Luis Soares
Colunista
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Direita 03/Jul/2013 às 17:02
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Classe média sente os feridos da Paulista e ignora mortos da Maré

Também somos o chumbo das balas. O Brasil não mudará em profundidade enquanto a classe média sentir mais os feridos da Paulista do que os mortos da Maré

Por Eliane Brum*

Você está na sala assistindo à TV. Ou está no restaurante, com seus amigos. Ou está voltando para casa depois de um dia de trabalho. Você ouve tiros, você ouve bombas, você ouve gritos. Você olha e vê a polícia militar ocupando o seu bairro, a sua rua. É difícil enxergar, por causa das bombas de gás lacrimogêneo, o que aumenta o seu medo. Logo, você está sem luz, porque a polícia atirou nos transformadores. O garçom que o atendia cai morto com uma bala na cabeça. O adolescente que você conhece desde pequeno cai morto. Um motorista está dirigindo a sua van e cai ferido por um tiro. Agora você está aterrorizado. Os gritos soam cada vez mais perto e você ouve a porta da casa do seu vizinho ser arrombada por policiais, que quebram tudo, gritam com ele e com sua família. Em seguida você vê os policiais saírem arrastando um saco preto. E sabe que é o seu vizinho dentro dele. Por quê? Você não pergunta o porquê, do contrário será o próximo a ser esculachado, a ter todos os seus bens, duramente conquistados com trabalho, destruídos. Se você está em casa, não pode sair. Se você está na rua, não pode entrar.

O que você faz?

Nada.

Você não faz nada porque não aconteceu com você. Você não faz nada especialmente porque se sente a salvo, porque sabe que não apenas não aconteceu, como não acontecerá com você. Não aconteceu e não acontecerá no seu bairro. Isso só acontece na favela, com os outros, aqueles que trabalham para você em serviços mal remunerados.

Aconteceu na Nova Holanda, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, na segunda-feira passada (24/6). Com a justificativa de que pessoas se aproveitavam da manifestação que ocorria na Avenida Brasil – o nome sempre tão simbólico – para fazer arrastão, policiais ocuparam a favela. Um sargento do BOPE morreu e a vingança da polícia começou, atravessou a madrugada e boa parte da terça-feira. Saldo final: 10 mortos, entre eles “três moradores inocentes”.

Os brasileiros foram às ruas, algo de profundo mudou nas últimas semanas, tão profundo que levaremos muito tempo para compreender. Mas algo de ainda mais profundo não mudou. E, se esse algo ainda mais profundo não mudar, nenhuma outra mudança terá o peso de uma transformação, porque nenhuma terá sido capaz de superar o fosso de uma sociedade desigual. A desigualdade que se perpetua no concreto da vida cotidiana começa e persiste na cabeça de cada um.

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Na favela da Maré, em vez de balas de borracha, as balas eram de chumbo. Em vez de feridos, houve mortos. Seriam os brasileiros da Maré ou de outras favelas menos brasileiros do que os outros? Seriam os humanos da Maré ou de outras periferias menos humanos do que os outros? Sangrariam e doeriam os moradores da Maré menos do que os outros?

Quando a polícia paulista reprimiu com violência os manifestantes de 13 de junho, provocando uma ampliação dos movimentos de protesto não só em São Paulo, mas em todo o Brasil, houve um choque da classe média porque, dessa vez, muitos daqueles que foram atingidos por balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo eram seus filhos, irmãos e amigos. Como era possível que isso acontecesse?

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Era possível porque a polícia militar – e não só a de São Paulo, como se sabe e tem se provado a cada manifestação, nas diversas cidades – agiu no centro com quase a mesma truculência com que cotidianamente age nas favelas e nas periferias. Quase com a mesma truculência, porque algumas vozes se levantaram para lembrar que nas margens as balas são de chumbo. Balas de borracha, como foi dito em tom irônico, seria um “upgrade”. A polícia fez, portanto, o que está acostumada a fazer no dia a dia das periferias e favelas, o que é ensinada e autorizada a fazer. E muitos policiais devem ter se surpreendido com a reação da opinião pública, já que agem dessa maneira há tanto tempo e as reclamações em geral ficavam, até então, limitadas às mesmas organizações de direitos humanos de sempre.

