Redação Pragmatismo
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Cultura 06/Sep/2013 às 15:56
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Eduardo Nunomura, Farofafá

Tese de doutorado sobre a "degeneração" da música brasileira

Estudo acadêmico parte do forró eletrônico para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. "Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do forró e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural"

A música brasileira está decadente – sans élégance. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma frase como essa. Refine o gênero, e as frases continuarão a fazer sentido para muitas pessoas. O funk, o sertanejo, o forró, o pop, todas as músicas consumidas pelas massas não prestam.

Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O pesquisador defende que o gênero preferido entre os nordestinos faz parte de uma engendrada indústria cultural, por meio da qual são criadas e sustentadas formas de dominação na produção e na audição desse tipo de música.

aviões do forró música brasileira
Banda Aviões do Forró – (Foto Divulgação)

Segundo ele, quando uma banda de forró eletrônico recorre a canções de temática fácil, na maioria das vezes ligadas à busca de uma felicidade igualmente fácil, ela está criando mecanismos para a formação de um sistema de concepção e circulação musical. Nele, nada é feito ou produzido por acaso. Tudo acaba virando racionalizado, padronizado ou massificado.

O ideal de uma vida festeira, regada de uísque, caminhonete 4×4 e raparigas (mulheres) é hoje um símbolo de status e prestígio para muitos dos ouvintes. Ninguém quer ficar de fora da onda de consumo. Numa das partes da pesquisa, Costa analisou o conteúdo das letras dos cinco primeiros álbuns da banda Garota Safada e descobriu que 65% das músicas falam de amor, 36% de sexo e 26% de festas e bebedeiras.

“Parte expressiva das canções de maior sucesso veicula a ideia de que a verdadeira felicidade acontece ‘no meio da putaria’, ou seja, nos momentos de encontros com os amigos nas festas de forró”, escreveu Costa. “Não se produz determinada música acreditando plenamente que se está criando uma pérola de tempos idos, mas sim um produto para agradar em um mercado competitivo muito paradoxal: deve-se ser igual e diferente concomitantemente.” Ou seja, a competitividade do mercado induz à padronização dos hits.

“O que move o cotidiano é isso mesmo: sexo, amor, prazer, diversão. O forró e quase toda música popular sabem muito bem usar desse artifício para mover suas engrenagens”, explicou Costa. “Não é por acaso que as relações sexuais são tão exploradas pelas canções de maior apelo comercial a ponto de se tornarem coisificadas à maneira de clichês industriais.”

REFERENCIAL TEÓRICO

Outros gêneros musicais também recorrem a estratégias semelhantes. O forró eletrônico consegue se diferenciar dos demais ao dar uma roupagem de “nordestinidade”, criando a identificação direta com o seu público. Mas o objetivo final de todos é proporcionar diversão. O problema, segundo Costa, é que “se vende muito pão a quem tem fome em demasia”.

Costa baseou sua pesquisa no referencial teórico de Theodor W. Adorno, um dos ideólogos da Escola de Frankfurt. O pesquisador procurou atualizar o conceito de indústria cultural a partir da constatação de que as músicas do forró eletrônico são oferecidas como parte de um sistema (o assédio sistemático de tudo para todos) e sua produção obedece a critérios com objetivos de controle sobre os efeitos do receptor (capacidade de prescrição dos desejos).

O pesquisador recorreu ainda a autores como Richard Hoggart, Raymond Williams e E.P. Thompson para abordar o gênero musical a partir da leitura dos estudos culturais (a complexa rede das relações sociais e a importância da comunicação na produção da cultura), que dialogam com outro conceito anterior, o de hegemonia, de Antonio Gramsci. Pierre Bourdieu também serve de referencial teórico.

Ao amarrar essas teorias, o pesquisador argumenta que o público consumidor de músicas acaba fazendo parte de esquemas de consumo cultural potentes e difíceis de serem contestados. Neles, até o desejo acaba sendo imposto. Em entrevista a FAROFAFÁ, Costa exemplifica esse fato com a atual “cobrança” pelo consumo de álcool, onde a sociabilidade gira em torno de litros de bebidas.

“O que se bebe, quanto se bebe e com quem se bebe diz muito acerca do indivíduo. O forró não é responsável por isso, mas reforça.” Para o pesquisador, o consumo de bebidas se relaciona com a virilidade masculina, que, por sua vez, se vincula à reprodução do capital.

“Não reconheço grande valor estético (no forró eletrônico), mas considero um estilo musical que consegue, em ocasiões específicas, cumprir o papel de entreter”, afirmou. O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

Para cobrir essa lacuna sobre o gênero que iria pesquisar, Costa entrevistou nomes como Cavaleiros do Forró, Calcinha de Menina, Balança Bebê eForró Bagaço. O seu objetivo foi esquadrinhar desde uma das maiores bandas de forró eletrônico do Rio Grande do Norte até uma banda do interior que mal consegue fazer quatro apresentações por mês e cobra em torno de R$ 500 por show.

É dentro desse contexto de consumo de massa de hits que nascem e morrem, diariamente, pelas rádios e carrinhos de CDs piratas, que prevalece o forrozão estilo “risca a faca” e “lapada na rachada”, para uma população semiformada (conceito adorniano de Halbbildung), explica Costa. Sobra pouco ou nenhum espaço para nomes consagrados do gênero.Entre os extremos de quem ganha muito e quem mal consegue sobreviver com o forró, o professor constatou que o sucesso é um elemento em comum, e algo difícil de ser obtido. Depende de substanciais investimentos financeiros e também do acaso – ter um hit pelas redes sociais ajuda. É por isso que Costa afirma que Aviões do Forró e um forrozeiro tecladista independente estão em lados completamente opostos, mas ainda têm algo basilar em comum: a indústria cultural.

Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do gênero e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural. “A competição é desigualmente assimétrica para o grande Lua. O assum preto gonzagueano, nesse sentido, bateu asas e voou.”

Costa diz não ser um pessimista ou só um crítico ferrenho do forró eletrônico. Tampouco que tem pouca esperança de que a música brasileira seja apenas uma eterna engrenagem da indústria cultural. Ao contrário, é dentro dela própria que ele vê saídas para o futuro da produção nacional. “Se vejo alguma possibilidade de mudança pode estar justamente nesses estúdios caseiros de gravação de CDs, nas bandas de garagem, no funk das periferias, no tecnobrega paraense. Não afirmo que a via é essa, mas que é um devir, uma possibilidade que pode não ir para além do sistema, mas minar algumas de suas bases”, concluiu.

Confira aqui a Tese de Doutorado na íntegra

Eduardo Nunomura – Farofafá, CartaCapital

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Comentários

  1. Amanda Postado em 06/Sep/2013 às 17:40

    Esta década está sendo marcada pela "música ostentação", na qual um estilo de vida é vendido através dessas canções de batida contagiante ( Não nego que o ritmo é bom). Marcas de carro, roupa, bebida e, claro, a mulher gostosa, são colocados como elementos imprescindíveis na obtenção da tal felicidade. E o pior, essas imbecilidades são consumidas em massa, e, as ideologias contidas nelas são empurradas goela a baixo, sem a menor crítica. Embora eu admire extremamente a música regional e sua capacidade de adaptação ( sim, eu falo do forró eletrônico), não consigo aceitar suas letras pobres... Ah, hoje sinto falta até dos forrós cafonas dos anos 90, que mesmo não tendo toda a graciosidade da Bossa Nova ou de outros movimentos musicais, falavam de amor de um modo que não o coisificava.

    • Francisco Alves Postado em 07/Sep/2013 às 10:39

      quantas saudades dos anos 80!!! onde o forró que se ouvia era o de seu Lua,Dominguinhos,trio nordestino,Amelinha,Elba e Zé Ramalho,(alguns forrós),Alcimar Monteiro,Jorge de Altinho.ah!, quanta saudade!

      • Junior Postado em 11/Sep/2013 às 14:24

        Francisco, Você resumiu bem: "Saudade dos anos 80". Em todos os níveis musicais essa década foi marcante pela qualidade das músicas e artistas. Depois dela as coisas só foram piorando e hoje estamos em um nível tão ruim de músicas, artistas e cultura do povo, que realmente faz muita falta a tão maravilhosa década de 80. Esperamos por dias melhores! :(

      • Joran Tenório Postado em 25/Apr/2014 às 23:00

        Concordo! Inclusive tive um amigo que tem o mesmo nome teu: Francisco Alves. Mudou-se para o Rio, e foi servir na Marinha de Guerra do Brasil, como fuzileiro naval. Há mais de duas décadas que não tenho notícias do meu amigo "Francisco Alves". Saudades do velhos e bons forrozeiros. Atualmente a batida é uma só: apelação sexual! Abç

    • Thiago Melo Postado em 07/Sep/2013 às 13:37

      Concordo em tudo, as músicas dos anos 90 eram pelo menos confortáveis! hoje são ridículas, incentivam a beber e sair dirigindo com as "raparigas" ao lado...e essabandas ridículas ganhando fama e dinheiro em cima dos que tem má formação na personalidade.

    • Tiago Postado em 08/Sep/2013 às 09:24

      Parabéns pelo comentário

    • Caio Postado em 08/Sep/2013 às 10:45

      Hipocrita, bossa nova foi um estilo de alieanado playboy, se for em suma, não é de nossa cultura contestar e existir. Apenas esquecer da vida pelo cotidiano pacato e previsivel.

      • Andre Postado em 08/Sep/2013 às 18:21

        Exatamente, Caio. A BURGUESIA NÃO ACEITA VER QUE A PERIFERIA TAMBÉM PRODUZ SUA CULTURA!

