Redação Pragmatismo
Compartilhar
Saúde 04/Sep/2013 às 14:48
42
Comentários
Blog O Onipresente

A comovente carta de desligamento da médica Rafaela Pacheco

Em defesa da população que não tem acesso a médicos nos grotões do Brasil e em protesto contra as perseguições ao programa Mais Médicos, médica expressa algo que parece esquecido: mais do que ganhar dinheiro, ser médico é se doar pelo bem do próximo

médicos estrangeiros brasil
Manifestantes ligados ao Sindicato dos Médicos do Ceará protestam durante a saída do grupo de 96 médicos estrangeiros da Escola de Saúde Pública do Ceará (José de Oliveira / Folhapress)

Em defesa da parcela da população que não tem acesso à saúde nem a médicos nos grotões do Brasil e pela melhoria do SUS, a médica Rafaela Alves Pacheco, natural do Ceará, entregou o cargo que ocupava na direção do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), que criticava o programa Mais Médicos, perseguia os coordenadores de cursos a estrangeiros no Estado e chegou a apoiar um ato em Recife promovendo o enterro do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; em uma longa carta, ela expressa algo que muitos parecem ter esquecido: mais do que ganhar dinheiro ou fazer da medicina uma trincheira corporativista, ser médico é se doar pelo bem do próximo; Hipócrates com certeza aprovaria a decisão.

“A socialidade primária feita de coisas simples e arranjadas, de vizinhança e solidariedade está perdida no tempo. Nesta socialidade o ser humano não tem medida, ele é visto pela criatura que verdadeiramente é, na sua essência. Na sociedade de homens inteiros as sofisticações não existem. Não deve haver complexidades. O homem trabalha e divide o trabalho, ele sustenta e divide o sustento. Não há que armazenar porque sente a presença do semelhante. Esta sociedade, infelizmente, está no passado quase remoto, porém, não se perdeu na memória do poeta.” Marco Antônio Castelli.

Recife, 29 de agosto de 2013

Caríssimos e caríssimas,

Há tanto o que falar e me pego subitamente sem saber por onde começar. Então, me permito começar pelo começo.
Muitos(as) de vocês conhecem boa parte de minha história. Sou cearense, nascida em Fortaleza, filha primogênita de um casal de funcionários públicos: minha mãe, sertaneja, professora, formada em Pedagogia. Meu pai, serrano, terminou o segundo grau, mas não fez nenhum curso superior.

Os dois vieram de famílias simples e de proles grandes. Meu pai tem dez irmãos. Minha mãe, 14. A vida deles nunca foi muito fácil, especialmente a de minha mãe. Meu avô materno fez uma morte súbita ainda jovem e minha avó (que todos vocês bem conhecem, por repetidas vezes eu citar seus sábios dizeres em reunião) precisou redobrar seus trabalhos com costura e bordado para conseguir a difícil tarefa de educar seus filhos. Educação essa que lhe parecia sagrada e da qual não abria mão, até porque pessoalmente nunca a teve.

Leia também

Sou a segunda médica da minha família. Tenho um tio materno médico pediatra. Sei na carne as dificuldades que minha família e eu passamos para que esse meu sonho acontecesse. Não ser nascida em família abastada ainda castra os sonhos de muita gente nesse país.

Eu consegui seguir o rumo que desejei, mas tenho a clareza que muitos não o fizeram, não porque não souberam desejar. Ou porque são “menores”, “piores” ou “mais fracos”. Não porque não foram “persistentes”. Há todo um sistema que retroalimenta e culpabiliza o inconsciente das massas com essa falsa certeza. Muitos não possuem a possibilidade de escolher seus caminhos de forma livre porque não tiveram oportunidade. Porque o jogo está todo errado. Porque no mundo em que vivemos não é suficiente ser. É preciso ter.