E então veio a Maré. E, em vez de balas de borracha, as balas eram de chumbo. Em vez de feridos, houve mortos. E, ainda que o massacre tenha tido repercussão, especialmente no Rio de Janeiro, ela foi muito menor e menos abrangente do que quando a violência foi usada no centro de qualquer cidade. Por quê? Seriam os brasileiros da Maré ou de outras favelas menos brasileiros do que os outros? Seriam os humanos da Maré ou de outras periferias menos humanos do que os outros? Sangrariam e doeriam os moradores da Maré menos do que os outros?

É preciso que a classe média se olhe no espelho, se existe mesmo o desejo real de mudança. É preciso que se olhe no espelho para encarar sua alma deformada. E perceber que essa polícia reflete pelo menos uma de suas faces. Parece óbvio, do contrário essa polícia não seguiria existindo e agindo impunemente, mas às vezes o óbvio é esquecido em nome da conveniência.

É fácil renegar a polícia militar como algo que não nos diz respeito, como sempre fazemos com as monstruosidades que nos envergonham. Sem precisar assumir que essa polícia existe como resultado de uma forma de ver a sociedade e se posicionar nela – uma forma que perpetua a desigualdade, dividindo o país entre aqueles que são cidadãos e têm direitos e aqueles que não têm nenhum direito porque, mesmo que trabalhem dura e honestamente, são criminalizados por serem pobres.

No momento em que os mortos da Maré incomodam menos que os feridos da Paulista ou de outros lugares do Brasil, se justifica e legitima a violência da polícia. Se justifica e legitima de várias maneiras – e também por aqueles que sentem menos a violência da Maré do que a da Paulista, apesar de ela ser numa proporção muito maior, a começar pela diferença das balas. Se justifica e se legitima e se perpetua porque, ainda que não confessado, mas claramente expressado, vive-se como se os mais pobres, os que moram em favelas e periferias, pudessem ter suas casas invadidas, seus bens destruídos e suas vidas extintas.

Se fosse você ou eu na Maré, reconheceríamos os rostos dos que tombam e estaríamos lá, aterrorizados com a possibilidade de sermos os próximos a virar estatística. O garçom que caiu morto com um tiro na cabeça é Eraldo Santos da Silva, 35 anos. Quem estava no restaurante contou que os policiais do BOPE atiraram no transformador para o local ficar às escuras e então mudar a cena do crime, retirando as cápsulas do chão.

O garoto de 16 anos que foi assassinado se chama Jonatha Farias da Silva. A polícia disse que ele estava com uma arma na mão, mas várias pessoas que o conhecem desde criança afirmam ser impossível. Jonatha é descrito como um menino tímido e muito sozinho que perdeu a mãe de tuberculose aos 11 anos e vivia com um irmão mais velho num quarto de quatro metros quadrados. Engraxava sapatos e vendia biscoitos nos congestionamentos da Linha Vermelha para sobreviver, enquanto sonhava com ser mecânico. O motorista ferido quando dirigia a van alvejada por tiros é Cláudio Duarte Rodrigues, de 41 anos. Foi levado ao hospital por moradores, mas despachado para casa com a bala ainda alojada no glúteo. Só depois uma ONG obteve a promessa de uma ambulância para buscá-lo. Você ainda poderia ser a empregada doméstica que ouviu os policiais arrombarem a porta da casa do seu vizinho, ouviu seus gritos – “Me larga! Socorro!” – e o viu ser retirado de lá, dentro de um saco preto.

Mas isso não acontece com você, nem com seus filhos. Nem comigo. Mas, ainda que não aconteça, como é possível sentirmos menos? Ou mesmo não sentir? Ou ainda viver como se isso fosse normal? Ou olhar distraidamente para a notícia no jornal e pensar: “mais uma chacina na favela”?

Em que nos transformamos ao sentir menos a morte de uns do que a de outros, a dor de uns do que a de outros, mesmo quando olhamos para uns e outros apenas pela TV?

O que torna isso possível?

É preciso parar e pensar. Porque esses, que assim morrem, só morrem porque parte da sociedade brasileira sente menos a sua morte. É cúmplice não apenas por omissão, mas por esse não sentir que se repete distraído no cotidiano. Por esse não sentir que não surpreende ninguém ao redor, às vezes nem vira conversa. Essa polícia que mata nos reflete, por mais que recusemos essa imagem no espelho.

São vários os discursos que se imiscuem na vida cotidiana e penetram em nossos corações e mentes, justificando, legitimando e perpetuando a ideia de que a vida de uns vale menos do que a de outros, de que a vida dos mesmos de sempre vale menos do que a dos mesmos de sempre. Um desses discursos é a afirmação, que nesse caso foi assumida e amplificada por parte da imprensa, de que a polícia teria admitido que “três moradores mortos eram inocentes”. A frase tem tom de denúncia, ao afirmar que a polícia reconheceu a morte de “inocentes” na Maré. A declaração expressa, de fato, a ideia de que ao menos esses três não deveriam ter sido assassinados. Por oposição, cabe a pergunta: e os outros deveriam?

