Luis Soares
Colunista
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Contra o Preconceito 22/Aug/2013 às 11:00
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A crueldade da GOL com o neto de Deborah Colker

Caso da família Colker revela como companhias aéreas encaram os passageiros: como lixo. Mãe de Theo, Clara Colker, publicou relato sobre o ocorrido: “Meu filho foi discriminado, violentado verbalmente”

Kiko Nogueira, diário do centro do mundo

deborah colker neto avião gol

Deborah Colker e o neto, Thei, de 3 anos (Foto: ABr)

O constrangimento a que foram submetidos a coreógrafa Deborah Colker, sua filha Clara e o neto Theo é sintoma de como as companhias aéreas encaram os passageiros: basicamente, como lixo.

Num avião que seguia de Salvador para o Rio, uma funcionária abordou a família, exigindo um atestado médico do menino. Theo sofre de uma doença chamada epidermolise bolhosa, não contagiosa. A pele, muito sensível, fica com bolhas e úlceras. O piloto avisou que não decolaria sem o documento. Policiais federais foram acionados. Tudo diante dos demais passageiros, que ficaram chocados.

Theo tem 3 anos. 3 anos. A mãe, Clara, contou a história em sua página no Facebook.

Deborah afirma que a abordagem da tripulação foi “totalmente deselegante e despreparada”. A Gol faz isso porque pode. Vale o mesmo para a Tam. Elas formam um duopólio que faz com que você esteja obrigatoriamente na mão delas. A Tam tem 40% de participação no mercado, contra 36,3% da Gol. O resto é da Azul e da Avianca.

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A Tam vende uma imagem pseudo-sofisticada para otários como nós. A revista de bordo, pretensiosa, sempre com um artista que voa de jabá na capa, repleta de erros grosseiros, é um contraste com a tortura da poltrona. A Gol, pelo menos, parou de contar aquela lorota de que era low cost.

“Não há espaço para a discussão de mais concorrência”, disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, no ano passado. Como assim? As quatro empresas apresentaram agora um pedido ao governo para isenção temporária de tarifas. A culpa é da alta do dólar. Seria a única saída para não aumentar as passagens.

Kakinoff ligou para Deborah para se desculpar pelo ocorrido. A Gol soltou um comunicado atestando que sua intenção era “assegurar o bem-estar de todos os passageiros a bordo”. Também cravou que “cumpriu rigorosamente as recomendações do Manual Médico da IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transportes Aéreos) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”. Deborah mantém a decisão de entrar com um processo.

Companhias aéreas costumam frequentar as listas de empresas mais odiadas do mundo. Isso em países onde você pode optar entre mais de meia dúzia de nomes. No Brasil, você é obrigado a odiar as duas de sempre. Em compensação, tem direito a ver shows de prepotência, arrogância, crueldade e burrice.

O relato de Clara Colker, mãe de Theo, no Facebook:

“Saímos na sexta-feira do Rio para Salvador, pela Gol, sem o menor problema.

Na volta para o Rio, no Check-in a moça me perguntou o q havia com meu filho.

Falei q tinha Epidermólise Bolhosa, um problema de pele. OK. Seguimos para nosso portão, em direção à aeronave.

Passamos pela polícia, novamente pela atendente da Gol. Td OK.

Estava sentada ao lado da minha mãe e do meu filho dentro do avião, …já nos nossos assentos, td ok, acomodados. Meu marido sentado na mesma fila no outro lado do corredor, bem pertinho da gente.

Um funcionário veio até mim e perguntou: – vc tem atestado?

Falei: – do q? Ele disse: – Disso (apontando para meu filho). Do médico da criança. (apontando na cara do meu filho).

Falei: – ele está bem, tem um problema genético, de pele. sou mãe dele e responsável por ele. ele está bem e pode viajar.

A abordagem foi super esquisita, meio agressiva, totalmente indelicada mas me controlei…

Insatisfeito, o funcionário foi até a cabine. Voltou uma mulher, outra funcionária. O constrangimento começou a piorar. Falei em tom já ríspido:

– Ele eh o meu filho tem epidermólise bolhosa e não tem problema nenhum em viajar. sua doença não eh contagiosa e ele está bem.

Ja viajei inúmeras vezes c/ ele para dentro e fora do Brasil. Nunca passei por isso. Basta olhar para mim, p/ pai e para a avó q vivem agarrados nele e não têm nada na pele.

Mesmo assim, a funcionária como se não estivesse ouvindo o q eu falava, dizia ainda na frente do meu filho:

– precisa de um atestado médico dessa criança senão ele não poderá viajar neste voo!

