Luis Soares
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Saúde 12/Jul/2013 às 13:41
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Médicos suecos e britânicos precisam servir no setor público

No Reino Unido e na Suécia, médicos precisam servir no setor público. Britânicos têm que passar dois anos em hospitais públicos. Na França, formação pode levar de 9 a 11 anos

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No Reino Unido e na Suécia, médicos precisam servir no setor público (Foto: Reprodução)

No Reino Unido e na Suécia, países que teriam inspirado o governo brasileiro, os jovens recém- saídos das universidades de Medicina precisam cumprir um período de treinamento remunerado no setor público antes de receberam licença para exercer a profissão.

Para os britânicos, são obrigatórios dois anos de treinamento em hospitais públicos, após o período da universidade. Os cursos de Medicina no país variam de cinco a seis anos e conferem aos estudantes uma registro provisório, com o qual se inscrevem no chamado “The Foundation Progamme”.

No primeiro ano, o salário-base do jovem médico é de 24 mil libras anuais (quase R$ 80 mil), segundo estatísticas de 2012. A quantia pode variar de acordo com as dificuldades do hospital, do cronograma do profissional e das dificuldades do ofício. Completados os 12 meses iniciais, ele recebe a licença, mas é obrigado a terminar o segundo ano.

— Só então o médico poderá partir para o período de especialização e residência, que pode durar outros cinco anos — explica a assessora da faculdade de Medicina da George’s University of London, Elenor Sheppard.

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Na Suécia, o curso dura cinco anos e meio. O programa de treinamento, conhecido por AT, dura pelo menos 18 meses. É cada vez mais frequente terminá-lo em 21 meses, ao final dos quais o profissional é submetido a um exame, sem o qual não pode trabalhar. Após o AT, ele pode escolher sua especialização, que dura, no mínimo, cinco anos.

Na França, a formação pode levar de 9 a 11 anos. O vestibular dá direito a cursar um ano de faculdade de Medicina, num aprendizado mais abrangente em aulas de biologia, bioquímica ou biofísica. Depois, os melhores alunos são admitidos e prosseguem a formação, em seis anos. A partir do terceiro ano, passam a praticar atendimento externo remunerado em hospitais conveniados com as universidades. Com a conclusão do curso, inicia-se um período também remunerado, equivalente à residência no Brasil, que pode durar de três a cinco anos.

jornal O Globo

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Comentários

  1. Geralt Postado em 12/Jul/2013 às 14:31

    aqui eles não podem. eles tem balada aos fins de semana...

  2. Claudio Luiz Pessuti Postado em 12/Jul/2013 às 14:48

    Fora os Congressos, pagos pelos laboratórios, em resorts em locais "paradisíacos" ...

  3. Arthur Postado em 12/Jul/2013 às 15:11

    No Brasil, a formação também é de 9 a 11 anos. (essa reportagem tá considerando a residência também) E durante a residência, os Brasileiros também atuam no setor público, com cargas horárias enormes e ganhando uma merdinha de salário. Duvido que teria mimimi se o governo pagasse as 24 mil Libras por ano, que dá um pouco mais de 6600 Reais por mês.

  4. daniella Postado em 12/Jul/2013 às 15:22

    Esta materia so nao fala que na suecia falta medicos e o governo de la tem que ficar implorando a contratação de medicos estrangeiros pois nao ha medicos suficientes na Suecia e essa medida foi a causadora da falta de medicos.

  5. Andre Postado em 12/Jul/2013 às 15:27

    Aqui no Brasil os estudantes de medicina servem o setor público (pelo menos nas universidades públicas) durante toda a formação, mais acentuadamente nos últimos dois anos, o internato, que equivalem a esses programas citados pela reportagem. Pra que ir tão longe ao invés de pesquisar o que acontece por aqui?

  6. Andre Postado em 12/Jul/2013 às 15:28

    Mas o interessante é que o internato do Brasil não é remunerado, enquanto lá eles ganham quase 80mil por ano.