Essa frase diz ainda mais: se “três são inocentes”, aceita-se automaticamente e sem maior investigação que os demais seriam suspeitos de tráfico e outros crimes – e destes, quase nada ou nada é contado. É nesse ponto que se oculta algo ainda pior contido nesse discurso, que é a aceitação da pena de morte de suspeitos. Ou seja, os supostamente “não inocentes”, os supostamente “bandidos”, “traficantes”, “vândalos” poderiam, então, ser mortos? É isso o que se diz nas entrelinhas. Mas não seriam todos “inocentes”, até julgamento em contrário, dentro do ritual jurídico previsto pelo Estado de direito? Sem contar que a lei brasileira não prevê a pena de morte de julgados e condenados por crimes, nem sequer os hediondos. Mas o Estado, com o aval de uma parte significativa da sociedade, executa suspeitos.

A aceitação dessa quebra cotidiana da lei pelo Estado está presente na narrativa dos acontecimentos – e a imprensa tem um papel importante na reprodução desse discurso: “três deles eram inocentes”, “morreram em confronto”, “morreu ao resistir à prisão”, “troca de tiros” são algumas das expressões entranhadas nos nossos dias como se tudo explicassem. Como se isso fosse corriqueiro – e não monstruoso. Mesmo para a morte de “inocentes”, fora as mesmas vozes dissonantes de sempre, se atribui expressões como “efeito colateral”. E parece ter sido fácil para a classe média aceitar que o “efeito colateral” é a morte dos filhos, dos irmãos, dos pais e das mães dos pobres.

Em um artigo no site do Observatório de Favelas, que vale a pena ser lido (aqui), Eliana Sousa Silva, diretora da Redes da Maré e da Divisão de Integração Universidade Comunidade PR-5/UFRJ, faz uma análise da frase dita na TV pelo consultor de segurança pública Rodrigo Pimentel: “Fuzil deve ser utilizado em guerra, em operações policiais em comunidades e favelas. Não é uma arma para se utilizar em área urbana”. Ele criticava, em 18/6, a imagem de um policial militar atirando para o alto com uma metralhadora, perto de manifestantes que praticavam ações violentas em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Como afirma Eliana, parece um comentário “natural, racional e equilibrado”, mas, de fato, o que ele está dizendo? Que na favela pode. E, fora uma ou outra voz, como a dela, não causa nenhuma surpresa. Nem mesmo se estranha que na favela pode, nos protestos do centro não.

A palavra “confronto” encobre forças desiguais – e o que tem sido chamado de “confronto” seguidamente não é o que diz ser. Mesmo em confrontos de fato trata-se o que é desigual como se fosse igual, também simbolicamente. Como se uma das forças em confronto não encarnasse o Estado e tivesse, portanto, de respeitar a lei e seguir parâmetros rígidos de conduta – e não igualar-se a quem supostamente está no outro lado. Como se a polícia, como aconteceu na Maré, tivesse autorização para se vingar pela morte – lamentável – do sargento do BOPE, entrando na favela e arrebentando. E o sargento do BOPE Ednelson Jerônimo dos Santos Silva, 42 anos, é também uma vítima desse sistema avalizado por uma parte significativa da sociedade dita “de bem”.

A questão é que, se a polícia não tem autorização de direito, tem de fato. E tem porque a classe média sente menos a dor dos pobres. Tem autorização porque uma parcela da sociedade primeiro criminaliza os pobres – e, depois, naturaliza a sua morte. É por isso que a polícia faz o que faz – porque pode. E pode porque permitimos. A autorização não é dos suspeitos de sempre, apenas, mas de parte considerável dessa mesma classe média que vai às ruas gritar pelo fim da corrupção. Mas haverá corrupção maior, esta de alma, do que sofrer menos pelos mortos da Maré do que pelos feridos da Paulista?

A autorização para a morte dos pobres é de cada um que sente mais as balas de borracha da Paulista do que as balas de chumbo da Maré. Sentir, o verbo que precede a ação – ou a anula.

