Luis Soares
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Drogas 26/Jul/2013 às 16:26
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Estudiosos lamentam discurso do papa sobre drogas

Discurso do papa Francisco sobre as drogas decepciona estudiosos do comportamento humano

Especialistas lamentaram a posição do papa Francisco em seu discurso, quando criticou iniciativas que estariam “deixando livre o uso das drogas”. Segundo a socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, “lamentavelmente, o papa se equivoca ao relacionar as política antiproibicionistas com uma ideia de liberou geral, de anarquia, quando é justamente o contrário”.

– As pessoas que defendem a legalização a querem com regulação, com ação do Estado. Hoje, as drogas são proibidas e, mesmo assim, o consumo cresce no mundo.

papa francisco legalização drogas

Discurso do papa sobre as drogas decepciona estudiosos do comportamento humano (Foto: ABr)

A jurista Maria Lúcia Karam, membro da ONG internacional Leap (Law Enforcement Against Prohibition), disse que o papa “irá compreender, mais cedo ou mais tarde”, que os sofrimentos causados pela proibição são maiores do que os do vício. “Essa política de guerra às drogas é inconciliável com os valores cristãos. Ela provoca violência, morte, está enchendo os cárceres do mundo todo”, disse. “A legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas é fundamental para por fim a esses sofrimentos.”

Especialistas elogiaram a figura do papa, por seu perfil carismático e humanista, mas afirmaram que ele está mal orientado no tema.

– Ele tem uma postura que é extremamente inspiradora e positiva e, por tudo isso, eu tinha uma esperança muito grande de que ele pudesse vir a se tornar uma liderança positiva nas áreas mais importantes da experiência coletiva global – disse o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública.

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Essa opinião é profundamente equivocada. É muito bem intencionada, ninguém duvida, mas está na contramão do que os pesquisadores têm encontrado crescentemente. A proibição está na raiz de todos os problemas mais importantes e da violência associada às drogas.

Soares afirmou ainda que, em sua crítica, Francisco deixou de se referir a substâncias lícitas como álcool e tabaco, cujo consumo e a dependência estão muito mais disseminados entre a população, com maiores danos. “Se ele está convencido de que a proibição é necessária, teria, por uma questão lógica, de estendê-la ao álcool e ao tabaco. Será que o papa está disposto a arcar com o corolário da sua própria proposição?”, perguntou.

Pedro Abramovay, professor da FGV-Rio e ex-secretário nacional de Justiça, fez uma interpretação positiva do discurso papal. “Me conforta ouvir que a maneira [de lidar com os usuários] que ele enfatiza é a do tratamento, da saúde, da caridade, e não a da prisão, que é o que vem sendo aplicado em boa parte da América Latina e do mundo.”

Imprensa internacional destaca discurso do papa

O discurso do papa Francisco condenando a liberalização do uso de drogas, durante a inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, foi destaque na imprensa internacional.

O site do jornal inglês The Guardian ressaltou que o pontífice entrou em temas políticos com uma veemente condenação dos movimentos de legalização do uso de drogas. Segundo o jornal, os comentários do papa vão de encontro “ao movimento crescente na América Latina de liberalizar as vendas de maconha e outros narcóticos a reboque de décadas de violenta e ineficiente guerra contra as drogas na região.” O jornalista Jonathan Watts também destacou que o papa Francisco “lançou um rigoroso ataque contra os mercadores da morte que vendem drogas”.

O jornalista do periódico espanhol El País, Pablo Ordaz, informou que o pontífice fez um apelo “contra a praga do narcotráfico que favorece a violência e semeia dor e morte”. O jornal também destacou a primeira homilia do papa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com o El País, o papa enfatizou que os católicos não podem ser pessimistas e que a Igreja Católica deve enfrentar as questões do mundo moderno “de forma positiva, sem medo, deixando para trás a ameaça constante do inferno e do fogo eterno”.

O correspondente do jornal norte-americano The New York Times, Simon Romero, por sua vez, ressaltou os erros na visita do papa, lembrando da chegada tumultuada no Rio de Janeiro, em que o carro que levava o pontífice foi cercado por fiéis. O jornal criticou a pane por duas horas do metrô carioca prejudicando milhares de passageiros, principalmente peregrinos que se dirigiam a Copacabana, onde ocorria a cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude. O jornalista também informou que as autoridades do Rio de Janeiro têm enfrentando críticas sobre a forma como têm lidado com as manifestações na cidade.

Correio do Brasil

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Comentários

  1. renato Postado em 26/Jul/2013 às 16:42

    O Papa não vende maconha, não conhece as vários tipos de maconha, não assistiu o Fantástico domingo passado, para saber o quanto ela é rentável. O Papa não conhece, LSD, GYH, EXTASE, IJK,CRACK,PINGA,ALCOOL, (só o vinho), e assim por diante. As DROGAS servem para os especialistas que ganham até com ela, e não tem voz para convencer os jovens e outros, e querem que o PAPA diga, " acabem-se as drogas no mundo". Parem de fumar, de beber, de se drogar povo do diabo. O PAPA mandou bem demais...

    • juca rasco Postado em 19/Sep/2013 às 00:41

      concordo com você! somente uma idiota para justificar a liberação usando um argumento mais idiota ainda de que tem dque liberar porque o consumo está aumentando. Liberem , então, os roubos, os sequestros, os estupros.. Ah, liberem mais com controle..Vai fala abobrinha para maconheiro, pis somente um chapado para concordar com tanta besteira.

    • Rafael Ribeiro Postado em 22/May/2014 às 16:06

      Vou acender um baseado padrão Bob Marley de qualidade enquanto leio você falar suas asneiras. Na verdade eu não gostaria que o estado regulamentasse absolutamente nada. As drogas devem ser legalizadas pois fere o princípio da liberdade. E usuários de drogas mais pesadas não podem jamais ser tratados como traficantes, mas sim como usuários, dependentes ou doentes (dependendo da ação da droga sobre o indivíduo). O estado tem é que sair fora, a legalização da maconha no Uruguai foi uma vitória, mas aprendem O MERCADO TRABALHA SOZINHO, não precisa de leis e regulamentações do estado. Livre mercado para as empresas e liberdade individual para todos.

  2. Mateus Postado em 26/Jul/2013 às 18:39

    Santa ignorância Renato...Seus argumentos são no mínimos incabíveis para este tipo de assunto !!

  3. josenil Postado em 26/Jul/2013 às 19:07

    e eu lamento a opinião dos "estudiosos"...

  4. Pedro Postado em 26/Jul/2013 às 19:07

    Renato, vá estudar...

  5. Pedro Postado em 26/Jul/2013 às 19:09

    Não seria mais informativo se postassem o discurso em si do Papa? Para que nós também formemos uma opinião precisamos "ouvir dele" a opinião que ele expressa e representa!!! Quanto ao Renato, acredito que foi infeliz ao dizer "povo do diabo", mas não posso concordar com o Mateus, pois ele não chegou nem a expressar algum argumento. Informação e diálogo, regulamentação por uma sociedade mais livre, segura e saudável !! Recomendo uma leitura sobre o efeito da -regulamentação- em Portugal, onde os níveis de consumo de drogas diminuem a cada ano.

  6. Caio Postado em 26/Jul/2013 às 19:18

    kkk que argumentos?

  7. Cláudia Postado em 26/Jul/2013 às 19:33

    Os especialistas dizem: "As pessoas que defendem a legalização a querem com regulação, com ação do Estado. Hoje, as drogas são proibidas e, mesmo assim, o consumo cresce no mundo." Esqueceram de que essa "regulação" irá funcionar num país como a Holanda por exemplo que tem o seu nível cultural muito bem desenvolvido, mas aqui neste país, temo pelos que serão mais facilmente influenciados com a "semi" liberdade, tendo em vista que temos os índices baixíssimos em todas as áreas que servem como estrutura deste país, principalmente como a saúde. Pode-se proceder com essa 'regulação' em países que tem desenvolvido e bem o seu povo, mas aqui eu desacredito que isto se faz realmente necessário, mesmo porque a corrupção é tão contaminante, que essa 'regulação' seria mais um item na mão dos corruptos. O Brasil não está preparado para tal, ao invés disso, porque não há ninguém interessado em utilizar a ciência no campo das drogas afim de desenvolver novos medicamentos que eficazmente irão favorecer o mesmo povo?

  8. tonny silva Postado em 26/Jul/2013 às 19:36

    Tenho quase uma certeza que esses estudiosos acima, estão loucos pela liberação das drogas para não serem importunados pela policia, essas pessoas se acham os sabem tudo e na verdade sabem nada é fácil criticar difícil é agir.

    • gabriel Postado em 08/Jun/2015 às 14:52

      É fácil agir, difícil é pensar! Agir até as bestas do campo agem!

  9. jr Postado em 26/Jul/2013 às 19:39

    daqui a pouco aparece uma matéria criticando a posição do papa de ser contra aborto.

    • reis Postado em 13/Dec/2013 às 12:59

      realmente.

  10. O MILAGREIRO Postado em 26/Jul/2013 às 19:41

    O PAPA, COMO SEUS ANTECESSORES DESDE O PRIMEIRO, SÓ PENSAM EM GRANA (QUE POR SINAL, SOU DA OPINIÃO DA RELIGIÃO SER O ÓPIO DO POVO) E ELES NÃO QUEREM O POVO GASTANDO EM OUTRAS COISAS A NÃO SER PRA "IGREJA", ENTÃO O CERTO É BATER DE FRENTE NISSO COMO MEIO DE MOSTRAR SERVIÇO MAS, EM REALIDADE, ELES NÃO ESTÃO NEM AÍ PRA ISSO, COMO NENHUM GOVERNANTE ESTÁ...

  11. Vanessa Postado em 26/Jul/2013 às 19:44

    É gente que quer liberar essa porcaria q acaba com a paz de muitas famílias, bando de drogado de fdp que só pensa na sua lombra, FOGE DO MUNDO REAL por não ter a capacidade de encarar a realidade e seus sentimentos. VOCÊS TEM NAS MÃOS SANGUE DE MUITA GENTE QUE MORREU POR CAUSA DO TRÁFICO! Pensam em que?? São vcs que plantam e fabricam a ervinha? NãO!!!!!!! São assassinos QUE SÃO SUSTENTADOS por TODOS que consomem. Acordem bando de egoístas, só pq vcs pagam a droga à vista e os traficantes n vão matar vcs, não quer dizer que as outras mortes não são culpa de todos. São fracos, pq não conseguem parar,até são boas pessoas, mas mt fracas.