  7. MARIO Postado em 12/Jul/2013 às 15:32

    Na minha modesta opinião, acho que os formados pelas Universidades públicas deveriam prestar serviços por 2 anos no Sus, remunerado lógico e após os 2 anos libera-os par fazer o que devem fazer.Os que FAzem faculdades PAGAS, estariam obrigados a efetuar testes junato ao CRM, conorme exigido no REVALIDA. E SÓ APÓS SEREM LIBERADOS PARA TRABLHAR.

  8. Marcos Postado em 12/Jul/2013 às 20:48

    Existe uma diferença pequena entre Amazônia e Inglaterra.

  9. almir bento de freitas Postado em 12/Jul/2013 às 22:06

    Os médicos, os bolivianos, os cubanos e o governo Dilma Não sou daqueles que faço grandes análises, que tem todos os números, mas sou morador do Brás e freqüento o fundo da Zona Leste e trabalho na Zona Sul, mais precisamente no Jardim Miriam, pertinho da Cidade Ademar. Outro domingo pela manhã, dezenas de bolivianos – crianças, mulheres, homens, jovens ocupam a praça perto de casa para jogar bola, baterem papo e outras coisitas mais. Só nos domingos, pois nos outros seis dias parecem que não existem ficam todos trancados costurando para chineses, coreanos em terra brasileira. Outro dia, que não o domingo, fui fazer meus exames de rotina, algo de classe média privilegiada, coração, urina, sangue, esteira, pressão e outras coisitas mais, ah fui atendido por um médico simpático, capaz, competente, um boliviano! Outro dia também vi algumas pessoas a comentar: - Nossa o governo Dilma quer importar médicos cubanos para trabalharem em lugares aonde não há médicos!! Alguns afirmam que é muito grave importar médicos. O que importa são os médicos cubanos, ou o que importa é ter médicos para pobres, cafuzos, mestiços, caiçaras, mamelucos, negros, será que alguém se importa?? O que é grave é ter médico cubano ou é agudo trazê-los??? A CORPOração médica importa com o CORPO das regiões carentes?? Se importa deveria se exportar pra lá!!! Foda-se o boliviano costureiro, foda-se a nigeriana que é cabelereira, foda-se as crianças carentes da Cidade Tiradentes, quem se importa se exporte pra lá!! A imprensa burguesa ficou raivosa, lascou editoriais, mas outras imprensas também mandaram escrever. Errou o governo Dilma quando abriu mão dos cubanos e começo a falar de espanhóis e portugueses.Bom com essa medida os portugas e os espanhóis vão conhecer uma parte do Brasil, que já eram deles e eles nunca se aposaram, lembram do Tratado deTordesilhas. O governo quer trazer 13.000 médicos, quantidade sugestiva 13, se fosse o PSDB acho que seria 4500 e se fosse o PCdoB 65.000. Quando compramos uma calça e pagamos um parco preço, não fazemos protesto, pelo trabalho semi-escravo dos trabalhadores bolivianos. Por que não reclamamos? Acho que é porque nos interessa pagar um preço baixo e esquecermos da “mais valia”.Ninguém protesta pela semi escravidão destes corpos, que fazem peças para nossos corpos e que são explorados por outros corpos!! Quando há crescimento os bolivianos, os colombianos, os peruanos e demais andinos são bem vindos!! Desde que seja para trabalhos braçais, semi-escravos, algo que muitos brasileiros já fizeram nos EUA em outros tempos. Agora nóis é ianque!! Ouvi falar sobre a teoria do pescoço, vai lendo depois amarrarei texto!! Vire seu pescoço para a CORPOração dos médicos e veja quantos médicos negros estavam lá a favor da importação de médicos para tratar dos irmanos negros pobres! Vire seu pescoço e veja quantos médicos alvos, caucasianos são favoráveis a não im-portar médicos cubanos, portugas e espanhóis!! Alguns escrevem – Há médicos, mas são mal distribuídos!! Falácia