Luis Soares
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Racismo não 28/Aug/2013 às 11:01
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Negras médicas e domésticas

No Brasil, a cara define sua profissão, o seu poder e a sua preferência no trânsito da vida profissional. A vinda de tantos médicos e médicas negras para o Brasil é um choque terapêutico para entendermos a profundidade do apartheid brasileiro

Por Marcos Romão

Poderia ser natural em meu Brasil, qualquer criança ou pessoa me perguntar qual a minha profissão, se eu responder, que sou médico, mesmo vestido de branco, feito respondi uma vez à uma balconista negra que me servia café, ela olhou desconfiada e me disse que pensava que eu parecia mais pai de santo, quando lhe afirmei que na verdade sou sociólogo, ela me olhou mais espantada ainda, dizendo, feito o presidente Fernando Henrique?

São situações naturais para qualquer negro no Brasil estas que acontecem no dia a dia com a gente, não somos o que somos somos apenas o que nascemos pra ser. Nascemos pra sermos nada ou quase nada.

Eu mesmo me flagro volta e meia ao conversar com as pessoas, com uma dúvida interior, que me faz perguntar no íntimo, será que o cara tá acreditando em mim,será que eu estou me apresentando mais do que devia para convencer o cara interlocutor, que eu sou o que sou e tenho a experiência que tenho? Será que não exagero ao me descrever, para convencer ao outro que sou eu mesmo o que sou?

Natural prá gente é ser servendte, empregado doméstico, supervisor de segurança se estiver de terno e até manobreiro, que alguém entrega a chave enquanto a gente espera a namorada chegar para nos encontrar em um restaurante fino.
Não importa se o interlocutor é negro ou branco, cortamos um dobrado para convencê-lo de que somos o que somos e basta.

médicas negras brasil

(Reprodução)

No meus vinte anos na Europa, qundo sentava em um bar, poderia estar ao meu lado uma chanceler da república ou uma empregada doméstica, que se eu não conhecesse pela foto, não saberia quem é quem.

Aqui não, se é branco é alguém, se não é branco que nos convença.

Aqui no Brasil se tem cara e não se tem cara e a cor da cara ajuda a definir a profissão, a posição e o poder diagnosticado na pessoa que você se confronta. Dependendo da nossa avaliação ou pedimos licença, ou passamos por cima.Quase sempre tem dado certo prá todo mundo. Quando não dá certo e alguém grita racismo, vem logo a desculpa, mas foi um mal entendido, esta não foi a nossa intenção.

Aqui a cara define a sua profissão, o seu poder e a sua preferência no trânsito da vida profissional.

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Até para as crianças que reconhecem tudo no espírito, é um problema identificar uma pessoa negra no seu cotidiano,que não faça parte do universo de pessoas a que esta criança esteja acostumada a ver as pessoas negras.

Médicas, engenheiras, arquitetas, presidentas escapam até para estas crianças do universo de domésticas a que elas estão acostumadas a verem suas mães, tias, quando são crianças negras, e babás quando são de criaças brancas que falamos.
Assim quando a jornalista potiguar Micheline Borges causa uma revolta nas redes sociais ao expressar sua opinião sobre os médicos cubanos que estão chegando ao Brasil para trabalhar no programa “Mais Médicos”. “Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica”, como afirmou a repórter, me causa um certo espanto, sobre o porque de tanta revolta do público feissebuquiano, quando ela falou o que a maioria destes leitores pensam.

A infeliz cometeu apenas a besteira de confirmar o racismo que a maioria dos brasileiros carregam dentro do coração todos os dias.

Ninguém se espanta nem vai para as redes, perguntar por que só tem médicos brancos no Brasil.

Todos estão para lá de mal acostumados em verem cenas de filas negras espersndono SUS, e à 8 horas as filas de brancos estacionando os seus carros e descendo para atravessar aqueles mares negros de pessoas humanas de pele preta ou amareladas de fome, que sempre estão a sua espera.

Foi chocante assistir a chegada dos médicos cubanos em São Paulo, a foto estampada nos jornais chocou até a mim, homem vivido neste mundo planetário. Deus dos Céus, um monte de mulheres e homens com as caras dos peixeiros de nossas esquinas, fortes como os entregadores de gás do dia a dia, e com aquele olhar afável das nossas queridas empregadas domésticas, isto não estava no meu enredo de vida como um brasileiro negro, pois eram e são todas e todos médicas e médicos.

Quiseram os Deuses, via a transversal do comunismo, dar um choque terapêutico no nosso racismo, tão querido como um calo conservado de nossos avós?

E ainda aparecem uns jornalistas, que parecem que descobriram a pólvora do racismo brasileiro, a dizerem-se solidários com os cubanos, que sentem vergonha pelo racismo dos médicos brasileiros. Outros, menos jornalistas também sentem vergonha, como se o assunto não fosse com eles.

Meu avõ sempre dizia, vergonha de quem não se reconhece racista e lágrimas de crocodilos, não acabam com o racismo, nem enchem copo de quem tem sede por justiça e igualdade.

Tem mais de 125 anos que nós negros lutamos para termos acesso às escolas e quanto mais estudamos, mais as escolas de “excelência” ficam brancas.

Tem mais de 40 anos que lutamos por cotas, levamos 10 anos na justiça, ganhamos mas não levamos a quina, pois universidades como a de São Paulo, sempre arranjam um jeito de não permitirem nossa entrada.