(eu pensava: pq escolheram meu filho! qual o critério para essa abordagem?????)

Neste instante falei p/ Pedro (meu marido) filmar o q ela ia dizer. Na hora, ela disse q não falaria se fosse filmada e q não poderíamos filmar. Na frente da câmera ela não falaria conosco.

Neste instante uma mulher a 3 filas de distância da nossa grita p/ mim: – chama o Ministério Público! Isso eh preconceito e discriminação!

Comecei a chorar. Já estava mt nervosa. O Theo vendo isso tudo. Surreal. O avião todo já participando da situação, as pessoas nos olhando.

Um constrangimento inacreditável. Meu filho me olhando, uma criança de 3 anos passando por isso. Aquele avião fechado, as pessoas sem sair nem entrar, tudo em torno da gente.

A funcionária saiu. Ficou 10 minutos fora. Jurava q o avião seguiria viagem e ainda pensei: deviam vir pedir desculpas p/ Theo e para mim…

Volta a funcionária dizendo q o avião só vai partir com aval de um médico. As pessoas começaram a se manifestar.

Minha mãe q até então estava controlada, se levantou e disse:

– agora me tiraram do sério! Estava tentando me controlar mas não dá! Isso não existe! O que estão fazendo com meu neto!

(Foi ficando pior. Inacreditável. Só ia crescendo a implicância com o Theo, o incômodo. meu aperto ali. desumano o q estava acontecendo.

Afinal de contas, meu filho passaria por uma análise de um médico q iria até nosso assento para avaliá-lo! Surreal! E a situação para uma criança de 03 anos?!

Como assim! Já tinha dito o q ele tinha!

Qd o médico da Infraero entrou no avião minha mãe estava lá na frente da aeronave, discutindo na cabine, e fui até o médico tb, falamos:

– ele tem uma deficiência genética! Epidermólise bolhosa!

E o médico fala:

– Ah… Epidermólise bolhosa! Não tem problema nenhum o menino viajar! é uma doença de pele…

senti até o médico constrangido! com vergonha da situação.

o médico foi acionado por uma situação de emergência, como se estivesse indo socorrer um passageiro q estava passando mal dentro do avião.

Nesse momento, a Polícia Federal tb estava na porta do avião, dois agentes foram acionados; querendo retirar minha mãe, meu filho, eu e meu marido do avião e disse q tinha q cumprir ordens da empresa aérea GOL.

Fiquei mt irritada e falava q naquela tripulação só tinham ignorantes, agressivos. Minha voz mudou, fiquei fora de mim. mal. fiquei leoa, tava mt chateada com o q estavam fazendo com o meu filho.

Nunca senti uma coisa tão ruim. Um preconceito e discriminação tão grande. Em 04 anos q sou mãe do Theo, já sofri à beça, demais. Ando na rua já acostumada a ser bombardeada por olhares curiosos mas nunca tinha sentido uma agressão, violência mesmo, tão grande com ele. o dedo na cara dele, sem a menor piedade. nenhum funcionário daquela tripulação pensou no constrangimento q estavam proporcionando àquele menino de 03 anos. ninguém pensou no peso q estavam colocando na cabeça daquela criança, que é meu filho!

O cenário dentro do avião era: quase tds passageiros em pé, totalmente indignados, vindo falar comigo, com meu filho. Mt solidários. Super chateados com a atitude da tripulação da GOL.

Mts tinham conexão e estavam perdendo suas conexões.

Ja tinham uns 40 min de atraso e o circo ainda estava montado.

O médico foi falar com o comandante. Disse q estava td OK q o Theo podia viajar numa boa.

Mesmo assim o comandante, frio e grosseiro, disse q nós só viajaríamos se apresentássemos um atestado médico por escrito.

Uma outra médica, passageira, q participava da discussão na frente do avião, tb foi falar com o comandante, esclarecer que o menino tinha EB e q estava td certo com ele…

Mas o comandante queria o atestado!

Meu marido sugeriu que o médico da INFRAERO fizesse um atestado, de próprio punho, ali dentro do avião.

O médico andou em direção a meu filho, olhou ele a cerca de uns 3 metros de distancia, durou menos de 10 segundos a análise dele, retornou e deu atestado em um papel qualquer branco sem nada timbrado.

O médico estava sem o carimbo (afinal de cts veio por uma emergência, para socorrer o suposto paciente q passava mal na aeronave, uma situação de emergência).

Então, tivemos q esperar mais 20 minutos para q o médico trouxesse o carimbo para finalizar o “atestado”.

