Redação Pragmatismo
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Mundo 15/Aug/2013 às 12:55
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Mais de 500 já morreram no Egito

Forças de segurança removeram seguidores do ex-presidente de duas praças no Cairo, deixando um saldo de mais de 500 mortos

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Repressão a seguidores de Morsi deixa mais de 500 mortos no Egito (Foto: AFP)

Ao menos 525 pessoas morreram na mais recente onda de violência no Egito, anunciou o governo egípcio nesta quinta-feira (15/08), corrigindo novamente para cima um número que não para de subir. A contagem oficial anterior era de 464 mortos.

Os conflitos – os piores desde o levante que destituiu o presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011 – foram desencadeados pela remoção de seguidores do ex-presidente Mohammed Morsi, oriundo da Irmandade Muçulmana, de acampamentos espalhados pelo país.

Somente nas praças Nahda e Rabaa al-Adawiya, no Cairo – os dois locais ocupados por manifestantes islamistas pró-Morsi há semanas – mais de 200 pessoas morreram.

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O Ministério da Saúde também contou quase 3.600 feridos em todo o país. Números divulgados na manhã desta quinta-feira davam conta de 429 pessoas que já teriam deixado os hospitais. A Irmandade Muçulmana, por sua vez, falou em 3 mil mortos num “massacre”, e mais de 10 mil feridos.

Desde que Morsi foi deposto, há um mês e meio, mais de 700 pessoas morreram, de acordo com números oficiais – a maioria seguidores do primeiro presidente democraticamente eleito do país.

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a repressão violenta contra os seguidores do ex-presidente, deposto em julho.

“Trata-se de um massacre muito sério contra o povo egípcio, que estava apenas protestando pacificamente”, disse Erdogan, criticando o silêncio da comunidade internacional diante do derramamento de sangue. O premiê turco é um forte apoiador de Morsi e da Irmandade Muçulmana.

Já o Ministério do Exterior da Alemanha convocou o embaixador egípcio em Berlim para esclarecer a posição do país europeu quanto à situação no Egito. Antes de partir em viagem para a Tunísia, na quarta-feira, o ministro Guido Westerwelle apelou a “todas as forças políticas” para “impedir uma escalada da violência.” O presidente francês, François Hollande, pediu às autoridades egípcias que tomem todas as medidas para “evitar uma guerra civil.”

Após uma noite de calma devido à declaração, pelo governo militar, de um estado de emergência e um toque de recolher válidos durante um mês na capital e em dez outras províncias, a Irmandade Muçulmana convocou seguidores a protestar no Cairo nesta quinta-feira.

DW

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Comentários

  1. Luís Postado em 15/Aug/2013 às 18:08

    Morsi foi democraticamente eleito mas sabotou o processo democrático passando por cima da Assembleia Constitucional. Na prática ele tinha virado um ditador. Os caras da Irmandade também não são manifestantes comuns e muitas vezes respondem ao choque com armas tradicionais. O que também não justifica a reação das tropas do exército...

  2. Myller Postado em 15/Aug/2013 às 18:37

    Acho muita graça do senhor Erdogan - um dos homens menos democráticos do mundo árabe - defender protestos pacificos quando ele oprime e esmaga o povo que dele fala mal. Mas é claro: não estão protestando contra ele, não é? Estão protestando contra o governo de outro país. Melhor, estão protestando contra o grupo que depoz um colega islamocrata dele. Aí doeu no próprio calo, claro que ele vai defendê-los. Eita homenzinho nojento!

  3. renato Postado em 15/Aug/2013 às 19:28

    Eu acho uma M....conversar sobre isto aqui, se tem gente que morreu e não pode mais dar sua opinião. Foram manipulados não sei por quem e estão mortos. Isto é uma Bs....ta. Quem foi o la.....z..to, que matou os caras.

  4. Lourdes Amorim Postado em 16/Aug/2013 às 08:20

    Dêem uma olhada nos prédios à esquerda da foto. Parece a esplanada dos ministérios em Brasília. Se os anseios do povo brasileiro não forem atendidos, não é difícil de acontecer isso no Brasil.

  5. Marcos Postado em 17/Aug/2013 às 13:52

    O islã é uma praga, autoritário na essência como a esquerda, mataram milhares de cristãos como a na historia da esquerda por sinal outra semelhança no Egito, os militares tentam salvar a democracia dos Islã, mas é praticamente impossível gerando uma guerra civil.