Numa esquina perto de minha casa vejo todo dias dois mares de cores crianças se cruzarem,de um lado uma escola privadas, escola de excelência que forma prefeitos e governadores. As crianças brancas atravessam a rua em direção a zona rica da cidade. Do outro lado tem a Escola Pública , que forma as empregadas domésticas e os peixeiros da esquina.

As crianças se cruzam, pretas para as favelas e brancas pra os play grounds. Sinto que estamos enchendo um balde furado. Nossas crianças negras estão marcadas para perderem e morrerem.

Que a foto desta negrada cubana estampada nos jornais, tenha o mesmo efeito que a foto de Pelé teve na África do Sul, quando publicada na primeira página em 1958. Foi a primeira foto de um negro na primeira página de um jornal da África do Sul. A foto de Pelé inspirou muitos jovens negros da época, como me disse Desmond Tutu, ao verem que elas, crianças negras poderiam serem o que desejassem. Levaram 30 anos e estão conseguindo.

A vinda de tantos médicos e médicas negras para o Brasil(apesar de ser tão pouquinho café neste balde de leite que é o sistema de poder curador do Brasil)é mais do que um exemplo de ação para a saúde física de nosso povo racista até nas entranhas, é um choque terapêutico para entendermos a profundidade do apartheid brasileiro.

Aqui deixo como um exemplo a entrevista que fiz no início do ano com uma médica negra brasileira de minha cidade

Mamapress / Geledés

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Comentários

  1. José Ferreira Postado em 28/Aug/2013 às 11:27

    O problema desse programa não é o racismo ou a xenofobia, apesar de existirem alguns racistas que fazem questão de demonstrar o seu ódio em redes sociais. O assunto a ser discutido é sobre a forma de trabalho dos médicos cubanos, que não puderam trazer as suas famílias e nem recebem diretamente todo o salário de 10000 reais. O salário é confiscado pelo governo cubano, que poderá repassar o que quiser para os seus médicos, ainda assim os médicos aceitam porque o salário (2500 a 4500 reais) é maior que a média salarial dos médicos que trabalham em Cuba. A maior parte do dinheiro que deveria ir para as mãos dos médicos cubanos acaba servindo para financiar o governo cubano, seria uma espécie de "bolsa médico". Os médicos cubanos não são livres no exercício da profissão, são semi-escravos de todas as cores, e se tivesse uma colônia japonesa em Cuba, estes também seriam semi-escravizados.

    • rosangela Postado em 06/Sep/2013 às 21:47

      José, eu gostaria que a mesma solidariedade que os médicos brasileiros estão tendo com os cubanos, criticando o regime da ditadura de Fidel, também tivessem a solidariedade com os 195 millhões de brasileiros que vivem com 51% da riqueza do país, enquanto APENAS 5.000 famílias dominam 49% da riqueza . José, fala sério, médico - NA SUA MAIORIA - não é solidário com ninguém. Agora vem cantar de preocupado com a opressão?? Eles são os maiores opressores das populações pobres doentes , ao nem olharem para a cara deles. Sobre a opressão cubana, deixa que os cubanos tomem conta disso. Vamos ver se conseguimos acabar com a nossa!!!

  2. Marcela Silva Postado em 28/Aug/2013 às 11:29

    Eu poderia ter escrito este post! Perfeito! Humilhante... toda vez que perguntam a minha profissão e tenho que "convencer" o interlocutor que sou, de fato, professora universitária. Decepcionante a "nossa" recepção aos profissionais estrangeiros. A recepção independe do motivo da vinda, deveria ser uma questão de bom senso e educação.

  3. Paulo Alves Postado em 28/Aug/2013 às 12:42

    Eu trabalhei na Malásia por 1 ano. Quando estava lá, eu era contratado pela Empresa A. A Empresa B, cliente da Empresa A, precisava de alguém para ficar alocado na Empresa B em tempo integral. Então Empresa B e Empresa A fizeram um contrato, no qual a Empresa B pagaria à Empresa A o valor de RM 6000 (seis mil ringgits) para me ter por lá. Enquanto isso, eu, como funcionário da Empresa A, fui realocado para prestar esse serviço na Empresa B. O valor integral de RM 6000 não me era repassado, somente o meu salário normal RM 3000 e uma ajuda de custo com transporte, pois a Empresa B era distante. Agora, troquem "Empresa A" por Cuba e "Empresa B" por Brasil. Vocês veem alguma diferença? Eu, sinceramente, não!! Então, se pensarmos um pouco, vemos que é totalmente razoável e racional esse tipo de contrato.

    • juliano Postado em 09/Sep/2013 às 15:48

      A única "diferença", e não se trata de um detalhe, é que nem Cuba e nem o Brasil são empresas, e não podem se comportar como tal.

  4. luiz carlos ubaldo gonçalves Postado em 28/Aug/2013 às 12:45

    Esses coxinhas descarados só fazem mal ao nosso povo, ainda mais agora que resolveram receber os medicos estrangeiros com vaias, vocês é que merecem as vaias da população, mais so que isso o desprezo pelo mal que tanto nos causaram todos esses anos de desserviços contra o Brasil!