  12. Ramon Postado em 26/Jul/2013 às 19:46

    A legalização do uso e venda de drogas psicoativas é a permissão do Estado para o suicídio e o sofrimento das famílias de viciados. O uso dessas drogas começa pela ignorância de seu potencial destrutivo, pela imaturidade, ou pela miséria. É imoral, pois representa a injustiça do próprio ser humano contra si mesmo. O discurso de legalização é derrotista, presume que o Estado não é capaz de lidar com o narcotráfico e, pior, de que o ser humano não é capaz de evoluir para que não se drogue. Os que defendem são os mesmos fracassados de sempre, os que se drogam ou os céticos empobretados, pessoas sem significância.

  13. Tom Postado em 26/Jul/2013 às 19:48

    Desde quando a igreja é a favor de uma sociedade plural ? Quando o papa faz isso, ele acerta vários coelhos. Coelho 1: Associando o uso de drogas à falta de moralidade cristã (ou desvio de virtude, ou fora do caminho de Cristo), enquadrada a moralidade de "guerra" contra as drogas, criando um inimigo invisível e temerário, assim, fiéis mal informados atacarão cegamente qualquer posição um pouco mais gradual sobre o tema. Ou seja, se você não é completamente contra então está em favor as mazelas provocadas pelo vicio e dos males da droga inclusive de traficantes (veja a contradição, afinal se fossem legalizadas não haveriam traficantes). Vai tentar falar sobre o tema em uma casa de "família" pra ver no que dá. Coelho 2: Mais uma velha estratégia de atacar cultos "exóticos" nativos e paralelos às doutrinas do cristianismo América Latina adentro (muitos deles utilizadores de substâncias diversas). Coelho 3: Dizer o que as pessoas querem ouvir. Um festival de bajulação. Uni-vos para falar mal daqueles que não podem se defender. Alimentai o discurso pasteurizado e simplório de guerra as drogas mesmo que ele cause mais problemas (afinal não queremos enfrentar essa discussão de frente, deve ser pecado). Coelho 4: Reforçar a aliança política da igreja com os países membros do tratado de Viena. Afinal, essa política de intolerância as drogas é Global. Mesmo que o principal autor desse tratado escroto seja os EUA onde começa um movimento de liberação da maconha. Mas lá não tem problema, afinal são luteranos. Poderia citar muitos outras razões(coelhos) para esse discurso, todos pela manutenção de uma sociedade cristã homogéneo, avessa a diversidade, mas o comentário ia ficar muito longo. O Bispo não esqueçam também é uma peça do xadrez.

    • fernanda Postado em 10/Apr/2014 às 21:34

      Ameeeeeei, perfeito.

  14. paulo Postado em 26/Jul/2013 às 20:02

    mesmo não sendo adepto da religiosidade de qualquer natureza, seja de francisco ou de feliciano, acho que o papa mandou muito bem. esse papo de liberação de consumo de "dorgas" é conversa para desocupados. se liberarem geral a cheiração, o sujeito sob efeito do ratatá não poderá ter imputado contra si um agravante criminal no caso de sob efeito de, cometer um homicidio, um atropelamento com morte e etc...se for legalizado (já é permitido) a fumação de pedras, teremos de tratar com nossos impostos aquele monte de zumbi, além de suas aposentadorias por invalidez. e a marconha? vamos ter de bancar os afastamentos do trabalho por incapacidade de acordar para trabalhar dos mariados. quer se drogar, fumar, beber, assuma o ônus e o bônus e não conte com meu imposto que prefiro ser investido em saúde pública de verdade mesmo com médicos gringos. legalização de uso e venda de drogas é para fracos e vagabundos. mandou bem, francisco.

  15. Tom Postado em 26/Jul/2013 às 20:03

    Correção de um erro grotesco: O tratado é de Genebra não de Viena!

  16. poisé Postado em 26/Jul/2013 às 20:11

    boa tom, assino embaixo. fraude após fraude e o povinho continua a fazer coro pra essa hipocrisia de "papa dos pobres", lamentavel curso q segue a raça humana.

  17. Vinícius Postado em 26/Jul/2013 às 20:16

    Sou a favor da legalização de drogas leves, como a maconha. Sou totalmente contra a legalização de drogas pesadas como cocaína, heroína e o crack.

  18. Si Postado em 26/Jul/2013 às 20:17

    TOM!! Que analise perfeita, gostaria de ler teu comentario sobre a manutencao de uma sociedade aversa a diversidade...

  19. Jordana Postado em 26/Jul/2013 às 20:45

    Me espanta uma jurista ser a favor da legalização das drogas. Sabemos o quanto as drogas fazem mal as pessoas e à sociedade em geral. Sou totalmente contra a legalização de qualquer droga ilícita atualmente. Querem que o Papa seja a favor??? Que absurdo!!!

  20. Mirna Postado em 26/Jul/2013 às 20:51

    Eu concordo com o papa,não é a proibição que faz com que consumam,é a desvalorização da família,que a nossa televisão sabe fazer isso muito bem,a falta de dar valorização para os professores,que antigamente eram autoridades para as crianças e hoje os alunos fazem o que querem e os professore são marginalizados,os pais que não criam mais seus filhos,que tem a maior dificuldade de dizer não porque isso cansa,falta tb de religiosidade,ensinarem a rezar,a olhar para o lado deixar o consumismo e pensar no que realmente tem valor,tudo na realidade é falta de amor.Liberando do jeito que esta vai ser o caos total.Mudem este discurso e preguem EDUQUEM SEUS FILHOS,ENSINEM ELES A RESPEITAR,A OLHAR PARA O LADO VALORIZANDO A SUA FAMÍLIA E SEUS MESTRES,SEUS AVÓS E DIGAM NÃO E MANTENHAM ESTE NÃO QUANDO FOR PRECISO.

  21. Albano Postado em 26/Jul/2013 às 20:55

    Bom... sabemos que a Holanda se arrependeu da legalização das drogas e, agora tenta paulatinamente reverter o processo de legalização. Juntamente com a liberalização das drogas aumentaram a violência, 'degradação moral' explicita, depredação de patrimônio público, entre outros problemas.

  22. Maria de Lourdes Cardoso Postado em 26/Jul/2013 às 21:04

    Os que defendem a legalização das drogas começaram a dizer que elas são remédios. Eu estive no Peru e o garção me trouxe um chá em saquinho de folha de coca seca. Imediatamente o mal produzido pela altura acabou. Nada impede de se tomar um chá, mas falar em importar drogas para fins medicinais e fabricar aqui no Brasil, não vejo como isto possa ser feito. Estive nos EU e diga-se de passagem, lá ninguém brinca. As farmácias são escondidas e tem apenas um guichê e a pessoa que te atende é um farmacêutico e não insista porque sai de lá apanhando. Nada é comprado sem receita. Numa cidade de 4 milhões de habitantes havia uma única farmácia 24 h aberta. Eu apenas queria trazer um remédio mais barato e levei uma receita do meu médico, remédio este que aqui se vende sem receita.

  23. upermuk Postado em 26/Jul/2013 às 21:10

    Vinícius, manter posições não é argumento. E, falando em drogas pesadas, assinalo que o álcool é classificado junto com a cocaína nas drogas pesadas (numa escala de 1 à 4: maconha, 0 - sem overdose, sem vício físico, com vício psicológico; álcool 3, vício físico e psicológico, cocaína 3, vício psicológico forte sem vício físico; heroína 4, vícios físicos e psicológicos fortes). O quê tu faz com essa informação? Droga também é uma concepção socialmente construída. Não estou nem falando de sair vendendo heroína por tudo (além disso, tão rara e cara no Brasil que talvez nem sirva no assunto do debate). O crack, no entanto, é um problema (ou deveria dizer um "pobrema") bem mais sério devido à sua difusão em massa. Legalizar a cocaína permitiria em teoria de reduzir esse tráfico; outra solução seria a distribuição de graça sob condições em postos especiais afim de impedir os abusos de traficantes sob a população viciada e pobre. Bom, por enquanto, acho que uma simples legalização da maconha, que nunca matou ninguém, seria uma medida razoavelmente produtiva pois cortaria cerca de 70% da fonte de renda do tráfico, além de tirar muita gente que não tem nada à ver com tráfico de drogas pesadas da cadeia. Apesar de tudo isso é uma questão difícil, conheço gente que é viciada ou ex-viciada (heroína-e/ou-cocaína-e/ou-tudo) e que acha que não deveria legalizar as drogas pesadas também. O negócio é que a simples legalização não é tudo: puxando esse fio, você puxa todos os problemas e pobremas da América Latina junto... Como na questão da verificação dos visitantes nas cadeias, o problema não tem um lado só. O sistema está tão podre que não se sabe por onde começar. Afinal, a visita do papa foi tão entorpecente para a mente do que as drogas que ele denuncia... Dá pra pensar que o Brasil parou assim que o pontifex botou o pé no chão descendo do avião do Vaticano.

  24. Henrique Postado em 26/Jul/2013 às 21:14

    Será que os estudiosos aceitariam seus filhos ou algum familiar, usarem algum baseadinho?

    • marcos Postado em 17/Sep/2013 às 19:38

      É engraçado que se tem baseado no meio é "óóóóh", "vagabundo", etc, mas quando o filho enche a cara e faz besteira aí não fez nada demais

      • MARCIA Postado em 22/May/2014 às 19:31

        CONCORDO!!! DAÍH PARECE QUE TDO POD NÉH...

