, temos de nos preparar. A vida é um aprendizado permanente. Triste são aqueles que, no meio da caminhada, acham que já sabem tudo. Esses são um perigo. No meu caso, e acho que em todos os outros, a busca do aprendizado é algo permanente. Até o último dia da minha vida quero estar aprendendo alguma coisa.

Sobre a orientação ao PSDB na reunião de quarta

É uma conversa entre companheiros. O PSDB tem uma proposta para o Brasil. Uma proposta clara, da retomada do crescimento, da geração de empregos, da reinserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção, dos avanços nas políticas sociais. Essa é a cara do PSDB. E estamos muito felizes, porque há um partido hoje absolutamente motivado, mobilizado e um Brasil carente dessa agenda. O que percebo a cada instante é que esse ciclo de governo do PT caminha para o seu encerramento. Não temos mais, infelizmente para o Brasil, uma presidente da República com uma agenda presidencial.

Temos uma candidata a presidente em campanha permanentemente. O resultado para o Brasil, infelizmente, é muito ruim. Acabo de chegar de um grande evento internacional e a percepção dos investidores, que são essenciais para o Brasil retomar o crescimento ao qual me referi é a pior possível. Não há mais confiança em relação a investimentos no Brasil, não há segurança jurídica para se investir no Brasil. E as próprias políticas sociais que foram o grande carro chefe do governo do PT mostraram também esgotamento. O PNAD de poucas semanas atrás mostra que o incrível aconteceu. O analfabetismo voltou a crescer no Brasil. E a presidente da República teve que ir em Nova York fazer uma agenda para pregar aquilo que haviam pregado 15 anos atrás, o respeito aos contratos para buscar atração de investimentos.

Esse ciclo de governo do PT encerrou-se e é muito importante que o PSDB se posicione com absoluta clareza para apresentar uma nova agenda. Essa reunião é uma etapa importante para que possamos dar visibilidade e clareza a essa nova agenda que, repito, passa pelo crescimento, pelo avanço dos programas sociais e pela reinserção do Brasil no mundo.

Brasil 247

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 18/Oct/2013 às 10:30

    Não é ato que a apelidaram de Tucarina.

  2. Juniperos Postado em 18/Oct/2013 às 12:59

    Sabe, nessas horas, eu penso no Éneas.

  3. renato Postado em 18/Oct/2013 às 15:54

    É só o discurso, e está difícil para ela decorar. Poque haja boa vontade para entender o que diz, quando você pensa que completou a frase, pronto lá vem mais do mesmo. Daí fico nervoso, porque penso que são os meus, neurônios que estão a brincar comigo.

  4. Maria Aparecida Jube Postado em 20/Oct/2013 às 15:48

    O evento internacional importante que o aébrio fala é o que ele foi falar mal do Brasil? Estava desvalorizando para que se eleito, Deus livra e guarda o Brasil, entregar nossas riquezas a preço de banana podre.

  5. Janaina Postado em 21/Oct/2013 às 09:07

    Prestem atenção nesta fala: "A grande questão, a grande pergunta que tem de ser feita: para quê um segundo mandato? Para eternizar os amigos no poder? " Mas não foi o FHC do PSDB quem começou com essa história de segundo turno..que hoje dizem que foi a base de propina e tráfico de influência? Aécio está mordendo a mão que lhe serve?

    • Thiago Teixeira Postado em 21/Oct/2013 às 13:01

      Político é assim, enterra o passado e age no presente para conseguir votos, pois ainda acreditam que o povo esquece ou que não existe arquivos na internet a disposição para a população apreciar e se informar e ter um histórico das figuras públicas.