o médico está aonde a grana pode pagar! Reconheço que há médicos que defendem uma saúde pública estatal e gratuita, mas não vivemos de exceção.Não é possível defender a CORPOração que não inCORPOra o povo pobre do nosso país. Não me importo em ver vários bolivianos num dia de domingo no futebol, no social e tomando um pouco de sol para manter uma cor indígena, não me importo em ver nigerianos e angolanos nos seus trabalhos no Largo da Concórdia e entorno. Não me importo em ser atendido por um médico boliviano, pois na verdade, mais verdadeira são trabalhadores, explorados, que vendem o que tem de mais precioso para a burguesia, isso me incomoda e isso me importa. Prefiro ficar longe do muro, neste momento, pois com a inflação, o não crescimento econômico pode trazer um outro clima para nós , os trabalhadores. Ter uma política próxima do muro, pode dar um sentido de xenofobia. Fazer o discurso perto do muro, faz o nosso discurso ficar próximo de quem está do outro lado do muro, basta ver o que aconteceu em manifestações recentes. Sou daqueles que defende – serviços públicos, estatais e gratuitos para todos e todas, mas não posso fazer meus exames de rotina, ir a especialista, fazer exames em laboratórios, tratamento odontológico no posto do servidor público na Vila Carrão e ser contrário a que outros trabalhadores tenham um tratamento ou acompanhamento médico. Será um tratamento de primeira??Tenho certeza que não!! O que fazer?? Trabalho na rede municipal de ensino e sei que não há uma política de estado para a educação e nem para a inclusão de alunos. Diante deste quadro poderia ter o seguinte pensamento. Como não uma política de inclusão séria, que dê conta dos nossos alunos é melhor deixar nossa mulekada de fora e quando conseguirmos uma política de estado, aí sim vamos atender esta mulekada! Não posso concordar com esta posição, é na luta, é com os incluídos-excluídos que vamos ampliar direitos e avançar naquilo que acreditamos. Esperar por uma política de saúde de Estado e não concordar com a contratação de médicos de outros países de modo emergencial é destinar os corpos a importar caixões. Não adianta aumentar salários dos médicos só, pois para colocar dois silicones no peitinho, cobram cerca de 6.000 reais para alguém ter um peitão! Seis cirurgias ao dia??? R$ 36.000,00 ao dia, R$ 180.000,00 na semana, R$ 720.000,00 mensais, mas tem gastos com a equipe com a clínica etc e tal.Será que sobra 10% para gastar no mês – R$ 72.000,00. Nesta sociedade é simples assim, o que levaria alguém para ir para a beira dos barrancos?? Só num outro modelo de sociedade é que podemos equacionar os serviços públicos. Temos que ter um PCCS diferenciado neste momento, pois isso poderia trazer alguma melhoria. Ter um PCCS com uma mesma tabela de vencimento não ia atenuar a situação. Só para lembrar veja a situação no governo Erundina, que pagava até 50% a mais para quem fosse trabalhar na periferia de São Paulo e a atual situação depois que esse valor foi reduzido no governo Paulo Maluf. Nosso país é enorme e exige um PCCS e outras vantagens para garantir serviço público em todos os locais. Que tal discutirmos cotas nas Universidades de Medicina?? Talvez seja a única medida a fazer a corporação ser favorável a contratação destes médicos!! Defendo um sistema 100% estatal, público de qualidade na EDUCAÇÃO,mas enquanto isso, vou atender os excluídos, os incluídos da educação e sonhar acordado, na luta sempre e que venham os cubanos, latinos, portugas, hispânicos, britânicos, gregos, indianos, os japas, pois a nossa classe é internacional!!