      • lEANDRO Postado em 09/Sep/2013 às 11:32

        Na verdade nem a grande parte da periferia entendi que musicas produzidas,para expressar;luxo,carência,ostentação,maxismo, e etc.fazem parte de seu cotidiano,sou da periferia e não escuto forró eletronico escuto Luiz gonsaga,a Bossa Nova é um estilo inspirado no samba, que conta historia e está além das classes sociais porque é arte,forró eletronico e demais estilos são inspirados em

      • Diogo Postado em 11/Sep/2013 às 12:21

        A Bossa Nova tem os seus defeitos, mas temos que levar em conta que nem toda música deve ser de contestação e/ou protesto. Esquecer da vida não é a única outra opção ao protesto. A música pode ser uma forma de contemplação, de exaltação da vida de uma forma artística. O que acontece com parte da música "popular" brasileira hoje é justamente que a lógica por trás dela não é mais a da música, não é mais focada no fazer música ou na apreciação, mas sim no COMÉRCIO. A música hoje existe para se vender, para vender o "músico" por trás dela (que nem precisa mais ser músico) e pra vender cerveja e camisinha. Vide a "nova estrela" da música, Anita, que já transformou seu "grande sucesso" em jingle de camisinha. Nem tudo que vem da periferia é ruim, pelo contrário - há muita coisa boa que pode vir de lá. Mas nem tudo que vem da periferia deve ser considerado importante, assim como nem tudo que vem da zona sul deve ser considerado válido. Nesse sentido, não tem café-com-leite: tratamento igual. Não é porque vem da periferia que a gente deve deixar passar porcaria. Forró eletrônico, sertanejo universitário, funk do morro, axé, bossa nova, tropicália, rap, heavy metal, seja o que for - tudo isso é parte da cultura. Nem por isso é necessariamente BOM. Nem é implicitamente isento da lógica do comércio.

      • joao Postado em 16/Nov/2013 às 10:59

        Andre, então que produza punk porque pelo menos fala da condição de pobreza e não fica venerando o que os ricos fazem.

      • luciano Postado em 06/Jan/2014 às 15:43

        poser.. Só pq é de playboy é ruim? Poser!!

      • francisco wanderson Postado em 23/May/2014 às 11:52

        André, Produz sua cultura, rsrsrsrs, enquadro e diminuiu mais ainda a turma.

    • Manoel Neto Postado em 09/Sep/2013 às 15:45

      ótimo comentário, parabéns. Comungamos do mesmo pensamento.

    • Diogo Postado em 30/Sep/2013 às 22:45

      É melhor ouvir um forró com letra de bebedeira contagiante... Do que ouvir e ver certas festas de bailes Funk. ond a pornografia é livre. " Rock ning entende nada e ainda causa muita violencia..

    • MARCIO JOSÉ DE LIMA Postado em 21/Oct/2013 às 22:42

      ESSA DÉCADA ESTÁ PERDIDA, NÃO TEM COMO OUVIR ESSES FORRÓ, ISSO NÃO É MÚSICA, ISSO É UMA ZOADA. OS CARAS CANTAM MAL, DANÇA MAL, COMPÕEM MAL, TUDO É MUITO RUIM, UMA BOSTA.

    • Anne Frank Postado em 15/Nov/2013 às 14:42

      Ai gente, que chororô. Não importa existir música ostentação com suas estruturas musicais simples e letras repetitivas. Não é essa a questão. O problema é que a indústria cultural é monocórdica e sectária. Hoje a gente ainda pode resistir porque, como disse o autor, a produção independente é mais demodrática. Mas o problema não está na produção, está na distribuição. A internet ajuda sim, mas não resolve porque o gosto é orientado pela industria de massa. Alguns vão se falar: "Ah, mas tem o Fora do Eixo, os festivais independentes". Se um artista depender do Fora do Eixo, ele morre de fome porque os caras querem ganhar dinheiro, mas não querem distribuir. A única forma de diversificar e democratizar a distribuição de música independente no Brasil é com política pública. Ponto final.

    • Stênio Postado em 06/Jan/2014 às 09:45

      forró nuca prestou sinto falta de gênios poetas como Renato russo e cazuza, nunca mas nunca mesmo nenhum "cantor' de forro chegara perto desses mitos

    • Halter Maia Postado em 05/Jul/2015 às 14:28

      Amanda, a letra de 'Minha Namorada' de Vinícius de Morais dizia literalmente:'Se você quer ser minha namorada .... tem que ser essa coisinha, essa coisa toda minha que ninguém mais pode ter' ...A Bossa Nova é responsável por imbecilidades poéticas tristemente memoráveis como 'Sentado na calçada de de canudo e canequinha, sa bum blec bum blim' ... O que eu sei sobre a indústria de produção musical (de que participei em certa medida) é que nos idos dos anos 60 eram produzidos 30 'compactos' por mês (uma música de cada lado), em tiragens mínimas de cerca de 3000 cópias, que eram em boa parte distribuidas nas rádios AM e FM para serem testadas. Só depois da resposta de público os compactos bem aceitos seriam impressos em grandes quantidades para distribuição (frequentemente consignada) nas lojas. Os encalhes eram derretidos e reusados nas produções seguintes. Um caso famoso: o LP 'Calabouço' de Sérgio Ricardo (sêlo Continental) havia sido proibido pela censura e os discos foram recolhidos das lojas. Esse evento coincidiu com o sucesso estrondoso do compacto do "Vira" dos Sêcos e Molhados. Muitas unidades do 1º LP deles (o da capa com as cabeças do grupo em pratos encima de uma mesa) foram produzidas com o material derretido do disco "Calabouço" . Isso ficou patente, quando pedaços do rótulo de 'Calabouço' apereceram incrustados no meio das faixas dos discos do Sêcos & Molhados... A industria fonográfica não faz a menor idéia de algo inovador que faça 'sucesso'. É tentativa e erro até hoje. E até hoje bandas de pífano fazem sucesso nas festas de largo sem nunca aparecerem na mídia...

  2. Marco Antonio Rodrigues Postado em 06/Sep/2013 às 18:14

    Acho besteira ficar com estas teorias banais. Prefiro entender que MÚSICA é uma linguagem universal, sem fronteiras.

    • Gobette Postado em 16/Nov/2013 às 21:06

      A última coisa que esse assunto pode ser chamado é de banal. Se não refletirmos, seremos meras ovelhas sendo levadas e influenciadas pela indústria musical. A música ela é uma linguagem universal, e a preocupação esta em qual a mensagem veiculada. Atualmente, os artistas de grande sucesso cantam músicas que veiculam mensagens banais. Já há algum tempo, a música deixou de ser uma expressão artística e se tornou um produto qualquer, com a simples e única função de gerar dinheiro. Além dessa tese, há um tempo atrás foi feita uma triagem e constatarem que a música vem perdendo qualidade, musicalmente falando. As melodias estão ficando mais simples e repetitivas.

  3. Marcos Postado em 07/Sep/2013 às 00:14

    A música brasileira de hoje é deprimente, principalmente o funk pedófilo, criminoso de ostentação.

    • Gabriela Barbosa Postado em 08/Sep/2013 às 10:52

      Pois é! E ainda tem gente que defende com unhas e dentes esses funks de sacanagem e apologia ao crime!

    • Depauster Postado em 08/Sep/2013 às 18:26

      Funk pedófilo?

      • cesar Postado em 09/Sep/2013 às 12:21

        Sim. Vc nunca percebeu que a maioria das letras de funk fala de novinhas?

  4. mateus Postado em 07/Sep/2013 às 00:38

    Adorno esta se revirando no caixao. Lamentavel

    • Eduardo Postado em 18/Oct/2013 às 19:59

      Você poderia nos premiar com a explicação desta afirmação?

  5. altair ahad Postado em 07/Sep/2013 às 08:26

    pior era da musica... tudo muito ruim!!

  6. Vinícius Postado em 07/Sep/2013 às 08:47

    Ele está certo sobre a industria cultural, que vende música, filme, filme, novela, reality show... tudo de forma enlatada para servir de consumo e lucrar com isso. No campo musical, as gravadoras ficaram temerosas com o fato que as pessoas podem baixar músicas e álbuns gratuitamente pela internet e apoiaram projetos de lei estadunidense como SOPA, PIPA e ACTA. Na minha opinião gravadoras não são mais necessárias, bandas como Radiohead disponibilizaram álbuns somente na internet. Venda de discos não enriquece o musico, mas sim a industria musical por trás dele, que cria patentes em cima do trabalho do música para continuar lucrando por uma música lançada a anos. Com o fim da industria musical um artista teria liberdade de fazer música sem uma empresa determinando o que ele deve fazer e como deve fazer, traria muito mais liberdade de criação Mas é preciso tomar cuidado com o dialogo apresentado nesta tese de doutorado para não hierarquizar a cultura, porque mesmo sendo totalmente comercial e enlatado, o forro eletrônico ou o sertanejo universitário não deixaram de ser cultura, e não existe cultura superior e inferior. Acho que por um lado a tese dele pode servir de base para a discriminação cultural.

    • luis Postado em 07/Sep/2013 às 23:49

      tudo é cultura, mas nem tudo é arte...

      • Felipe Lins Postado em 08/Sep/2013 às 06:00

        Mas ninguém sabe o que é arte. Só arrisca, limitando e definindo conforme suas próprias vaidades.

      • Vinícius Postado em 08/Sep/2013 às 09:03

        Concordo

      • Gilmar Loureiro Postado em 08/Sep/2013 às 14:58

        Se não for arte é cultura!

      • Vinícius Postado em 09/Sep/2013 às 12:08

        arte não deixa de fazer parte da cultura. Resumindo, toda arte é cultura mas nem toda cultura é arte.

      • daniel Postado em 09/Sep/2013 às 17:51

        nossa, felipe lins... essa sua frase poderia facilmente definir toda essa matéria e todos esses comentário. parabéns!

      • Frederico Curi Postado em 13/Sep/2013 às 23:58

        Excelente comentário!

    • Ricardo Rangel Postado em 08/Sep/2013 às 09:10

      Lixo é lixo. Essa estória de que contracultura também é cultura é conversa de acadêmico.

      • Raul Cornejo Postado em 08/Sep/2013 às 15:56

        Então vamos ver o que o Ricardo tem a oferecer como exemplos do que seja cultura e não seja definida por acadêmicos... eu estou curiosíssimo... e já aviso que doutrinação via cartilhas do CPC não vale, mesmo porque também foram academicamente construídas.

      • Gabriel B Postado em 09/Sep/2013 às 10:06

        e tu, ó grande Ricardo Rangel, sim tu, podes definir o que é e o que não é lixo!!! Ave Rangel!