Minha vontade era descer do avião na hora estava com nojo, com receio;

qd disse – quero sair daqui…

a mesma mulher, a primeira a gritar sobre o Ministério Publico, disse q se nós saíssemos do avião tds desceriam conosco.

Que todos estavam com nossa família. Me sensibilizei demais.

Estavam TDS as pessoas do avião super solidárias, preocupadas com o constrangimento com o Theo. Vinham fazer carinho nele, brincar com ele e falar comigo.

Resolvi ficar no avião. Nisso já passava 1hora de atraso e o constrangimento muito grande. Theo me viu chorando de novo.

Tentei disfarçar q o avião não estava atrasado por causa dele… sei q ele percebeu. impossível não perceber.

Duas meninas vieram até mim com 3 papéis na mão, nos papéis tinham os nomes, telefones e e-mails de tds q estavam sentados nos assentos, um pouco afastados de nós e solidários com a causa, dizendo q qq coisa q precisássemos, poderíamos contar com eles.

O comandante avisou q o avião iria partir. Voamos para o Rio.

Chegaria no Rio 13h50. Chegamos no Rio às 16h10.

No táxi, no caminho de casa, perguntei:

– Theo, vc viu o q estava acontecendo no avião?

Ele respondeu:

– Tava todo mundo olhando pra mim, falando de mim.

Falei:

– filho, só aquelas poucas pessoas chatas falavam de vc, da sua pele, todos os outros do avião foram nossos amigos.

Ficaram do nosso lado, com a gente.

Fazendo esse relato, tenho ainda mais dimensão do que aconteceu. Parece cena de filme, parece irreal. Não dá para aceitar que isso foi feito com o Theo.

Não dá para admitir tamanha desumanidade (se é q existe essa palavra!). Tem um lado q é minha dor de mãe, de ver meu filho, minha cria, viver isso. Racha meu coração.

Tem outro lado cidadã q não acredita q vivenciou essa situação. Preconceito puro, rasgado. Na cara!

Meu filho tem machucados pelo rosto. Sua imagem desperta curiosidade, atenção, olhares como qq um outro q não se encaixa nos padrões. Mas e aí?! Qual é o problema disso?

Penso q por ter tais fragilidades deva ser recebido pela sociedade com respeito, amor, zelo, carinho. Além disso é uma criança. Enquanto estou aqui colocando minha raiva para fora, verbalizando essa situação, ele está com ela dentro dele. sem “colocar para fora”, sem exorcizar essas angustias… Como é isso? q danos tem isso para ele? como será viajar de avião novamente? ele irá enfrentar?

Como será estar num ônibus, em um local fechado? Ele vai se sentir como? Depois de ter passado por um avião inteiro, cheio de gente, no maior rebuliço olhando para ele, gritando seu nome, gritando as palavras: doença, pode, não pode, o q é q o garoto tem?! Eu não sei. Eu tô me sentindo muda, angustiada, presa num presente q me dá medo do futuro.

Nunca imaginei uma empresa fazer isso com alguém. Nunca imaginei uma empresa fazer isso com uma pessoa. Nunca imaginei uma empresa fazer isso com uma criança de 03 anos. Theo faz 04 anos depois de amanhã (quarta-feira).

A indicação para alguém q tem Epidermólise Bolhosa é levar uma vida normal, a mais normal possível. Meu filho vai à escola, tem amigos, brinca, uma família q o ama mais do que tudo.

Pessoas que lhe tratam com mt amor. A vida dele por si só é sofrida para caramba. O banho é desesperador. Comer dá trabalho, as coceiras à noite, curativos diários e constantes etc, etc etc…

Tudo o q ele precisa é de respeito, carinho, cuidado. Não só ele como qq portador de EB. Lidar com a estética deles já é difícil pois tem machucadinhos em todo o lugar do corpo.

é uma doença rara mas q mt gente tem e tem milhares de sites na internet, no wikipidia, etc. é mt fácil saber sobre a doença. Nunca que Theo deveria passar por isso.

Ele chegou em casa 3 horas depois do previsto, deixou de tomar os remédios na hora certa, não almoçou. Se coçou à beça durante o voo. Um voo q duraria 02 hs durou 4hs.

Meu filho foi discriminado, violentado verbalmente. Sofreu preconceito por ter sua pele diferente.

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Comentários

  1. Romero Postado em 22/Aug/2013 às 11:13

    Não acredito que tenha sido uma crueldade por parte da GOL. Os funcionários não sabiam que aquela doença não era contagiosa, assim que o médico chegou e explicou a situação, avó e neto foram embarcados. Acredito que o capitão da aeronave fez o correto, pois ele não podia arriscar a saúde de seus passageiros.