  5. Zé Capela Postado em 28/Aug/2013 às 13:25

    JOSÉ FERREIRA::"Entenda por que os médicos cubanos não são escravos. Especialista em estudos cubanos, o jornalista Hélio Doyle explica por que a remuneração dos profissionais de saúde de Cuba é paga diretamente ao governo de Raúl Castro; em primeiro lugar, porque os médicos, servidores públicos cubanos, estão vindo em missão oficial, e não como pessoas físicas; além disso, na sociedade cubana, é aceita a tese de que os ganhos com a exportação de serviços devem ser compartilhados entre toda a população" http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/112780/Ententa-por-que-os-médicos-cubanos-não-são-escravos.htm

  6. Carlos Martins Postado em 28/Aug/2013 às 13:47

    Nao entendo, Jose Ferreira, porque comentar sobre o programa ou o regime cubano quando o foco do texto e' o racismo explicito na sociedade brasileira. Mas ja que tocou no assunto, voce nao deveria assumir como semi-escravos os cubanos, considerando apenas o seu ponto de vista . Seria mais justo perguntar a alguns deles se preferem o regime em que vivem, com suas falhas e restricoes, mas que proporciona oportunidades iguais de educacao e trabalho para seus cidadaos, ou o nosso modelo, "livre", que perpetua a riqueza para uns poucos e a miseria para outros tantos.

  7. Giannini Postado em 28/Aug/2013 às 13:48

    Agora, do nada, a preocupação dos médicos brasileiros é a forma de pagamento dos cubanos... amigos, eles leram os contratos e assinaram pq o acharam justo. Simples assim. É esse o problema de vocês? Medo de as pessoas se tocarem que médico bom não é médico caro? Que a profissão não deve ser tão obscenamente supervalorizada como é no Brasil? Por favor!

  8. Fernanda Postado em 28/Aug/2013 às 13:57

    Bom... é fato que muitas pessoas não refletem sobre... apenas pensam e vivem o preconceito. Mas não podemos culpar a nossa sociedade tão severamente sem pensar no que tem por trás de tudo isso. Existe um calo. O negro no Brasil de hoje é descendente de negros escravos, que foram "libertados", ou melhor dizendo, jogados na sarjeta, sem rumo, "sem lenço, sem documento", à margem da sociedade, sem oportunidades na vida, sem saber o que fazer para sobreviver. Infelizmente, de uma forma geral, o negro na nossa sociedade hoje ainda sofre o reflexo disso e não conseguiu superar completamente o que lhes foi deixado de herança: Uma história triste, escrita sim, pela nossa sociedade, pelos nossos ascendentes. Dentro de um contexto histórico tudo ainda está recente, e vivemos sim numa sociedade onde boa parte dos negros continuam marginalizados e sem oportunidades na vida.

  9. Cida Postado em 28/Aug/2013 às 14:09

    Parabéns pelo texto. É exatamente assim que as coisas acontecem por aqui.

  10. Babi Postado em 28/Aug/2013 às 14:21

    Já cansei de ouvir desses médicos Almeidinhas falarem que eu tenho "cara" de médica e não de enfermeira...Oi? Sinto que diminuem minha profissão tão valorosa e que me orgulho tanto. Eles realmente são muito preconceituosos e acham que enfermeiros, técnicos em enfermagem ou radiologia e a galera da limpeza somos sub raça. O negócio dos nossos médicos é encher a burra de $. Não existem mais pediatras, clínicos geral, hematologistas. O lance deles é fazer especialização em anestesiologia, dermatologia, cirurgias. Porque você paga os procedimentos tipo um peeling que custa no mínimo R$700,00 em $ vivo. É simples assim. Eu estou amando a vinda desses médicos cubanos, assim o povo tá vendo a verdadeira cara da classe médica.

    • camilly Postado em 30/Oct/2013 às 11:40

      eu tambem acho

  11. Lucas Ricardo Santos Postado em 28/Aug/2013 às 14:54

    José Ferreira, desculpe mas isso é mentira...a situação de trabalho desses cubanos pouco importam, tanto é que os videos e filmagens do desembarque a raiva era diretamente conduzida para os Cubanos, ficou feio para os médicos e agora estão inventando mais outra desculpa...antes era o revalida, agora é a forma de trabalho...e blábláblá...R$4500 que seja é um salário maior que 80% da população brasileira recebe...boa parte considerável desses 80% de brasileiros que são pobres talvez ficassem felizes em poder fazer a mesma coisa, para poder ajudar as suas familias e o seu pais...isso é algo que a Elite tosca brasileira nunca vai entender...esses médicos foram formados a custa de toda a sociedade, agora estão retribuindo o favor...o mesmo acontece no Brasil, mas aqui o discurso fascista faz com que o mérito seja do esforço do próprio médico o que é uma grande mintira...cada pessoa formada nas Universidades Públicas é devido o esforço de toda a sociedade que trabalha e paga impostos, e sustenta o individuo enquanto ele está lá estudando...os médicos deveriam ser mais agradecidos a esse povo que eles tanto fazem questão de humilhar...os Cubanos bem sabem disso, aqui a elite ou é hipocrita ou burra demais pra ver a verdade...