    • Anonimo Postado em 27/Sep/2013 às 17:12

      Sou estudante bacharel em engenharia química, um dos melhores da minha sala inclusive, em uma universidade federal (e uma das melhores do país). Bebo álcool assim como fumo maconha. Estou meio enferrujado na minha biologia, mas até onde me lembro de bioquímica, o tetrahidrocanabinol (THC) se liga quimicamente aos neurotransmissores, interferindo em algumas sinapses nervosas tal que estas não sejam realizadas entre aqueles e os neurônios. Essa reação, se feita muito rotineiramente, pode "acostumar" seu organismo a inutilizar esses neurotransmissores. O etanol, por outro lado, simplesmente mata os neurônios, ele "derrete" o seu cérebro. Ficarei muito feliz se um dia eu tiver um filho e ele fumar maconha na frequência que eu fumo, ao invés de beber na frequência que meus colegas bebem, procurar briga na rua, pegar o carro e ainda achar isso bonito. E outra, se você não acha legal que um familiar seu fume, tente convence-lo a não fazer. Mas se ele quiser fumar, ele fuma. Ele é livre e não é problema seu o que ele faz com o corpo dele, até o ponto em que isso não prejudique terceiros diretamente. Esse argumento "você gostaria se algum filho seu o fizesse?" é utilizado como base para homofobia, oprimir opções gerais sobre a vida profissional das pessoas e escolhas em relação à saúde, e inclusive também para racismo. Um exemplo: Se meu pai tivesse câncer, eu preferiria muito que ele fizesse quimioterapia. Mas se ele não quisesse, não ha nada que eu possa fazer, e eu também não quero que ele seja compelido a realiza-la contra a vontade dele ou que isso se torne algo ilegal simplesmente porque eu quero que ele faça o tratamento.

  25. Elizabeth Postado em 26/Jul/2013 às 21:32

    Não sou católica, mas acho que o Papa está certíssimo. Infelizmente no nosso país onde a corrupção impera é muito mais fácil, liberar drogas, liberar aborto distribuir camisinhas para crianças, kit gays, etc... que investir em educação, alimentação, moradia digna, saúde etc. Para que as crianças e jovens sejam futuros cidadãos conscientes e menos sujeitos a vícios e e outras perversidades....A criança de 14 anos não pode trabalhar,mas pode matar, estuprar, assaltar e tudo isso começa na falta de educação, de oportunidade, filhos de pais despreparados fabricados por uma política totalmente corrupta... Estes estudiosos não estão com nada...

  26. izabel Postado em 26/Jul/2013 às 22:29

    Incrível como no nosso país tem-se ainda ideia tão equivocada e pejorativa quanto a Anarquia, a instalação da Anarquia exige um povo maduro e autônomo...e em relação. a legalização das drogas, acho que apesar de todos os riscos que ela pode representar não é interessante sobretudo para grupos extremamente dominantes e capitalistas que precisam sempre de um inimigo para vender suas armas e a consciência disso deve ser de fundamental importância para que chefes de estado, inclusive do Vaticano, não passem por ingênuos ou pior, coniventes com mais essa prática terrorista e capitalista da indústria das armas.

  27. Marcos Postado em 26/Jul/2013 às 22:58

    Os inimigos são pessoas sem caráter, dominam a ilegalidade geralmente ligada a toda forma de mortes, existe em toda parte, dominam as drogas pois são proibidas quando não forem ou invetarão outras ou cometerão outros crimes. Anarquismo rsrsrs, tem gente com 12 anos postando aqui, que bonitinhos ^^

  28. Fernandes Postado em 27/Jul/2013 às 00:31

    Sem comentarios !! o bem sempre vence, quando Deus voltar a terra, nao tera tempo de pedir perdão... é agora ou nunca !! Reveja seus conceitos suas atitudes, vc nao tera a msm sorte!!!

  29. Nelson Alves Postado em 27/Jul/2013 às 01:19

    Só isso que vocês acharam pra falar contra ele? Tá feia a coisa heim!

  30. Carpe Diem Postado em 27/Jul/2013 às 02:04

    Deixaram passar batido o comentário do nosso amigo Henrique ali em cima então eu vou logo fazendo as honras: Sei lá se os estudiosos aceitariam seus filhos usarem algum baseadinho e pouco importa a mim e à todos a relação intima de um pai com um filho ou familiar, isso não vai influenciar em nada a decisão que tomarão em relação ao assunto. Agora se quer criticar a hipocrisia de alguns estudiosos sinta-se à vontade pra ser alguém inútil.

  31. Cássio Postado em 27/Jul/2013 às 03:29

    Cara... podem até me chamar de ignorante (o que até seria justo porque no fundo o meu conhecimento sobre drogas é mais vivência do que ciência), mas eu vejo muita gente por aí que tá usando droga pra desestressar e fugir da vida do dia a dia que tá uma merda e por causa de baixa auto estima...o que são problemas que vêm crescendo na sociedade de hoje em dia ao meu ver. Não sei realmente se a legalização seria realmente um avanço...talvez pro governo seja um avanço , pois ele iria ganhar muita grana com isso mas pras pessoas em si não sei.

  32. Rogerio Postado em 27/Jul/2013 às 09:25

    Queriam que o papa tolerasse ou aprovasse as drogas? Se o estado é laico pq querem saber a opinião dele então? Ele não tem direito de expressão?

  33. Sofia Seleri Postado em 27/Jul/2013 às 09:26

    Bota equívoco nisso! Concordo mais ainda com Tom que esclarece em seu comentário acima quanto aos "coelhos" que o papa acertou com esse discurso...na verdade nem é um equívoco, "o buraco é mais embaixo". É apenas a continuidade de uma ideologia calcada na homogeneidade cristã... ou seja: "TUDO COMO DANTES NO CASTELO DE ABRANTES"

  34. GILVAN FIRMINO Postado em 27/Jul/2013 às 10:12

    O PASTOR DEVE PREGAR O EVANGELHO. A ESCOLHA SE DEVE OU NÃO USAR OU COMBATER O USO DAS DROGAS DEVE SER OPÇÃO DO HOMEM MUNDANO. A POSIÇÃO DO PASTOR É TENTAR FAZER COM QUE NÓS SIGAMOS A ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL DO EVANGELHO DE CRISTO.

  35. Ricardo Rangel Postado em 27/Jul/2013 às 10:44

    Não existe droga leve e droga pesada, uma leva a outra. Temos que acabar com a necessidade do consumo, a falta de perspectiva para o futuro, a falta de suporte moral, a necessidade do TER em detrimento do SER, mas enquanto isto não vem devemos proibir e coibir, mudar o mundo requer atenção constante e algum sofrimento, não sejamos inocentes.

  36. Airton Postado em 27/Jul/2013 às 11:08

    O Papa sempre verá primeiro pelo lado espiritual, a vida terrena é vâ e passageira, na dimensão espiritual o bem nunca poderá sevir o mal. È preciso acreditar na vida eterna para compreender a posição do Papa. Em primeiro lugar O Papa é um líder religioso instituido por um Deus vivo, o Papa não é um líder político midiático. As drogas serão sempre um mal, para dez pessoas ou para um milhão. Deus nunca diria: libera porque diminue. Jamais.Deus não é hipócrita.

  37. Davidson Postado em 27/Jul/2013 às 11:33

    O Papa sabe tudo sim, ele é um chefe de estado e como chefe de estado ele sabe sim! Não duvidem! É a posição dele! Se é correta ou não, quem é o dono da verdade absoluta? Tudo é dual, tudo tem seus pós e contras, acaba que no final mudanças ou não, tem sempre um interesse egoísta de cada grupo que a defende!

  38. Kim Postado em 27/Jul/2013 às 12:27

    Quem financia o tráfico é o usuário, não existem drogas boas

  39. Dinio Postado em 27/Jul/2013 às 12:39

    TOM deste o tom certo. Relembro da infância a fábula do "Chapeusinho Vermelho", o pior Lobo é o que se veste de Cordeiro!

  40. Rivail Miranda Xavier Postado em 27/Jul/2013 às 14:42

    Caramba... o TOM mandou bem demais!!! Li, reli.. copiei... imprimi e li novamente seu texto e confesso que estou encantado com seus argumentos e coerência ao externar suas opiniões. Parabéns!!!!

  41. ROBERTO MOREIRA Postado em 27/Jul/2013 às 15:08

    CARTA À SUA SANTIDADE, PARA FRANCISCO À Vossa Santidade Papa Francisco V. Santidade, dirijo-me ao senhor não apenas por ser o Papa que se quis chamar Francisco; dirijo-me, além disso, em razão da simbologia de V. magna sabedoria ter desvelado a miséria em nosso mundo. Somos orgulhosos por termos tido um presidente da república (Lula) que teve como bandeira a erradicação da miséria. Muito ele fez, mas ainda falta muito a ser feito. Escrevo-lhe de Fortaleza, capital do Ceará, Brasil, terra que viu passar o sumo e humilde pregador Padre Antônio Vieira. Jesuíta como V. Santidade, plantou ele a fé nestes sertões. Sua humildade e sabedoria não encantou apenas nativos e portugueses. Muitos franciscanos compartilham da miséria por escolha, vindo eles alentar a quem nela está à força. Aqui se despreza muito a pobreza, mas não em razão de seus causas e nem pelos seus efeitos; desprezam-na, sim, por suas vítimas ou pelos que dela se acompanham. Desamparado está a maior parte de nosso povo. Nas periferias de nossas grande cidades, extremamente desiguais, transitam milhares, milhões, às vezes, abandonados à sua própria sorte. No sertão, além da miséria que os persegue, está a calamidade da seca, que teima em provar-lhes sua fé e seu valor. Mas nosso povo é irresignado. Mesmo abandonado do mundo, busca ele o consolo da fé. Canindé, no sertão do Ceará, apesar de igualmente pobre, abre os braços para receber cerca de dois milhões de romeiros todos os anos, nome aqui dado aos nossos peregrinos, herança que são das missões jesuíticas. Padre Vieira nos disse que a definição de pregador é a vida e o exemplo. O semeador, dizia ele, e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação; e as ações são as que dão o ser ao pregador. Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras. Na união da palavra de Deus com a maior obra de Deus consistiu a eficácia da salvação do mundo. Apesar de nossa terra seca, por abandono do homem e da natureza, depende ela de semeadura, pois embora vivendo em seca, molhado-a, rapidamente dela a vida mostra-se em fruto. Padre Vieira dizia que o trigo que caiu em má terra, não frutificou, mas nasceu; porque a palavra de Deus é tão fecunda que nos bons faz muito fruto, e é tão eficaz que nos maus, ainda que não nasça fruto, faz efeito. Apesar de endurecidos pela vida, nosso sertanejo ouve bem o pregador. Ouve mal aquele que do sertanejo raramente se aproxima, só o fazendo para dele tirar voto que, igual a espinho, impede que a semente da justiça nasça; se nasce, impede que dê frutos. Apesar de nossos sertanejos magnificarem-se com uma visita de V. Santidade, é para os maus ouvintes que deveria dirigir-se V. homilia. Faça-os estremecer ante as consequências das dores sentidas, do abandono, do olhar sem brilho de uma criança, da mãe que perde o filho amado para a criminalidade, para a escassez de educação e o descaso com a saúde. Não imagino o peso que V. Santidade suporta de dar conta a Deus de todas as almas do mundo. As tímidas vozes que se erguiam contra as injustiças do mundo tiveram, nos vários exemplos de V. Santidade, recobrado o fôlego e pudessem bradar para que muitos a pudessem ouvir. Santidade, venha para Canindé, pise na terra que nenhum Papa pisou; lance aqui as sementes de uma nova vida; erga nossa combalida justiça; acalente aqueles que fraquejam ante a maldade dos homens. Sei que somos responsáveis por nós mesmos, por nossas escolhas, por nossos representantes. Mas, apesar de buscar sempre a laicidade do Estado, de dar mais créditos à razão, sou um amante do Mito; tenho na justiça social os limites das ações do Homem; mas, justamente por dizer o que é, a religião encanta quem dela se aproxima, consola quem a ela busca, faz estremecer a quem se vê ante sua justiça. Por todas essas razões e por tantas outras que lhe ditam V. pensamento, fale aos suaves e aos duros de coração. Vosso Santificado exemplo modificará nossa terra. Fortaleza, Ceará, Brasil, 10 de julho de 2013. Francisco Roberto Fontenele Moreira.