    • Heloisa Helena Passos de Postado em 03/Sep/2013 às 23:59

      Concordo e acrescento : A pessoa deve ter bom senso e pensar: Se uma mãe levasse seu filho com catapora ou sarampo [ é verdade, ainda existe a catapora e o sarampo] a mãe da criança gostaria que seu filho sentasse ao lado ou à frente dessa criança ? As normas foram feitas para todos senhora Colker, a senhora não é diferente de ninguém.

  2. Aline Araujo Postado em 22/Aug/2013 às 12:25

    O que eu li foi uma mulher que acha que todo mundo tem a obrigação de saber que a doença que o filho se chama "epidermólise bolhosa" e que não é contagiosa. Uma mulher que espera que a tripulação de um avião abra mão das medidas de segurança dos demais passageiros acreditando apenas em sua palavra ou de duas pessoas que se dizem médicas, dentro do voo e morrendo de vontade de decolar logo, que bateram o olho no menino, não fizeram nenhum exame e afirmaram que a doença não era contagiosa mesmo. Não que a Gol não tenha cometido erros (ter deixado chegar a entrar no avião, para começar), mas chegar chamando um procedimento de prevenção a doenças contagiosas de crueldade e discriminação é um pouquinho de exagero para mim.

  3. Isabel Postado em 22/Aug/2013 às 14:18

    Tendencioso... alguém entrevistou algum tripulante ou outro passageiro para confirmar o ocorrido?

  4. oly Postado em 22/Aug/2013 às 15:25

    Eu viajei para Italia, saindo de Montevideu, em Sao Paulo perguntaram quando eu retornaría e falei que nao sabia a data...o funcionario da TAM gritou para mim si eu tinha o permesso de sogiorno (doc Italiano), do contrario ele não deixaria pegar aquele voo. Eu nao entendia nada, um funcionario brasileiro, exigindo um documento italiano? oque tem eles a ver com isso? eu estava em transito pelo Brasil, no aeroporto. Eles tem um atendimento muito baixo, degradante mesmo. Na volta por causa de uma greve nos aeroportos de Europa, tive que ficar mais de 12 horas no aeroporto. A TAM due um vale de 16 reais, o que dentro do aeroporto significa um cafesinho e uma minicoixinha. Cheguei em Montevideo e eles tinham extraviado todas minhas malas, que demoraram 15 dias em chegar a mim. EU QUERO VER AGORA NA COPA DO MUNDO O QUE ELES FAZEM!!! EU FOI MALTRATADA POR SER URUGUAIA E JUREI QUE EM OUTRA VIAJEM FARIA OTRO ITINERARIO, MESMO SAINDO MAIS CARO, MAIS FICAR REFEM NO AEROPORTO DE SAO PAULO NUNCA MAIS!!!

  5. Talita Postado em 22/Aug/2013 às 15:57

    Isso foi despreparo da tripulação. Tudo bem, eles estavam seguindo um procedimento padrão, mas a abordagem e a forma como conduziram a situação foram criminosas sim se tratando de uma criança. Colocaram a criança em situação constrangedora e pelo ECA isso é inadmissível. Em primeiro lugar, a tripulação deveria ter falado em particular com os responsáveis, não na frente da criança. Muito despreparo. E sim, cabe um processo, pois eles feriram vários artigos do ECA com esse despreparo todo.

  6. renato Postado em 22/Aug/2013 às 16:17

    Eu vi a reportagem, vi a indignação dela, adora esta mulher e seu trabalho. Mas assim, eu sô f...., é só ter uma virgula e eu já penso na teoria da conspiração. Ela diz que vai processar a Gol, mesmo tendo recebido um telefonema do Dono da Gol. O dinheiro ela vai REVERTER todo para uma ONG ( senão me engano), para ajudar no tratamento de pessoa que tem problemas iguais ou semelhantes ao filho dela ( louvável). Mas eu tenho este costume de ficar pensando que tudo é armação, para chamar a atenção. E a Gol vai fazer média. Gostaria tanto de estar errado.

