Luis Soares
Colunista
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Rio de Janeiro 16/Jul/2013 às 14:23
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Jornal Voz da Comunidade é destruído por incêndio

Incêndio destrói jornal Voz da Comunidade no Complexo do Alemão. Coordenador do Afroreggae afirmou estar certo de que o incêndio foi criminoso

Um incêndio destruiu na madrugada desta terça (16) a redação do jornal comunitário A Voz da Comunidade, no Complexo do Alemão, que ganhou notoriedade por cobrir em tempo real a invasão pelas Forças de Pacificação, em novembro de 2010. O fogo teve início às 4h30min e atingiu dois andares do prédio, que ficou completamente destruído.

No mesmo local também funciona uma pousada do Grupo Cultural Afroreggae. O diretor do veículo comunitário, Renê Silva, de 19 anos, não descartou a possibilidade de uma ação criminosa e publicou nas redes sociais que “tacaram fogo na redação do Voz da Comunidade”. Uma pessoa ainda não identificada sofreu queimaduras e foi levada pelos bombeiros para o hospital.

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Redação do jornal Voz da Comunidade no Complexo do Alemão ficou completamente destruída (Foto: Divulgação)

Renê Silva foi avisado do incêndio por um amigo que trabalha no teleférico. Ele levou 20 minutos no trajeto da sua casa até a redação do jornal, tempo suficiente para o fogo consumir o prédio. “Tivemos um enorme prejuízo. Perdemos móveis, eletroeletrônicos, materiais de escritório. Não sobrou nada. No momento, não lembro de nada que possa ter motivado um crime”, contou Renê. Ele explicou que nos dois primeiros andares do prédio funciona uma pousada do Afroreggae e a redação fica no terceiro andar.

A comunidade do Alemão está utilizando as redes sociais para lançar uma campanha de reconstrução do jornal. Um novo perfil do twitter (#forcavozdacomunidade) foi criado para arrecadar novo mobiliário e materiais para o veículo comunitário. Ás 5h da manhã, o jornal publicou uma nota no seu twitter lamentando o fato e deixando uma dúvida quanto a autoria da ação: Estamos muito tristes com o que aconteceu… Acordamos e recebemos a noticia que tacaram fogo na redação do Voz da Comunidade!!!! Com a mensagem, foi publicada uma foto da redação destruída.

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O coordenador do Afroreggae, José Júnior, afirmou estar certo de que o incêndio que destruiu na madrugada de hoje (16) um prédio da ONG no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, foi criminoso. “A única certeza que eu tenho é de que foi criminoso”, disse José Junior, que tem suas suspeitas reforçadas por relatos de moradores.

Segundo o coordenador, vizinhos contam ter visto um grupo de duas a quatro pessoas entrando no prédio na madrugada e saindo depois que ele estava em chamas. José Júnior acredita que o jovem de 20 anos que se feriu no incêndio e foi levado para o Hospital Getúlio Vargas pode ajudar a esclarecer o que aconteceu.

“Ele contou aos policiais e bombeiros que estava tentando apagar o fogo, mas não era funcionário do AfroReggae, e os moradores vizinhos não o conhecem”, disse José Júnior, que postou em seu perfil no Twitter: “Não iremos nos acovardar!!!”

Policiais da 22ª Delegacia de Polícia estão investigando o caso. O trabalho de rescaldo já foi encerrado pelos bombeiros.

O imóvel pertence à ONG há ao menos quatro anos e teria uma pousada destinada a estudantes intercambiários, que seria inaugurada no dia 5 de agosto. A ideia do projeto era trazer jovens para trabalhos sociais na comunidade.

“Tudo de mobiliário que estava no prédio foi destruído. Já estava tudo pronto. Poderíamos inaugurar hoje ou amanhã, mas estávamos esperando o fim das férias”, contou o coordenador, que afirmou que o projeto não será abandonado.

Jornal do Brasil

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Comentários

  1. Marcos Postado em 13/Aug/2013 às 20:30

    Este é o inimigo interno que a esquerda existe em ignorar, este pastor uma figura quase demoníaca, manipulador envolvido com o crime organizado, estuprador entre outros junto com grandes traficantes obviamente vem mostrando seu descontentamento com uma das raras ONgs positivas no Brasil juntamente com uma maior presença do estado em comunidades antes completamente dominadas pelo trafico, esses sim são inimigos do povo e do Brasil merecem não as penas atuais mas pena de morte, prisão perpetua e todo rigor da lei pois colocam em risco toda democracia e historia brasileira em troca de drogas e sangue.