Luis Soares
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Religião 12/Jul/2013 às 00:14
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Padre defende veto a projeto que amplia conceito de violência sexual

Religioso defende veto a projeto que amplia conceito de violência sexual. Padre Paulo Ricardo: qualquer atividade sexual não plenamente consentida geraria um direito semelhante ao caso de estupro

Projeto que altera procedimentos para o atendimento de mulheres vítimas de violência sexual foi criticado em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O debate havia sido convocado para discutir o Estatuto do Nascituro (PL 478/07), mas acabou mudando de rumo.

padre paulo ricardo violência sexual

Padre Paulo Ricardo (Divulgação)

O texto que virou foco das discussões, já aprovado na Câmara e no Senado (PLC 3/13 – PL 60/99) e pronto para ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, prevê “atendimento imediato e multidisciplinar” a quem procurar um hospital alegando ter sido vítima de estupro e define esse tipo de violência como qualquer forma de atividade sexual não consentida.

No atendimento de emergência, a proposta prevê cuidados com as lesões físicas, a “profilaxia da gravidez” e de doenças sexualmente transmissíveis, com administração de medicamentos.

Na opinião do padre Paulo Ricardo de Azevedo Junior, um dos convidados para a audiência, o projeto torna muito amplo o conceito de violência sexual e obriga os hospitais do SUS, mesmo sem atendimento ginecológico, atenderem de maneira emergencial as vítimas.

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“Como está redigida, a proposta pode abrir caminho para a legalização do aborto no Brasil”, afimou o sacerdote, que é mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e professor de teologia do Instituto Bento XVI em Lorena, São Paulo.

Padre Paulo Ricardo acrescentou que a formulação do texto permite uma “interpretação elástica” daquilo que é violência sexual. “Qualquer tipo de atividade sexual não plenamente consentida geraria um direito semelhante ao caso de estupro”, disse o sacerdote, que defendeu o veto da proposta.

Defesa do veto

Os deputados presentes à reunião afirmaram que vão se mobilizar para que o projeto seja vetado pela presidente Dilma. A proposta da Câmara foi aprovada na íntegra pelo Senado no último dia 4 de julho. A partir do recebimento do texto, a presidente tem 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

Ausências

O autor do requerimento para a realização da audiência, deputado Henrique Afonso (PV-AC), lamentou a ausência dos representantes dos ministérios da Justiça e da Saúde, o que impossibilitou os parlamentares de obterem esclarecimentos quanto às dúvidas sobre a proposta que altera a definição de violência sexual.

“Acredito que os ministérios sempre têm alguém que possa representar os ministros. No caso da pasta da Saúde, também poderíamos ter informações sobre outras políticas públicas”, declarou.

Karla Alessandra, Agência Câmara

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Comentários

  1. Grey Postado em 12/Jul/2013 às 02:33

    Eu apoio o veto a qualquer membro de cargo religioso a dar opnião em assuntos envolvendo sexualidade humana.

  2. Geralt Postado em 12/Jul/2013 às 04:39

    esse padre é ultra conservador. é um doente. só olhar os videos dele no youtube... se vivêssemos na epoca das cruzadas. muitos já não estariam aqui de novo...

  3. Geralt Postado em 12/Jul/2013 às 04:42

    e os padres já estão preocupados... kkkk!!!

  4. Geralt Postado em 12/Jul/2013 às 04:43

    ele vive na CANÇÃO NOVA dando "palestras" de como ser um ultra conservador...

  5. Vinicius Postado em 12/Jul/2013 às 08:01

    Esse negócio de entidade religiosa querer por o dedo em texto legal é uma patifaria...

  6. Nikel Postado em 12/Jul/2013 às 10:17

    qualquer atividade sexual não plenamente consentida não é estupro? Sou muito ignorante

  7. Edilson Postado em 12/Jul/2013 às 10:38

    Mas pera aí: "Qualquer tipo de atividade sexual não plenamente consentida geraria um direito semelhante ao caso de estupro” Uma atividade sexual não consentida não é a DEFINIÇÃO DE ESTUPRO?

  8. Cesar Machado Postado em 12/Jul/2013 às 13:32

    Para que chamam um padre para representar a igreja em um assunto de utilidade pública, direitos humanos e de saúde? O que o cu tem a ver com a bunda? Onde está o diabo da laicidade?

  9. Edmilson Postado em 12/Jul/2013 às 13:32

    Venho, há muito tempo, defendendo a lógica de que esse padre Paulo é uma vergonha para a igreja dele, como Malafaia, Feliciano e outros. Ele é um fascista convicto. Um pregador centrado nas convicções elitistas. Um inquisidor transportado da Idade Média direto para o século XXI. Se alguém acreditar em uma língua dominada (possuída) pelo demônio, pode ter certeza, então, que é a desse padre. Asqueroso, pernóstico, marionete de uma elite tosca. Não há nenhum ato desse sujeito que nos leve a pensar em bondade, humanidade ou ato cristão. É um porco, um nefasto e maníaco fascista!

  10. Sílvia Postado em 12/Jul/2013 às 13:33

    Machismo institucionalizado. E pensar que um ser desse é lider espiritual de uma comunidade.. lamentável.

  11. Santiago Postado em 12/Jul/2013 às 13:40

    Padre... Deveria se preocupar mais em limpar o nome da sua igreja emporcalhada.

  12. Rejane Lima Postado em 12/Jul/2013 às 13:42

    OS vídeos dele estão rodando o mundo fazendo propagando contra o governo. Uma vergonha!

  13. rubem Postado em 12/Jul/2013 às 14:04

    Por favor, sobre o corpo feminino, que legislem as mulheres; e não aqueles que pensam ser donos do comportamento de todos.