  12. Glauco Lima Postado em 28/Aug/2013 às 15:03

    Um alto executivo percebe a evolução de um jovem médico na empresa. O rapaz acaba de ser promovido, vai ganhar mais e ter mais benefícios. O executivo se aproxima dele para conversar. Elogia seu desempenho e festeja que agora, ganhando mais, ele vai poder comprar roupas de griffe, dar entrada num carro e ir para as “baladas” mais disputadas. O jovem no entanto retruca: - Que nada, doutor! Vou entregar todo o meu salário para minha mãe. Ela é sozinha pra cuidar de mim e de mais seis irmãos. Nossa casa é pequena. Um ex-patrão dela, que a explorou muito, promove uma espécie de boicote contra mamãe. Ele se movimenta para que ela não consiga emprego, ameaça quem quer ajuda-la, torna nossa vida muito sofrida. A gente se vira, passa muita privação, mas não se entrega. Mamãe tem que ser firme. Ela tem uma ideias diferentes sobre o mundo. É cheia de opinião, adora nadar contra a maré. Tem gente que diz até que ela é ditadora. Eu as vezes discordo dela, mas a entendo e respeito. Dou meu salario todo para ela. Mamãe tira uns cinco por cento do que eu entrego a ela e me dá, para as minhas despesas e necessidades. Não é muito, mas me permite trabalhar em paz e estar crescendo. O executivo espantando, surpreso, sem entender a lógica do rapaz, comenta: - Mas quem trabalha és tu. O esforço é teu. O salário está no teu nome, tu precisas de tantas coisas. Deverias ficar com, pelo menos, noventa por centro desse dinheiro. O rapaz contesta com educação: - Mas o dinheiro não é meu. É nosso. É da minha mãe, dos meus irmãos e até de uns parentes mais pobres que nós, que a mamãe ainda ajuda de vez em quando. O executivo cada vez mais intrigado pergunta: - como é o nome desse ex-patrão que boicota tua mãe? - Ele é conhecido como Tio Sam. Responde o rapaz. - E como é o nome dessa tua mãe? - Cumalina Barbosa. Mas todo mundo a conhece por CUBA.

    • Lázara Postado em 23/Oct/2013 às 16:31

      Glauco! Eu sou cubana e há 2 meses estou fazendo essa mesma analogia aos meus amigos brasileiros.

  13. William Postado em 28/Aug/2013 às 15:09

    Quem ainda insiste em dizer que a situação dos cubanos no Brasil é análoga a de escravidão está desinformado: 1) Em Cuba não existem impostos nesta proporção que existe no Brasil e pior é um país bloqueado. A educação é realmente universal e gratuita com aplicação maciça de recursos e pra isso o governo cubano precisa de recursos, não? Eu não entendo o motivo de tanta preocupação com os cubanos já que aqui no Brasil os impostos representam quase 50% da renda. Somente o IR no Brasil chega a 27,5% na fonte. Em outros países chamado desenvolvidos essa contribuição passa dos 60%. Eu não entendi ainda o que está errado já que os próprios cubanos dizem que estão tranquilos em relação a isso pois o dinheiro é suficiente e eles não precisam se preocupar com a família deixada em Cuba. O cubano está ciente que o dinheiro está sendo bem usado no país dele. 2) Ninguém é obrigado a sair de Cuba. Existe um convite para eles visto até como um reconhecimento para quem é escolhido, sendo bem atrativo sob o ponto de vista profissional pois o cidadão irá viver em outra cultura, aprender outro idioma e financeiramente é muito bom, já que R$ 4.000,00 mensais em Cuba representam 40x o valor necessário para viver no país. 3) Todos o médicos são funcionários do governo cubano e sendo assim, quando vão para outros países assinam contratos de trabalho específicos de caráter temporário, depois voltam para suas atividades normais. Desde quando empresas, especialmente brasileiras, se preocupam com a família do funcionário quando exigem que tal funcionário vá trabalhar em filiais localizadas em outras cidades? O contrato de trabalho é feito com o trabalhador e não com a família deste. O governo de Cuba não pode se responsabilizar pela transferência das famílias, assim como uma empresa também não se responsabilizaria, exceto casos pontuais. Aliás, o que sabemos é que na iniciativa privada um posto de trabalho fechado, acaba por ser aberto em outro onde a mão de obra é mais barata sob o pretexto da diminuição de custos. Se o governo de Cuba não pode intermediar os funcionários dos quais eles são responsáveis por contrato sob o pretexto que são terceiros nesta estória, então temos que acabar com todas as terceirizadas daqui também. Pois estas sim exploram bastante os trabalhadores...

  14. José Ferreira Postado em 28/Aug/2013 às 15:14

    "Bunitinhu" caro Glauco... Então esse executivo é escravizado pela sua mãe. A solução é simples, que esse filho passe a morar sozinho, pois com uma mãe dessa... é melhor ficar órfão...

  15. soraia Postado em 28/Aug/2013 às 15:29

    Não precisa de nada de ofensivo, ao contrário o brasileiro está contra o regime trabalhista do cubano, está a favor do próprio cubano, por que seria uma vergonha aceitarmos de braços cruzados em solo brasileiro e com leis absurdas de lá. E fazendo as contas será somente com os 60% que Cuba fica com ele, em 3 anos +- 1 bilhão e isso nas nossas contas e fora alguns possíveis processos trabalhistas internacionais dos que fugirem. Tudo na nossa conta, mas há 500 anos estamos acostumados a pagar pelas negociatas malucas de nossos governantes, fazer o que?