    • Davi Postado em 08/Sep/2013 às 13:33

      "La cultura para los pobres no puede ser una pobre cultura." Jose Antônio Abreu

    • Maysa Postado em 08/Sep/2013 às 14:11

      Concordo! Embora não negue a massificação imposta pela industria cultural, senti uma certa dose de preconceito e de pessoalidade nos argumentos de quem estuda forró eletrônico se destacando como ouvinte de Nelson Gonçalves e Altemar Dutra. Além disso, são cultura todos os modos de fazer, de pensar, de agir de um povo.. O problema da massificação rasa de conteúdo e carente de desejos outros além dos prazeres do consumo não é obra apenas da industria cultural, pois ela trabalha e vende em cima do que já existe.

    • Manoel Postado em 09/Sep/2013 às 19:04

      Perfeito Vinicius....

  7. Rogério Postado em 07/Sep/2013 às 09:33

    É muito complexo esse tema. Particularmente não gosto de bandas de forró,porém é o pau que rola em qualquer lugar que se vá. Sou amante da boa música e dos cantores e intérpretes esquecidos pela a maioria das rádios.

  8. Heleno Postado em 07/Sep/2013 às 11:25

    Li certa vez que foi feita uma pesquisa (não recordo o país) que as letras das músicas tendem a ser mais engajadas em momentos de crise e ter letras mais fúteis em momentos de equilíbrio econômico. Daí lembramos de todas as músicas do período da ditadura e o rock com forte crítica social dos anos 80 principalmente com a Legião Urbana e comparamos com com a qualidade das letras dos anos 2000 em diante e essa pesquisa faz todo o sentindo...

    • Gustavo Postado em 09/Sep/2013 às 19:24

      Gostei da intervenção, Heleno. Mas fiquei sem saber o que pensar dos anos 90. Tempos de crise, mas também de Boquinha da Garrafa... Qual a sua opinião?

    • Camila Postado em 17/Sep/2013 às 16:07

      faz todo sentido!

  9. Roberto Pedroso Postado em 07/Sep/2013 às 11:25

    Esta tese serve de parâmetro referencial para analisarmos todos os movimentos musicais contemporâneos de apelo popular, a mesma tese pode ser aplicada para contextualizarmos o sucesso de bandas tecnobrega das duplas sertanejas(do famigerado sertanejo universitário) e do Funk.Triste constatação,os artistas populares somente repetem a receita de sucesso criada pelas grandes gravadoras, ou seja produzir lixo musical em escala industrial mera diversão alienada produzida para entreter as massas.

  10. Alberto Ceolin Postado em 07/Sep/2013 às 16:07

    O guitarrista Fredera ex som imaginário chama isso de devastação cultural. E é memo!

  11. Carlos Postado em 07/Sep/2013 às 21:39

    Apenas uma lembrança: Parece que sempre é culpa do Nordeste! Nunca ninguém fala sobre as musicas glorificadas e fascistas do pampa gaúcho e os baluartes tradicionalistas do sul e também nunca falam da musica gospel e a glorificação religiosa!!! E o domínio roqueiro que agitou toda a década de 80? E os eruditos que só sabem falar de música clássica chata! E a MPB e o discurso de palanque enfadonho. O problema musical ocorre em todo o Brasil! Concordo que parte da música produzida neste período está muito longe de ser um exemplo de evolução. Porém em nenhum momento na história mundial existiu uma música perfeita em qualquer tipo de cultura. Aliás, a música não é uma partitura de notas musicais posicionadas de forma harmônica, feitas para satisfazer o ego de uma pessoa ou grupo de pessoas, na tentativa de convencer o público que sua melodia é melhor que dos outros . Por fim, vence o artista que conseguir convencer o maior número de pessoas a seu favor.

    • André Tomasi Postado em 25/Oct/2013 às 19:18

      ~música clássica chata~ parei por aqui. Filho, vai estudar.

    • Gobette Postado em 16/Nov/2013 às 21:29

      Você leu coisa que não tem no texto. Sem complexo de inferioridade, por favor! Isso foi uma tese de doutorado, portanto, afunilou para o nordeste, que é onde o cara mora. Quem lê sem autopiedade e sem preconceitos, entende que essa tese vale pra todos os outros estilos. Qual o problema em fazer música exaltando a própria terra? Quem gosta da própria terra, não necessariamente está denegrindo as outras. A música gaúcha está indo pelo mesmo caminho do forró analisado nesse tese. A tchê music, em conteúdo lírico, é semelhante: bebedeiras, pegação na balada, etc. Música clássica não é chata? E se eu dissesse que forró é chato? Pois é, né? Então abaixa um pouco a bola, pois não é assim que funciona. Ninguém falou em música perfeita. A discussão é falta de qualidade. Estão matando a cultura regional aos poucos. Além disso, quem convence não é o artista, mas a gravadora, que impõe certas condições. Não goste de funk, mas veja a Anitta. Era funkeira e agora é cantora pop. Você acha que isso foi iniciativa dela? Claro que não! Por mais que eu deteste funk, é triste ver até que ponto a indústria musical pode influenciar o artista: lhe tiram a própria identidade.

    • Claudio Martins Postado em 12/Mar/2014 às 21:50

      concordo com você, Carlos. Além disso, é bem comum termos um olhar saudosista do passado, achar que a música, a arte, o esporte e até o comportamento humano era melhor, que o mundo era menos violento. Por isso, vemos constantemente pessoas tentando justificar com teorias importadas a superioridade de uma cultura em relação a outra.

      • Vitor B. Postado em 20/Aug/2014 às 10:45

        Muito bom seu comentário Claudio. O que se vê muito são pessoas exaltando os feitos passados e criticando tudo o que é novo, provavelmente com medo do diferente. Eu admiro e ouço musica e outros tipos de artes feitas no passado, porém gosto muito do que se produz agora. Pra finalizar vou citar um trecho de uma musica feita há algum tempo, porém que é atemporal: "Nossos ídolos Ainda são os mesmos E as aparências Não enganam não Você diz que depois deles Não apareceu mais ninguém Você pode até dizer Que eu tô por fora Ou então Que eu tô inventando... Mas é você Que ama o passado E que não vê É você Que ama o passado E que não vê Que o novo sempre vem". "Como nossos pais" - Elis Regina

  12. renato Postado em 07/Sep/2013 às 21:45

    eu escuto algumas musicas que me lembram meu passado. Eu escuto musicas que meus filhos ouvem. Quem não consegue escutar as musicas que escuto, vai ter que conviver com elas. E são ruins, nem meus filhos ouvem.

  13. netto Postado em 07/Sep/2013 às 22:44

    Cara muito boa tese,é a pura realidade,moro aqui no nordeste e já parei para analisar diversas letras de músicas de forró,que fazem total apelação a sexo,ostentação,bebida e etc ... contudo se ver que muitos jovens que escutam tais letras,saem bêbados com som no carro,tentam se parecer com o que as letras dizem ....

  14. Victor Postado em 07/Sep/2013 às 23:32

    Creio que o escritor dessa matéria jamais ouviu falar em Relativismo Cultura. Elitizar as músicas é um passo para a tola ostentação e ignorância. Não há música melhor ou pior, mas música que atenda a necessidade de seu público-alvo. Francamente...

  15. Felipe Augusto Postado em 07/Sep/2013 às 23:44

    Na sociedade do capital o lazer é uma mercadoria que potencializa a alienação. Na verdade, junto com a busca do lucro fácil em torno da juventude, temos também a disseminação de valores típicos de uma sociedade em crise. Nesse sentido, se por um lado constatamos o extermínio da juventude pobre das periferias, por outro, constatamos a captura ideológica por parte da juventude de classe média ao paraíso da alienação e da despolitização. É isso que o capitalismo tem a oferecer para nossa juventude.

  16. Michel Postado em 08/Sep/2013 às 00:00

    A tese elenca muitas verdades, conecta as mesmas de modo rigoroso, e evidencia o que fundamentalmente todos buscam, de uma forma ou de outra: sexo, amor, prazer e diversão, isso trabalhado pela indústria num contexto de ostentação e geração de ânsia por cada vez mais, numa alucinante montanha russa social que é, para muitos, "pseudo-consumista", onde o controle de massas é o objetivo fundamental para realimentar o processo em ciclos interconectados... MAS... essa nova indústria cultural (de fuga ou busca de algo diferente apenas) que se instalou preencheu (!!!) um GRANDE VAZIO de perspectivas de gerações , que se expressam de modo a se definirem serem notados, numa realidade que desestimula a evolução do indivíduo em prol da exploração descabida da excessiva e crescente mão de obra barata, em termos mais diretos; não critico pelos gêneros musicais (?), mas pelas razões que os permitem sobreviver, o que é o verdadeiro problema !

  17. patricia Postado em 08/Sep/2013 às 01:14

    Cara... É simples; tá todo mundo bêbado qdo escuta essas merdas, ou então coloca pra tocar no trabalho pq sabe q n vai prestar atenção. O mercado musical tá uma merda pq as pessoas pararam de ouvir música e passaram apenas a "escutar", ou seja, botar como som pra compor ambiente. Aí pode ser qq merda tocando q ng liga.

  18. Marco Alencar Postado em 08/Sep/2013 às 01:54

    Parece que eu deveria ter guardado o tema da minha monografia para o doutorado mesmo.

  19. Dora Postado em 08/Sep/2013 às 06:00

    Só gostaria de acrescentar que parti do forró eletrônico como indústria cultural na minha tese de doutorado em ciências sociais na UNESP de Araraquara (outubro/2012), para tratar da masculinidade na região Nordeste. De como esse estilo musical reforça um modelo de masculinidade baseado na dominação do homem sobre a mulher, na mulher como objeto de prazer do homem; modelo onde as relações entre os gêneros são assimétricas, hierárquicas, desiguais. Analisando canções de forró eletrônico, conclui que estas canções apontam para uma nova expressão da masculinidade tradicional, um “novo rapaz”, um homem que renova as atitudes masculinas tradicionais, mas que se recusa diante do poder patriarcal, ou seja, um homem que não quer assumir compromissos ou ter responsabilidades, que não quer ser provedor ou viver para o lar e que foge da intimidade. Por outro lado, gosta de festa, música alta, beber em excesso e, sobretudo, de mulheres; afirmando constantemente uma suposta masculinidade heterossexual, de cabra-macho.Ver em: http://portal.fclar.unesp.br/possoc/teses/Maria_Dores_Honorio.pdf

    • Yuri Chaves Souza Postado em 05/Nov/2013 às 18:22

      " para tratar da masculinidade na região Nordeste." [...]"afirmando constantemente uma suposta masculinidade heterossexual" Filha, e o mesmo discurso presente nso Funks cariocas e paulistas? Este MESMO discurso está presente também no sertanejão universitário goiano e interior paulista. Essa afirmação da masculinidade, do machão e tal não é só dos "nordestinos naturalmente machões e brigões descendentes de Corisco e Lampião" . Não, senhora. Acredito que seu texto foi bem escriito e fundamentado,para ter sido aprovado na banca, mas essa sua visão é muito sobre o homem nordestino é (e muito) limitada.