Nesse cenário há duas escolhas: a primeira, manter-se no estado das coisas e seguir no rumo das ondas, aprendendo a nadar e evitando o risco de se afogar. E há uma segunda escolha, mais perigosa, mais tênue e instável, que é a de ousar, de remar contra a maré. Eu escolhi há muitos anos, em nome dessas tais e tantas pessoas mais humildes e sem rumo que dedicaria meu suor, minha força, minha cognição e meus dias nessa segunda proposta, de modo a permitir que tivéssemos um dia, um mundo de fato partilhado entre todos e todas. É ideológico. É pessoal, é político. É existencial.

Assumi e assumo diariamente os riscos e contradições dessa escolha e construo minha trajetória absolutamente balizada por essa convicção. Alguns chamam isso de paixão. Para muitos pode parecer piegas, insensato. Pode parecer ridículo, obsoleto. Utópico demais. Mas acredito que somos livres para optar, assumindo a responsabilidade que todo poder nos proporciona. Inclusive o poder de pensar.

Minha escolha profissional dialoga diretamente com essas questões. E desde estudante, construí caminhos de protagonismo tanto de cuidado com o outro, como de cuidado com o mundo. Comecei a fazer atividades comunitárias, a pisar na lama e a sentir o cheiro do Brasil ainda com cara de menina, quando consolidei ainda mais esse pensamento. Não me sinto seduzida pela pompa que a medicina desenhou ao longo de sua história. Encanto-me é com a possibilidade de olhar no olho das pessoas, de sentir o calor que elas passam, rir suas risadas, chorar seus prantos, sejam ricas, sejam pobres. Tenham dentes na boca ou não. Eu quero ajudar a produzir plenitude de vida para mim e para os que me cercam, não necessariamente nessa ordem. Eu sou uma médica que gosta do bicho gente.

Escolhi participar diretamente das entidades médicas há mais de três anos, mas acompanho as posturas do SIMEPE há quase 13 anos. Vi, desde há muito, um sindicato que se destacava por ser diferente.

Era diferente, porque apesar de fazer movimento de área, equivocada construção histórica da organização dos trabalhadores que retroalimenta o “farinha pouca, meu pirão primeiro”, não priorizava uma pauta auto-centrada. Mesmo com todas as contradições e momentos específicos, partilhava a pauta com a agenda de consolidação do SUS, com os demais trabalhadores da saúde e se importava verdadeiramente em construir junto com a opinião pública e sociedade.

Era diferente, porque se destacava regional e nacionalmente por ter um discurso combativo sim, mas qualificado e construtivo. Protagonizou grandes e belas lutas, tensionando importantes vitórias que extrapolavam o umbigo da categoria. O Brasil inteiro sabia que o SIMEPE era diferente, a entidade sempre foi procurada para opinar sobre um tudo. Essa casa cresceu, vinha mudando de cara, mas há muitos anos prezou por ser para além de uma entidade representativa de médicos. O SIMEPE fazia movimento social.

Venho de uma geração nascida após a reabertura política brasileira. Dei meus primeiros passos e fui crescendo junto com a redemocratização. Costumo participar e construir por dentro os processos e, sendo escutada, respeitada e bem vinda, topo inclusive os enfrentamentos. Pela palavra. Pelo argumento. Mesmo com todas as divergências, topo discutir e encontrar um denominador comum que possui um único norteamento e fiel nessa balança: o bem estar das pessoas. A defesa da vida das pessoas.

Vim de seis anos de movimento estudantil, de mais seis anos de medicina de família e comunidade, dois desses de medicina rural. Participei e participo do movimento feminista, da reforma psiquiátrica, do movimento de reforma sanitária. E esses capítulos da minha história moldaram e moldam o que sou hoje. É por essa história que vivo, ela é meu maior patrimônio. E é por ela que falo agora.