  16. Rafael Postado em 28/Aug/2013 às 15:30

    Interessante como "empregada doméstica" virou automaticamente "negro"...

  17. Rafael Postado em 28/Aug/2013 às 15:31

    Ah... e meu cardiologista é negro... só para salientar...

  18. Leonardo Postado em 28/Aug/2013 às 15:49

    Realmente para muitos é um choque cultural ver tantos médicos negros. Eh porque já esta na hora dos brasileiros pararem de achar que so ricos/brancos podem fazer um curso da elite, estamos aprendendo com o Comunismo que a oportunidade deve ser igual para todos. Pois pessoas que residem nas grandes favelas e periferias do Brasil também sonham em ir contra aquilo que a sociedade os empurram ( pedreiros, domésticas e etc). E sem dúvida ficou claro que moramos em um país racista por natureza.

  19. Victoria Postado em 28/Aug/2013 às 16:07

    Muito bom, Glauco! Acho justo que o salário retorne as mãos de quem formou esses médicos...Acho que o amigo aqui em cima esqueceu que Cuba é socilista, e não capitalista. Por isso os cidadãos de lá não cursam medicina por dinheiro e status como os nossos queridos compatriotas!

  20. Camila Postado em 28/Aug/2013 às 16:16

    Será que as vaias não foram uma conspiração? Antes o povo ate estava contra a chegada dos médicos cubanos, agora por causa do preconceito estão a favor... sei la cara...

  21. lili Postado em 28/Aug/2013 às 16:19

    Se fossem todos médicos loiros, de olhos azuis, e de descendência alemã, italiana ou russa, o povo brasileiro gritava de alegria e diria são todos muito bem vindos, mesmo que não fossem competentes... O povo brasileiro é que se faz pequeno, se desvaloriza e depois reclama...

  22. carolina Postado em 28/Aug/2013 às 16:24

    José, há alguns anos os cubanos podem sair de seu país pedir asilo em outros, não existe nada, além da ideologia, que os prenda lá. "Quanto a você da aristocracia Que tem dinheiro, mas não compra alegria Há de viver eternamente sendo escravo dessa gente Que cultiva hipocrisia" (Noel Rosa)

  23. Neli Belem Postado em 28/Aug/2013 às 16:28

    Perfeito, Glauco! A-D-O-R-E-I a forma como vc respondeu as questões sobre a situação dos médicos cubanos vindos par o Brasil! E digo mais: vamos supor que qualquer um de nós tenha sido contratado por uma multi brasileira para ir trabalhar nos "cafundós" dos mundo. Quem pagará nossos salários: a empresa que nos contratou, ficando com a mais-valia do nosso trabalho, ou o governo "cafundense"??? A situação dos cubanos é essa: o governo cubano é o patrão (deles), que deverá "ficar" com a mais-valia do seu trabalho. Só há uma diferença (crucial) nessas duas relações: o governo cubano divide a mais-valia do trabalho dos seus médicos com os demais cidadãos cubanos; já a empresa multi, embolsa a mais-valia nos bolsos (e nos bancos, emprestando a juros extorsivos) ou financiado campanhas eleitorais de gente que ajuda a manter o status quo dos "maiscidadãoqueosoutros" da terra tupiniquim...

  24. renato Postado em 28/Aug/2013 às 18:02

    Viva os médicos Cubanos. Viva, Bravo, Viva Muito, Muito Viva. Estas mulheres que vaiaram as Cubanos e os Cubanos Não fazem idèia do preparo Politico que uma pessoas desta tem. Eu que sou metido a besta, não me meteria com um só deles, deles eu tenho que aprender sobre Politica, Direitos, Humanidade. Como eu gostaria de sentar em uma roda de " sei lá", para ficar escutando. Já que meu presidente agora não faz mais comício, só faz palestras. E o Metido cobra caro....ehehehehehehe.

  25. Fernando Fidelis Vasconcelos Postado em 28/Aug/2013 às 18:47

    Certa vez estava eu fazendo faxina na área de alimentação de um "Mall" (shopping) nos Estados Unidos, vassourinha daqui pazinha dali, com meu biotipo branquela enganador, um casal de velhos estadunidenses se aproximou de mim e disse: Senhor, pare com isso, o senhor pode conseguir um bom emprego em outro lugar, deixe isso para esses mexicanos que vem pra cá!!! Ao que eu comecei a agradecer a preocupação e explicar... O casal virou-se abruptamente e a esposa rápida no gatilho puxando o marido pra longe de mim como se fosse algo asqueiroso!!! Meu pobre ingreis cheio de sotaque tupiniquim agiu como se fosse uma bomba aos ouvidos "nobres" do velho casal. Mais um cucaracha!!!! Custei a me recompor naquele dia, lembrando da cena e sentindo pena daqueles pobres coitados. Sim, sei um pouco o que nossos negros sofrem, e me orgulho muito de minha mãe branquela azeda que tomou por segundo marido um negro maravilhoso que meus filhos chamavam de vô preto.