  20. Rubens Postado em 08/Sep/2013 às 07:18

    Achei meio saudosista, meio modernista dividindo tudo em alta cultura e baixa cultura. Além disso usa Adorno como referência. Tio Walter Benjamin mandou lembranças.

  21. geraldo caçapava Postado em 08/Sep/2013 às 08:22

    diante desses astros fabricados como gustavo lima, sorocaba,michel teló e outros tantos, não podemos esperar muito de nossa musica,pois como é tudo na vida o dinheiro fala mais alto, bem como a baixa escolaridade do pais, nos levão a este caos sonoro.

  22. Raicosta Postado em 08/Sep/2013 às 08:37

    O que interessa à produção musical hj é apenas vender. Esse é o fim em si mesmo e em escala industrial, como se fosse um produto descartável: usou, joga fora. Com isso, impossível ter qualidade, pq falta o mínimo de elaboração. Então pode até ser chamado de cultura, mas nunca de arte. Há a estratégia de juntar a imediatice com a bestialidade generalizada na sociedade atual. Basta perceber que hj não se admira a música com conteúdo de beleza, de análise conjuntural ou de contemplação do amor, pq esses temas estão esquecidos da maioria da população; a bola da vez é bebidas, mulheres, carros, som alto (desrespeito aos que estão próximos). Isso é o "máximo". E que venham os milhões!

  23. Alvaro Hanssen Postado em 08/Sep/2013 às 09:15

    Isso faz parte dos planos do governo e da midia, um povo sem cultura é mais facil de manipular.

    • Gildo Postado em 05/Jan/2014 às 23:48

      Falou tudo. Tanto o sujeito q canta quanto o q ouve esses lixos não sabe dividir 12 por 4, quanto mais o que um si bemol. Eta Brasil...

    • Renato Alvim Postado em 13/Aug/2014 às 23:33

      Claro.Por isso, nesse país, professor VALE MENOS DO QUE LIXO!Pois do lixo, ao menos algum se ocupam, reciclam.Quanto ao professor, quem quer saber?Povo ignorante, povo dominado.E fcilmente. E esse LIXO musical de hoje, faz parte disso.E dizr que "o pvo gosta, ele tem sua Cultura!".Ora todos sabem que quem comanda tudo é a Rede Esgoto de Televisão!Que é a maior cúmplice no processo de irreflexão que nos assola.E que nos devasta.O pior cego...

  24. Marcel Crates Postado em 08/Sep/2013 às 09:20

    A música se tornou ostentação porque nos últimos anos o brasileiro se tornou consumidor e não cidadão.

  25. ester spiazzi Postado em 08/Sep/2013 às 10:08

    Acho também que passa pelo poderio das gravadores, eles querem os seus lucros, e musica que faz com que a gente pense o retorno financeiro deve ser baixo, porque o público é menor. Mas nós temos um exemplo aqui no Paraná, um prefeito de uma pequena se cansou de tanta farra movida a musica ruim e bebidas, e criou o encontro do rock, o primeiro foi visto com desconfiança, mas hoje a cidade está na rota dos festivais nacionais, acho que políticas publicas na área da cultura pode trazer resultados .

  26. Caio Postado em 08/Sep/2013 às 10:42

    Funk é cultura brasileira minha gente, sejam ovelhas submissas desses g~eneros, é a industrialização da cultura, a arte é um PRODUTO!! A CULTURA EH O QUE VC CONSOME!!

  27. Murilo Postado em 08/Sep/2013 às 11:23

    Acho isso pouco preconceituoso.

  28. Davi Postado em 08/Sep/2013 às 13:27

    Concordo. Pra mim é simplesmente uma busca de dinheiro baseado na miséria do povo brasileiro. Quem sabe fazer uma musica mais ou menos acaba lucrando e subindo na vida. É oq eu chamo de "musica fast-food". É simples, pouco conteudo, mas satisfaz. E acho q o "forro eletronico" é oq menos retrata isso. Acho q o funk, o pop pobre, o pagode triste (de Salvador) é oq mais exemplifica como a música é decadente quando se trata em atender as massas. "A cultura para os pobres nunca pode ser uma pobre cultura." José Antonio Abreu

  29. luiz rodrigues Postado em 08/Sep/2013 às 14:22

    Tratei deste tema no Livro "Da Servidão à Liquidez" https://www.clubedeautores.com.br/book/147659--Da_Servidao_a_Liquidez

  30. mauro Postado em 08/Sep/2013 às 14:47

    Tem quem consuma estes lixos, então eles produzem cada vez mais!

  31. Andreza Barreto Postado em 08/Sep/2013 às 14:57

    Agora incitação ao sexo, bebidas e preconceitos viraram meros subprodutos da "industria cultural" moderna. Alguém avise para esse moço pra ele conferir as letras das inocentes marchinhas de carnaval de final do século XIX, inicio do século XX. ;)

  32. Leoni R Dantas Postado em 08/Sep/2013 às 15:01

    A mídia vive disso, a televisão brasileira vive disso... Vive do funk, do sertanejo eletrônico. A mídia vive da música sem nexo, sem criatividade, sem inteligência. Como é colocado no comentário do colega Roberto Pedroso: produzir lixo musical em escala industrial mera diversão alienada produzida para entreter as massas. Hoje eu vi no programa do SBT o apresentador Celso Portiolli falar que o rapaz que cantava funk possui um talento incomparável.... Depois dessa eu desliguei a TV e fui escutar Alpha FM.

  33. Renato Postado em 08/Sep/2013 às 15:06

    Musica boa chama-se: Limão com Mel

  34. Andrey Postado em 08/Sep/2013 às 16:13

    Talvez essa tendência isolacionista do meio acadêmico seja suficiente pra acabar com os traços mais fundamentais de sensibilidade humana de qualquer um. Tudo isso me entristece profundamente. Trecho da tese: "Contudo, a atualidade do conceito de indústria musical não permite romantizar a tal capacidade popular de resistência cultural. A pujança da indústria do entretenimento é alta e envolve os consumidores em esquemas sistêmicos poderosos. Nega-se o forró, mas consome-se o axé Bahia; nega-se o axé Bahia, mas escuta-se o funk; nega-se o funk, mas consome-se o tecnobrega; nega-se o tecnobrega, mas escuta-se algum pop-star norte-americano ou música de novela das 21 horas... O assédio é elevado e a fuga inibida." Vamos traduzir o que ele acabou de dizer em termos simples: "o povo precisa ESCAPAR de consumir essas merdas culturais e sociais, mas o assédio é elevado e a fuga é difícil. Só se você conseguir escapar de todo esse lixo é que você vai chegar na música de valor (que é a que eu escuto, beijos), e pro cidadão médio isso é quase impossível." Ele diz que não se pode romantizar a "capacidade popular de resistência cultural". Fazendo isso, está basicamente dizendo: "Eu sou um ser culturalmente e intelectualmente elevado, por isso ouço música 'boa'. Mas os pobres seres culturalmente limitados não têm capacidade de resistir aos apelos da dominação ideológica e ouvir músicas de bom gosto. É uma pena pra eles, por isso escrevi essa tese, pra que todos saibam que essa indústria é terrível e que o povo tem que escutar mesmo é música boa". Perceba esse trecho totalmente irrelevante da matéria do pragmatismo político: "O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra." Qual é a relevância de veicular o que o pesquisador ouve? Reforça ainda mais a sensação de que a super pesquisa de doutorado dele é opinião de mesa de bar, regada a prepotência e escrita em linguagem acadêmica. Eu fiz uma leitura rápida de alguns trechos da tese e tem coisas interessantes. A parte descritiva da pesquisa é excelente. A pesquisa de campo é fascinante. Mas toda vez que ele parte para as conclusões, você sente o cheiro de prepotência cultural e arrogância intelectual saindo por todos os poros da pessoa. As ações de uma indústria que constrói e tenta se aproveitar de determinadas circunstâncias culturais pra se beneficiar financeiramente, independente das consequências sociais disso, não são defendidas por mim. Mas a maneira certa de combater cultura é com cultura, não com pedantismo e arrogância intelectual. Se você acha que existem fundamentos objetivos pra definir o consumo de forró como algo degradante e o consumo de, por exemplo, bossa nova ou MPB como algo elevado e enriquecedor, você só pode estar precisando seriamente de um pouco de empatia e sensibilidade emocional.

    • Saulo Postado em 10/Jan/2014 às 23:46

      "(que é a que eu escuto, beijos)" = ri alto.

  35. Thiago Teixeira Postado em 08/Sep/2013 às 16:14

    Acho que não tem nada a ver. Gosto é gosto.

    • Dali Postado em 08/Sep/2013 às 21:46

      Sim. Cada um tem seu gosto, mas a mídia tmb contribui para incentivar/impôr o gosto num estilo musical. Quantas bandas de estilos diferentes (que não seja pagode, forró eletrônico e funk) vc vê na mídia?

  36. Paulo Postado em 08/Sep/2013 às 16:19

    Não sei se a música brasileira de hoje é pior que antes. Talvez o que toca nas rádios sim, mas penso que isso não é nada mais que algo bem subjetivo... Chama atenção, ao meu ver, que no nosso país se escuta música mal. Explico: aqui mesmo os nossos intelectuais, que lêem os grandes clássicos da literatura (Flaubert, Goethe...) e da filosofia (Nietzsche...), admiram os grandes pintores etc, no que concerne à música, não vai além do Caetano Veloso - que não é ruim, mas que comparado aos mesmos gostos da intelectualidade não significa muito...