Sempre tive múltiplas diferenças e discordâncias com vocês. Na verdade, com as entidades médicas como um todo. Nunca gostei de alguns silêncios seletivos e de uma variedade de questões e posturas internas e externas do movimento médico, ao meu ver bastante conservadoras. Nunca me senti confortável com o corporativismo que coloca o bem estar do médico em primeiríssimo lugar. Que escolhe calar, a falar. Mesmo que isso custe o zelar pela boa medicina e pelo bem estar dos pacientes. E que ajuda, por consequência, a manter uma inércia social que há mais de 500 anos corta e sangra os mesmos. A mesma gente brasileira de sempre.

A nossas concepções de missão dessa casa já eram, de saída, diferentes. Entrei no SIMEPE para fortalecer a agenda do SUS, para construir qualidade na medicina e para defender os bons médicos e suas equipes. Essa sempre foi minha maior mobilização. Sempre fui muito honesta com vocês quanto a essa diferença, nunca escondi essas vicissitudes. Mas foi muito duro perceber o crescente dessas nossas diferenças. Segui com meu espírito crítico chamando as partes a pensarem, mantive-me falando mais internamente e calando mais externamente, por respeito a esse grupo e as coisas que acreditei serem ainda possíveis de serem construídas com vocês. Um silêncio caro, que me faz sofrer horrores nesses últimos meses.

Mas infelizmente o que eu temia aconteceu. O esquentar dessa guerra sangrenta, a agudização das dicotomias, a fervura apaixonada das discordâncias ideológicas culminaram com o esbravejar uníssono e inconsequente da categoria médica. Que se perdeu no discurso, que não soube pautar as importantes e pertinentes considerações que trazia. Nada além da raiva de nunca ter perdido antes. Não separou o joio do trigo, os pleitos de direitos, dos de privilégio. Não soube ser generosa. Não soube ser estratégica. A indignação de perder parte do seu histórico biopoder é inaceitável para muitos, que preferem esperar na antessala da nação, enquanto alguém mágico resolva (ou não) construir o tal país de maravilhas que tanto merecemos. O Brasil precisa de mais.

As lideranças médicas optaram por abrir uma caixa de Pandora, que não sei sinceramente se irão conseguir fechar. Dispararam uma onda e vem perdendo de forma avassaladora a credibilidade social e colocando-nos, todos, numa berlinda que nunca fiz por onde estar.

As máscaras seguem caindo e mostrando, a todo momento, a todo gesto, quem realmente é quem. As pessoas nobres e toscas dos dois lados. Porções de nobreza nas considerações de ambos os segmentos. Pessoas da base e do governo azeitadas pela mídia e opinião pública em franco maniqueísmo. Muito grito, muita indignação, muito desrespeito. Muito ódio.

Definitivamente não funciono nesses termos. Não foi com isso nem pra isso que vim a esse mundo. Sinto-me cada vez mais escanteada e menos escutada nessa casa. Por mais que eu fale, argumente, persista, venho assistindo ao ascenso de uma agenda fortemente corporativista e conservadora por parte das entidades médicas e especialmente do SIMEPE. Agenda essa que não me move, só me comove.

Enterrar o ministro da saúde e por consequência toda a atual política de saúde do país e do SUS por conta da discordância quanto ao Programa Mais Médicos não combina com minha história.

Assistir incólume a toda a perseguição e coação de pessoas importantes pro SUS e pro SIMEPE por parte de uma base raivosa e revanchista, sem absolutamente nenhum respeito e pronunciamento em defesa dos mesmos por parte dessa diretoria não combina com minha história.

Uma campanha de mídia que ataque frontalmente o SUS tratando-o como um navio afundando ou um avião caindo e a comparação falada em rádio de que médicos estrangeiros são “pernas-de-pau” na medicina não combina com minha história.

Mas o que o SIMEPE fez na assembléia da última segunda feira 26 não tem nome. Pelo que se consagrou chamar de ética e pela defesa dos médicos, optou-se por perseguir, retaliar e atacar…médicos! Os maiores e mais poderosos, xingados. Os menores, processados, podendo perder seus registros profissionais. Porque ousam discordar. Convivo, trabalho e milito há muitos anos com Rodrigo Cariri. Sei de sua história, de seu valor, de sua coragem. E sei que vocês também sabem. Expor ele e quem quer que fosse a essa situação vexatória por discordância política, repito, não tem nome.