  7. Carolina Postado em 22/Aug/2013 às 16:25

    Se a doença fosse contagiosa a mãe não andaria grudada no filho, nem o levaria pra um ambiente fechado como o de um avião, NÃO SE CONSTRANGE UMA CRIANÇA DE 4 ANOS DESSA MANEIRA, eu conheço essa doença, tenho um amigo portador dela, o olhar estranho das pessoas já é constrangedor o suficiente. Tudo que a mãe queria era um tratamento mais humano, que não traumatizasse o filho, mas isso parece impossível, pra qualquer companhia aérea, parece que ser comissário ou piloto já é motivo suficiente pra ter "o rei na barriga" e um alto complexo de superioridade. Tomara que esses comissários e comandantes se ferrem de coração.

  8. Carlos Postado em 22/Aug/2013 às 17:37

    Concordo com a atitude da gol, errada esta a passageira em ter levado tão caso a mídia ela sim expôs o filho a constrangimento uma vez q estando errada tomou tal atitude

  9. Rossana Postado em 22/Aug/2013 às 18:06

    Cadê a versão dos funcionários da Gol? Celebridades adoram dar piti...

  10. Madalena Teixeira Postado em 22/Aug/2013 às 18:09

    Lamentavel, inadmissivel o despreparo, a falta de profissionalismo dos funcionarios da GOL, que deveriam ter exigido o atestado medico da crianca no ckeck in, sob pena de impedimento de embarque. Quanto a familia da crianca, lamentavel que nao estejam preparados para qualquer tipo de questionamento. Eles proprios colaboram para que situacoes como essa acontecam. Ficar se fazendo de vitima nao e a solucao. Deveriam se preocupar mais com o filho e preserva-lo de situacoes contrangedoras. Evidentemente que a crianca tem um medico que acompanha seus tratamento constantemente. Vai viajar, de aviao ou de onibus, preparem-se. Arme-se de todos os aparatos necessarios, inclusive atestado/autorizacao medica com todos os dados do medico, para eventuais contatos se necessario, a fim de se evitar contratempos e contrangimentos para a crianca, para a familia e para os que estao a volta. Fazer-se de vitima nao resolve o problema. As pessoas nao tem a obrigacao de conhecer a fundo uma situacao especial em que estamos envolvidos.

  11. Elias Julio Silva Postado em 22/Aug/2013 às 19:32

    Bom, eu acho que o erro começou no check-in, que lá já deveriam ter exigido um atestado médico, pois ninguém tem a obrigação de saber a criança sofre de uma doença rara e desconhecida pela grande maioria da população, se caso não apresenta-se uma atestado já no check-in no meu modo de entender, não deveriam nem ao menos emitir os cartões de embarque, mas já que isso não foi feito, eu não acredito que houve má fé dos funcionários da GOL, que apenas desconheciam a doença e prezaram pela saúde dos demais passageiros, afinal o que eles queriam era apenas um atestado de um profissional (médico), pois é claro piloto de avião é piloto e não médico, cada um na sua função.

  12. Mariana Postado em 22/Aug/2013 às 19:34

    Gente, os tripulantes da GOL humilharam publicamente uma criança de três anos...Isso é deprimente e injustificável! Mais deprimentes são alguns comentários daqui querendo justificar o que aconteceu.

  13. Renata Postado em 22/Aug/2013 às 19:34

    Pelo amor de Deus.... A questão não é que os funcionários tenham ou não que saber o que é EB. A questão é como foi feita essa abordagem da passageira. Além disso ela deveria sim andar com um atestado médico do menino pra esse tipo de situação. Não é preconceito: é saber que é uma doença rara, que causa estranheza e que é apenas a palavra dela garantindo que não há risco aos passageiros. Mas a questão de COMO foi feita essa abordagem permanece.

  14. LIZI Postado em 22/Aug/2013 às 20:13

    Achei essa historia totalmente parcial, queria ver se fosse com desconhecido se o presidente da gol iria ligar, se a globo iria noticiar. A gol errou sim, mas todos erraram, inclusive a fam'ilia, a doenca chama atencao e pela propria saude da crianca a empresa tinha a obrigacao de pedir atestado, a familia deve se colocar no lugar dos passageiros, nem sempre eh preconceito, nao ha quem nao queira preservar sua saude. O que da pra ver pelo proprio relato e uma arrogancia.

  15. Enoc Lopes Jr. Postado em 23/Aug/2013 às 02:15

    Acho um completo absurdo ler a maioria desses comentários. Achar que a mãe estava errada? Que a GOL agiu de forma correta? É tão ilógico ser conivente com isso que mal consigo acreditar que leram realmente a matéria acima. Vergonhoso. Não é o primeiro caso de discriminação e violência (sim, violência) contra crianças com epidermolise bolhosa que sai na mídia, "ninguém é obrigado a saber" nunca vai ser justificativa para se tratar alguém (de três anos) dessa forma ; ignorância não justifica discriminação, muito pelo contrário, a evidencia.