  14. neither Postado em 12/Jul/2013 às 14:34

    provavelmente algum tucano o convidou para essa mesa de debates. O cara está lotado de video anti-esquerda na web... padreco neo liberal e lixo!

  15. Leila Postado em 12/Jul/2013 às 14:38

    Ô seu padre, vai celebrar missa pra quem ainda se interessa em ir à igreja católica e deixe as mulheres em paz.

  16. Prof. Domingos Postado em 12/Jul/2013 às 14:54

    É bom que estes lobos se mostrem ..., pois querem continuar comendo pelas laterais, beradas ... Que experiencia tem padres com assuntos referentes a sexo e família ? caso eles quisessem ter, não seriam celibatários ... seria de Bom Alvitre estes pseudos especialistas ficarem nos seus devidos lugares e deixarem o assunto em pauta para os especialistas. O Brasil virou realmente a casa de Noca ou de Irene ? como lembra uma canção de Agnaldo Timóteo; todos entram, todos falam; especialmente o que não entendem ou fingem entender... O certo mesmo era a Igreja pagar os gastos de seu representante em nossa terra, já seria uma ótima contribuição para a saúde e a educação do povo brasileiro; ai sim eu acreditaria em mudanças na curia Romana.

  17. mercúrio Postado em 12/Jul/2013 às 15:26

    eu entendi porque ele é a favor. uma atividade sexual não plenamente consentida se encaixa tb na pedofilia. iria incriminar mais a sua igreja.

  18. Givanildo Cirilo de Souza Postado em 12/Jul/2013 às 16:10

    Qualquer atividade sexual não plenamente consentida, não tem nenhuma dúvida; é estupro. Cadeia para o estuprador, em regime fechado.

  19. Enio Postado em 12/Jul/2013 às 18:24

    A questão é que uma coisa está ligada à outra. Aborto, passando a ser permitido em caso de estupro, e a interpretação do que é estupro se expandindo, deixa aberto o caminho para o aumento exponencial dos abortos no Brasil. A lei dá margem para que uma esposa diga que foi estuprada pelo ex-marido e assim poder legitimar sua intenção de abortar. Agora, que o cara é ultra-conservador, não há dúvidas. Haja vista o fato de andar de batina preta em pleno século 21. Isso no calor de 40º C que faz em Cuiabá.

  20. Marcos Postado em 12/Jul/2013 às 20:48

    Esse padre é mais inteligente que toda equipe desse blog.

  21. Lauro Portela Postado em 12/Jul/2013 às 21:19

    Mas, Sr. Paulo Ricardo, qualquer atividade sexual não consentida é estupro.

  22. Prof. Domingos Postado em 12/Jul/2013 às 23:42

    Mais uma vez tenho certeza do quanto a Igreja católica Apostólica Romana é temida ... não confundem respeito com temor, Até o presidente Americano fica genuflexo diante do papa; mas vocês preferem outra posição ainda mais ridícula, quando se fala verdades da Curia Romana; que na verdade só tem prestado desserviço para a humanidade. Genuflexão é o sobrenome dos que acham que religião salva, e o Papa é infalivel.

  23. Geralt Postado em 13/Jul/2013 às 01:39

    ele seria inteligente se não fosse padre e tendencioso...

  24. Magali Postado em 13/Jul/2013 às 07:11

    Só de olhar p a cara dele dá nojo

  25. Oswaldo Postado em 14/Jul/2013 às 00:52

    Nós da esquerda somos contra a "criminalização" de tudo. Mas abrimos exceção para as inúmeras criminalizações que as feministas pleiteiam. Os mesmos que dizem que a criminalização não funciona, nesses casos parecem ter opinião diferente...

  26. Luiz Fernando Postado em 15/Jul/2013 às 12:26

    Mas elas têm um ponto: a luta delas nada mais é do que a favor da criminalização da violação do direito de autoridade sobre o próprio corpo, e a descriminalização do uso de tal direito...

  27. Carlos Postado em 15/Jul/2013 às 23:49

    Apesar de o comentário do padre estar estranho, e o preconceito de pessoas com cabeça pequena e alienada que só porque o cara é padre já não consegue ouvir mais nada do que ele diz, ele de certa forma está certo. Pode-se considerar estupro agora quando uma pessoa se arrepende ou envergonha do ato que fez, e com isto denunciar o parceiro. Isto pode ser feito por vingança num termino e ainda obriga ao SUS tomar medidas de urgência que não são as melhores. E quanto ao aborto é natural que ele seja contra, e é estranho que pessoas que criticam tanto a "ignorância" da igreja católica serem tão ignorantes e não conseguirem pensar além de clichês e preconceitos sobre um assunto tão delicado e complexo. Para ele a vida humana, não importa em que estado esteja, é sagrada e não pode ser descartada com uma simples decisão consciente. E não há como negar que um embrião ou um feto é uma vida independente da mãe. Já outros acreditam que a mulher deve ter o poder de escolha de rejeitar um filho em seu ventre quando este não é desejado. Nesse assunto pode-se estar matando uma criança que teria muito o que viver, como pode-se estar poupando uma criança que viveria numa família transtornada. A mãe poderia não conseguir viver com uma criança indesejada como poderia se arrepender o resto da vida por ter matado um filho que ela nunca chegou a conhecer e que só fez isto pelas emoções conturbadas que a acometiam. Diante de tantas dúvidas, possibilidades e transtornos que as duas opções, abortar ou não abortar, podem trazer a crença católica é de que não somos nós que devemos interferir quando a vida de um ser humano está em jogo. Já outros preferem a solução a curto prazo.