  42. Laercio Pereira da Silva Postado em 27/Jul/2013 às 18:32

    Na minha opinião a legalização das drogas no Brasil só iria desestruturar ainda mais nossa sociedade que busca uma fuga de suas decepções familiares e do sistema governamental corrupto que lucra com sua desgraça ficando a mercê de aproveitadores alheios. Não temos uma cultura forte para suportar tantos viciados e o SUS não vai comportar tanto problema de saúde da consequência desses usuários por razões óbvias. Isto nos fará ficar dependentes e sem rumo e é justamente isso que nossos pretensiosos invasores querem. Sou a favor das políticas de combate ás drogas e também da reforma da instituição família que o nosso presente está deixando pra trás.

  43. Danillo Postado em 27/Jul/2013 às 18:39

    Legalizar produção e consumo de drogas são apenas medidas unilaterais que não beneficiarão o problema do abuso e dependência aos narcóticos. As pessoas terão maior facilidade de acesso a essas substâncias, maior poder de compra e aquisição e, portanto, de uso. Seriam necessários, antes de ação tão imediatista, investimentos profundos em prevenção ao início da experimentação nas faixas etárias de maior risco, conscientização de crianças e adolescentes quanto ao efeitos danosos do consumo, melhorias nos sistemas de saúde para identificação, tratamento e acompanhamento dos indivíduos em dependência e situação de vulnerabilidade e melhora global na estrutura sócio-econômico-familiar, que mostra grandes índices de fragilidade que favorecem a iniciação e a perpetuação do uso indiscriminado e altamente prejudicial dessas substâncias. São inúmeros os estudos comprovando que todas as drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, causam graus variáveis de dependência que influenciam funções executivas e de comportamento dos usuários. Nenhum uso de drogas está isento de danos. Os narcotraficantes não irão parar seu comércio extremamente rentável em detrimento de ações de legalização, até porque se essas políticas existirem, não estarão livres de restrições que desagradem a comercialização ilegal dos narcóticos. E acho incabível implementar uma política que facilite, de alguma forma, a disponibilidade dessas substâncias. Acho que legalizar drogas iria dificultar o problema no momento que vivemos. Concordo com o Papa.

    • Tati Postado em 29/Sep/2013 às 12:42

      Então está na hora de você estudar saúde pública... Trabalho com isso há 15 anos e percebo grandes desvios de foco relacionados à criminalização das drogas. Várias ações de saúde, redução de danos e conscientização são dificultadas pela política proibicionista. Além disso, se metade do que é investido nas consequências da criminalização fosse investido na saúde, as condições de tratamento seriam muito melhores. É por isso que há, inclusive, movimentos dentro do direito e da polícia a favor da descriminalização. E há graus, descriminalização não é legalização: num caso, há medidas extremamente restritivas para o comércio, mas o usuário é tratado como um problema de saúde pública, não de segurança pública; no segundo caso, há o controle da produção e distribuição pelo Estado. O único país a tentar essa medida foi o Uruguai, recentemente, e a experiência ainda está muito no começo para chegar a qualquer conclusão. Qualquer pessoa que estude as estatísticas relacionadas aos programas de combate às drogas no Brasil sabe que quem mais lucra com o direcionamento atual delas não são nem os traficantes, mas as clínicas particulares de reabilitação. Sugiro ler a entrevista do Dartiu Xavier, que também tem muita experiência no assunto: http://revistaforum.com.br/blog/2013/09/drogas-fizemos-a-guerra-contra-o-inimigo-errado/

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:14

      "Concordo com o Papa" Rsrsrs... Estudem; percebam quais as práticas históricas da Igreja Católica... Instituição racista, assassina, ambiciosa e hipócrita! Por mais bem intencionado que o tal Papa possa ser, não deveriam dar tanta importância ao discurso de um velho homem, estudioso da doutrina Católica...

  44. Henrique Postado em 28/Jul/2013 às 00:26

    Por que o FERMENTADO HIDROCANABINOL CANABIS - FHC, não liberou no seu governo? Será isso uma hipocrisia?

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:37

      Nem se ele quisesse... as coisas não funcionam assim, meu caro...

  45. edianez Scott Varella Postado em 28/Jul/2013 às 08:03

    A droga pesada, a que leva química, tem arrastado o ser humano cada vez mais para a desgraça, a miséria, a falta de raciocínio a todo tipo de violência. Isso tem que ser abolido da face da terra. A folha da coca, a maconha, tem mostrado por especialista que ela pode ser usada para melhorar várias causas. Isto é uma coisa que tem que ser estudada. Então eu penso como o papa...

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:38

      Como você descreveria o álcool? Da forma bonita que nos exibem diariamente nos comercias de TV?

  46. Rodrigo Postado em 28/Jul/2013 às 10:05

    Todo mundo quer fumar seu baseadinho, cheirar sua carreirinha, injetar na sua veiazinha, mas não querem assumir a parte do sangue que cabe às suas mãos. Prazerzinho egoísta, não?

    • Anonimo Postado em 27/Sep/2013 às 17:25

      "Injetar na sua veiazinha". Até então não conheço uma droga injetável que seja muito utilizada no Brasil. Acho que você deveria se informar um pouco melhor sobre o assunto. Quanto à parte do sangue, ele apenas é derramado pela ilegalidade dessas substâncias. O narcotráfico não existiria se ao invés de sermos proibidos a usar a substância, fossemos simplesmente informados sobre os efeitos que ela tem no nosso corpo desde cedo. Aí então compraríamos por livre e espontânea vontade, sabendo claramente das consequências. Não obstante, quem usa uma substância ilícita é tão culpado pelas vítimas do tráfico, quanto você é culpado pela corrupção do país, por pagar impostos; como você e qualquer cidadão estadunidense são culpados pelos inocentes que morreram no Iraque, ao encher o tanque do seu carro com a gasolina da Exxon; como você é culpado pela exploração da população trabalhadora chinesa ao comprar eletrônicos e brinquedos para o seu filho com uma etiqueta "Made in China"; também como você é culpado pela miséria que se encontram os países africanos, ex-colônias europeias, ao comprar chocolates belgas, vinhos franceses e queijos suíços. Afinal, nunca ouvi dizer que cacau de qualidade cresce no meio da Europa. Enfim, se você quer culpar "quem financia essa porra", então vamos todos pro inferno.

      • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:43

        Parabéns!

  47. Marcos Postado em 28/Jul/2013 às 10:24

    a responsabilidade pelo sangue derramado é dos proibicionistas, meu caro... vá se informar, aprenda a observar a realidade de maneira objetiva, aí você poderá dizer que tem opinião, ao invés de repetir falácias de maneira automática!

  48. Rodrigo Postado em 28/Jul/2013 às 13:03

    Engraçado, enxerguei falácias justamente em tua fala, nesse raciocínio: "eu quero usar e pronto. A culpa pela violência é de quem proíbe meu prazer, eu lavando minhas mãos". Como o receptador, que quer por a culpa da violência, da morte, na polícia e no ladrão.

  49. Marcos Postado em 28/Jul/2013 às 18:10

    Pelo visto ainda não foi ser informar, né? Já voltou pra dizer bobagem! Veja só, você é tão bitolado e preconceituoso que já está dizendo que eu uso drogas. Eu disse isso? Essa é mais uma falácia: "só quem defende a legalização os drogados egoístas". Até parece que esse debate não afeta todo mundo! Você conhece a LEAP, a NORML? Leia um pouco sobre a historia da proibição do álcool nos EUA, por exemplo. Talvez você enxergue a relação óbvia entre proibição e crime, corrupção policial etc. Ou leia algumas notícias de Portugal! Procure saber se houve um surto de uso de drogas e violência depois que acabou a criminalização do usuário... Nas você não vai fazer isso. Seu negócio é ficar repetindo: "drogas são ruins e drogados são malvados", enquanto bebe sua cerveja (ou coca-cola) não é não?

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:46

      Parabéns (2) !!

  50. epixpivotmaster Postado em 28/Jul/2013 às 18:26

    “Lamentavelmente, o papa se equivoca ao relacionar as política antiproibicionistas com uma ideia de liberou geral, de anarquia, quando é justamente o contrário”. Uma socióloga usando a palavra "anarquia" dessa maneira. É rir pra não chorar...