  26. Edielson Postado em 28/Aug/2013 às 19:04

    A solução mesmo é investir em mais e mais cursos de medicina no Brasil. Sendo grande a oferta de médicos, pela força da concorrência poucos deles se dariam ao luxo se recusar uma oportunidade de emprego nos cafundós, ou as prefeituras dos municípios carentes do interior não precisariam sangrar seus orçamentos para atrair esses profissionais. Trabalho no setor administrativo do sistema público de saúde de uma município do interior da Amazônia e sei da dificuldade que enfrentamos para contratar médicos que assumam nossos postos de saúde e hospital. Um cirurgião geral pediu demissão e foi trabalhar em um município vizinho, pois aqui o prefeito havia cortado R$4.000 do seu salário e ele se recusou a ganhar apenas R$20.000. Se houvesse grande oferta de médicos no Brasil o nosso cirurgião teria de concorrer com outros tantos e o preço de sua mão-de-obra seria menor. Lei da oferta e procura. Se somos capitalistas temos que encontrar soluções para os nossos problemas de acordo com as leis do sistema capitalista.

  27. Fernando Fidelis Vasconcelos Postado em 28/Aug/2013 às 19:08

    P.S.: Meus filhos chamavam de vô preto porque o avô preto ensinou e se orgulhava muito de sua origem maravilhosamente africana.

  28. Eduardo Postado em 28/Aug/2013 às 20:04

    Cuba é linda, mas ninguém quer morar lá! Voltando ao assunto do texto, um dos problemas do racismo, na minha opinião, é que ele funciona como uma bola de neve! Começa com um racista discriminando alguém, em seguida o discriminado generaliza e passa a achar que todos são iguais e etc...

  29. José Ferreira Postado em 28/Aug/2013 às 22:31

    Eu vou contar uma história que aconteceu em uma universidade: Um professor, que nunca reprovou ninguém, resolveu negociar com os alunos uma nova forma de avaliação em que as notas de todos passariam a ser pela média da sala, e todo mundo teria a mesma nota. Todos na sala concordaram com a ideia do professor. Na correção da primeira prova o professor deu nota 8 para todos, e os que sempre tiravam notas baixas ficaram felizes com o resultado, mas os que tiravam notas altas não gostaram. Na segunda prova a nota de todos foi 6, e na terceira 4, pois aqueles que tiravam notas baixas não se esforçavam - por causa dos que tiravam as notas altas, assim como os que tiravam notas altas antes da nova avaliação - por causa dos que tiravam notas baixas. No final todos foram reprovados... É um exemplo hipotético que descreve a realidade, e explica o motivo para as alegações de que o Estado Cubano escraviza seus médicos que vem para outros países.

  30. Maria de Lourdes Cardoso Postado em 28/Aug/2013 às 22:54

    O texto, a cor da pele, o preconceito, a divisão de brancos para lá e crianças negras cruzando para cá, é a pura verdade. Verdade também, que branca filha de caminhoneiro foi desencorajada a fazer o curso normal em colégio de freiras, há muitos anos e só soube agora. Fez o ginásio, mas só até aí. Fui professora do estado no RS e os pequenos eram dividos pela cor e pelo emprego dos pais. Esta turma sempre sobrava, eram crianças de segunda série e as professoras tinham também as turmas preferênciais e assim, as minhas crianças eram pobrezinhas, pretas e brancas. Algumas, eu mal conhecia os pais, com seus trabalhos domésticos e a criança ia para a escola mesmo doente e eu ali, de mãos amarradas passando uma estopa recolhida no carro, nova, na testa da criança que aos poucos melhorava da febre. Eu, só lamento, a falta de instrução do povo brasileiro, que esperava cubanos de olhos azuis e se duvidar, não tem idéia de onde fica CUBA. Não duvido, viajei com uma médica branquinha, que não conhecia o mapa da América do Sul e não tinha a mínima idéia da distância que deveríamos percorrer, desta forma na metade do caminho para se chegar ao Peru, ela teve que pegar um avião em Santiago e voltar porque deixou consultas marcadas e pensou que estaria de volta a tempo de atender os clientes.

  31. Isaac Postado em 28/Aug/2013 às 23:32

    Só disse verdades, eu mesmo já passei por isso de convencer o outo de quem eu sou. Isso é chato, cansativo, constrangedor, pq pessoas brancas em geral se guiam exclusivamente por estereótipos? pq não concebem a ideia de de negros/pardos médicos, engenheiros, advogados e tantas outras profissões? pq?

  32. jose orlando coelho santana Postado em 29/Aug/2013 às 07:34

    Essa gente tem memória curta,esquece que nesse país existem trambiques de mts meneiras,que as cousas aqui fluem na basa do engodo,que os grandes políticos dessa terra ,são uma verdadeira farsa,se locupletam sem vergonha nenhuma,é uma verdadeira farra do boi e que as OTURIDADES fazem vistas grossa e comem pela negligência conivente.Acho que o caráter de uma pessoa não está na cor da pele ou na origem, e não está destampada na aparência.Devia-se atenar para outros requisitos e nao desse precoceito idiota mencionado.Sinto-me envergonhado com relaçâo a esseas coisas.

