Luis Soares
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Saúde 13/Aug/2013 às 09:14
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Duas médicas explicam porque aceitaram o Mais Médicos

Duas médicas do grupo de 45 profissionais que passará a atuar em São Paulo revelam porque encararam desafio do programa Mais Médicos

médicas são paulo mais médicos

Kátia vê no programa federal a oportunidade de tratar os mais carentes (Foto: Marcello Palhais/Diário SP)

Beatriz da Costa Thome tem 35 anos, estudou em uma universidade pública da capital, já trabalhou em Moçambique, Quênia, Congo, Ruanda e Costa do Marfim, na África, e em Seattle e Nova York, nos Estados Unidos. Agora ela vai atuar em São Paulo. Kátia Regina Marquinis tem 39 anos, estudou em uma faculdade pública do interior, trabalhou quase toda carreira na capital e, em breve, estará em São Bernardo do Campo, na região do ABC.

Ambas fazem parte do grupo de 45 médicos que passará a atender em setembro na capital e demais regiões do estado de São Paulo pelo programa Mais Médicos do governo federal.

A primeira é pediatra especializada em saúde pública e, a segunda, é oftalmologista com especialização em uveítes (inflamações em diversas estruturas do olho, associadas a outras doenças).

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Apesar das diferenças, ambas têm algo em comum: a vontade de retribuir a oportunidade de ter cursado medicina em uma instituição pública prestando atendimento às camadas mais pobres e vulneráveis da sociedade.

SONHO

Após se formar e fazer residência na Escola Paulista de Medicina, Beatriz se inscreveu em um programa da Universidade de Columbia, dos EUA, para tratar de crianças em Moçambique, onde 16% da população têm Aids. “Além de problemas de saúde corriqueiros, me especializei em HIV.”

Foram quatro anos e, em seguida, a pediatra foi fazer um mestrado nas duas cidades norte-americanas. Há seis meses ela retornou ao Brasil, mas retornava à África em viagens esporádicas. Quando soube do Mais Médicos, não teve dúvida em inscrever-se.

“O SUS é um modelo visto como exemplo no exterior, mas aqui é pouco valorizado. Como trabalhei muito tempo fora, sempre quis ver o sistema de saúde fortalecido no Brasil, que é a nossa solução. É um desafio, mas a saúde precisa chegar a quem vive em locais mais distantes”, diz. Ela escolheu São Paulo pela família, mas a segunda opção era o Distrito Sanitário Especial Indígena do Xingu.

‘Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte’

Kátia Regina Marquinis fez medicina na Faculdade de Medicina de Jundiaí, mas, assim que se formou, veio para São Paulo para cursar o período de residência no Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). Lá, começou a se especializar em cardiologia, mas resolveu mudar de área e optou, depois, por oftalmologia.

médica sp mais médicos

Pediatra Beatriz Thome é mestre em saúde pública e já trabalhou em vários países (Foto: Alexandre Moreira/ Diário SP)

Dentro dessa especialidade, Kátia se aprofundou em uveítes porque normalmente há outras doenças associadas à inflamação nos olhos e, por esse motivo, ela também precisava ter um denso conhecimento de clínica geral, com a qual tinha afinidade. “Gostei muito da área pois precisava tratar quase todo tipo de doenças mais comuns, como tuberculose e hipertensão”, explica.

A oftalmologista também sempre teve gosto por ensinar e aprender e, por isso, tornou-se preceptora (professora médica que ensina os residentes) voluntária do Iamspe. Depois desse período, Kátia foi trabalhar em um hospital privado com um setor filantrópico (que atende pelo SUS), onde ela também foi preceptora. “Ali eu percebi a demanda por médicos, as filas enormes na espera por atendimento”, conta. “Mas era algo que já vinha me incomodando, sempre tive isso dentro de mim e vi no Mais Médicos a oportunidade de atender a população mais carente do entorno da Grande São Paulo. Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte oferecendo meu trabalho a áreas onde há maior vulnerabilidade social.”

