Luis Soares
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Homofobia 16/Aug/2013 às 09:04
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Quando o filho relata a homossexualidade para o pai...

Quando o filho(a) relata a homossexualidade para os pais a resposta é quase sempre de interrogação. Primeiro se culpam, aonde foi que eu errei? E logo após o susto, atribui a culpa ao outro cônjuge

Por Dalva de Jesus Cutrim Machado

Falar de sexo não é um tema novo, temos relatos que os primeiros habitantes da terra preocupavam-se com sua sexualidade, mesmo porque ela faz parte da personalidade de cada um, sendo uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da sua vida.

A partir da época em que os primórdios da humanidade preocupavam-se com sua sexualidade é que parece ser estabelecidos os mitos, preconceitos e tabus a respeito de sexo e sexualidade. Porém, hoje vive-se uma nova era com mudanças de paradigmas como forma de elucidar os arraigados preconceitos, mitos e tabus formados ao longo de uma sociedade.

filha homossexual pais gay

Filhos têm receio de contar aos pais que são homossexuais

As mudanças na sociedade moderna tem ocorrido com tanta rapidez que fica difícil para os pais processarem tanta informação ao mesmo tempo, para poder a partir de então, desconstruir um repertório e crenças sexual adquirido há séculos. A falta de entendimento das informações trazidas atualmente sobre sexo e sexualidade para os pais parece ser um dos fatores relevantes para que a maioria das famílias relutam no primeiro momento a aceitar a identidade homossexual do filho(a).

É sabido que quando o filho(a) relata sua homossexualidade para os pais a resposta é quase sempre de surpresa e interrogação: o que? Primeiro se culpam, aonde foi que eu errei? E logo após o susto, atribui a culpa ao outro cônjuge. A maioria dos pais desejam que seus filhos levem uma vida sem muito sofrimento, embora a heterossexualidade não seja um passaporte de garantia para a felicidade e bem estar de todos. Sabe-se que jovens gays enfrentam muitos problemas como preconceitos, que os outros jovens ditos héteros não sofrerão.

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É fato, que não é uma tarefa fácil para os pais e filhos principalmente, enfrentarem a homossexualidade, ou seja, a atração e desejo sexual, emocional, amoroso e prazeroso por uma pessoa do mesmo sexo. Mas, há de se respeitar a individualidade sexual de cada um, porque sexo só diz respeito para a pessoa que as pratica e mais ninguém. Cada um tem o seu direito de exercer a sua sexualidade sem interferência do outro. O que leva a pessoa a se achar no direito de escolher o parceiro(a) que julgam ser o certo para o outro? Onde fica o livre arbítrio? A pessoa tem o direito de ser o que ela quiser desde que respeito o direito do outro também.

Como forma de justificativa de um modelo social ultrapassado até hoje busca-se incessantemente saber a etiologia da homossexualidade como se o ser humano fosse única e exclusivamente sexo, não levando em consideração as outras dimensões existências do ser tais como: o caráter a moral, dignidade, respeito e amor ao próximo. Nessa busca, tem-se encontrado evidencias que fatores genéticos e ambientais, poderão ser favorecedores para determinar a orientação sexual, mas até o momento não se sabe ao certo qual seria a causa. O que tem-se observado é que a atração e desejo sexual por pessoa do mesmo sexo é instintivo e involuntário, ou seja, a pessoa não consegue dominá-lo e como consequência não tem controle sobre sua orientação sexual. Tenho escutado relatos daqueles que dizem: O que eu mais queria era gostar do sexo diferente mas não consigo e por essa razão sofro por mim e pela minha família. E como tentativa de evitar mais sofrimento é comum tentar esconder da família e dos amigos pelo medo do preconceito, sentimento de culpa e vergonha, pelo temor da rejeição e abandono por não ter conseguido corresponder especialmente as suas expectativas e as perspectivas das outras pessoas.

No momento da descoberta da identidade homossexual do filho(a) o importante é que haja compreensão, se não pelo menos que se tenha aceitação, a força da família é essencial para o enfrentamento dos preconceitos que certamente haverão de surgir. Deste modo os pais poderão colaborar para evitar angustia, baixa autoestima tristeza, sentimento de vergonha e inferioridade até depressão dos filhos. Por ser gay a pessoa não deixou de ser humano, tem sentimentos, emoções, sensações como qualquer pessoa hétero, além do mais por décadas os homossexuais foram submetidos a marginalização e estigmatizarão social e tentativas frustradas de tratamento porque sabe-se até o momento que não é uma doença e sim uma orientação sexual, ou seja, um modo de ser e se comportar sexual da pessoa.