“Estado que mata, nunca mais!” é o chamado de um ato ecumênico marcado para as 15h desta terça-feira (2/7), com concentração na passarela 9 da Avenida Brasil, pelos moradores da Maré. A manifestação, anunciada como “sem violência e pacífica”, pretende lembrar os 10 mortos de 24 e 25 de junho, inclusive o sargento do BOPE. “Não é mais aceitável a política militarizada da operação do estado nos territórios populares, como se esses locais fossem moradas de pessoas sem direitos. Responsabilizamos o governador do Estado e o secretário de Segurança Pública pelas ações policiais nas favelas. Exigimos um pedido de desculpas pelo massacre e o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas cariocas, sustentadas no uso do Caveirão e de armas de guerra”, diz a chamada na internet.

Este ato poderá se tornar um momento de inflexão nos protestos que atravessam o país. Saberemos então se os cidadãos das favelas estarão sozinhos, como sempre, ou acompanhados pelas mesmas organizações de direitos humanos de sempre – ou se o Brasil está, de fato, disposto a começar a curar sua abissal e histórica cisão.

*Eliane Brum é jornalista, escritora e documentarista.(Revista Época)

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Comentários

  1. Vander Postado em 03/Jul/2013 às 17:15

    Mais uma que ODEIA a classe media...... Vão se tratar

  2. hercules Postado em 03/Jul/2013 às 17:33

    Que texto idiota , só pode ter cido escrito por um traficante .....

  3. Ernesto Augustus Postado em 03/Jul/2013 às 18:48

    Que comentários inúteis os dos sujeitos acima, aposto que leram apenas o inicio do texto. É difícil saber porque indivíduos com esse tipo de pensamento ainda frequentam um site como o Pragmatismo. Playboys.

  4. Danilo Postado em 03/Jul/2013 às 19:54

    Vamos a lista dos INOCENTES mortos na Maré: -André Gomes de Souza Júnior, de 16 anos - três passagens por furto na condição de adolescente infrator - José Everton Silva de Oliveira, de 21 anos - passagens por porte ilegal de arma de fogo e outra de roubo seguido de morte na condição de adolescente infrator - Ademir da Silva Lima, de 29 anos - uma anotação criminal por tráfico de drogas e associação ao tráfico como adolescente infrator. Como maior de idade, tem uma anotação criminal por homicídio, uma por roubo e uma por furto - Fabricio Souza Gomes, de 26 anos - três anotações criminais por homicídio, uma por porte ilegal de arma de fogo, uma por lesão corporal e uma por ameaça. Contra ele, havia pendente um mandado de prisão temporária - Carlos Eduardo Silva Pinto, de 23 anos - anotações criminais por roubo de veículo, tentativa de homicídio e lesão corporal - Renato Alexandre Mello da Silva, de 39 anos - sete passagens por roubo, uma por furto, uma por tráfico de drogas e outra porte de droga. Já cumpriu pena no sistema penitenciário - Roberto Alves Rodrigues - anotações criminais por três furtos e um roubo

  5. Anon Postado em 04/Jul/2013 às 01:41

    O texto ficou bom, realmente acho que esses casos deveriam ter mais atenção mas, infelizmente, é feito de tudo para abafá-los. E generalizar nunca é bom; sou classe média, cidadão consciente e politizado, não somos todos conservadores, reacionários, de direita etc. Até entendo a revolta mas gente alienada tem em todas as classes.

  6. sofia Postado em 04/Jul/2013 às 07:25

    A policia é truculenta porque o perfil psicologico do policial é este: pouco inteligente, pouca capacidade de avaliação por isto obedece a ordens, tem espirito de justiceiro por isto age arbitrariamente, ganha pouco por isto tem que desprezar quem ganha menos ainda, não conseguiram fazer o que queriam da vida por isto são revoltados a sociedade. Depois o fato de haver tido arrastão ou que os mortos eram ou não inocentes não vem ao caso porque a obrigação da policia é agir de acordo com a lei. Prender para que o criminoso seja julgado. Talvez estas atitudes arbitrariaS da policia e o abandono do Estado sejam a maior razão para aumento da violencia e da criminalidade ao invés de diminui-la. Imaginem um garoto que cresce num ambiente desses onde o Estado invade a sua casa ou a dos vizinhos, não respeita nenhuma lei e fazer o que quer como se sua vida e de sua familia não valessem nada? Certamente boa coisa não vira. Talvez investir no futuro dessas crianças seja a melhor maneira de diminuir a criminalidade no futuro.