Maior parte das vagas não foi preenchida

Lançado em 8 de julho, o Mais Médicos quer melhorar o atendimento no SUS, acelerar os investimentos em infraestrutura nas unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. A bolsa federal é de R$ 10 mil. Mas, até agora, só 938 das 15.460 vagas que os municípios informaram precisar foram preenchidas.

Filipe Sansone, Diario de SP

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Comentários

  1. renato Postado em 13/Aug/2013 às 10:27

    Moças, vocês me enchem de orgulho, posso morrer melhor agora. Os seus páis devem estar estourando de orgulho. Se fosse eu não me conteria de alegria, pelo espirito solidário. Se eu um simples cidadão, esta assim, imagine o povo que terá sua assistencia, eles sim sentirão uma mão amiga... Que Deus lhes proteja. E que a comunidade lhes protejão.

  2. Milton Postado em 13/Aug/2013 às 10:28

    Que mulher exemplo de HUMANIDADE, quando vejo isso fico mais consciente do que o LULA representou para MUDAR ESSE PAÍS, ainda alguns não deram conta da TRANSFORMAÇÃO QUE FOI O GOVERNO DO PT nesta nação QUERIDA, que DEUS ILUMINE MUITO ESSE HOMEM ( LULA ) que continua fazendo política em PRÓ DOS POBRES.

  3. Carolina Postado em 13/Aug/2013 às 10:32

    Maravilhosas!!!! Essas sim, Médicas com M maiúsculo!

  4. Mardonio Postado em 13/Aug/2013 às 11:30

    Parabéns gostaríamos de ver esse espirito de solidariedade, em grande parte do médico que também cursarão faculdade pública e que hoje tem oportunidade, mas deixam a desejar com os usuário da rede pública

    • Adriano Postado em 01/Dec/2013 às 22:59

      Médico não é otário

  5. Hassan Postado em 13/Aug/2013 às 12:31

    E que surjam mais profissionais como vocês, caríssimas médicas. Sempre nutri admiração imensurável aos profissionais da categoria médica, que o são por vocação - ou não - e cujo trabalho salva vidas e contribui para o aprimoramento da qualidade de vida da população e da sociedade como um todo. Todo esse fuzuê causado pela entidade-mor que os representa certamente não traduz, mesmo, o que é ser médico. Falar da ausência de condições mínimas de trabalho ao mesmo tempo em que boicota o programa é, na minha opinião, agir de má-fé e em desacordo com o juramento de Hipócrates. Nunca, jamais vi, até o presente, a classe médica fazer passeata contra essas tão péssimas condições da saúde pública do Brasil [que, por experiência, sei que são gritantes e que existem, sim.]; nunca soube de médicos da cidade grande, como a que moro, Brasília, preocupado com o colega que poderia não ser qualificado o bastante para atender aos pacientes lá dos rincões do Amazônia ou do interior do Centro-Oeste e do Nordeste. E, por que isso agora? O sentimento e a preocupação com o outro [paciente] chegaram à entidade de classe? Mesmo? Sério? Verdade? Ah... conta outra. Parabéns às moças da matéria e a todos os que aceitaram mais esse desafio. H

  6. Cacique Postado em 13/Aug/2013 às 12:37

    Essas mulheres enchem o país de orgulho. São de pessoas assim que precisamos nessa bela profissão.

  7. Eliege Emidio Postado em 13/Aug/2013 às 13:11

    Parabéns, guerreiras! Orgulho do Brasil. Assim vale a pena gritar meu orgulho de ser brasileiro.

  8. Bruna Postado em 13/Aug/2013 às 14:00

    Queridos, saibam que o Mais Médico está alocando médicos com vínculo precário de trabalho (em vez de fortalecer os direitos trabalhistas), inclusive estrangeiros sem diplomas revalidados, principalmente nas capitais e grandes cidades, diferente do alardeado pelo governo, que iriam para regiões carentes. Ah, e estão ganhando mais que os médicos brasileiros que estão nos conformes e trabalhando nas mesmas localidades, obrigado.