O dedo julgador da categoria médica acordou para apontar não omissões de socorro, maus tratos aos os pacientes, desvios de verba do SUS, escalas não cumpridas de plantão, gestores corruptos, cobranças indevidas de procedimentos, relação incestuosa com a indústria farmacêutica. O dedo apontou para quem topou discordar, quebrar o feitiço. Autoritário, vertical, covarde. Inaceitável. Bem destoante de tudo o que vi na história dessa casa até então.

E em sendo assim, com essa sequencia de acontecimentos, não me resta outra alternativa. Coloco hoje meu cargo de diretora de relações institucionais do SIMEPE à disposição. Não me sinto representada nem represento esse tipo de agenda e atitude.

Tenho a clareza que tentei de um tudo. Trabalhei e doei o meu melhor para construir o bom trabalho, o bom debate e a boa política ao longo desses três anos. Lutamos juntos por muitas coisas que julgo importantes e aprendi a conviver e a ter amizade pessoal com boa parte de vocês. Nossas diferenças não nos impediram de nos afeiçoarmos e permaneço tendo afeto verdadeiro por muitos que aqui ficam.

Sei que uns lamentarão, outros comemorarão e outros sentirão alívio com minha saída. De toda forma, agradeço a oportunidade de convívio e aprendizagem. Aprendi muitíssimo com vocês. Espero ter cumprido o meu papel. Espero, também que tenham a grandeza de fazer uma auto-crítica e ajustar trajetória para lutarem a boa luta. Força e disposição sei que não faltarão. E o SUS precisa demais da força de luta que o SIMEPE sempre lhe ofertou.

Agradeço especialmente aos funcionários e funcionárias do SIMEPE que sempre e tanto me acolheram. Meu carinho e meu desejo de boa sorte a todos e todas.

Desculpem o prolongamento da carta. Sempre tanto a dizer.

Atenciosamente,
Rafaela Alves Pacheco.
Médica de Família e Comunidade
Militante em Defesa da Vida.

“Olhar para trás após uma longa caminhada pode fazer perder a noção da distância que percorremos, mas se nos detivermos em nossa imagem, quando a iniciamos e ao término, certamente nos lembraremos o quanto nos custou chegar até o ponto final, e hoje temos a impressão de que tudo começou ontem. Não somos os mesmos, mas somos mais juntos. Sabemos mais uns dos outros e é por esse motivo que dizer adeus se torna complicado! Digamos então que nada se perderá. Pelo menos dentro da gente…” – Guimarães Rosa

Blog O Onipresente

Recomendados para você

Comentários

  1. Xenia Postado em 04/Sep/2013 às 15:16

    SEM NOME e sem ter o que dizer... tristeza so nao basta, nem indignacao... E o corrego do canal, a sociedade elitista brasileira, juntos numa mesma funca: descarregar a merda na massa!

  2. Patricia Postado em 04/Sep/2013 às 16:10

    Isto não é uma carta, é um corajoso, comovente e virtuoso Manifesto. A Dra Rafaela deveria estar no Ministério da Saúde!!!

    • IGOR Postado em 05/Sep/2013 às 15:10

      Ela é doutora em que mesmo?