  16. Clovis Sena Postado em 23/Aug/2013 às 11:17

    E os outros passageiros? Ninguem é obrigado a saber que uma determinada pessoa com marcas de feridas pelo corpo não irá contaminar as outras, tendo em vista o ambiente fechado do avião. Fez mais do que certo. Quem tem alguma doença ou dificuldade tem mais é que andar ja precavido. Andar com um atestado indicando que não é contagioso, que está sobre tratamento médico e etc. Interessa a saúde dos outros tambem, não só a do filho dela.

  17. Clovis Sena Postado em 23/Aug/2013 às 11:25

    Quero ver é se outra pessoa tivesse se contaminado dentro do avião, e aí como é que ficava? Eu é que não ia querer viajar do lado de alguem perebento... Teria que me explicar mil e uma vezes a razão e os porques da doença não ser contagioso, e não não vale somente ela dizer, tem que ter um laudo médico, tem que provar, andar com um print do google com detalhes impresso para quem quiser ver, etc. Depois que outra pessoa adoece, já era, ninguem mais vai querer assumir responsa nenhuma. A atitude do comandante demonstra respeito para com a saude dos outros passageiros.

  18. Eduardo Postado em 23/Aug/2013 às 11:55

    ...ninguém tem direito de expor a integridade de um menor, isto está no ECA-Estatuto da Criança e do Adolescente, neste caso a empresa poderia ter chamado as pessoas envolvidas em particular e expor o problema e explicar o porque. Mas, o ECA não é respeitado nem pelos orgãos que existem para faze-lo, vide o caso do MARCELO, que está sendo acusado de ter assassinado sua família, pergunto ele deixou de ser criança por causa disto? Não é proibido a exposição de fotos de crianças na imprensa? Principalmente quando estas são acusadas de assassinatos, é uma flagrante burla ao ECA. Mas, dá manchete, não interessa se é criança, idoso, ou jovem... o que vale é a manchete e o ibope.

  19. Rodrigo Postado em 23/Aug/2013 às 11:57

    Não podemos, neste momento, afirmar que o modo de externar a decisão, pelos funcionários da Gol, foi ou não correto. Não há elementos a demonstrar que tenha havido, ou não, agressividade, rispidez, intransigência - demonstrado o tratamento abusivo, razão parcial haverá de ser reconhecida à avó. Mas temos ainda de levar em conta que a criança tem um enfermidade visível e que, no momento, não era carregado atestado médico a demonstrar não tratar-se de enfermidade infecto-contagiosa. Assim, houve uma falha atribuível a quem, ao momento, era responsável pelo menor. Foram cumpridas, pois (novamente, havendo de ser investigado eventual conduta abusiva), norma de segurança à saúde dos demais passageiros e mesmo da tripulação. Caso contrário, a responsabilidade recai sobre o piloto - na hipótese de alguém com lesões aparentes, desconhecidas do senso comum, tentar embarcar, seja criança, adulto, negro, branco, índio, homo ou heterossexual, o tratamento recebido será similar ao dado a mulher no último mês de gravidez (é impedida de embarcar, segundo normas de segurança internacional, voltadas também para a mulher e filho, buscando-se evitar que as situações inerentes ao vôo causem antecipação de parto em pessoa que estará sentada e usando um cinto de segurança, no diminuto espaço de um avião). Só espero que a avó não esteja tentando fazer prevalecer eventuais condutas desidiosa (não andar com atestado médico sobre doença desconhecida e de lesões tão aparentes) e autoritária, que não seja, pois, afeita ao famoso "sabe com quem está falando?". Só espero, enfim, que ela esteja naturalmente triste e confusa com situação à qual quem era responsável pelo menor, no momento do embarque, deu causa, e que demonstre isso ao menor, a fim de que ele entenda o tratamento protocolar cabível, afeito a normas de segurança e saúde internacionais.

  20. Carolina Postado em 23/Aug/2013 às 15:17

    Vocês que estão criticando a mãe, falando que celebridades adoram dar piti, essa mãe não é nenhuma celebridade, e vocês provavelmente não devem ter filhos, e se tem, não tem filhos com problemas que geram olhares estranhos. Alguns comentários muito desnecessários por aqui...