    • Vanderlea Postado em 06/Mar/2014 às 10:51

      Mas os médicos brasileiros tiveram preferência na inscrição, mas muitos não tem interesse pois são áreas de periferia ou distantes.

  9. Maria de Lourdes Silva Postado em 13/Aug/2013 às 15:35

    Beatriz e Kátia, vocês merecem todo o nosso apreço e admiração! Com toda a certeza a vida há de recompensa-las pelo altruísmo e espírito humanitário! Profissionais como vocês farão toda a diferença na vida de milhares de pessoas! Muita Luz e Energia, sempre!!!!

  10. Anselmo Postado em 13/Aug/2013 às 15:35

    Raridade!

  11. Rose M. Alconccher Postado em 13/Aug/2013 às 16:13

    Vou guardar estes dois nomes...Drª Beatriz da Costa Thome e Dª Kátia Regina Marquinis, obrigado por aceitarem o Mais Médicos. Sejam bem vindas!

  12. André Fonseca Jr Postado em 13/Aug/2013 às 16:14

    Belo discurso, sinceramente espero que não fiquem grávidas ou doentes no período, pois a pesar de humanidades comuns. Não serão amparadas, a bolsa será extinta. Garantias da CLT não são vigentes no modelo, tão pouco plano de saúde (hipócritamente).

  13. Eduardo Postado em 13/Aug/2013 às 16:40

    ‘Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte’ PARABÉNS, E QUE DEUS ILUMINE SEUS PASSOS E TE PROTEJA SEMPRE, ELE NÃO ESQUECERÁ A ATITUDE DAQUELES QUE SE PRONTIFICARAM COMO A DOUTORA. PARABÉNS, E QUE DEUS ILUMINE SEUS PASSOS E TE PROTEJA SEMPRE, ELE NÃO ESQUECERÁ A ATITUDE DAQUELES QUE SE PRONTIFICARAM COMO A DOUTORA. PARABÉNS, E QUE DEUS ILUMINE SEUS PASSOS E TE PROTEJA SEMPARABÉNS, E QUE DEUS ILUMINE SEUS PASSOS E TE PROTEJA SEMPRE, ELE NÃO ESQUECERÁ A ATITUDE DAQUELES QUE SE PRONTIFICARAM COMO A DOUTORA. PRE, ELE NÃO ESQUECERÁ A ATITUDE DAQUELES QUE SE PRONTIFICARAM COMO A DOUTORA. Se eu pudesse repetira este desejo um milhão de vezes simplesmente pelo prazer de ver que existe profissionais que amam o que fazem e amam sua terra, o dinheiro vem com o tempo podem ter certeza.

  14. Eduardo Postado em 13/Aug/2013 às 16:45

    E tem gente que não tem vergonha de tentar desestimular quem ama o que fáz, né dona Bruna... garanto a senhora que em Moçamnbique. Quênia, Ruanda a precariedade é igual aqui, e nem por isto a Doutora se acovardou... NOSSO PAÍS UM DIA SERÁ DIGNO DE SER CHAMADO DE GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA...gente como as doutoras acima me dão esta esperança.

  15. Umberto Postado em 13/Aug/2013 às 17:00

    Parabéns, esse programa é excelente tem vinculo empregaticcio, 13º, ferias, e a infraestrura é ótima aposto o que for não iram durar 3 meses.

  16. Lúcia de Fátima C. de Carvalho Postado em 13/Aug/2013 às 17:02

    Admiro estas colegas que se dispõem a trabalhar em países longínquos como a África, mas provavelmente são solteiras, não têm filhos para sustentar e necessidade de criar raízes em determinado lugar. Trabalhar sem vínculo empregatício, sem nenhum direito trabalhista, quando o governo é do PARTIDO DOS TRABALHADORES, é revoltante. Somente para quem tem espírito aventureiro e pode viver sem garantias.