  3. Carlos Postado em 04/Sep/2013 às 16:57

    Erro no título: Rafaela -> Rafael

  4. Elmar da Silva Feitosa Postado em 04/Sep/2013 às 17:17

    parabéns pelo relato, dignifica sua profissão, estou orgulhoso

  5. Flory Corrêa Guedes Postado em 04/Sep/2013 às 19:15

    A colega não deixa qualquer dúvida quanto a ser cearense. Fala aqui um gaúcho que leu praticamente toda a obra de José Martiniano de Alencar, de Mecejana/Ceará. Mas se a colega me permite, eu precisaria, de fato, falar um pouco sobre tão palpitante tema, o programa MAIS MÉDICOS. Perguntaria: a) por que o governo federal se indispõe tanto a criar o programa de carreira dos médicos? b) por que o governo federal não enseja criar condições mínimas que sejam de trabalho, tão importantes até mesmo para a Medicina de Família? Já trabalhei num rincão do meu RS e vi como quase tudo nos falta para dar uma assistência minimamente de qualidade. Sei o que falo. Sei o que digo. Sei o que passei por esse interior bravio. Também não posso dizer, como a colega, que nós, médicos, temos que seguir estritamente o juramento que, na verdade, nos é imposto? Quem tem ética, saber e trabalho não precisa de juramento. Ajudar o próximo é ato cristão de cada pessoa. Então que o governo nos propicie condições de ajudar esse próximo. Eu faria uma carta talvez de igual tamanho da colega demissionária. Não deveria despedir-se do seu sindicato, mas continuar na luta e criar colegas prosélitos a defender as justas causas que nossa sociedade tanto reclama. Saudações à colega. Escreve muito bem, não nega ser de rara inteligência, aliás como todo o nordestino, segundo minha experiência com alguns com quem convivi no passado. Flory Guedes

    • João Tavares Postado em 05/Sep/2013 às 20:44

      Correção: MeSSejana/CE

    • Isis Pessoa Barros Silva Postado em 06/Sep/2013 às 15:53

      Concordo com o colega em gênero, número e grau! Afinal trabalho de domingo a domingo, já levei cano de prefeitura no interior de minas, fui trabalhar visitando casas onde NAO havia sequer uma única mesa para aviar uma receita!!! Ano passado fiquei aguardando por seis longos meses meu pagamento!!! Tive que pedir dinheiro emprestado a irma, bancos!!!! NAO tenho uma única carteira assinada!!! Porque o Medico fez um juramento de fazer o melhor pelo paciente, NAO fez voto de se matar de trabalhar e nunca sair do vermelho!!! Porque as prefeituras fazem conosco contratos que NAO nos dão nenhuma garantia trabalhista! Inclusive esta semana fiz meu Plantao com amigdalite, pois NAO havia ninguém para ficar em meu lugar... E estamos com o salário atrasado... Sera que se nos apresentarmos como medicos aos donos de supermercados e etc levaremos tambem tudo de Graca para casa? Claro que precisamos e de um plano de carreira, concursos que garantam nossos empregos e condições mínimas para trabalharmos... Afinal entubacao orotraqueal sem fio guia, laringoscopio, sem lâmpada ou sem pilhas, falta soro, dopamina, etc... Sobram pacientes querendo nos agredir por coisas que NAO temos absolutamente culpa! E ser filha de gente simpões eu tambem sou, minha Mae nem terminou o primeiro grau meu pai idem... E nossa casa tbem eramos dez... Nem por isto deixo de lutar e continuar trabalhando!!!

  6. renato Postado em 04/Sep/2013 às 21:56

    Não lhe conheço, li suas palavras. E como pai que sou, e a meus filhos que tudo de bom desejo, aos filhos de outros tambem, agradeço pela sua vida, e desejo a todos o que temos aqui em minha cidade maios médicos.Muitos mais médicos. Então meu louvor a você DOUTORA.

  7. renato Postado em 04/Sep/2013 às 21:58

    È uma pena que OS MAUS MÈDICOS, depois vão se esconder, não vão ter a coragem de fazer o que ela fez porque não gostarão de algo. Não serão homens ou mulheres o suficiente para desaparecer.

  8. Rosana M. Cavassan Dourad Postado em 04/Sep/2013 às 22:05

    Fiquei comovida com o desabafo, e identificada com a postura. Sou educadora e ajo desta forma! Mais do que professora, educadora. Parabéns pela postura e firmeza.