  10. Dumitriu Z Saucedo Postado em 12/Jul/2013 às 23:37

    Sugiro checar em http://apps.who.int/gho/data/node.main os dados da OMS sobre investimento percentual do PIB, remuneração , número de leitos hospitalares per capta pra entender um pouco mais essa questão. Um profissional não melhora a saúde de ninguém. Um sistema de saúde bem estruturado, com recursos diagnósticos e terapêuticos adequados, multidisciplinar, com profissionais valorizados e plano de carreira sim... Artigo tendencioso! Podia lembrar de dizer quantos ministérios têm a Suécia e a Inglaterra? E quanto recurso público é investido na saúde nesses países? Checa no site da OMS. Aqui no braziu a dona vetou um mínimo de 10% do orçamento. Eu explico o porquê: é mais barato mandar um neófito de branco do que investir em estrutura em saúde.

  11. Gabriel Postado em 13/Jul/2013 às 04:16

    Mas e podem reclamar do fato de ser obrigatório o exercício da profissão em hospitais de primeiro mundo, onde o governo tem real preocupação com a população e os médicos têm acesso aos equipamentos necessários? Exercer a profissão na Inglaterra e Suécia que ocupam posições top do ranking da saúde deve ser muito melhor que ficar em uma área esquecida pelos governantes brasileiros. Se o objetivo do post era mostrar que até nos países desenvolvidos é obrigatório o estágio em hospitais públicos, foi falho.

  12. Rogerio Postado em 13/Jul/2013 às 06:51

    Lá é profissão. Aqui é para muitos status.

  13. Jaime Postado em 13/Jul/2013 às 14:18

    Sou estudante de medicina e estudo em uma federal. Eu e muitos dos meus professores e colegas concordamos com mais dois anos de curso dedicados ao sus. Toda nossa formação já é voltada ao sus e é muito gratificante ajudar as pessoas mais humildes (isso é um sentimento geral), da mesma maneira que é muito frustrante ver as pessoas morrerem e ficaem sequeladas por problemas de gestão, não terem direitos a medicamentos e exames básicos..... Desculpem, mas é de praxe dos governantes jogarem a culpa na má fé dos profissionais, muitos preferem comprar essa idéia simplista. Talvez a conta das vítimas do sus recaem sobre essas pessoas também!!

  14. Kate Postado em 13/Jul/2013 às 17:05

    O que cada um faz? Geralt, Pessuti e Rogério? Estão dispostos então a ir passar dois (dois) anos de sua vida num lugar sem saneamento, duas ruas (contando com o canteirinho do meio), com um postinho sem água, onde sabão e papel higiênico só se você levar e água na privada é de balde. E se tem filho, vai ficar longe de você pois não tem escola adequada... Marido/mulher se recusam a te acompanhar... Preceptoria onde não chega sequer internet (nas capital não tem imagina nos postinhos dessas regiões.

  15. fernanda Postado em 13/Jul/2013 às 21:22

    aqui os estudantes de medicina servem ao sus desde o início da faculdade e, nos dois últimos anos, fazem somente atendimento de pacientes do sus.

  16. Renato Postado em 13/Jul/2013 às 22:33

    Como se lá fosse tão ruim quanto aqui... kkk É outro mundo, eles devem até gostar lá.

  17. Rosana O. Postado em 14/Jul/2013 às 09:43

    Partindo do pensamento do Marcos, então como Inglaterra e Amazônia são diferentes, amazônidas podem ficar sem atendimento médico não é? Algum espírito da floresta vai fazer a cura! Ah me poupe!