  51. Rodrigo Postado em 28/Jul/2013 às 18:46

    Antes de vociferar, descambar para a verborragia, experimente ler com calma meu comentário é perceba, se você já leu uma gramática, se procurou se informar durante aulas de Língua Portuguesa, que usei o modo impessoal. Você sabe o que é isso? O domínio da língua pátria e suas ferramentas leva a uma melhor interpretação, sendo, assim, ausente qualquer insinuação à sua pessoa. Quanto ao mais, novamente lamento o seu preconceito. Quem se posiciona contra drogas, caso você não tenha a oportunidade de ser informado sobre isso, pode ser alguém que já teve, no meu caso, um grande amigo e um primo em segundo grau, ambos com sérios problemas com drogas, iniciando com a "leve" maconha, passando à cocaína e outras - talvez você não saiba o grave dano causado a toda uma família, sendo certo que o primeiro penou por quase 10 anos para estar limpo, ao que o segundo ainda não conseguiu, o que afeta e muito os filhos dele. Então, certamente não temos a pilotos mais adequada de combate, mas o tráfico iniciou a fim de suprir consumidores, o que é uma regra de economia. E o livre arbítrio pessoal leva cada um a, novamente, segundo a economia, comprar produto proibido, trazendo lucro só traficante, este que irá investir em ativos e passivos, tendo despesas a exemplo como propina a servidores públicos, compra de armamento, munição etc. Assim, também lendo com atenção meu comentário inicial, teria percebido que falei em "parcela" de sangue que cabe às mãos do usuário, eu não tendo atribuído toda culpa após mesmos. No mais, quanto aos xingamentos, somente tenho a lamentar. E, quanto às drogas lícitas, sinto discordar novamente, pois não entendo que temos de liberar mais e mais drogas, não temos de trazer mais danos além dos que já temos e que devem ser repensada.

    • Tati Postado em 29/Sep/2013 às 12:52

      Há diferenças entre ser contra as drogas e ser contra a descriminalização. Sou a favor de tratamento, mas na minha experiência prática na área, quanto mais o usuário é obrigado a se enquadrar a partir de uma perspectiva preconceituosa sobre ele, mais percebe o tratamento como violência e se distancia de uma ajuda efetiva. Tenho certeza que seus parentes teriam tido um atendimento mais sistemático, mais humano e menos preconceituoso num ambiente de descriminalização. Na comunidade terapêutica que supervisiono, demorou muito para os colaboradores compreenderem a necessidade de pensar o atendimento do ponto de vista do usuário, de não isolá-lo e colocá-lo em contato com os problemas reais, discutindo as estratégias de autocuidado. Mas desde que a mentalidade da descriminalização foi adotada, os índices de recaída diminuíram drasticamente. Ninguém está querendo distribuir drogas aos usuários, mas deixar o moralismo de lado, entender que medida jurídica não é tratamento e ninguém larga drogas por punição ou por decreto, e focar no cuidado, que é o que muitos usuários não conseguem ter nem consigo mesmos.

  52. Rodrigo Postado em 28/Jul/2013 às 18:47

    *"não temos a política"

  53. Marcos Postado em 28/Jul/2013 às 18:57

    O que você não quer entender que sem proibição não há traficante. O usuário problemático, sem medo da prisão (ou tortura e achaque da polícia) pode procurar tratamento. Sem proibição, pode-se dificultar o acesso de menores de idade, por exemplo. Ser contra a proibição não significa ser a favor do uso de drogas, aprenda mais essa. No mais, você não comentou sobre nenhum dos assuntos que eu levantei...

  54. Plaisantin Postado em 28/Jul/2013 às 19:57

    como diria Fellini em seu filme 'Roma' - como se define a 'cidade eterna'? um Vaticano cercado bordéis por todos os lados - sexo do bom é só mais uma faceta do bom hedonismo nosso de cada dia nos dai hoje, e claro que aí, legalizada ou não, desde o café deluxe edition das Starbucks medio-burguesas, passando pelo bom e velho ganja, até os píncaros da lisergia das sintéticas, tudo se faz, mas não necessariamente se comenta, ou se divulga, afinal, ainda hoje, dois mil e qualquer coisa depois, o segredo é a alma do negócio. [adoro este chavão]

  55. Rodrigo Postado em 28/Jul/2013 às 22:55

    Comentei, ao falar sobre regras de economia de mercado. Mas, se meias palavras não bastaram, sei dos caminhos que foram buscados por traficantes de bebidas, desde fábricas clandestinas, pilotos de fuga, que após disputaram campeonatos, até mesmo a origem do termo "lavar dinheiro" (negócios ocultados através de lavanderias em seu sentido real). Passada a lei seca, hoje não ser pode beber e dirigir nos EUA, havendo legislação mais rígida. Não se pode beber em locais públicos, a exemplo de parques. Lá, ainda o usuário "problemático", responde pelos seus atos, escolhendo prisão ou tratamento compulsório -já no Brasil, o juiz tem de parar seu trabalho para dar admoestações a usuários - não bastasse escolher comprar a droga, prejudicar a própria saúde, colocar em risco o ambiente familiar, ainda atrapalha o trabalho do juiz. Mas tudo bem. Não vou te convencer, nem você a mim; caso estivéssemos em juízo, teria de me preocupar em reverter um a um seus argumentos, ou ainda o juiz, como a lei o autoriza, resumir-se-ia a argumentar apenas o quanto bastasse a gerar a conclusão. Em qualquer caso, a menos que você já consiga dissociar o usuário com adicção, que você chama de "problemático", do recreativo, não vejo como falar a liberalização — como alguém já apontou, nos EUA (um de seus exemplos), a venda não é indiscriminada, assim como não o é na Holanda. Pertinente ainda conhecer a triste realidade dos parques de usuários em Zurique. Apenas lamento o brasileiro ter essa mentalidade de coitadinho, que nunca é responsável por nada, sempre tendo de culpar o Estado, a polícia. O inferno são os outros, o coitado, o mimimizado sendo sempre uma vítima de um mundo injusto, não precisando pensar nas consequências dos próprios atos.

  56. Grazielle Postado em 29/Jul/2013 às 11:29

    Eu ainda não entendo como a legalização das drogas resolverá os problemas sociais causados pela mesma.A droga ser legalizada não torna os efeitos que ela causa no organismo menos nocivos..e legalizar uma apenas não resolve o problema como um todo,porque o número de viciados em drogas mais pesadas só cresce. Legalizar a maconha não resolverá o problema dos dependentes de crack,que matam mães ,pais,abandonam filhos por causa da droga..ela ser legalizada só aumentará o número de dependentes,e sabemos os danos que a dependência dessa droga provoca...e imagine se o uso de crack fosse legalizado..pra mim é algo imprensável. Brasil quer que coisas que funcionam em Holanda funcionem aqui,mas na Holanda pessoas tem educação de qualidade para ter pelo menos a noção do que é limite,até onde você pode ir..e mesmo assim as drogas ainda são um problema mesmo em países desenvolvidos..Brasil sequer se preocupa em dar educação de qualidade para seus cidadãos,mas quando se fala de legalizar a droga,sem ao menos dar uma educação de qualidade ,ninguém quer..

  57. Vander Postado em 29/Jul/2013 às 11:58

    Esta certo o Papa. Essa é a posição da igreja catolica e destinada aos catolicos. Ateus não tem nada a ver com isso.

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:56

      Vocês não devem usar camisinha e nem transar antes do matrimônio, certo? Está seguindo os dogmas da Igreja??

  58. Marcos Postado em 29/Jul/2013 às 12:11

    Trabalho em um centro de recuperação para dependentes químicos com pessoas dependentes somente de maconha. Este centro de recuperação cobra R$12.000,00 de mensalidade, ou seja, não é para pobre e não tem vagas, está lotado. O que marca é que este é apenas um dos dados que não saem na mídia. Não vejo também aqui as matérias falando sobre a Holanda repensando a liberação e sobre os prejuízos que a liberação trouxe ao país. O criminologista holandês Dirk Korf, da Universidade de Amsterdã, afirma: “Hoje, a população está descontente com essas medidas liberais, pois elas criaram uma expectativa ingênua de que a legalização manteria os grupos criminosos longe dessas atividades”. Pesquisas revelam que 67% da população holandesa é, agora, a favor de medidas mais rígidas. E ainda tem gente que defende que o Brasil deve legalizar a maconha, citando a Holanda e outros países como exemplo de “modernidade”. A experiência holandesa não é a única na Europa. Zurique, na Suíça, também precisou dar marcha a ré na tolerância com as drogas e a prostituição. O bairro de Langstrasse, onde as autoridades toleravam bordéis e o uso aberto de drogas, tornara-se território sob controle do crime organizado. A prefeitura coibiu o uso público de drogas, impôs regras mais rígidas à prostituição e comprou os prédios dos prostíbulos, transformando-os em imóveis residenciais para estudantes. A reforma atraiu cinemas e bares da moda para o bairro. Porque isto não é dito por aqui ou em outros sites e jornais?

  59. Tom Postado em 29/Jul/2013 às 14:58

    Ok, agora vamos colocar todas as drogas na mesma caixa, como se fossem todas iguais? E não falar mais no assunto? Quando falei que não existe aproximação gradual ao tema por parte da maioria dos fiéis, é isso... simplesmente intolerância ao tema "DROGAS". Vejam... "Será que os estudiosos aceitariam seus filhos ou algum familiar, usarem algum baseadinho?" Essa frase demonstra o perfeitamente o preconceito e a falta de noção sobre o tema... É como se disesse : "Será que os estudiosos aceitariam seus filhos ou algum familiar, injetarem alguma heroinazinha?" ou "Será que os estudiosos aceitariam seus filhos ou algum familiar, cheirassem alguma cocainazinha?" Preto no branco, não vamos chegar a lugar nenhum. Quem busca maconha, em geral, está preocupado com coisas avessas à locura de drogas pesadas (gosta de uma vida natural, natureza, musica boa etc... etc..). Mais uma razão pela qual, julgar todas as drogas como sendo "As Drogas" , é problemático. Fora a hipocrisia de viver como se não houvesse milhares de pessoas viciadas em drogas de farmácia, dando seus "jeitinhos". Incluído aí muitos proibicionistas.

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:57

      Parabéns (3) !!

  60. Tom Postado em 29/Jul/2013 às 15:12

    O questionamento correto seria... Será que os proibicionistas gostariam de ver seus filhos se envolvendo com traficantes só pra fumar um simples baseado ?

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 16:58

      Se envolvem... porque o "baseado" é ilícito... do jeitinho que você quer!

  61. Vander Postado em 29/Jul/2013 às 19:56

    O Papa esta certíssimo.