  9. andré Postado em 04/Sep/2013 às 23:12

    meus parabéns, comentários de extraordinário valor, aos que estão indignados. Porque não se opuseram aos médicos brasileiros denunciados que só recebiam seus honorários assinando pontos e deixando o povo a mercê, perecendo sem nem um atendimento. não vi nem um movimento para punir esses. isso não vos incomoda? Mais uma vez, parabéns doutora. que Deus vos ilumine.

  10. Lucia Rosa Senna Postado em 04/Sep/2013 às 23:45

    Parabéns pela coragem somos de família humilde e conseguimos alcançar o nivel universitário pois tenho um irmão médico.Sua coragem serve para acabar com a hipocrisia mesmo vivendo em Minas gerais mais precisamente juiz de Fora sempre recorremos ao sus s as dificuldades não são de hoje.Que venham os estrangeiros para tratar com mais dignidade nosso povo tão combalido e abandonado já vi muita gente ser humilhada nos plantões da vida que tive que ir .É até uma ironia já que nós brasileiros somos conhecidos por abraçar tão bem os estrangeiros agora sabemos que é tudo fachada desde que não atravessem seu caminho tortuoso para alguns.

  11. joão antonio Postado em 05/Sep/2013 às 00:04

    Olá colega .Postura e atitude como a sua me faz acreditar que a hegemonia e a selvageria do sistema do lucro não vale a pena .È fracassado aquele que não rema contra a morte...isso sim.Sua história e seu presente te absolverá .Vamos lutar a boa luta!.Vamos somar forças e construir saúde!Um mundo diferente é possível!!! Que sejam todos bem vindos os médicos estrangeiros!

  12. Edmilson Postado em 05/Sep/2013 às 00:37

    Parabéns Rafaela, você redime a categoria.

  13. Ana Gentilini Postado em 05/Sep/2013 às 01:42

    Neste momento devo agradecer a DEUS, por ter colocado no mundo uma pessoa, uma cidadã, uma profissional, tão digna quanto RAFAELA PACHECO. Que exemplo. Essa verdadeiramente merece o título de DOUTORA. Parabéns e sucesso, sempre!!!

  14. Rodolfo Postado em 05/Sep/2013 às 06:58

    Desculpe... mas vc falou falou e n disse nada.... o sus ai largado por 25 anos culpa de todos os governos q passaram batidos esses anos todos ai me vem um ministro-magico tira sua solução milagrosa da cartola as pessoas esclarecidas e inteligentes reagem a altura ao engodo e vc se faz de ofendida e pede pra sair? Fale serio..... pq n luta pra redimir o sus e melhora-lo? O q fez nesses anos todos de "militancia"? Dormiu no seu carvo comissionado? Precisamos de equipes de psf, completas com enfermeiros, dentistas, assistrntes sociais, farmaceuticos, psicologos, saneamento basico, lazer, alimentação saudavel. E não medicos perna de pau sim pq n vi njnguem revalidar diploma.... agora essa midia comprada massificadora fica ai tentando ganhar o emocional tirando o foco do real prpblema do nosso pais com sua saude no lixo há muitos anos.... deixando de encarar o seu problema em toda sua complexidade para apenas skmplifica-lo numa manobra populista e eleitoreira. Sinto vergonha de vcs. Abracos cordiais

    • Gabriel Postado em 05/Sep/2013 às 16:06

      vc se faz de burro né rodolfo, não conseugue entender a diferença entre o que vcs médicos mauricinhos precisam e o que o povo precisa!!! esse é o ponto. vc é mais um reacionário e conservador que se opõe a qualquer possibilidade de avanço mesmo que mínima!!! você é uma vergonha pra sociedade!!!

    • Gracilene Postado em 06/Sep/2013 às 14:33

      Mantenha a categoria do debate e escreva corretamente, suas ideias estão muito confusas. Abraços.

  15. Vanessa Postado em 05/Sep/2013 às 08:22

    Rafaela, li todo o seu texto e achei excepcional a sua atitude como ser humano, de não render-se ao sistema onde pessoas se calam em troca de dinheiro. Certo é que aquelas que comemorarão e sentirão alívio com a sua saída são as mesmas que não nos representam, em nenhum lugar. Palmas pra você! E sucesso!!