  18. Otto Postado em 14/Jul/2013 às 10:55

    Enquanto os médicos estrangeiros não chegam... http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/doutores-do-antienvelhecimento-receitam-tratamentos-condenados-pelo-conselho-de-medicina/2075070/

  19. Rafael Postado em 14/Jul/2013 às 20:12

    Concordo que médicos em formação devam passar dois anos trabalhando. Acredito que todos têm uma dívida social importante. CONTUDO, também acredito que todos os outros profissionais que também cursam faculdade pública tem sua dívida social. Então ao invés de ficar achando o bode expiatório da vez (a classe medica) vamos lutar para TODOS, engenheiros, advogados, biólogos, físicos, arquitetos, etc... Todos trabalhando 2 anos pro governo nas prefeituras e nos municípios mais necessitados para pagarem juntos suas dívidas sociais... Vamos deixar de ficar apontando dedos pra uma classe e assumir as responsabilidades...

  20. Romulo Postado em 15/Jul/2013 às 14:31

    E lá tem infraestrutura? Aqui não tem...

  21. Eduardo Postado em 15/Jul/2013 às 15:16

    Estudantes de medicina são obrigados a estagiar GRATUITAMENTE no SUS a partir do 4º período do curso. As pessoas deviam se informar mais antes de criticar...

  22. Felipe Postado em 19/Jul/2013 às 00:35

    Sou a favor de o médico formado em faculdade público ser obrigado a só trabalhar no SUS pelo resto da vida e ganhando um salário mínimo. Medicina é pra quem tem vocação e quer viver de ajudar o próximo, como um sacerdócio, não pra quem quer enriquecer. Imagine quanto economizaríamos baixando o salário dos médicos! Daria para comprar mais equipamentos e insumos para os hospitais e talvez o fato de só investirmos 3,7% do PIB em saúde pública passasse despercebido! Além de trazer os médicos cubanos, deveríamos expulsar do Brasil essa corja de Médicos q não passam de vagabundos playboys coxinhas reacionários elitista mercenários.

  23. kzm Postado em 19/Jul/2013 às 16:10

    Felipe, faça um favor pra vc mesmo! sugira ao Congresso Nacional uma lei que isente aos médicos de pagarem impostos, ok? pois serviço de sacerdócio é isento de imposto e somente assim 400.000 brasileiros poderão manter suas familias sem a necessidade de bolsas familia! vai estudar menino! e depois vem conversar com gente grande!Ah! quando adoecer não peça ajuda aos vagabundos, playboys coxinhas reacionários elitistas mercenários, peça ajuda ao sacerdócio, pois só ele poderá te ajudar!!!