  62. Eduardo Postado em 30/Jul/2013 às 00:00

    Criticar Papa Francisco é criticar um dos homens mais coerente que já ouvi na minha vida, a entrevista que ele deu ao reporter da Globo, (eis porque a respeito, apesar de não concorda com a parcialidade dela com os interesse de alguns), foi fantástica realmente, sem medo, sem reservas protecionistas, ele foi simplesmente a Verdade, não se omitindo a responder nada, sem momento algum proteger ou emitir opinião a respeito de assuntos internos do Brasil ou de qualquer outro país que seja, apenas foi verdadeiro quando disse que "não interessa qual religião matará a fome de uma criança, ou educará uma criança, dará assistência à saúde de um idoso ou necessitado, o que interessa é que isto chegue a estas pessoas", em outras palavras ele disse o mesmo que JESUS CRISTO nos disse, "quem acolhe uma criança, visita um preso, ajuda um necessitado é a mim que o faz". Se tivermos uma sociedade saudável não haverá droga, esta só haverá enquanto nossas crianças tenham uma educação falha, uma saúde doente, e os interesses no lucro pelo lucro for superior ao interesse pela vida. A explicação da eliminação dos extremos foi maravilhosa, para se manter o lucro o ganho em dinheiro é desprezado o investimento em educação, em saúde, enfim na vida, comprometendo os herdeiros do futuro, as crianças e os jovens. Sem blasfemia, acho que Papa Francisco é realmente o representante de NOSSO SENHOR, no meio de nós. Deus Pai que o proteja.

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 17:01

      Sério?? Caraca, e ainda na Globo?!? Ê Brasil hein! O último que sair, por favor, apague a luz. Estude História, principalmente referente às práticas do catolicismo...

  63. Anjo Postado em 30/Jul/2013 às 00:09

    As pessoas querem comparar o Brasil com os paises de primeiro mundo, onde tem ordem, onde tem punição e as leis sao pesadas. Aqui não se pode dar asas à cobras. Não vão saber lidar com a liberdade e vão transformar em libertinagem, e foi o que o papa disse. E concordo plenamente. Qual a necessidade de se usar drogas?? Se fosse um alimento que dependêssemos para sobreviver, tudo bem...desde quando precisamos de usar de artificios para ouvir musica ou curtir alguma coisa na vida??? Eu adoro musica e a arte em geral e nem por isso preciso de fumar maconha ou me drogar para curtir o que gosto...quem precisa de algo para sobreviver deve procurar ajuda, pois quem usa de artificios para viver é porque sente falta de alguma coisa e as vezes vai procurar nas drogas alguma compensação. E isso com certeza não é uma boa ideia. Quem "acha" que as drogas vão suprir algo, então ele precisa de ajuda psicológica e não de maconha ou seja lá o que for. Cria vergonha na cara e vai procurar alguma coisa util pra fazer...vai se ocupar contigo mesmo. A pessoa para se envolver com drogas, precisa ser muito equilibrada e dona de si (ter personalidade), para quando perceber que deve parar, ela conseguir, dando um basta, sem sofrimento. Falei!!

  64. Alberto Postado em 30/Jul/2013 às 09:04

    É só pegar um tema atual que a igreja vacila, o resto é tudo fingimento. Estão tentando mudar a imagen de antiquados com esse papa para recuperar popularidade, tá na cara, e com o apoio da Globo é craro. Na época do nazismo o que eles fizeram? da escravidão? da invasão das américas? fizeram nada, apoiaram todas as ditaduras, acorda católicos.

  65. FABIO AZEVEDO Postado em 30/Jul/2013 às 10:01

    Até que , em sendo um argentino , o Papa mostrou-se realmente simpático . Vá entender uma coisa assim ...

  66. Jean Postado em 30/Jul/2013 às 11:13

    Eu concordo com o Tom acima. Drogas não são iguais, não devem ser colocadas todas na mesma "caixa". Entende-se por drogas as mesmas de sempre (maconha, crack, heroína, etc), mas o buraco é bem mais embaixo. É uma questão de interesses, tanto a proibição quanto a legalização (da cerveja, por exemplo).

  67. Perseu Postado em 30/Jul/2013 às 19:13

    A pergunta é: Legalizar até que ponto? Se o objetivo da liberação é extinguir a ação dos traficantes, a liberação apenas da maconha ocasionaria uma baixa momentânea nos lucros porem não decretaria a falência do crime organizado até porque este sobrevive por outros meios como o trafico de armas de fogo. Para comercializar a cocaína, heroína, entre outras as "drogas pesadas" seria mais complicado teria que se criar um novo padrão, uma dosagem menos concentrada para ser dita como legal assim como o álcool ou cigarro, o que não impediria o traficante de vender as versões tradicionais.

  68. Rodrigo Postado em 31/Jul/2013 às 15:16

    Apenas encerrando minha participação, a fim de não monopolizar a discussão, hoje mais cedo vi uma reportagem sobre o cerol, na qual foram expostos inúmeros casos de motociclistas degolados, com ferimentos gravíssimos, inclusive uma criança, que se acidentou com a linha de outrem em uma praia. Tal uso de algo proibido e nocivo, a exemplo dos "baloeiros", representa um prazer para quem o faz, ao que severos danos para quem sofre as consequências. Em ambos os casos - baloeiros e quem solta pipa com cerol -, falam de uma brincadeira inocente, um prazer, muitos pais, muitas crianças, comprando ilegalmente o produto, a fim de uma diversão em muito controversa. Esse é um paralelo que, para mim, faz sentido, quanto às drogas, com base ainda nos meus comentários anteriores. Para outros pode ser sem sentido. Paciência, pois cada um tem direito ao próprio entendimento, devendo, entretanto, observar a lei. De meu lado, vou seguir fazendo minha parte e esperando as melhores escolhas dos demais, a fim de que mais e mais inocentes parem de sofrer em nome do prazer de outrem, incluindo-se aí também quem é atropelado por pessoa alcoolizado e quem sofre em decorrência do fumo alheio, por exemplo.

    • Leonardo Postado em 14/Oct/2013 às 17:04

      Certo! Hipocrisia é manter o álcool na legalidade enquanto outras drogas não... Álcool é droga. Pesada!

  69. mauro Postado em 06/Aug/2013 às 15:45

    O que esperar de uma pessoa que representa uma instituição preconceituosa como esta?

    • Bruno Roots Postado em 22/Oct/2013 às 20:04

      Preconceito? Em que parte ele foi preconceituoso?

  70. mauro Postado em 06/Aug/2013 às 15:46

    E esse Renato precisa é de tratamento psiquiátrico!

  71. NILTON Postado em 29/Aug/2013 às 13:03

    DROGA TEM O NOME CERTO PARA AQUILO QUE ELA FAZ, JÁ LEVARAM AMIGOS MEUS E PARENTES TAMBÉM PARA A SEPULTURA E POR CAUSA DISSO SOU EXTREMAMENTE CONTRA A LEGALIZAÇÃO, APOIO COMPLETAMENTE TANTO O PAPA FRANCISCO QUANTO O PASTOR MARCOS FELICIANO , PARECE QUE OS DOIS ANDAM JUNTOS PELAS DECISÕES E CRENÇAS. QUEM NUNCA PERDEU NINGUÉM PELAS DROGAS QUE APOIE.....

  72. Igor Postado em 25/Nov/2013 às 13:53

    É tanto hipócrita falando mal de coisas que não conhecem, que é mais fácil dizerem que são conservadores, reaças, fanáticos religiosos e que só pensam assim por que são impostos, não precisa abrir a boca pra falar tanta merda, prive-nos disso.