  21. Mariana Damas Postado em 23/Aug/2013 às 17:34

    Na minha opinião a GOL ACERTOU em pedir atestado, impedindo o voo até saber se é doença contagiosa. Eu mesma nunca tinha ouvido falar dessa doença e se visse uma criança embarcando assim perto da minha poltrona ficaria com receio, especialmente porque também tenho filhos pequenos e ficaria na dúvida se iriam "pegar essa doença"- me desculpem, mas é verdade! Em relação à GOL, creio apenas que poderiam ter chamado vocês num cantinho, sido mais discretos, ou já dirimido dúvidas no embarque (check-in). Porém, analisando as questões descritas pela mãe, sendo eu mesma mãe também, questiono o seguinte: 1. mamãe, você errou em não ter um atestado. Se a doença do seu filho é aparente, se já está acostumada a "olhares", então tenha provas de que essas feridas não vão fazer mal ao coletivo. Você não é o centro do mundo e das atenções minha querida... 2. seu filho não tomou o remédio na hora? Que tipo de mãe viaja de uma cidade pra outra sem carregar remédios importantes de seu filho na bagagem de mão??? 3. Vocês estão atacando a GOL, mas quem realizou o procedimento foram funcionários, pessoas responsáveis e zelosas pela vida dos outros passageiros. Questionável ter acontecido tudo isso e agora ficarem querendo briga pra processar a empresa, pra arranjar dinheiro!!!! 4. Odeio gente barraqueira. Se isso tudo aconteceu, você deveria procurar apaziguar as emoções do seu filho - e não ficar dando piti em público por algo que VOCÊ e APENAS VOCÊ ESTAVA ERRADA; 5. Procure uma psicóloga pro seu filho e você poderá ficar tranquila em relação ao futuro dele e das feridas dele; 6. Vá você e sua mãe a um psicólogo, pois pra mim isso tudo é tempestade em copo d`água e estão mais é querendo mídia e aparecer.

  22. Paulo Meksraitis Postado em 26/Aug/2013 às 22:24

    A tripulação errou. Deveria ter comunicado o fato à Anvisa e deixado o problema para os especialistas. Agora cá para nós, justificar tal fato pela necessidade de controlar doenças infecto contagiosas.... Existem muitas dessas doenças que são transmitidas por vírus que não são detectadas visualmente. Logo, entendo que foi demonstrado cabal discriminação contra a criança e sua família. A meu juízo, qualquer pessoa que justifique as medidas adotadas pela tripulação da Gol carece de humanidade. Parabéns à Carta Capital pelo tom da reportagem. Defendeu os valores humanistas e o respeito à dignidade dos diferentes.

  23. Maria rita Postado em 04/Sep/2013 às 00:08

    GENTE, como podem defender a gol, não é o atestado em questão, mas a forma de abordagem da empresa, porque não tratar o assunto em particular, a criança mesmo q tivesse uma doença contagiosa, é apenas uma criança! Se fosse com meu filho não pensava duas vezes processo neles, seu filho merece, e a sociedade hipócrita feio não ter um problema de saúde, mas sim nenhuma sensibilidade no coração!

  24. Flavia Carbonieri Postado em 04/Sep/2013 às 00:21

    Acho que a Gol errou por todos os lados.. mas se eu quisesse preservar o MEU FILHO desse tipo de situação, eu andaria com atestado na bolsa..não pela Gol, mas por ele. Afinal..as pessoas são obrigadas a fazer essa checagem ao embarcar. Embora tenham conduzido a situação mto porcamente.

  25. Amanda Postado em 04/Sep/2013 às 01:34

    Ahh tá! Isso só deu repercussão porque a mulher é famosa gente! E se fosse outro passageiro? A Gol não era obrigada a saber se a doença da criança era ou não contagiosa e tinha mais é que zelar pela saúde dos seus outros passageiros! Tenho certeza que se a Deborah estivesse do outro lado da moeda ainda agradeceria por uma atitude como essa! O povo zomba da tal blogueira da Capricho e não reconhece que isso foi mais uma carteira de gente que se acha superior aos outros. Assisti a entrevista que ela deu ao Jornal Hoje dizendo que a sociedade tinha que amar e acolher seu netinho SHAHHSHASHHAHS Me desculpa minha senhora, mas seu netinho está muito bem amado e acolhido pela sua família! A sociedade tem que acolher é quem não tem amparo!