  7. Sérgio Postado em 04/Jul/2013 às 10:18

    Esse Hercules deveria pelo ao menos saber escrever para poder vir discutir com algo plausível, meu caro "CIDO" se escreve assim "SIDO", e outra, no final do texto fica claro que ela é jornalista que assim como você deve pensar que ela está defendendo "TRAFICANTES E LADRÕES"

  8. Sérgio Postado em 04/Jul/2013 às 10:28

    Continuando o texto acima: Mas, ela tenta mostrar a voz de parte dos brasileiros que vivem em condições precárias em meio a violência exacerbada da nossa polícia, polícia essa em que boa parte não é preparada para certos tipos de operações. Essas pessoas "FAVELADAS", como a sociedade assim os denominam, não tem o poder de defender e reivindicar os seus direitos diante o estado por conta de pessoas como você que acha que eles são inferiores.

  9. Suzana Postado em 05/Jul/2013 às 00:42

    "Este ato poderá se tornar um momento de inflexão nos protestos que atravessam o país. Saberemos então se os cidadãos das favelas estarão sozinhos, como sempre, ou acompanhados pelas mesmas organizações de direitos humanos de sempre – ou se o Brasil está, de fato, disposto a começar a curar sua abissal e histórica cisão." E a odiosa, podre,doente e insensível classe média seria bem vinda? Fico na dúvida.

  10. Paulo Pinheiro Postado em 05/Jul/2013 às 18:30

    Sérgio, O que você acha que está por trás do pedido de "o compromisso com o fim das incursões policiais nas favelas carioca"? Veja o tamanho do texto da blogueira acima. Conte quantas palavras. Pois é... só uma foi dada como apoio à família do policial morto: "lamentável". Por isso que a polícia age duro mesmo. Porque quando arrisca a vida lá - e perde - esse é o máximo que vão ouvir. Vão subir a favela ouvindo os tiros zunindo em seus ouvidos e não podem atirar em ninguém, porque senão é "malvado, feio, chato e bobo". Chega! O tratamento diferente lá é porque eles também são tratados diferentemente lá. O povo da favela reclama, mas não assume seus próprios erros. O comentário de que fuzil não pode ser usado contra manifestantes é porque, via de regra, eles não estão armados com AR-15 pra atirar de volta na polícia. Na favela crianças posam felizes empunhando um. Acha que estou mentindo? Quer que eu indique links de fotos? Vamos parar de hipocrisia. Tratem bem a polícia que a polícia tratará bem vocês.

  11. Cacique Postado em 08/Jul/2013 às 16:51

    Paulo Pinheiro, você fez um comentário preconceituoso. Escrevo uma resposta que não é pra você, porque você não vai mudar seu preconceito assim tão fácil. É para alertar outras pessoas para que não formem opiniões preconceituosas a partir do seu comentário preconceituoso. "Menos de 5% dos caras do local, são dedicados a alguma atividade marginal. E impressionam quando aparecem nos jornais tapando a cara com trapos, com uma UZI na mão, parecendo árabes do caos. Sinto muito cumpadi, mas é burrice pensar que esses caras é que são os donos da biografia, já que a grande maioria daria um livro por dia só de arte, honestidade e sacrifício" O Rappa.

  12. Cacique Postado em 08/Jul/2013 às 17:13

    Danilo, quanto aos Inocentes, certamente você não leu o texto, portanto explico aqui. Quem decide quem é inocente ou culpado, e decide a pena, não é a Polícia, é a Justiça. Se um policial decide executar um criminoso, ele está se igualando ao criminoso. Execução é diferente de morte em tiroteio, mas as alterações feitas em cenas de crime, que são o modus operandi do BOPE, torna impossível separar as duas coisas. O certo seria: Justiça para os criminosos, todos eles, inclusive os da Polícia.

  13. Rodrigo Postado em 30/Jul/2013 às 13:18

    Pois é, tem gente que só enxerga o próprio nariz, a exemplo de quem ignora as mortes de Celso Daniel e Toninho do PT.

  14. Guilherme Postado em 20/Aug/2013 às 17:18

    Mimimi a classe média é demonio, mimimi a classe media é o capeta... mimimi mimimi mimimi... Só isso vi no texto. O grau de violência da policia do Rio é desproporcional em relação as policias dos outros estados assim como a violência dos traficantes do Rio tambem é desproporcional a dos outros estados. Eu como paulistano, morador do extremo da zona leste, não vejo traficantes de fuzil na porta da minha casa nem a pm passa na minha rua com um carro blindado. A pessoa que escreveu o texto cobra que a sociedade como todo tome partido de um perfil cotidiano, um nivel de violência que nos não conhecemos.