  73. andre Postado em 10/Dec/2013 às 18:55

    http://www.sobreavida.com.br/2011/08/05/10-coisas-que-voce-nao-gostaria-de-saber-sobre-a-maconha/ 10 COISAS QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA DE SABER SOBRE A MACONHA “Concordo com o projeto de descriminalizar o consumo de maconha, mas discordo de quem afirma que qualquer uso de maconha seria inócuo. Nos adolescentes, por exemplo, um consumo diário e intenso (solitário, já de manhã) é frequentemente o sinal de uma depressão que é MUITO difícil vencer, uma vez que ela se instala. Entendo que alguém, mofando num tédio mortal (e inexplicado), chegue à conclusão de que a vida sem maconha é uma droga. Mas, infelizmente, em regra, a droga aprofunda o vazio que ela é chamada a compensar ou corrigir. Ou seja, talvez a vida sem maconha seja uma droga, mas a maconha sem vida também é.” [*] Contardo Calligaris, psicanalista e escritor Antes de mais nada gostaria de ressaltar que não estou fazendo nenhuma apologia ou estímulo sobre o uso da maconha ou qualquer outro tipo de droga. Mas me sinto no dever de informar para quem quer que seja algumas realidades particulares que tenho encontrado na experiência clínica com usuários de maconha. Não podemos fingir que a maconha não está por aí e nem achar que ela será erradicada do mundo, por isso é fundamental que se fale sobre esse assunto tão antigo. Como a prevenção e a informação são as melhores formas de evitar que algo aconteça acho que esse assunto merece ser melhor abordado para conhecimento de pais, educadores, profissionais da área da saúde e àqueles que podem estar tentados a experimentar a maconha, se já não fazem uso dela. Minha experiência pessoal com a maconha é nula. Em dois momentos da minha vida me vi diante dela. Um amigo de adolescência foi chamado a fazer um “rolê”, não entendi nada, só vi que os olhos dele brilharam, quis ir junto. Achei que ele ia passear em algum lugar legal. Ele me barrou e disse “você é bom demais para fazer isso, outra hora te explico, você fica aí, daqui a pouco eu volto.” Não entendi na hora e me senti até humilhado, depois ele me explicou o que aconteceu. Aquele dia foi premiado com umas cacetadas de uns policiais. Pensei “deve ser algo perigoso”. Muitos anos depois outro amigo me mostrou de perto e me colocou nas mãos e me disse “você é o tipo de pessoa que não deveria entrar nessa, seu coração é grande, tem muita gente para ajudar”. Pensei melhor e recuei. Achei estranho ouvir o mesmo argumento. Decidi que preferiria tratar essa questão de outra forma e não experimentei, talvez mais por medo de gostar do que outra coisa. Lógico que em minha formação acadêmica pouco se falou sobre o tema, mas minha curiosidade sempre me fez pesquisar tudo o que pude, além do que a faculdade ofereceu. Resultado, sou um conhecedor teórico e de ouvido sobre o assunto, vou falar sobre a maconha com essa ressalva. No consultório de psicologia nunca me deixei paralisar pelos meus preconceitos, sempre questiono todos até o limite de minhas forças. Acho que desenvolvi uma tolerância e abertura para a diversidade humana que até aborrece meus amigos mais próximos. Isso me ajudou a ouvir as pessoas que chegam até o consultório querendo compreendê-las a partir do ponto de vista delas e não do meu. Curiosamente atendo e já atendi muitos usuários de maconha e acho que até onde pude perceber eles sempre se sentiram acolhidos pelo meu olhar. Graças a essa postura de abertura, não repressiva, condenatória, moralista ou autoritária creio que cheguei em reflexões muito mais profundas e com resultados muito mais produtivos do que se assumisse que o único problema que uma pessoa tem na vida é a maconha. No meu entender, a maconha é só mais um aspecto que compõe a complexidade que constitui o problema daquela pessoa. Isso me ajudou a chegar nas conclusões inconclusivas que apresento até agora. Se quiser informações mais técnicas clique aqui. O tempo de clínica me ajudou a questionar alguns mitos que giram em torno da maconha. Agora tomei coragem para compartilhar com vocês. 1. “Maconha é ruim!” Acho que devo esclarecer o que entendo por ruim. Ruim é algo que causa desprazer e sensação de repugnância, asco, rejeição orgânica, psicológica ou social. Ruim, portanto, é um entendimento bem relativo de pessoa para pessoa. Acho dobradinha ruim, meu pai adorava. O mesmo acontece com a maconha. Existem pessoas que ao experimentar tem uma experiência de ansiedade crescente, acompanhada de euforia, um pouco de paranóia e mal-estar. Outras pessoas e talvez a maioria dos usuários tenha uma sensação de uma certa leveza, associada com divertimento incondicional, alegria, tranquilidade, pensamento expansivo e perda da sensação da passagem do tempo. Eles atribuem isso como uma boa experiência e negar isso seria ingenuidade. No entanto, o fato de causar uma sensação de prazer à curto prazo não implica que seja produtivo e psicologicamente saudável. Ruim como sensação não é, mas causa danos como consequências. Pessoalmente, eu vejo muito mais perdas do que benefícios, afinal sou do pensamento que a maior loucura da vida é ficar lúcido e sobreviver ao caos. 2. “Faz mal a saúde” Nesse aspecto existe um debate interminável entre os anti-maconha e os pró-maconha. Estudos alegam que o uso controlado em hospitais para certas doenças crônicas aliviam alguns sintomas de mal-estar. Outros estudos atestam perda de neurônios, dependência física à longo prazo, prejuízo pulmonar e baixa de testosterona. Meu olhar vai em outra direção: da saúde emocional. Penso que esse é o aspecto mais nocivo da maconha. A vida juvenil apresenta mil desafios e exige que o jovem enfrente decisões cada vez mais complexas e difíceis. Acredito que um bom equilíbrio entre conquistas e frustrações vai criando um jovem adulto mais saudável. Alguém que desenvolve “músculos emocionais” fortes costuma enfrentar as coisas tal como acontecem. O problema da maconha, no meu entender, é que ela afrouxa essa capacidade combativa. Faz a pessoa ter um otimismo bobo e uma sensação de bem-estar passivo que desacelera o tempo de reação vital dela. A capacidade de se concentrar diminui e aquela reatividade necessária para se reerguer do bom combate fica comprometida. Resultado: uma pessoa incapaz de assumir os compromissos crescentes que o início da vida adulta apresenta. Acredito que esse é um dos pontos fundamentais da terapia com usuários de maconha. [para mais clique aqui] 3. “Maconha causa depressão”ou “Vai deixar a pessoa louca” Tenho uma visão muito particular sobre a presença de transtornos mentais associados à maconha. Penso que a maconha não causa depressão, ansiedade, Transtorno do pânico ou esquizofrenia. O que observo é que as pessoas que tem esses quadros psicológicos pré-existentes estão mais vulneráveis a fazer uso da maconha na adolescência. Traduzo, uma criança que trazia uma predisposição depressiva, ansiosa ou psicótica começa a manifestar esses sintomas na época da adolescência com mais intensidade por conta das mudanças hormonais. Uma depressão que estava camuflada na infância (em forma de irritabilidade e falta de concentração) surge na adolescência como uma inadequação social associada a uma depressão crescente. Os pais ignoram esses sinais por muitos motivos (falta de informação, desconhecimento do que é razoável na adolescência, falta de proximidade com o filho ou até pais com problemas psicológicos iguais) e com isso deixam escapar essas mudanças de comportamento. Afinal, adolescência é uma fase enigmática para todos. Como o adolescente não percebe sua vulnerabilidade emocional acaba encontrando na maconha uma forma de contornar alguns sintomas presentes nesses quadros depressivos ou ansiosos (como uma automedicação). No entanto é uma maquiagem superficial que contorna os sintomas por curto tempo. A longo prazo só aprofunda o drama emocional. E alguns estudos mostram que o uso continuado de substâncias estimula o surgimento de um quadro psiquiátrico latente (não cria, só exalta).[para mais clique aqui] 4. “Causa dependência!” Entre as drogas mais usadas o potencial de dependência química da maconha nem é tão grande (o álcool é o quinto, o tabaco é o nono e a maconha nem entra nas 10 mais). No entanto acredito que o grande poder de aderência da maconha se deve às sensações de prazer e alívio de tensão interna que ela traz. A dependência psicológica é maior do que a química. Ela cria uma compulsão emocional fortíssima, pois a pessoa não consegue mais associar situações de divertimento e bem- estar sem fazer o uso da maconha. Comparo a um cara que tem uma ansiedade tremenda e que toma Viagra para garantir sua ereção por mais tempo e reconquistar sua autoconfiança sexual que estava abalada. Depois de um tempo já não consegue mais transar sem o Viagra e mais adiante se pega deprimido e ainda mais impotente. Agora já não consegue resolver o real problema e também não se arrisca a transar para valer sem o remédio. A compulsão emocional leva o usuário a perder sua capacidade de fazer escolhas legítimas e reais, pois o limiar de discernimento fica comprometido. Para alguns casos a maconha passa a ocupar um papel psicológico parecido com um relacionamento amoroso daqueles fervorosos e obsessivos. Todo o resto da vida fica ocupado, pois para adequar o uso da maconha em sua vida a pessoa abdica de alguns trabalhos, convívios sociais e relacionamentos de amizade, amorosos e familiares. Do mesmo jeito que o trabalho para alguns pode assumir características compulsivas a maconha também. 5. “É coisa de bandido” Acho que o uso de maconha é coisa de pessoa, como eu ou você, usuário ou não. O uso de maconha não faz da pessoa um contraventor. Os últimos debates sobre a descriminalização do uso da maconha vem questionando exatamente o limiar do que diferencia o usuário comum daquela pessoa que trafica. Seu filho, amigo ou conhecido continua sendo uma pessoa amada, tratá-la assim facilita as coisas. Se quer ajudar nunca perca de vista a identidade original daquela pessoa. 6. ”Começa na adolescência” A adolescência costuma ser a fase em que mais se inicia o uso da maconha, mas não é exclusividade desse período da vida. A adolescência é uma fase muito vulnerável ao potencial uso de drogas em geral. Período da vida recheado de grandes revelações e liberações pessoais. Na competição feroz que existe entre os que mais se destacam e aqueles que ficam na obscuridade a maconha surge como um símbolo de liberdade pessoal, coragem e rebeldia entre os jovens. Para eles usar maconha é um status de desbravamento social, se você usa é “descolado” e está na mesma pegada e onda que os outros. Acham que as festas são mais gostosas, os baladas mais divertidas e até os papos com os amigos ficam mais soltos. Se quer fazer parte desse clube a maconha é um bom cartão de visitas. Para alguns jovens inseguros de si e ávidos por fazer parte da turma pop recusar é um passaporte para uma vida social isolada. A pressão social é forte! 7. “Meu filho ficou diferente!” Sim, seu filho está diferente, mas você também, pois não consegue mais olhar para aquela criança crescida como antes. Já não consegue mais se relacionar com seu filho para além da maconha. Reduziu cada manifestação dele de raiva ou afetuosidade como fruto da maconha. Já não sente honestidade, cumplicidade ao carinho genuíno em relação a ele. Normalmente a pessoa começa a alterar o comportamento quando está numa fase mais adiantada do uso da maconha. Aquele rolê (saída com amigos ou sozinho para usar maconha) esporádico começa a ficar diário e a pessoa tem que criar artifícios para conseguir a droga e depois fumar em local seguro. Essa paranóia constante pode provocar irritabilidade, mudanças de horários habituais, ida a locais perigosos e tudo isso junto provoca alteração no comportamento. 8. “Vai abrir porta para outras drogas” É importante dizer que cada droga tem um efeito específico, existem as drogas estimulantes, depressoras e alucinógenas. Portanto, existem personalidades de pessoas que se adequam mais a um tipo de droga específica. É natural que pessoas mais depressivas e apáticas emocionalmente procurem drogas mais estimulantes como cocaína e anfetamina. Pessoas mais ansiosas tendem a procurar drogas depressoras como álcool, sonífero e heroína. E pessoas que estão emocionalmente anestesiadas buscam as drogas alucinógenas como a maconha e o ecstasy. Isso quer dizer que a pessoa tende a aderir a um tipo específico de droga dependendo do que precisa para tapar um buraco emocional. A maconha costuma ser uma droga de mais fácil acesso. O fato da pessoa procurar drogas mais potentes (em dependência química) não quer dizer que ela incita outras drogas, apenas é uma fase de experimentação de alguma droga até chegar àquela que mais se adeque. 9. “É o fim da pessoa, precisa internar” Nem sempre o usuário de maconha precisa ser internado. Entendo que a internação deve ser aplicada em casos que existe um tipo de prejuízo psicológico, social e profissional/estudantil considerável. O tratamento não é fácil, pois o usuário minimiza os riscos potenciais da maconha. Ele trata ela como uma pessoa quase, uma droga amiga e companheira de momentos bons e ruins. A pessoa que usa maconha tem uma relação quase emocional com a droga e ela costuma marcar uma certa fase da vida dela. Abandonar esse idealismo que gira em torno da maconha é o mais difícil. 10. “É coisa de gente fraca e covarde” Acho que é coisa de gente que precisa de reforço na vida e cair na real de que está emocionalmente doente. Para finalizar gostaria de explicar o que as pessoas costumam buscar na maconha e ninguém entende. Agora, não se trata de concordar com essas coisas ou não, mas constatar que são buscadas pelos usuários. Essas são algumas características relatadas por algumas pessoas e notei como traços comuns: Relaxamento Alegam que ficam mais calmas e menos irritadas com as situações. O problema é que esse relaxamento impede que a pessoa esteja ativa para quase tudo na vida. Uma boa dose de reeducação emocional faria a pessoa aprender por conta a própria a se portar diante de frustrações, medos e impasses na vida. Sentido de comunhão Gostam de sentir que estão num grupo em que todos se sentem conectados como numa fraternidade. Se protegem da polícia, inventam mentiras para enganarem seus pais mutuamente e se vigiam um ao outro na hora que sentem aquela paranóia ou bad trip (quando o efeito da maconha cria uma sensação de mal-estar ao invés de bem-estar). O momento mágico em que a maconha passa de mão em mão é relatado como um momento mágico e divertido. Alguns dizem que até lembram aquelas tribos indígenas antigas. Por isso os grupos de apoio no tratamento é tão importante, pois a pessoa precisa de uma nova identidade grupal. Não adianta você substituir um hábito sem oferecer algo equivalente e mais saudável. Busca espiritual Muitos dizem que sua conexão com algo maior aumenta e passam a ver o mundo com mais compaixão e tolerância. Aqueles que tinham dificuldade de entrar em contato com alguma forma de religiosidade instituida acabam adotando o culto a Jah e o rastafári. O clima da música, do sexo e do amor livre são estimulantes adicionais que alguns usuários procuram. Nem todos adotam essa cultura e filosofia. Mas de modo geral a maior parte dos usuários descreve um sentimento de união com algo cósmico. Abertura de mente Para algumas pessoas também surge uma tendência reflexiva, filosófica e existencialista. Acabam sentindo que suas mentes ficam mais abertas e criativas. Outros se fixam na ideia de que encontraram o sentido da vida nessa forma de vida sem ganância ou busca de dinheiro. Penso que é um paradoxo, pois acabam ficando menos focados em buscar seus objetivos de vida e conquistar novas possibilidades (por meio do dinheiro) e, no entanto continuam usufruindo dos benefícios sociais e financeiros dos pais a quem tanto condenam. ______________________ Para concluir digo que a saída não é tão simples como se imagina. Fechar os olhos para as coisas que estão ditas acima também não ajuda. Espero com esse texto ter começado um debate sobre um assunto tão importante e falado de uma forma tão pobre ou formal na maior parte das publicações existentes. Continuo levantando o lema que a forma mais “sabiamente louca” de viver é estar conectado com a realidade tal como ela é. Se apaixonar, sentir o calor de uma prática esportiva, saber que consegue fazer muito bem uma coisa, fazer descobertas sobre a vida, a tarefa de abraçar o mundo e beneficiar os outros dá um barato tremendo, mas não traz os efeitos colaterais daquela leseira existencial (típica do uso da maconha). Gosto da frase do Paulo Coelho no documentário “Quebrando o Tabu” no minuto 2:02 “É, [para o jovem] realmente a droga é fantástica, você vai gostar, mas cuidado, hein? Porque você não vai poder decidir mais nada, basta [dizer para o jovem] isso!”