  17. Luís Postado em 13/Aug/2013 às 17:54

    Política pública que depende da boa vontade das pessoas não é uma boa ideia. Enquanto for mais vantajoso ficar na capital na clínica das elites, os médicos ficarão na capital atuando na clínica das elites. O exemplo delas é bonito mas o Mais Médicos é só um esparadrapo que segura o sangramento. Que vejamos mais financiamento para os mais carentes poderem cursar medicina, o governo injetar recursos para que as universidades públicas criem mais turmas pra criar mais profissionais. E que também se poda os abusos do CFM quanto ao boicote à contratação de estrangeiros.

  18. MÁRIO MILTON DE ARAÚJO Postado em 13/Aug/2013 às 17:59

    DEPOIS DE ALGUM TEMPO SURGIRÃO OS RESULTADOS DESSA JORNADA EM PROL DA SAÚDE DOS MAIS CARENTES E QUE EM MUITOS CASOS NÃO TEM DIREITO A NENHUMA ASSISTÊNCIA MÉDICA. NÃO TENHO A MENOR DÚVIDA SOBRE QUÃO IMPORTANTE SERÁ ESSA INICIATIVA DO GOVERNO FEDERAL... TENHO UM IRMÃO MÉDICO QUE JÁ FAZ MUITO PELA POPULAÇÃO POBRE DO INTERIOR DA BAHIA.

  19. Adriana Mengotti Postado em 13/Aug/2013 às 18:41

    Não basta ser... tem que fazer e acontecer... Parabéns, vocês são iluminadas. Que esta iniciativa de dignidade contagie seus colegas e se espalhe pelos quatro cantos do nosso Brasil.

  20. Fabiana Verçosa Postado em 13/Aug/2013 às 19:21

    Parabéns,além do profissionalismo e competência ,vejo um lado esquecido hoje pelos médicos filhinhos de papai recém formados,que não querem atender pobres,minha sobrinha está cursando médicina e é isso que ela me fala,muitos não querem nem tá ali,estão por conta dos pais,para darem satisfação ,pq é um sonho dos pais,fico me perguntando que qualidade de médicos teremos.Infelizmente é a realidade do Brasil,falta vagas e qualificação também,tem muitos médicos matando igual a bandidos e policiais.Quando leio uma reportagem como essa me sinto feliz por saber que esse mundo ainda existe pessoas que pensam no próximo,Deus abençoe grandemente essas médicas e toque no coração de outras mais,para podermos ter um pouco de dignidade

  21. sérgio de freitas silva Postado em 13/Aug/2013 às 19:30

    Parabéns! Que sejam as futuras cientistas médicas do Brasil com toda a experiência a serviço da humanidade tal qual seus juramentos como exemplo de profissionais.

  22. sérgio de freitas silva Postado em 13/Aug/2013 às 19:34

    Esse é o grande exemplo de pessoas que se orgulham de da profissão que escolheram para o bem da humanidade e o fazem na pratica! O mundo precisa saber disso! Longa vida a essas Mulheres, Doutoras e Brasileiras além fronteiras.

  23. abdias ferreira sobrinho Postado em 13/Aug/2013 às 19:48

    Isto é um exemplo de profissionalismo e amor ao próximo,não inúmeros médicos na maioria filhos de papai ricos ,deputados,senadores,governadores,prefeitos e aliados que estudarão com dinheiro público e não tem nenhum compromisso e solidariedade com o povo mais pobre. O pensamento é montar greandes clinnicas e grandes convênios para enriquecer eo os pobres e que se lasque..............por isto temos que votar certo nas próximas eleiçoes e não votar em médicos...vamos ao votar no unico que pode fazer algo aos mais humilde.........ministro presidente do supremo joaquim.

  24. Madri Postado em 13/Aug/2013 às 21:04

    “juramento de Hipócrates”: “Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre ...Elas não traíram o juramento! Parabéns!

  25. fernando Postado em 13/Aug/2013 às 21:17

    Orgulho de teus compatriotas..parabéns !

  26. Dimas Lamounier Postado em 13/Aug/2013 às 21:18

    Parabéns, dígnas, honram o juramento que fizeram!