  24. AMILCAR XIMENES Postado em 27/Jul/2013 às 02:27

    POR QUE O GOVERNO, NO PROGRAMA “MÉDICOS PARA O BRASIL”, OPTOU PELA PROVISORIEDADE, PELA PRECARIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO, E NÃO CONSEGUE REPRODUZIR NEM O MODELO DA FUNDAÇÃO SESP A provisoriedade do programa”Médicos para o Brasil” com duração de 3 anos, uma estratégia de saúde publica para 3 anos, para um problema de demanda permanente, reflete os interesses exclusivamente eleitorais do programa, quando as necessidades da atuais 850 cidades carentes de médicos para atenção básica, associada a falta de segurança jurídica, de um plano de cargo, carreira e salário, a semelhança da Magistratura Federal, torna o programa natimorto e demonstra o desinteresse do Ministério da Saúde em criar uma carreira de estado para médico, federalizada, para Atenção Básica de Saúde. Por que o Ministério da Saúde, não consegue propr algo nem semelhante ao programa exitoso da Fundação Sesp? O programa deveria ter continuidade, ser perene, como são perenes as carências nos municípios remotos e periferias das grandes cidades brasileiras, que certamente não durarão apenas 3 anos, são permanentes. Ninguém se deslocará para municípios remotos, com mulher e filhos, sem segurança jurídica de um vínculo estável , a semelhança da Magistratura Federal e com as devidas condições de trabalho( meios diagnósticos e terapêuticos necessários). O diverso disso, é convocar médicos para uma empreitada auto-flagelativa e de mortificação pessoal, que nem os membros de seitas que acreditam que o autoflagelo pavimenta a ascensão aos céus, aceitariam. Por que querem cobrar, exclusivamente, dos médicos o ônus da socialização do modelo assistencial do SUS no Brasil, e de forma sórdida, fascista, querendo-lhe expor à execração pública, como o vilão do sistema de saúde. O governo(que eu defendo e sou fundador do PT), não diz nada e não mudou nada da sua prática política de exoneração tributária para atividades capitalista de alto lucro, sem nenhuma contrapartida social!? Exonerou 17 Bilhões por ano, para o setor empresarial, e mantém a penitência do Fator Previdenciário para os trabalhadores aposentados brasileiros, que custa 3 bilhões ano. E a máxima, de que os CONTRATOS SERIAM MANTIDOS, só não vale para os trabalhadores, que contribuem para a previdência E DEVERIAM TER aposentadoria integral? Isentam planos de saúde que prestam serviços duvidosos, ou operam no mercado de forma estelionatária. A quem serve a conversão da categoria médica como vilã de todos os males da república. Só existe similaridade histórica, com a prática propagandística anti-judeu da Alemanha nazista. Quantos municípios brasileiros, dentre os atuais 5.584, são carentes de outros profissionais de ensino superior, indispensáveis ou coadjuvante na saúde pública, como engenheiros sanitaristas e agrônomos, por exemplo? Por carência de agrônomos, os municípios brasileiros, não contam com o receituário agronômico, que faria a prevenção do envenenamento ambiental e de lençóis freáticos, dos alimentos produzidos e dos trabalhadores que fatalmente sofrerão doenças ocupacionais. Por falta de engenheiros sanitaristas, não se disporá de esgotamento sanitário e tratamento de água, isso tudo significa muito na logística da prevenção zero das doenças, e na redução da demanda do SUS, prevenindo as doenças muito antes da necessidade da atuação médica. Os municípios brasileiros, certamente não são carentes somente de médicos, e saúde, com certeza, não se faz exclusivamente com eles. E deve ser realizado sem burla do vínculo empregatício, sem precarização das relações e condições dignas de trabalho, com insumos dos meios diagnósticos e terapêuticos. Amilcar Ximenes A PROPÓSITO DO PROGRAMA “MÉDICOS PARA O BRASIL” DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, A FALSA DICOTOMIA: OU A PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SALÁRIOS OU MÉDICOS ESTRANGEIROS. Sem um carreira de estado para servidores da saúde, e federalizada, com segurança jurídica, não se resolverá os problemas do atendimento da demanda Atenção Básica de Saúde das periferias das grandes cidades e municípios remotos. O ministério da saúde esqueceu-se da estratégia exitosa da antiga fundação SESP? Os profissionais de saúde, notadamente médicos não podem estar sujeitos a mudança do humor do gestor paroquial municipal, que em ultima instância, não tem interesse político de garantir-lhe estabilidade, pois ele pode desafiar a sua hegemonia política. Nenhuma estratégia de saúde, de atenção básica, será levada a efeito, com otimização máxima, sem um padrão nacional federalizado. E para isso não bastam recursos financeiros de destinar 10% do orçamento para a saúde. O clientelismo e o patrimonialismo do paroquialismo municipal, distorce qualquer estratégia de saúde, de atenção básica, em beneficio da sua(do gestor de plantão) emergência “política” do mandato. O que se verifica na maioria esmagadora dos municípios brasileiros, que não dispõem da segurança jurídica, de plano de cargo, carreira e salário, é que o prefeito oferece inicialmente salário atrativo, e logo que tem a sua emergência "política'" atendida, reduz o salário do médico, levando-o a pedir demissão. E isso quando paga. A categoria médica se dispõe até a serem profissionais nômades, para atender às necessidades nacionais, mas com uma carreira de estado, com plano de cargos carreira e salarios condígnos, tendo como paradigma aceitável a Magistratura Federal. Com a palavra os parlamentares federais.