  74. Y. F. Postado em 11/Dec/2013 às 14:23

    Por mais que se legalizem as drogas, e principalmente se for feito "à la países desenvolvidos", os conflitos com o governo sempre acontecerão. É tarde demais para bater nessa ideia ingênua de que se as drogas se legalizarem, as grandes empresas e máfias do narcotráfico vão lavar as suas mãos e formar um negócio legalizado. A questão é que, o tráfico ilegal sempre existirá paralelamente à um sistema rigoroso de obtenção legal de drogas. Principalmente em uma realidade que já acumula muitos viciados, que não passariam pelo sistema de controle para obter um punhadinho da droga. Haveria uma competição entre os traficantes e os fornecedores legais, principalmente pelos primeiros não pagarem impostos (e logo poderem oferecer a droga mais barata), não cobrarem regularização e documentação do usuário e nem precisarem se adequar às normas do governo. Os conflitos, a violência, e o crime organizado continuariam existindo. Em um país onde as drogas causam tantos danos humanos, legalizá-las não é nem economicamente, nem politicamente, nem socialmente a melhor solução. Cadê a galerinha que pensa pra questionar esse pragmatismo ?

  75. Vitor Postado em 11/Dec/2013 às 14:36

    Nesse aspecto, concordo 110% com o Papa Francisco. Pra mim quem defende liberação total tem lobby com quem lucra com as drogas.

    • Joaquim Bispo Postado em 06/Jun/2014 às 21:27

      Fato, indústria farmacêutica

  76. Nayara Postado em 11/Dec/2013 às 18:43

    Entristece-me ver alguns comentários de pessoas confundindo religião, a atitude do papa com relação as drogas. Parem de ser hipócritas! O que Cristo nos manda seguir é acolher mas não podemos tapar os nossos olhos com uma venda e achar que liberando as drogas e deixando que o povo se mate vai resolver alguma coisa! As drogas, independente de quais forem, causam a nossa própria destruição, e dependendo da droga, se for entorpecente pode causar males a outras pessoas sim, aqueles que roubam inconscientemente para conseguir continuar comprando. creio que o papa quer dizer sim de todo o tipo de droga, e por ai você vai ouvir muitos padres sendo contra o cigarro e as bebidas. Quantos maridos não agridem as esposas por causa de bebidas? E hoje é "bonito" você encher a cara e sair postando fotos no facebook. Já diz em 1COR 6, 9ss-10: "Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o reino de Deus? Não vos enganeis, nem os impuros, [...] nem os ladrões, nem os avarentos, NEM OS BÊBADOS [...]. No tempo de Jesus não exstiam tantas drogas, mais eram as bebidas, mas serve para todos os tipos. Se o papa cruzasse os braços e deixasse que fizessem de tudo, ele estaria indo contra o evangelho. Pax e bene!

  77. Eder Postado em 13/Dec/2013 às 22:01

    Proponho a quem quer que seja, que antes de postar, pesquise dados atualizados sobre o assunto. Pois, um país que não fiscaliza o uso de cigarros e bebidas, vai ter condições de fiscalizar o uso de maconha??

  78. Thiago Teixeira Postado em 14/Dec/2013 às 09:37

    Gente, o cara é o Papa. Papa = Igreja Católica = Conservadorismo. Esperavam qual declaração? Francisco pode ser menos radical que seus antecessores mas tem limites.

  79. Paulo Franca Postado em 19/Dec/2013 às 23:30

    É Jesus, e não Pedro, quem sabe de TODAS as coisas. João 21:17.

  80. Templar Postado em 31/Jan/2014 às 10:51

    Anarquia nada tem a ver com isso...

  81. Mário Postado em 28/Mar/2014 às 18:27

    Tem que legalizar o consumo da erva, isso vai acabar com o tráfico! Tem que legalizar o estupro, isso vai acabar com os estupradores! Tem que legalizar o homicídio e o latrocínio, pois tudo isso vai acabar com os assassinos!

  82. Silvio Roberto de Oliveir Postado em 23/May/2014 às 16:04

    Essa filha da puta jurista Maria Lúcia Karam,não são o sofrimento de um adicto e sua família.Para falar que devemos liberar a droga. Com o tempo o drogado,perde a autoestima e com isso,perde emprego,não toma mais banho,vira um moribundo.E o pior,muitas vezes a família depois de muita luta,consegue que ele se trate em um centro de recuperação e quando voltam se não frequentarem semanalmente grupos de ajuda,voltam a usar.Temos é que criar um espaço na mídia,para que nossos jovens sejam alertados todos os dias sobre o perigo do uso das drogas.Se droga e cachaça fosse bom,daríamos para nossos filhos para levarem em sua lancheiras,para saborear na hora do recreio.Senão fizesse mau cazuza e companhia estariam vivos e fortes. God bless you all.

  83. Joaquim Bispo Postado em 06/Jun/2014 às 21:26

    A indústria farmacêutica cria doença para vender drogas(medicamentos ou remédios) eles não estão preocupados com o bem está e social da população, no entanto seu maior interesse é em faturar, pois eles não aceita os tratamentos homeopáticos, voltando ao assunto da maconha que uma droga alucinógena cujo efeitos físicos agudos Hiperemia conjuntival (os olhos ficam avermelhados); diminuição da produção da saliva (sensação de secura na boca); taquicardia com a frequência de 140 batimentos por minuto ou mais. Efeitos físicos crônicos Problemas respiratórios são comuns, uma vez que a fumaça produzida pela maconha é muito irritante, além de conter alto teor de alcatrão (maior que no caso do tabaco) e nele existir uma substância chamada benzopireno, um conhecido agente cancerígeno. Ocorre, ainda, uma diminuição de 50% a 60% na produção de testosterona dos homens, podendo haver infertilidade. Efeitos psíquicos crônicos O uso continuado interfere na capacidade de aprendizado e memorização. Pode induzir um estado de diminuição da motivação, que pode chegar à síndrome amotivacional, ou seja, a pessoa não sente vontade de fazer mais nada, tudo parece ficar sem graça, perder a importância.

  84. Fabíola cartao de credito bradesco Postado em 08/Jun/2014 às 21:40

    Simplesmente do cara*lh0. Estou muito contente de ver teu artigo. Muito obrigaduuu e eu estou ansioso para contata-lo.

  85. lycia Postado em 26/Jan/2015 às 18:58

    Será que sabemos mesmo usar a liberdade? Não conseguimos nem ouvir opiniões contrárias as nossas que ficamos cheios de raiva e usamos a liberdade para encher a boca de palavras ofensivas a quem nos contraria, sem reconhecer a liberdade de opiniões. Quanto ao que diz o Papa - já sabemos que não se pode agradar a todos, nem Cristo conseguiu esse milagre! É a opinião do Papa e ele tem todo o direito de expressar-se! Viva esse Papa!! É o melhor que já ví! Perfeição aqui nesse planeta não existe!