  27. Julio Postado em 13/Aug/2013 às 21:28

    Se fosse criado um programa "Mais professores", ganhando a mesma "bolsa" de 10 mil reais, eu também participaria, e sem precisar dar muitas explicações... rsss

  28. Samara Postado em 13/Aug/2013 às 21:37

    INCRÍVEL, MAS ELAS FORAM EXATAMENTE ONDE TEM JÁ EXISTIA GRANDE QUANTIDADE DE MÉDICOS !!!!! Claro, elas escolheram ficar perto da família, do marido, da escola dos filhos, dos locais de ensino e onde possa ter lazer... Como qualquer outro profissional faria. Por que não escolheram ir pra Amazônia, ou outro local q realmente nao tinha médicos ???? Quero saber o q cada pessoa faz pela sociedade??? Eu trabalho várias horas noite e dia, para ajudar o próximo, mesmo tendo problemas de saúde, problemas com a família, pq meu paciente nao pode esperar, nao precisa sofrer mais do q já sofre. Vc ajuda o seu próximo em q? Com trabalho, com dinheiro, com ensinamentos, com amor? EU NAO FAÇO MILAGRES, MAS TENHO CERTEZA Q FAÇO A MINHA PARTE!!

  29. Flávio Postado em 13/Aug/2013 às 21:50

    Espere um pouco... As duas são heroínas porque optaram por aderir aos mais médicos em distantes e remotas cidades sem médicos; as pouco conhecidas SBC e SP??? Porque elas seriam heroínas e os médicos que já atuam nos programa de saúde da família - PSF e nas UBS não o são?.... A maioria inclusive recebe remuneração inferior a essa bolsa. Ah Eles são os tais ¨mercenários¨os médicos das ¨elites¨. Porque será que elas não optaram por cidades do interior extremo do país onde realmente não há medico nenhum? Vou dizer porque.... Nesses locais onde onde não há médico não há todo o resto antes.... nã há saúde, saneamento básico, educação, transporte, estrutura de trabalho, segurança, condição de moradia e ainda se trabalha a mercê da politicagemn local. O interessante é ver que os médicos estrangeiros sabem que nessas regiões distantes a coisa é tão feia que estão optando por ficar na periferia das grandes capitais. Ah! Será que também já foram contaminados pelos ¨médicos brasileiros mercenários¨ ? O programa mais médicos é um arremedo e nem de longe resolve o problema do subfinaciamento da saúde. Fim da ditadura do superavit primário! Chega de pagar os banqueiros! 10% do PIB na saúde! Restruturação do SUS com carreira de estado para médicos! Valorização de todos os profissionais de saúde! Não a flexibilização de direitos trabalhistas! Concurso público para emprego público! Médicos de outros países são bem vindos, mas devem revalidar seus diplomas pelo Revalida! (criado pelo governo federal)

  30. Antonio Postado em 13/Aug/2013 às 22:04

    Essas sim são médicas por vocação, diferentes de uma grande parte de brasileiros(as) que dispõe de um diploma médico "comprado" e agem como gangues gananciosas onde só enxergam quanto vão ganhar e esquecem até do juramento de sua "diplomação", os mais pobres prá essa gente não existe. Enquanto o governo tem boa vontade encontra resistência de quem tem a missão de cuidar dos mais pobres e pensa primeiro no seu status.

  31. Antônio Carlos Postado em 13/Aug/2013 às 22:16

    Mas ué, não eram esses brasileiros os ruins? Pensei que os bons eram os estrangeiros. Pena que os estrangeiros ficaram nas capitais e os brasileiros ficaram no interior.

  32. Fernando José Moura Postado em 13/Aug/2013 às 22:29

    Uma surpresa feliz, ainda terei esperanças renovadas nesta classe tão desacreditada pelas lideranças (CRM). Força Brasil. Obrigado meninas que orgulham a nação.

  33. Evandro Postado em 13/Aug/2013 às 22:40

    Separem o "porquê" do título, por favor.