  33. maria m da penha verde Postado em 29/Aug/2013 às 08:00

    Infelizmente mais uma vez tive razao ao postar aqui no FaceBook ha 2 dias que os cubanos tivessem cuidado com o RACISMO invisivel dos Brasileiros...Se nao fosse tao triste, dava para rir pois NAO hesistem mais brasileiros BRANCOS!!!A maioria dos 'brancos' sao pseudo brancos pois as misturas duram ha muito tempo, embora sejam escondidas o mais possivel...Tal como ai no Brasil a lingua foi e continua ser criolizada e o que falais seja realmente Brasileiro e jah nao mais Portugues, tambem os habitantes se foram misturando e sempre a querem esbranquissar para parecer bem... Coitado do Jorge Amado, bem se tinha iludido... A influencia Africana penetra toda a sociedade brazuca, dde a musica a religiao, a maneira de falar e pronunciacao das consoantes, ao clima, a culinaria, etc. Portanto a esses pseudo brancos soh lhes posso recomendar que finalmente assumam quem sao e se deixem de racismos invisiveis e neste caso dos cubanos ate bem visivel...'A aqueles pretos estrangeiros' que me veem roubar o meu emprego... Eh, o medo eh o pai do preconceito! E se eu agora puzesse aqui os preconceitos que existem na Europa em relacao aos Brasileiros/as????Ganhem juizo e agradecam aos cubanos a colaboracao que voces recusam dar aos mais carenciados da vossa sociedade racista e desigual...

  34. José Ferreira Postado em 29/Aug/2013 às 08:11

    Eu não desviei do texto. O que quis dizer, além de não achar certo a forma com que os cubanos foram contratados, é que os gritos de "escravos" foram para todos os que estão lá, independente de serem brancos ou negros. A ideia de racismo e xenofobia foi criada para desqualificar as críticas ao programa como é conduzido especificamente em relação aos cubanos.

  35. Vanessa Carvalho Postado em 29/Aug/2013 às 09:13

    O racismo existe no mundo inteiro. Moro na Inglaterra desse 2000 e apesar de mais leve socialmente, economicamente o separatismo e gritante. Nao se ve um negro ou estrangeiro no interior mais rico da Inglaterra. O Sul de Londres e segregado e as criancas quase nao tem chances nas escolas (gangs, drogas e violencia). 80% dos presos sao negros. Quando e morto um branco, esta no jornal.....quando e negro, e comum. Portugal e Franca, muito pior. E escancarado. Fui passar a lua de mel em Paris e os garcons brancos olhavam pra nos enojados ( meu marido e De Angola e e pra la De negao). Eles estavam indignados De verem Um negro bem vestido e com uma mulher mais Clara ( nao sou branca, sou filha De mulata com branco). Em Lisboa, muito pior. Os homens me olhavam com desgosto e desdem. Como quem diz: que que ela esta fazendo com Esse preto? Tambem senti o racismo pelo outro lado. Nunca fui aceita na comunidade africana. Ou os negros se casam com negras ou louras suecas. Nunca fui preta o suficiente, nem branca o suficiente para eles! So para dizer, que e uma faca de dois gumes e e no mundo inteiro! Essa estoria de que na Europa ta tudo bem, Ainda e uma versao distorcida nossa de que a grama do vizinho e mais verde!

  36. Alcidéa de Oliveira Postado em 29/Aug/2013 às 11:37

    Se há alguma coisa de extremamente positiva nesse episódio do programa “Mais Médicos” é fazer com que pelo menos alguns setores da sociedade brasileira tenha oportunidade de refletir sobre si mesmo! Temos muitos, muitos, mas muitos problemas mesmo! De país da tolerância racial, religiosa, acolhedor e simpático a tudo e a todos vamos tendo que encarar que não é bem assim. Vivemos em um país com muito racismo sim, com muita intolerância sim, com muitas e variadas formas de discriminação que no dia-a-dia preferimos fingir que não vemos! Bom seria que no final de tudo isso, quando a poeira baixar, o Brasil conseguisse sair um pouco melhor! Bom seria que passado esse episódio, tivéssemos condições de entender que nossos problemas não estão nos médicos que chegam nem como chegam muito menos de onde chegam. Esses são apenas convidados que aceitaram o convite! Nossos problemas estão na má gestão dos recursos públicos que nos deixa em situação de penúria não só da saúde, mas também da educação, do saneamento, da infraestrutura, da logística, da moralidade, da ética e da decência! Quanto ao racismo, ele existe e está aí para quem quiser ver! Basta olhar de frente e abrir os olhos para ver! Os médicos negros cubanos só nos fizeram tirar das nossas próprias gavetas as lentes de aumento que nos fazem perceber melhor a nossa própria realidade de segregação não admitida, porém, gritante!!! Parabéns pelo texto belíssimo, verdadeiro, digno e absolutamente sóbrio e elegante! Sua percepção é a da maioria negra que consegue furar o bloqueio e ter uma carreira profissional que naturalmente o imaginário brasileiro, consciente ou inconsciente, espera ser apenas do branco! A nós resta mesmo provar que somos o que somos e não o que esse imaginário automaticamente acha que somos!

  37. ricardo Postado em 29/Aug/2013 às 12:36

    acho a discussao válida, respeito os deferentes pontos de vista!!! mas o mais importante e´tentativa de sanar o um dos problemas seculares do povo brasileiro, a falta!! falta de amparo q um governo tem como obrigaçao com seus cidadaos!!!se tiver resultados positivos , se tivermos um saldo positivo e se o povao for beneficiado realmente , dai´entao essa discussao sera´secundaria!!! nao quero defender o governo, fazer media, ou ser oportunista, mas apesar de todas as mazelas administrativas e politicas, o governo do pt, s emostra com boa vontade em resolver problemas serios da sociedade. corrupçao, esquemas escusos de desvio d everbas publicas , conchavos politicos, toma la´e da´ca´, tudo isso existe sim, mas nao e´de hoje e tambem nao serve de dxesculpa, mas cabe a no´s a começar uma mudança real!!!