É fundamental os pais estarem conscientes da realidade da vida dos filhos, pais que tem filhos gay devem acolhê-los, isto sim, é um gesto de demonstração de amor, cuidado, afeto, respeito e generosidade.

Para aqueles que se encontram com dificuldades nessa aceitação não pensem duas vezes em procurar uma ajuda terapêutica. A psicoterapia comportamental cognitiva associada a terapia sexual tem favorecido auxilio e informação na área da sexualidade com ética e técnicas apropriadas para cada caso respeitando a individualidade de cada um. Ela possibilita mudança de percepção que a pessoa tem do mundo e da vida, promovendo novas descobertas e formas de agir e de se comportar no seu contexto. Assim, tem conseguido oferecer resultados excelentes para que a pessoa aprenda a lidar com a sexualidade. O mais importante na vida é ser feliz!

Dalva de Jesus Cutrim Machado, mestre em Psicologia, especialista em: Psicopatologia Clínica, Sexualidade, Profª. dos cursos de Sexologia Forense e Sexualidade Humana pela PUC-GO e Pós – Graduação em Neuropedagogia, pela FABEC e Impactos Mato Grosso. (Diario da Manhã)

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Comentários

  1. Joelson Norel Postado em 16/Aug/2013 às 09:43

    Isso parece uma redação de vestibular. Qual não foi minha surpresa quando cheguei à autora. Desculpe, mas o texto é tão inútil quanto a maioria das redações de vestibular, além de vir na mesma forma, cheio de clichês, não dizendo nada do começo ao fim... uma perda de tempo. Achei bem fora de lugar esse texto aqui; obviamente não pelo assunto abordado (que acho importante e que tem a ver com o que espero do site), mas por ser assim tão raso e não dizer, de fato, absolutamente nada de novo.

  2. Daniel Postado em 16/Aug/2013 às 10:46

    Joelson Norel, pode parecer redação de vestibular e vir cheio de clichês, mas por um acaso o comportamento das pessoas mudou para você ler alguma coisa "nova"? Por mais que as pessoas batam na mesma tecla, dizendo que precisa de respeito, compreensão, dignidade, não há repercussão na prática. Clichê é ver a tolerância das pessoas em relação a crimes motivados por homofobia, ver as pessoas sendo espancadas pela própria família e nada acontecer em relação a isso. Além disso, o que é "novo" para você, pode não ser para outro. Então, com licença...

  3. Danilo Prado dos Santos Postado em 16/Aug/2013 às 10:48

    Este texto não condiz com o o trabalho que o site vem desempenhando. A ideia é interessante, mas além de raso e cheio de clichês como sugeriu o Joelson, o texto está cheio de erros de português, desde o uso indevido de vírgulas, letra maiúscula depois de dois pontos, "Aonde" quando não se indica movimento (o certo seria Onde foi que eu errei), colocação pronominal indevida (no Brasil somos "proclíticos", então se perdoa trazer sempre o pronome pra antes do verbo, por outro lado, usar ênclise quando não se deve, como em "O que tem-se observado..." mostra desconhecimento das regras e uma tentativa de enfeitar o texto, trazendo a atenção para outra coisa que não seu conteúdo). Eu sigo o site, estou de acordo com o posicionamento político, mas este texto especificamente está mais pra texto de revista adolescente.

  4. Marcela Postado em 16/Aug/2013 às 11:25

    Pior artigo que eu já li no Pragmatismo. Narrativa horrível, cheio de erros de português. Um caos.

  5. Douglas Ribeiro Postado em 16/Aug/2013 às 12:30

    Lendo este texto, me lembrei de quando eu era pequeno, na primeira série, quando eu e meus amigos tínhamos nojo de um garoto que estudava com a gente. Ele sofre de problemas mentais e familiares até hoje, desde que o conheço ele se assumia abertamente que era homossexual, e nós fazíamos piadas, algumas vezes até o agredindo, porque ele não tinha jeito, mexia com os meninos. Mas toda essa violência não acontecia por ele ser abusado, creio que era, acima de tudo, por ele ser homossexual. Lembro também que mais ou menos a essa época (começo dos anos 2000) o programa Zorra Total, da rede globo, tinha um quadro interpretado por Lúcio Mauro e Lúcio Mauro Filho, em que eram, respectivamente, um pai conservador e um filho, que assumia, na frente dos amigos do pai, que era homossexual. Quando eu era pequeno, acreditava em tudo o que via na tv, e minhas opiniões eram moldadas seguindo as opiniões dela e de meus pais. Como nunca conversavam comigo sobre homossexualidade, as palavras que ouvia a respeito das pessoas do bairro em que morava eram de aversão, e piadas. Hoje, depois de ampliar minhas convivências e frequentar diferentes ambientes, passei a tratar homossexuais como pessoas normais, como eu, e até tenho um amigo assim. O que percebi é... como é perigoso viver em ambientes e conviver com pessoas limitadas, como é perigoso tomar só uma como fonte de opinião e entretenimento, e como tudo isso junto pode resultar numa violência burra. Eu achava certo tudo o que faziam e falavam a respeito de gays, mas por quê? Isso eu realmente não sabia, e creio que as pessoas homofóbicas de hoje pensam da mesma maneira que eu pensava quando estava na primeira série: sem conhecimento nenhum, com pouca informação e convivendo com pessoas homofóbicas, aceitando tudo o que empurram.