  34. Maria de Lourdes Postado em 13/Aug/2013 às 22:52

    estas medicas fazem a diferença , no nordeste precisamos com urgência ,de seres humanos assim, ficaremos aqui rezando para aparecer médicos que faça a diferença. Deus em sua infinita bondade encaminhe muitos mas muitos médicos assim.

  35. Rodrigo Elsade Postado em 13/Aug/2013 às 23:11

    Realmente, são exemplos de altruísmo! E digo altruísmo porque é a melhor palavra pra descrever o ato de ir trabalhar nas condições propostas nesse programa. As duas mereciam muito mais que uma bolsa, mereciam um salário, com vínculo estável e direito a férias! Mereciam o direito de engravidarem e terem o direito a licença maternidade, pois certamente serão excelentes mães! Mereciam uma estrutura que as permitisse salvar vidas, e não apenas assistir à agonia dos pacientes! Mereciam o reconhecimento do governo, e não declarações que generalizam toda uma categoria com base em exemplos ruins! Por isso tudo, deixo meus parabéns às duas pela demonstração de amor à profissão, mas sigo torcendo e lutando por um governo menos mentiroso e menos eleitoreiro no futuro!

  36. André Postado em 13/Aug/2013 às 23:23

    Algumas pessoas querem ser médicos para montar uma grande clínica em um grande centro urbano e ficarem ricas. Outras pessoas querem ser médicos, no caso, médicas, por vocação e altruísmo. Parabéns a esses dois grandes exemplos de cidadania.

  37. Ed Postado em 13/Aug/2013 às 23:25

    O tempo dirá a verdade sobre este programa.

  38. Marco aurelio Postado em 13/Aug/2013 às 23:49

    Desde quando sao bernardo eh interior do pais??? Ninguem precisa sair de sao paulo pra ir trabalhar la. Me poupem desse discurso petista!! Se foram pra esse programa foi pq nao ganhavam mais que isso no lugar onde estavam.

  39. Lucas Postado em 14/Aug/2013 às 00:00

    Só uma correção a FMJ (Faculdade de Medicina de Jundiaí) não é pública.

  40. Marcos Postado em 14/Aug/2013 às 00:42

    Poxa, falta médico ma Grande São Paulo, não sabia! Para minha capital, Curitiba, vieram 26 dos 31 médicos do Mais Médicos. E, vejo nas notícias que médicos estrangeiros preferem litorais e capitais? E ainda por cima, tem gente apoiando estas Madre Terezas que não estão indo nem para a Caatinga e nem para a Amazônia? Lógico, lá não tem estrutura para exercer a medicina com dignidade. Governo hipócrita e médicas oportunistas que acima de tudo não estão lutando pela saúde da população através de medidas governamentais coerentes e também desvalorizam a figura do médico..

  41. Yan Morais Postado em 14/Aug/2013 às 00:43

    Que lindo! Parece até novela... Essa propagandazinha torpe não dá descanso nem na rede néh!? Os postos de trabalho sempre estiveram lá (segundo disse o governo) pq não foram antes? Áh! Pára! É muita falácia! Isso me enoja!

  42. Felipe Postado em 14/Aug/2013 às 00:44

    Sabem o motivo de não serem preenchidas essas vagas? O que o Governo paga é pouco, e em diversos municípios do País, geralmente um Prefeito Paga vinte e cinco mil reais. Pois poucos querem ir para um local distante. Dane-se quem não tem acesso a saúde. Daí a única solução é pagar altíssimo por um serviço que muitas vezes nem ocorre, diga-se de passagem alguns médicos que assinam o ponto com falso dedo de silicone, outros moram na capital tem diversos empregos e vão para o interior uma única vez na semana e atende em menos de 5 minutos, isso quando olha para a cara, pois rostos esses pacientes não devem ter. Parabéns a essas duas Mulheres Guerreiras, exemplos de amor a vida, não a essa cultura de Pseudo "dotores", que nem doutorado tem. e sejam Bem vindos também, Cubanos, Argentinos, Mexicanos e etc.