  16. Maria Cláudia Postado em 05/Sep/2013 às 08:59

    Parabéns pela sua integridade!

  17. Luciana Correia Pires Postado em 05/Sep/2013 às 09:56

    Dra. Rafaela! Estou muito emocionada e agradecida por suas palavras. Estava me questionando por que os médicos que concordam com o programa ainda não tinham se manifestado. Graças a Deus você se levantou. OBRIGADA! Sou nutricionista aposentada e sempre trabalhei em defesa da vida, em projetos sociais e após minha aposentadoria entrei como voluntária na Pastoral da Criança onde estou até hoje, apesar dos meus 69 anos. Em 2008 fui em missão para a África onde descobri a profundidade, a amplitude, a plenitude das palavras de Francisco de Assis quando dizia que "É DANDO QUE SE RECEBE". Não é necessário pertencer a qualquer segmento religioso pra alcançar o significado disso. Basta apenas possuir um mínimo de humanização. O resto vem por acréscimo!

  18. Geraldo Lucchese Postado em 05/Sep/2013 às 10:03

    Rafaela, embora não sendo médico me sinto representado por você. Me identifico plenamente com tuas palavras. Estou estarrecido com a reação das entidades médicas ao programa Mais Médicos, apesar de já ter percebido, há tempos, esta disposição em defender da forma mais elitista, preconceituosa e cruel apenas seus próprios interesses, disfarçados de um discurso em defesa do SUS e da população. Parabéns, continue com sua força e sabedoria a trilhar o caminho da verdadeira medicina. Pessoas como tu são preciosas, principalmente em meio a um povo sempre marginalizado por um Estado dominado pelos interesses elitistas e uma medicina que não tem coragem de fazer autocrítica. Um abraço fraterno de reconhecimento e agradecimento. Geraldo Lucchese.

  19. Luiz fernandes Postado em 05/Sep/2013 às 10:09

    Obrigado Rafaella, é com voce e mais alguns assim como voce, que esperança não me falta de um Brasil melhor.

  20. Dr Japim Postado em 05/Sep/2013 às 10:17

    PARABENSSSSS! e compartilhei sua carta, mesmo sem ter pedido sua permissão! Pode ter certeza que existem muitos Davis para enfrentar esse Golias, e a população saberá e bem separar o joio do trigo! Precisamos fazer um Sindicato Federal de médicos assim e pode contar com o meu apoio, se vc tiver essa idéia! [email protected]!

  21. Rosario Postado em 05/Sep/2013 às 10:17

    Não a conheço pessoalmente, mas admiro a sua coragem e coerência que faltam a tantos. Parabéns

  22. Maria Clara Pinho Postado em 05/Sep/2013 às 10:32

    Parabéns pela coragem, dra Rafaela.Fique certa de que muitos pacientes,como eu,mesmo aqui tão distante,gostaríamos e estamos precisando desesperadamente de médicos como a senhora.E não dependo só do SUS,não,tenho plano de saúde,que vai andando bem mal das pernas:as consultas que precisaríamos fazer,muitas vezes são marcadas para até seis meses depois.Fora os erros médicos e tudo que a senhora aponta em seu desabafo.Coragem e saiba que nós,o povo,estamos com a senhora.Não perca o alento.Um grande e fraternal abraço.

  23. Lourdinha Morais Postado em 05/Sep/2013 às 10:58

    Drª Rafaela, o que você fala é uma realidade latente, acredito que toda essa situação revolucione aqueles que idealizaram a Medicina como um reinado endeusado e se distanciaram demais da realidade da Vida Humana e do jeito de ser da maioria da gente brasileira. Parabéns por sua coragem!!!