  6. Henrique Postado em 16/Aug/2013 às 13:47

    Artigo ótimo! Presta um serviço enorme aos que passam por essa situação. Que a autora não ligue para os dedos acusadores ignorantes e continue com seu ótimo trabalho!

  7. Diogo Postado em 16/Aug/2013 às 14:23

    Parece uma redação de vestibular mesmo

  8. Lucas Postado em 16/Aug/2013 às 15:32

    O título me chamou a atenção, tanto que abri o artigo pra ler ... mas o texto, fraco, raso, superficial! Um tema tão importante e complexo merece um artigo a altura!

  9. Gabriel Postado em 16/Aug/2013 às 16:19

    Texto raso, praticamente acrítico e sem fundamentação. Pela relevância do tema, espera-se, no mínimo, algo crítico-reflexivo e bem fundamentado. Por favor, Pragmatismo, analise melhor alguns artigos antes de publicá-los.

  10. renato Postado em 16/Aug/2013 às 17:37

    Não preciso do texto. Assunto como este esta bastante batido. Não deve ser legal para os pais, na hora que a pessoa, ou o filho conta que é homossesual, principalmente pela idade que ele venha a ter. Por que é algo assim, eu crio o meu filho e filha para que eles sejam pessoas preperadas para a vida, como lidar com outros, etc... E temos sempre o coração na mão, para o resto de nossas vidas, eles são nossas vidas. Quando ocorre isto sabemos que eles vão trilhar este caminho com muitas dificuldades a mais...Por que lá fora existem regras e ninguém é dono delas. São regras de consciência coletiva, uma das maiores forças de uma Sociedade Humana. Mas dá para levar legal, é preciso dobrar a atenção. Amor é um sentimento que não se multiplica. Ou se tem ou não tem. Então tratem bem a todos, todos são uma benção de Deus. Para que esta consciência evolua, é necessário novas mentes. Quem sabe????

  11. Mércia Gloria Postado em 16/Aug/2013 às 19:56

    Renato falou bonito! Eu também não preciso de texto algum, nem imposição ou modismo do tempo, nem de ninguém, nem de psicologia de mercado central, criei meus filhos orientada naturalmente pela educação, princípios e doutrina religiosa que recebi dos meus amados pais, pois todos os valores do passado são muito dignos, limpos, belos, respeitosos e não desvirtua a retidão de conduta do ser humano como acontece nos dias de hoje. Hoje só se fala em sexualidade, sexo, homosexualidade. Mas digo uma coisa com todo respeito e me desculpem as palavras, mas é a verdade: quando Deus colocou o sexo no ser humano entre as pernas e abaixo da roupa é porque é algo que exige pudor, moral e só diz respeito à própria pessoa (como você mesmo falou no texto, (tá vendo como tem pessoas que não sabem o que dizem nem o que fazem?). Homofobia é crime, mas, matar inocente em aborto não é. Nunca serei a favor do que é contra a Lei de Deus. Sou católica, apostólica, romana, defendo a vida e o ser humano do jeito que Deus mandou à terra. E... melhora os conteúdos da tua página.

  12. Renato Postado em 16/Aug/2013 às 21:10

    E os comentários, parecem piorar a questão do problematizadas pelo texto.. estas teorias religiosas,não falam de verdades, em que nos mais recônditos dos nosso íntimo moram aqueles/aquelas que nos habitam e no fazem ser e querer o que somos(nosso desejos).....

  13. Daniel T. Postado em 16/Aug/2013 às 23:41

    Joelson Norel, para mim e para vc tbm, provavelmente, tudo q esta dito neste texto é obvio. Mas, infelizmente, ainda hoje, tem muita gente que nao sabe ou nao conseguiu entender ainda certas coisas que deveriam ser obivias.

  14. Daniel T. Postado em 16/Aug/2013 às 23:42

    *obvias

  15. Guilherme Costa Postado em 22/Aug/2013 às 14:00

    Pelo jeito. não fui o único a achar esse texto fraco.