  37. Adolfo Postado em 08/Sep/2013 às 18:11

    Equanto temos essa expressividade exacerbada de signos relacionados aos excessos do sexo, drogas etc, no Brasil são quase 700,000 pessoas com HIV. 30.000 novos caos todo mes. O Assunto é serio mas colocado para debaixo do tapete. Assim como o alcolismo está chegando em niveis alarmantes e corroendo todo um tecido social....hipocrisia dessa sociedade de merda.

  38. Romulo André Postado em 08/Sep/2013 às 18:26

    kkkkkkkk, olho esses comentários cheios de preconceitos, pois onde há preconceito a sempre a visão de uma só direção, a cultura pelo visto é aquela culta, aquela que veio dos padrões europeus, aquelas da igreja, e se fugimos desses padrões somos tachados de sem cultura, agora acho que falta mais leitura sobre esse assunto, e menos preconceito, todos vivemos em uma sociedade diferenciada, ainda mais no brasil que sua cultura é diversificada, temos varias identidades, falta menos preconceito e ter a mente mais aberta, pois é dificil vc enxergar algo olha apenas para uma direção.

  39. Joan Feitosa Postado em 08/Sep/2013 às 19:18

    o cúmulo da degradação musical...faz quadradim de 8, faz quadradim de 8, exploração sexual pura, ver uma menina de C´ pra cima rebolando mostrando a Xereca é ridículo, e pior passou agora pouco no Faustão, uma bixa fazendo o mesmo, e tem gente que acha lindo.

  40. Fernando Postado em 08/Sep/2013 às 20:11

    Pra dizer a verdade a musicas de hoje é de péssima qualidade, faça uma comparação dos anos 50 a 80 ainda ouvíamos perolas, a midia de hoje só coloca lixo nos nossos ouvidos, lamentável.

  41. Yuri Postado em 08/Sep/2013 às 22:52

    Nem toda a pressão cultural do mundo vai me fazer largar meu Black Metal underground com os meus amigos. Essa industria do fast music é uma engrenagem insana que quer a tudo engolir.

  42. Felipe Leite Postado em 08/Sep/2013 às 23:06

    Na sociedade do capital o lazer é uma mercadoria que potencializa a alienação. Junto com a busca do lucro fácil em torno da juventude, temos também a disseminação de valores típicos de uma sociedade em crise. Nesse sentido, se por um lado constatamos o extermínio da juventude pobre das periferias, por outro, constatamos a captura ideológica por parte da juventude de classe média ao paraíso da alienação e da despolitização. É isso que o capitalismo tem a oferecer para nossa juventude.

  43. Beatriz Postado em 08/Sep/2013 às 23:35

    Eu acho que ele pode falar tudo o que quiser de indústria cultural, mas não entre em questões estéticas. A opinião pessoal de alguém não é critério pra justificar uma tese de doutorado. Poder-se-ia ter feito um trabalho semelhante com a indústria cultural por trás da música erudita, mas resolveu-se atacar o forró porque ele é considerado pelo autor "música de segunda categoria".

  44. EURIVALDO SILVA Postado em 08/Sep/2013 às 23:52

    A CULPA E DA MIDIA QUE ABRE ESPAÇO PRA TUDO QUE NAO PRESTA , EM RELACAO AO ASSUNTO AS BANDAS DE FORRO EM SUA MAIORIA TOCAM TUDO MENOS FORRO , MAS DE UM MODO GERAL A POBREZA MUSICAL ESTA ESTAMPADA NO RADIO E NA TV , E O PROCESSO DE IMPURROTERAPIA

  45. Hadassa Postado em 09/Sep/2013 às 01:29

    Essa discussão sobre o valor cultural e artístico colocado em certas manifestações musicais permeou boa parte dos últimos séculos. Ao contrário do que se acredita, os concertos de música erudita nem sempre foram nos moldes de hoje, onde um grupo seleto de pessoas vai em trajes adequados admirar as melodias ali interpretadas, por muitas décadas os concertos foram local de balburdia, onde as pessoas de diferentes classes iam para comer, namorar, conversar, gritar quando a música ficava excitante etc. A música sempre serviu para o homem manisfestar-se de alguma forma, e considerando que este possui um lado depravado, sedento por prazer e nenhum pouco elegante, logo, existe músicas que falam sobre isso. Assim como as velhas dores de cotovelo e todos os clichês românticos. A indústria potencializa isso, induz, mas a existência dela não é o fator preponderante a nada. Curioso mesmo é a disposição das palavras, enquanto num MPB você canta "Se acaso me quiseres sou dessas mulheres que só dizem sim", num reggaeton canta-se "Piri-pi-piri-piguete". Sexo por sexo, prazer por prazer, tudo isso é marca registrada da música ao longo das décadas, mas de fato, é melhor ser um objeto na letra de Chico Buarque. Cada um escute o que julgar melhor e deixem os outros fazerem o mesmo.

  46. Claryce Postado em 09/Sep/2013 às 08:56

    Dizer que bossa nova era musica de playboy eu acho que esse ai nao entende de nada mesmo , a bossa nova foi criada por estudantes que moravam em apartamentos muito pequenos e que eles passavam a noite cantando baixinho para os vizinhos nao escutarem , coisa que quem vem do forro de lata e do fank e outros ritmos nao fazem mais porque hoje quando mais som e quanto mais encomodar os vizinhos melhor , eu cantei em banda de forro por muitos anos , devo confessar que certas musicas eu pedia as dançarinas pra cantar no meu lugar porque me recusava a cantar , o povo gosta de merda ,e sao poucos os que tem bom gosto musical mais cada cabeça um mundo to feliz to morando fora do Brasil aqui nao tenho a desfortuna de escutar musica ruim.Quantas vezes os bestas ficam idolatrando as bandas de forro e os musicos e cantores rindo deles , e eles nem sabem ,se bem que musicos ganhar bem com banda de forro dificil e em geral mais no forro aonde eu vivi muitos anos so quem ganha dinheiro ès os cantores depedendo de quem for , os donos de banda os musicos tem vez nao ....o povo fica inchendo o bolso deles de dinheiro pagando show e perdendo noite de sono ..e deixando eles ainda mais ricos perdi muita noite de sono cantando bons momentos em familia ....pra enricar o bolso dos donos de banda e dos empresarios e quem gosta de musica ruim nao tenho nada a dizer cada um com seu cada um , mais enquanto voces ficam vendo show de muitos deles eles estao rindo de voces kkkkkkk

    • Igor Muniz Postado em 26/Apr/2014 às 17:47

      Pois é. E tem OTÀRIO querendo defender essas porcarias para posar de herói. O dinheiro pra comprar um livro (que no Brasil é artigo de luxo, infelizmente) ninguém tem. Mas pra comprar ingresso em festa de "camisa colorida" é pá-pum! Triste Brasil que abandona sua arte real em nome de uma inclusão mentirosa, que na verdade aliena o pobre tirando dele o acesso a uma arte de fato enriquecedora.

    • Renato Alvim Postado em 14/Aug/2014 às 00:21

      Fui criado com A Bossa.Suburbano que fui (Lins de Vasconcelos) e que ainda sou (Tijuca, para muitos). creio que quem afirma que a Bossa veio de playbous Zona Sul é um completo ignorante.Sou músico, toco o que gosto.Mas parece que os pseudo-intelectuais acham que bom-gosto é preconceito.Repetam o que ouvem, sem refletir.E sem vivência para tal.A eles, meu desprezo!

  47. Vandervelde Postado em 09/Sep/2013 às 09:44

    Pensando na degradação da música atual consumida no Brasil e, principalmente, na Bahia, "garimpei" das minhas reminiscências um diálogo que mantive com o amigo músico/compositor/psicólogo Christian Mangue. Realmente, conforme afirmado pelo colega de melodia e ideias, o país vive uma crise de subjetividade. O "eu" do homem médio atual é um "rei sem trono". O povo vive reduzido ao consumismo exacerbado... os detentores dos meios de produção surrupiam a liberdade, a igualdade, redundando numa violência aos incautos, que vitimados pelo transe mesmerista, padecem viciados pelo ópio da ignorância. Para comprovar o que afirmo, entre diversos exemplos, basta "abrir os ouvidos" aos modismos musicais hodiernos. Assim, a título de reflexão, aconselho uma imersão no excerto do imortal Fernando Pessoa, que assevera: "O ideal do artista influenciador é alto na proporção em que ele tem consciência do seu mister, na proporção em que tem consciência do seu papel de influenciador de gerações futuras, e da sua missão de quem deve deixar perenemente aumentado o patrimônio espiritual da humanidade. Os poetas antigos tinham esta consciência; a decadência dela entre os modernos, substituída pela ânsia da popularidade imediata, apanágio finalista das artes inferiores, é um dos mais fortes sintomas da nossa degradação moral (espiritual). "

  48. Luiz Postado em 09/Sep/2013 às 09:46

    Texto elitista do caramba. Luiz Gonzaga já foi considerado "degenerado" também. Não se faz trabalhos acadêmicos pra ver se algo é "degenerado" ou não, isso é um simples juízo de valor, não é estudo. Ele vai se doutorar em que? Elitismo? Como estudioso da área das artes eu tenho vergonha desse tipo de estudo. Não vou nem entrar nas raízes racistas do termo "degenerado"...

    • Jonas Postado em 09/Sep/2013 às 10:34

      Ótimo comentário. E pelo jeito em nenhum momento foi citada a qualidade musical dos integrantes das bandas, que é inegável e impressionante em alguns casos. O "Bonde Do Forró" e o "Aviões Do Forró", por exemplo, tem instrumentistas tão virtuosos e criativos quanto muitos de outros de estilos elitizados, é só observar atentamente as linhas de baixo e de bateria para ver que o que os caras fazem não é nada fácil.

      • Júnior Postado em 10/Sep/2013 às 10:12

        Falou bem! Não atentam para a qualidade dos músicos. Por exemplo, você vai a um show do Aviões ou apenas escuta um cd de um show deles, e vai ao show de um desses sertanejos 'universitários' que cantam muito ruim e desafinado, não tem comparação na afinação da voz dos cantores, e é pq os caras de banda de forro fazem show quase todo dia e as vezes mais de uma vez por noite, em quanto os sertanejos mal fazem 4 em uma semana de apenas uma hora e meia no máximo!

      • Igor Muniz Postado em 26/Apr/2014 às 17:39

        Pergunte a eles se eles têm liberdade para compor ou só para arranjar. Há um abismo entre esses conceitos.