  24. Gresildo Serralva Postado em 05/Sep/2013 às 11:00

    Parabens Doutora, mesmo sem conhece-la sinto profunda admiração pelo seu compromisso e coragem de não sujar as maos com a ganancia e desonestidade tão costumeira em nosso meio. Obrigado por lembrar dos que não tem compromissos, que assumem jornadas impossiveis de cumprir somente para receber o vil metal. Roportagens tem mostrado medicos fugindo das camaras ao serem flagrados fugindo dos postos pnde deveriam permanecer trabalhando. Por tudo que Deus a proteja sempre. gesildo

  25. Alexandre J.Monnerat Postado em 05/Sep/2013 às 12:21

    Parabéns Rafaela, vocë faz a diferença!!!

  26. Celeste Postado em 05/Sep/2013 às 13:36

    Agora espero que ela vá trabalhar em um lugar que reflita a realidade encontrada nestes lugares bem distantes sem ter nenhuma estrutura.... ai vamos ver....a população merece não só medicos, mas um atendimento de qualidade, remédios, leitos (e não um lençol no chão)...minha amiga comprava medicação para muitos pacientes...entrou em depressão e se afastou da profissão...triste...

  27. Rosinete Aquino Postado em 05/Sep/2013 às 13:47

    PARABÉNS Dra. Rafaela, vc tem ética e dignidade. Que Deus a abençoe sempre. Verdadeira profissional da medicina. Fico emocionada!

  28. Elem Postado em 05/Sep/2013 às 14:03

    Parabéns pela sua coragem, você é um verdadeiro exemplo de profissional. É de profissionais assim que o nosso país precisa.

  29. gilberto Postado em 05/Sep/2013 às 14:21

    Parabéns, Doutora!

  30. maria perpétua mol bessa Postado em 05/Sep/2013 às 14:49

    Parabéns Rafaela, pela sua coragem e dignidade que, a despeito de ideologias políticas, e de grupos, se coloca a favor de causa tão nobre! O Brasil precisa de profissionais como você, com atitude ética e espírito humanitário. Com certeza, seu exemplo inspirará novos adeptos.

  31. Nivaldo Capoia Postado em 05/Sep/2013 às 16:01

    Rafaela, o lado bom da nação brasileira te ama de verdade...

  32. Ribamar Silva Postado em 05/Sep/2013 às 16:15

    O Braslleiro(a) consciente,sabe que estas reações irracionais tomada por setores de nossa sociedade, não combina com a nossa gene. Somos guerreiros, lutadores, amáveis e até certo ponto grosseiros(lógico, ninguém é perfeito),mas não somos monstros irracionais,tais quais tem-se demonstrado por parcelas de privilegiado de nosso país. Parabéns Dra. Rafaela, não é o topo que faz o homem...É a sua raiz! E a sua raiz continua mais do que nunca intacta.

  33. Ailton Postado em 05/Sep/2013 às 17:06

    Gostei, parabéns

  34. José Augusto C.Barrros Postado em 05/Sep/2013 às 22:54

    A questão é bastante complexa e demana uma reflexã profunda que remonte às origens e desdobramentos da reforma sanitára e do seu coroamento com a institucionalização do SUS. Há, de certo, muitos interesses corporativos em jogo, além de um processo crescente de mercantilização da medicina, favorecido em grande medida pelo complxo médico industral, com grande peso para as estratégias de cooptaçao da indústria farmacêutica. Certamente o depoimento da colega traz subsídios importantes para reflexão e parabenizo-a pela sua coragem, coerência e compromisso, componentes de que carece muito a sociedade atual.

  35. luci lisandra jardim lima Postado em 06/Sep/2013 às 08:23

    Parabéns, Rafaela,pessoas como você é que faz a diferença, saúde.

  36. Gicélia Postado em 06/Sep/2013 às 12:41

    Parabéns, Dra Rafaela!!! Sua atitude é um Grande Exemplo de Humanidade!!! Agradeço muito à Deus ao perceber em suas palavras que ainda existem pessoas que dignificam a sua profissão. Que Deus lhe abençõe muito!!! Abraços

  37. Luciana Postado em 06/Sep/2013 às 13:49

    Parabéns pela a coragem ....