  38. Ticyana Ramos Postado em 29/Aug/2013 às 12:58

    Fantástico o texto... Desde o sonho de Martin Luther King, nada mudou. Sou médica, branca, e na minha turma de faculdade em Niteroi, só havia 1 negro em uma turma de 80 alunos... Na hora de atender os ambulatorios, tudo se invertia... 1 paciente branco entre um mar de pacientes negros... Eu ainda tenho um sonho... Tomara que meus colegas negros cubanos tragam uma mudança de pensamento à nossa sociedade.

  39. Sérgio Postado em 29/Aug/2013 às 13:43

    Puxa Sr Jose Ferreira como o vc está preocupado com a condição dos cubanos. Vá te catar rapazzz....diga logo que é um preconceituoso.

  40. Lucas Moraes Postado em 29/Aug/2013 às 14:04

    A questão é que não se trata de quanto eles vão ou não vão ganhar. Em Cuba, toda a faculdade, mantimentos, tudo é pago pelo governo Cubano, a constituição deles é diferente da nossa. Nunca vi nenhum escravo que gostasse de realmente ser escravo a ponto de ir para outro país trabalhar, pois, em entrevistas dos próprios cubanos eles disseram que estão satisfeitos em estarem aqui. E até onde eu sei escravo nenhum recebia bolsa pelo trabalho escravo. mesmo que a maior parte do dinheiro fique com o governo Cubano eles ainda irão receber e isto já configura algo totalmente o contrário quando se fala em escravidão. O povo brasileiro está se preocupando de mais com esta situação "degradável" em que os médicos cubanos se encontram sendo que para os mesmos isto é normal, tão incoerente são essas afirmações que mesmo eles sendo "escravos" o índice de mortalidade infantil deles consegue ser menor até do que a dos Estados Unidos, ora, desta escravidão também quero me servir. Como foi dito alguns comentários acima, sou a favor mesmo é que estes médicos cubanos venham mesmo e nos concedam realmente a medicina para que talvez possamos sentir em algum medidor nosso de saúde a diferença, por menor que ela seja. Melhor ser formado pelo governo como eles do que nós formarmos o governo e suas riquezas como é aqui.

  41. JorgeTadeu Postado em 29/Aug/2013 às 14:26

    Admiráveis colocações

  42. Luisa Postado em 29/Aug/2013 às 16:44

    Cocnheço médias brancas de cabelo cacheado que fazem chapinha porque se acham mais respeitáveis de cabelo bem lisinho...

  43. Silvia Postado em 29/Aug/2013 às 19:15

    Sou professora, parda, proveniente da periferia, filha de um fora da lei. O caminho foi , e ainda é duro, mas em meu trabalho com as crianças das periferias urbanas (por opção) sempre luto para que eles vejam que podem escrever seu próprio destino, que é possível. Com muita luta, é claro, mas é possível. Não concordo com o sistema de cotas (na maneira como se apresenta atualmente) exatamente por acreditar que devemos ensinar a meritocracia aos nossos estudantes... trabalho, esforço e superação. Por isto, luto e defendo uma ESCOLA PÚBLICA DE QUALIDADE para todos, para que assim possam diminuir um pouco a desigualdade existente. Mudança leva tempo e exige esforço, perseverança... Nossa cultura brasileira (para brancos, negros, azuis, amrelos...) incentiva uma acomodação, e talvez o racismo ainda sobreviva devido a isto. È necessário MUDAR!!!

  44. Alice Castro Postado em 30/Aug/2013 às 11:45

    uma vez estava no teatro com uma amiga holandesa negra. E foi ela que me chamou atenção. Não havia nenhum negro na plateia.... me envergonho de mim mesma pois nunca parava para pensar no racismo, apenas nesses momentos emblemáticos e aí me revoltava e saía detonando todos os racismos... mas a verdade é que no profundo de cada um de nós brasileiros (negros e brancos) existe esse tumor pulsando.... hoje faço o exercício do pescoço com frequência e tendo espalhar para os amigos... é uma maneira de ficar atenta e ir tentando, no dia a dia, combater essa massa nojenta que está entranhada na gente... não quero ser racista! e isso é um exercício diário pois existem zilhões de formas de ser racista... uma delas é só vendo o racismo explicito dos outros..... te agradeço

  45. ARNALDO GRUNOW Postado em 30/Aug/2013 às 14:51

    Cuba formou o cidadão cubano para servir a Cuba, ao seu povo!!!! è simples assim.... O Que a Elite branca brasileira dos não aceita... receber de graça e de graça dar.... a USP, forma com o dinheiro do povo os meninos da elite para serem elite ... é assim aqui a perversão dos direitos... trabalhar para o povo.... é humilhante ir pra periferia... é correr risco de vida... O Médico Cubano esta no Brasil, devolvendo ao Povo de Cuba o que de graça recebeu do povo de Cuba...!!! PSDB isto é socialismo!!!

  46. paulo Postado em 06/Sep/2013 às 20:51

    Que bom se um texto desse pudesse ser lido no Jornal Nacional!