    • Igor Muniz Postado em 26/Apr/2014 às 17:42

      E você sabe o que é elitismo? Conheço gente pobre da periferia que escuta Angra, uma banda que teve dois maestros e mistura MPB de raiz com heavy metal e música clássica. Do outro lado, conheço gente que mora em bairro nobre que só escuta Pagodão e Sertanejo. Quem é elitista? Parem com esses cacoetes acadêmicos, parem de querer salvar o mundo, não gostar de um som comercial e fabricado não é ser fascista! E música ruim não é tão subjetivo como vocês querem impor.

  49. Inseto DaMata Postado em 09/Sep/2013 às 10:23

    Como falar de uma decadência sem analisar a historia da música popular por completo? E quanto ao contexto social de outras eras em relação ao da contemporaneidade? Então nenhuma dessas temáticas nunca foram massificadas durante a historia da música no mundo?Então a decadência se dá por uma mudança de motivação dos compositores na hora de produzir? O que os motivou em outras épocas? A busca da comunicação com o público é sinal de decadência e porquê? Como definir, quando se trata de cultura, a superioridade de determinadas produções?São questões interessantes e que a não foram citadas...

    • homosacer Postado em 10/Sep/2013 às 00:13

      É que Fernando Sor e Lacraia são relativos, não têm melhor nem pior neste mundo, obviedades aparte.

  50. Jonas Postado em 09/Sep/2013 às 10:25

    O cara faz um doutorado, provavelmente pago pelo governo, citando vários autores renomados, para concluir algo que todos já sabem e que pouco acrescenta. Em que mundo vocês vivem doutores elitistas? Há uma grande lacuna entre a realidade e a academia. É por essas e outras que a ciência não é levada a sério no Brasil.

    • Adinil Carlos Postado em 10/Sep/2013 às 11:19

      Meu caro, coisas que todos sabem está no senso comum e não foi sistematizado, é necessário sim um trabalho científico para que possa num futuro ser discutido e tido como referência em outros temas semelhantes.

    • Igor Muniz Postado em 26/Apr/2014 às 17:38

      Touché. Eles vivem na torre de marfim.

  51. josiel Postado em 09/Sep/2013 às 10:38

    Eu prefiro ouvir as musicas da decada. De oitenta que foi a melhor fase da.musica mundial que ouvir esse lixo de hoje dias é so pra analfabeto ouvir essas merdas de hoje nao sabe nem escrever uma letra que preste so pode nao tem cerebro como vai esvrever uma canção boa é o fim dos tempos as musicas de hoje dia so faz.influenciar as meninas virar bebe e uns otarios se achar que é rico tomando o wisk pegando carro alugado pra pegar as mulheres burrras manda elas casar com eles ver a realidade vao passar fome primeiramente quem é pley boy de verdade nao chega nem perto de forro e de funk kkkkk so for hmas antas metido play boy que vivem no mundo de bob

  52. Fabio Postado em 09/Sep/2013 às 11:45

    Sou um adepto do forró antigo, mas não esculacho as bandas atuais. Se não fossem elas o nordeste estaria perdendo o Forró e introduzindo músicas do sul-sudeste, tais como funk e sertanejo universitário. Ninguém iria querer ficar ouvindo pelo resto da vida Luiz Gonzaga, Flávio José e companhia. O povo quer renovação. Se não existissem bandas como Aviões, Garota Safada e Forró dos Plays, certamente teríamos os nordestinos recorrendo a Gusttavo Lima, Luan Santana, Anitta e MC Coringa. Portanto, analisem o que falam. Pra mim não tem nada melhor que um forró pé de serra ou um forró romântico (calcinha preta, limão com mel, gatinha manhosa, magníficas), mas sei reconhecer o valor e a importância das bandas atuais, independentemente das letras das músicas...

  53. Erica Postado em 09/Sep/2013 às 12:15

    Generalizando, existe uma diferença entre artes e cultura e a perversa utilização destas simplesmente para entreter e alienar quem consome, num círculo vicioso. Gostei de saber que tem surgido pesquisas em ciências humanas para tentar identificar e reverter essa situação no Brasil.

    • Renato Alvim Postado em 14/Aug/2014 às 00:12

      A pergunta que não quer calar é : "Porque a músicabrasileira mais ouvida no exterior é a Bossa-Nova? ".Dizer que a Bossa é música de elite me parece uma grande besteira!Vivi essa época.Fui criado no Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio.E depois me mudei para a Tijuca, onde vivo até hoje;Nunca fui play-boy! E fui criado ouvindo Bossa.Tocando Bossa,E Jazz, Samba, MPB.A Bossa também foi criada nestes lugares.Nada de elite financeira ou intelectual.Na cas, por exemplo, de Aluysio Porto-Carreiro, na Rua Jaceguay 27, onde rolavam noites e mais noites de BOA MÚSICA!De passagem por Nova Iorque, ao comprar uma guitarra numa loja, bastou experimentá-la, tocando Bossa, Samba. ouvi o vendedor ligar para um maestro de lá e dizer : "Maestro, vanha até aqui!Tem um brasileiro tocando aqui!". Pouco depois, chegou o mesmo e me ofereceu três contratos para la' tocar! Não digo isso para me jactar.Apenas para endossar o que digo.E no meu tempo, até o porteiro do edofício, cidadão comum, nem longe dessa propalada elite, aguardava ansiosamente pelo mais novo CD do Chico.Música de elite?Façam-me o favor!!!!!A mídia - palavra de colonizados, já que mídia vem do latim media, e poderia ser pronunciada como média.Ou então , meios.Mas eu acho que essa música de hoje, ao menos a vendida pela perversa media de hoje, é um LIXO!Povo mantido perversamente na ignorância, pelos políticos, é povo dominando!Educação é a saída.Intelectual é esse discurso onde TUDO é válido!O problema não é se a música é boa ou ruim, mas o fato de que APENAS ESSE tipo de música é vendido, entregue, difundido!Num país onde, além disso, apenas uma rede de televisão domina todo o mercado.Sempre contra o povo.E cujo lema é imbecilizar!E ouço e toco apenas o que gosto!Sou elitista?Discurso de intelectualóides, que pateticamente repetem o que escutam, incapazes que são de refletir!LAmentável...

  54. Fabiana Postado em 09/Sep/2013 às 13:58

    Nossa, realmente impressionada com a qualidade duvidosa desta tese de doutorado. Pra falar a verdade, achei uma merda. Porque além de elitista, o autor não cria nada de novo e sequer me parece (pois não li) que ele coloca em cheque o conceito de cultura. Ao contrário, reproduz o óbvio ululante através do mimimi dos teóricos de Frankfurt (coisa mais óbvia, mastigada e sem originalidade nos dias de hoje) que para sua época construiram um conceito que teve lá seu devido valor (o de industria Cultural). Mas sabido o que é e como funciona a industria cultural, é preciso ir além do senso comum afirmando que o que se faz é uma música com fins mercadológicos. Ora, isso todo mundo sabe desde os tempos de Mozart (que sucumbiu graças a industria cultural de seu tempo). Quero ver é o autor tentar entender os movimentos a "partir de dentro". É claro que deve haver razões mais profundas para que esta música seja feita e aceita. E isso, certamente não pode ser explicado pela "alienação" seja de quem ouve, seja de quem faz. Outro dia, alguém fez uma analogia brilhante por sinal, entre o funk produzido pelos jovens da periferia (em sua maioria negros e trabalhadores em serviços invisiveis) e a capoeira, atividade exercida pelos escravos em seu tempo livre. Nesse caso, a questão passa bem longe de simplesmente qualificar a musica como boa ou ruim,mas analisar porque e de onde vem essa música. Enfim, faltou me parece um pouco mais de senso critico e profundidade antropologica. Mas como não li, não posso afirmar com tanta convicçaõ. Só acho uma pena que os intelectuais reproduzam em seus trabalhos essa visão elitista e vazia.

  55. Gilmar Postado em 09/Sep/2013 às 18:28

    Lamento muito a conferência deste Título ao Sr. Professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em cima de um tema totalmente equivocado - “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, acho que faltou um pouco mais de atenção por parte de V. orientador, assim como, uma dissociação do que seja ARTE e CULTURA, além de todo um fator sociológico e neuricientífico que abrange todos os aspectos deste trabalho. V, intenção é merecedora de aplausos, porém seus conceitos e definições de elementos que envolvem a Música são equivocados e radicalmente mal aplicado, neste caso. Estamos aberto ao diálogo....

  56. Araujo Postado em 09/Sep/2013 às 19:14

    Basta colocar um chapel na cabeça e gritar que é musica sertaneja. Veja as musicas de Eduardo Costa e Zezé de Camargo e Luciano, gritam tanto que dói os ouvidos.

  57. Gesner Neto Postado em 09/Sep/2013 às 21:46

    Acredito que muito tem a ver com a identifcação que o povão tem com aquilo que é retratado nas letras: farras, ostentação, carrão, belas gatas. A massa quer isso, se identifica com isso, embora seja inatingível pra imensa maioria. É sonhar a vida desses artistas. Quem liga pra qualidade de músicas e letras hoje em dia? O importante é viver o momento, curtir o modismo até que este se esgote e a mídia encontre outra fórmula mágica de alienação coletiva. Não existe mais limite pra nada. Fala-se abertamente nas letras sobre todo tipo de abuso: violência urbana, pornografia gratuita, pedofilia, ostentação. Tudo isso num país em que a população reclama tanto da violência, mas no fim das contas acaba tornando-se até cúmplice dela.

  58. Gidiane Postado em 09/Sep/2013 às 22:19

    Ótima tese, é verdade o que foi explanado, as letras são pobres porque é o que o povo quer escutar sim. E isso ocorre em todos os ritmos musicais, no caso do forró, existem letras com um apelo romântico, mas as músicas que fazem mais sucesso são as com as letras mais "degeneradas", falo com conhecimento de causa, pois frequento festas de forró. Escuta as músicas "degeneradas" quem quer, pois existem muitos artistas com trabalhos musicais maravilhosos e letras no mesmo nível. Portanto, é questão de moda e gosto, é respeitar quem aprecia e quem quer ouvir um trabalho mais elaborado é só procurar, a internet está aí para nos facilitar esse acesso.