  26. Sandro Rocha Postado em 05/Sep/2013 às 05:31

    Famosos são assim mesmo, exageram demais porque todos ficam lambendo os pés deles, já vi um ator da globo (não vou citar nome vocês sabem porquê) embarcar às 8 da manhã muito bêbado, arrogante, enchendo o voo inteiro e ficar chavecando as aeromoças mesmo estando casado. Voltando à situação da "reportagem". Me diz uma coisa, essa mulher não leu as regras do bilhete de embarque?! Nem precisava ler, pois é óbvio que tinha que andar sempre com um atestado médico do menino e isso está nas regras do bilhete de embarque também. A principal responsável pelo "vexame" que aconteceu foi o responsável pelo menino. Se quer processar a Gol, quem sabe um tutor de menores deva estar presente na audiência né?! Um dos maiores veículos para propagação de doenças contagiosas Brasil afora É o ambiente confinado do avião. Sei que muitas vezes alguma "peça" do check-in (não todos, pois sei que tem muitos bons profissionais lá, inclusive admiro muito a paciência deles no geral) não pega os documentos necessários para o embarque, porém, os principais responsáveis pela segurança do avião e de seus passageiros são os tripulantes, comandante e co-piloto. Eles tem autoridade SIM e são os mais cobrados por isso. Saibam de leis e regras da companhia ANTES pra depois ficar levantando o dedo e dizendo que é um absurdo que alguém está errado e etc. E relembrando que as regras de segurança não são os tripulantes que fazem, sim a ANAC, IATA, junto com a ANVISA. A responsabilidade do voo inteiro cai sobre eles (tripulantes), que trabalham 12h por dia, 22 dias por mês fora de casa, sendo vistos somente como garçons e lixeiros. A culpa dos atrasos em voo e etc em 99,9% dos casos não são causados por tripulantes e sim por causa de mal tempo, má coordenação da torre de controle e etc, do mesmo jeito que vocês querem chegar nos seus destinos pra aproveitar as férias ou outras coisas, os comissários também querem chegar no hotel pra tomar banho depois de um dia de 12h de trabalho em um ambiente pressurizado e seco lidando com 144 ou até 580 passageiros em média por dia. O problema é esse país que está acostumado a dar "jeitinho" em tudo e quando se deparam com algum lugar em que as regras são seguidas à risca, já ficam ofendidos. Avião é coisa séria, não é brincadeira, por isso que os tripulantes lidam direto com a POLÍCIA FEDERAL, a autoridade máxima do país com exceção da Abin que é outra área mais específica. Acorda Brasil, leve à sério as leis e regras primeiro, para depois serem levados à sério e respeitados.

  27. Sandro Rocha Postado em 05/Sep/2013 às 11:00

    Pra complementar e finalizar, agora vou citar nome, lembro de uma "situação" com a Marta Suplicy, que usou sua "autoridade" para não passar pelo detector de metais. Após embarcar no avião da Tam, o comandante ficou sabendo do ocorrido e, com toda a razão e autoridade dele, falou que se ela não passasse pelo detector de metais a aeronave não decolaria. (Eu digo que ela não é melhor ou mais confiável do que qualquer outra pessoa), no final ela acabou voltando e passando pelo detector e entrou na aeronave e o voo decolou normalmente. É simples assim. Vou cotejar e complementar minha informação anterior, os únicos que podem levantar o dedo pra falar algo são aqueles que tem conhecimento das leis, regras da empresa que você aceitou à partir do momento que pagou pelo serviço e, principalmente, os que já trabalharam como Comissário de Voo. Pra começar, eles não estão debaixo da CLT como todos os outros trabalhadores. A regulamentação é a RBAC (Regulamentação Brasileira de Aviação Civil), o que faz eles trabalharem 12h por dia legalmente, 22 dias por mês, trabalhar tanto de dia quanto de madrugada, perder toda a vida social, todas as datas comemorativas, especiais e feriados, inclusive natal e virada de ano, envelhecerem com extrema rapidez por causa da pressurização e ar extremamente seco. Os comissários têm de fazer papel de policial, manutenção, garçom, lixeiro, limpeza, psicólogo, socorrista, pai e mãe, dentre outras durante o voo. E políticos com "amizades" dentro de companhias aéreas ainda querem diminuir as folgas e aumentar a jornada de trabalho deles. É o que eu digo, primeiro faça um curso de Comissário de Voo, passe pelas provas, passe pela prática de sobrevivência na selva, marinharia, combate a incêndio, primeiros-socorros, passe pela prova da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), pela seleção da companhia aérea (no caso da Tam são três etapas em que em uma delas você deve ter no mínimo inglês avançado, à partir de agosto de 2010) , pelo treinamento dentro da empresa que varia entre 1 mês e meio (no caso da Gol) e 3 meses (na Tam), passe pelas provas, passe pelo treinamento em voo e a prova oral final e trabalhe pelo menos 1 ano e depois poderá falar o que quiser sobre o trabalho.