  43. Thiago A C Postado em 14/Aug/2013 às 10:44

    Nossa engraçado né, a Dra vai trabalhar na África e não escolhe municípios mais pobres do Brasil por ser longe da família??? Ja que ela é tão solicita, porque não vai para regiões mais distantes?? Mas a segunda opção dela era o Xingu, ok ela foi bem solicita, mas como ninguém se inscreveu no projeto ela vai ficar na Grande SP mesmo.. População, parem de ser enganados, olhem melhor para esses discursos populistas publicados em veículos de comunicação! Alguns colegas de profissão que trabalham na rede publica no interior do Pará dizem que receberam dois meses de salário, depois disso três meses atrasados e tiveram que abandonar porque não recebiam mais! Não a condições de trabalho nesses locais! Jamais alguém gostaria fé jogar seu diploma fora porque não tem equipo no posto de saúde, se assim pode ser chamado para fazer medição, se é que há medicação no lugar!! E exames de imagem???? Se você esta doente, vai no medico e ele não pede um raio x ele é o pior medico do mundo né? Mas agora para os pontinhos do interior tranquilo, não há condições de vida mesmo, para que um raio x???? Pensem melhor antes de criticar ou elogiar certos comportamentos.

  44. Sergio Postado em 14/Aug/2013 às 11:11

    Com certeza o exemplo destas mulheres merecem ser louvados ...e apesar da dor-de-cotovelo de um mini minoria aqui manifestando temos que saudar o ato de servir ao próximo ...claro que elas terão remuneração pertinente como trabalho...É só pegar quantos elas vão receber(não é só dez mil reais ) transformar em dólar e verão que está acima do piso internacional...O que se vê aqui é puro corporativismo da entidade maior da classe deles...O medo de perderem o curral onde eles escolhem a dedo quem vão salvar...

  45. Marcelo Nunes Postado em 14/Aug/2013 às 14:59

    Orgulho de vcs. Parabéns!

  46. luiz carlos ubaldo gonçalves Postado em 14/Aug/2013 às 16:38

    Parabéns a essas duas mulheres guerreiras e de responsabilidade diante da vida de seus semelhantes, fazem exatamente o contrário que tem feito a maioria de nossos mercenários da medicina!

  47. Helena/S.André Postado em 14/Aug/2013 às 19:11

    Essas médicas sim, fizeram juramento à Hipócrates e não aos hipócritas como os médicos que ficam fazendo passeatas e aqueles que ganham sem trabalhar.

  48. Bruna Postado em 14/Aug/2013 às 21:45

    ACima, quando disse precariedade, era da precariedade das relações de trabalho, não da região que escolheram, que vai muito bem, obrigado. E eu, doutora mercenária como me apelidaram aí em cima, trabalho em PSF, que é do SUS, com população carente, mas resguardo pela minha carteira assinada, se algum mal me acontecer e precisar de afastamento ou se engravidar quero meus direitos garantidos. Sou demônio por causa disso? Então vou continuar sendo! Prazer e seja bem vindo ao meu consultório se um dia precisar, as portas estão abertas sem discriminação, beijos.

  49. re Postado em 14/Aug/2013 às 22:01

    onde esta o diferencial dessas duas medicas??? escolhendo cidades onde tem acesso ao progresso, aos cursos, congressos .....

  50. Marcos Postado em 14/Aug/2013 às 22:50

    O Brasil precisa de mais médicos FATO, não mais açougueiros, vestir branco e ser médico não é a mesma coisa.