  59. Vergínia roth Postado em 10/Sep/2013 às 09:56

    CHICOGUIL é compositor de músicas lindas que nos reportam ao período mais criativo da MPB. A pesar da gravação ser amadora, é possível ouvir no youtube buscando por chicoguil. Minhas favoritas são Sou Zem, Canção de um Jovem morto, Todo mundo Quer Tudo de Bom, Tratos à Bola, mas vale a pena ouvir todas!

  60. Adinil Carlos Postado em 10/Sep/2013 às 11:14

    Semelhante a um estudo que fiz sobre o Sertanejo Universitário, vale a pena ver os 3 videos dessa série: Analise da musica sertaneja (harmonia) por Adinil Carlos no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=GGdHwdHF1Rw

  61. Mário Tiburcio. Postado em 10/Sep/2013 às 16:10

    Dizer que o funk não é apologia ao PEDOFILISMO, é querer imaginar que todos somos babacas. Isso não é música. Pode ser qualquer coisa, menos música. E ainda pior, que a rede bobo fica querendo empurrar essas porcarias o tempo todo na nossa juventude, já tão sem rumo e sem muita opção de cultura e de divertimento digno, que os eleve e não os reprima e os coloque no pior dos níveis.Uma grande perde de tempo ficar dando audiência para esses lixos.Carinhosamente,Mário Tiburcio.

  62. Antonio Alves Postado em 10/Sep/2013 às 22:54

    Todo ritmo que se torna ou se denomina "universitário" como o forró, o sertanejo e o arrocha, trás em suas letras uma subestimação da inteligência alheia. São variações de cópias do ridículo, letras que só fazem alusões ao álcool, a carros, gandaias e mulheres com objetos sexuais. São músicas com repetições silábicas sem nenhuma história ou poesia. "Artistas" que só se preocupam com o sucesso, aproveitadores da demência social atual. Nem Xuxa, Tiririca ou Falcão subestimou tanto a capacidade de interpretação dos seus ouvintes. Eu espero que o reggae, o pop e o rock, jamais se tonem "universitários".

  63. Luizao Postado em 23/Sep/2013 às 10:24

    Eu não sou acadêmico,nem doutor,mas concordo com alguns desses comentários,porém o meu seria recomendar à todos que, façam como eu, ouçam sempre o que julguem o melhor,eu por ex. so curto as músicas dos anos 70. 80 e algunas mais novas.L

  64. Ana Laiana Postado em 23/Oct/2013 às 16:56

    Sou muito Eclética gosto do gospel ao heavy metal passando por Nelson Gonçalves e Clara Nunes, me critique quem quiser. Tem músicas boas para dançar mas o problema é o que elas vendem "beber até cair" "trair" ostentar carros com som estridente que pertubam o silêncio de qualquer pessoa, sem falar as que fazem apologia ao crime, ao racismo e ao machismo extremo. Se elas vendem é porque tem muita gente que gosta e nem questiona as letras digo enviando emails pra seus ídolos querendo músicas com letras melhores. Nao seria bom dançar sem escutar essas bagaceiras? porque pra dançar tem que ser o tipo que tem que beber até cair? porque pra ser macho o indivíduo tem que beber até cair e ter mil mulheres? e sair com carro com um som bregao gritante quebrando o vidro das casas nas esquinas de tao alto?? Pois é ser macho é fácil e isso é o que essas músicas vendem mas nao vendem ser homem, porque ser homem é pra poucos, e a maioria dos caras que curtem essas músicas com letras bem baixo-astral a maioria trai suas mulheres com exceçoes raras lógico mas muitos que conheci nesse estilo no Brasil tinham uma mulher em casa e outra fora de casa e traiam sempre e nem davam atençao a família porque queriam ficar na famosa "raparigagem" mas porque quiseram casar entao? e quem foram essas moças que se casaram com eles acreditando que eles iriam mudar? Mas as mulheres compram esse tipo de música também indo aos shows e achando tudo lindo achando lindo o fato de levarem galha como dizem na música e depois respondem "mulher nao trai, mulher se vinga" e assim caminha a humanidade,ou seria o Brasil? Muitos dizem que é preconceito mas nao é! dançar nunca foi sinônimo pra ofender e no Brasil a maioria das letras ofendem principalmente as mulheres e tb os negros "vaza canhao, cabelo de bombril" por exemplo. Homens e mulheres validando esse tipo de música a cada dia que passa mostra também que nosso país é de engolir tudo e nao questionar, revela um pouco o nível cultural do nosso país, é cultura? é! mas é uma cultura da futilidade, superficialidade e a do beber até cair, acho que a tese foi muito boazinha pelo artigo mas pra ser acadêmico a gente nao pode esculachar e isso eu sei. Só sei que quero poder dançar numa boa em um país que nao chama as mulheres de cachorra enquanto eu danço e nem diz que o homem tem que beber até ter um coma alcoolico ou transar com todas pra ser considerado homem. Mas enquanto as pessoas compram eles vao vendendo!

  65. Otacílio Trajano Postado em 04/Nov/2013 às 20:32

    Não li todos os que comentários; respeito o pensamento de todos. Mas a apelação dessas "bandas" já ultrapassou os limites. Ex: uma "banda" aparece hoje grava um CD ou DVD três finais de semana depois já anunciam a gravação do seu quinto ou sexto CD ou DVD ao vivo é de lascar o cano.Eles não têm respeito nem pelo que produz - bom ou ruim - e 99% é péssimo. Contudo vou com a vovó do rock brasileiro Rita Lee que há muito tempo fez xixi na musica popular brasileira. (O TITULO DESSA MUSICA: ARROMBOU A FESTA 2) Sou a penas um simples radialista - (discotecário)

  66. Gabriel Dantas Postado em 04/Dec/2013 às 05:27

    Tese altamente valorativa e preconceituosa, sem nenhuma afinidade com discussões acadêmicas, muito menos na área social. Vivemos num país de grandes proporções e bastante diversificado, onde cada região possui várias tradições e culturas divergentes das demais, se tornando impossível o estabelecimento de um padrão ideal. Estabelecer um parâmetro de qualidade musical se configura num grande crime contra a livre produção cultural de um povo. Não apoio nenhuma ferramenta social que faça apologia a comportamentos inadequados, porém, generalizar todo um estilo musical como algo degradante para aquela sociedade é um preconceito grave. Julgar o símbolo cultural do Nordeste, Luiz Gonzaga, foi um desrespeito com os Nordestinos. Música é cultura, e cultura não se critica, se respeita!

  67. Eduardo Aires Postado em 05/Dec/2013 às 09:45

    Não lí a tese mas vou meter o bedelho assim mesmo. Na verdade o que existe é um conflito de gerações. Como sou mais velho, também acho que a música piorou bastante, mas na verdade se trata de uma outra forma de ouvir música. Adorno, filosofo alemão, também escreveu sobre a degeneração da música e naquela época ele se referia ao jazz que hoje é considerado "cult". Só de ler brevemente o artigo e o título me vem a cabeça esse texto que é muito conhecido entre os sociólogos. Mas uma coisa temos que ter em mente. Se tudo der certo, essa nova geração prosperará apesar de nós. E daqui a 20 anos sofrerá com as música de uma outra geração acreditando que esse forro eletrônico é que era música de verdade.

  68. A. V. L. Postado em 16/Dec/2013 às 06:57

    O que falta no mundo hoje sao artistas, pois a grande maioria sao "entretenedores". A internet matou grande parte da indústria musical, mas deu mais acesso a aqueles que querem divulgar seu trabalho sem estar associada a um selo, e isso abriu um mundo de oportunidades. Por outro lado, perdeu-se o contato com as mídias musicais, que eram a extensao da arte das bandas/artistas, e cada vez menos as pessoas exigem esse tipo de producao (e consequentemente da música), o que gera esses entretenedores que usam dos menores artifícios e recursos possíveis para produzir uma música pobre e de fácil consumo...

  69. Cícero Postado em 03/Jan/2014 às 10:19

    Na real é q eu não preciso da mídia para ouvir música. Tem muito som bom rolando aí. Muita coisa massa surgindo. Com a internet só um alienado para ficar esperando a Globo ou as rádios para conhecer música.

    • francisco miranda Postado em 25/Apr/2014 às 10:59

      O mais surreal é que pessoas com acesso à cultura e boa educação gostarem dessas porcarias.

  70. Faustino Pinto Postado em 03/Jan/2014 às 18:27

    Não quero saber de padrões, quem disse que o que é bom é o que diz a regra desses certinhos, não se trata de bom ou ruim, as pessoas gostam só isso, elas não estão interessadas em tese ou debater o sexo dos anjos, o que isso vai mudar na vida dessas pessoas.. bom, ler esse texto pra mim não mudou em nada,não gosto de musicas com palavrões, mas tem quem goste e tenho que respeitar .. aceita ai já é outra coisa!

  71. Jhonecmello Postado em 04/Jan/2014 às 01:18

    Nada se salva nem porcaria de funk nem merda de forro muito menos bosta de sertanojo, que nojo!!!

  72. Guilherme Regis Postado em 04/Jan/2014 às 05:47

    Que coisa mais banal. Acho essa nova onda de forró de péssimo gosto também, mas o que deve ser estudado não é o que está sendo produzido e sim o que a mídia anda divulgando. Porcarias sempre existiram, porém na década de 60 o que se via na TV eram festivais com nomes como Chico Buarque, Mutantes, Gilberto Gil. Hoje em dia a mídia joga na cara do povo essas porcarias, porém a música de qualidade não deixou de ser produzida, ela só não encontra espaço na mídia.

  73. Bruno Postado em 10/Jan/2014 às 10:14

    Parabéns pela tese! Perfeita!!

  74. Antonio Serafim Postado em 10/Jan/2014 às 18:39

    Música brasileira a meu ver só prestou até os anos 80 e início dos anos 90. Daí para cá não se produziu nada que preste. Axé, pagode, forró estilizado, funk, rap, etc, tudo nojeira. Na década de 90, tudo isto aliado a baixaria televisiva que foi estimulada desde antes para alienar e tornar as pessoas sem instrução, serviram como instrumento do conservadorismo. Hoje em dia servem para atender a indiferença, a cultura da violência e degradação moral e cultural, bem ao gosto deste governo que aí está.