  51. edgarsaldanha Postado em 16/Aug/2013 às 08:46

    JOVENS MEDICAS, MTO EMOCIONADO LHES AGRADEÇO E PELA SUAS CONSCIENCIAS EM DEVOLVER AO POVO EXPOLIADO DO NOSSO PAIS O SABER ADQUIRIDO COMO DINHEIRO DA NOSSA SOFRIDA GENTE BEM VINDOS, HOJE UM DIIA ESSPSECIAL - DEDICADO A SÃO ROQUE, NA CULTURA DE MATRIZ AFRICANA ABALUÊ, QUE CUIDADO DAS DOENÇAS E DO SOFRIMENTO DE A VOCES E A TODOS PROFISSIONAIS QUE TEM ESSA CORAGEM A- TÔ- A- Tô -

  52. Anderson Hdeki Postado em 16/Aug/2013 às 12:30

    Parabéns a vocês que dignificam uma profissão há muito tempo aviltada. Deve-se dar um basta a tanta hipocrisia, falácias e empáfia de um órgão como o CFM. Há muito tempo já não consigo distinguir a classe política da classe médica. Ambas somente exercem suas atividades "em causa própria". Se uma pequena parcela dos profissionais de medicina agissem como vocês, este país seria muito mais justo (e saudável)......

  53. getulio Postado em 16/Aug/2013 às 16:04

    parabéns a vocês duas mostra a cara de vocês, neste pais existe médicos com boa formação.(moral - politica - solidaria)

  54. Marco Leotti Postado em 24/Aug/2013 às 20:41

    Parei a leitura quando uma delas disse que “O SUS é um modelo visto como exemplo no exterior, mas aqui é pouco valorizado".

  55. oscar Postado em 25/Aug/2013 às 12:22

    SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DA VINDA DOS MÉDICOS CUBANOS É muito simples: em cada aeroporto, logo em frente à porta do desembarque, instala-se um balcão de recepção, onde os cubanos deverão apresentar-se. No mesmo lugar já estarão presentes os médicos brasileiros protestantes (=os que protestam) contra a vinda dos cubanos, munidos de seus respectivos diplomas e com as malas prontas para o embarque. Cada médico de Cuba que desembarcar será substituído por um brasileiro. O cubano será enviado de volta ao seu país e o brasileiro ocupará o local de trabalho que deveria ser do cubano. Simples, não?

  56. Osvaldo Aires Bade Comentários Bem Roubados na "Socialização" - Estou entre os 80 milhões Postado em 26/Aug/2013 às 03:55

    MÉDICOS CUBANOS QUE CONSEGUIRAM ESCAPAR DA VENEZUELA PROCESSAM CUBA, VENEZUELA E A PETROLEIRA PDVSA EM DEMANDA APRESENTADA ANTE TRIBUNAL DA JUSTIÇA AMERICANA, EM MIAMI. PEDEM INDENIZAÇÃO QUE ULTRAPASSA US$ 50 MILHÕES DE DÓLARES. http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2013/08/medicos-cubanos-que-conseguiram-escapar.html

  57. Renata Postado em 17/Feb/2014 às 10:32

    Sou médica e, em 2011, estudei a possibilidade de ir trabalhar em PSF, quando a situação de falta de médicos já era preocupante mas não estava no limite. Me interessei pelo PSF justamente porque oferecia condições melhores às que eu tinha trabalhando em Belo Horizonte, além de me permitir a promoção da saúde em comunidades carentes - trabalho indubitavelmente gratificante. Contudo, tenho 2 filhas. Na época uma tinha 8 e a outra tinha 11 anos, e, infelizmente, entre as vagas disponíveis para PSF em Minas Gerais, todas se situavam em cidades pequenas, sem escolas particulares de qualidade ou redes de plano de saúde aceitáveis. Também careciam de farmácias 24h, e não tinham muitas opções de habitação. Dessa forma, desisti e continuei na capital, por minhas filhas, as quais não quis sujeitar a condições piores de vida só por maiores benefícios econômicos e profissionais. Felizmente, consegui uma boa proposta e hoje continuo trabalhando em BH. Se eu fosse solteira ou sem filhos até poderia ter aceitado empregos em rincões e comunidades remotas, mas fui impossibilitada pela questão de possuir família. Acredito que muitos médicos e médicas, assim como eu, sofrem com isso, uma vez que terminamos a graduação + residência com uma idade considerável, e muitas vezes já temos nossa família antes mesmo de iniciar nossas atividades profissionais.