  75. Maysa Postado em 16/Jan/2014 às 22:43

    A música atual apenas reflete o pensamento de uma geração.

  76. Jornalsta Lino Tavares Postado em 17/Jan/2014 às 19:02

    A música é só mais um dos 'produtos' brasileiros que se desfigurou, da década de 1970 para cá, ao sabor da banalidade trivial, que vende gato por lebre. Antigamente, cantor era artista. Hoje, com raras exceções, é um cara que gosta te cantar, tem dinheiro para pagar jabá e se lança por contra própria, para os mesmos idiotas que aplaudem Jô Soares, Faustão, Luiciano Huck, Serginho Groismann, Gilberto Barros e outros mercadores de mediocridades consumirem como produto de primeira linha. Para ter uma ideia do baixo nível musical de nosso país, tente guardar na memória uma música dos dias atuais, como guarda até hoje clássicos como Aquarela do Brasil, Garota de Ipanema, Ave Maria no Morro, Índia, As Rosas não Falam, Carinhoso, Eu sei que vou te amar e até os rock da Jovem Guarda, como Festa de Arromba, Banho de Lua, Estúpido Cupido, etc. Não existem mais compositores. Aliás, até existem, mas estão aposentados. Cadê os lançamentos de impacto da atualidade fluídos de gênios como Chico Buarque, Caetano e outros ? Nem o próprio Roberto Carlos consegue produzir algo que preste, pois nos seus shows especiais da Globo, começa com canções antigas, repete-as na maioria do tempo e encerra com uma delas, sendo a preferida "Jesus Cristo eu estou aqui". Numa breve analogia, eu diria que a música que temos hoje no Brasil se equipara aos políticos que temos no poder. É tudo uma porcaria tamanho família. (Lino Tavares, jornalista, poeta e compositor do estilo antigo, que não tem vez na atualidade por motivos óbvios)

  77. Alberto Postado em 26/Mar/2014 às 10:21

    Finalmente um estudo sobre o lixo imposto pela indústria musical aos nossos ouvidos. Só faltou falar do funk carioca, do axe music e dos pagodinhos repetitivos e sem noção.

  78. francisco miranda Postado em 25/Apr/2014 às 10:54

    Some uma mídia hipócrita e aproveitadora a um povo medíocre,desinteressado e sem cultura.Música ruim sempre existiu,mas hj em dia tá demais.

  79. Igor Muniz Postado em 26/Apr/2014 às 17:36

    Quer resolver o problema? Façam o povo estudar música na escola, no ensino fundamental compulsoriamente. Teoria pesada: ritmo, melodia, harmonia, escalas, figuras, símbolos, campo harmônico, composição, regência, improviso, instrumentos e técnicas de execução. Assim, logo saberíamos o que presta e o que não presta e até a música popular sairia ganhando. Mas nem os professores que defendem essas aberrações sabe o que é uma fermata, um bequadro, uma escala cromática... Quem dirá poder criticar um músico que não é elitista e ainda assim sabe o que é ter gosto refinado!

  80. Ítalo Postado em 09/May/2014 às 06:25

    Ainda bem que eu não precisei de doutorado para entender isso. rsrs Brincadeira! Até porquê, para se obter fazer um doutorado, é preciso ter algo em mente, antes.

  81. Jorge Angico Postado em 14/Jul/2014 às 13:11

    Achei que ia falar da música. Críticos de música popular no Brasil só falam sobre as letras. Nada contra, mas nada se fala sobre a música.

  82. Wanderson Postado em 09/Mar/2015 às 11:15

    Acho que o problema das músicas de hoje está justamente na educação ou a falta dela.Quando não há educação,as formas de cultura popular são as que mais sofrem,como a dança e a música,principalmente.Quem a cha que fazer um "Quadadrinho de Oito" é dança,ou que certos refrões de músicas como:"Hoje eu fiquei doce,de camaro amarelo",ou o sofrível:"Vem nimim novinha"deve estar doente ou, que nunca ouviu dizer que a música é uma expressão artística. Realmente a música brasileira vem caindo de qualidade desde o final da década de oitenta,início da de noventa,desde as músicas escrotas do "É o Thã",por exemplo,até a culminancia do Funk ralé,de cunho extremamente machista dos dias de hoje.Não é a toa que músicas antigas,clássicas de trinta anos atrás tem milhões de views no Youtube:As pessaos estão sentindo falta de boa música,numa época onde seus ouvidos doem.

  83. Arnaldo Ribeiro ou Israel Postado em 18/Aug/2015 às 16:43

    (JÓ.21.22) ALGUÉM ENSINARIA CIÊNCIA A DEUS...? SINAIS PROFETICOS A DEGENERAÇÃO DO GÊNERO HUMANO – O CLAMOR DA TERRA – O AQUECIMENTO GLOBAL – A CRISE HIDRIA – A ADVERTÊNCIA DIVINA - E OUTROS SINAIS... (JR.33.2) Assim diz o Senhor que faz estas cousas, o Senhor que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome) (GN.5.1) No dia em que Deus criou o Homem à sua semelhança; (GN.6.12) viu Deus a terra, e eis que estava corrompida, porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra: (SL.82.5) Eles nada sabem, e nem entendem; (IS.9.16) porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são dirigidos, são devorados; (SL.106.33) pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente: (MT.15.14) Deixai-os; são cegos, guias de cegos: (JR.6.14) Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz! Paz, quando não há paz: (OS.4.2) O que prevalece é só perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios: (IS.59.15) O Senhor viu isso, e desaprovou o não haver juízo; (EC.28.7) porque a corrupção e a morte estão a cair sobre aqueles que quebrantam os mandamentos do Senhor; (RM.10.30) porquanto, desconhecendo a Justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram a que vem de Deus: (JB.19.37) Eles verão Aquele a quem traspassaram: (JR.50.37) Ai deles! Pois é chegado o dia do seu castigo, (JÓ.19.25) porque eu sei que o meu redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra: (RM.9.’) Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência; (2SML.22.23) porque todos os seus juízos me estão presentes, e dos seus estatutos não me desviei: (SL.94.9) O que fez o ouvido será que não ouve? E o que formou os olhos, será que não enxerga? (MT.8.10) Ouvindo isso, admirou-se Jesus e disse aos que lhe seguiam: (GN.22.1) Eis-me aqui: (AG.2.5) O meu Espírito habita no meio de vós, (LE.2.21) porque há Homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; (IS.28.26) pois o seu Deus assim o instrui devidamente e o ensina:(JB.8.17) Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é valido: (LV.17.12) Portanto, tenho dito aos Filhos de Israel: (IS.24.5) Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, violam os estatutos, e quebram a aliança eterna: (SL.82.5) Eles nada sabem nem entendem, vagueiam em trevas, vacilam todos os fundamentos da terra; (SL.78.22) porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação: (1CO.11.30) Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos os que dormem: (GL.1.9) Assim como já dissemos, agora repito: (JR.5.21) Ouvi agora isso, ó povo insensato e sem entendimento, que tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis; (TS.4.3) pois a vontade de Deus é esta: A vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição: (MT.5.21) Ouvistes o que foi dito aos antigos? (1TS.4.4) Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra: (1CO.6.18) Fugi da impureza: Qualquer pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo, mas aquele que pratica a imoralidade, peca contra o próprio corpo: (MT.26.41) Vigiai e orai para que não entreis em tentação; (GL.5.17) porque a carne milita contra o espírito, e o espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura seja do vosso querer: (1CO.6.9/10) Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: Nem impuros, nem idolatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de Deus: (AP.22.12) Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras: (IS.16.14) Agora, porém, o Senhor fala e diz: (RM.8.11) A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detém a verdade pela mentira: (IS.13.11) Castigarei o mundo por causa da sua maldade, os perversos por causa da sua iniquidade, farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos violentos; (1TM.4.2) pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que tem a consciência cauterizada: (1RS.9.9) porque deixaram o Senhor seu Deus, que tirou da terra do Egito seus pais. E se apegaram a outros deuses e os serviram: (JÓ.2114) E são estes os homens que disseram a Deus: Retira-te de nós! Não desejamos conhecer os teus caminhos: (JÓ.21.15) Que é o Todo-Poderoso para que o sirvamos? (IS.29.15) Quem nos vê? Quem nos conhece? (2CO.7.22) Por isso trouxe o Senhor sobre eles todo esse mal: (RM.1.22/)Inculcando-se por sábios se tornaram loucos, (RM.1.25) pois eles mudaram a verdade de Deus pela mentira, servindo e adorando a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente: (RM.1.26) Por causa disto os entregou Deus à paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de sua relação intima, por outro contrário à natureza: Semelhantemente os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro: (RM.1.28) E por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem cousas inconvenientes; cheios de toda injustiça, malicia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade, e sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais: (IS.29.15) Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, as suas obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? (MT.23.24) Guias cegos que coais o mosquito e engolis o camelo (EC.10.32) Quem justificará a alma que peca contra o seu próprio corpo? (OS.7.13.) Ai deles! Eu os remiria, mas eles falaram mentiras contra mim: (IS.1.4) Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptos; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel: (LC.8.25) Onde está a vossa fé? (JR.14.22) Acaso, haverá entre os ídolos dos gentios, algum que faça chover? Ou podem os céus dar chuvas de si mesmos? (IS.19.21) Onde estão os vossos sábios? (JB.15.22) Se Eu não viera nem houvesse lhes falado, pecado não teriam, mas agora não há desculpa do seu pecado: (IS.1.10) Ouvi a palavra do Senhor, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do Senhor, vós, povo de Gomorra; (JR.4.27) pois assim diz o Senhor: (MC.12.24) Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? (ÊX.16.28) Até quando recusareis a guardar os meus mandamentos e as minhas leis? (AT.3.19) Arrependei-vos, pois e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados; (1PE.4.3) porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias: (MC.12.27) Laborais em grande erro: (LV.18.27/28) Não suceda que a terra vos vomite havendo vós a contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós, e a terra se contaminou: (IS.55.11) Assim será a palavra que sair da minha boca: Não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para o que a designei: (NM.24.4) Palavra Daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prosta-se, porém, de olhos abertos:(EZ.12.11) Eu sou o vosso sinal: Arnaldo ou Israel